Notas iniciais
Oi meus queridos! muito obrigado a cada comentário no cap anterior! já estarei indo lá responder a todos! preparadas para esse capitulo? preparem os lencinhos e o coração! Boa leitura! ♥

Aprendendo a amar

Capitulo 32

Fronteira Estados Unidos/México.

Bella.

Jacob tinha um telefone no ouvido. Longos minutos já haviam se passado e o telefone continuava lá. Estava escurecendo e eu não estava gostando nadinha de estar no meio do deserto.

Nenhum sinal de habitação humana.

—Ainda vai demorar? – reclamei. Ele fez sinal para que eu ficasse quieta. Bufei encostando de novo no capô do carro. Uma grande merda tudo isso! Eu estava cansada, com uma dor de cabeça chata, e com fome, e Jacob ficava enrolando ao telefone!

—Mudança de planos, gata. – ele disse finalmente desligando o maldito aparelho.

Apenas o olhei.

—Victor está com Aro.

—Vanessa. – foi tudo o que consegui dizer.

—Ele não sabe dela. – disse mais suave.

—Jacob...

—A policia caiu matando, Gata. Ele não pode deixar que Aro caia nas mãos deles, entende? Ele pode soltar o nome de muita gente importante.

—Estou me fudendo para Aro! Eu só quero minha filha! – segurei meus cabelos em frustração.

—Ela deve estar no México, não estava com Aro. Tudo indica que fugiu!

—Apenas me deixe na cidade Jacob. – falei com os dentes cerrados. Ele coçou a cabeça.

—Não posso.

O olhei interrogativa.

—Não pode?

—Como eu disse, a policia caiu matando, a prioridade é sair desse continente. Desculpe Bella.

Ouvi antes de ver o helicóptero.

—O que significa isso?! – gritei por cima do barulho.

—Fique com o carro, siga para a cidade. Eu tenho que sumir. Sua menina é esperta, vai ficar bem.

—Uma criança sozinha num país estranho! – gritei de novo. Ele me olhou culpado.

—Desculpe por trazê-la para o meio disso, gata. A gente se vê. – piscou correndo para o helicóptero que havia pousado a alguns metros de distancia.

Ele não me deixaria no meio da porra do deserto?!

—Jacob! – gritei. Ele acenou e meu deu as costas.

Eu não o seguiria.

—Que porra Isabella! – gritei frustrada. A noite caia rápido, entrei no carro dando a partida.

—Apenas siga a estrada. Apenas siga a estrada. – sussurrei para mim mesma.

Alguns quilômetros depois eu senti a primeira fisgada no baixo ventre. Tentei não me apavorar, eu estava a muito sem comer, e muito estressada, poderia não ser nada.

Claro que a dor se instalou como uma cólica menstrual para meu completo desespero.

Sozinha na estrada no meio do deserto. Eu dirigia chorando.

Por favor, um posto policial ou qualquer coisa! Eu sentia vontade de parar o carro e chorar, mas isso não adiantaria nada, a dor não passaria, meu bebê estava em perigo eu tinha certeza. Com uma mão no volante e a outra na barriga, como se pudesse segurar meu bebê ali dentro eu dirigi rápido e perigosamente.

Não era possível dirigir por uma estrada asfaltada sem ver sinal algum de outro veiculo, ou um posto de gasolina, ou mesmo um posto policial!

A paranoia me tomou; estaria eu rodando em círculos?

Não Isabella, isso não era possível. Eu estava com fome, minha cabeça doía e minha cólica aumentava.

Por favor, eu preciso de ajuda.

Edward.

—Você acha que eu posso fazer algo Alice? – gritei de volta.

—Sua mulher sai de casa no meio da noite, encontra um criminoso e você não vê nada disso! Você deveria ter feito algo!

—E você e sua equipe deveriam ter trago minha filha para casa quando tiveram a oportunidade! – ela arregalou os olhos escuros para mim.

—Não me olhe assim. – avisei – eu tenho certeza que vocês tiveram a oportunidade.

—Você não entende... – o telefone dela tocou. Fiz um sinal para que atendesse.

—Alice. – atendeu. Ficou com o olhar vago ouvindo. Toddy nos observava de canto, sentadinho com o olhar baixo. Sua expressão seria cônica em outra ocasião.

—Como assim sem rastros?! A esposa dele? Menos mal, mas ele é o que realmente nos interessa! Que merda! – ela desligou.

—Aro fugiu do país. – comentou com um sorriso irônico.

—Com a minha filha?! Como vocês permitiram isso?!

—Ele saiu com Victor segundo informações, em um jato particular. A esposa dele Didyme esta presa com os policias mexicanos.

Ela não entedia que nada nessa maldita operação me importava?

Meu olhar exasperado a atingiu.

—Sem sinais de Vanessa. Acreditam que ela fugiu com a filha de Aro.

—Jane? Jane está em casa Alice.

Ele me olhou como se decidisse algo.

—Heidi. –deu-me um nome.

—Ela está morta. – falei sem compreender.

—Essa é a historia oficial, mas ela está viva, tem sido mantida em cárcere privado durante todos esses anos.

Eu precisava de uma bebida. Dei as costas para ela, seguindo rápido para a cozinha. Abri a geladeira procurando a jarra de agua. Bebi um grande gole.

—Então ao que tudo indica Vanessa fugiu com Heidi, e está em algum lugar no México.

—Basicamente. – ela disse de vagar.

—O que podemos fazer?

—Jasper esta procurando por elas nesse exato momento, câmeras de segurança passagens, tudo, elas serão encontradas.

Ri sem humor.

—Agora eu realmente confio nisso. – olhei para pequena mulher a minha frente impecavelmente vestida de preto. – Já que Aro está fora de jogada e vocês irão usar Didyme para obter informações, claro que Vanessa pode ser encontrada agora, ela não põe a missão de vocês em risco.

—Edward...

—Apenas saia da minha casa, Alice. Sua falta de empatia me assusta.

Ela pareceu querer discutir, mas bufando pegou sua bolsa e se dirigiu para a porta. Parou com a mão no batente.

—Você sabe que Bella está em problemas por ter fugido com Black. – comentou.

—Até onde sei isso é sequestro, eu liguei para a policia local para dar queixa do desaparecimento dela, que completou quarenta oito horas há exatas três horas. Relatei que suspeitava dele, dado o tempo de namoro e sua clara obsessão por ela. – falei firme. Ela sorriu.

—Já tem um argumento para protegê-la no tribunal. – sussurrou.

—Acho sábio que ela não seja acusada de nada, já que é uma vitima nisso tudo. Não compre uma briga judicial comigo, Alice, você vai perder.

Ela deu de ombros.

—Isso não é comigo. Bella fugiu por livre e espontânea vontade com um criminoso e se for indiciada, terá que responder por isso.

—Vamos esperar que isso não aconteça. – falei groso. Alice não fazia ideia de que eu poderia ser implacável num caso, principalmente tratando-se da minha família.

Ela saiu batendo a porta.

Alice.

Logo que deixei o apartamento de Bella, com um Edward furioso para trás, me permiti recostar na parede do elevador. Fechei os olhos. Quem diria que minha família acabaria no meio de um caso meu? Peguei o celular, eu precisava de algo para me acalmar. Fiz uma vídeo chamada para minha mãe, ela atendeu no primeiro toque.

—Querida! Sua bebê está com a corda toda! Eu estava mostrando uns vídeos de bichinhos para ela no youtube e ela estava gargalhando!

Ri um pouco com o jeito bobo de minha mãe falar na presença da neta, tão diferente da mulher fria e ocupada que eu conheci a vida toda.

—Me mostre ela. – sussurrei. A carinha redonda da minha bebê encheu a tela do celular. Ela estava linda! Toda sorriso, bracinhos e perninhas se agitando.

—Olha a mamãe, diz oi mamãe! – minha mãe disse.

—Oi meu amor, mamãe já volta pra buscar você, ok? – falei. Por mais bobo que fosse dizer aquilo, as palavras em si não faziam sentido para Charlotte, ainda, mas ouvir minha voz mesmo que pelo celular sim, eu sabia disso.

—Está tudo bem com você? – minha mãe perguntou retornando a câmera para ela. Observadora como sempre, parte de seu treinamento militar.

—Trabalho. – foi tudo o que disse.

—Livre-se disso logo garota. E volte para sua menina. – foi tudo o que ela disse. Eu ri sem graça. Ela mesma nunca se preocupou em se livrar do trabalho para estar comigo. Talvez por isso queira tanto que eu ficasse com a minha.

—Vou fazer isso. – desliguei chegando ao térreo.

Liguei para Jasper.

—Essa linha é segura? – perguntei logo que ele antedeu.

—Sim. – respondeu desconfiado.

—Bella está com Black.

—Impossível. – ele respondeu de imediato.

—Jasper eu tenho certeza...

—Jacob pegou um jato particular para Rússia. Uma equipe tentou interceptar, mas foi tarde de mais. Não havia mulher nenhuma com eles.

—Tem certeza? E com Victor e Aro?

—Todos eles deixaram o país juntos, tenho fotos.

—Mas ela deixou Washington com ele Jasper. Onde está sua irmã? – sentei no banco do carro esfregando minha têmpora.

Ele ficou quieto.

—Vou ampliar as buscar por Vanessa e Heidi, e incluir Bella. – ele respondeu mecânico.

—Jas. – chamei sua atenção.

—Sim?

—É a sua irmã. – sussurrei.

—Eu sei.

Ficamos em silencio, até que ele o quebrou.

—Eu estou preocupado, ok? Mas de nada adiante ficar enervado, não vai fazer com que ela apareça.

—Eu sei, só... eu coloquei Bella nisso.

—Não pequena... Bella é assim, sempre foi, arisca tudo por quem ama, se joga de cabeça, isso nada tem haver com você. Ela vai aparecer e estará bem.

—Espero que tenha razão, ou nunca vou me perdoar por tê-la colocado frente a frente com Black de novo.

Bella.

Parei o carro. Não conseguia dirigir, tinha calafrios e soava. Eu devia estar com febre, e isso não era nada bom. A cólica tinha dobrado de intensidade, eu nunca sentira tamanha dor na minha vida, nem em nenhum ciclo menstrual, nunca fui dada a fortes cólicas e sentir aquilo agora... Eu sabia, meu bebê estava em perigo.

—Que merda você se meteu Bella. – eu precisava continuar dirigindo, mas minhas pernas já não obedeciam muito bem meus comandos devido a dor, eu não conseguia nem mesmo alcançar a embreagem do carro.

Com muito esforço depois de alguns minutos presa na dor e na noite do deserto, pus o carro em movimento de novo, dirigindo de vagar, esperando que pelo menos um farol de um outro veiculo aparecesse, rezando para que isso acontecesse.

Depois do que me pareceram horas, encontrei um posto de gasolina. Parei afoita no lugar, contudo a loja de conveniência estava fechada. Que merda! Continuei sentada no carro. Um telefone, eles deveriam ter um telefone publico por aqui!

Abri a porta, tirei o cinto. O vento frio da noite fez bem a minha pele que parecia em chamas.

Inclinada, com uma mão no ventre tentei andar para ver se encontrava algum telefone publico por ali. Foi quando vi o farol alto de um carro.

Finalmente.

—Socorro!- gritei acenando com a mão. O carro parou rente ao meu. Dois homens desceram, eram policias.

—Por favor, eu preciso de ajuda! – implorei. Eles me olharam espantados, não entendiam minha língua. Tentei explicar a situação o melhor possível em espanhol. Eles disseram que me levariam para o departamento de imigração que não era longe dali. Eu quis gritar e discutir que precisa de um médico, mas os homens eram irredutíveis e minha melhor chance de sobrevivência.

Deixei que me levam-se em sua viatura, eles percorrem o caminho que eu já havia feito, no sentido de voltar à fronteira. Assim só chegaríamos lá com o dia amanhecendo. Eu me encolhi no banco de trás, fazendo preses para que meu bebê ficasse bem.

—Isabella Swan é quem você diz ser. – a mulher no posto policial da fronteira me perguntou de novo.

—Isabella Marie Swan, vinte e nove anos, nascida em Forks Washington atualmente moro na em Washington DC, trabalho para o governo, sou do departamento de relações internacionais. – repeti cansada. A dor tinha diminuído. – eu preciso de um medico.

—Você está sem documento dentro do meu país Isabella, sabe o quão grave isso é? – ela fez uma expressão falsamente amável.

—Não mais grave que você no meu país sem documentos. Se me deixasse fazer pelo menos um telefonema...

Um alvoroço do lado de fora chamou nossa atenção.

—Fique aqui. – ela disse saindo.

Como se eu pudesse ir a algum lugar, pensei mal humorada. Inclinei-me para olhar pela janela de vidro o movimento do lado de fora. Um caminhão cheio de pessoas entrava no pátio. O dia estava amanhecendo, o sol tímido no horizonte. Pessoas pegas tentando atravessar eu tinha certeza. Policias americanos os acompanhavam. Eles sentaram as pessoas no pátio em fila indiana, o numero de crianças me alarmou.

Será que...

Não, não era possível.

Mesmo assim me vi avida procurando os cabelos castanho-avermelhados que eu conhecia tão bem, entre as crianças ali. Quando não a reconheci entre eles me senti frustrada.

—Aqui está ela. – a mulher voltou com um homem mais velho.

—Ela diz ser americana. – a mulher ironizou.

—Isabella, certo? – o homem se sentou a minha frente.

—Sim. – gruni.

—Rodando pela fronteira sem documentos e com um carro roubado nos Estados unidos. – ele leu uma ficha.

—Se procurar direito verá que esse mesmo carro passou ontem pela fronteira sem problema algum, quando um homem o dirigia. – falei amável. O homem suspirou aquilo o traria problemas.

—Tem alguém que a senhora poderia ligar? Um parente, amigo?

—Era tudo que eu estava pedindo a sua amiga. – resmunguei.

O homem se levantou.

—Vamos achar um telefone na cabine do outro lado do pátio.

Senti minha língua coçar para perguntar se ele mesmo não tinha um telefone para me emprestar, mas optei por ficar quieta.

O segui pela instalação até a saída, onde pude ver de perto as pessoas presas tentando atravessar ilegalmente a fronteira, me compadeci delas, que situações de vida fazem alguém querer deixar a própria terra em busca de algo diferente de tudo o que conheciam? A esperança de algo melhor talvez?

Desviei o olhar, focando no homem a minha frente, eu já estava agradecida por eles não terem me algemado.

Veio de longe. Poderia ser para qualquer mulher ali, mas eu me virei. Eu senti dentro de mim, a voz dela.

—Mãe! – o grito foi abafado. Eu parei. Olhei de novo para as pessoas no pátio.

Não era possível.

A única de pé, enquanto uma mulher a segurava pelo braço para que ela se sentasse de volta, ela soltou da mão em seu braço e correu em minha direção.

Eu ouvi um tiro. Eu fudidamente ouvi um tiro no momento em que Vanessa, as roupas molhadas e sujas de barro, correu em minha direção, os olhos banhados em lágrimas.

—Mãe! – ela gritou de novo. Sua corrida em minha direção despertou um pandemônio no pátio, as pessoas que antes estavam sentadas comportadas se levantaram em uma corrida desesperada para todos os lados. Mais tiros.

—Vamos! – o homem ao meu lado agarrou meu braço. Tentei me soltar dele. Vanessa corria em minha direção. Estava tão perto!

Eu lutei para que ele me soltasse.

—Vai morrer se ficar aqui! – gritou me soltando e correndo para a segurança.

Abri os braços para recebê-la.

Vanessa se chocou comigo com força tamanha que cai de joelhos a levanto junto em meus braços.

—Mãe. – ela repetia sem parar.

—Minha filha. – eu sussurrei em seus cabelos a abraçando tão forte quanto eu podia. Se fosse um sonho, eu mataria o homem que me acordasse!

—Mamãe... Bella... como você chegou... – ela falava entre golfadas de ar. O caos ao nosso redor continuava.

—Vamos. – um homem armado tocou meu ombro. Segurando Vanessa o segui para dentro.

—Heidi. – ela disse alarmada.

—Heidi está aqui? – perguntei.

—Sim lá fora! – ela disse em pânico.

—Isabella sua situação só fica mais complicada. – a mulher de antes voltou.

Eu estava farta dela.

—Eu sou uma cidadã americana e tenho meus direitos de merda! Exijo um telefonema!

—Veja bem querida, você não pode provar...

—Isabella. – o homem que me deixou no pátio voltou. Sussurrou algo para a mulher. Depois se voltou para mim, abracei Vanessa mais forte junto ao meu corpo.

—O FBI mandou sinal de busca para três pessoas. Isabella Marie Swan, Vanessa Santiago e Heidi Volturi. Seriam vocês?

—Sim. – respondi aliava.

—Desculpem-nos o transtorno, pode fazer seu telefonema agora, eu estou em contado com eles.

—Heidi! Heidi está lá fora. – Vanessa gritou.

—Calma querida. – eu segurei seu rosto em minhas mãos. Céus! Parecia que ela tinha envelhecido anos longe de mim! Seu rosto agora havia perdido completamente o arredondar infantil.

—Rápido, a ruiva. – o homem sinalizou para o guarda. Pelo visto, na correria Heidi havia entrado em choque, ficou no chão do pátio com as mãos protegendo a cabeça. Quando nos encontrou na sala, tinha os olhos arregalados e assustados.

—Heidi!- Vanessa correu para ela. Heidi a olhava em pânico. Nessie continuou aleia ao seu estado de choque. – Bella está aqui, ela nos achou! Vai ficar tudo bem agora!

Heidi tremia.

—Nessie, Heidi está em choque meu bem. Vem aqui. – a abracei junto a mim.

—Ela vai ficar bem? – ela me perguntou com seus lindos olhos verdes grudados em mim.

—Eu espero que sim meu amor. – seu corpinho tremia.

—Por que está molhada?- Perguntei. Ela sorriu.

—Nós entramos no rio para cruzar a fronteira. Mas nos pegaram bem antes de chegarmos do outro lado. Foi divertido, o pessoal da escola não vai acreditar.

Eu ri do seu bom humor. A trouxe para junto do meu peito.

—Você está bem, é isso que importa.

—Como você chegou aqui? – me perguntou.

—Longa historia. – sacudi a mão com pouca importância. Procurei uma cadeira para me sentar, não longe de Heidi, nem muito perto, ela estava em choque e isso me assustava. – podem conseguir cobertores para elas? – pedi aos guardas. Eles assentiram nos deixando sozinhas. Eu não tiraria meus braços Vanessa.

—Bella... Me desculpa por ter fugido de você naquele dia. Eu estava chateada, quis voltar, mas Aro não deixou! Me desculpa Bella.

—Isso não importa mais Nessie. Nos deveríamos ter conversado com você, antes que descobrisse tudo daquele jeito. E eu sinto muito por isso, eu deveria ter te contado.

—E eu não deveria ter fugido. – ela sussurrou. Beijei seu rosto.

—Está aqui comigo agora. Tudo ficará bem.

Senti uma fisgada no ventre. A dor voltando. Eu precisava de um médico, rápido.

Minha mão na barriga chamou a atenção de Vanessa.

—O bebê está bem? – sussurrou.

—Eu não sei. – sussurrei de volta meus olhos enchendo-se de lagrimas de medo.

Eles voltaram com cobertores para nos três, e me indicaram o telefone para que eu telefonasse.

Senti que deveria ligar para Alice, mas eu precisava ouvir a voz dele, e com o FBI já informado da minha localização, eu não ficaria surpresa se Alice aparecesse a qualquer momento por aquela porta.

Seu celular tocou três vezes, até sua voz rouca me atendeu.

—Alô?

—Edward. – suspirei em alivio.

—Bella? Onde você...

—Estou bem. – o interrompi. – estou com Vanessa!

—Onde?!

—Presa na fronteira. Do lado do México. Escuta, eu preciso de um medico, mas eles não estão preocupados com isso por aqui...

—Eu estou indo pra ai.

—Isso não é pratico Edward. – senti que queria voltar a chorar. Respirei fundo. – eu só queria ouvir sua voz.

—Porque precisa de um medico? Vanessa está bem?

—Sim, mas eu estou com cólicas fortes, que vem e vão...

—Já pediu um medico? Está sangrando?

—Já pedi, como eles estão ignorando acho que não tem nenhum aqui.

—Tem sangramento? – repetiu.

—Não. Um pouco. Eu não sei – sussurrei. Eu estava em pânico com isso, era pouco sangue, mas estava presente em minha calcinha, eu podia sentir. Ele ficou quieto.

— Fique sentada pelo menos. As coisas tem que resolver logo. Posso falar com o chefe dai?

—Ele não está aqui, acho que está tratando algo com o FBI.

A porta se abriu com um baque na parede. Heidi pulou em seu lugar assustada. Vanessa ao seu lado agora, tentou acalmá-la.

Jasper.

—Bella. – ele disse aliviado e me tomo nos braços. Deixei o telefone cair de minhas mãos aliava. Meu irmão estava aqui, tudo ficaria bem.

Notas finais
finalmente elas estão juntas!!!! o/ vejo vocês nos comentários, certo? bjs :*