Aprendendo a Amar
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Aprendendo a Amor
Capítulo 9
Nove anos antes.
Bella.
—Agora que o Cullen foi finalmente para o quarto dele... Vocês brigaram? – Jane perguntou enquanto passava rímel nos olhos.
—Não. Eu só... –bufei. Não sabia dizer o que estava errado comigo.
Jane parou o que fazia para me olhar. Apesar de ser avoada, ela era minha melhor amiga, alguém que eu sempre poderia contar.
Tentei ser sincera, com ela e principalmente comigo.
—Edward e eu não vamos durar. – constatei.
—Por quê?
—Se liga; Nova York e Washington. Longe de mais.
—Vocês terminaram?
—Não!
—Então por que está sofrendo agora?
—Eu gosto dele Jane. Muito.
—O amor é complicado. – ela fez uma careta.
Senti um gelinho no coração quando ela falou em ‘’amor’’.
—Não acho que seja isso.
—Você não o ama? – ela levantou uma sobrancelha.
—Essa não é a questão. Não acho que tudo se resume em amor, e nós não estamos juntos há tanto tempo...
—Apenas para Bella. Você e Edward são o casal mais lindinho que eu já vi.
—Obrigado. Eu acho.
—Serio! Vocês até me fizeram desejar ter isso; um namoro.
—E é o que você tem com o Tyler? –sorri com malícia.
Ela riu pegando a mala e indo para a porta.
—Estamos apenas nos divertindo. Diferente de você e Edward, não acho que um relacionamento entre nós dois daria certo a distancia. Agora... – ela deixou a mala lá, porta aberta e voltou para me puxar da cama, onde eu já estava pronta e desanimada para a viajem para Las Vegas.
—Desde que vocês ficaram juntos você tem sido bem... Chatinha. – ela disse balançando a cabeça em reprovação.
—Sorry. – sussurrei. Ela me abraçou.
—Eu comprei vários doces para te animar! Esse fim de semana será nossa despedida, e você irá se divertir.
—Que tipo de doces?- me interessei.
—Aqueles que parecem quebra cabeça...
—Sua louca! Amei! – eu a abracei mais forte. Quando nos afastamos ficamos nos olhando, seus olhos azuis estavam marejados.
—Você pode não acreditar em amor fora da família, mas eu te amo.
—Eu também te amo Jane. Mas amor romântico... Não consigo acreditar. Pessoas se separam.
—É estranho ouvir uma filha de pais ‘’não-divorciados’’ dizer isso.
Dei de ombros. Era verdade, minha família era bem estruturada, meus pais se davam bem... Mas eu nunca vi uma chama entre eles. Como uma paixão... Eu os via como uma parceria que dava certo.
—Eu acredito no nosso amor de melhores amigas. – falei.
—claro que sim. Se não fosse como teríamos vivido todos esses anos juntas?!
Pegamos nossas coisas e fomos encontrar o resto do pessoal para irmos ao aeroporto.
Teríamos pelo menos cinco horas de voo pela frente, e eu precisava parar de sofrer como se tivesse rompido com Edward e me concentrar no que realmente importava; curtir a formatura que começa agora!
Quando o vi ainda na área dos dormitórios sorri e me joguei em seus braços.
—Oi gatinho. – o saudei. Ele riu e me beijou. Eu aproveitaria, e mesmo que no fim a gente terminasse... Teria valido a pena. E ainda tínhamos Forks em comum; sempre poderia encontra-lo para uma festa em família.
—Vocês estão com drogas? – Tyler perguntou quando estávamos na fila de embarque. Quase engasguei.
—É claro. – Jane revirou os olhos.
—Então livre disso agora. Há cães aqui. – ele apontou para um pastor alemão.
—Bella? – Edward me olhou sugestivo. Que merda.
—Vamos Jane. – a chamei para o banheiro.
—droga Bella! Gastei uma grana com isso!
—Vamos usar um e jogar o resto fora. Desculpe pessoal. – coloquei um papelzinho na boca e joguei o resto na privada. Dei tchauzinho enquanto dava descarga.
Jane ficou todo o caminho de volta com um bico enorme e quando passamos pelos cachorros ela fez uma careta para eles.
—Nada madura sua atitude. – reclamei.
—Quem falou que quero ser madura? Tyler. – ela o chamou. – por causa de sua insolência... terá que comprar doces para mim em Las Vegas. – Tyler riu e a abraçou.
—Com prazer Madame. Tudo que não nos deixe na cadeia.
Fiquei seria ao passar pela segurança, Edward ao meu lado manteve um braço firme ao meu redor.
—Tudo bem?
Eu sabia que seu tudo bem se referia a mais do que aquele momento especifico, ele na verdade perguntava ‘’você está bem? Está tudo bem entre nós?’’
—Sim, apenas com medo da onda bater. – ele riu e beijou meus cabelos.
—Você é doida. Realmente deve parar com isso.
Lambi seu queixo antes de responder.
—Depois da formatura.
—Vocês são tão nojentos! – uma menina ruiva que reconheci como sendo da turma de Edward disse ao passar por nós.
—Sem Ciúmes Jully. – Edward a provocou.
—Sai fora Cullen!- ela riu e ele piscou.
Logo que o avião decolou, eu me arrependi de ter posto o doce na boca; bebida e musica estava liberado, e o voo era particular para apenas o povo a universidade.
Era uma verdadeira festa nas alturas.
Jane se levantou da poltrona ao meu lado e foi socializar com as pessoas da turma dela, pensei em aproveitar o momento de distração geral e procurar uma bebida para mim, sem que Edward ou Jane vissem. O doce não havia feito efeito até agora, eu duvidava que faria.
Mas o Cullen era mais rápido.
—Procurando isso? – me estendeu uma garrafa de agua.
Sorri amarelo para ele.
—Você leu minha mente lindinho. – peguei a garrafa da sua mão bebendo um grande gole. Não havia percebido que estava com tanta sede.
—Nada de bebida alcoólica pra você. – advertiu
—Só algo mais forte que agua talvez. – tentei.
—Refrigerante?
—Edward!
—Você não irá beber nesse voo.
—Você não manda em mim! E está com um drink na mão!
—Eu não usei droga nenhuma.
—Não fez efeito.
—Você acabou com a agua e nem percebeu.
Olhei para a garrafa vazia em minhas mãos sobressaltada. Ele tinha razão.
—Vem gata... Vem dançar. Divirta-se – ele me puxou pra o corredor, a musica vibrante agitando nosso corpo.
Fiquei um pouco paranoica com todos os nossos colegas dançando por ali, com toda essa gente se mexendo, como o avião não desestabilizava?
Quando faltava pouco mais de uma hora para pousarmos em Las Vegas me joguei ao lado de Jasper na poltrona.
—FBI?- perguntei. Ele riu fechando a tampa do computador que o governo havia dado a ele.
—Acha que fiz bem em aceitar?
—Claro que fez!
—O bom é que também estarei em Washington.
—Sim, poderei ficar de olho em você. E se essa tal de Alice Brandon pegar muito no seu pé posso chutar a bunda dela.
—Não será preciso. Não vou trabalhar nem na mesma área de Alice. Já te disse ela faz trabalho de campo. Eu vou ficar na sede...
—Que fica... –tentei arrancar algo dele.
—Não mesmo Bella. Meu trabalho é confidencial.
—Ok irmão! Apenas tome cuidado. E sobre a Maria...
—Bella...
—Me deixa falar. Eu sempre soube que ela era problema, mas eu gostava dela ok? Garota legal. Porem não é pra você.
—E qual é pra mim? – ele fez a cara de triste.
—Não sei. Com certeza alguém que não tem problemas com a policia.
Jane e eu ficamos em um quarto maravilhoso com outras duas garotas em um hotel chique.
—A noite promete meninas! – Jane gritou mais alto que a musica do bar onde estávamos.
Eu bebi. Dancei, e joguei. Edward fazia o mesmo do outro lado do grande salão reservado para os estudantes da nossa universidade.
—Quer dar uma volta lá fora? – Edward me chamou.
Não respondi, apenas o puxei para fora daquela loucura. Rindo como duas crianças, chegamos ao incrível jardim do hotel.
—Isso aqui é uma loucura! – eu ri.
—A melhor de todas. Toma. – ele me estendeu um anel.
—Edward... – fiquei de boca aberta.
—Espere. Eu ganhei num jogo agora a pouco.
—Esses diamantes são de verdade? – olhei impressionada o aro dourado com pequenos diamantes incrustrados em todo o seu adorno.
—São sim. É a coisa mais cara que já segurei. E é seu.
—Edward... Isso vale muito, não posso aceitar.
—Você tem que aceitar. – ele pegou minha mão direita e o colocou no dedo anelar. Me olhou nos olhos, os seus brilhantes e apaixonados. Eu sentia como ele estava feliz com aquilo. Meu coração batia descompassado, e eu me peguei sorrido toda boba.
Eu tinha um anel bonito e o namorado mais dedicado de todos.
—Sei que você está insegura com o nosso namoro, por que logo estaremos morando longe, e sei que não tem nada que eu possa dizer que vai fazer você se sentir mais confiante, só posso te dar motivos para acreditar em mim, e no que eu sinto por você.
Ele pegou meu rosto em suas mãos e colou sua testa na minha. Entrelacei minhas mãos na sua.
—Quando olhar para esse anel você vai saber, que mesmo que eu esteja à milhas de distancias meu pensamento está com você, e eu estarei lutando pra crescer e poder construir uma vida ao seu lado.
—Isso é um pedido de casamento? – sussurrei com o coração aos pulos.
Ele riu de leve e beijou meus lábios.
—Ainda não. É a promessa que haverá um. Um dia.
Foi ali. Naquele exato momento que eu quis dizer às palavras que faltavam. Tudo se resumia a isso; eu te amo.
Eu só precisava dizer.
—O que temos é mais que amor, e o que teremos será maravilhoso.
O que temos é mais que amor.
As palavras pareceram bobas de novo.
—Diga. – sussurrei.
—Uma bela casa. – ele passou os braços pela minha cintura.
—Continue.
—Dois carros.
—Sim dois carros.
—Três filhos? – ele piscou.
—Três?! – arregalei os olhos e depois ri.
—Podem ser quantos você quiser. – ele disse corado.
—Hum... Três parece um numero bom. – depois fiquei seria. – eu amo você. –sussurrei
Ele não respondeu. Como resposta tive o sorriso mais belo do mundo e o beijo mais profundo que faria parecer qualquer ‘’eu te amo’’ inadequado. O beijo era mais claro. Ele selava a nosso compromisso um com o outro.
(...)
—É um bonito anel. Por que não estamos indo para uma capela e casando vocês? –Jane perguntou no domingo a noite. Estávamos os cinco na mesa de um bar, comendo aperitivos e bebendo.
—Por que isso não é sensato. – Edward disse tomando uma dose de whisky.
—Falou o senhor advogado. – Jane fez uma careta.
—Minha irmã merece um casamento de princesa. – Jasper comentou.
—E meu amigo merece uma despedida de solteiro longe da namorada. – Tyler comentou e bateu seus punhos com Edward.
—Homens. – Jane bufou.
—Vou ao banheiro. Jane? – anunciei.
—Por que mulheres nunca vão ao banheiro sozinhas? – Tyler resmungou.
—É um código para se pegarem. — Jasper sussurrou.
—Ridículo. – falei e beijei Edward ao sair.
—Já sinto sua falta.
—Aguente firme.
—Eca! – nossos amigos fizeram coro.
—Então... Está mais confiante agora? – Jane me perguntou quando retocávamos a maquiagem. Olhei o anel em meu dedo ao responder.
—Vamos tentar. O amor já não me parece uma ideia tão boba assim. — sorri. Ela me abraçou de lado.
—Vocês merecem!
Uma mulher esbarrou em mim na saída do banheiro.
—Desculpe. – falamos juntas. A mulher era loira e elegante. Ela riu.
—Eu que peço, estava distraída. Você teria um minuto?
Fiquei surpresa. O que essa mulher poderia querer comigo?
—Tudo bem. – disse meio incerta.
—Poderia ser a sós? – ela olhou sugestivamente para Jane.
Essa que levantou as mãos em sinal de rendição.
—Te espero na mesa. – disse se retirando.
Andamos um pouco para liberar o caminho para o banheiro.
— Em posso ajudar? – tentei ser simpática.
—Me desculpe, na verdade eu vou lhe fazer um favor. Vi que esta junto de Edward Cullen.
Sim... – onde ela queria chegar?
—Se vocês estudam juntos deve ter conhecido minha filha.
—Tanya. – falei. Claro, a loira espetacular só poderia ser a mãe de Tanya. Natacha Danali.
—Conheci sua filha sim, a que a senhora deu as costas por ter perdido no ultimo ano da faculdade.
—Tanya andou desperdiçando tempo e dinheiro. Mas isso não vem ao caso; cuidado com Edward.
—Aonde exatamente a senhora quer chegar.
—Ele engravidou minha filha. Não a deu assistência nenhuma e ela fez um aborto que quase custou à vida dela!
Senti todo o ar ser tirado de meus pulmões.
—Não Edward nunca faria algo assim... — sussurrei horrorizada.
—Aquele moleque! Cuidado menina, você me parece inteligente, não se misture com esse tipo que não tem onde cair morto!
Eu ouvi a mulher parcialmente, minha mente voltando meses atrás, quando Edward e eu nos aproximamos, e ele estava triste e me fazendo perguntas estranhas sobre aborto... Edward não apoiaria isso. A culpa não era dele.
Essa mulher não tinha o direito de vir aqui falar coisas ruins sobre ele.
—A senhora abandonou sua filha. Queria uma filha perfeita e quando ela não agiu de acordo deu as costas para ela. Edward foi muito bom para ela em varias ocasiões se bem me lembro, e o emprego que ela conseguiu para mantê-la quando a senhora e seu marido deram as costas para ela, foi Edward quem arrumou.
‘’Um fato sobre sua filha que a senhora talvez não saiba; ela fez inúmeros abortos, que toda a Harvard conhece. Se ela abortou um filho do Edward e quase morreu no processo é apenas reflexo das decisões dela. Eu a vi na TV ela me parecia bem.’’
—E ela está agora.
—Não graças à senhora.
—Sua insolente...
—Acha que pode vir aqui, falar mal do meu namorado, alguém que conheço durante toda minha vida, e ainda achar que vou ficar quieta? Mero engano seu! Aproveite que a vida está dando uma segunda chance a sua filha e seja mais presente na vida dela. Passar bem!
Falei e sai pisando duro.
—Bella?! – Jane me gritou. Não a dei ouvidos, continuei meu caminho até Edward.
—Lindinha...
—Por que não me contou sobre Tanya?
—O que?
—Sobre o filho de vocês?
Jasper e Tyler nos olhavam assustados.
—Não sei do que você está falando. – ele tentou se levantar.
—Ah não! Deixe me refrescar sua memória. – joguei o copo de Whisky na sua cara.
—Bella?! – ele levantou num pulo.
—Você todo triste e pra baixo?! Me perguntando o que achava de aborto? Por que não me contou porra!
—Eu não podia! Não era só sobre mim!
—Era sobre você também e eu tinha o direito de saber! Como posso confiar em você no próximo mês quando estivermos longe, se nem mesmo morando no quarto ao lodo você foi sincero comigo?
—Bella não é a mesma coisa!
Tirei o anel atirando nele.
—Eu não quero ter mais nada a ver com você Edward. Acabou.
—Não seja idiota! – ele riu com escárnio.
—Eu sou! Eu fui por acreditar que poderia ter dado certo entre nós.
Sai dali o mais rápido que pude, para o meu quarto. Não queria ver ou falar com mais ninguém.
Passei resto da noite na cama.
(...)
O dia seguinte trouxe uma luz ao meu problema.
—Quer conversar? – Jane perguntou
Apenas sacudi a cabeça para ela. Seguimos em silencio para o café da manhã. Fiquei na piscina e não vi sinais de Edward.
—Tyler...- Jane o advertiu.
—Preciso falar com ela. Bella!
Continuei a tomar meu suco de laranja.
—Você esta sendo irracional. O que aconteceu com Edward e Tanya só diz respeito aos dois.
—Não posso confiar nele. – foi tudo o que disse.
—Não pode confiar nele ou sem em mesma?
—Tyler! – Jane repetiu.
—Não Jane, ela precisa ouvir. Você só quer uma desculpa pra dizer que você e ele não darão certo, pra assim ficar livre da culpa e terminar com ele. Sabe o que você é Swan? Uma medrosa.
Dizendo isso ele saiu.
—Ele só está chateado. – Jane justificou.
—Ele tem razão. Eu sou medrosa.
(...)
Não voltei a falar com Edward nem durante a viagem nem quando voltamos aos dormitórios. Pedi a Jane que levasse para o quarto dele as coisas que dele que estavam no nosso.
Toda a universidade parecia saber que havíamos terminado e o motivo.
Ele não me procurou e eu não o procurei.
E assim passou a ultima semana de provas.
—Você foi exagerada, sabe disso. – Jane comentou na manhã de formatura.
—Eu sei. – suspirei.
—Então por que...
—Estou com vergonha de procurar ele, e ele me rechaçar.
—Ele não faria isso! Jasper me disse que ele está com muita vergonha por tudo! E procurou Tanya...
—Procurou Tanya?
—Sim. O filho era deles dois né?
Aquilo me doeu.
—E? – a incentivei
—Ele deu dinheiro para que ela fizesse o aborto, por que ela queria fazer, para ser modelo. Mas ela não fez, usou o dinheiro para outra coisa. Então... Conseguiu o dinheiro depois. Com cinco meses quase.
—Coloquei a mão na boca em horror. Jamais pensaria que ela fosse capaz disso.
—Por isso ela quase morreu. — constatei. Jane apenas assentiu.
—Jasper disse que ela se arrepende. O ponto é; Edward não tem culpa Bella.
—Eu sei!
—Então por que...
—Não quero Edward preso a mim! Vamos estar longe, correndo para crescer profissionalmente... Me diga; acha que teremos tempo um para o outro?
—Não. – ela disse sem piscar.
—Ele nunca iria querer terminar. E começaríamos a brigar por que não tempos tempo para o trabalho, ou para nós dois, ou para novos amigos. Simplifiquei as coisas para nós dois.
—Espero que esteja fazendo o certo.
—Estou. Agora... – a chamei para o nosso espelho. Nossa beca preta com azul era incrível – Conseguimos.
—Sim. Conseguimos. Agora começa a vida real.
—A minha começou faz tempo. – falei.
—Bella! – Ouvi minha mãe abrir a porta com barulho.
—Mãe! –corri para abraça-la. Renée estava linda em um vestido verde, e Charlie impecável em seu smoke.
Ter meus pais ali naquele momento era indescritível.
Os professores fizeram discursos, entregaram diplomas. Vi meus pais ao lado dos pais de Edward, os quatro muito emocionados. Emmett sorria e tirava fotos de nós.
—Bella! – a professora Carmen me chamou sua barriguinha de cinco meses já protuberante. A abracei.
—Vou sentir falta da senhora. – comecei a me emocionar de verdade.
—Você tem um futuro brilhante pela frente.
—Você também.- acariciei sua barriga. O bebê mexeu.
—Nossa! – exclamei. Ela colocou a mão por cima da minha.
—Ela gosta de você.
—Já escolheram o nome?- perguntei mantendo a mão ali sentia um formigamento gostoso na ponta dos dedos.
—Vanessa. Era o nome da mãe do Eleazar.
—Um belo nome. – comentei.
—Olha quem eu achei para uma foto. – Eleazar vinha com Edward ao seu lado.
—Bella. – ele me cumprimentou. Foi à primeira vez em dias em que ouvi meu nome sair de sua boca.
—Edward.
—Carmen e eu estamos muito orgulhosos de vocês. Vocês não tinham todos os recursos financeiros dos estudantes daqui, e deram tudo de si, e hoje estão se formando. Sempre os citaremos como grandes exemplos.
—Obrigado. – sussurrei realmente emocionada.
—Vocês que são grandes exemplos para nós. –Edward disse.
—Hora da foto! – um dos fotógrafos apareceu. Fiquei ao lado de Carmen e Edward ao meu lado. Eleazar ficou do lado da esposa. Sorri verdadeiramente feliz para a foto com nós quatro.
—Desejo que vocês tenham uma vida de muito esforço e ganhamos. – Eleazar disso com uma mão no ombro de Edward. – E obrigado.
Sua voz era carregada de emoção ao dizer essas palavras.
—Sempre seremos gratos a vocês dois. – Carmen disse. Os olhos transbordando.
Abraçamo-nos e o casal se afastou.
—Não entendi tantos agradecimentos. – Edward disse.
—Fomos tão bons alunos assim? – ri.
—Parece que sim. Bella...
—Me desculpa. Eu fugi de você todos esses dias.
—Eu procurei Tanya.
—Eu sei. Jane me contou tudo. Acho que... Eu estava usando como desculpa.
—Por que você acha que nosso namoro não daria certo a distancia. Eu sei. Eu percebi. E quer saber? Você tem razão.
—Edward...
—Não Bella. Eu sempre fui dependente de um relacionamento; namorei garotas e mais garotas, até que encontrei você. A que eu realmente estive procurando todo esse tempo. E agora eu vejo... Preciso passar um tempo sozinho. Vamos estar focados de mais na nossa carreira para focar em relacionamento. Então apesar de ter feito de maneira errado, você me fez um favor em terminar. Mas isso aqui... – ele tirou o anel do bolso, por de baixo da beca.
—Edward...
—Ele é seu. Eu ganhei para você.
—Não posso aceitar. – sussurrei.
—Pode e deve. –ele puxou minha mão e eu deixei.
—Fica mesmo bonito aqui. – sussurrei. Ele riu e beijou minha testa.
—Seu cuida.
—Você também.
—É muito drama! – Emmett apareceu abraçando nós dois. –Vamos tirar a foto de família!
Os pais de Edward apareceram junto dos meus e Jasper. Um fotografo fez a foto que unia as duas famílias.
Ali, no salão de celebrações da universidade Edward e eu fizemos as pazes, e nos separamos como amigos, acreditando, eu, que nós veríamos num futuro próximo, na casa de seus pais ou na casa dos meus. Que engano.
Edward e eu só voltaríamos a nos ver dali a muitos anos, em um enterro.
Narrador.
Carmen olhava os jovens junto de seus familiares a distancia.
—É uma pena o namoro dos dois não terem dado certo. – falou para o marido.
—Eles são jovens ainda tem a família e comum... Talvez apenas não seja o momento deles. – o marido a abraçou, as mão protetoras na barriga já anunciada.
—E nós temos a mistura dos dois bem aqui. É errado me sentir culpada?
—Sim é errado. Esqueça isso. Esse bebê é nosso e ponto final.
Mas apesar das palavras, Eleazar traçou um plano, caso a família um dia a filha precisasse dos pais biológicos.
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