Notas iniciais
Aqui estou eu! preparadas para o começo do fim?! o capitulo está bem grande, do jeito que eu gosto >< e espero que vcs tbm gostem! obg por cada comentario, cada favorito e cada recomendação! tudo isso fez toda a diferença na hora de escrever, pq me fez escrever! kkk Boa Leitura! ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 40

Washigton D.C, Setembro.

Bella.

Eu seria forte.

Você a viu a menos de cinco minutos, vai sair por aquela porta, vai andar pelos corredores, não irá se virar na direção do berçário, vai seguir para casa.

Não estava dando certo repetir esse mantra. Eu queria minha filha nos meus braços saindo comigo desse hospital.

—Bella, amor, vamos? – Edward sussurrou com os lábios em minha bochecha, seus braços me envolveram e eu relaxei.

—Não quero deixa-la.- repedi.

—Eu sei amor. Amanhã eu estarei aqui, sua mãe também.

—Ela vai se sentir sozinha.

—Não vai. Ela vai ficar bem. Vamos? Vanessa já ligou duas vezes.

Sim, Vanessa. Ela estaria em meu apartamento me esperando ansiosa. Aquilo foi como um sopro de coragem.

—Vamos.

Edward levava minha mala, foram longos meses no hospital, e algumas enfermeiras vieram se despedir prometendo ficar de olho em Grace, mesmo que a ala dos bebês não fossem responsabilidade delas.

—Gostamos muito de você Bella. – uma delas disse segurando minhas mãos. – vamos nos reversar para passar o olho na sua filha, não conte a ninguém, mais ela será a bebê mais bem cuidada.

—Obrigado. Obrigado a todas vocês de coração. Meus dias aqui, meses, foram mais fáceis graças a amizade de vocês. Obrigado.

Do lado de fora do hospital respirei fundo antes de entrar no carro. Era como deixar meu coração para trás.

—Ela logo estará conosco amor. – Edward lembrou ao dar a partida.

—Sinto que deixei um pedaço de mim lá. Sinto-me vazia. Nenhuma mulher deveria entrar gravida em um hospital e sair sem o seu bebê nos braços.

Edward não tinha resposta para aquilo, preferiu ficar quieto.

Passei a temas mais ‘’leves’’.

—Sobre a conta do hospital acho que agora você me deixa conversar sobre isso?

—Já está pago, amor, eu tinha economias...

—Que estava guardando para dar entrada em uma casa.

Ele apertou a ponta do nariz.

—Sim.

—Deveria ter deixado eu ajudar. Não tenho muito...

—Mas vamos precisar, com Grace ainda no hospital. As coisas vão se ajeitar, iremos sentar e fazer as contas. Até lá, acho que vamos morar por um bom tempo no apartamento.

—Gosto do meu apartamento. Do nosso apartamento. Nossa família começou lá. – sorri.

Cumprimentei o porteiro, e cada pessoa no elevador do prédio mesmo as que eu não sabia o nome, mas conhecia de vista. Era bom estar em um lugar que o não fosse o hospital. elas perguntavam da minha bebê e eu dizia que ela tinha que ficar mais um mês no hospital e que logo estaria conosco em casa, mais estava crescendo e ficando forte.

Quando Edward se inclinou para abrir a porta do nosso apartamento, ela foi aberta por uma Rosalie sorridente.

—Bem-vinda de volta! – ela me abraçou.

—Obrigado, Rose. – falei em seus cabelos retribuindo seu abraço.

—Vamos deixar ela entrar! – Ouvi Esme reclamar, e rindo Rose me soltou.

—Emmett ainda está em Seattle e deixei meus pequenos com minha mãe.- ela explicou.

—Estou fazendo o almoço! Minha filha merece comer comida de verdade! – Ouvi Renée da cozinha.

Vanessa tinha Toddy na coleira, ele pulava e tentava se soltar dela para vir em minha direção. Com certeza se conseguisse se soltar ele pularia em mim, me jogando no chão.

—Ei lindinho você sentiu minha falta? – brinquei com ele me aproximando.

—Cuidado Bella. – Edward advertiu e trocou de lugar com Vanessa para segurar a coleira com mais força.

Toddy meio chorava meio latia, o rabo balançando freneticamente.

Sentei no sofá e Edward o trouxe para mais perto de mim, ele deitou a cabeça nas minhas pernas de forma suava, apenas o rabo demostrando sua intensa alegria ao me ver.

—Também senti sua falta. – eu falava fazendo carinho na sua grande cabeça. Ele havia crescido mais nos últimos meses, deveria estar perto da fase adulta.

—Nós dois sentimos muito a sua falta. – Nessie falou com uma voz baixinha sentando do meu lado e me abraçando.

—Mamãe também sentiu muito a sua falta. – falei beijando seu rosto, a abraçando forte.

—Jasper e Alice vem para o almoço. – Esme anunciou.

—Isso é bom, estou doida para ver minha sobrinha. — sorri para ela.

Não iria ser fácil, eu sabia, contudo, estava preparada para enfrentar os próximos dias que minha pequena ficaria no hospital, porque tinha minha família comigo, estava cercada de amor e companheirismo.

Washington D.C, Outubro.

Bella.

—Segura ela mais empézinha porque acabei de dar de mamar. – lembrei a Jane.

—Eu sei disso. Sua mãe é uma boba Grace. – Jane sussurrou para a bebê em seus braços que ela balançava de forma suave para que arrotasse.

—Eu não vou adivinhar que você saiba o que tem de ser feito. – dei de ombros. -Jane, é a primeira vez que vem em minha casa desde que voltei para ela.

Minha amiga fechou os olhos e respirou fundo.

—Sinto muito Bella. Foram muitas coisas para absorver no ultimo mês. Sei que fui uma péssima amiga, e na verdade estava com vergonha.

—Vergonha?

—Heidi com essa ideia fixa de querer Vanessa para ela, totalmente sem logica.

—Mas porque isso te deixaria com vergonha?

—Ela é minha irmã, eu aproximei as duas levando Vanessa para visita-la quando ela estava internada... a culpa de certa forma é minha.

Suspirei, nunca imaginei que minha amiga poderia se sentir culpada de alguma forma.

—A amizade entre elas surgiu quando Aro sequestrou Vanessa. Isso não tem nada a ver com você.

—Mas eu não vi que Heidi estava obcecada! Eu poderia ter evitado isso de alguma forma.

—Isso estava fora do seu controle, Jane. Nem Alec previu isso, e por falar nele...

—Está em alguma missão, ele é um super-espião ou algo assim. – ela deu de ombros dando pouca importância. – ele disse que estará aqui para o natal pelo menos.

—Pelo menos, sabemos que ela não desistiu e possivelmente virá atrás de Vanessa.

—Eu espero que não. Espero que ela viva a vida dela longe daqui do jeito que ela sempre quis e nos deixe em paz.

Resolvi não comentar nada, era evidente que ela sentia muito a falta da irmã e levaria tempo até admitir.

Voltei a falar na sua ausência pelo último mês.

—Não estou te acusando, mas sim você foi uma péssima amiga no último mês e eu senti muito a sua falta. Você é como uma irmã para mim, e eu não pude te consolar pela morte do seu pai.

—Eu não queria consolo, Bella. Não queria os olhares de pena, os ‘’sinto muito’’, não queria nada daquilo. Eu precisava deu um tempo para colocar meus sentimentos por ele em ordem e consegui, só que foi numa péssima hora. Você precisava de mim aqui.

—Precisava, mas não sou sua prioridade. Seria muito injusto se fosse. Mas você se fechou Jane, ficamos todos muito preocupados.

—Tyler ficou louco. -ela deu um sorriso fraco. – Aro disse para mim que nunca me amou. Não com essas palavras exatas, mas o significado era o mesmo.

—Sinto muito.

—Não sinta. Ele achava que amava Heidi e essa tal de Esmeralda... mas Aro não é capaz de amar. Tenho visitado a minha mãe, ela foi condenada a dez anos por associação ao crime, se tiver bom comportamento pode sair com cinco anos.

—Isso é bom, não acho que sua mãe seja má pessoa.

—Ela fez muitas coisas erradas Bella, deve pagar por isso. Mas agora eu já não me recinto dela, ela sempre foi a melhor naquela casa, meu porto seguro lá. – ela inclinou Grace para olhar seu rostinho. — Acho que ela dormiu.

—Sentiu ela arrotar?

—Sim mamãe Ursa. – Jane riu e a colocou no berço.

—É tudo tão novo. Tem horas que sinto que estou fazendo tudo errado.

—Todas devem se sentir assim.

—Pelo menos tenho Rosalie me ajudando, ela é ótima.

—Sim, tem horas que não consigo imaginar o que ela viu em Emmett. – rimos juntas.

—O aniversario de Vanessa está perto, hora de enviar os convites.

—Nem me lembre, ela não para de falar nisso! – me levantei pegando os convites na gaveta. – Todos os professores que dão aula para ela, todos os alunos da turma e toda a equipe de natação, incluindo os mais velhos.

—Ela é amiga de toda essa gente? – Jane arregalou os olhos azuis.

—Não, mas não acha justo não chamar todos os amiguinhos da sala, e os amigos dos amigos por assim dizer e eu concordo.

—Sim, era muito chato quando tinha uma festa e eu não era chamada, sempre ficava achando que ninguém gostava de mim, mesmo que o aniversariante mal falasse comigo.

—Sim, convidar todos os colegas de sala é importante. Mas os professores? – sacudi a cabeça descrente. – ela tem carinho por todos, era a profissão dos pais.

—Ela fala muito neles ainda?

—É raro. Mais quando estuda, quando diz algum lugar que visitou com eles. Pelo menos não parece triste com a lembrança e sim feliz. A terapia a ajudou muito a superar. E quando a relação com Grace? Ela é a irmã mais perfeita que já ouvi falar!

Contei a Jane todo o cuidado que Vanessa tinha com Grace, como queria aprender a forma correta de segurar a irmã, queria ajudar a trocar fraldas, e as conversas, ficava deitada na minha cama ao lado a irmã lendo historias ou contando como foi seu dia, e Grace ficava com os olhinhos abertos, ávidos a cabecinha inclinada para a voz da irmã absorvendo tudo com atenção. Eu tinha várias fotos.

—Achei que vocês logo fossem vender o apartamento e comprar uma casa. – Jane mudou de assunto.

—Esse apartamento foi financiado você sabe. Minhas economias e as de Edward se foram com as despesas do hospital e agora tem os gastos com a bebê, os gastos com Vanessa... vamos ficar um tempo aqui inda.

—Se vocês precisarem...

—Não precisamos. Apenas não podemos nos mudar ainda.

—Mas e a herança de Vanessa? Quero dizer Eleazar e Carmen deixaram dinheiro o bastante para custear os estudos dela.

—Edward não concorda com isso, mexer nesse dinheiro e muito menos eu. Ela é nossa filha e nós devemos cuidar dela. A menos que fique muito difícil, e nós tenhamos que pensar em muda-la de escola... não vamos mexer na herança dela.

—Mas seria para custear os estudos dela. Os irmãos de Tyler estudam nessa escola e eu sei que a mensalidade é altíssima.

—Por enquanto estamos conseguindo levar- encerrei o assunto.

Jane passou o resto do sábado com a gente, Edward tinha viajado a negócios com o chefe, e Vanessa passara a tarde estudando só se juntando a nós no final do dia.

A noite quando estávamos apenas nós três (minhas meninas e eu) o assunto ‘’dinheiro’’ voltou à tona por Vanessa.

—Mãe, meus pais deixaram muito dinheiro para mim? – soltou enquanto víamos um filme, hotel Transilvânia na TV, Grace dormia no moisés ao nosso lado.

—Sim, quando você for adulta poderá usá-lo para a faculdade ou abrir seu próprio negócio. Quem cuida desse dinheiro é o Marcus, faz com que ele cresça.

—Se o dinheiro está crescendo porque você e papai não o pegam pra comprar uma casa maior? Ou pagar minha escola?

—Porque não precisamos. – respondi rápido e ela mordeu o lábio inferior.

—Sabe que não deve ficar ouvindo conversas.

—Você e a tia Jane falam alto. E eu estava vindo aqui pra mostrar minha lição para você.

—Mas não entrou no quarto; ficou ouvindo a conversa e saiu, isso é feio. Enfim, não se preocupe com dinheiro, seu pai está trabalhando e eu volto ao trabalho amanhã, nada irá faltar para você.

—Nem pra Grace?

—Nem pra Grace. Agora sobre a sua festa de dez anos...

Passamos a falar da festa de aniversário dela que estava próxima e isso a animou de imediato.

A volta ao trabalho foi tudo que temi; eu não tinha vontade de estar ali.

Eu queria estar em casa com minha bebê, queria estar lá quando Vanessa chegasse da escola e fazer um lanche para ela, queria logo depois sair para passear com ela Grace e Toddy. O que me consolava um pouco foi o fato que não precisei manda-la para creche, a mãe de Rosalie estava mais que disposta a tomar conta dela por uma remuneração bem a baixo do mercado.

A primeira semana passou corrida, entre trabalho e casa e então o aniversario de Vanessa me olhava na cara, e eu dava graças por Jane e Rosalie terem visto tudo, do local (casa dos pais de Tyler por seu jardim imenso) ao Buffet.

Alguns dias antes do aniversário, Edward tinha nossa filha mais nova deita em seu peito descoberto, enquanto a mais velha tinha nos dado boa noite e ido para seu quarto.

—Você me parece muito ansiosa. – ele comentou.

—O aniversário dela está chegando e vem junto com o de morte de Eleazer e Carmen. Um ano Edward, um ano se passou e muita coisa mudou.

—Eu sei. – ele gesticulou para o pequeno pacotinho alinhado em seu peito.

Deitei ao seu lado, eu tinha uma camisola leve apesar do frio, ela era boa para amamentar. Notei seu olhar em minhas pernas e puxei a coberta por reflexo.

—Ela dormiu. – ele disse sentando.

—No lugar favorito dela. – brinquei. Ela a colocou no moises e voltou a cama. Me senti tensa de imediato. Essa cena, Edward na cama comigo acordada era difícil, ele tinha uns casos que andava estudando até tarde, e me aproveitando do fato de que Grace dormia toda a noite, eu tratava de estar dormindo quando ele se deitava ao meu lado.

Eu o estava evitando sexualmente, ele sabia e estava me dando espaço.

—Está tudo bem no trabalho?- perguntou. Eu tinha sua completa atenção.

—Era o meu trabalho dos sonhos, mas agora... não é mais. – confessei. – toma muito tempo e eu queria estar em casa mais cedo, mais vezes, para as meninas. Mais isso não tem afetado meu desempenho.

—Então porque você anda tão... – ele procurava a palavra. – distante?

—Edward estou bem do seu lado. Não ando distante. – brinquei.

—Você entendeu o que eu quis dizer. – ele não se deixou enganar. Sentei com as costas na cabeceira na cama, minhas mãos cruzadas em meu colo.

—Me desculpa. Eu só... não me sinto à vontade.

—A vontade? – ele testou a palavra.

—Eu engordei. Meu quadril está imenso, meus seios também, contudo estão intocáveis, podem disparar um jato de leite a qualquer momento. – ele riu.

—Não ri é sério! – dei um empurrão em seu ombro. Depois ficamos sérios de novo.

—Eu não me sinto pronta para fazer amor ainda, e quando você se aproxima de mim... eu consigo sentir a energia sexual emanar de você e fujo.

—Bella eu jamais iria foçar você a algo que não se sentisse confortável em fazer. – ele ergueu meu rosto para que eu olhasse bem em seus olhos verdes. Eram profundos e cincerros. – Mas se isso é só sobre seu corpo... você está linda. Sim tem uns quilinhos a mais, mas nos lugares certos. E eu estou louco para estar com você desse jeito, mas só quando você se sentir confortável. Não pense em nenhum momento que minha atração por você diminuiu porque a resposta é não.

—Obrigado. Só que é mais profundo... eu ainda não sinto vontade de estar com você dessa forma.

—Então converse comigo. Não se feche, não se afaste e não me afaste. É a nossa gravidez, é a nossa filha, estamos juntos.

Eu me joguei em seus braços após essa declaração.

—Obrigado. Obrigado obrigado obrigado, por seu esse homem perfeito. – falei em seu pescoço. Ele riu circulando minha cintura com os braços.

—Eu amo você. E quero você aqui, junto de mim.

Meu problema ia além da insegurança com as mudanças em meu corpo, tinha questões hormonais que a doutora Zafrina me explicou quando marquei uma consulta após o a conversa com Edward, ela me receitou um remédio natural a base de ervas para me auxiliar.

Não tivemos muito tempo para voltar ao assunto, eu apenas o contei que tinha todo um problema hormonal interferindo no meu apetite sexual, e ele prontamente se propôs a ajudar ‘’faço um dança sensual para você’’ disse com uma piscadinha, e fiquei tentada a aceitar sua oferta, mas com a casa cheia nos próximos dias – minha mãe, seu pai e mãe, — achei melhor deixar para outro momento.

—Será que eles vão vir? – Vanessa questionou minha mãe quando já estava pronta para a festa. A fantasia de Tinker Bell caindo com perfeição; ela era uma fada.

—Claro que virão! Será a melhor festa que a sua escola já viu! – minha mãe prometeu.

—Gente olha essa anjinho! – Esme estendeu Grace no ar para que todos pudessem vê-la na fantasia de anjinho. Os olhinhos verdes iguais aos do pai bem abertos e vividos. Ela ainda era um pouco pequena para um bebê de dois meses, mas compensava em saúde; não tivemos que voltar nenhuma vez com ela ao hospital, apenas na visita de rotina.

—Não sei se todo o alvoroço da festa faz bem a ela. – Carlisle protestou.

—Imagine Carlisle! Nossos filhos foram criados em festa de bairro desde que saíram da minha barriga e estão enormes e com saúde! Não será diferente com Grace!

—Onde está Edward? Ele parece uma noiva se arrumando! – reclamei e iria começar a caminhar pelo corredor para apresá-lo em nosso quarto, quando ele mesmo abriu a porta e veio sorrindo em minha direção.

—Oi senhor Peter Pan. – cruzei os braços na altura dos seios. Ele estava deslumbrante na fantasia verde, caia com perfeição nele realçando os olhos da mesma cor.

—Linda fada, não vou me render aos teus encantos. Não antes da meia-noite. – ele piscou um olho para mim e foi ridículo como meu coração parecia ter perdido uma batida.

Edward enlaçou um braço pela minha cintura e plantou um beijo sonoro em meus lábios.

—Você está linda. – sussurrou em meu ouvido provocando arrepios em minha pele.

—Obrigado. Você também não está nada mal.

—Vocês podem namorar em outra hora? É meu aniversário! – Vanessa nos interrompeu.

—Ok senhorita aniversariante. Vamos? – Edward passou por mim, ergue Vanessa nos braços e saiu com ela pela porta, rindo.

—Melhor seguirmos eles. – falei com meus sogros e mãe.

Charlie veio para a festa de aniversario como prometera, e trouxe Sue, esta que Vanessa adorou de cara e como que para me provar que estava tudo bem, minha mãe conversou bastante com ela.

Vanessa tinha os olhos brilhantes com toda a decoração e a quantidade de pessoas na festa.

—Convidamos mesmo tanta gente? – questionei Rosalie a certa altura.

—Todos os amigos de classe e seus familiares, seus amigos trabalho, os de Edward... o chefe dele veio! Realmente que homem lindo!

—Rosalie! – a censurei.

—A Mulher dele está vindo! – olhamos juntas para a deslumbrante mulher vindo em nossa direção. Ela tinha um menino pequeno nos braços.

—Você deve a mãe da aniversariante. – ela tinha um sorriso simpático; gostei dela de cara.

—Sim, Isabella Swan, mas pode me chamar de Bella. E você deve ser Anastasia Grey.

—Sim, mas só Ana por favor. – ela corou um pouco e a achei parecida comigo. Que bizarro.

—E essa é minha concunhada Rosalie.

—Oi. Que lindo o seu filho!

—Sim, lindo e levado!

—Os meninos são impossíveis! Mais uns amores! – Rosalie comentou. – Tenho dois. Aqueles piratas ali. – ela apontou para os meninos.

—São encantadores. – Ana comentou. – Queria agradecer o convite e elogiar a festa.

—Espero que esteja gostando. – eu não queria ser rude com Ana, mas estava vendo Grace resmungar no colo de Esme e queria correr em seu encontro.

—Ana foi um prazer conhecê-la espero vê-la com frequência, meu marido gosta muito de trabalhar para o seu. – rimos juntas. – Mas está na hora de amamentar aquela bonequinha ali.

—Pode ir, seu bem como é.

Deixei ela com Rosalie e andei a passos apresados para onde Esme estava com minha filha. Quando a tinha com a pequena boca em meu seio foi que me dei conta; eu havia me referido a Edward como meu marido. Pela primeira vez.

Eu não deveria estar tão impressionada, afinal era isso mesmo que ele era, só faltava um pedaço de papel para firmar isso.

E quando isso iria ocorrer?

Narrador.

Vanessa correu pelo labirinto do jardim. Era a única dentre todas as crianças- incluindo os donos da casa – que tinha coragem de adentrar tão fundo no labirinto. Ela já entrara e sairá diversas vezes.

Ela chegou ao centro de novo, já estava de noite. Olhou as estrelas no céu, ali longe da profusão de luzes da cidade e da própria festa, podia ver muitas estrelas.

—Obrigado pai e mãe. Por sempre cuidarem de mim. Eu sou muito feliz aqui, obrigado por me darem Edward e Bella. – ela sussurrou olhando para o céu. Ela não esquecera que hoje no seu aniversario de dez anos fazia um ano que os pais haviam morrido e sua vida mudara de forma tão drástica.

Sentia a falta deles, contudo encontrava consolo na nova vida, com os amigos, a família e a pequena irmã. Ela era abençoada.

—Vanessa! Vamos voltar para a festa, então sai já dai! – ela fez uma careta com o grito de Collin. Dos gêmeos irmãos de Tyler ele era seu favorito, seu melhor amigo poderia dizer sem pensar, mas odiava como Collin era medroso. Não conseguira acompanha-la para dentro do labirinto, perdendo a menina de vista em sua corrida, ficara com medo de seguir, parara e agora ameaçava voltar a festa.

—Estou indo! – gritou de volta. Jogou um beijo no ar para as estrelas, e pegou de volta com a mão. – Eu amo vocês.

E correu para a saída que conhecia tão bem. Correu tanto, olhando apenas para os pés compostos por sapatilhas verdes, que nem viu o menino na saída do labirinto e se chocou com ele com força, fazendo os dois irem ao chão.

—Desculpa! -a menina foi logo se desculpando.

—Ai. – o menino tinha a mão na cabeça.

—Desculpa mesmo. – ela se levantou e estendeu as mãos para ele. Ele aceitou e se levantou.

—Tudo bem, nem doeu tanto assim. – ele deu de ombros, mas Vanessa notou que continuava com a mão na cabeça.

—Deixa eu vê se não formou um galo. – ela se aproximou do menino rápido de mais. Ele ficou envergonhado com a proximidade da menina, suas bochechas coraram.

—Xixx tem mesmo um galo ai Collin. Sua mãe vai brigar. – ela fez cara de culpada.

—É só colocarmos um pouco de gelo. -ele deu pouca importância. Collin olhava dos olhos chocolates da menina, para sua boca. O que ele tinha pensado em dizer mesmo?

—Por que está me olhando assim? – ela reclamou sem jeito.

—Nada... é... você é muito bonita. – ele disse e foi a vez dela corar.

—Obrigado? – Vanessa não sabia o que dizer. – cade todo mundo?

—Foram comer. – ele agitou a mão no ar gesticulando para a parte do jardim distante onde a festa acontecia.

—Temos que voltar, a mamãe deve estar me procurando.

—Espera. – o menino pediu. Engoliu em seco. – quero te dar seu presente.

—Não precisa me dar presente. – Vanessa agora estava muito, muito envergonhada. Quando Collin olhava para ela assim ela ficava muito, muito envergonhada.

Ele colocou a mão no bolso da calça, estava vestindo uma roupa de Peter Pan igual ao pai de Vanessa. Tirou um pequeno colar prata com o símbolo do infinito.

—É lindo Collin! – Vanessa se maravilhou.

—Tyler me ajudou a escolher. Esse símbolo quer dizer que nossa amizade é eterna. – ele colocou no pescoço dela. Vanessa, tomada por um impulso dei um beijo em sua bochecha.

—Obrigado.

O menino engasgou, seu rosto quente de mais.

—Eu... Eu vou pegar um refrigerante pra gente. – disse gaguejando e correu na frente.

Vanessa riu, aquilo era tão Collin!

—Vanessa. – a voz vinha por de trás, da parte escura ao lado do labirinto.

A menina se virou para encontrar Heidi.

A mulher estava completamente diferente do que a menina se lembrava. Deveriam ser as roupas, pensou. A calça de couro preta apertada marcando as curvas bem acentuadas, e o crope também de couro. Vanessa não se lembrava de a mulher ter seios tão grandes.

A estranheza durou apenas um instante, logo a menina correu e se jogou nos braços da mulher que a recebeu prontamente.

—Heidi! – gritou.

—Shi! Ninguém pode saber que eu estou aqui. – ela disse abraçando a menina forte.

A garota não respondeu, apenas ria e chorava.

—Eu senti tanto a sua falta! Esse é o pior aniversario de todos! – reclamando rindo.

—Por que? Está tudo tão lindo. – a mulher a afastou um pouco para olhar seu rosto apesar do escuro.

—Eu estou feliz. Mas faz um ano que meus pais morreram e eu estou feliz. E eu nunca tive uma festa tão grande. Eu não devia estar feliz!

—Você está agradecida por tudo que tem. – Heidi respondeu com paciência acariciando seu cabelo. – Pode ficar feliz por isso, sem culpa.

—Sim.

—Quer vir comigo? – Heidi sussurrou e a menina arregalou os olhos. Era o que Heidi temia. – Você não quer não é? Victor disse que talvez você preferisse ficar com essa gente.

—Gosto daqui. Porque você não fica também? Jane sente a sua falta.

A mulher sacudiu cabeça.

— Eu teria que responder várias perguntas a polícia, e ficaria trancafiada o resto da vida numa clínica. – Ela abriu aspas com os dedos no ar.

—Jane e eu sentimos sua falta. – a menina reforçou.

—E eu sinto a de vocês. Se você quiser vir comigo, meu amigo está me esperando lá fora. Poderia ser incrível Vanessa! Na Russia já imaginou? Lá é muito legal, eu patino no gelo! Você iria adorar! Aposto que seria uma patinadora incrível!

A menina mordeu o lábio, patinar no gelo devia mesmo ser incrível, ela só havia tentado uma vez com os pais já falecidos. Mas ela não queria ir embora.

—Eu tenha uma irmã agora. Tenho que cuidar de Grace como você cuidou de Jane. Você disse que ser irmã mais velha é importante.

—Sim é verdade.

—E eu amo o Edward e a Bella. – afirmou. – sou feliz por eles serem meus pais.

—Eu sei querida. Só não posso deixar de desejar que você viesse comigo. Mas não contra sua vontade, eu não sou o meu pai. – a mulher suspirou olhando a escuridão, se demorasse de mais Victor ficaria nervosa e isso era tudo que ela não queria. O homem estava sendo muito útil para ela. – Eu tenho que ir.

—Já? Vamos entrar, o bolo deve ser muito gostoso, eu mesma escolhi de chocolate!

—Não posso lindinha e você sabe.

A menina ficou triste.

—Você nunca mais vai voltar?

—Não. Não posso ficar aqui. Mas sempre que quiser falar comigo... deixe uma carta dentro do seu armário da escola. Sempre no último dia do mês.

—E se o ultimo dia for domingo?

—Então deixe na sexta.

—E como você vai receber?

—O meu amigo Victor tem muitos amigos por aí. Um desses amigos vai garantir que essa carta chegue a mim e que a minha chegue a você. – a mulher ficou em silencio olhando o rosto da menina, o gravando na memória. – Eu te amo Vanessa, e eu só amo duas pessoas nesse mundo. Sempre que precisar de mim eu virei correndo para você.

A menina apenas assentiu.

—Feliz aniversário. – a mulher repetiu, a abraçou de novo e a beijou no rosto.

—Você vai ficar bem? Não tome mais remédios que a deixam fraca. – Vanessa tinha a testa franzida.

—Pode deixar, não farei isso. Vou me cuidar. E você também.

—Sim. – prometeu.

—É seu aniversário. Volte para sua festa. – Heidi incentivou.

—Vou sentir sua falta. – repetiu.

Heidi colocou uma mão sobre o coração da menina.

—‘’Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro.’’ Agora vai. – ela empurrou a menina em direção a festa. Vanessa correu olhando para trás a todo o tempo. Até que se deteve e gritou;

—Quem é a outra pessoa que você ama?

Ela teve de gritar, mas Heidi não gritou de volta. Vanessa viu seus lábios formarem o nome ‘’Jane’’.

HEIDI.

—Achei que iriamos fazer um sequestro. – Victor disse assim que sentei o banco no banco do carona. – coloquei minhas luvas especiais de sequestrador de crianças. Não que as use com frequência. – brincou.

—Eu só queria vê-la. – justifiquei. – se ela parecesse triste e mal tratada eu a levaria mesmo contra sua vontade, mas ela está feliz. Não é certo.

—E agora quem está triste é você. – ele contatou. Já era noite e a estrada escura.

—Não exatamente. Vou sentir falta dela e não deixo de acreditar que ela estaria melhor conosco. Mas... foi a decisão dela. Se ela precisar de mim estarei aqui.

—E o que faremos agora? – Victor estava feliz, eu podia sentir em cada gesto dele. Eu era o premio que a muito ele almejava e finamente havia alcançado.

—Gostaria de férias.

—Onde?

—Me surpreenda. – respondi e o beijei rápido.

—Que tal Grécia? Tenho uns negócios lá... – fiz uma careta.

—Sem trabalho. Só diversão, mais a Grécia me parece ótimo. – sorri.

Ele pegou minha mão levando os lábios e a beijando, depois a deixou junto ao coração. Eu nunca havia recebido tamanha devoção de alguém e isso me encantava. Talvez se há quinze anos eu tivesse correspondido as investidas dele toda a minha dor teria sido evitada. Mas que graça teria no fim das contas?

Bella.

—Por onde andou? – perguntei a Vanessa assim que ela correu em minha direção.

—Estava no labirinto com os outros. Eles não conseguem entrar e sair. – ela riu. Tinha o rosto molhado, ou havia chorado ou estava mesmo muito suada. Como sua expressão era feliz resolvi acreditar na segunda opção.

—E você consegue não é espertinha? – coloquei o dedo indicador em seu nariz arrebitado. – vem, vamos tirar fotos!

—Mas já tiramos muitas! – ela reclamou.

—Tiraremos muitas mais!

Apesar de reclamar ela adorou, tirou fotos com os amigos e mais com a família, reparei que Charlie olhava bobo para ela, e ainda mais quando olhava para Grace e a tinha nos braços.

—Queria dizer que ela parece com você garota, mas parece que estou segurando Edward nos braços de novo, com um toque feminino. – ele me disse.

—Tudo bem, eu aceito. – dei de ombros.

—E quando será a sua vez de subir ao altar? – Charlie estava tentando e muito conversar comigo.

E estava sendo bom.

—Ainda não sei. Agora estávamos focados nas meninas, não temos presa de trocar alianças.

—Eu ficaria honrado de leva-la ao altar.

Então percebi; ele tinha medo de eu não tê-lo perdoado completamente.

O abracei pela cintura, e descansei a cabeça em seu braço observando Grace dormindo em seus braços.

—Não pensaria em outra pessoa pai. Eu amo você e você é meu pai querido.

Ele beijou minha cabeça e pigarreou devido a emoção.

—Eu te amo filha. Sempre será minha menininha.

As coisas pareciam estar no seu lugar, então, finalmente.

Eu estava com minha família e com o homem que amava, minhas filhas estavam ali ao meu alcance, cheias de saudade e felizes.

Naquela noite minha casa parecia um acampamento, Vanessa insistiu em trazer parte da festa para casa, e assim eu tinha dez meninas dormindo na minha sala, minha mãe dormindo no quarto de Vanessa com Grace.

E meu namorido Peter Pan lindo que tirava a roupa bem na minha frente despertando algo dentro de mim, algo que estava adormecido.

—Você sabe que pode entrar no banho comigo se quiser. – ele ofereceu tirando a ultima peça de roupa e indicando o nosso banheiro com a cabeça.

A onda de insegurança me assolou, mas eu não podia deixar isso levar a melhor sobre mim.

—Vai ligando o chuveiro. – ele pareceu surpreso, contudo não fez comentário e seguiu para o banheiro. Era hora de deixar essa insegurança de lado, Edward conhecia cada parte do meu corpo e me amava, eu não tinha motivos para me sentir insegura. Tirei a fantasia de fada olhando meu corpo no espelho.

Minha barriga estava lá, ainda com uma concentração de gordurinha, e no meu quadril haviam algumas estrias, parecendo arranhões. Meus peitos estavam fartos e eu mesma me sentia atraída por eles, ri com o pensamento.

Não iria acontecer nada de mais nessa noite, logo pensei, tínhamos 11 meninas contando com nossa filha e mais um cachorro dormindo na sala, nossa porta poderia ser alvo de batidas muito em breve. O importante era a intimidade que iria resgatar com Edward.

Ele já estava no box tirando a purpurina que havia caído em seu cabelo, a espuma escorrendo pelo seu corpo, suas costas, era sexy. Descruzei os braços que escondiam meus seios e abri a porta adentrando o box e o abraçando por trás.

—Você é tão lindo. – Falei. Ele segurou minhas mãos afastando do seu peito e se virou para me olhar. Seus olhos percorreram meu corpo de forma rápida e voltaram aos meus olhos. Desviei o olhar envergonhada. Ele segurou meu queixo com o polegar e o indicador para que eu olhasse.

Você é linda. E sexy. E me deixa louco.- falou baixo com a voz abafada pelo som da agua quente caindo em suas costas, mas eu podia sentir a intensidade das palavras reverberando dentro de mim, e acendendo um ponto em meu baixo ventre.

Com as pontas dos dedos ele foi me tocando, dos ombros, descendo pelos braços até as pontas dos dedos onde nossas mãos se cruzaram. Ele puxou elas para seu peito e eu podia sentir seu coração batendo sobre minha palma. Era rápido, forte.

—Sente? – ele sussurrou fechando os olhos sobre meu toque. Se aproximou mais para me beijar e eu ergui a cabeça para recebe-lo com meus lábios prontamente. Foi um beijo calmo, lento, só nossos lábios se tocando. Ele desviou para beijar meu rosto, até meu ouvido, mordiscando minha orelha e sussurrou; — eu fico assim de ver, de te tocar. Meu coração dispara e o meu desejo por você Bella... ah. – ele voltou a boca para a minha de forma mais exigente, agora a língua reivindicando a pose da minha, uma mão em meu quadril puxando meu corpo ao encontro do seu de modo que eu pude sentir ele pronto, duro, cutucar meu baixo ventre. – você me deixa assim, tomado de desejo, louco por você. – ele sussurrou em meus lábios.

Espalmando as mãos em minha bunda ele friccionou seu sexo de encontro ao meu, me ergueu, abri minhas pernas passando por seu quadril e ele me espremeu de encontro a parede, sua boca voraz na minha.

—Edward. – gemi. Eu queria, queria muito ele dentro de mim. Os planos de não fazer nada essa noite indo por agua a baixo.

E ele sabia.

—Então isso vai ser rápido, amor. – sussurrou entre uma lambida e outro no meu pescoço.

—Por favor. – ofeguei. Tomei seu rosto entre minhas mãos para olhá-lo bem.

—Eu quero. Eu preciso sentir você... – ele não me deixou terminar, tomando minha boca de novo na sua com sofreguidão, manteve um braço a minha volta e com o outro direcionou sua mão para meu sexo. Eu senti seu membro em minha entrada e gemi.

Sim, eu sentia falta dele e nenhuma insegurança com relação ao meu corpo iria me afastar do contato com Edward.

Ele investiu de vagar contra mim, cada pequeno movimento uma tortura, apesar de estar sendo um pouco incomodo, eu o queria logo dentro de mim. Empurrei meu quadril em sua direção.

—Calma amor... devagar. Você me sente assim? E assim? – ele dizia entrando de vagar dentro de mim, as sensações provocadas me levando a loucura. Gemi puxando seus cabelos.

—Vem Edward. – pedi. E ele obedeceu, ainda que de forma lenta e com cuidado, ele se acomodou completamente dentro de mim e ambos soltamos um suspiro pesado com o contato completo.

Isso era bom;

Isso era certo;

Isso era completo.

Foi um pouco incomodo no começo quando ele começou a se mover de vagar, mas eu queria mais. Mexi meus quadris sobre os dele ditando um ritmo, pedindo por mais e ele veio comigo. De repente e ele me pôs no chão de forma brusca me virando de costas para ele e voltou a investir com força. Gemi alto.

—As meninas podem estar acordadas. – ele advertiu. Contudo eu estava no céu particular, outros gemidos se seguiram e apenas o som da água caindo no box abafava.

Não duramos muito, ele gozou mordendo o lóbulo da minha orelha, sua mão direita seguindo para meu botãozinho do prazer, fazendo os movimentos necessários com maestria, e vim sentindo minhas pernas fraquejarem. Descansei meu corpo nele.

—Melhor? – perguntou beijando meu pescoço.

—Muito. Obrigado.

—Não me agradeça por te amar. Eu que deveria te agradecer por me fazer o homem mais feliz do mundo. Obrigado. – ele me virou para ficar de frente para ele, e com dificuldade me firmei em meus pés. Olhei diretamente em seus olhos e o que vi ali encheu meus olhos de lagrimas, mas lagrimas felizes; tanto amor refletido.

—Nós vamos conseguir. Vamos ser bons pais e um casal feliz. – prometi e ele selou nossa promessa com um beijo.

Oito anos depois.

Universidade Harvard

Vanessa.

Querida Heidi,

É de forma extremamente brega que começo essa carta- ainda que seja verdade, você é uma querida- e recostada em uma árvore na grama de Harvard.

Sim, eu vim, sei que você estava me esperando de braços abertos caso eu quisesse fugir, mas tinha certo... atrativo vir para cá, afinal meus pais descobriram o amor aqui, e ainda meus pais trabalharam aqui! Quando estou numa sala de aula sempre sinto como se Carmen estivesse ali, é incrível como depois de anos a memória dela aflorou aqui; é como ouvir sua voz na aula de políticas globais, é como ouvir seu riso misturado na sala dos professores; eu sei, em parte é minha imaginação, contudo... sinto me grata por estar aqui.

Estamos no começo das aulas e já tenho amigos com quem contar, claro Collin veio para cá comigo o que foi um grande atrativo nessa faculdade, que com o decorrer dos dias só passo a gostar mais. Acho que você gostará de saber; Collin concorda com você, acha que devíamos ter tirado esse ano para viagens, mas eu queria vir, quando meus pais pararam de falar sobre a faculdade ficou claro que a decisão era minha afinal, e sem a pressão eu percebi que eu queria vir e estou feliz por ter feito isso.

Prometo que irei te ver nas férias, Collin está louco para mochilar pela Europa e eu adoraria te encontrar, talvez na Noruega? Sabe que as chances de eu entrar em território Russo são praticamente nulas, você se manteve fora do radar de Alice, mas ela sempre me vigiou de perto, então se esforce para vir ao meu encontro em um território neutro.

Eu já te falei várias vezes sobre isso, e como praxe vou falar de novo... por que não fala com Jane? Ela realmente gostaria de te ver. Ela está bem considerando tudo, ela e tio Tyler desistiram de ter um filho há alguns anos, e ela está começando a se abrir para a adoção o que me alegra muito; eles têm tanto amor para dar! Ela fala de você as vezes, por isso sei que sente sua falta e tem vontade de te ver, e ao contrário do que você acha, ela sente falta de VOCÊ, não da irmã que ela idealizava como você acredita, ela te ama com todas as imperfeições.

Ok, sei que você não curte que fique levantando a bandeira Jane, mas você sabe que eu a amo!

O curso de administração daqui é ótimo e as aulas me matem entretida. Já pensei diversas vezes em abrir meu próprio negocio agora, mas vou esperar mais alguns semestres, antes de me formar já quero ser uma mulher de negócios, e para isso irei usar o dinheiro da minha herança. O que me lembra Marcus que se casou com a minha avó Renée no verão antes de eu vir para cá. Foi lindo, os dois meio velhinhos... um verdadeiro amor.

Termino essa carta confirmando que não estou gravida e prometendo ter mais cuidado, se eu passar por outro susto da ‘’quase gravidez’’ de novo não sei se sobreviverei para lhe escrever outra carta. Mande lembranças a Victor e diga que quando nos encontrarmos ele pode me levar para caçar, tenho feio isso com o papai e sou muito boa.

Com carinho e amor, da sua sobrinha/amiga/confidente/correspondente postal

Vanessa.

Reli a carta rapidamente. Estava bom. Coloquei no envelope e a dispensei no local combinado na hora marcada. A lixeira do pavimento D. fiquei tentada a me esconder e ver quem a pegaria, mas desisti, era melhor não saber. Todos esses anos de correspondência com Heidi e nada nunca havia dado errado, e eu seguia as regras; deixe no local combinado e saia. Eu não iria vacilar agora.

Segui pelo Campos de forma preguiçosa, eram três e meia da tarde eu só tinha aula as quatro horas. Collin estava treinando com o time de futebol, meus amigos trabalhando ou estudando; eu não tinha nada para fazer em meia hora.

Abri meu notebook na mesa ao ar livre e me sentei disposta a adiantar um relatório que eu só deveria entregar em três dias. Na tela do meu notebook havia uma montagem de fotos da minha família, meus pais e minha irmãzinha Grace com seus adoráveis recém completos oito anos. Os olhos incrivelmente verdes como os do nosso pai o sorriso aberto faltando dois dentes e os cabelos mais avermelhados que os meus. A foto maior com nós quatro e um quase idoso Toddy era do dia do casamento deles que tinha acontecido no outono desse ano. Sorri me lembrando do dia e do presente que os dei.

O jardim da nossa casa estava cheio de amigos e familiares, minha mãe dissera que seria uma recepção pequena, apenas para os mais íntimos, mas os mais íntimos de uma professora (ela largara o trabalho na casa branca um pouco depois de Grace completar seu primeiro ano, porque queria passar mais tempo conosco) da faculdade local eram muitos.

Collin tinha se metido no palco cantando com a banda contrata, um tanto famosa de mais, que não cobrara para tocar; eram amigos do meu pai e segundo ele, ele e a mamãe tiveram seu primeiro beijo no show dessa banda.

Eu tinha o papel pardo com o documento dentro e estava criando coragem para chamar meus pais e os dar meu presente. Eu fui arrastada para outra sessão de fotos, eu corri atrás de Grace que havia tirado os sapatos e corria junto de Harry, filho do meio de Rosalie, agora com dez anos, e tinha Alison de cinco anos, filha de Rosalie e Emmett atrás dela.

—Grace para agora! – usei o tom sério que poucas vezes usava com ela o que a fez parar e arregalar os olhos para mim muito temerosa.

—Vem aqui e coloque os sapatos. – reclamei mantendo o tom firme. Ela veio arredia, olhando para os pés sujos. A ajudei a calça-los. – Assim é melhor. Agora pode ir brincar. – Falei e a beijei na bochecha. Ela pareceu relaxar e voltou a correria.

Entrei do volta à casa com o papel ainda em mãos, eu havia visto os dois esgueirando para a cozinha quando pensaram que ninguém estava olhando.

—Pai, mãe? – os interrompi no meio de um beijo para constrangimento de nós três.

—Ai está você! Por onde andou? – Papai brincou abraçando a mamãe.

—Ah você sabe, bancando a irmã mais velha e correndo atrás da caçula. -dei de ombros.

—Você é a melhor irmã do mundo. – Mamãe elogiou piscando para mim. O vestido curto de noiva a deixava ainda mais radiante.

—Eu sei. – sussurrei. Respirei fundo tomando coragem. – Aqui está meu presente para vocês. – estendi o papel.

—Filha não precisava! – mamãe foi logo falando.

—Você organizou essa festa praticamente sozinha. Isso é um presente e tanto. – Papai emendou.

Abram logo! É algo significativo, tive ajuda do tio Tyler para fazer. – admiti. Tio Tyler era meu advogado reserva quando eu não queria consultar o papai. Eles haviam aberto uma firma de advocacia onde estagiei pelos últimos três anos, e apesar de não seguir como advogada eu conhecia bastante do ramo.

Mamãe abriu e tirou de lá a folha. Leu. Fui reparando as expressões que passavam pelo seu rosto, da estranheza a surpresa e finalmente a felicidade e por ultimo a preocupação. Papai pegou e leu rapidamente.

—Filha eu... não sei o que dizer. – Mamãe disse e me abraçou. Ela estava chorando.

—Pensei que vocês ficariam felizes. – me defendi.

—Estamos felizes. – Papai disse.

—Mas a mamãe está chorando!

—Porque estou feliz, mas... porque agora? Por que mudou seu sobrenome e firmou a adoção nossa?

Dei de ombros.

—Era o sonho de vocês. E agora eu me sinto pronta para assumir meu sobrenome Swan Cullen. Os papeis sempre estiveram lá, depois daquela primeira vez, só precisei da entrada com a ajuda do tio Tyler, por isso foi fácil e vocês não foram comunicados. E o mais importante; não sinto que estou traindo Eleazar e Carmen.

Quando Grace nasceu, eles queriam me adotar, na verdade eles queriam isso antes dela nascer, no momento em que descobriram que eu era sua filha biológica, não queria ser apenas meus guardiões legais, queriam ser meus pais de fato, e como não poderiam recorrer ao reconhecimento de paternidade sem arrumarem uma confusão imensa para o hospital, eles queriam me adotar. Contudo eu não quis deixar de ser Vanessa Santiago. Só comecei a pensar nisso no ano passado e então pedi ajuda ao tio Tyler e aqui estou eu; Vanessa Sawn Cullen.

—Vocês só precisam assinar aqui e aqui.- eu indiquei na folha.

—Obrigado por me deixar ser sua mãe. – mamãe disse e beijou meu rosto.

—Eu amo você. Muito. – falei. -Você também papai. – estendi a mão para ele e ele a pegou, depois abraços nós duas.

—E finalmente vocês estão casados! – brinquei.

—Finalmente. – Papai confirmou.

—Ninguém me chamou para o abraço! – Grace apareceu reclamando. De novo estava descalça.

—Tem muitos abraços para você aqui! – papai a ergueu no ar a enchendo de beijos e logo éramos quadro envolvidos em um abraço grande e cheio de amor.

Olhei pela janela, para meu namorado cantando uma musica amimada junto da banda e desejei que um dia nós dois tivéssemos uma família como a minha, onde aprendíamos amar uns aos outros todos os dias, mesmo depois de uma briga ou outra, um dia difícil, mesmo quando não queria nem dar um ‘’bom dia’’.

Eu era muito sortuda, tivera a sorte de ter tantos pais maravilhosos, que nos meus dezoito anos haviam me ensinado o significado do amor e do que era amar, amar é estar à vontade, ficar porque te fazem bem e fazer bem porque isso é o mínimo que você deseja. ‘’É muito mais ''tô indo agora'' que ''não posso ir''. Amor é mergulhar em um olhar que não te afoga, é transformar um abraço em um abrigo, é morar em alguém que, mesmo com tantos defeitos e diferença, não te assusta’’*. Aquelas três pessoas ali eram meu abrigo.

Um latido baixo chamou minha atenção e eu olhei para nosso quase velho Tody no tapete da cozinha. Aqueles quatro. Aqueles quatro seres eram meu abrigo.

—Espero que eu seja o motivo desse sorriso em seus lábios. – Collin apareceu na minha frente com o uniforme do tipo e todo suado.

—Talvez seja parte do motivo. – brinquei. Ele contornou a mesa e sentou ao meu lado.

—Não ouse me tocar! – ameacei levantando minhas mãos na frente do corpo como um escudo.

—Então me dê um beijo. – ele fez um biquinho ridículo, mas manteve o corpo suado longe. Desconfiada me aproximei dele fazendo um biquinho para o beijar.

Ele me abraçou com força esfregando o rosto suado no meu cabelo.

—Collin! Você é tão infantil! Eu tenho aula!

—E você me ama! – ele beijou meu rosto e eu tive que rir, sim eu amava aquela criança grande.

—Sim eu amo você. – olhei fundo em seus olhos e me rendi em um beijo apaixonado apesar do seu corpo suado.

Notas finais
o que vcs me dizem desse finalzinho? a fic chegou a 500 acompanhamentos! *_* gente isso é incrivel! porvaforzinho se vc vai ler isso depois que for marcado como ''finalizada'' deixe um comentário ou uma recomendação para eu saber que vc leu e gostou :> já tenho 3 bonus prontos, creio que ainda trabalharei em mais 2. até mais! bjs :*