Notas iniciais
Oi gente! meu coração está amil, porque acabo de escrever o ultimo capitulo da fic D: então este é o penúltimo. NÃO deixem de ler a notas finais :) Boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 39

Washington D.C, setembro.

Jane.

Eu olhava o rosto de Heidi repetidas vezes buscando reconhecer a mulher ali. Não era minha irmã.

—Heidi isso é loucura. Não pode ficar com esse homem. – falei baixo.

—Jane está tudo bem. Depois de tudo... eu estou bem.

Bem? Ela estava além de bem, e sua calma me dava arrepios.

—Mas Vanessa...

—Ela gosta de mim. Serei melhor para ela que sua amiga. – ela sorriu.

—Bella e Edward são os pais dela.

—E o que isso significa? Que são mais qualificados? – ela fez um muxoxo. – Jane, ninguém melhor que nós duas sabe como isso de pai e mãe é relativo. Você mesma não queria ter outros pais? – ela olhou para Aro que apesar da expressão tranquila que trazia no rosto eu apostava que estava tenso.

—Se fosse adotada por outra família seria muito mais feliz.

—Edward e Bella não são como nossos pais. – a lembrei.

—Não são, eu sei. São muitos bons e entendo. Mas Vanessa... eu serei muito melhor para ela. Posso despertar todo o potencial dela para os negócios, e dar amor e carinho. Posso ser a mãe perfeita. – seus olhos brilharam e eu pude vislumbrar a loucura ali. – E convenhamos; eles terão um bebê logo, Vanessa se sentirá rejeitada ante a chegada do novo membro da família, sendo o primeiro filho do casal, que eles conceberam de fato.

—Eles nunca deixariam de dar amor a ela.

—Não dariam o bastante. Está conversa já está passada, nada que você disser vai mudar como me sinto. E como Vanessa se sente.

—Ela é uma criança. – a lembrei. – ela te ama, mas jamais deixará os pais por você.

—Posso ser muito persuasiva irmãzinha. – ela piscou para mim.

—É inútil discutir com ela, Jane. – Aro me lembrou.

—A polícia virá atrás de vocês. Não há escapatória.

Foi como anunciar a chegada deles. Sirenes, helicóptero.

—Para o carro e me deixa descer! – gritei.

—Isso tudo é porque você está aqui Aro. – Victor no banco da frente parecia se divertir com a situação.

—Se eles nos pegarem você terá muito o que explicar, não fique achando que estou sozinho nisso. – ele tentou falar calmo, contudo em seu tom pude notar a impaciência e até mesmo algo próximo ao medo.

—Heidi. – Victor a chamou. Minha irmã parecia feroz, animada ao extremo com a perseguição policial. Os olhos pareciam delirantes, brilhando de empolgação. – Você decide o que faremos.

—Casa de Jane, vamos deixa-la lá. – ela disse como se fosse obvio.

—Seremos encurralados lá. – Aro reclamou. Deveria ser o mais preocupado em ser preso, o tal Victor só tinha retirado Heidi do hospital, ele nem apresentou uma arma lá. Na verdade toda a sua visita no hospital foi muita tranquila, eu suspeitava que ele havia subornado os funcionários do turno para deixa-lo sair de lá com ela. O empecilho era eu.

Havia pelo menos três viaturas policiais em nosso encalço agora.

—Mais rápido. – Victor disse ao motorista, um homem careca e gordo, enquanto ele abriu o vidro do teto do carro. – Isso vai ser divertido. – disse ficando de pé, metade do corpo para fora do carro. Tinha a arma em mãos.

—Se atirar eles vão atirar de volta! Você quer morrer?! – eu nunca virá meu pai tão nervoso. Dito e feito, ele atirou na viatura e foi recebido com tiros.

—Abaixa. – Heidi disse para mim.

—Esses vidros são seguros, é preciso uma explosão para causar algum efeito nesse carro. – o motorista disse, parecia se divertir com a situação também. Eu conhecia o cenário a nossa volta, de fato estávamos indo para minha casa numa velocidade assustadora.

—Se pararem na minha casa vão pegar você- comuniquei a Aro.

—Está preocupada comigo, filha?

—Não fui visitar a mamãe um único dia na cadeia, acredite não perderia meu tempo indo visitar você.

—Não respondeu à pergunta dele, Jane. Sim papai, ela está preocupada com você.

—E com você. Que porra Heidi você também pode ser presa se continuar com essa loucura!

Ela apenas riu para mim.

O carro continuava resistindo aos tiros, Victor foi baleado no ombro, voltou para dentro falando uma cachoeira de palavras em russos que supus serem palavrões.

O homem jogou o carro no meu gramado, mas é claro que ele saberia onde eu morava.

—Vem. – Heidi saiu do carro me puxando. Aro correu para dentro da minha casa, vi quando o tiro acertou a parede próximo a cabeça dele. Corremos para dentro.

—Agora estamos cercados. – Victor reclamou abaixando uma das persianas. A parte da frente da minha casa era composta de grandes janelas de vidro, na maior parte do tempo eram brindadas com cortinas grosas, mas eu as havia mandado para a lavanderia logo cedo, então havia apenas a persiana de uma delas que Victor acabara de abaixar. A visão da minha sala e cozinha estavam abertas para as quatro viaturas em meu jardim, e Tyler que acabara de descer do seu carro e foi interrompido quando tentou correr para casa.

—Tyler. – sussurrei seu nome, se eu podia vê-lo ele podia me ver.

—Saia dai! – Victor reclamou comigo.

—Larga essa arma, Victor, não queria se tornar um alvo deles. Lembrem-se Aro é o alvo deles, e o único motivo pelo o qual acreditam estar aqui. – Heidi disse seria, mais afastada de nós, tomando cuidado para que os que estivem lá fora não pudessem vê-la.

—Na verdade parece que eu só estou sendo levado pela maré que você e seu namoradinho promovem. – Aro reclamou, deu alguns passos em direção a Victor, este que se abaixou, a arma todo o tempo escondida na mão esquerda rente ao corpo para que quem estivesse lá fora não visse, saindo completamente do campo de visão dos policiais que nos observavam. Quando se ergueu, a arma não estava mais em suas mãos, ele a havia jogado para Aro. Manteve as mãos erguidas a cima da cabeça, como em rendição. O que ele estava fazendo?

Aro pegou a arma no chão, e apontando para Victor, de forma confusa falou;

—O que quer com isso? Por que a jogou para mim?– com a falta de resposta ele a sacudiu mais uma vez na direção dele. Foi quando eu mesma olhei para fora e entendi;

A um telespectador Aro estava ameaçando Victor com a arma, e os dois estavam muito próximos a janela...

Meu grito foi abafado pelo som do tiro. Heidi se jogou em cima de mim me jogando no chão com força, senti meu ombro deslocar com o impacto.

Mas nenhum outro tiro foi ouvido, apenas um.

—Acho que está tudo bem. – Falei atordoada.

—Heidi, Vamos. – Victor estendeu a mão para ela.

—Mas Jane...

—Você queria deixa-la aqui em segurança, ela está, o marido dela está lá fora. Se você quiser ir embora comigo temos que fazer isso agora.

Levantei a cabeça de modo que pudesse observar o rosto da minha irmã. Os olhos verdes brilhavam com a confusão, ela estava dividida.

—Heidi... – tentei chamar sua atenção em uma suplica. Mordeu o lábio inferior olhando de mim para Victor. Ela tinha uma doença, eu não saberia nomear bem, transtorno de personalidade, um transtorno delirante, ou algo assim? Mas minha irmã estava ali em algum lugar e eu só precisava alcança-la!

—Heidi! – Victor pegou em sua mão. Ela olhou as mãos dos dois unidas, depois para mim.

—Eu tenho que ir. Desculpa. – beijou minha testa e então correu com ele para a saída dos fundos, e de novo com certeza Victor saberia, deveria ter uma planta da minha casa.

Sentei amparando meu ombro, doía bastante.

Aro estava no chão com sangue manchando sua camisa clara.

O tempo pareceu andar de vagar.

A dor em meu ombro não importava mais, eu corri em sua direção me jogando ao seu lado. Segurei seu tronco como pude o trazendo para meu colo.

—Pai. – a palavra parecia arranhar em minha garganta. Imagens desconexas que eu não sabia se inventara agora ou se sempre estiveram em minha memória, contudo eclipsadas por uma magoa.

Meu pai em sua sala, sentado em sua cadeira, sempre serio lendo documentos. Eu sentada no tapete próximo a ele, ele levantava a cabeça e sorria para mim. Me chamava para seu colo, me explicava o que lia e eu sorria sem entender do que se tratava. Ele me ensinando palavras difíceis em italiano, me falando de sua mãe e seu pai...

Um beijo de boa noite. Um parabéns por uma formatura.

E diante de mim o mesmo homem sangrava.

Aquele era meu pai, sangrando após um tiro no peito.

—Pai. – eu chorava livremente. Ele me olhava como se me visse pela primeira vez. Estendeu a mão para meu rosto, esta que estava coberta de sangue, quando abriu a boca para falar, uma golfada de sangue o interrompeu.

—Não fale, os médicos estarão aqui em um minuto. – falei. Ele não me obedeceu.

—Eu devia ter te amado mais... mas eu não sinto isso dentro de mim. – suas palavras foram como gelo em meu coração. Ele continuou; — eu admiro você, a mulher que se tornou... muito parecida com ela.

—Quem?

—Minha amada Esmeralda. – seus olhos perderam um pouco do foco ao dizer o nome. – ela era feroz em amar e proteger os que amava e tinha uma bondade dentro de si, que estendia a quem quer se estivesse por perto. Sempre achei que por uma peça do destino Heidi parecia com a mulher que eu queria que fosse sua mãe, mas a semelhança que tinha fisicamente não tinha no coração. Você tem o coração de Esmeralda.

—Fique quieto, os médicos logo estarão aqui.

—Espero que possa me perdoar um dia.

—Por não vive e assim podemos tentar? – implorei e ele negou.

—Deixe-me morrer. Você é gentil de mais, pode me permitir isso.

Fechei os olhos e mais lágrimas se seguiram, não disse mais nada, apenas o abracei até que braços me afastaram dele.

—Jane?! – era Tyler. Eu não conseguia encontrar minha voz para lhe responder. A polícia, os médicos... todos na minha casa trabalhavam enquanto eu apenas observava apática.

Meu pai estava morto. Eu tinha certeza.

***********************************************

Edward.

Eu havia acaba de conversar com Tyler sobre os últimos acontecimentos.

Heidi havia se unido ao russo Victor;

Jane estava em segurança;

Aro estava morto.

Bella ainda estava dormindo enquanto eu absorvia esses acontecimentos, e me preparava para contar a ela.

—Ela ainda não acordou?- Uma enfermeira veio ao quarto.

—Não será que tem algo errado? – tudo me apavorava agora.

—Não senhor Cullen. É normal que ela durma, precisa recuperar as forças. Eu vim porque imaginei que quisessem ver a filha de vocês. Ela está na incubadora, não pode sair de lá, quando quiserem vê-la é só apertar esse botão aqui. – ela indicou o botão ao lado da cama de Bella. – que eu virei e os conduzirei até lá.

—Como minha filha está? – eu estava tão preocupado com Bella que me sentia negligente com minha pequena.

—O pediatra virá conversar com vocês em breve. Por hora fique sabendo que ela está sendo muito bem cuidada e monitorada. Com licença.

Ela deixou o quarto. Eu precisava de um banho, mas queria estar ao lado de Bella quando ela acordasse. Ela dormiu logo depois do parto, o resto do dia, acordara a noite para comer e logo depois dormira toda a noite. Eu já havia avisado ao seus pais e os meus que nossa filha havia nascido, e estes se dispuseram a vir para cá o quanto antes, o que traduzindo significava eles chegando nas primeiras horas da manhã.

Quando voltei ao quarto depois de um banho frio, Bella estava recostada na cama.

—Ei você. Eu queria estar aqui quando acordasse, desculpa. – fui logo dizendo. Ela deu um pequeno sorriso para mim, sua pele muito pálida, era muito raro ela ir ao jardim pegar um pouco de sol. Fiz uma anotação mental de leva-la para piqueniques ao ar livre com frequência.

—Estava ouvindo o chuveiro ligado e imaginei que fosse você. – ela sussurrou baixinho.

Me aproximei da cama pegando sua mão na minha; eram macias e quentes. Beijei seus dedos.

—Você dormiu bastante. – brinquei.

Edward... e nossa filha? – sua expressão ficou apreensiva imediatamente, imaginei que ela tinha medo que eu tocasse no assunto.

—Está na incubadora. A enfermeira esteve aqui cedo para nos dizer que quando quisermos vê-la é só apertar esse botão aqui – indiquei o botão ao lado da cama – e ela virá nos levar até ela.

Seus olhos brilharam.

—Podemos ir? Agora?

—Acho que...

—Bom dia. – A doutora Zafrina colocou a cabeça para dentro do quarto mantendo a porta entre aberta.

—Bom dia doutora.

—Como está minha paciente mais teimosa?- ela brincou adentrando.

—Muito obediente. – Bella se defendeu com uma careta. – Quero ver minha filha.

—Logo, primeiro quero examinar você, depois você e o Senhor Cullen podem vê-la. Você gostaria de amamenta-la?

Os olhos de Bella brilharam com a novidade.

—Sim!

—Só vamos te examinar primeiro. Nas próximas horas também iremos monitorar sua pressão arterial para sabermos se você está normal ou será considerada hipertensa a partir de agora.

—Ela será? – perguntei.

—Não posso confirmar, tudo será visto nas próximas horas, e temos uma bateria de exames para fazermos para confirmação. Podemos começar? Logo que terminarmos os levarei para a filha de você. Senhor Cullen, deve se alimentar também, vamos levar pelo menos vinte minutos.

Duas enfermeiras vieram ajudar Bella a se levantar, trouxeram uma cadeira de rodas. Dei um beijo suave em sua testa antes que elas a levassem, depois fui para a cantina do hospital.

Eu queria correr ao berçário e ver minha filha, mas ela estaria na sala adjacente, eu não conseguiria vê-la direito pelo vidro, e esse momento eu queria dividir com Bella.

—Bom dia, um café forte e omeletes. – pedi a moça da cantina. Ela me sorriu e foi me preparar o pedido. Sentei ali mesmo no balcão, peguei meu celular no bolso da calça e respirei fundo. O grupo da família estava silencioso, Tyler não havia me contatado a respeito de Jane.

Hora de sair da bola, Cullen.

Tyler demorou a atender e quando o fez sua voz soou muito cansada.

—Ed.

—Hey cara. E Jane?

—Aconteceram muitas coisas nas ultimas vinte e quatro horas, mas Jane está bem, considerando tudo, pelo menos fisicamente.

—Como assim ‘’fisicamente’’?

—Aro está morto, como você sabe, e isso a deixou... não sei triste é a palavra correta. Ele foi baleado na minha sala, ele tinha uma arma em mãos...acham que ele estivesse ameaçando alguém... atiraram para matar. Heidi fugiu com o russo. Jane está... quieta. Ela chorou na hora, ele morreu nos braços dela, mas agora ela está muito quieta.-

—Que merda Tyler. O que posso fazer?

—Nada Edward. Apenas continue cuidando das suas garotas.

—Estou em falta com você.

—Claro que não está. Tem uma loucura atrás de outra acontecendo em nossas vidas agora, e temos dado o nosso melhor. E a bebê?

—Grace é tão pequena Tyler. E forte, ela vai sair dessa, logo vamos estar em casa.

—Sim amigo. Vou falar com Jane para ver se terei alguma reação dela depois disso. Até.

Ele desligou e fiquei com minha despedida presa na garganta.

Heidi fugira com o russo. Victor. A forma como Tyler disse não deixava espaço para pensar em um sequestro, ela fugiu com ele, ela quis ir com ele.

Quem era Heidi afinal?

Comi rápido, a comida descendo de forma estranha.

Quando voltei ao quarto, encontrei Bella sentada na cama tomando seu desjejum.

—E acho bom comer tudo. – brinquei e ela me respondeu com uma careta.

—A comida é um pouco sem sabor, mas minha fome imagina com perfeição. Quero ver nossa filha.

—Logo que a senhora terminar. – a enfermeira que a ajudava falou. Bella comeu rápido, tendo de ser lembrada a todo o momento de mastigar bem antes de engolir. Quando finalmente terminou a coloquei com cuidado na cadeira de rodas.

—Eu poderia andar de vagar. – Protestou.

—É um pouquinho longe o berçário dos prematuras, vamos mais rápido assim. – a enfermeira tomou a frente. Contornei ela para empurrar a cadeira.

—Pronta? – brinquei e lhe dei um beijo nos cabelos.

—Ansiosa. – confirmou. Foi uma viagem rápida pelos corredores do hospital, que por milagre eu consegui me comportar de acordo com minha idade e não correr com Bella por ele.

A enfermeira abriu as portas para nós.

—Ela está lá dentro. – anunciou em tom baixo. Havia outros quatro bebês em incubadoras próximas. – aquela ali.

Havia o nome dela num prontuário: Grace Swan Cullen; Isabella Maria Swan.

—Edward. – Bella me chamou, estendeu a mão para junto da minha a apertando. Eu não podia desviar o olhar do pequeno ser naquele berçário para ver sua expressão.

—Podem se aproximar. Eu vou checar com a pediatra e volta para ensiná-la a amantar.

Ela nos deixou sozinhos.

De vagar, nos aproximamos.

Grace com toda certeza cabia em minha mão, seus bracinhos e perninhas eram finos, mas fortes, agitavam no ar, presos com fios ligados a ela.

—Será que ela sente dor? – Bella sussurrou, e assim desviei olhar para ela. Estendeu uma mão para o vidro e imediatamente a cabecinha virou com dificuldade em sua direção. Os olhinhos permaneciam fechados. – oi filha.

—Ela é forte Bella, vai sair daqui logo. – prometi ainda segurando sua mão.

—Vocês já estão aqui. – fomos surpreendidos por uma mulher alta e forte. Se a encontrasse na rua diria que ela uma lutadora de MMA não uma medica.

—Sou a pediatra responsável pela filha de vocês. Edward e Bella. – ambos assentimos. – ela está indo muito bem. Sei que todos esses fios assustam, mas o único que esta dentro dela é aquele ali. – ela indicou o nariz pequenino. – que eu vou tirar agora. Os outros são para medir a frequência cardíaca e outras coisas. Vocês têm alguma pergunta?

Meu celebro parecia um quebra-cabeças que eu não conseguia encaixar com rapidez o suficiente. Bella saiu na frente.

—A enfermeira disse que eu poderia amamenta-la... mas como?

—Você vai sentar naquela poltrona ali. Vou leva-la para você em um minuto.

Ajudei Bella a se arrumar no poltrona.

—Vai dar tudo certo. – a encorajei.

—Ela é tão pequena. – seu olhar era de terror ao fitar a medica que segurava nossa filha com habilidade.- Não vou conseguir.

—Claro que vai, você é a mãe dela. – dei um beijo no canto da sua boca.

—Aqui está. – Bella parecia nervosa ao pegar a pequena, e então lembrei da primeira vez em que ela pegou Charlotte, ela ainda tinha apenas alguns dias de nascida e Bella ficou apavorada em pegá-la.

Quando Grace estava em seus braços ela pareceu relaxar.

—Oi Grace. – sussurrou e eu fudidamente senti que uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Que porra, eu chorando de novo.

Foi difícil para Grace pegar o pequeno bico do seio de Bella, vi que minha mulher estava ficando nervosa, massageei seus ombros tanto passar calma.

—Isso dói. – ela fez uma careta quando finalmente Grace começou a sugar suavemente.

—Está tudo ocorrendo com o esperado, sua filha é prematura, contudo está crescendo rápido e forte, não ficará aqui mais que um mês se tudo continuar ocorrendo bem. É muito bom que ela seja amamentada por você.

A pediatra passou a mais termos médicos, sobre a saúde de Grace, e eu me desliguei um pouco dela pensando em como contar a Bella sobre os últimos acontecimentos antes de nossos pais chegarem.

—Você está muito quieto. – ela comentou logo que a troquei da poltrona para a cadeira.

Apenas sacudi a cabeça, estavamos sozinhos, era hora.

—Precisamos conversar. – sentei na beirada da cama pegando sua mão entre as minhas. Brinquei com seus dedos que agora tinha unhas curtas e bem cuidadas.

—Devo me preocupar? – brincou, mas senti o tom de verdade no fundo da sua voz. – diz logo Edward... é algo sobre a gente?

—O que? Não! Como poderia? – beijei suas mãos. – Mas tem coisas acontecendo com nossos amigos que você tem que saber. Mas está fora das nossas mãos, então não adianta ficar nervosa.

—Não faça suspense Edward. -ela me censurou.

Eu não sabia por onde começar sem que isso a deixasse nervosa, então dei uma noticia que achei que a tranquilizaria.

—Aro está morto. – ela abriu e fechou a boca varias vezes antes de responder.

—Jane já sabe? – sussurrou.

—Sim, ele... morreu na casa dela. – então me lancei no relato sem respirar. – Victor foi a clínica onde Heidi estava, a sequestrou junto de Jane, mas parece que Heidi queria de fato ir com ele. Aro se envolveu na jogada e acabou baleado e não resistiu ao ferimento.

—Jane deve estar arrasada. Apesar de tudo ele é o pai dela. Eu me sinto péssima por ela, mas aliviada de termos nos livrado dele.

—Eu te entendo amor. É horrível a dor de Jane, mas Aro não prestava. Estou aliviado também de nos livrarmos dele.

—E onde Heidi se encaixa em tudo isso?

—Ela fugiu com o tal Victor.

Aquilo, que eu achei que menos iria afetá-la foi o que mais afetou.

—Ela virá atrás de Vanessa! – exclamou.

—Bella, amor isso não tem sentido.

—Você não entende?! – seus olhos chocolates eram perplexos. – ela sente uma espécie de amor doentio por Vanessa. Quer ser a mãe dela ou sei lá o que.

—Como chegou a essa conclusão? Você só a viu no casamento de Jane.

Aquilo não fazia sentido para mim.

—Eu sinto Edward. Eu não sei explicar...

—Instinto de mãe? – sorri.

—Sim. Pode chamar assim, por mais que o jeito como me olha diz que não acredita em mim. Eu vi como ela olha para Vanessa, e como fala... é mais que carinho por uma criança. É sentimento de pose. E eu sonhei Edward, eu não sonho atoa.

Resolvi não discuti, Bella sempre foi muita confiante com seus sonhos e costumavam a estarem certos.

—Onde está Vanessa?

—Com Rosalie. Ela tem ficado lá.

—Ela está segura? Essa mulher virá atrás dela, eu tenho certeza!

—Shi. Nada vai acontecer com ela, nunca mais vão pôr as mãos nela ok?

—Ela precisa de proteção!

—E seu irmão e cunhada já estão cuidando disso.

—Mas...

—Sem mais. -coloquei o dedo indicador em seus lábios para impedi-la de continuar.

—Vanessa estava com o chip todo esse tempo. – falei serio. Ela não respondeu apenas me olhou. – Eleazar o colocou sob a pele do braço dela e ela tem sido fiel em esconder de todos.

—Então... – ela me incentivou a falar.

—Então que estava causando uma inflação e ela contou a Alice que tomou as devidas providências.

—Por que ela não nos contou? – seu tom era muito magoado.

—Porque o pai que a criou toda vida, que ela amou, a pediu um favor. Ela é só uma criança Bella, no meio de toda essa bagunça. Apenas uma criança.

—Mesmo assim... ela deveria ter confiado na gente. Em mim.

—Ela estava cumprindo uma promessa. Agora ela está bem e em segurança.

—Não sei como você consegui ser tão calmo sobre isso! – ela fez um bico.

—Porque estou muito agradecido para reclamar. Minha mulher está bem diante dos meus olhos. Minha filha recém-nascida está ficando forte e logo poderemos leva-la para casa, e minha mais velha está segura na casa da tia. Eu só tenho motivos para agradecer.

—Você não consegue enxergar como Heidi pode ser mais perigoso para nós que Aro.

—Bella, ela se foi, não vai voltar. E aro também. Estamos seguros.

Ela ainda duvidava eu podia ver no seu olhar e na tensão no canto da boca.

—Porque você não...

—Olha a minha filha! – Renée irrompeu pela porta animadamente.

—Mãe! -Bella abriu os braços e Renée correu para a filha.

—Achei que o plano fosse ver se ela estava acordada em silencio. – minha própria seguiu pela porta, uma cesta de café da manhã nos braços. – oi querido.

—Oi mãe. – me levantei para abraça-la. – Onde está o meu pai?

—Ele nos deixou na frente do hospital e seguiu para o estacionamento. Estávamos ansiosas de mais! – seu rosto redondo estava corado. – e minha neta?

—Ficando forte. – respondi orgulhoso.

—Isso é ótimo Edward! – Renée bateu palmas. – E você está seguindo as orientações medicas? – ela olhou feio para Bella.

—Sim senhora.

—Eu não acredito em você... Edward?

—Sim ela está. Tomando os remédios, comendo...

—E os pontos?

—Eles me colaram. – Bella fez uma careta. – é estranho, mas parece que da certo. Eu só não devo...

—Ficar falando muito, dá gazes. Descanse querida, sua mãe e eu só queremos estar aqui, não precisa fazer sala para nós.

—Mas eu quero conversar!

Rimos de seu tom falsamente infantil. Logo que meu pai chegou levei Renée e Esme para verem Grace, Bella tentou não demostrar, contudo percebemos que a ausência de Charlie a afetou.

—Não queríamos isso Edward. – Renée me disse ainda naquele dia mais tarde. -Que a nossa separação afetasse nossos filhos desse jeito.

—Isso é inevitável, Renée. Mas não é por sua causa que Charlie não está aqui hoje, certo?

—Não mesmo. Somos amigos apesar de tudo. Me arisco a dizer que nossa amizade evoluiu muito desde que ele saiu de casa e está vivendo com Sue, que é uma mulher maravilhosa. Realmente só temos ele de Chefe de Polícia, e estão investigando um caso de assassinato na região, em conjunto com a polícia de Port Angeles.

—Que assassinato? – me interessei. Nada acontecia de marcante em Forks.

—Encontraram dois corpos no rio. Os dois sem sangue algum.

—Nossa. Tinham grandes feridas?

—Não. Apenas mordias em ambos os pulsos. – ela estremeceu.

—Algum psicopata deve ter feito isso.

—Talvez. Mas enquanto não acham o culpado a cidade está em alerta, e Charlie não pode sair. Bella vai entender que isso não tem nada a ver com a separação. – ela voltou a olhar para Grace, que uma enfermeira prestativa havia trago para perto do vidro para vermos, já que não podíamos entrar lá todos. – Ela é uma guerreira, vai ficar bem logo.

—Sim ela vai. – confirmei com confiança.

Minha pequena guerreira não passaria mais que um mês nesse lugar.

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Bella.

Se eu reclamava de fazer repouso absoluto, não estava mesmo pronta para fazer repouso após um parto. Eu queria poder andar mais rápido, tomar banho sozinha e quem sabe até dar uns pulos.

Bobagem, mas logo que eu pudesse faria. O primeiro dia após o nascimento da minha filha foi cheio de novidades e eu tive que fazer muita força para ficar quieta, o que não adiantou muito, no meio da noite acordei com cólicas, devido a gases ocasionados por eu não fechar a matraca.

No dia seguinte eu esperava que Vanessa viesse nos ver, então acordei cedo, me banhei, fui até o berçário amamentar minha pequena e voltei ao quarto. Edward havia ido cedo para casa e Renée ficara comigo. Suas desculpas para Charlie não estar aqui foram cansativas, eu sentia que ela queria me convencer de que os dois iam bem como amigos, e eu sabia disso. Não estava chateada com meu pai de forma alguma, mas não sabia como convencê-la disse e desisti; talvez Jasper pudesse.

Doutora Zafrina havia dito que eu teria alta no dia seguinte, mas Grace só no próximo mês, o que rendeu uma cessão de choro da minha parte, e argumentos.

Eu já tinha ficado todos aqueles meses no hospital, não poderia ficar mais um?

Mas o risco de algum contagio, Bella, — ela dissera, — é muito grande. Você está bem, não está hipertensa, vá para casa se recuperar e logo sua filha também irá. Não posso mais mantê-la aqui.

Claro que eu queria ficar, e só sair dali com Grace nos braços.

O argumento conciliador veio de Renée;

—Vanessa precisa de você em casa Bella. – disse seria.

—Eu sei. – sussurrei. Meu coração doía pela distancia da minha filha. Aquela que me ensinou o que era amar.

—Então vá para casa ficar com ela. Logo Grace também irá. – ela acariciou meus cabelos.

—Só que é tão difícil mãe. – reclamei. -ela tem estado dentro de mim todo esse tempo... e agora é como se...

—Algo faltasse. Eu sei meu amor, também me senti assim quando você e Jasper estavam fora de mim. Claro que sai do Hospital com vocês dois nos braços, mas o sentimento de solidão sem vocês... quando os levei para creche com poucos meses, quando vocês foram para a escola... para faculdade! Essa é só a primeira separação. Seja forte.

E eu queria ser, minha mãe, eu queria ser.

Eu tinha minha bandeja de almoço em meu colo, Renée queria me dar na boca arrancando risadas de mim, quando Edward colocou a cabeça para dentro do quarto.

—Posso entrar?

—É mais que bem-vindo meu filho. – Rénee disse.

—Eu trouxe uma surpresa.- ele entrou e então Vanessa se fez presente. Jeans justo, o par de all star favorito e para minha surpresa uma blusa de magas curtas rosa.

—Minha linda. – abri os braços. Vanessa veio rápido para mim.

—Mãe. – sussurrou. Meu coração parecia ter inflado de alegria, minha menina finalmente em meus braços. – senti sua falta.

—Eu também minha linda. Você não imagina o quanto.

—O pai disse que eu ainda não posso ver Grace. – ela fez bico.

Olhei para Edward buscando uma resposta, ele apenas sacudiu a cabeça para mim, e mexeu os lábios em um ‘’depois’’.

—Se ele diz é porque é verdade. Mas logo a levaremos para casa e vocês terão muito tempo para se conhecerem. – a abracei mais forte.

—Eu também senti sua fata Vanessa.- minha mãe chamou a atenção dela que corou.

—Desculpe vó. – ela disse para deleite da minha mãe. Era a primeira vez que Vanessa se referia a ela nesse termo.

—Vem aqui me dá um abraço. – Ela saiu com relutância de meus braços.

Não tive mais visitas naquele dia, Emmett estava em Seattle resolvendo problemas em sua filial de lá, e Rose estava tomando conta da oficina daqui. Naquele dia quem voltou para casa com Vanessa foi Renée, Edward ficou comigo.

—Por que Vanessa não pode ver Grace? -O questionei logo que ficamos sozinhos.

Ele relutou em falar, quando finalmente encontrou as palavras parecia cansado de novo.

—Grace ainda está muito pequena, amor. E com todos aqueles fios ligados a ela...

—Estão por fora da pele. – protestei.

—Nós sabemos disso. Mas para Vanessa isso pode ser meio chocante. Ela é só uma criança, Bella, uma criança que passou por muita coisa, é muito madura, e ainda assim uma criança. Não quero que ela fique com essa imagem da irmã na cabeça.

—Você tem razão. Como não pensei nisso antes?

Ele beijou minha têmpora longamente.

—Eu pensei por você. Agora você pode dormir, amanhã terá alta.

—Não quero ir sem Grace.

—Eu sei amor, mas já passou muito tempo aqui, a medica não vai deixa-la passar mais.

—Pelo menos vou comer comida de verdade em casa. – ele se afastou para que eu pudesse deitar na cama.

—Contando que será uma comida sem sal. – ele pontuou.

—Como? Não tenho mais pressão alta!

—Mas não vamos abusar. Lembre-se que ainda tomará por um tempo os remédios para controlar.

Ele estava com a razão, eu sabia disso, ainda assim meu corpo gostava de discutir com ele, mesmo que sem motivo aparente, já que eu concordava com ele.

—Eu amo você Edward. – o lembrei.

—Eu também amo você, Isabella. – ele disse o meu nome com uma emoção nova na voz, acho que nós dois havíamos amadurecido muito e nosso sentimento se transformado em algo mais forte, mais solido. Eu podia vislumbrar um futuro muito promissor ao lado dele.

Notas finais
Adeus Aro! até mais Heidi! o que acharam da recuperação da Bella? eu quis fazer o mais proximo da realidade. o proximo capitulo está enorme e seráo ultimo, CONTUDO, POREM, TODAVIA, ENTRETANTO, farei alguns bonus, então quero saber o que vocês gostariam de ter de bonus. algo de Emmett e Rosalie? Tyler e Jane? já tenho alguns definidos, mas as vezes alguém ai tem um bonus a pedir que eu possa dar :D então fico esperando. posto o ultimo capitulo terça dia 13/03/2018. até la´bjs :* vejo vcs nos comentarios?! >