Notas iniciais
Voltei! melhor forma de pedir desculpas por ''sumir'' é aparecer rapido! então aqui está! Boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 37

Washington D.C, junho

Edward.

Ela está fora de perigo.

Elas estão fora de perigo.

Por enquanto.

Aquele dia que seguiu o meu aniversario de trinta anos parecia um pesadelo que se estendia.

—Edward vou levar Vanessa para casa comigo. Ela vai ficar bem. – eu ouvia a voz de Rosalie, mas não conseguia olhar em sua direção. Apenas balancei a cabeça de forma vaga.

—Vamos querida. – Eu tinha noção da pequena mão de Vanessa na minha. Ela beijou minha bochecha e seguiu Rosalie.

—Eu vou leva-las e volto para ficar com você. – Emmett prometeu com a mão firme em meu ombro. Eu ficaria sozinho naquele corredor? Não tive forças para exteriorizar meu pensamento.

—Eu vou ficar também. – Jasper disso. Claro, era o irmão de Bella. Jasper assumiu o lugar de Vanessa ao meu lado.

—Bella é forte. Ela vai sair dessa eu sinto isso. – Jasper disse. Eu tinha um nó na garganta, sentia que se tentasse falar iria desabar. Eu rezei. Me peguei rezando.

A porta da emergência se abriu e uma medica que eu não conhecia correu pelo corredor até nós.

Ah não.

—Qual o tipo de sangue de vocês? – ela atirou. Eu estava atordoado para responder, contudo de alguma forma consegui.

—A positivo. – falei. Ela fez uma cara de frustração.

—Eu sou irmão gêmeo dela. Temos o mesmo. – Jasper tomou a frente. Ela pareceu aliviada.

—Venha. – E saiu em disparada de novo com Jasper em seu encalço.

Por favor Deus... proteja as minhas meninas. Não tira a Bella de mim.

Não tira a Bella de mim.

Não tira a Bella de mim.

Não tira a Bella de mim.

Não...

Tira...

A... Bella...

De mim...

Como a vida poderia se esvair de suas mãos em um período tão curto de tempo? Em um momento éramos sorrisos e planos, então o dia amanhece e um rastro de sangue muda tudo.

Quando ouvi o grito desesperado de Bella chamando meu nome eu nem mesmo pensei; apenas corri em direção a sua voz, a garrafa de café caindo no chão, Toddy se assustando com meu desespero e correndo atrás de mim.

Havia sangue na cama e eu me perguntei como não percebi quando acordei. Ele não podia estar lá naquela hora, não era possível.

A trilha de sangue para o banheiro era pequena, contudo não menos apavorante; gotas, pingos marcando o caminho.

E havia Bella; a camisola azul claro, a mão com sangue, o mesmo que ocorria por suas pernas. O olhar que ela me lançou.... eu senti o nó voltar a minha garganta. Eu estava apavorado, petrificado, mas consegui reagir assim que vi ela perdia a consciência. Melhor, meu corpo agiu mais rápido quem minha mente e num passo eu estava com ela meu braço.

Não houve tempo a perder, e eu só podia agradecer por Vanessa estar ali. Como uma criança podia ser tão... centrada, por falta de uma palavra melhor.

Ela viu Bella inconsciente em meus braços; arregalou os olhos; medo passou por ali; e então ela estava agindo antes de mim.

—Vou ligar pra doutora, leva ela pro carro! – e correu na minha frente, notei que ela pegava minha carteira na mesa, a chave do carro e a bolsa de Bella onde provavelmente tinha seus documentos. Vanessa abriu a porta. Meus olhos estavam embaçados.

—Vamos! – gritou mantendo a porta aberta para mim.

Eu corri obedecendo seu comando.

Minha filha estava dando as ordens e eu apenas executei. Colocar Bella no carro, ligar o carro, seguir para o hospital. Vanessa falava com a doutora Zafrina ao Telefone de Bella.

—Ela vai estar esperando a gente no hospital. – Me informou. Eu não conseguia encontrar minha voz para responder.

Então quando chegamos ao hospital, Bella ainda inconsciente, a medica tomou a dianteira nas decisões. Me lançou perguntas, as quais respondi sem hesitar.

—Ela caiu? Pegou peso? Reclamou de dor? – respondi a todas rápido, de forma mecânica. Ela entrou com sua equipe e Bella em uma maca pelas portas da emergência. Um enfermeiro me impediu de segui-la.

—Vocês esperam aqui. – disse com mão em meu peito. Senti a pequena mão de Vanessa na minha.

—Vamos sentar ali, papai. – ela apontou as cadeiras dispostas em fila próximo a parede. Tombei minha cabeça em minhas mãos. Eu estava tomando pelo desespero.

Notei que Vanessa continuava a fazer ligações com o canto do olho. Sua mão esquerda permanecia entre as minhas, e a direita tinha o celular no ouvido. Eu ouvi a palavra hospital e tia. Depois hospital e tio.

Alguns minutos se passaram e Jasper apareceu na minha frente. O reportei o que aconteceu. Mais alguns instantes e Rosalie e Emmett estavam conosco. Rosalie com o macacão da oficina sujo de graxa.

—Ela vai ficar bem, Edward. – Jasper disse de novo. Parecia querer convencer mais a si próprio que a mim.

—Não faça promessas sobre o que não sabe. – falei baixo. – Nós ainda nem tivemos tempo... tudo tem acontecido tão rápido...

—Eu sei amigo, por isso ela vai ficar bem. Vocês merecem.

Eu não queria contraria-lo dizendo que vida não queria saber disso, então fiquei quieto. Afinal era a irmã dele lá dentro, ele estava sofrendo tanto quanto eu.

Jasper trouxe um café para mim.

Ele fez ligações.

Eu apenas não conseguia fazer nada.

E então aqui estava eu sozinho. Quantas horas já haviam passado? Peguei meu celular para ver, duas e meia da tarde. Bella tinha estado na emergência por toda a manhã.

Uma doutora Zafrina muito abatida abriu as portas da emergia devagar. Respirou fundo quando me viu.

No lugar do meu coração eu senti uma pedra de gelo.

—Senhor Cullen. – Ela disse quando chegou perto de mim. Eu me preparei para o pior. Não havia forma de me preparar para pior.

—Elas estão estáveis.

O que isso significava? A medica não sorria.

—A placenta se deslocou mais uma vez, de forma mais agressiva, a pressão dela estava muito alta, perdeu muito sangue mais a eclampsia foi evitada. Colocamos a bebê de volta.

—Como? – eu estava estupefato. Minha filha nascera?

—Quanto a pressão fica muito alta é muito ariscado para o bebê, ele sofre dentro da mãe; nossa primeira opção foi fazer a cesariana. Contudo é muito cedo para ela viver fora do corpo da mãe, e suas chances seriam mínimas agora. Foram durantes alguns minutos apenas, então quanto a pressão de Isabella se estabilizou o pediatra e eu decidimos colocar a bebê de volta. As duas estão estáveis.

—Como isso é possível? – gaguejei. Ela deu um pequeno sorriso.

—Na verdade não é a primeira vez que acontece. Há alguns meses médicos no Texas fizeram a mesma coisa numa circunstância diferente; precisavam operar um tumor no bebê ou ele morria, então o tiraram, operaram e devolveram ao útero da mãe. Mãe e bebê passam bem.

—E agora? O que faremos?

—Nas próximas horas Isabella ficará na UTI, apenas por precação, depois será transferida para o quarto e... – Ela se deteve me avaliando. – Pretendo deixa-la no hospital até o fim da gestação. É a única forma de assegurar que ela está seguindo à risca as ordens de repouso, de agora em diante é repouso absoluto. Ela está com vinte umas semanas. Preciso mantê-la aqui até que complete trinta e possamos fazer a cesariana com o máximo de chances de que ela consiga viver aqui fora.

—O que posso fazer? – supliquei. Ela colocou uma mão em meu ombro.

—Pode esperar senhor Cullen. As chances são muito boas, ambas são guerreiras. A equipe medica e eu achamos melhor manter Isabella sobre nossos cuidados constantes a partir de agora, para garantir que ambas fiquem bem.

Então ficaríamos dois meses no hospital.

Bella.

Washington, agosto.

Eu estava com 25 semanas, 6 meses e pouquinho logo estaria chegando a sete. Minha barriga estava grande e redonda, ou apenas achava isso, porque segundo Rose eu não estava mesmo tão grande assim, minhas costas doíam, podia ser pelo tempo que eu passava deitada eu apenas o incomodo da gravidez aumentando com o avanço da mesma.

As férias de verão estavam em seu auge e como eu não podia ir a lugar nenhum, permiti que Vanessa fosse com Jasper e Alice para Idylwood Beach curtir suas férias. Era fisicamente torturante ela estar longe de mim, mas como Edward mesmo havia lembrado; ‘ela esta junto de dois agentes do FBI Bella. Não tem lugar na terra mais seguro para Nessie.’’

Tinha sim um lugar mais seguro para ela, e ele era junto de mim, aqui onde eu podia cuidar dela.

Ok, eu não podia cuidar dela. Não estava nem cuidado de mim mesma no momento, apenas deixando que os outros fizessem isso por mim.

Ter Vanessa passando suas tardes no hospital comigo era a melhor parte do meu dia. E dela também eu apostava.

Mas, como toda criança, ela estava ansiosa e feliz por passar alguns dias em Idylwood Beach com os tios e a prima, e logo veio à tona que alguns amiguinhos da escola também estariam por lá. Eu não podia privá-la disso, ela já havia sofrido muito no último ano.

Eu pensava tudo isso quanto ela veio ao meu quarto no hospital se despedir de mim. Meu quarto era confortável e dava a impressão de ser um quarto qualquer e não um de hospital. Tentava dar essa impressão, mas seus equipamentos que ficavam ligados a mim acabavam com essa perspectiva agradável de casa.

—Não esqueça de passar protetor solar. – Lembrei enquanto verificava o que ela tinha posta em sua pequena mala.

—Sim. – ela respondeu.

—Obedeça seus tios, e os ajude a cuidar de Charlotte. Não entre muito na agua, por mais que saiba nadar por que...

—‘’Mar não tem cabelo.’’ – ela recitou com maestria o que eu estava dizendo desde o dia em que ficou certo que ela partiria com Jasper e Alice.

—Isso. E não se afaste muito deles, não de conversa a estranhos, e o mais importante...

Ela sentou na cama ao meu lado, pegou minhas mãos e me olhou sorrindo.

—Se alguém, mesmo o tio Jasper me tocar de forma inapropriada eu tenho que te contar. Você sempre vai cuidar de mim.

—Boa garota. Sempre fique em locais em que tenha pessoas a quem você possa pedir ajuda. – ela riu quando voltei a minha lista.

—Eu vou sentir a sua falta. – Contei.

—Eu também. Você e a bebê vão ficar bem sem mim?

Eu amava Vanessa com todo o meu ser e me partia o coração ao ver uma criança tão nova se preocupar tanto com as pessoas a sua volta.

—Vamos ficar bem, o Edward vai ficar aqui comigo esses dias direto. Apenas aproveite suas férias! – fiz cocegas nela. Edward nos encontrou sobre muitas risadas.

— Vocês parecem se divertir muito sem mim. – Reclamou.

—Pai você tem que levar o Tody pra passear todos os dias. Ele está namorando a Suzy. – Nessie explicou.

—Quem é Suzy? – Edward me encarou.

—É a cachorrinha poodle que mora no primeiro andar. Sempre que ia ao play com Vanessa elas estavam lá e Tody é muito... insistente em seus atos de paquera. – Fiz uma careta me lembrando de como meu cachorro parecia bobo e descoordenado na presença de Suzy, sempre elegante. Era meio desconcertante até.

—Ele é castrado Bella. – Edward me lembrou com cara de pavor.

—Sim por isso é um amor e educado. Mas o coração dele não é castrado. – o lembrei piscando. Edward revirou os olhos e pegou a mala de Vanessa.

—Certeza que não esqueceu nada? – perguntou espantado com o peso.

—O que não deu na mala estou levando nessa mochila. – ela respondeu com um sorriso orgulhoso apontando para o mochila rosa.

Eu ri para a cara de pavor de Edward.

—Melhor irmos, não quero que Alice diga se atrasaram por minha causa. -Ele saiu com a mala. Vanessa correu de volta para mim.

—Qualquer coisa eu volto. – Prometeu. – E você não nasça antes de eu voltar. – Completou com mão em minha barriga.

—Vou estar bem aqui. – A beijei nas bochechas terminando com um beijinho de esquimó.

Vanessa saiu do quarto, antes parando na porta para acenar para mim.

Meus dias no hospital eram muito monótonos. Muitos médicos pela manhã, e se eu estivesse bem podia passear pelo hospital. eu conhecia muitas pessoas da enfermaria publica, sempre indo lá com Renée (está que tem aproveitado as férias escolares ficando por aqui) e conhecendo as novas mamães e seus bebês. Isso me dava uma força incrível para ficar no hospital. logo minha pequena guerreira estaria aqui comigo.

Quando Edward voltou ao quarto trazia consigo uma Jane vestida de branco( calça jeans branca, e blusa polo branca, tênis branco) seu uniforme de fisioterapeuta. Tinha nos lábios um sorriso iluminado, mas os olhos eram tensos.

—Vou passar a manhã toda com você. – Anunciou deixando uma grande sacola ao lado da minha cama. – E vamos aproveitar para decorar as caixinhas que serão as lembranças do aniversário de Vanessa.

—O aniversario dela é só em novembro. – Edward protestou.

—Eu sei espertinho. – Jane revirou os olhos. – Mas já temos que preparar tudo se quisermos que dê tudo certo. No aniversário dela vocês terão um bebê novinho, e temos que evitar correrias desnecessárias.

—Vanessa não para de falar que quer uma festa com o tema ‘’terra do nunca’’. – O lembrei sorrindo. Ela passava horas falando de cada detalhe, o que me deixava feliz; por seu aniversário coincidir com o de morte dos pais, era um milagre ela querer comemorar.

Edward sorriu com certeza se lembrando.

—Eu tenho que ir trabalhar. Você ficará bem? – perguntou me fazendo um cafuné.

—Claro. – Peguei sua mão entre as minhas brincando com seus dedos. – Quando você voltar poderia me trazer um pão doce? – perguntei piscando os olhos de forma ridícula como numa paquera.

—Qual? – ele tirou uma mexa de cabelo do meu olho.

—Qualquer um, contando que seja doce e cheio de creme.

—Você pode comer isso? – Jane questionou com olhar afiado de um lugar do sofá.

—Tenho restrição ao sal, não ao doce. – Fiz língua para ela. Jane riu.

—Ela está se comportando bem, Jane, merece um descanso. -Edward saiu em minha defesa.

—Viu?- a provoquei.

—Volto a noite. – Edward prometeu.

—Renée não vai ficar comigo hoje?

—Vanessa não está em casa, e vai ser bom para sua mãe ter uma noite de folga do hospital.

—Não sei não, amor. Ela tem se dado muito bem aqui. – Lembrei que ela já era amiga das enfermeiras e a peguei flertando com alguns enfermeiros.

Edward revirou os olhos, provavelmente pensando nisso.

Se inclinou para me beijar.

—Voltou a noite. – lembrou. Apenas acenei com a cabeça. Ele saiu fazendo uma careta para Jane.

—Vamos ao trabalho? – ela sorriu para mim brilhante.

—Não. Jane precisamos conversar. – falei seria.

—Não me olhe assim. Sua vida já é um drama muito grande para você se preocupar com os meus.

—A nossa vida é um grande drama. Estamos juntas nessa. – a lembrei.

—Mas eu não estou presa ao hospital. não quero que minha sobrinha nasça antes do tempo. – suspirei para sua declaração. Dei um tapinha no espaço da cama ao meu lado. A contra gosto ela se sentou.

—E Heidi? – perguntei.

—Ela parece... estranha. Os médicos dizem que ela tem problema de personalidade, por isso não acham confiável a deixar sair ainda.

—E o que você acha? Depois que a mulher apareceu morta no quarto dela...

—Acho que você tinha que ter me contado no momento em que cruzei a porta do seu apartamento. – ela me censurou com os olhos sérios. Pegou minha mão olhando minhas unhas pavorosamente curtas. – mais entendo porque não disse, e sei que eu não saberia lidar com isso naquele momento.

—Eu não confio em Heidi Jane. – falei logo. Ela me olhou assustada achando graça.

—Por que? Mesmo que ela as vezes pareça ser agressiva, coisa que nunca vi, ela nunca te vez mal. E a mulher ela não a matou. A mulher comentou suicídio no quarto dela. Ela nem era do hospital, ninguém sabe de onde essa mulher veio!

—Tive um sonho com ela. -falei baixo.

—Sonhos são apenas sonhos Bella. Vanessa adora Heidi. – ela lembrou depois me olhou maliciosa. – As vezes pode ser ciúmes. Com Vanessa tão ligada a Heidi...

—Não é. É medo. Ela me da arrepios. – tremi lembrando do meu sonho. Ela jogando Vanessa do penhasco em La Push e pulando em seguida.

Jane ficou vários minutos em silencio olhando a TV no mudo antes de voltar a me olhar. Quando finalmente se concentrou em meu rosto sua expressão era cansada.

—Não sou a melhor pessoa em julgar caráter. Alec está tomando as decisões sobre o tratamento dela e confio nele. Talvez minha irmã nunca saia daquele lugar.

Eu não disse como aquilo me deixava mais tranquila. Apenas abri os braços para ela que logo me abraçou.

—Sinto muito mesmo. Sei que sua irmã sempre foi importante para você. Nunca esqueça que tem uma irmã em mim também.

—Nunca. – ela sussurrou sua voz abafada em minha roupa hospitalar.

Vanessa.

—Os irmãos de Tyler também vão estar lá. – Contei para tio Jasper e Alice. Eles sorriram.

—Sim já conversamos com os pais deles, estão na casa ao lado. – Tio Jasper disse piscando para mim pelo retrovisor. Charlotte deu um gritinho como que para chamar minha atenção.

Logo que chegamos colocamos as malas no quarto, tia Alice me deixou sair para a casa ao lado onde os meus amigos estavam. Encontrei Collin e Brady no quintal com pistolas de agua.

—Você demorou. – Collin reclamou. Senti uma alegria em vê-lo, por mais que os dois fossem meus amigos, Collin era o melhor amigo do mundo. Melhor, o meu melhor amigo.

—Passamos no hospital para disser tchau a minha mãe. – me expliquei.

—Miley disse que quando você chegasse era para irmos a casa dela. – Brady indicou a outra casa a duas da sua.

—Vamos lá. – eu concordei e nós três saímos correndo para lá.

Miley era a garota mais legal que eu conheci na escola, era do meu tamanho (ambas éramos altas para nossa idade) tocava violão e andava de skate. E estava me ensinado esse último.

Brincamos um pouco com as pistolas de agua, até que Miley ficou me observando.

Meu braço coçava, exatamente acima de onde meu pai tinha posto o Chip. Era estranho pensar em Eleazar como pai agora que chamava Edward assim na maior parte do tempo. Sentia que traia um, depois o outro. Minha psicólogo sempre dizia para eu não preocupar com isso; era uma garota de sorte, tinha dois pais.

—Você não contou do braço. – ela me acusou de repente, os olhos azuis afiados.

—Já falei que não quero aborrecer meus pais agora, com a bebê chegando. – me defendi escondendo o braço.

—Sabe, meu irmão mais velho perdeu o dedão do pé porque tinha machucado e não cuidou direito, não quis contar a mamãe. Você vai perder o braço.

—Não vou não!

—Você tem mesmo que contar a um adulto, Nessie. – Collin disse pegando meu braço. Deixei que ele o olhasse de perto. Ele fez uma careta.

—A Heidi viu.

—A doida não conta. – Miley revirou os olhos.

—Ela não é doida! – a defendi.

—Claro que é, é doida igual o pai, foi o que o nosso pai disse, não é Collin? – Brady olhou para o irmão gêmeo ao meu lado. Olhei suplicante para Collin. Ele desviou o olhar.

—Você tem que contar para um adulto de verdade Nessie, não quero que você se machuque. – ele disse baixo ainda segurando meu braço. O puxei de sua mão com força.

—Vocês não entendem. Heidi nunca me machucaria.

—Ela está fazendo você mentir. Vai se machucar por isso! – Miley gritou. Meus olhos ficaram embaçados, eu não queria que eles me vissem chorar. Corri de volta a casa dos meus tios.

Eu queria ver Heidi. Queria que ela disse que podia contar do Chip e tudo ficaria bem.

Mas meu pai Edward dissera não, e até tia Jane. ‘’Heidi não pode receber visitas agora, Nessie.’’.

Eu quis contar. Quis muito contar a Bella e ao Edward do chip. Mas Aro estava vigiando a gente, e se soubesse que o chip estava aqui viria atrás de mim. Ele mataria minha família.

E Bella precisava ficar calma para manter a Bebê dentro da barriga.

Heidi me diria o que fazer quando estivesse boa. Mas o meu braço... hoje ele estava doendo de novo. Dessa vez tinha até uma leve inchação... como se um mosquito tivesse me mordido ali.

três dias foi o meu máximo, eu não brinquei mais com meus amigos, ficando com meus tios na maior parte do tempo. Aprendi a atirar com tia Alice, e foi nessa lição de tiro em lata, que ela viu braço que eu sempre tinha tampado com uma blusa de mangas em casa. Aqui no calor não podia esconder.

—Mosquito te pegou feio. – comentou pegando meu braço para examinar. Engasguei, eu tinha que contar agora.

—Tia...

—Vem, vamos passar um álcool ai. -ela me puxou para dentro da casa. Ela me levou para cozinha e procurou a maleta de primeiros socorros.

—Sabe quando eu era criança era durona como você. Aposto que será policial.

Eu sorri.

—Eu gostaria. – ela sorriu de volta.

—Deixe-me ver esse braço agora... – ela voltou a examiná-lo – isso não é bom... está virando um caroço.

Eu tinha que contar.

—Você coçou? – perguntou. Eu neguei.

—Tia... sobre o chip que Aro quer... – tentei.

—Vanessa não se preocupe. Se esse chip estivesse por ai nós já teríamos encontrado.

—Eu sei onde está. – ela parou imediatamente. Me olhou seria.

—Como assim? – falou baixo.

—O chip não estava no México por isso ninguém o achou lá depois da explosão. Meu pai não deixou lá, ele tirou de lá quando me levou a cidade.

—E onde ele pôs? – ela perguntou bem devagar.

Estendi o braço para ela. Ela arregalou os olhos com pavor.

—Jasper! – gritou. Meu tio correu para dentro com Charlotte no colo.

—Pegue nossas coisas precisamos voltar para casa agora.

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Eu sempre passei muito tempo com os adultos e mesmo assim não os entendia. Quando uma criança fazia algo errado eles paravam de falar com a criança mesmo que ela estivesse diante deles e passam a brigar um com outro.

Tia Alice achava um absurdo ninguém ter percebido que o chip estava no meu braço.

—Eu entendo a situação de Bella, mas é muito desleixe!

—Bella não é desleixada, Alice, apenas está num momento difícil.

—Ela não reparou na protuberância no braço da filha?!

—Eu escondi. – Sussurrei. Mas nenhum deles me deu ouvido.

—Vamos apenas leva-la a agencia e tirar o chip, melhor nem mesmo avisar a Edward.

—Não sei...

—Jasper, eu tomo as decisões aqui. – Parecia que a discursão tinha se encerrado.

Eles me deram uma anestesia para tirar o chip. A agulha doeu um pouco. Depois um pequeno curativo foi feito no lugar e eu já não sentia mais incomodo algum no braço. Teria que tomar alguns antibióticos para a inflamação.

Eu queria perguntar o que fariam com o chip, ele era importante para meu pai Eleazar, mas preferi ficar quieta, eu já tinha causado confusão de mais.

—Você fez o certo em contar. – Miley me elogiou quando voltamos a praia. Ficaríamos lá até o dia combinado como se nada tivesse acontecido.

Encolhi os ombros, e Collin me abraçou.

—Foi sim Nessie. Tudo vai ficar melhor agora.

Eu acreditava sempre em Collin, mas dessa vez eu duvidei.

Notas finais
e ai? Bella agora está em estado de alerta, não tinha como gente, perder esse bebê seria devastador de mais, assim foi a forma que arrumei dele viver. e esse caso que a doutora Zafrina cita realmente aconteceu no Texas se não me engano em 2016, dai minha inspiração. vejo vocês nos comentarios? leitores fastasminhas passem para dar um oi >< bjs :*