Aprendendo a Amar
38 Capitulo 38
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 38
Washington D.C,Setembro
Aro.
As vezes o melhor a fazer é admitir a derrota. Uma nova geração havia chegado, e eu era o único velho de uma geração que eles queriam esquecer.
Eu percebi isso logo que cheguei aos Estados Unidos, havia algo diferente no ar. Eu deveria então me entregar? Não, humilhante de mais.
—Estamos onde você queria meu amigo Aro. Espero que esteja certo em suas conjecturas. – Victor me contou ainda na pista de pouso.
—É ariscado estar aqui, contudo valerá a pena. O Chip não estava no México, tenho certeza. –Sua cara de raiva para minha calma foi mais um lembrete que essa nova geração de vilões e mocinhos não era para mim. Completamente deselegante.
—Os agentes estão relaxados segundo meus informantes, podemos seguir nossos planos por aqui sem esperar grande comoção, seremos discretos o bastante.
—Só preciso chegar a menina o quanto antes.
—Ainda penso que ele não está com ela. Que pai faria isso? Deixaria em poder de uma criança algo tão almejável, fazendo dela um alvo.
Eu queria rir para sua idiotice. O fato de Victor pensar assim era o motivo para Eleazar ter colocado o chip por baixo da pela da menina; quem desconfiaria?
—Eu poderia muito bem resolver isso sozinho. Por que você está aqui? – questionei.
—Aro pensei que estivesse claro; eu não confio em você. Se estiver certo e o chip estiver com a criança você o pega e da um jeito de me passar para trás. Se seu plano der errado e você acabar preso pode abrir a boca citando meu nome antes que eu te mate.
Victor me olhou com um sorriso. Esse sorriso me revelava seu verdadeiro interesse ali.
—Deixe a em paz! – rosnei.
—Se for o que ela quer. Embora eu divide disso.- ele caminhou para o carro que o esperava. O segui de perto.
—Victor, ela é frágil. Não a traga de volta para essa vida.
Ele me olhou ao responder.
—Ela quer. Pela primeira vez na vida eu tenho a chance real de Heidi me querer, e eu não vou decepcionar ela. – ele abriu a porta do carro. Parou. — Eu duvido que frágil seja um adjetivo aplicável a ela. Melhor frágil não é um adjetivo aplicável a qualquer um que você tenha ferido. – ele bateu a porta do carro me deixando do lado de fora e seu motorista deu a partida.
Caius estava do meu lado então.
—Ele te libertou?
—Podemos entender que sim. Como conseguimos um carro?
—Estamos no aeroporto internacional, posso roubar um no estacionamento.
Aeroporto internacional... Victor não temia nada. Que dirá a minha prisão.
—Precisamos ser rápidos. Ele deve estar a caminho da clínica onde Heidi está, não o quero perto da minha filha.
—O plano não era obter o Chip?
—A segurança da minha filha está a cima disso.
Caius entendeu minha urgência, sumiu por alguns minutos voltando com um carro conversível cantando pneus na pista de pouso.
—Entra. – ordenou. -Sei que estamos agindo rápido, mas o senhor tem um plano?
—O plano é pegar a garota, Victor se meter no nosso caminho querendo pegar Heidi nos desestabiliza.
—O que ele quer com ela? – Caius disse entre dentes.
—Tirá-la da clínica.
—Não é baixo demais até para ele usar Heidi para te atingir?
—Receio que não seja esse o objetivo dele. – eu estava intrigado com o ‘’ela quer’’ que Victor usou. Claro que poderia ter gente dele lá dentro, mas Heidi querer algo dele...
Caius costurou pelos carros numa velocidade surpreendente.
—No caso de termos Victor no pareô... não deveríamos fazer uma denúncia anônima esperar que a policia cuide de Heidi e mantermos o plano original. Isso se o Chip realmente estiver com a garota.
—Está com a garota. Não posso deixar Heidi nas mãos da polícia, claro que Victor os controla até certo ponto.
Se Caius achou estranho eu estar priorizando minha filha não comentou, e eu agradeci.
Não demorou muito para que estivéssemos a caminho da clínica onde minha filha estava internada.
—Como você sabe onde fica? – o questionei.
—Sei tudo sobre Heidi. – Foi o que me respondeu. Pobre Caius, ele nunca esteve nas graças de minha filha, ela nunca o fez nada que justificasse sua devoção. – Vamos entrar pela porta da frente e exigir que a libertem? Podemos ir para uma pequena casa que eu tenho Forks, ficaríamos fora do radar por um tempo, até podemos executar o plano de sequestrar a Santiago com segurança.
—Cidade pequena mais ariscado ainda. – Calculei. – vamos apenas evitar que Victor pegue minha filha.
O lugar era bonito, onde pessoas ricas se recuperavam de vicio em drogas ou apenas ‘’confusão mental.’’ Jane não teria dinheiro para arcar, e muito menos Alec com seu trabalho para o governo que não iria enriquece-lo. Meu filho me traiu para servir sua pátria amada que nunca o pagaria bem. Então Tyler Lockwood estava pagando. Pelo menos isso Jane tinha feito certo, se cassara direito.
—O carro de Victor está ali. – ele apontou para a entrada.
Aquilo era demais para mim, eu não tinha mais contatos, todos os meus subordinados haviam passado para o lado de Victor quando meus bens foram confiscados e seus pagamentos seriam suspensos. O que fazer quando não posso contar com uma equipe?
—Vamos esperar. – Caius concluiu.
Olhei bem para ele. A pele clara, os olhos fixos a frente, a forma como segurava o volante com força.
—Você tem sido meu filho mais que os de sangue. – o contei. Ele pareceu suspreso.
—Você salvou minha vida. – explicou. Eu quis rir.
—Eu o peguei como punição para seus pais Caius. Não que isso importe agora. Sabe que eles ainda estão vivos? Na ultima vez que tive noticias deles moravam em São Paulo no Brasil. Quando isso acabar, não, antes de acabar, você deve partir em busca deles.
—Eu pensei... você disse que eles morreram! Eram traficantes de merda e morram numa troca de tiros!
— Eles me traíram. Precisavam ser punidos e me pareceu uma boa coisa pegar o filho deles. Como vejo que acertei. – sorri brilhante para ele. Os olhos assustados decidiam se acreditava ou não em mim. – você sabe que estou falando a verdade.
—Seu... maldito! Eu achei que meus pais estivem mortos! Que eu não tinha mais ninguém...
—Então agora que sabe que estão vivos você pode parar de alimentar sentimentos por Heidi. Ela não te ama, Caius e não é capaz amar. – abri a porta do carro, esperando não o ver mais. Era o certo, cortas as correntes que o prendiam a mim. Eu acabaria preso ou morto, e não era certo leva-lo comigo. Como esperei ele arrancou com o carro.
O carro a espera de Victor na frente da clínica não podia ser o único, ele nunca estava ‘’desprotegido’’. Se eu entrasse lá eu teria mais chances de manter minha filha segura ou se ficasse aqui esperando? Péssima ideia, de certo ele a jogaria no carro e arrancaria... Mas porque deixar o carro do lado de fora? Os jardins pareciam bem grande, isso iria dificultar a fuga deles...
Perdi muito tempo conjecturando. Victor cruzou os portões tendo Heidi em sua frente, como se o guiasse, e para minha grande surpresa Jane ao seu lado. A posição dos dois era estranha, e logo entendi o porquê; ele mantinha uma arma na base da suas costas quase de forma imperceptíveis. Corri até eles.
—Victor por favor. – pedi. Choque passou pelos olhos de Jane ao me olhar. Já Heidi... nem ao menos me notou. Seguiu para o carro e manteve a porta de trás aberta.
—Onde está seu cão escudeiro? Pouco me importa, não seja estúpido Aro, esta desperdiçando a oportunidade que te dei. – ele empurrou Jane para o carro.
—Pai! – ela enfim pareceu encontrar sua voz.
—Deixe minhas filhas irem em paz. – falei controlado.
—Ele está deixando Aro. Eu estou indo, e em paz. Não graças a você. – Heidi me fitava com ódio. Tinha os braços cruzados na frente do corpo, vestia o uniforme da clínica como supus.
—Ele não é seu amigo. – a lembrei. Para meu espanto ela riu.
—Ele é o tipo de amigo que preciso. E não se preocupe com Jane, a deixaremos em casa.
—Hedi não faça isso! Você vai ficar boa, vou cuidar de você. Não pode confiar nele! -Heidi fechou os olhos como se a voz de Jane a machucasse.
—Ela quer acreditar que sou boa. – ela disse em tom de segredo.– mas você me criou para não ser e estou certa de que conseguiu. Quer uma carona? – ofereceu sorridente.
Não era possível. Ela parecia a mesma, a mulher dos primeiros anos após se casar, segura e inflexível. Como isso havia ocorrido?
—Você nunca esteve doente? – chutei. Seus olhos chamuscaram ardentes.
—eu estive pateta, presa nas drogas que você e querida mamãe me deram para me controlar. Agora estou lúcida de novo.
—O que vai fazer? Com ele? Seus irmãos têm cuidado de você, aposto...
—Eu não posso atrapalhar a vida dos meus irmãos para sempre. Convenhamos que esse mundo certinho em que eles vivem não é para mim.
—Estamos nos expondo muito. Porque vocês dois não terminam essa conversa em outro lugar? – com uma sincronia incrível com suas palavras, as sirenes nos alcançaram.
—Merda. – nós três pronunciamos.
—Claro que aquela secretaria não ficaria quieta. – Heidi resmungou. – Vamos querido papai. – ela me indicou o carro para que eu entrasse o contornando-o ela própria. Jane ficaria no meio é claro.
—O que vocês pretendem fazer, a policia já sabe que estão aqui. Não vão conseguir fugir.
—Jane se acalma. Só queremos sair daqui, ok? E você vai ficar em segurança em casa. – Heidi sorriu para ela. Sua atitude atenciosa assustou ainda mais a Jane.
—Eu não conheço você. – sussurrou.
—Você está muito acostumada a me ver vulnerável, mas não sou, não mais.
—Temos um problema. – Victor tinha um telefone em mãos. – Alguém nos denunciou e não foi nossa amiga secretária. Onde está o seu cachorrinho de estimação Aro?
—Caius não seria capaz.
—Pouco importa quem relevou que meu querido papai está de volta. Temos que despistá-los.
—Não poderemos deixar sua irmã, querida. – Victor olhava Heidi em adoração.
—Jane me desculpa. – sussurrou. Jane tinha os olhos cheios de lágrimas.
—Heidi para. Isso não é com você, eles serão presos, você vai ficar bem.
—Obrigado pela parte que me toca filha. – a indiferença de Jane para comigo era comovente.
—Eles ainda não nos acharam, não estão em nosso encalço, mas não demorara muito. Para onde Heidi? – Victor parecia um capanga da minha filha.
Heidi olhou longamente para Jane antes de responder. Quando finalmente encontrou sua voz, foi firme em falar.
—Vamos para casa de Jane. Tyler está no trabalho a essa hora, ficamos lá até a policia estar fora do nosso encalço, então seguimos para Forks.
—Forks é uma péssima ideia. – alertei.- já que quer ficar com Victor porque não seguem direto para a Rússia?
Sua resposta demorou tanto que achei que não viria.
—Porque não vou a lugar algum sem Vanessa.
Jane deu um pequeno grito apavorado, sua mão cobrindo a boca.
Heidi sabia do chip ou um sentimento maior a motivara a querer a criança?
Edward.
—Por mais que não goste de mentir para Bella, não consigo pensar num jeito de dizer a ela. Não agora. – Falei para Jasper e Alice no corredor do hospital.
—Imaginamos isso. – Alice estava seria.
—Mesmo assim não entendo porque vocês esperaram tanto para me contar. – respirei fundo. Jasper era o único a parecer arrependido. Com toda certeza fora ideia de Alice.
—Tiramos o chip, Edward. Você sabe que fizemos o certo, e Vanessa ficou bem, aproveitou as férias e Bella descansou deixando o bebê de vocês crescer. Fizemos o certo.
—Ela é minha filha, eu tinha o direito de saber. – repondi entre dentes.
—Não entendo essa necessidade de saber de tudo. Cuidamos dela e ela está bem e o chip em segurança. O que você poderia ter feito? Nada, apenas ficar nervoso.
Eu não sabia como explicar para Alice que eu era a porra do pai dela, e tinha o direito de saber TUDO que dizia respeito a segurança dela.
—Se algo acontecesse com Charlotte... – ela já foi balançando a cabeça de forma negativa.
—Eu poderia fazer algo, tenho distintivo e os contatos. Mas se nossas posições se invertessem eu teria plena confiança em você e em Bella para agirem no território de vocês. Confiem em mim, contar não ajudaria em nada.
Uma pequena parte de mim concordava com ela, mas ERA A MINHA FILHA e eu me sentia impotente por só saber disso agora.
—Na verdade não achei que fosse necessário te contar mesmo agora, mas Jasper insistiu. – ela deu de ombros com tranquilidade. Em respeito ao meu amigo escolhi encerrar o assunto.
—Já marcaram o parto? -Jasper tentou de forma desesperada mudar de assunto.
—A doutora Zafrina irá passar aqui essa tarde e confirmar, deve ser amanhã mesmo.
—Isso é bom, Bella então irá para casa antes do aniversário dela. – Jasper comemorou.
—Mas a bebê ainda deve ficar aqui por mais um mês.- e eu duvidava que Bella fosse querer sair do hospital sem nossa pequena.
—Vocês não devem mais aguentar ficar por aqui. – Alice comentou.
—Era mais fácil quando Renée estava conosco, mas ela precisou voltar a Forks. Rosalie e Emmett tem sido de muita ajuda com Vanessa nesses dias também.
—Ela é ótima, Edward. Tão independente não precisam se preocupar.
—Meu dever é me preocupar com ela, Alice. – revirei os olhos e ambos riram.
—E nossa sobrinha irá nascer sem nome? – ela questionou.
—Vamos revelar quando ela estiver aqui. – sorri.
—Então vocês decidiram! – Jasper acusou.
—Tivemos muito tempo para pensar enquanto estávamos aqui. Assim que olharmos o rostinho dela iremos revelar o nome para vocês. – garanti.
Meu telefone tocou.
—Licença. – pedi.
—Vamos entrar e ver se Bella acordou. – Jasper contou e adentrou o quarto. Me afastei pelo corredor.
—Tyler. – atendi.
—Jane está ai? – ele atirou.
—Não. Esteve ontem e disse que hoje iria visitar Heidi. – franzi a testa.
— Que porra!
—O que houve Tyler?!
—Ela não atende a porra do celular!
—Isso não é motivo de alarde.
—Alec me ligou avisando que o pai está na cidade, receberam uma denúncia anônima... a policia está toda mobilizada atrás dele.
—Você teme que ele esteja com Jane? Tyler isso não faz sentido, Aro nunca se importou com Jane, por que a pegaria?
—você pode estar certo, contudo... eu não sei, sinto algo estranho. Vou ligar para clínica, ver se eles me colocam em contado com ela.
—Me avise quando a encontrar.
—Pode esperar. Até.
Desligamos. Expirei com força, achava pouco provável Aro ter algum interesse em Jane a essa altura, a menos que quisesse chantagear a família de Tyler a pagarem um resgate...
Afastei a ideia. Jane estava bem, apenas com o telefone no silencioso e entretida de mais com a irmã para se importar.
Encontrei doutra Zafrina com os outros no quarto de Bella. Está que estava sentada tomando um suco. Quando me viu um sorriso iluminou seu rosto. Meu coração acelerou em resposta.
—A doutora tem boas noticias para nós. – Bella disse entre um gole e outro.
—Faremos o parto amanhã cedo, para nossa mamãe faminta não sofrer muito com o jejum. – ela explicou.
—Isso é bom! – falei mais por dentro fiquei nervoso. Claro que isso não passou despercebido a medica.
—Então eu já vou, Bella descanse hoje, amanhã a essa hora sua filha já estará aqui. – ela se despediu saindo do quarto. Eu a segui em silencio.
—A senhora tem certeza? – a interceptei.
—Senhor Cullen, não precisa ficar agitado, apenas garanta que ela tenha uma boa noite de sono, traga a bolsa do bebê para cá. Eu junto da equipe medica estamos certo de que um parto agora é o ideal.
—Elas vão ficar bem? – perguntei porque afinal era isso que eu entendia. Minha mulher e filha ficando bem.
—Estamos fazendo o nosso melhor e as chances estão do nosso lado.
Aquilo não era uma confirmação, mas seria o melhor que eu teria dela.
—Descanse também senhor Cullen, um recém-nascido em casa significa noites de sono interrompido.
Ela seguiu pelo corredor, eu já ia voltar ao quarto quando meu celular voltou a tocar. Era Tyler.
—Tyler?
—Ele tá com ela porra! Ele pegou ela Edward!
—Aro?! Mas ele não faria mal a própria filha!
—Não, um russo maldito! Ele rendeu a recepção do hospital e saiu de lá com Jane e Heidi!
—E a policia?
—Estão procurando, mas não sabem por onde começar!
—Se acalma Tyler, nervoso você não consegue nada. Onde você está?
—Estou a caminho de casa.
—Eu... – queria dizer que estava a caminho, mas não podia deixar Bella.
—Sei que não pode vir Edward, não precisa se explicar. Vou te manter informado de qualquer forma.
—Me desculpe Tyler.-Implorei.
—Cuide das garotas que minha mulher ama, faça o seu trabalho ai.
—O parto foi marcado.
—Isso é bom, não conte nada a Bella. Tchau Edward.
—Tchau. – desliguei. Guardei o celular no bolso, apertei o nariz. Por que isso agora?
—Edward... o que foi? – Jasper me encontrou.
—Jane e Heidi foram sequestrados pelo russo...
—Victor. – Jasper disse com reconhecimento no olhar.
—Isso. Tyler está louco, e Aro está na cidade.
—Porque ninguém me avisou? – ele pegou o celular.
—Não vamos falar isso para Bella.
—Com toda certeza. – ele já tinha o aparelho no ouvido. De repente algo me ocorreu. – Vanessa... será que ela está segura? Aro não irá atrás dela?
—Melhor deixar Rosalie e Emmett sobre aviso. – ele disse.
Eu já estava discando antes mesmo dele terminar.
Bella.
—Tem algo errado? – falei vendo que tanto Edward e Jasper não voltavam ao quarto.
Alice olhava suspeita para a porta.
—Eu acho que sim, mas não com você, então por favor... não faça nada estúpido. Você logo dará a luz, se concentre apenas e somente nisso.
Eu quis logo protestar, mas ela tinha razão.
—Não vou sair daqui. Pode ir.
Ela sorriu para mim antes de sair.
—Bella? – Edward pôs a cabeça para dentro e ao ver seu rosto eu soube; algo estava muito errado. Tentei acalmar meu coração.
—Posso falar com Vanessa? – sussurrei.
—Claro meu amor. Ela está bem, com Emmett e Rosalie.
—Me da seu celular o meu descarregou.
Ele mesmo efetuou a chamada para o celular dela me devolvendo quando já estava chamando.
—Oi pai. – ouvir sua voz foi um alivio.
—Oi filha. – falei
—Mãe! Quando vou poder te ver?
—Talvez amanhã ou depois. Sua irmã vai nascer amanhã.
—Mais já?! – eu podia imaginar como a sua boca havia se aberto num pequeno ‘’O’’.
—Sim, ainda é cedo para o padão, mas ela já está mais fortinha. Quando você ela vai estar aqui.
—Vou poder segurar?!
—Claro. E como está ai com a Rose?
—Muito legal. Ela fez minhas unhas do pé e eu pintei a dela da mão. Sou muito boa nisso sabia? – seu tom era orgulhoso.
—Bom saber, quando formos para casa você fará as minhas.
Ela riu.
Eu conversava com ela mantendo meus olhos em Edward e por mais que ele tentasse disfarçar eu percebia a tensão na forma como estalava os dedos repetidamente, mordia a parte de dentro da bochecha, balançava os pés.
Eu não iria questioná-lo, ele tinha um bom motivo para não me contar.
Vanessa estava bem e falando comigo, por hora era tudo que eu podia digerir.
Edward não quis sair do meu lado para pegar a bolsa do bebê em casa, Emmett a trouxe tarde da noite, nem ao menos subiu.
—Eles vão comer pizza hoje e ele não quer se atrasar. – Edward explicou.
—Tudo bem.
Assistimos a um filme, e ficamos em silencio a maior parte da noite. Uma enfermeira veio me medicar e eu dormi pouco depois.
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A manhã trouxe uma ansiedade. Era cedo quando fui despertada por Edward me beijando a testa.
—Está na hora amor. – sussurrou.
Eu fui levada ao centro cirúrgico não eram nem oito horas da manhã, Edward com a roupa hospitalar ao meu lado parecia ansioso.
—Bom dia Bella. – Doutora Zafrina encontrou conosco na centro cirúrgico. – como estamos hoje?
—Ansiosa. – respondi.
—Edward ficara conosco e quero que você converse com ele, se sentir vontade de dormir nos conte, certo? Também se sentir qualquer dor.
—Sim.- Confirmei. Eles me sentaram na maca, um enfermeiro colocou ambas as mãos em meus ombros, mantendo meu corpo inclinado para frente.
—Inspira...Expira... – ele orientou. Fiz como me mandou, senti a agulha em minhas costas, resisti ao impulso de recuar na direção oposto.
—Bom Isabella... muito bom. Pode deitar. – ele me ajudou e num instante Edward estava ao meu lado.
O enfermeiro estava sacudindo minhas pernas.
—Sente?
—Não. – respirei.
Edward tinha os dedos em minha têmpora acariciando, as vozes na sala viraram plano de fundo, me concentrei em Edward ao meu lado. As luzes no teto refletiam de maneira estranha, eu conseguia ver minha barriga onde a doutora levava um bisturi na direção...
—Bella olha para mim. – Edward pediu e desviei meu campo de visão para ele.
—Não gostei da calça de Petter Pan. Muito apertada. – ele fez uma careta.
—Nessie espera que você seja o Petter da festa de aniversario dela. Não vamos a decepcionar. – sorri.
—Eu tenho mesmo que ser o Petter Pan? Jasper ficaria melhor nesse papel.
—E Alice de Sininho. O tamanho combina.
—Ela não é tão mais baixa que você. – ele revirou os olhos. Nos aprofundamos no assunto da festa, quando um chorinho bem franquinho invadiu a sala.
—Temos uma menina aqui. – doutora Zafrina disse a trouxe para nós. Edward a segurou, tão pequena em suas mãos grandes, os olhos brilhavam com lágrimas que ele não derramava.
—Nossa filha. – ele disse a inclinando para que eu pudesse ver seu precioso rostinho. Todo enrugado e, céus como podia ser tão pequenina!
—Oi Grace. – Sussurrei para ela. – Bem-vinda, minha filha.
Alguém tirou uma foto de nós três.
—Eu tenho que levá-la agora. Ela precisa ir para incubadora.
E assim eles a levaram. Uma etapa estava cumprida, logo iríamos para casa, Grace e eu.
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