Aprendendo a Amar
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 6
Nove anos atrás.
Bella.
—Então agora você toma anticoncepcional regularmente... hum, fale me mais sobre seu amor com Edward. – Jane voltou a me importunar sobre meu namoro com Edward.
—Ele é meu namorado. Quantas vezes terei que repetir? Por que se refere a ele como meu amor? – aquilo me irritava muito.
Ela deu de ombros.
—Namorado e amor não é o mesmo?
—Não. Quando você diz assim, parece algo... Errado. Estamos juntos a menos de um mês, a palavra ‘’amor’’ não se aplica.
—E se aplicará quando? – ela levantou uma sobrancelha dourada perfeita.
—Não sei, só sei que não se encaixa agora.
Terminei meu copo com agua e peguei minha bolsa.
—Você vem? – perguntei no batente da porta.
—Fazer o que né. – resmungou deixando sua cama bagunçada.
—Estamos no ultimo período Jane. Você deveria fazer uma forcinha.
—Bella, toda a faculdade foi uma força imensa, acredite em mim. O problema é terminar a faculdade sabendo que terei de trabalhar com meu pai.
—Você não precisa, sabe disso.
—Você sabe que devo fazer isso. Depois da morte da Heidi... – ela travou como acontecia quando falava da irmã. – ela deveria assumir os negócios da família, e agora a responsabilidade é minha. Farei isso por ela, não por ele.
—Acho que ela iria querer que você fosse feliz com a carreira que anseia.
—Ah claro Bella. Fisioterapia. Você imagina a cara de Aro Volturi ao ver a filha como fisioterapeuta? – ela fez uma careta. – esquece, amo de mais minha vida, ele me mataria com as próprias mãos.
—Não acho que seu pai seja tão mal. – falei na defensiva, enquanto cruzávamos o gramado dos dormitórios. Edward e Jasper estavam na calçada próxima conversando com Tyler. Meu coração acelerou ao ver Edward sorrir para mim e acenar. Como demorei tanto tempo para perceber que ele era lindo de mais? Fofo de mais?
—Você só esteve conosco em bons momentos, ano novo em Nova York, férias em Aspen... Lugares legais, e Aro gosta de um show. Serio, se você ficasse sem anunciar sua presença, perceberia a frieza que é minha família. Alec fez bem em cair fora.
Chegamos até os meninos fiz careta para Tyler e ele revirou os olhos quando Edward me beijou.
—Por favor vamos evitar tanto melação de manhã. – Jasper disse fazendo som de vomito.
O ignorei.
—Por onde anda Alec? – perguntei a Jane sem interferir nossa conversa anterior.
—Ainda pela Europa, da ultima vez em que me ligou estava na Itália, trabalhando em um restaurante.
Eu havia visto o irmão gêmeo de Jane apenas duas vezes, o que foi o bastante para me encantar por ele.
—Ele deve vir para minha formatura. – ela deu de ombros.
—Formatura! Vocês acreditam que está acabando? – Jasper caminhava incrédulo ao nosso lado. Edward passou um braço pelos meus ombros e eu pela sua cintura. Já no Campus todos olhavam para nós. Um grupinho muito popular.
—Não vejo a hora! – Tyler comemorou.
—Isso se você se formar. – Jane debochou.
—Conseguiu entregar aqueles trabalhos extras? Se precisar de ajuda... – me ofereci, ele era um bom amigo do Edward.
—Obrigado garota salsicha, mas não será necessário. Tenho tudo sobre controle. – ele dispensou usando meu novo apelido pelo trabalho na lanchonete fantasiada.
—Era o que Tanya dizia, e perdeu bonito. – Edward comentou. A menção do nome dela me fez gelar por dentro. Edward nunca, nunca mesmo falava na ex.
—Acontece nas melhores famílias. – Jasper deu de ombros.
— Só espero que nós cinco consigamos formar! Vamos aproveitar muito o fim de semana em Vegas! – comemorei e Jane bateu em minha mão em um hi-5.
Jasper corou.
—Bella eu... Ainda não sei se poderemos ir. Tenho guardado o dinheiro e agora você está trabalhando, mas ainda assim...
O cortei.
—Nós vamos. Não se preocupe comigo, Jane e eu já temos tudo sobre controle. – ele me olhou com os olhos estreitos. Nem morta que eu o contaria que vendi meu material genético para conseguir esse dinheiro. Fui salva pelo Tyler.
—Caras, eu tenho tudo sobre controle! Na verdade já separei a grana para nós três! E se as meninas precisarem posso pagar para ela.
—Meu pai também e rico Tyler. – Jane o lembrou ácida. Ele sorriu sarcástico.
—Eu sei que ele tem cortado sua mesada querida. Seu pai contou para o meu pai, que me contou.
—Velhos fofoqueiros! – todos rimos da cara de emburrada que ela fez.
—Não acho que podemos aceitar que pague nossa viagem de formatura. – Edward disse. Aceitar dinheiro dos outros era um assunto muito delicado para ele, sua família era humilde e batalhadora, e muito orgulhosa quando o assunto era dinheiro ou a falta dele. O abracei mais forte.
—Porra! Vocês são os melhores amigos que tive durante toda a minha vida! Posso me divertir com vocês? Por favor? Ou vão deixa-las irem sozinhas? – ambos negaram com a cabeça. – Então não tem mais discussão. Eu vou pagar nossa viagem de formatura, e quem sabe vocês não ficam ricos nos casinos?
Tyler era o mauricinho play boy mais legal que eu conheci nessa faculdade.
Passei a manhã toda correndo de uma aula para outra, sem ter tempo de se quer cruzar com Edward pelos corredores. Finalmente na hora do almoço o encontrei nas mesas ao ar livre me esperando com o nosso almoço.
—Você comprou meu almoço! – comemorei sentando ao seu lado.
—Imaginei que você demoraria na aula da Professora Carmen. Por isso me adiantei. – ele disse e me beijou de leve nos lábios.
Comemos em silencio por um tempo, minha fome eclipsando qualquer assunto que não fosse minha boca cheia de comida.
—Respire Bella. – Edward disse divertido. Ele comia sua macarronada de vagar.
—Eu passei a manhã toda sonhando com esse momento. – justifiquei.
—Desfrutar da minha companhia? – ele disse irônico.
—Bobo! Amo ficar com você, porem vovó Swan mesmo já dizia ‘’ a hora de comer é sagrada. ’’- completei deitando a cabeça em seu ombro. Apesar de eu ser a mais afoita pela comida, Edward terminou de comer antes de mim.
—Esse restaurante novo é bom, mas ainda prefiro a macarronada da sua mãe.
Fiz uma careta.
—Isso porque é o único prato que ela sabe cozinhar. Tia Esme sim é uma cozinheira maravilhosa. – eu amava a comida da mãe dele.
—Isso é verdade. – ele tomou um gole do se refrigerante e continuou. – por falar em mães, falei com a minha sobre nós.
Empalideci. Droga minha mãe me mataria por ficar sabendo disso pela boca de Esme e não pela minha! Não me entenda mal, as duas são grandes amigas- não é à toa que chama a mãe de Edward de tia – porem Renée iria preferir saber por mim.
—Como?! Quando?! – daria tempo de eu reverter essa loucura?
—Ontem fiz minha ligação semanal para casa, e o assunto surgiu. – ele reconheceu de forma tímida, talvez por medo da minha cara de pavor.
Tentei me acalmar. Terminei meu prato antes de voltar a falar. Com comida tudo era melhor.
—Fiz mal em contar? – ele perguntou retirando uma mecha de cabelo do meu rosto. O gesto de carinho me desconcertou um pouco, e fez todo o medo se evaporar de mim.
—Não fez, é só que Renée vai saber, e ficará brava por eu mesma não ter dito.
—Você já ligou pra casa essa semana?
—Sim, na segunda. – confessei. Edward pareceu pensar, ficou olhando o pessoal a nossa volta, a maioria comia em cima dos livros, correndo contra o tempo com o fim do semestre se aproximando. Quando me olhou de volta seu sorriso era triste.
—Por que não quis contar a seus pais sobre nós? Tem medo de que eles não aprovem?
O que?
—Não! Quer dizer... Edward, meus pais já amam você! Te conhecem desde antes de você nascer.
—Não como seu namorado. – ele tinha os lábios firmes em uma linha rígida. Peguei seu rosto entre minhas mãos.
—Eu fiz uma ligação rápida para casa do trabalho. Não falei nem três minutos com eles. Pensei em... Contar quando fomos para casa no aniversario de casamento dos meus pais. – Na verdade eu acabara de pensar nisso. Quando falei com mamãe e papai não fazia ideia de como abordar o assunto ‘’estou namorando o melhor amigo do meu irmão!’’
Para minha sorte ele sorriu mais leve. Beijou meus lábios.
—É um bom plano. Me desculpe por estragá-lo, mas acho que minha mãe não contará a ela.
—Duvido. Aquelas duas fofocam como duas velinhas. – eu ri, mas na verdade estava mais tranquila agora que Edward não fazia mais a cara de magoado. Caso Esme contasse a Renée essa por sua vez não contaria a Charlie. E muito provavelmente esperaria eu mesma falar para ela, para poder brigar por eu ter escondido.
Ficamos mais alguns minutos ali, nos beijando e abraçados.
— Falta muito para a palestra? – resmunguei. Na verdade eu estava com sono a essa altura, de barriga cheia e nos braços de Edward, no inicia de uma linda tarde do inicio de abril.
—Dez minutos. — ele disse olhando o relógio que herdara d avô.
—É melhor irmos nos arrumar. – eu suspirei.
—Vai mesmo a uma palestra sobre direitos civis? — ele arqueou uma sobrancelha perfeita. Seus olhos brilhavam de divertimento.
—Direitos civis são tópicos importantes na minha profissão também senhor Cullen. – falei seria me colocando de pé. Ele me puxou pela cintura e encostou a cabeça em meu peito. Fiz um carinho em seus cabelos acobreados e rebeldes.
—Vou passar uma hora ao seu lado dentro de uma sala lotada. – ele sussurrou.
—E pensar que há alguns anos tínhamos muitas aulas juntos. – resmunguei.
—Nem me lembre. Agora eu daria tudo por isso.
—Mas não seria bom. Não prestaríamos atenção à aula. Vamos, se não iremos nos atrasar.
—Vestido ou terninho? – ele me perguntou quando me deixou na porta do vestiário. Coloquei um dedo na bochecha fingindo pensar.
—Algo muito sexy. – pisquei.
—Swan... – ele me advertiu com os olhos em chamas e eu ri dando outro beijo nele, e correndo para dentro do vestiário, não a tempo de evitar receber um tapa na bunda. Bobo.
Eu sorria como uma boba ao colocar o terninho azul marinho. Algo que eu adquirira graças a dinheiro que ganhei doando meus óvulos. O resto estava muito bem guardado para a festa de formatura.
As pessoas no ultimo ano assim como Edward e eu, costumavam a vir ‘’ fantasiados’’ de profissionais para Harvard. Eu não gostava de perder tempo e dinheiro com roupas caras para isso. Mas em dias como hoje, de palestras importantes, eu trazia a roupa e me arrumava aqui.
Retoquei a maquiagem leve, e encontrei Edward no mesmo lugar em que o deixara. O terno azul marinho combinando com o meu. Era normal vê-lo assim, Edward saia da faculdade a toda para seu estagio não remunerado então era comum ele andar de terno pelos corredores. Ele me olhou dos saltos agulha até meu cabelo agora preso num elegante coque.
—Como estou? – dei uma voltinha.
—Maravilhosa. – disse algo e peguei minha mão. As pessoas olhavam e sorria para nós. O jogador de futebol e a líder de torcida, nada fora do comum. Mas ali, naquele momento com aquelas roupas... Eu senti o que poderíamos ser em alguns anos; um casal estável e bem sucedido.
— Na verdade estou imaginado que você está com uma lingerie sexy por debaixo dessa roupa. – ele sussurrou em meu ouvido e os pelos do meu braço se arrepiaram.
Na porta do auditório sussurrei para ele quando percebi que a maioria das pessoas já estava dentro do lugar;
—calcinha branca de algodão, com muita florzinha, e o sutiã combinando. – passei a língua pelos meus lábios numa horrível imitação sexy. Ele gemeu teatralmente.
—Esse mulher é perfeita! – disse e eu ri.
—Espero que os senhores se comportem. – Stacia, minha arque inimiga da faculdade passou por nós sussurrando grossa. A ignoramos.
Edward e eu ficamos completamente concentrados na palestra, vez ou outra nossas mãos se união no escuro, fazendo carinho uma na outra.
Ir para o trabalho foi uma tortura naquele dia. Estava quente as três da tarde, e minha fantasia de salsicha gigante parecia cheia de mosquitos.
—Ela ficou lá fora a noite toda. – Louise, garçonete da lanchonete se desculpou.
—Tommy não deveria tê-la levado para lavanderia?! – reclamei.
—Sim, mas o idiota esquecer. Se quiser, pode ficar hoje servindo comigo, o chefe não vai reclamar. Ele nem está aqui hoje. – Louise era uma boa garota cinco anos mais velha que eu. Mas eu não deveria me aproveitar da sua bondade, se o Laurent aparecesse de surpresa e não me pegasse fantasiada lá fora, eu iria perder meu emprego. Não era muito, mas ajudava bastante.
—Vou passar um repelente. – falei indo pegar minha fantasia.
Fiquei amuada na frente da lanchonete fazendo minha dancinha, o melhor momento foi quando uma criança deficiente na cadeira de rodas ficou toda alegre a me ver.
Lá pelas sete da noite, quase no fim do meu expediente, quando minhas pernas coçando muito devido as picadas de mosquito, Jane apareceu.
—Tira essa fantasia ridícula, precisamos ir. – ela foi logo dizendo.
—Nossa! Todos que vem me pegar no trabalho me trazem um lanchinho pelo menos. – me queixei.
—Vamos logo! Não sou Edward ou Jasper pra ficar mimando você!
—O que foi que te deixou tão afobada assim?
—Você é surda?! – ela gritou jogando os braços para cima. Corri para me trocar, ela estava fora de si, era melhor não contrariar.
Quando voltei à rua, Jane andava de um lado para o outro. Logo me pegou pelo braço me arrastando pela rua.
—Você pode me dizer o que diabos aconteceu? – perguntei baixo, esperando que meu tom calmo acalmasse o dela também. Ela parou, olhou para os dois lados da rua, como se para checar se alguém estava nos ouvindo, e finalmente disse.
—Ouvi Edward e Tyler conversando. – sussurrou.
—E? – incentivei.
—Edward pediu ao Tyler o apartamento dele para o fim de semana, começando amanhã à noite, depois do jogo.
Por que Edward iria querer o apartamento do Tyler pelo fim de semana?
Minha cara de duvida não agradou Jane.
—Acorda Swan! Edward planeja transar com você!
Ah isso.
—Ele disse isso? – cruzei os braços.
—Vamos às provas; amanhã é um jogo importante, eliminatória para a final entre universidades, se ganharem estarão na final; todos irão comemoram com uma grande festa na irmandade Delta; Edward pede o apartamento de Tyler não só por uma noite, mas por todo o fim de semana, deixando claro que não pretende ir à festa. – ela contou nos dedos.
—Ele não falou nada comigo.
—Ele quer te fazer uma surpresa! E não sabe como isso é estúpido. – ela bufou.
—Por que me fazer uma surpresa seria estúpido?
—Por quê? Acorda Bella! Você estará despreparada, não estará maravilhosamente depilada!
Ela tinha um ponto. Minha depilação não estava mesmo em dia.
—Se isso for verdade... Ele tocará no assunto hoje mesmo, enquanto assistimos a Senhor Dos Anéis.
Ela fez uma careta.
—Vocês e suas nerdices... Enfim, já marquei uma hora no salão para você amanhã, depois da aula.
—Mas depois da aula tenho que treinar com as lideres! Já avisei que não venho trabalhar.
—E eu já avisei a treinadora que você tem uma consulta no dentista, e se atrasará para o treino.
—Que horas você ouviu a conversa dos dois?
Ela ficou vermelha.
—Por um acaso eles conversaram isso no banheiro da empresa onde estagiam, e eu, por caso, estava nesse banheiro...
—Fazendo o que no banheiro dessa empresa?- Jane não trabalhava lá! Na verdade não trabalhava em lugar nenhum.
Se possível ela ficou mais vermelha ainda.
—Estava transando com um cara que trabalha lá...
—Jane!
—Foi divertido! E ninguém pegou a gente.
—E seu namoradinho emo? – Quis saber. – Ele não me parece alguém que trabalha num escritório de advocacia...
—E não trabalha. Josh e eu terminamos. – ela parecia dura ao dizer isso.
—Jane... Quando? Por que não falou? – ela apenas deu de ombros.
—Não era importante.
—Como não era? Vocês estavam juntos há tipo... Seis meses?
—Oito. – corrigiu.
—Oito meses! Jane por que terminaram?
—A banda deles foi convidada para gravar em Los Angeles, eles podem virar uma febre por ai.
—Ele que quis? – ela sacudiu a cabeça.
—Fui eu mesma. Estaríamos longe de mais, e sinceramente? Eu não o amo Bella. Não para passar por tudo isso, e ele também não me ama. Seguimos em frente e seremos bons amigos.
—Eu queria entender isso... – falei quando voltamos a caminhar.
—Entender o que?
—Esse amor que você tanto fala! Quer dizer... Você e Josh tinham coisas em comum, se divertiam, e acabou. Por que você não o ama? Como sabe que não o ama?
Levou todo o caminho de volta ao nosso dormitório para que ela me respondesse.
—Por que eu vi você e Edward.
—Como?
—O jeito que vocês se olham que ele olha para você... Tem tanto carinho! Nenhum homem me olhou assim antes, vocês conversam pelo olhar, sorriem um para o outro sem motivo aparente, e quando você esta mesmo longe dele, e ele te vê a distancia... O olhar dele para você... – ela suspirou e caiu na cama. – quero que um cara me olhe assim, e eu o olhe assim; com carinho admiração e respeito, e nesse dia vou saber que é amor.
Suas palavras fizeram meu coração acelerar, e eu ri para desfazer um pouco a tensão que me atingiu; eu não amava Edward, por favor!
—Você superestima o amor de casal. Serio, esses olharem entre mim e Edward e por que ele é meu amigo, e trocamos olhares debochando de vocês.
—Minta para si mesma. Você ama o Cullen, só é orgulhosa para admitir. Agora... O que você vai usar no jantar de amanhã?
—Jantar?
Ela revirou os olhos.
—Ele com certeza vai te chamar pra jantar também. Vamos deixar tudo pronto logo.
Naquela noite, Jane estava certa; Edward me chamou para jantar depois do jogo, e disse que passaríamos um fim de semana só nosso.
—Se estiver tudo bem para você. – acrescentou com o olhar mais cauteloso. Ri de sua insegurança boba e me atirei em seus braços.
—Só se essa programação acabar com nossos corpos nus. –sussurrei em seus lábios.
—Pode apostar. – ele disse me beijando forte.
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