Aprendendo a Amar
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 30
Washington D.C Março, 2016
Bella.
Você vai mesmo fazer isso? – Alice
A mensagem de Alice me irritou.
Claro, não volto atrás com minhas palavras. Estarei te esperando as oito em ponto aqui em frente de casa. – Respondi.
Eu estava com muita raiva da mãe da minha sobrinha.
—Amor sei que é difícil, mas realmente não podemos fazer nada. – Edward me encontrou na janela do quarto, olhando o movimento na rua, as tantas da noite. Dei um pequeno sorriso triste para ele.
—Vem pra cama. – me convidou.
Deixei o celular na mesinha apagando as mensagens que havia trocado com Alice e fui me aconchegar em seu calor. Ele abriu os braços para me receber, e apesar da noite fria e seu corpo parcialmente desnudo, tendo apenas uma bermuda larga, seu peitoral estava quente e gostoso.
—Você é sempre tão quente. – sussurrei feliz aconchegando minha bochecha em seu peito. Ele afagou meus cabelos com uma mão, a outra circulando minha cintura.
—E você sempre fria. – ele brincou puxando as cobertas para me cobrir.
—Sabe, quando decidi que queria ficar com Vanessa, não imaginei as coisas tomando esse rumo, não toda essa confusão, mas nós dois, juntos de novo, e acima de tudo, não me imaginava amando tanto ela, mesmo quando eu não sabia da nossa relação sanguínea.
—O amor acontece de formas estranhas. – ele ponderou. — Acho que esse amor que cresceu dentro de mim por Vanessa me faz melhor. Posso entender as pessoas melhor, acredita que me acham frio no tribunal? Principalmente quando lidamos com casos familiares, na firma de Nova York rolava uma fofoca que eu não tinha família, por isso era tão frio.
—Mas você tem umas das famílias mais amáveis do mundo.
—Eu sei! – ele riu e beijou minha testa.
—Apesar de tudo isso, eu estou feliz. Não trocaria isso por nada Edward, decidir trazer Vanessa a nossas vidas foi a melhor coisa.
—Sim. — ele concordou acariciando meu ventre pontudo.
—Tem certeza de que é uma menina? – sussurrei.
—Tenho, mas lembre-se podemos tentar um menino quantas vezes você quiser.
Eu não consegui dormir rápido embora estive muito cansada de todas as emoções do dia. Imaginar que dentro de algumas horas eu encontraria Jacob em uma penitenciaria deixava meu estomago cheio de nos e minha mente em um turbilhão de emoções.
Como eu não havia notado? Um cara tão misterioso, que apesar do tempo de namoro não fazia questão que eu conhecesse sua família!
Claro, parte disso também era meu grande desinteresse sobre a vida dele. A verdade é que nossa relação depois da conquista inicial ficou tão cômoda para mim, sem obrigações e cobrança, que qualquer coisa que fugisse disso eu não me importava, apenas evitava ao máximo.
Então parabéns para mim, graças ao meu comodismo com essa relação, meu irmão estava sendo espionado de perto pelos Russos.
Quando abri os olhos para o novo dia, parecia que eu havia apenas piscado, mas eu sabia racionalmente que havia adormecido em algum momento da madrugada. Edward já havia levantado, eu podia sentir o cheiro de café no ar.
Por favor, Edward, apenas saia para o trabalho e não me pergunte sobre o que farei hoje, não quero ter que mentir.
Fiquei um tempinho quieta na soleira da porta da cozinha, observando meu homem cozinhando. Não havia nada mais sexy que Edward Cullen de avental em minha cozinha. Claro, seu avental por cima do terno azul impecável.
—Talvez se tivermos mais filhos fosse melhor você cuidar do lar e eu trabalhar. – brinquei circulando sua cintura com meus braços.
—Não acredito que já acordou queria levar o café na cama para você.
—Tudo bem lindo, o cheiro está ótimo e eu prefiro comer na mesa.
—Como preferir. – ele beijou a ponta do meu nariz. – Falei com Jasper essa manha, ele está no Novo México.
—Você tem certeza que eles estão caçando Aro? – perguntei. Ele me olhou interrogativo. Suspirando falei o que me atormentava.
—Você não acha que se eles quisessem Aro realmente preso ele já não estaria?
—Ele fugiu Bella. – ele não estava entendendo.
—Eu sei Edward, mas me parece que estão dando uma vantagem de fuga a ele, entende? Como se quisessem seguir Aro primeiro, ver aonde ele pretende ir, o que ele busca no México, e só então prendê-lo.
Edward ficou quieto ponderando minhas palavras.
—Você pode estar certa. Mas ele está fazendo Vanessa de refém, eles não colocariam a vida dela em risco.
—A vida de uma criança no lugar de acabar uma cadeia de crime organizado? – sorri debochada. – Não acho que eles sejam tão nobres.
—Você confia em Jasper?
—Claro, por quê?
—Ele vai trazer Vanessa de volta, bem, mesmo que eles estejam cercando Aro ao invés de pegá-lo e acabar com ele. Ele não permitira que algo de ruim ocorresse a ela. – seu olhar era feroz tentando acreditar e ao mesmo tempo defender o amigo.
—Espero que tenha razão.
—Seu irmão jamais iria ferir você assim.
Não quis admitir, mas tinha minhas duvidas, se eu era para Jasper mais importante que seu trabalho. Afinal, sua esposa priorizava o trabalho, talvez ele tenha aprendido isso também.
—Eu tenho que ir, você vai ficar bem?
—Claro que vou.
—Rosalie deve passar aqui depois do Almoço, está de folga da oficina.
Merda.
—Ok, vou ligar para ela e firmamos o horário. Talvez eu faça um bolo para ela.
—Você tem que repousar. Não se esqueça dos remédios.
—Sim senhor capitão. – Brinquei batendo continência. Ele balançou a cabeça descrente e me puxou pela cintura para um beijo.
—Fé Bella, tenha fé que tudo vai dar certo.
Eu não pude responder, poderia acabar desabando todo o meu medo e eu não queria me descontrolar. O puxei para um beijo mais fundo, exigindo o domínio de sua boca com minha língua.
—Não podemos voltar para a cama? – resmunguei com nossos lábios colados.
—Não, eu gostaria. Não estou com cabeça para lidar com o problema dos outros.
—Boa sorte. – sussurrei me afastando para olhar seu rosto. Céus, como eu amo você!
—Não tem nada haver com sorte. – ele revirou os olhos, me deu outro selinho e saiu depois de acariciar a cabeça de Toddy.
Fiquei na janela da sala, onde eu podia ver o momento exato em que Edward deixaria garagem, e assim que seu carro preto virou a esquina, uma caminhonete preta parou na entrada do prédio. Meu celular tocou.
—Vamos. – Alice não esperou uma saudação para me dar ordens.
Respirei fundo controlando qualquer reação de ódio para com minha cunhada.
Você aceitou isso, Bella. Passei o mantra.
—Vou me arrumar. Cinco minutos. – respondi entre dentes. Ela bufou desligando.
Peguei a primeira calça jeans que encontrei, me apavorando quando tive dificuldades de fazer o zíper fechar, com algum esforço consegui, coloquei uma blusa mais soltinha, que não ficasse marcando minha barriga que estava sim dando sinais. Onze semanas apenas!
Alice ligou o carro no momento em que cruzei a porta.
—Bom dia. – cumprimentei entrando no veiculo. Eu me comportaria, quando tudo isso acabasse e o trabalho de Alice não fosse uma constante entre nós, ainda seriamos parentes, e ela não seria tão detestável.
—Bom dia Bella. – ela respondeu dando a partida.
—Noticias de Jasper? – perguntei tentando manter um clima ameno.
Ela me olhou de esguelha.
—São confidencias.
—Sei que ele está no Novo México.
—Então não precisa que eu responda.
Essa doeu.
—Sabe, trabalhar com relações internacionais para o governo Americano me fez ter acesso a varias pessoas e situações.
—Aonde quer chegar?
—Agora que estou analisando a situação mais friamente os fatos estão bastante claros para mim. Vocês estão deixando Aro fugir, com a minha filha, para que ele mostre a vocês o que busca no México, e só então vocês darão voz de prisão a ele.
Ela continuou focada na direção. Eu não precisava de confirmação.
—Você é mãe Alice, se fosse a sua filha nas mãos desse homem...
—Eu não poderia por em risco a missão de anos. – disse incisiva.
—Quando conheci seus pais os achei friamente amáveis, se é que essa expressão existe. Sinto muito, mas não te culpo, sua criação rígida a faz pensar assim, mas acredite em mim; se fosse Charlotte, você estaria armada até os dentes em uma caçada para resgatar sua menina.
Ela não me respondeu, de novo, contudo fiquei calma, eu estava com a razão ali.
Rodamos alguns quilômetros antes que eu voltasse a falar.
—Não estou muito certa sobre isso. Quero dizer... não sei se estou pronta para vê-lo.
Alice não desviou os olhos da estrada para me responder.
—Você estará completamente segura.
—Sei disso. É só que... É o Jacob? O cara que eu namorei por cinco fudidos anos? Como ele se parece?
—O mesmo cara que você namorou por cinco anos. Sei que deve ser difícil, mas quando ele falou de você parecia mais aberto a comunicação, acho que temos uma boa chance com você.
—Uma boa chance de que ele diga algo de útil?
Ela fechou a boca numa linha rígida.
—Sim, Bella, talvez até possa nos ajudar a achar Aro.
—Não tente me convencer de que vocês não sabem a localização exata desse crápula, porque vocês sabem! – me alterei um pouco.
Alice não me levou para o complexo penitenciário da cidade, como percebi logo que desci do carro.
—Onde estamos?
—Você não precisa dos detalhes. – me guiou através de uma porta fortemente guardada por homens armados de uniformes.
—Achei que ele estivesse preso. Pelo o governo. –sussurrei andando pelos corredores claros de mais ao lado dela. com seus saltos agulha, o barulho que fazia com suas passadas rápidas pelo piso, era um tanto enervante.
—Este lugar pertence ao governo, mas Black não é um prisioneiro comum por isso não está numa prisão comum e sim aqui.
—Caso vocês precisem se livrar da existência dele, não pode haver registros? – eu estava debochando admito, mas tinha medo de toda a situação. Alice se deteve em frente a uma grande porta de metal. Virou-se para mim.
—Ele está ali dentro, algemado. A parede de vidro ao sul é espelhada, existem vários agentes armados do outro lado, prontos para agir se ele significar algum perigo a você. Tudo o que ele disser a você e você a ele podemos ouvir.
—Não tenho nenhum segredo a contar a ele. – bufei dado um passo para a porta, Alice segurou meu braço.
—Sei que te dou motivos para acreditar que não gosto ou até não me importo com você, mas isso não é verdade. – seus olhos grandes e escuros me pareciam suplicantes. Aquilo me desarmou um pouco. – cuidado com o que dizer a ele. Não vá sair daqui encrencada com a policia, eles estão certos de que não precisam desconfiar de você, não os de motivos para pensar o oposto.
—Ok.
Ela tomou a frente a abriu a porta. Respirando fundo, adentrei na câmara fortemente iluminada por luzes florescentes. Havia uma cama num canto, uma mesa e uma cadeira no centro. Jacob estava na cama, as algemas tinham grandes correntes, que prendiam suas mãos e seus pés. Vestia um macacão branco. Os cabelos maiores desde a última vez em que o vi ha apenas dois meses chegavam quase às costas. Ele me olhava incrédulo.
—Eles não conhecem limites não é?- não parecia uma pergunta. Ouvir sua voz, rouca familiar tomou minha mente de duvidas. Como era possível ele ser um espião?
—Hey Bells. – cumprimentou-me. Respirei fundo e achei melhor aproveitar a cadeira disposta ali.
—Hey Jake. – sussurrei. Senti meus olhos quererem ardes. Malditos hormônios da gravidez, eu não tenho motivos para chorar.
—O que faz aqui? Não deveria ter concordado em aparecer. – seus olhos escuros me soldaram.
—Quando te contam que você namorou um espião por cinco anos, que só estava com você para obter informações do seu irmão e cunhada... bom, você fica curiosa para olhar na cara do individuo. – minha voz estava tingida de acidez. Cruzei os braços sobre o peito.
Sua expressão se suavizou.
—Bella... me desculpe.
—Por me enganar?
—Por ter metido você nisso. Eu nunca deveria ter deixado nosso relacionamento ir tão longe.
—Nosso relacionamento foi uma mentira Jacob!
—Não! Pode ter começado com uma mais eu queria você. Logo ficou claro pra mim, que eu queria você.
Ri sem humor algum.
—Que bom que acabou Jacob. Eu realmente não entendo onde estava com a cabeça quando deixei nosso relacionamento ir tão longe. Olhando pra você agora, era tão obvio que havia algo errado com você! Cinco anos aguentando seus pretextos quando você sumia! E sabe por que eu acreditava tão fácil em você? Por que eu não me importava o bastante.
Jacob abriu a boca para dizer algo, mas nenhum som saiu. Olhou para a parede sul, a que nos refletia e sorriu.
—Eles ficarão decepcionados. Disse que contaria algo útil se pudesse te ver, mas ao invés disso só quero me desculpar com você.
—Não precisa me contar nada. Conte a eles quando eu for embora. Tenho muitas coisas com que me preocupar, aproposito... também trabalha para Aro Volturi?
Ele pareceu surpreso com meu questionamento.
—Meu chefe, Victor, quer destruir Aro Volturi. – sussurrou com os olhos divertidos.
—Aro está com Vanessa. – falei. Meu coração apertando a pronunciar seu nome. Aquilo o deixou surpreso.
Senti a necessidade de explicar.
—Ele conseguiu a guarda dela, depois de requestá-la – eu não diria que ela fugiu de nós. – e agora fugiu com ela para algum lugar no Novo México.
—E o que você está fazendo aqui? Por que ainda não a recuperaram?
—Pergunte isso ao FBI. – cuspi olhando para o espelho. Jacob respirou fundo.
—Vanessa Santiago... – sussurrou o nome dela. Depois sorriu com malicia. –Como eu não pensei nisso antes.
—O que? Por que está sorrindo. – me levantei querendo ir para mais perto dele. Uma luz vermelha piscou e me detive.
—Não se aproxime de mim, se não eles entrarão.
—Me diga então! – gritei.
—Aro roubou de Victor um projeto tecnológico incrível, chamado projeto Freya.
—Projeto Freya. – repeti.
—Isso. Esse... chip, contem um programa que pode fazer coisas incríveis na rede sem deixar rastros ou suspeitas. Na época que ele roubou Victor o estava devendo um ou dois favores, assim, Ele o perdoou dizendo que poderia apenas devolvê-lo e tudo ficaria bem entre eles, porem alguém o roubou de Aro. O pai de Victor, o homem que me criou e fez de mim tudo o que sou hoje, era muito amigo de Aro, em respeito à memoria dele, Victor deu a Aro um prazo para recuperar e devolver o projeto Freya, mas o tempo está se esgotando.
—Onde Vanessa entra nisso? – sussurrei entre dentes.
—Santiago. Meu informante me falou que Eleazar Santiago havia roubado o projeto Freya. Talvez Vanessa saiba onde o pai o escondeu.
—Ela é apenas uma criança!
Ele olhou para o vidro de novo.
—Para eles ela é uma chave. Não terá sua filha de volta até eles terem o que quer. – Jacob sacudiu a cabeça como se a ideia o enjoasse. –Quem é mais cruel? A máfia ou a policia?
—Aonde ele a levou Jacob? Por favor, se eu signifiquei alguma coisa pra você, me conte ele levou minha filha! – eu estava desesperada. Ignorando a luz vermelha e a sirene que acionou me aproximei dele, segurando suas grandes mãos. Ele me olhou surpreso.
—Você significa tudo Bella. Eu amo você, pode não acreditar, pode ser do meu jeito torto, mas eu te amo.
—Então me diz! Onde ela pode estar? Como posso acha-la?
Tarde de mais. Eles entraram me afastando de Jacob.
—Seu tempo acabou rapaz. Nossa parte do acordo foi feita, faça a sua agora. – um homem, que reconheci como sendo o parceiro de Alice de campo tomou a frente.
—Vamos Bella. – Alice estava do meu lado em um momento.
—Não! Você não entende! Ele vai me dizer! – o aperto dela era forte em meu braço. Olhei desesperada para Jacob.
—Por favor! –o implorei. Ele sorriu pra mim.
—As flores lá são lindas nessa época do ano. Tão lindas quanto você. – disse.
Alice me tirou de lá.
—Não deveria ter chegado perto dele daquele jeito. É perigoso. – me repreendeu.
—Eu preciso de respostas Alice! Que merda! Por que vocês não trazem Vanessa de volta?!
—Ela estará aqui, em segurança logo, eu prometo. – seu olhar era penetrante no meu.
Fiquei quieta todo o caminho de volta.
—Quer que eu te faça companhia? Podemos almoçar em algum lugar? – ofereceu quando chegamos ao meu prédio.
—Não obrigado. Vou fazer algo rápido e Rosalie virá mais tarde. – tentei sair do carro.
—Bella espere. Não quero que fique com raiva de mim.
Respirei fundo fechando os olhos.
—Não estou com raiva de você Alice, só da situação em que estamos. Agora, eu preciso de um banho e comida, todo esse estresse não faz bem ao bebê.
—Se precisar de alguma coisa, me ligue.
Eu precisava da minha filha e ela não me ajudava. Balancei a cabeça concordando e sai.
—Não posso acreditar que não me mandou uma mensagem a manhã toda! :/
A mensagem de Edward me fez sorrir.
Desculpe, estava vendo uma serie e cai no sono. Ando com muito sono extra.
Sua resposta não demorou.
—Entendo amor, por isso não liguei imaginei que estivesse dormindo. Almoçou?
Estou indo agora.
—não esqueça as vitaminas. Antes das seis chegarei. Te amo.
Também te amo Cullen.
Ter Rosalie em casa com seus filhos foi a melhor coisa que poderia acontecer em meu dia. Ela era alegre e falante e seus filhos pediam a minha atenção o tempo todo, me mostrando joguinhos no celular, ou desenhos na TV.
—Fico feliz por você aturar meu cunhado. – comentei.
Ela riu.
—Emmett é maravilhoso, fora suas piadas inconvenientes. As crianças gostam dele, e ele as trata bem, para uma mãe solteira isso é o paraíso.
—E você? Ele sempre foi muito... mulherengo. –falei a verdade rindo. Ela me acompanhou.
—Eu conquistei meu espaço na oficina e no coração do Cullen. Ele me contratou achando que eu era um rostinho bonito num corpo gostoso que não sabia nada de mecânica. Provei ser melhor que qualquer marmajo que ele já havia contratado em poucos dias, e fui uma conquista bem difícil de se conseguir. Emmett é... especial. Ele tem um bom coração, e faz com que eu me sinta especial, uma mulher incrível.
—Você é uma mulher incrível Rosalie. – comentei. Ela sacudiu a mão com pouco caso.
—Não se menospreze você é incrível. – comentei de novo e ela cedeu. Pegou o regador em cima da pia e foi regar minhas poucas planas na área. Olhou para o parquinho que ficava logo abaixo da janela, onde mães levavam seus filhos para brincarem.
—É tão bonito ali! Vamos levar os meninos?
—Claro, seria bom para o Toddy passear um pouquinho. – parei ao seu lado na pequena varanda.
Tão lindas quanto você...
A frase falada por Jacob mais cedo me assaltou de novo. Na hora eu não havia entendido bem, estaria Nessie numa cidade com lindas flores? Entretanto, agora olhando as flores no parquinho, onde tantas vezes estive com Jacob fazendo exercícios, a recordação veio.
As flores lá são lidas nessa época do ano. Tão lindas quanto você.
Ele não se referia ao lugar onde Vanessa poderia estar, mas assim ao lugar em que já estivemos juntos. O que isso poderia significar?
Levamos as crianças e Toddy para brincarem no dito parquinho e Edward nós encontrou lá, junto de Emmett, e os dois fizeram o jantar.
Jacob estava tentado me mandar uma mensagem, mas qual? Acordei muitas vezes naquela noite, olhando pela janela da varanda o parquinho logo a baixo, era como se eu esperasse vê-lo ao qualquer momento ali.
Não fazia sentido, claro que não, ele estava preso, como poderia me encontrar ali?
Não Bella, ela não estava tentando te dizer isso, não faz sentido!
Contudo porque mais ele diria algo que me dizia todas às vezes em que estávamos lá?
Minha noite foi péssima, e meu dia foi salvo por que tive uma consulta com minha medica, Siobhan. Era uma loucura completa minha vida naquele momento, e eu não podia deixar de aproveitar esse momento de felicidade que era saber como estava o bebê que eu carregava em meu ventre.
—É bom vê-la Bella. – ela me cumprimentou quando Edward e eu sentamos na sua frente.
—igualmente. Vamos ouvir o coração dele hoje? – eu estava ansiosa para isso.
—Vamos sim, primeiro preciso que me responda algumas perguntas.
Passamos para a parte chata da consulta, ela queria saber das vitaminas, da minha alimentação, me pesou, mediu o abdome, aferiu minha pressão. Depois, finalmente pediu para que eu deitasse na maca. Seria a segunda vez que eu ouviria seu coração, mas eu estava mais tranquila agora, apesar de tudo, o gel gelado foi bem vindo. Quando seus batimentos encheram a sala senti meus olhos marejados. Edward apertou minha mão seus olhos presos ao monitor que mostrava imagens pouco distintas para mim.
—Olhem bem papais, esse é o bebê de vocês. – ela disse amável.
Eu não conseguia dizer nada, e Edward pelo visto também não, ele beijou minha testa.
Durou pouco, logo voltamos para a mesa e a Siobhan passou as informações.
—Entramos na decima terceira semana de gestação, seu bebê está com 7,4 cm da cabeça ao bumbum e com 23 gramas. –ela dizia tudo com um sorriso enquanto anotava no meu cartão de gestante.
—Ele está bem? – Edward perguntou.
—Mamãe e bebê estão bem, papai, apenas peço atenção à pressão da mamãe. – me olhou feio. – Está 140/80mmHg, alta.
—O que podemos fazer? – Edward parecia aflito.
—Estou passando um remédio para que você tome de doze em doze horas, e cortando o sal da sua alimentação. Nada de estresse, sei que estão passando por um momento difícil com a filha de vocês, mas é preciso manter o equilíbrio para o bem dessa gestação.
—Vou fazer o meu melhor. – prometi.
Saímos de lá um pouco mais leves, o bebê estava bem apesar de tudo.
Edward adormeceu rápido naquela noite, e acometida por uma força sobrenatural, andei pelo apartamento até a varando dos fundos, onde ficavam minhas plantas, para ver o parquinho escuro. Me sobressaltei um pouco ao notar uma figura na escuridão, em baixo de uma árvore, olhava diretamente para minha varanda. Levantou a mão e gesticulando diretamente para mim.
Sim, era Jacob. Como ele havia conseguido escapar eu não sabia, mas o por quê...
Com o coração aos pulos fui ao seu encontro, com o moleton que havia posto para dormir.
Que Edward não acorde.
—Como você... – tentei falar assim que estava próxima o bastante para ele me ouvir.
—É melhor você não saber.
—Há quanto tempo está aqui? Por que não me ligou?
—Seu telefone está grampeado Bella. Escuta, tenho que ir atrás de Aro, você vem?
Meu mundo havia parado.
Ir atrás de Aro?
Com Jacob?
—Não tenho muito tempo, estou me ariscando estando aqui ainda.
—Por que veio?
—Porque sua filha está com ele, e não acho certo o FBI está deixando isso acontecer só porque querem o Freya.
—E você vai pegar o Feya? – adivinhei. Ele deu aquele sorriu sacana.
—Vou. Mas não terei tempo de trazer Vanessa para você em segurança com os homens de preto no meu encalço. Mas se você estiver com ela, posso deixa-las me um lugar seguro para que voltem.
Meu coração batia tão forte que parecia reverberar em meus ouvidos.
Eu tinha uma decisão a tomar.
Não, a decisão estava tomada no momento que em entendi a frase solta na prisão.
—Preciso avisar ao Edward. – sussurrei.
—Não podemos. Não pode voltar lá e dizer algo, com toda certeza tem escutas na sua casa.
Não mesmo!
—Jake não posso sumir sem contar ao Edward!
—Compro um celular descartável no caminho e você o avisa. Vamos, agora ou nunca. – ele me deu as costas e caminhou para a escuridão. Baixei uma mão ao meu ventre e olhei o prédio.
Por favor Edward, me perdoe.
Pensei e segui o Black pela escuridão.
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