Aprendendo a Amar
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 15
Dias atuais.
Mississippi, novembro, 2015
Edward.
Não consegui dormir a noite toda. O vinho não havia tido grande efeito sobre mim, e a briga com Isabella apenas me agitou de uma forma inegável. Eu precisava conversar com alguém, e após fazer a loucura de ligar para Tyler e ouvir um sermão que eu não queria repetir, já estava claro o bastante para começar o dia com uma corrida.
Ainda bem que por causa da academia eu sempre tinha meus tênis de corrida por perto. Corri pelas ruas adormecidas do Mississippi com System Of A Down estourando meus tímpanos. Eu precisava descontar minhas frustrações e essa era a melhor forma.
Não foi minha intenção me aproveitar de Bella em momento algum, ela estava ali, linda, sorrindo tão relaxada, e eu passei a me amaldiçoar pelo tempo perdido, pelo tempo gasto tentando arrumar minha vida para dar o melhor a ela. Ela não precisava disso, poderíamos todo esse tempo estar crescendo juntos, construindo nossa vida juntos.
‘’ Por que desistiu de nós?’’
Suas palavras ficavam rondando minha mente, seu olhar magoada, seus muros tendo ruído, ela estava exposta para mim dizendo o que realmente a havia magoado todo esse tempo. Eu havia desistido de nós.
Que porra! Não era assim, não desse jeito, só que eu acreditava firmemente que separados seriamos melhores, sem culpas, sem cobranças, achei que assim iríamos mais longe, e a ideia inicial foi dela! Eu só aceitei naquele momento, e com o passar dos meses tendo nossa amizade firme, eu podia ver um futuro para nós, ainda... Se estivéssemos nos preocupando com o nosso namoro será que teríamos chegado tão longe em nossas vidas profissionais?
Eu não estava errado há nove anos. Não mesmo.
Aumentei minha corrida, o vento passando pelo meu rosto, meus pulmões trabalhavam, eu me concentrava em minha respiração. Passava das seis da manhã quando meu celular tocou e parei próximo a um parque.
—Pai? – atendi incerto. Deveria ser quatro e pouco da manhã em Forks.
—Edward, você está bem?
—Bom, sim. Por quê?
—Tive um sonho com você. Acordei assustado. Já está em Nova York?
—Ainda não. Surgiram... Coisas aqui. – sentei no banco.
—Que tipo de coisas?
Carlisle era um homem trabalhador, simpático e gentil. E sempre sabia o que dizer quando você precisava de um conselho.
—Mamãe lhe contou por que vim ao Mississippi?
—Um casal de professores da sua época de faculdade faleceu. – seu tom ficou mais baixo. Empático. Meu pai era também um homem muito empático.
—Bella e eu somos os guardiões primários da filha deles. Então temos que ficar mais uns dias aqui, até que isso se revolva.
Ele ficou quieto por um tempo.
—Pai.
Ouvi-o suspirar fundo.
—Sonhei que você tinha seis anos. E estava perdido na floresta. Lembra quando você se perdeu? Sua mãe e eu ficamos loucos naquele dia! Foram as piores duas horas da minha vida. Nunca revivi aquele pesadelo. Essa noite sonhei com aquele dia, eu estava na floresta e sabia que precisa te achar. E achei. Você corria e desesperado, olhando para todos os lados, mas não achava a saída. E sabe o que era peculiar? Você estava na borda da floresta, a apenas alguns passos da saída. Você chorava e gritava, e eu não te conseguia alcançar. Você estava tão perdido filho.
Fiquei quieto esperando.
—Você e Bella já decidiram como irão conciliar criança entre vocês?
—Nós não vamos ficar com ela.
—Como? – Carlisle usou um tom grosso. Mau sinal.
—Pai assim como no seu sonho eu estou perdido. Estar aqui com Bella me fez rever todos esses anos sem ela. E pai... Ela se sente mal com isso. Ela queria estar comigo todo esse tempo! Nós nunca deveríamos ter terminado pai! Foi um erro tão tolo, e agora ela deixou transparecer que esta realmente magoada comigo todos esses anos, e o que eu faço agora? Digo ‘’Vamos tentar?’’ ela está noiva! Nada parece tão simples, mas eu tenho uma única certeza... Eu não quero ser o homem que assiste ao casamento dela com outro. Eu quero ser o homem no altar esperando por ela. Eu... Eu a amo pai. Eu quero que ela esteja comigo.
—Estou feliz que finalmente reconheça isso, porem você está mesmo perdido, se acha algo além dessa criança é o que realmente importa no momento.
Senti meu rosto esquentar apesar do frio. Carlisle achava que eu deveria ficar com a criança?
—Pai eu nunca vi essa menina antes. E o pai de Jane entrou com o pedido da guarda, ele era amigo do casal. Vai ser melhor pra ela.
—Se ele fosse uma boa opção os pais a teriam deixado para ele. – seu tom era ríspido. Poucas coisas deixam Carlisle aborrecidos, e agora eu era uma dessas coisas.
—Pai minha vida está uma completa bagunça!
—E a dela? Uma criança sem pais, sem família! Acha que esta tudo bem pra ela? Te criei melhor que isso Edward!
Bufei exasperado.
—Pai eu preciso desligar. Mais tarde nos falamos.
—Edward...
—tchau.
Desliguei o celular. Que merda! Eu estava evitando pensar na menina, Vanessa. Nos seus olhos chocolates- exatamente iguais aos de Bella- e no seu rosto em forma de coração. No seu olhar vazia e em como sua noite no abrigo teria sido com toda a tempestade da noite passada. Ela teria medo de tempestades? Teria alguém lá que a acalmaria se ela ficasse com medo?
Eu não queria pensar nisso, o que eu poderia fazer por ela?
E agora Carlisle deveria estar acordando a minha mãe para dizer o quanto estava chateado comigo. Ele havia crescido na Itália até os quinze anos, com cinco irmãos e dez primos. Sempre trabalhando para ajudar a família. Ajudar pessoas era seu sobrenome. Ter um filho que virava as costas para uma criança que precisa de ajuda era uma decepção e tanto.
Eu estava focado na coisa errada. Isabella não era para ser meu foco, até porque, bem ou mal ela estava sim noiva, e até onde eu saiba gostava sim do cara.
Bella não era da minha conta. Não mesmo! Eu a amava? Sim, mas talvez fosse tarde de mais.
Mais não era tarde para fazer a coisa certa por Vanessa.
Eu tinha um bom emprego. Poderia comprar o apartamento que dividia com Tyler em Nova York. Poderia pagar uma boa escola para ela e uma babá, poderia pagar um curso de artes ou esportes. Eu poderia fazer a diferença na vida de Vanessa. Eu faria.
Liguei para Marcos Carone, passava das oito da manhã. Pedi-lhe o endereço do abrigo onde a menina estava, e lhe comuniquei minha decisão de ficar com ela.
Ele parecia feliz.
—Ótimo. Vou para lá encontrar com vocês. Fico feliz que tenham tomado à decisão correta.
Entendi aquele ‘’vocês’’ como eu e a menina. A noite se encontrasse com Isabella a contaria de minha decisão.
Corri de volta ao apartamento que continuava silencioso, Bella deveria estar dormindo ainda, tomei um banho e peguei o carro na garagem.
O abrigo era uma casa enorme com jardim. Olhando superficialmente você pensaria que era apenas uma mansão situada num bairro não muito bom. Dei meu nome e motivo de estar ali na portaria, e uma moça jovem foi chamada para me guiar pelo local. Vanessa estava no jardim dos fundos, com outra visita.
Eu deveria ter previsto que essa visita seria ela.
Vanessa estava sentada num banco em baixo de uma arvore, vestia um casaco cinza pesado, calça de moletom preta e um par de all star surrado. Ao seu lado o motivo do meu desequilíbrio emocional; Bella.
Ela me olhou surpresa.
— O que faz aqui?
—Não vim ver você. Oi Vanessa. – sorri inseguro para ela. Os olhos continuavam vazios e em volta deles escuro, como dois hematomas.
—Oi. – ela sussurrou e voltou a olhar para baixo.
—Edward, preciso falar com você. – Bella se levantou me puxando para longe da menina.
—O que faz aqui?! Sussurrou os olhos em chamas.
—Decidi fazer a coisa certa. Vou ficar com ela. – respondi dando de ombros tranquila.
—Você... O que?
—Vou ficar com ela. Posso fazer isso.
—Edward, eu vou ficar com ela. – ela disse as palavras pausadamente como se estivesse tentando me fazer entender.
—Quando tomou essa decisão?
—Quando vi que há coisas mais importantes que nós dois.
Aquele nós ali de novo.
—Bella... Precisamos resolver isso.
Ela mexeu no cabelo e olhou para o lado. Vanessa continuava sentada no mesmo lugar, um livro pequeno aberto no colo. O gesso em sua perna estava estendido numa cadeira à frente.
—Não temos nada a resolver. Ontem foi um deslize meu, eu não deveria ter te dito aquelas coisas.
—Que ficou magoada com o nosso namoro não ter seguido a diante todos esses anos? Que talvez seu namoro com aquele cara seja uma válvula de escape?
—Cinco anos aturando alguém para tentar superar você? – ela bufou e cruzou os braços. Ficava fofa assim. – se enxerga Cullen! Gosto do Jacob e já superei você.
—Não parecia quando ontem me olhava daquele jeito.
—Jeito? Eu não te olho de jeito nenhum!
Ok, eu queria deixa-la nervosa. Ri para ela perceber que eu não falava serio.
—Bella, estávamos confusos e focados com coisas erradas. Essa menina precisa de nós.
—Por falar nela, conversei com a psicóloga dela e será difícil.
—O que?
Bella mordeu os lábios e olhou de nova para a menina.
—Aparentemente ela não fala nos pais. Não diz como se sente. Não chora. Apenas fica quieta, lendo ou absolutamente em silencio. Isso não é normal.
—Talvez ela ainda esteja em choque. – sugeri. – Já disse para ela que vai ficar com ela?
—Não exatamente... Estava dizendo que conheci os pais dela e eles eram ótimos. Ela apenas disse ‘’sim eram. ’’ Então perguntei sobre o livro e ela me respondeu sobre a história. E só. Eu não sei como posso ajuda-la.
Segurei suas mãos.
—Vamos dar um jeito ok?
Bella apenas assentiu nervosa. Voltamos para perto da menina, ela nos alhava sem interesse, sabendo que sobre o livro era um tema neutro, a perguntei sobre a historia, e sobre os livros que ela gostava de ler. Consegui mate-la falando. Vanessa falava de vagar, quase sempre olhando para o chão ou o livro em suas mãos. mordia os lábios, e murmurava procurando as palvras exatas. quis chamar a atenção de Bella para aqui. parecia uma miniatura dela falando!
Ficamos ali alguns minutos, até uma mulher de meia idade aparecer e dizer que ela tinha que ir para o lanche da manhã. A levou devagar, ajudando com as muletas. Ela não se despediu de nós.
—A Dr. Senna deseja vê-los. – a mulher disse antes de sair.
—Quem é essa? – perguntei a Bella.
—A psicóloga. Vamos logo. –Bella me indicou o caminho pelo lugar, havia muitas crianças ali. Algumas mais novas que Vanessa e outras mais velhas.
—Como todas essas crianças estão aqui? – perguntei de forma retórica.
—Algumas esperam adoção. Outras não. A moça que me atendeu mais cedo, disse que muitos voltam de seus lares adotivos mais traumatizados do que como chegaram aqui. Alguns apanham ou até mesmo sofrer violência sexual. Não quero isso para Vanessa.
Fiquei olhando seu perfil serio. Algo havia mudado em Bella de ontem para hoje. Ela tinha um olhar determinado, focado. Vanessa agora era claramente sua prioridade. Algo em meu peito se aqueceu com isso.
—Senhorita Swan. – a doutora Senna era uma mulher alta, magra de pele café, os cabelos bem trançados, e sorriso aberto. – sentem se. – ela nos indicou o sofá branco em sua sala. Esta que era clara e aberta.
—O advogado da família de Vanessa entrou em contato comigo, dizendo que os senhores irão assumir a guarda da menina.
—Na verdade... – Bella começou. Apertei sua perna para que ficasse quieta, esperando que a mulher não percebesse.
—Vamos sim. Bella e eu somos amigos de infância, nossas famílias são próximas... Não teremos problemas com isso.
—Fico feliz com isso. Muitas crianças acabam não ficando com seus guardiões primários, por que eles mesmos não as querem. Evitar que Vanessa tenha que viver em lares adotivos é muito bom, principalmente na situação dela.
—Que situação? – Bella perguntou preocupada.
—Ela está passando por um estresse pós-traumático, onde ela se fechou para as pessoas. Conversei com professores e amigos da família que me relataram que Vanessa sempre foi uma menina alegre e comunicativa. Faz aulas de dança, toca piano, e faz aulas de natação. Participa da equipe infantil de natação da escola.
—Ela é uma garota especial. – comentei já me sentindo orgulhoso.
—Sim senhor Cullen. Mas desde que acordou no hospital após o acidente e eu fui designada para contar a ela sobre a morte dos pais e trata-la... Vanessa não se comunica desde aquele dia há quase uma semana.
—Como assim? – Bella sussurrou.
—Quando lhe dei a noticia, eu esperava todo o tipo de reação, de gritos a choros desesperados, a se debater na cama. Na verdade já havia uma enfermeira a postos para lhe aplicar um tranquilizante, como psicóloga infantil já dei essa noticia a crianças e adolescentes e vi todos os tipos de reação, mas nunca antes, alguma coma a de Vanessa.
A mulher se endireitou na cadeira, cruzou as mãos em sua perna e se inclinou para nós. Seus olhos castanhos claros nos olhando atentamente. Senti a mão de Bella procurar a minha, e apertar.
—Vanessa apenas me olhou longamente quando disse que seus pais haviam morrido. Depois as lágrimas esperadas vieram. Ela me olhou em choque. As lágrimas desciam de seu rosto, mais de sua boca não veio som algum. Ela chorou durante toda a manhã, sem dizer uma única palavra. Achei melhor colocarem ela para dormir. Quando acordou ela não chorou mais, apenas disse que queria ir ao enterro dos pais. O senhor Marcus Carone foi até o hospital pegá-la, e ele é alguém que ela conhece desde que nasceu, já que se trata de um amigo da família. Ele chorou abraçado a ela. Ela não esboçou reação alguma a ele. Eu acompanhei o velório e enterro de seus pais, vi vocês dois lá, e mais uma vez não a vi esboçar reação alguma. E assim ela permanece nas nossas conversas. Não fala dos pais. O único assunto que consigo tratar com ela é sobre livros.
—Estávamos conversando com ela sobre isso mesmo.- Comentei com a garganta seca. Eu entendia Vanessa. Ela não queria falar da sua dor, eu mesmo era assim quando criança. Foi os anos de amizade com Jasper e depois com Tyler que me ajudaram, e hoje consigo falar dos meus sentimentos mais facilmente, pelo menos com meus amigos. Contudo quando não falamos da nossa dor ela nos consome aos poucos.
—Precisaremos fazer um trabalho profundo com ela para que ela se abra conosco. E eu espero que nós três juntos possamos alcançá-la.
—Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. – Bella disse seria.
Senna disse que iria fazer uma avaliação minha e de Bella para ver se estávamos aptos a termos Vanessa em nossa vida, e então entregaria os relatórios a um juiz que daria a guarda dela definitivamente para nós, já que Bella e eu não fazíamos parte da vida da menina antes desse acontecimento isso era necessário.
Saímos do lugar na hora almoço, achamos melhor não incomodar Vanessa. Marcus Carone nos esperava na saída da instituição.
—Fico feliz que tenham decidido ficar com ela. – logo disse.
—Sobre isso... – Bella começou. – Eu quero ficar com ela. Apenas eu, sem ele. – apontou para mim.
—E eu quero ficar com ela, sem ela. –apontei para Bella. Marcus nos olhou nervoso.
—Isso será mais complica, seria uma briga pela guarda da criança, e entendam... Ela não deve passar por isso agora. Não acham melhor tentarem juntos?
—Edward mora em Nova York, Marcus, e eu em Washington. Ele não tem condições de cuidar de uma criança.
—Você não sabe de nada Swan. já conversou com seu noivo sobre isso?
—A decisão é minha, Edward! Jacob não tem nada haver com isso!
—Nossa seu noivo não a ajuda na tomada de decisões? O que esperar desse casamento?
—Senhores. Estamos em vias publicas não se alterem.
Bella bufou ficando vermelha e olhou para o homem. Ele se encolheu. Tive vontade de rir.
—Eu sou a mais indicada para ficar com ela.
—Por que é mulher? – eu quis saber.
—Sim porque sou mulher, porque tenho uma vida mais estabilizada que a sua... A lista é infinita.
—Preciso informa-los que se um entrar com o pedido da guarda total da menina, o pedido de Aro Volturi poderá ser analisado. Então serão os três disputando a guarda.
—Isso é novidade. – resmunguei, mas sabia da possibilidade.
Sim, era melhor Bella e eu dividirmos a guarda.
—Como dividiremos a guarda dela com você em outro estado? – Bella quis saber. Marcus respondeu por mim.
—Nesse primeiro momento eu recomendo que vocês arrumem um lugar na cidade. O juiz assinou os papeis, e vocês podem leva-la para casa pelo próximo mês, onde uma assistente social, e a psicóloga dela irão avaliar se ela deve ficar com vocês.
—Deixe-me ver se entendi. Está dizendo que teremos que morar aqui pelo próximo mês?
—Sim. Sendo um assunto judicial não trará problemas nos trabalho de vocês.
Eu não estava preocupado com meu trabalho. Eu podia entregá-lo daqui, e Tyler ou outro advogado poderia ser mandado para as audiências. Mas passar um mês morando com Bella?
—Já temos um lugar. – Bella disse. Ela estava mesmo determinada a ficar com a menina.
—Isso é bom. Se vocês vão dividir a guarda dela como amigos, é bom mostrar o bom relacionamento de vocês.
—E depois poderemos ir com ela? – Bella quis saber.
—Bella, ela tem uma vida aqui. Escola, amigos... – comecei a contar. Vanessa havia perdido os pais, e nós queríamos tirá-la de tudo que ela conhecia.
—Quando o juiz avaliar que vocês são aptos a ficarem com ela, poderá leva-la para morar em qualquer lugar. Ela é muito nova, irá se adaptar bem.
Irá se adaptar bem. Não seria fácil. Eu vivi toda minha vida em Forks até vir para a faculdade aqui. Ainda tinha contado com meus amigos de infância, e seus pais ainda moravam lá, e muito deles ainda viviam lá. Ela ainda tinha nove anos, mas já tinha amigos aqui.
Sim, Vanessa deveria ser toda a minha prioridade agora. Eu devolveria o brilho aos seus olhos, dedicaria a minha vida a isso.
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