Notas iniciais
Vamos aproveitar o Fim De Semana? kkk primeiro quero agradecer a Sthephanymicaele pela linda recomendação! eu amei, eu vibrei e eu escrevi mais( embora não tenha tido tempo de postar e só voltei agora), muiiiito obg linda! ♥ e muito obg a cada um de vocês por cada comentário que é gás para escrever! sem mais, Boa Leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 33

Washington, abril, 2016

Edward

—Como alguém esconde a própria filha por dez anos? – não perguntei a ninguém em particular.

—Aquele homem é um doente. – Tyler comentou tomando outro gole de sua cerveja. Olhei para a sala onde as meninas se empoleiravam no sofá a volta de Bella, está que estava em repouso absoluto até o final da gravidez, graças ao descolamento de placenta que teve na sua aventura pelo México.

—E se encontra fora do radar já que está em terras Russas. – Alec disse revirando o macarrão na grande panela no fogão. Quem diria que o grande agente secreto Alec Volturi se mostraria um excelente cozinheiro?

—Você acha que ele vai ficar nessa quanto tempo? – perguntei.

Ele deu de ombros ainda de costas para nós.

—Nunca subestime a capacidade de sobrevivência de Aro. E pelo o que pudemos coletar de informação... O chip Freya está em poder de Victor de novo, então talvez ele deixe Aro viver. Contudo na hora que ele puser os pés no país será preso.

—Isso não te perturba? – Emmett disse fungando pela cebola que estava cortando.

—NÃO É POSSIVEL! ESSA COMIDA NUNCA FICARÁ PRONTA?- Rosalie gritou.

—Mulheres. – falamos em coro suspirando.

—Vinte minutinhos Rose! –Alec gritou de volta divertido.

—Jasper, você devia ter trago Alice. –falei com meu amigo e cunhado.

—Ela está se sentido culpada por tudo o que aconteceu a Bella.

—Não é culpa dela. – Tyler acenou. – o que ela poderia ter feito?

—Podemos enumerar. – sinalizei revirando os olhos. – um: não chamar Bella para ver Jacob na penitenciaria; dois; não pressioná-la ao limite, três; ter mais empatia...

—Entendi irmão, você pode passar horas nisso. – Emmett riu.

—Então ela fez bem em não vir. – Jasper me olhou com falso alarde.

—Alice é da família, famílias brigam se desentendem, se odeiam... é normal. No final todo mundo se ama e daria a vida pelo outro; é melhor que ela se acostume.

—A criação dela não foi como a nossa.

—Com os pais frios e distantes? Não é desculpa para falta de humildade. Bella sempre pergunta por ela, tem até tentado ligar para ela e ela não atende. Alice precisa se desculpar e as coisas irão seguir.

Jasper respirou fundo.

—Eu concordo com você Edward, de verdade, mas Alice não é assim.

—A baixinha é encrenca. – Emmett sussurrou em modo conspiratório passando os temperos para que Alec os misturasse ao macarrão.

—Pai! O Petter quebou o meu Capitão América! – Herry filho mais novo de Rasalie entrou aos berros.

—Não quebrei não! Ele que é burro e puxou! – Petter o seguiu se queixando. Emmett pegou o mais novo nos braços.

—O que eu falei sobre chamar seu irmão de burro? – sua voz adquiriu um tom paternal semelhante ao do nosso pai. Todos ficaram em silencio observando a cena.

Petter olhou para baixo.

—Mas ele é burro. –sussurrou olhando seus pés.

—Eu não sou! – Harry gritou de volta.

— Já chega os dois! – ele colocou o pequeno Harry no chão. – Petter, peça desculpas pro seu irmão.

—Mas a culpa não foi minha de quebrar!

—Mas o chamou de burro! Peça desculpas por isso.

Petter olhou feio para o irmão caçula. Era engraçado vê-los, todos os dois eram a copia de Rosalie, eu não via espaço para pensar na provável semelhança com o pai deles.

—Peça. –Emmett ameaçou.

—Desculpa.

—Eu não ouvi. – Emmett gostava disso.

Era a mesma coisa que nosso pai fazia com nós dois.

—Desculpa Harry. Você não é burro. – o menino disse derrotado.

—Ta. – o caçula respondeu fungando tentando colocar a cabeça do boneco de volta ao corpo.

—‘Ta’’ o que Harry? – Emmett perguntou.

—Eu te desculpo. – o menino disse serio. Estendeu a mão para o irmão. Eu queria rir, esperava que alguém estivesse filmando isso.

—Abraça o irmão agora. –Emmett gesticulou. – e diz que ama.

—Eu te amo. – disseram em coro.

—Isso ai meninos! Não fiquem brigando, ok? Amanhã nós vamos à loja de brinquedos e comprarmos um Capitão pra cada um! – ele disse de forma conspiratória.

—Serio pai?! – o mais novo disse.

—Serio! Agora se eu vir vocês brigando... não mesmo. – ele sacudiu a cabeça serio.

—Obrigado tio Emmett. – Petter disse e voltou para sala com o irmão em seu encalço.

—Você filmou? – perguntei ao Tyler.

—Tudo! – ele confirmou. Emmett deu de ombros.

—Você parecia o papai! –eu ri

—O papai tinha razão em reclamar quando brigávamos. Se ele não fizesse com que nos voltássemos a nos falar não seriamos os melhores irmãos do mundo. – ele estendeu a mão num hi-5 e eu toquei a minha na sua.

—Como você fez para esse moleque te chamar de pai? – Tyler perguntou.

—Foi natura e eu lembro direitinho do dia. Eles estavam passando o fim de semana na minha casa, Rose e eu estávamos completamente vestidos no meu quarto, sabe, quando se tem crianças você dorme vestido e com a porta aberta. – ele disse aquilo como se fosse uma informação crucial e eu tive que conter minha risada. – Herry entrou no quarto tarde da noite, subiu na cama e disse que queria dormir com o papai. E daquela noite em diante eu era o papai.

—Mas não para Petter. – assinalei.

—Petter tem quase cinco anos, se apega a memória do pai. – ele deu de ombros. – pelo menos agora não tem implicado comigo, até me chama de tio!

—Fico feliz por você irmão.

—Olá meninos, eu sei que estão todos muito felizes, mas eu e minhas amigas estamos famintas! — Jane se fez presente.

—E está tudo pronto maninha! Quer por a mesa? – Alec se virou do fogão com um pano de prato na mão.

—Já não era sem tempo. – ela bufou. Tyler levantou indo abraça-la. Beijou sua bochecha.

— Você é linda com fome. – disse.

—Oh casal meloso! Vamos guarda esse mel para mais tarde?! – Emmett sugeriu. Jane fez língua para ele, se desvencilhando dos braços do noivo, indo em direção ao armário onde estavam os pratos.

Rosalie apareceu para ajuda-la.

—Vanessa? – perguntei estranhado ela não está oferecendo ajuda as tias.

—paparicando a mamãe. – Rose revirou os olhos sorrindo. Sorri com aquilo, Nessie e Bella estavam mais unidas que nunca depois de todo sofrimento passado com a separação e os dias que Bella passou no hospital devido ao deslocamento de placenta e o risco de perder o bebê. Vanessa se sentia culpada e triste por não poder ficar com a mãe no hospital. Com a volta de Bella para casa as duas estavam inseparáveis, eu até me senti um pouco de fora da bolha mãe e filha que elas haviam criado, até é claro Vanessa me perguntar timidamente se poderia me chamar de pai. Repassei a memoria em minha mente.

Espera Edward. – ela disse logo que a coloquei na cama, alguns dias haviam passado, e ela estava de volta ao seu quarto- andou dormindo comigo e Bella logo que a mesma teve alta- e voltar para seu quarto era um marco. Voltei para a cama, sentando na beirada. Ela se sentou de novo. Parecia encabulada, mexeu nos cabelos, um habito adquirido de Bella.

—Você acha que meus pais... quero dizer a Carmen e o Eleazar, vão ficar chateados por eu considerar você e a Bella meus pais agora?

—Não pequena. Você entende as circunstancias do seu nascimento, certo? – ela já havia conversado com a psicóloga sobre todo o episodio.

—Meus pais me disseram que eu tinha o sangue de outras pessoas, mas que cresci na barriga da minha mãe.

—Eles cuidaram e amaram você enquanto puderam. – falei serio fazendo um cafuné em seus cabelos.

—Eu agora não estou mais tão triste por eles não estarem aqui. Não! Eu estou triste, mas... não dói tanto. Por que sei que você e a Bella estão aqui comigo. Não é como estar sozinha, não mesmo. Aquele bolo na garganta, parecendo que iria sufocar... acabou.

A envolvi com meus braços.

—Bella e eu estamos aqui por você, para amar e cuidar de você. Não só porque temos o mesmo sangue, pequena, mas porque você nos conquistou no momento em que pusemos os olhos em você, e desde então te amamos. E quanto a sua duvida, seus pais Eleazar e Carmen não vão ficar bravos com você por você sentir no seu coraçãozinho a vontade de nos chamar de pais. Tudo o que eles queriam para você é que fosse amada, por isso escolheu eu e a Bella para cuidar de você.

Ela ficou quieta por um tempo, acredito que tentando entender o tanto de informações que tinha.

—Só isso?-tentei.

—Não. Depois de amanhã vai ter uma coisa na escola. – ela olhava os dedos enquanto falava. – temos que levar nossos pais, ou quem cuida da gente para falar sobre seu trabalho.

—Eu adoraria ir. – falei beijando seus cabelos.

—Como o meu pai? – ela levantou a cabeça para me olhar com aqueles incríveis olhos chocolates como os de Bella.

—Sim pequena, como seu pai. – meu coração acelerou em meu peito cheio de emoção por ouvir essa pequena palavrinha saindo da sua boca para mim.

—Obrigado. – sussurrou.

—Eu que te agradeço por me deixar ser seu pai.

Voltei ao presente com a voz de Bella.

—Eu estou faminta! – Bella relatou se levando do sofá. Colocou a mão na lateral da barriga.

—O que foi? – eu estava ao seu lado em um piscar de olhos.

—Uma fisgadinha porque levantei rápido de mais. Só isso. – tentou dar pouca importante.

Resolvi nem responder, Bella era muito desajeitada em seus movimentos, e o fato de sua medica ter vetado qualquer tipo de atividade e a ter colocado em repouso absoluto até o fim da gestação (e por enquanto ter vetado o sexo também) já a estava deixando bem irritadiça.

—Vanessa vem comer. – a chamei. Estava de frente para a TV com os filhos de Rosalie.

—Acho melhor eu comer aqui com os meninos. – ela disse.

—Nada de comer enquanto jogam. Hora de comer é todos na mesa. – Jane repreendeu. Vanessa me laçou um olhar implorativo.

—Você ouviu sua tia. – sacudi a cabeça. Apesar do alvoroço causado pelos pequenos que faziam muita bagunça para comer ainda, principalmente Harry com seus dois aninhos, foi bastante divertido.

—Jane o que você vai fazer a respeito da sua irmã doida? – Emmett a questionou com a boca cheia recebendo um olhar censurador de Rosalie.

—Que foi? – ele sussurrou para a mulher.

—Você não sabe ser sutil? – ela ralhou.

—Tudo bem Rose, não tem problema. Eu só prefiro que Emmett – ela olhou para o objeto de sua queixa – não diga que Heidi é doida.

—Desculpe loirinha, mas ela é meio pirada não é mesmo?

—É o mínimo que se acontece com alguém que passa dez anos em cárcere privado com diversas drogas circulando seu sistema. – Bella disse seria porem focada em terminar seu prato de salada.

—Você pode comer um pouco de macarrão hoje. – eu disse.

—Não iria pedir permissão. – ela fez língua para mim.

—Vou morder essa língua. – sussurrei em seu ouvido. Ela fechou a boca mordendo os lábios.

—Crianças a mesa. — Jasper revirou os olhos.

—Heidi está na clinica de reabilitação. – Alec tomou para si a necessidade explicar. – Jane e eu a visitamos todos os dias. Tem progredido, mas é um processo lento.

—Eu quero ver a Heidi. Sinto falta dela. – Vanessa disse. Bella acariciou sua mão.

—Vamos pensar em um bom dia para irmos.

—Você não vai sair daqui. – a lembrei sutilmente.

Ela me olhou mortificada.

—Seria algo rápido! Eu não posso ficar presa a esse apartamento!

—Você pode e deve. – Jane saiu em minha defesa.

—Bella, sei que é chato essa situação mais Edward e Jane estão certos; você teve um descolamento de placenta e repouso absoluto é repouso absoluto. Só deve sair de casa para consultas. – Rosalie foi a voz da razão.

Ela queria discutir, mas pensou melhor, pegou um prato e se serviu da massa.

A conversa passou a temas mais leves, Emmett queria saber de Vanessa sobre as aulas de natação e seus preparativos para entrar no time da escola.

—Todos são tão legais lá! A treinadora falou que eu tenho muitas chances de entrar.

—Sabe que para isso suas notas devem continuar impecáveis. – Bella lembrou suavemente. Vanessa fez uma careta remexendo a massa em seu prato.

—Eu sei mãe. – sussurrou. Nessie não pode ver o sorriso leve que surgiu no canto da boca de Bella a menção da palavra mãe.

—A mãe disse que virá no próximo fim de semana. – Jasper chamou a atenção de Bella.

—Sim. E o pai também. – isso era novidade. – liguei para ele hoje.

—Charlie e Renée na cidade juntos? Isso é preocupante ou está tudo bem?

—Charlie vai ficar com você Jasper, e Renée comigo.

—Não me lembro de termos conversado sobre isso.

—Sou mais velha. Já tomei a decisão, estou começando a retornar o relacionamento com o papai, mas não o quero durante todo o fim de semana aqui em casa.

Jasper deu de ombros convencido.

—Sem problemas.

—Como foi a conversa de vocês? – perguntei.

—Superficial. Ele disse que queria me visitar e eu concordei, deixando claro que ele seria bem vindo à casa do Jasper. – ela sorriu para o irmão, que levantou uma taça de vinho a cumprimentando.

Bella

A troca de olhares com meu irmão e a cumplicidade ali presente me fez recordar o momento tenso que passamos na fronteira com o México e como ele cuidou de toda a situação.

—Você está ardendo em febre Bella! – ele disse assim que me soltou de seu abraço.

—Acho que o bebê está em perigo Jas. – sussurrei, falar isso para meu irmão tornou tudo muito real para mim, e o conhecido nó na garganta voltou com tudo, me fazendo engasgar com a vontade de chorar. Jasper tinhas os braços firmes a minha volta impedindo que eu caísse.

—Agente Jasper Swan. – o homem de antes, que eu supus ser o chefe do lugar abriu a porta de forma ruidosa. – Podemos conversar e tratar dos assuntos...

—Não tenho assuntos a tratar com o senhor. Minha irmã está gravida e precisa de um medico imediatamente, não quero nem pensar no mal que o senhor possa ter causado oa negá-la isso. – ele disse com rispidez. O homem fechou a boca numa linha rígida.

—Não achei que fosse necessário.

Jasper riu sem humor.

—Reze para que nada de ruim aconteça. – meu irmão disse serio. Acenou com a cabeça para outro homem que segurando Heidi pelos braços e falando com ela baixinho a fez se levantar e segui-lo para fora. Vanessa se agarrou a minha blusa.

—Vamos embora querida. – falei para ela que apenas assentiu.

—Tenho uma equipe medica nos esperando não muito longe daqui. – Jas disse.

—Não podem ir! Temos papeladas a preencher!

Jasper o lançou um olhar de completo ódio.

—Deixo isso para o senhor. Vamos Bella.

Meu irmão tinha o poder de me passar a sensação de segurança.

Edward

A campainha tocou.

—Quem será? – questionei me levantando, o interfone não tinha tocado com o porteiro pedindo a liberação de alguém, então só podia ser um vizinho.

—Falei para você falar mais baixo, esta incomodando os vizinhos! – ouvi Rosalie ralhar com Emm.

—Sai Toddy! – reclamei com meu cachorro quando ele veio à porta todo animado; Toddy era assim, você se aproximava da porta e ele já imaginava que iria leva-lo para passear.

A figura de uma mulher de vestido leve de verão com um bebê a tira colo me fez sorrir.

—Alice. – a cumprimentei.

—Oi Edward. – ela sussurrou meio sem jeito, olhando através de mim, procurando Jasper imagino.

—Estou surpreso em vê-la aqui. – cruzei os braços sobre o peito. Eu não deixaria ela se safar tão fácil assim, se ela veio é porque está disposta a pedir desculpas a Bella, e abusaria da recém-adquirida humildade dela.

—Não mais do que eu em estar aqui. – ela me lançou um sorriso duro. Charlote bateu palminhas esticando os bracinhos para mim.

—Posso? – pedi.

—Claro. Edward...

—Apenas entre Alice. Você é da família, é triste ver seu lugar a mesa, vazio. Gente olha quem chegou! – dei as costas para minha concunhada entrando para o apartamento com minha sobrinha nos braços.

—Charlotte! – Bella arfou. Há dias não via a sobrinha e como resultado sentia muito a falta da pequena.

—Pode ficar sentadinha ai que eu te passo ela. – avisei. Ela concordou sem discutir, a passei à pequena.

—Que linda e grande você está Charlotte! – Vanessa saiu de seu lugar para brincar com a prima, que por sua vez estava com os olhos vidrados no pai do outro lado da mesa.

—Olha como ela te olha Jasper! – Bella reclamou.

—O que posso fazer? Ela é a garota do papai. –ele contornou todos para beijar a filha.

—Alice? – sussurrou.

Olhei para trás a procurando.

—Sala. – dei de ombros. Ele quis sair para encontrar a esposa, segurei em seu braço negando com a cabeça; era hora de Alice parar com infantilidade e encarar a todos.

Ele suspirou me entendendo meu olhar.

Não demorou muito, ela saudou a todos com um ‘’boa noite’’ baixo.

—Alice! Esta com fome? Os meninos fizeram a comida. – Bella sorriu amistosa para ela. A baixinha corou para minha surpresa.

—Já jantei, obrigado.

—Isso é ótimo Alice, pode me ajudar com a lousa? Os meninos fizeram a comida, nos lavamos. – Rosalie se levantou.

—Mamãe pode joga agora? – Herry pediu a mãe.

—Só se Nessie for com vocês, o vídeo game é dela.

—Sim, vamos meninos! – minha menina chamou os pequenos de volta à sala.

—Sinto-me desconfortável com vocês fazendo o serviço por aqui. – Bella disse com uma careta, se levantando com Charlotte no colo.

—Que besteira! – Jane debochou. – Rose, vamos eu e você arrumar tudo rápido, Bella deve querer mostrar o quarto do bebê a Alice.

Jane como sempre planejando tudo. Bella arregalou os olhos para a amiga, e toda a cena seria cômica se não fosse carregada de tensão.

—Jasper eu estou tendo um problema com meu notebook, trouxe para você dar uma olhada, pode ser? – Tyler tinha um senso oportuno invejável.

Os dois se retiraram da sala de jantar e Emmett os seguiu sabiamente.

—Quer me passar ela? – perguntei a Bella.

—Charlotte não é pesada. – Bella reclamou, contudo me passou a bebê.

—Vamos com o titio ver os primos jogarem? – sussurrei para ela, a embalando, ela gargalhou agarrando meus cabelos com força.

—Assim você vai deixar o tio Ed careca Charlotte. – me queixei sendo recebido por outro sorriso babado.

Deixando Bella com Alice, eu esperava que as duas se resolvessem logo.

Bella.

Aconteceu rápido, e eu me vi sozinha com Alice.

—Eles não são muito sutis. –Alice quebrou o silencio. Eu ri, não meu namorado e nossos amigos não eram nenhum pouco sutis.

—Quer ver o quarto do bebê? –indiquei o corredor. – ah, o quarto do bebê, traço o de Vanessa.

—Claro. –ela deu de ombros e me acompanhou. Passamos pela sala, onde Emmett tinha se juntado a batalha dos vídeo games.

Abri a porta do quarto de Vanessa. Não estava diferente, só mais fofo que já era, tinha um berço do lado oposto de sua cama, uma cômoda, e as paredes antes rosa, tinham nuvens desenhadas, tudo muito encantado, parecendo um jardim.

—Sabe com todo o tempo livre fico navegando na internet e Nessie e eu compramos umas coisas para o bebê.

—Ainda não sabem o sexo?

—Não. Tentaremos na próxima consulta, mas segundo Edward é uma menina. – dei de ombros. — Eu sempre imaginava um menino, mas com toda a insistência de Edward, estou começando a acreditar nele.

Alice não seguiu minha tagalerice banal, tinha as mãos unidas na frente do corpo, e um vinco na testa, como se tentasse resolver um problema matemático muito serio.

Sentei na beirada da cama, eu estava me sentindo muito bem, e não queria mudar isso.

—Bella eu... sinto muito por tudo o que aconteceu.

Eu sabia que aquelas palavras eram muito para ela, Alice não havia sido treinada para estreitar seus laços familiares, ou pedir desculpas, aquilo para ela era difícil.

—Sem sangue sem crime.- falei.

Ela me encarou seria.

—Não é assim que realmente se sente, eu sei. Eu tinha informações, poderia ter dado a ordem e todos caíram matando em cima de Aro, e tudo isso teria sido evitado; você na fronteira, seu descolamento de placenta... Bella, tudo isso é culpa minha. Eu demorei a perceber isso, mas quando Jas ligou, e você estava no hospital, e não sabiam se o bebê ficaria bem... merda, eu me senti a pior pessoa do mundo.

—E no fim Aro fugiu. – conclui.

—Sim. Mas isso... perceber que poderia ter acontecido com Você, o bebê e Vanessa... e todo esse tempo eu poderia ter evitado.

Eu fiquei muito brava com ela. Antes de ir ao México, quando estava no México, e nos dias que fiquei em observação no hospital, até que eu percebi que esse sentimento só faria mal a minha família.

—Alice. – eu queria dizer a ela que isso tinha passado, eu não a culpava mais, e queria realmente ser amiga dela.

—Espere eu terminar. Depois do que aconteceu eu entendi, que se fosse a minha filha lá, eu realmente teria feito tudo o que você fez, então foi muito egoísmo meu ter agido daquela forma, e se você for condenada por associação ao crime...

—Eu não serei. – a interrompi. Meu julgamento aconteceria dali a algumas semanas, mas Edward garantiu que eu não seria condenada, era apenas mais uma vitima nisso tudo. – senta aqui.

A indiquei a cama em que eu estava. Ela se sentou ao meu lado. Segurei suas mãos nas minhas.

—Eu fiquei muita brava por tudo aquilo, por você estar focada em sua missão. – Revelei. Ela ouviu a tudo muito calada. – mas quando eu voltei para casa, com minha filha nos e meu bebê seguro dentro de mim, minha mãe me esperando, meu irmão... Alice, eu senti sua falta ali. Eu me cerquei de amor e não havia espaço para raiva, ou rancor, e eu entendi que o que faltou a você eu sempre tive de sobra.

—O que? – ela sussurrou com o olhar implorativo.

—Amor. Sempre tive pessoas me amavam e demostravam isso de diversas formas, e seja pela criação rígida sua, ou por seu jeito fechado, antes de Jasper e Charlotte você ainda não tinha vivenciado esse tipo de amor. E eu sinto muito Alice.

Ela ficou quieta por um tempo, até que percebi as lágrimas silenciosas escorrem pela sua bochecha.

—Vem cá. – a puxei para um abraço.

—Obrigado Bella, obrigado por tudo. – sussurrou.

Não tinha espaço na minha vida para rancor, eu estava cercada das pessoas que eu amava, e faria todo o possível para minha família permanecer unida.

Notas finais
Alice se redimindo kkkk e vocês? a perdoam? então, sobre o meu atraso, eu estou em época de provas e entregas de trabalho, e ainda tem meu trabalho em si... por isso andei meio sumida, contudo, porem, todavia e entretanto vou tentar aparecer logo, já que tenho capitulo pronto >< bjs e vejo vcs nos comentários, certo? por favorzinho >