Notas iniciais
Oiê! Bem vindos novos leitores! *_* tem gente nova aparecendo todo dia quase! rsrssr passem pra da um oi gente, isso me faz tão bem! tenho uma super novidade; agora tenho uma Beta *O* eu to pulando de alegria serio! a Fic agora estará numa qualidade melhor para vocês >< Boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 16

Dias atuais.

Mississippi, novembro de 2015

Bella.

Naquela tarde que seguiu nossa visita a Vanessa no abrigo, eu estava ansiosa e apavorada. Ansiosa por que queria tirá-la daquele lugar, apavorada porque não sabia como seria ter uma criança em minha vida, e principalmente como eu agiria com ela. Por favor, ela havia acabado e perder os pais.

Bufei pela milésima vez cruzando os braços a frente do meu corpo e encarei a estrada a minha frente. Edward desviou sua atenção da direção, me olhando com uma sobrancelha arqueada. O encarei, desafiando-o a fazer algum comentário.

—Vamos, Bella, me fale o que está te incomodando.

—Não tem nada me incomodando.

—Claro que tem. Você fica ai, suspirando e fazendo cara feia pra mim.

—Tudo bem, Edward. Agora que assumimos a responsabilidade com uma criança... Não esta assustando?

—Estou apavorado. – ele disse sério olhando a estrada a nossa frente. Havíamos chegado ao prédio do Tyler, ele manobrou entrando na garagem estacionando na vaga.

Tirei o cinto pronta para pular fora do carro, correr para o apartamento e ligar para Jane. Porém antes de fazer qualquer uma destas coisas que eu planejava, Edward me impediu, segurando meu braço.

—Somos completos estranhos para ela.

—Eu sei! – Gemi

—Ela não conversou nada com você? – Quis saber.

—Apenas respondia quando eu a vazia uma pergunta. Falou mais sobre os livros que gosta. Estou preocupada com ela, não sei como alcança-la. Nunca tive que lidar com crianças, ainda mais uma que tenha passado por algo tão terrível. – joguei meu corpo de encontro com o encosto da poltrona do carro fechando os olhos. Eu estava começando a ficar com dor de cabeça.

Senti Edward segurar minha mão. Continuei de olhos fechados, tive medo de olhar em seu rosto e ver o tipo de expressão que fazia meu coração bater mais rápido.

Deixei que ele entrelaçasse seus dedos nos meus.

—Vamos dar um jeito, ok? Também estou apavorado, mas Carmen e Eleazar confiaram em nós, não sei o porquê, mas eles confiaram. Vamos fazer o melhor para que ela tenha o melhor.

Finalmente abri meus olhos. Ele tinha um sorriso pequeno no canto da boca.

—Ok. Vamos arrumar o apartamento para a chegada dela. – Falou saindo do carro.

O resto da tarde foi quieto, Edward ficou no quarto trabalho, ou fazendo sabe se lá o que, e eu fiquei fazendo uma lista de compras. Seria Vanessa uma criança que comia de tudo, ou seria uma daquelas que só em falar de comida já fazia cara feia?

No meu celular havia muitas mensagens de Jane.

‘’Tyler está surtando chamando Edward de idiota. O que aconteceu entre vocês dois?’’

‘’Bella, me liga assim que puder. Como assim vocês estão com a guarda da filha de Eleazar e Carmen?’’

‘’Por que meu pai iria querer a guarda dela? Eu não faço ideia! Até onde sei, ele odeia crianças!’’

‘’Consegui falar com Alec, você não vai acreditar no que ele me contou. ME LIGA!’’

Olhei par o corredor, a porta do quarto de Edward continuava fechada. Procurei o contato de Jane no celular esperei chamar.

—Finalmente. – Ela comemorou.

—Isso aqui ficou uma loucura. – Me justifiquei.

—Você e Edward? Ou a menina?

—Vanessa. – Corrigi. Me sentei numa cadeira na pequena varanda.

—Vanessa. Vai mesmo ficar com ela?

—É a coisa certa a fazer. O que descobriu com Alec?

Ouvi barulho de papel mexendo.

—Estou estudando, tenho prova na próxima semana. Alec me disse que o papai faliu.

—Como?!

—Isso mesmo, os negócios dele faliram. E isso não é tudo.... Descobri uma ligação entre papai e Eleazar. Você está sentada?

—Sim.

—Se segure... Espere vou fazer uma chamada de vídeo.

—Com quem, Jane? Nossa conversa é mais importante!

—Com você mesma bobinha! Um minuto apenas!

Fiquei mortificada quando ela encerrou a ligação. Não demorou para que voltasse a me ligar, dessa vez em chamada de vídeo.

Estava com o rosto pálido sem maquiagem.

—Então... – A incentivei.

—Você esta com uma cara péssima, Swan!

—Foco, Jane! Me diga a ligação do seu pai com Eleazar.

Ela franziu os lábios e olhou para os lados antes de me responder.

—Sabe que meu pai foi criado na Itália, não é? Meus avós eram italianos. Pelo menos os paternos. Eles eram amigos dos pais de Eleazar. Eu não sabia disso, Alec ficou sabendo por que estava visitando uns parentes nossos lá. Meus avós deixaram uma herança para Eleazar, um valor alto em dinheiro, e pelo o que meu irmão me disse, ele nunca tocou nesse dinheiro.

—Ficou para Vanessa? – sussurrei.

—Acho que sim, né? O advogado que cuida dos bens dela ainda não te mandou uma relação com os bens dela?

—Não.

—E você nem teve curiosidade? – ela bufou. – Bella, Carmen e Eleazar ganhavam muito bem, tinham investimentos bilionários. Esse dinheiro que pertencia aos meus avós nunca foi usado e pelo o que sei, só ficou rendendo juros e mais juros.

—Seu pai então quer a guarda da Vanessa para por a mão no dinheiro dela e assim se salvar.... Com o que seu pai trabalha mesmo?

—Oficialmente ele é diretor executivo de uma empresa de exploração de petróleo. Não queria saber do resto.

—Como Alec sabe essas coisas? – Alec era legal, meio caladão, mais simpático quando queria. Ele gostava de fotografar e viajar.

—Meu irmão tem tempo de ficar por ali colhendo fofocas. – ela revirou os olhos, depois me olhou seria.

—Bella, sei que gosta do meu pai, e sei que ele pode parecer uma pessoa boa, mas, por favor, entenda que ele não é quem parece e quem diz ser. Se ele quer essa menina para boa coisa que não é.

Verdade seja dita eu não poderia basear o caráter de Aro Volturi na visão de bom homem que eu tinha dele a partir dos nossos (poucos) encontros. Seus filhos o odiavam e deveriam ter motivos válidos para isso.

—Não vou deixar que ele faça mal a essa menina. – Falei séria.

—Tem algo diferente em você. — Ela comentou.

—Diferente como?

—Não sei... Parece mais velha. Soou como a sua mãe!

Rimos juntas.

—Quer que eu passe ai?

—Como faria isso, Jane? Falta pouco para você terminar sua faculdade, não perca o foco agora. Vamos ficar aqui pelo próximo mês, logo levarei Vanessa para Washington.

—Edward irá concordar com isso?

—Ele terá que concordar. – Afirmei convicta.

—Olha essa expressão de novo. – ela riu com a mão na boca.

—Para, Jane! Vou desligar!

—Calma mamãe leoa! Me diga como estão as coisas com Edward?

Suspirei.

—Oh, não! Vocês transaram?

—Ficou louca? Eu estou noiva!

Ela deu de ombros sem se abalar.

—Você e Edward tem uma história juntos. Seria justificável.

—Justificável? Jane, traição é traição, não tem essa de circunstâncias justificáveis.

—Ok desculpe se te ofendi. Nem beijos?

Suspirei, me rendendo.

—Quase um beijo.

—Bella!

—Eu sei! Não sei o que deu em mim!

—Não iria reclamar. Sou Beward.

—Você é o que? – A olhei incrédula.

— Beward. – repetiu. – Eu shippo esse casal, Bella + Edward = Beward.

—Jane, você é impossível. De qualquer forma não houve beijo nem irá haver. Foi um momento de fraqueza, onde confessei que estava magoada com ele logo em seguida.

—E como ficaram as coisas entre vocês?

—Dois jovens adultos cuidando de uma criança. Iremos voltar a ser amigos por ela, e só.

—Belinha... Você mente mal. Está com aquele olhar de garota apaixonada, que eu só vi nos primeiros meses de namoro entre você e Jacob.

—Eu gosto do Jake. – Falei séria. Não queria magoá-lo.

—Eu sei que gosta, e sei que talvez melhor seja do que sente pelo Edward. De qualquer forma agora Vanessa é prioridade, certo?

—Sim. Ela precisa de mim e do Edward. – Suspirei – Jane, vou te deixar estudar. Irei chamar o Edward para irmos ao mercado abastecer a dispensa. Ele falou com o Tyler sobre ficarmos aqui? Está tudo bem?

—Você conhece o Tyler, Bella. Ele e Edward se entendem bem, está tudo certo vocês estarem aí.

—Obrigado. Vou precisar de você nos próximos meses para não surtar.

—Estarei aqui! – Ela piscou para mim. Quando encerrei a chamada andei apressada até o quarto do Edward e bati na porta.

—Pode abrir, Bella. – Ele gritou.

Edward estava na cama, notebook no colo e um saco de salgadinhos ao lado.

—Não me ofereceu alimento. – Disse ofendida.

—Quer? – Ele sacudiu o saquinho quase vazio.

—Estou brincando, não como essas coisas.

—Desde quando? – Quis saber, duvidoso.

—Desde que resolvi colocar apenas alimentos saudáveis no meu corpo e desde então tenho colhidos os bons resultados. –Dei uma pirueta mostrando meu corpo que estava numa calça legging apertada.

Ele assobiou.

—Delícia. O que quer? Estou trabalhando.

—Precisamos fazer compras no mercado, já que agora teremos uma criança na casa. Não podemos pedir comida toda hora.

—Eu acharia válido pedir comida. – Ele resmungou, mas se levantou. Edward estava com uma calça de moletom cinza e sem camisa. Mordi o lábio com a visão de seu peitoral perfeito, porém uma parte de seu corpo prendeu minha atenção. Logo abaixo estava uma ereção proeminente.

Desviei o olhar pigarreando.

— Tem certeza de que está trabalhando?

—Não entendi. – Ele me olhou inocente. Direcionei meu olhar para o meio de suas pernas sugestivamente. Ele me acompanhou e uma das coisas que eu mais amava ver aconteceu. Edward corou. Sua mão foi em direção ao local, depois pareceu pensar melhor e resolver se sentar.

Me diverti com a situação.

—Acho que o senhor Cullen estava assistindo um pornô... Oh não, lendo um conto erótico? É mais o seu tipo. – passei a língua pelos lábios de forma provocativa. Edward ficou mais embaraçado.

—Eu apenas estou apertado. Vai indo na frente que vou me trocar.

—Tudo bem Edward. Pode bater uma que eu espero! – Sai de lá no exato momento em que ele atirava um travesseiro na minha direção.

Rindo peguei o celular para ligar para Jacob. Ele atendeu no terceiro toque ofegante.

—Na academia? – Adivinhei.

—Sim, amor. – Ouvi um barulho abafado do outro lado, ele devia estar saindo da área de equipamentos.

—Finalmente você me ligou.

—Desculpe, Jake. As coisas estão uma loucura por aqui.

—Me afastar não é solução.

Não era mesmo. Ouvi o barulho do chuveiro indicando que Edward estava no banho. Eu teria tempo de resumir a situação para Jacob.

Com poucas palavras, o contei sobre os últimos dias, e que eu havia ficado com a guarda da menina. Omitindo toda a minha relação com Edward, já que ele sabia que nós namorávamos e eu não queria provocar nenhum ciúme nele.

Jacob não me presenteou com um longo silencio como era de esperar devido à situação. Mas como dizem... Cada pessoa reage de uma forma.

—Bella, você fez a coisa certa! – Me parabenizou.

—Sim, é a coisa certa, porém ela ainda é uma criança que acaba de perder os pais.

—Vamos cuidar dela. – Ele soou confiante. Aquilo me emocionou de muitas formas. Jacob era uma pessoa boa, eu sabia disso, claro. Mas não esperava que sua aceitação fosse tão imediata.

—Você sabe que isso muda as coisas entre nós. – Falei com calma.

—Por que ela vai precisar mais de você? Bella, eu estarei lá. E vou ensiná-la a jogar beisebol. – Prometeu.

Eu ri.

Deveria ter divido isso com Jake desde o começo ao invés de tentar afastá-lo. Talvez fosse isso o que estivesse errado na nossa relação; um tentava afastar o outro dos problemas da vida.

Ele parecia ter lido a minha mente.

—Temos que parar de afastar um ao outro dos problemas que temos. – Ele disse. – Bella, eu sei que você ficou sabendo que estou com uns problemas na loja...

—Os boatos andam na academia. – O cortei. – mas preferiria que meu namorado me contasse que está com problemas financeiros.

—Eu sei, gata. Porém eu fiquei com tanta vergonha. Mas hoje de manhã consegui fechar com uma equipe de carros, as coisas vão melhorar.

—Jake, se precisar de alguma coisa...

—Não preciso do seu dinheiro, Bella. Mas quero ser seu parceiro na vida também, por isso tenho que ser sincero com você.

—Jake. – Sussurrei comovida.

—Estamos juntos, gata. Quero mesmo uma vida com você.

O contei do meu mês aqui até que o juiz e a assistente social avaliassem nossa relação com Vanessa para que pudéssemos leva-la para Washington.

Ele não gostou muito desse ‘’nós’’.

—Edward vai se mudar para cá? – Seu tom era mais grosso.

—Não acho isso. Mas ele também tem a guarda dela, por isso precisa estar aqui. Acho que já concordamos que eu devo ficar com ela.

O objeto de nossa conversa apareceu com roupas para “sair’’.

Imediatamente me senti mal vestida.

—Jake, tenho que ir.

—Ok, linda. Posso ligar a noite?

—Eu te ligo. Beijo. – Não esperei sua resposta, desligando logo. Edward estava com uma calça preta e uma blusa mangas compridas azul marinho, eu o amava nessa cor.

—Sinto-me mal vestida. – Reclamei.

—Está perfeita, Bella. Como sempre. Vamos? – Suspirei pegando a bolsa no sofá. Era melhor mesmo parar de enrolação e irmos direto ao ponto com isso. Não era a primeira vez que Edward e eu fazíamos compras de mercado juntos, mas era a primeira vez que nós nos mantivemos longe do corredor de guloseimas. Me perguntei o que as pessoas pensavam ao nos ver juntos.

“Olha, um jovem casal fazendo compras semanais;’’ ou “Olha, um jovem casal de ex-namorados que terão uma filha’’.

Uma filha. Nossa. Pelo menos não teríamos que passar pelas noites insones e as fraldas sujas, não era verdade?

(***)

—Bella, o seu cabelo está ótimo. – Edward disse.

—Deixe-me em paz! – Sublinhei. Era por volta das nove da manhã. Estávamos na recepção do abrigo prontos para receber Vanessa. Marcus Carone estava conosco. Eu estava nervosa, era verdade. Como ela iria reagir? Alguém já tinha dito a ela que nós a levaríamos hoje? Como ela estaria?

Não demorou para que Vanessa aparecesse. Estava vestida com uma saia colorida na altura dos joelhos, um par de all star de cano alto surrado, uma blusa da Frozen azul, um casaco pesado por cima e ema pequena mochila nas costas completava seu visual.

Ela olhava para o chão ao caminhar em nossa direção com a psicóloga ao lado, mantendo uma mão firme em suas costas.

Senti meu coração bater na garganta. Procurei a mão de Edward ao meu lado, e a apertei.

—Bom dia, Vanessa. – ela levantou os olhos com a saudação de Marcos, e correu em sua direção o abraçando pela cintura.

—Tio Marcos. – pude ouvir seu sussurro. Ele se abaixou para ficar da altura dela.

—Tudo bem princesa? Você já conhece o Edward e Bella, certo? – Ela apenas assentiu.

—Contei a Vanessa que vocês serão os guardiões dela. – Dra. Senna disse para nós. Vanessa nos olhava de esguelha. Sorri para ela também nervosa. Eu não sabia o que dizer. Edward parecia ter mais tato que eu.

—Sei que ainda não nos conhecemos muito bem, Vanessa, mas teremos tempo. – Ele lhe piscou em sua direção. Ela deu um sorrisinho para ele.

—Vamos, querida? – Marcos se levantou pegando a mão dela.

—Senhorita Swan, aqui está o meu número, pode me ligar a qualquer hora. – Senna me passou um cartão.

—Obrigado.

—Daqui a dois dias vejo vocês três às dez da manhã, tudo bem?

—Aqui mesmo? – Edward perguntou.

—Não. Em meu escritório no centro, tem o endereço no cartão.

Enquanto ocorria essa troca entre eles, notei o olhar de Vanessa voltar ao corredor de onde veio junta a Senna. Havia um garoto, deveria ter seus dezessete anos, encostado a uma parede olhando para ela. Ele colocou o dedo entre os lábios no sinal universal do silêncio. Olhei rapidamente para ela, que estremeceu e se agarrou mais a Marcos. Meu estômago revirou.

—Vamos conhecer sua nova casa? – Marcos brincou. Na presença de Vanessa ele parecia um senhor mais descontraído, e era óbvio o carinho dela para com ele, e dele para com ela. Eles seguiram um pouco mais a frente em direção ao carro alugado de Edward. Vanessa parecia mais falante hoje.

—Por que não posso ficar com você? – A ouvi sussurrar para o homem.

—Querida, seus pais confiaram nessas pessoas para cuidar de você.

—Mas eu não os conheço! – ela falava de forma bem articulado para uma menina de apenas nove anos. Também, criada por dois mestres da área de educação!

—Não exatamente... Já viu fotos deles. Lembra aquela na sala, ao lado da TV? Não os reconhece?

—Sim. – Seu sussurrou foi quase inaudível, tive que chegar mais próxima a eles para ouvir.

—Pois bem. Seus pais confiavam nessas pessoas, por isso deve ir com eles. – Chegamos ao carro. Marcos abriu a porta de trás para Vanessa que entrou rapidamente.

Inclinando-se para dentro, ele continuou a falar com ela.

—Edward e Bella tem meu número, se quiser falar comigo é só ligar, ok? – ela apenas assentiu. A carinha franzindo numa expressão chorosa.

Ai, não...

Ele a beijou no topo da cabeça e fechou a porta. Quando virou em nossa direção, o rosto estava coberto de emoção. Pegou um lenço no bolso do paletó e limpou o canto dos olhos.

—Ela é uma boa menina, muito inteligente para a idade, mas ainda sim apenas uma criança. Podem me ligar a qualquer hora.

Eu apenas assenti tamanha era minha vontade chorar.

—Um de vocês poderia ir atrás com ela? Desde o acidente ela está com um pouco de receio quando passeia de carro.

—Claro. – Falei com a voz presa.

Pigarrei.

Entrei no carro ao lado dela, que automaticamente se aproximou de mim, encostando a cabeça em meu ombro e fechado os olhos. Relaxei passando os braços a sua volta. Edward trocou mais algumas palavras a mais com Marcos antes de entrar.

Ele olhou pelo retrovisor e sorriu.

—Vocês duas estão com fome? – Perguntou. Vi Vanessa assentir e senti seu estomago roncar.

—Sim. –Respondi sorrindo. O que ele estava aprontando?

Edward riu antes de responder.

—Então tomaremos um café da manhã primeiro, e depois vamos a um lugar especial. Temos uma missão.

—Missão? – Levantei uma sobrancelha para ele. Ele piscou pelo retrovisor dando a partida.

—Sim, missão.

(***)

—Um cachorro Edward? Serio?- Franzi a testa enquanto adentrávamos no canil.

—Me pareceu uma boa ideia. – Ele encolheu os ombros. – Li que era uma boa forma de interagir com crianças que estavam criando muros em volta de si.

Suspirei, me rendendo. A intenção dele era boa.

—E falei com a Dra. Senna sobre isso, e ela achou ‘’maravilhoso’’ – Ele afinou a voz num tom feminino.

—Mas não falou comigo! – Sussurrei.

—Bella, veja com ela está feliz! – Ele passou um braço pelos meus ombros. Senti-me quente de imediato. Ele tinha razão, Vanessa estava feliz. Pela primeira vez a via sorrindo mesmo, sem nenhuma sombra no olhar, apesar das olheiras que me preocupavam. Ela estava a nossa frente, indo de grade em grade e brincando com os cachorros.

—Vocês irão adotar algum? – Ela nos perguntou. Me apressei a responder, era a primeira vez que ela nos fazia uma pergunta.

—Só se você quiser. – Edward deu um aperto em minha cintura.

— O que?

—Bella...

—Podemos ficar com todos?! –Ela arregalou os olhos, sua inocência e alegria me fizeram sorrir. Porém, eu estava apavorada.

—Não! – Seu rostinho perfeito murchou um pouco.

—Princesa, não podemos levar todos, não teríamos espaço. –Edward foi para perto dela, se ajoelhando para ficar da sua altura. – E se fizéssemos isso, outras pessoas ficariam sem! Não seria justo, certo? Podemos levar apenas um.

Como ele fazia isso? Parecia um... Pai!

Vanessa o olhou incerta. Mordeu o canto da boca, parecia pensar. Olhando os dois assim, eu até podia ver certa semelhança na forma como ponderavam. Logo depois sorriu e voltou a correr pelo corredor, fazendo os cachorros latirem para chamar sua atenção.

Apesar de todo alvoroço feito, Vanessa se decidiu por um filhote labrador que já estava com cinco meses. Ele era pequeno ainda e possuía pelos na cor bege. Estava separado dos demais, e apenas balançou o rabo para ela, não se levantou, não latiu.

O voluntario do abrigo abriu a porta, e logo que Vanessa entrou, o cachorro se pôs de pé. Ela não se aproximou dele, agachou no lugar e esperou que ele viesse.

Apesar do seu tamanho, eu tive medo que a atacasse. Abanando o rabo, ele correu para ela. Ela o abraçou rindo e ele latiu para logo em seguida lamber seu rosto.

—Isso é um reencontro? – O jovem voluntário brincou.

—É o que parece. – Edward parecia feliz ao lado de Vanessa.

Saímos de lá com um cachorro, uma carteirinha de vacinação para ele, e uma Vanessa sorridente.

Era o que importava no momento.

Notas finais
O que falar desses dois? vocês acham que haverá mais momentos de ''fraqueza''? o que vocês esperam do Jacob? ele aparece no proximo cap! >< BJS vejo vocês nos comentários :)