Aprendendo a Amar
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 26
Washington D.C, Março de 2016
Jane.
— E o tipo de flores? – O cerimonialista perguntou.
— Eu... Pode fazer como achar melhor. – Respondeu distraída.
— Mas, Jane! – Reclamou o homem do outro lado da linha.
— Você está fazendo o casamento mais incrível do mundo, sério! Eu confio em você, e para ser bem sincera, não tenho cabeça para nada disso agora. – Falou a loira sinceramente, suspirando no fim.
— É a sua madrinha, não é? – Questionou cautelosamente.
— Sim, ela está passando por muitos problemas, e nós somos melhores amigas, não posso me concentrar em nada que não seja ela no momento.
— Nem em seu próprio casamento?!
— Principalmente em meu próprio casamento. Faça o seu melhor querido, até mais. – Desligou rapidamente, sem dar chance para o homem replicar.
Jane respirou fundo. O casamento estava em boas mãos, não havia com que se preocupar. Por ela teria casado em Vegas, mas a família de Tyler não concordaria com isso, e iriam odiar a mulher que ele escolheu para o enlace matrimonial.
Jane respondeu a mensagem da mãe de Bella.
Como vai minha filha? – Renée.
Na mesma Renée. Não sai do quarto e se recusa a comer. – Jane.
Vou pedir uns dias aqui na escola, assim fico com ela... – Renée.
Quem bem isso fará? Fique ai, eu cuido das coisas aqui. – Jane.
Você é uma boa amiga para ela. Obrigado querida. – Renée.
Não há de que. Amo aquela cabeça oca. Bjs J— Jane.
Jane pegou a bandeja com o café da manhã que havia preparado para Bella e caminhou para o quarto da amiga. Dez dias. Bella havia voltado para casa após passar cinco dias internada no hospital. Ao todo eram quinze dias sem Vanessa, e apesar de ter recebido alta, a gravidez de Bella aspirava cuidados.
Cuidados...
Jane pensava com raiva. Nem mesmo se alimentar Bella fazia! Como essa gravidez iria progredir desse jeito?
O quarto estava escuro. Jane colocou a bandeja na cômoda e abriu as grandes cortinas blackaut para que o sol forte de meio dia entrasse no quarto escuro.
— Bella, acorde. – Começou. Bella tampou a cabeça, como uma criança mimada. – Você está acordada. Vamos, se levante e coma, ou vou ligar para o Edward. – Ameaçou a loira, sabendo que ela reagiria.
— Ele está no trabalho, não incomode ele. – Respondeu com a voz abafada pelo cobertor.
Bella só comia na frente de Edward.
— Vou ligar para ele e dizer que você não esta comendo. – Ameaçou novamente.
— Eu acabei de acordar! – Resmungou.
Jane puxou o cobertor, revelando que Bella estava completamente nua por baixo dele.
— Nem roupas usa mais. – Falou em tom de repreensão.
— Sempre durmo sem roupa, Jane. – Bella se sentou. Tinha profundas olheiras. Jane olhou para sua barriga, estava mais pontuda e redonda, contudo, bem pequena.
— Vamos, Bella, o bebê precisa se alimentar e adivinha só? – Arregalou os olhos em falsa surpresa – Ele depende única e exclusivamente de você pra isso. Coma e tome suas vitaminas. – Mandou.
— Você é uma chata Jane. – Bella reclamou, sem fitar a amiga nos olhos.
Aquilo foi a estopim para a loira.
Jane estava tentando, colocando a melhor amiga acima de todas as necessidades. Acima do noivo, acima do irmão que, misteriosamente, agora estava morando permanentemente na cidade, acima do próprio trabalho. Para ouvir dela que era chata.
— E você parece uma retardada! – Gritou de volta sem se conter. – Chega de alto-piedade, Bella! Vanessa está sendo usada por Aro, por isso não quer voltar para cá, ele tem essa amiga que é assistente social e conseguiu convencer ao juiz a deixa-la com ele, sim, ok, todos entendemos e sentimos muito, mas Edward e todos estão trabalhando para trazê-la de volta e quanto a você? – Olhou ferozmente para a amiga – Não sai da porra deste quarto que está fedendo a buceta mal lavada, não come direito, e não faz nada a não ser chorar! Graças a isso vai acabar matando o filho que está sendo dependente de você! Reaja! Faça alguma coisa porque eu não aguento mais isso! Ver você assim!
Quando finalmente acabou de despejar tudo que a estava incomodando, Jane ficou parada no meio do quarto, respirando pesado, esperando que finalmente Bella fosse concordar com ela, como em tantas outras vezes, e finalmente reagir e voltar a si.
Não foi assim dessa vez.
Bella ficou parada, olhando para a amiga, até que começou a chorar. Chorou de soluçar, como uma criança pequena e desamparada.
— Me perdoa, Bella. – Jane sussurrava sem parar, tentando tocar a amiga.
Bella parecia quebrada. Muito quebrada.
Quando finalmente o choro cessou um pouco, ela comeu o café da manhã todo e tomou as vitaminas. Chorou mais em silêncio. E dormiu por toda a tarde.
— Como está a Bella? – Tyler a perguntou no fim do dia quando ela o recebeu na porta.
Jane o abraçou, ter seus braços a sua volta era reconfortante.
— Eu não a reconheço, Tyler! Acho que é melhor ligar para a psicóloga dela, sei lá. – Sussurrou, sem saber de fato o que fazer – Nem sei se podemos fazer algo, o jeito que ela está, só chora, não come direito e tudo a faz chorar mais! É perigoso para ela e para o bebê.
— Vamos dar um jeito, ok? Edward está vindo para cá essa noite com Emmett e Rosalie...
— Não acho uma boa ideia. – Jane discordou, cortando-o antes que ele terminasse sua frase. Seguiu para a cozinha, começando a lavar a pouca louça na cozinha enquanto falava, gostava de ter as mãos ocupadas quando tratava assuntos sérios. – Bella está num claro caso de depressão. Ela não sabe como se sentir por Carmen ter gerado uma filha dela e de Edward, sente-se culpada por isso, e por Vanessa pensar que foi rejeitada por eles. Não sei se ter Emmett e Rosalie aqui seria uma boa.
— Eles são a família dela também. – Tyler a lembrou. – Você não tem que proteger Bella de tudo Jane.
— Você não entende! – Ela explodiu. – Eu a convenci a doar por dinheiro. A culpa é toda minha, porra! – Seus olhos vermelhos por fúria e angústia, misturavam-se em um só.
— Vocês precisam para de pensar nisso! Já se passaram dez anos! E se não fosse assim, essa situação, nunca saberíamos da existência dessa criança! Parem de se lamentar e se concentrem no presente! – Repreendeu a noiva.
Claro que Tyler tinha razão. Mas Bella não era a melhor amiga dele, e ele não a tinha levado a isso.
E se Bella estivesse perdendo sua sanidade?
Didyme, a mãe de Jane mesmo não era completamente sã. Vivia a poder de remédios, não saia do sitio da família e idolatrava o marido, Aro, como a um Deus.
O que Jane poderia fazer de fato para tirar Bella dessa situação?
No começo da noite, Edward chegou com o irmão e a cunhada. Ele estava alheio a real situação de Bella, e Jane teve medo de contar e tirar o sorriso de seu rosto.
— Bella não vai se juntar a nós? – Rosalie perguntou na sala, uma taça de vinho na mão.
— Vou vê-la. – Edward anunciou. Jane interceptou seu caminho.
— Ela esta dormindo, Edward. Nós... Saímos hoje, passando a tarde no shopping, sabe? Lojas de bebês. Ela chegou muito cansada e foi dormir. – Agradeceu aos céus por não gaguejar e estragar sua mentira.
— Por isso não respondeu minhas mensagens. – Ele disse como que para si mesmo. – Amanhã cedo digo a ela as novidades. – Concluiu.
— Quais? – Quis saber a loira.
Edward olhou em volta sorrindo para os presentes.
— Consegui uma audiência preliminar, onde Vanessa será ouvida. Tive acesso a seu depoimento e ela não cita em nenhum trecho que sofreu algum tipo de agressão por minha parte ou de Bella. Apenas diz que se sente “de fora” conosco. – Falou a última parte com uma careta se formando no rosto.
— E o que um depoimento na frente de juiz pode ajudar? – Rosalie questionou confusa.
— Consegui que outra assistente social fizesse perguntas a ela, junto de sua psicóloga. Sem pessoas do Aro envolvidas. – Falou satisfeito.
— Zafrina. – Falou Jane, lembrando-se da mulher que acompanhava Vanessa todas as quintas.
— Correto. Alice também irá apresentar as investigações contra Aro no tribunal. Somando tudo... – Deixou no ar, sorrindo.
— Teremos a pequena de volta. – Emmett concluiu, sorrindo de volta para o irmão.
No fim, Alice e Jasper se juntaram aos presentes naquela noite e eles pediram pizza. Jane teve medo de checar Bella no quarto, e Edward estava tão leve, tranquilo e confiante, conversando com os amigos que foi fácil para ela o convencer a não ir e deixá-la descansar.
As risadas talvez tenham sido altas demais, pois quando um pesado silêncio reinou, e todos olharam juntos para o corredor. Jane sentiu que perdia uma batida de seu coração.
Bella estava lá, vestindo uma calça legging, moletom da época da faculdade, das lideres de torcida, os cabelos úmidos soltos, indicando que tinha saído do banho. Estava com os pés descalços e a expressão cautelosa.
Por favor não tenha um surto. — A loira rezava sua prece, silenciosamente.
— Oi. – Bella sussurrou, olhando para todos os presentes na sala, antes de soltar um sorriso inseguro.
— Ei, amor. – Edward se apressou para seu lado a envolvendo nos braços. – Conseguiu descansar? Desculpe se te acordamos. – Beijou os cabelos dela, delicadamente.
— Não, tudo bem. Foi o cheiro de pizza que me acordou, na verdade. – Brincou apontando para as caixas abertas.
— Senta aqui, Belinha, tem o bastante para você. –Emmett a chamou. Ela passou pela amiga para se sentar ao lado dele, tendo Edward do outro. Elas trocaram um olhar significativo.
— Então, Bella, tomando todas as vitaminas? – Alice a perguntou.
— Sim, Jane me mantém em rédea curta. – Respondeu mordendo ansiosamente uma fatia de sua pizza, se dando conta de que estava de fato com fome.
— Já comprou algo para o bebê? – Rosalie sorriu.
Oh não.
— Na verdade não. – Jane tomou a frente. – Ficamos confusas hoje nas lojas, já que não sabemos o sexo ainda. – Mentiu olhando Bella forte.
A morena sorriu para Rosalie, entendendo o olhar da amiga.
— São tantas coisinhas, Rose... Eu queria levar tudo! Então não levei nada. – Fez uma careta. Edward a olhou em adoração tirando um pouco de cabelo de seu rosto e beijando sua bochecha.
Ela parecia bem.
Pálida, com olheiras, contudo conversou um pouco, comeu e perguntou a amiga onde estavam os compridos de cálcio que tinha de tomar antes das refeições.
— Jane, pode me ajudar a cortar um pedaço de bolo para as meninas levarem? – Bella chamou a certa altura.
— Também quero levar bolo para casa. – Emmett protestou.
— Com certeza tem o bastante para você. – Bella sorriu para ele. Jane levantou e a seguiu para a cozinha.
— Bella, sobre mais cedo... – Começou incerta.
— Não comece a se desculpar se é isso que está pensando em fazer. – Ela disse séria, uma mão na geladeira. Pegou o bolo de cenoura que eu havia feito pela manhã e colocou na bancada. Respirou fundo, colocou a mão no ventre e se virou completamente para a amiga. Parecia muito cansada.
— Você tem razão. Eu tenho sido uma pessoa horrível com tudo que está acontecendo. Nem mesmo um pouco útil. – Suspirou descontente.
—Você está fragilizada com a situação. Eu não deveria...
— Ter me dito as verdades? Jane, você é minha melhor amiga e me conhece melhor do que ninguém. Tem aberto mão de tudo para estar comigo e eu admiro isso, admiro mais ainda sua sinceridade em dizer que... estou sendo inútil. E isso acabou. Eu não sei o que Aro fez com Vanessa para ela querer ficar com ele, e com certeza é mais do que se revoltar por Edward e eu sermos seus pais biológicos. Agora consigo ver isso, e se eu ficar aqui chorando e precisando que me deem comida na boca, nada vai melhorar, apenas piorar. E não posso mais ser negligente com esse bebê. – Acariciou a barriga delicadamente.
— Você voltou. – Sussurrou a loira.
— Suas intervenções sempre funcionam. – Ela riu. – Agora... Vamos dividir esse bolo maravilhoso, e você irá para sua casa com Tyler. Não poso continuar te manipulando desse jeito. – Falou autoritária.
— Tem certeza? Não acho bom você ficar sozinha...
— Não vou. Vou permitir que Edward durma aqui. – Disse maliciosa. – Acha que isso vai atrasar um pedido de casamento? – Mordeu o lábio inferior.
— Não mais do que o previsto. Logo que as coisas acalmarem, ele irá pedir, só não pode deixar que ele se acostume a morar aqui. – Jane disse sabiamente.
— Sim, senhora. – Bella respondeu rindo, o que acabou levando a amiga a rir também. Feliz por ter a amiga de volta.
De volta a sala do apartamento Jane estava mais aliviada para interagir, Bella estava de volta, não bem, mas pelo menos não estava mais fora do ar como antes.
— Onde estão seus filhos, Rose? – Bella perguntou como se ideia só a tivesse ocorrido agora.
— Com minha mãe. É o fim de semana com a vovó. Só os terei de volta na segunda, depois da escolinha. – Ela sorria ao falar dos filhos.
— Eles são lindos, Rose. – Alice falou, sorrindo para ela.
— Sim, são. E uns pestinhas também. Você acredita que Harry pintou Petter com os tubinhos de tinta da escola? – Ela sacudiu a cabeça.
— Não consigo nem imaginar como é ter duas crianças pequenas em casa. – Alice fez cara de pavor.
— Eu estava pensando que podíamos começar a planejar outra. – Jasper comentou casualmente, tomando outra taça de vinho.
— Não mesmo, Swan. Pode tirando seu cavalinho da chuva, é só Charlotte mesmo. – Alice falou parecendo realmente apavorada com a ideia.
— Tem certeza Alice? Ela é tão nova ainda. – Edward comentou, abraçando Bella pelos ombros.
— Absoluta. Posso me deliciar tento muitos sobrinhos. – Ela respondeu sorrindo, olhando diretamente para os dois.
— Acho que quero ter uns cinco filhos. – Edward disse acariciando o braço Bella.
— Quem será a mãe de todas essas crianças? – Ela brincou nervosa. Jane entendia a amiga, eles nem tinham conversado sobre ter filhos, e então veio a bomba sobre serem os pais de Vanessa, depois a gravidez não planejada, e agora Edward brincava sobre ter mais. Pelo menos isso a fazia ver que a gravidez não era nenhum problema para ele.
Bella era assim, ajudava os amigos, se jogava no trabalho, se jogava em festas, mas quando o problema era com ela... Ficava perdida e não sabia o que fazer. Claro que ter Edward a frente ajudava e muito, mas ela não poderia ser dependente dele, não tanto assim. A amiga forte que Jane tinha deveria ser uma mulher forte na família em que estavam formando, e ela podia ver que com o incentivo certo ela seria. Bem diferente de Didyme, a mãe da loira, completamente manipulável e a mercê das vontades de seu pai, Aro.
Jane ficara um tanto apreensiva ao deixar Bella com Edward, com medo que fosse apenas uma fachada toda aquela calma controlada, e quando todos a deixassem com ele, ela desmoronasse.
— Eu vou ficar bem. – Bella sussurrou no ouvido da amiga, ao dar um abraço de despedida.
E Jane nada poderia fazer a não ser confiar nela.
Edward.
Quando nossos amigos foram embora, passei a observar Bella com mais atenção. A gravidez dava alguns sinais para as pessoas que a conheciam, os quadris ligeiramente mais largos, os seios pareciam mais empinados, cheios, o ventre mais arredondado.
Ela estava com as costas no braço do sofá os pés descansados em meu colo. Estava absorta no filme que passava na TV; era sobre um casal de amigos que se conheceram no dia da formatura da faculdade. Desde então, o filme narrava a vida deles naquele mesmo dia ao decorrer dos anos. Ela sorria olhando o casal, uma pequena covinha aparecendo no canto da boa. Umedecia os lábios. Deixava a risada escapar. Passei toda a hora do filme prestando atenção a ela.
Eu conhecia Bella desde que éramos crianças, passei junto com ela por todas as fases desajeitadas da infância a adolescência, vi a menina descoordenada se tornar líder de torcida, a vi ganhar curvas. Tive vergonha dos pensamentos obscenos que tive com ela dos quinze aos dezoito, afinal era irmã do meu melhor amigo, e a vi se tornar mulher. Uma mulher livre, destemida, determinada, festeira e agora ao olhar para ela, grávida de um filho meu e estando o oposto da mulher radiante que eu conhecia. E então, me senti impotente. Eu estava tentando fazer o que estava ao meu alcance para ter nossa filha de volta, mas como fazer Bella me acompanhar nisso, a tirar desse quarto escuro e triste em que ela havia se isolado?
Com um alarde, percebi que ela chorava.
— Bella?! O que foi? Sente dor? – Questionei aflito, aproximando-me mais dela para examinar qualquer parte de seu corpo.
Ela me olhou a expressão confusa, limpou as poucas lágrimas das bochechas.
— Foi só esse final… tão triste! Os hormônios me deixarem muito sensível. – Explicou e fiquei mais tranquilo. Encostei-me no sofá novamente, e acariciei suas pernas por cima da calca legging.
— Nós não tivemos muito tempo a sós. Desculpa minha ausência. – Falei baixinho.
Ela fechou os olhos e sacudiu a cabeça
— Edward, quando vai aprender a não tomar as culpas para si? Eu tenho sido ausente nesses dias, negligenciando você, Vanessa e até esse bebê. Se não fosse Jane... – Ela se interrompeu sacudindo a cabeça; tirou os pés de cima de mim e se inclinou de modo que seu rosto ficasse mais próximo do meu. Acariciou minha barba por fazer, respirando perto do meu rosto. Fechei os olhos apreciando seu toque, suas mãos suaves. — Eu que te devo desculpas, meu amor. Desculpas por você ter me escolhido para dividir tudo isso, essa coisa na qual caímos de paraquedas, e podíamos ter... Sei lá, continuado com nossas vidas e apenas ter introduzido uma criança de forma que não alterasse tanto, mas você entrou nessa comigo, de cabeça, voltamos a namorar mais sério do que antes, e eu te deixei sozinho no primeiro problema que surgiu. Mas agora estou pronta para ser a mulher que essa família precisa. – Seu tom de voz trazia a força que ela queria me passar. Sua decisão de entrar comigo nessa.
Puxei sua mão para meus lábios beijando seus dedos.
— Você já é a mulher que essa família precisa. – Esclareci, olhando amorosamente dentro de seus olhos.
— Não sou. – Foi incisiva em sua resposta, fechando os olhos em seguida.
Aquilo... sua dor me fez querer discordar dela com veemência, contudo, senti que ela precisa disso, desabafar seus medos e sua culpa.
— Eu me fechei quando você mais precisou de mim nesses dias, mas isso nunca mais ira acontecer. Eu vou estar ao seu lado sempre do jeito que prometi. – Falou com a voz embargada pelo choro.
A puxei para meus braços, minha garganta travando também. Beijei seus cabelos.
— Lembra-se da nossa primeira vez? Eu queria aquilo. Muito. Você era meu sonho adolescente, Bella – Fiquei feliz por ter sua cabeça em meu peito e ela não poder ver meus olhos, que naquele momento, estavam marejados com a lembrança da nossa noite de formatura.
— Ah, meu Deus! Você é apaixonado por mim! – Ela tinha gritado e escancarado à boca. Senti meu rosto esquentar na mesma hora, como imaginei, Bella iria rir de mim se soubesse que gosto dela. De algum forma consegui manter a calma ao responder que ela era convencida de mais.
Convencida e coberta de razão.
E daí que as meninas do colégio pareciam querer um pedaço meu depois que eu cortei o cabelo? A que eu queria uma chance era proibida para mim e com toda certeza me achava idiota.
— Eu cheguei a pensar que você tinha uma paixão secreta por mim, mas você... – Ela se interrompeu.
— Por favor, Bella, vamos ser sinceros de verdade. Você sabe agora que eu sempre gostei de você. – Falei em tom de obviedade.
Ela brincou com o cós da minha calça ao responder. Apesar do momento de serenidade, meu amigão começou a dar sinais de vida.
Isso não é hora, cara.
— Depois que a gente transou, você me evitou. Me convenci que foi só casual, exatamente do jeito que deixamos claros um para o outro. – Ela sussurrou.
Não consegui conter a risada sarcástica que escapou de mim.
— Esse é o nosso problema, meu amor. Eu sempre acho que sei o que você está pensando e você faz o mesmo e estamos sempre errados. – Suspirei em seus cabelos.
Ela acariciou meu pênis por cima da calça, me surpreendendo.
— Meu corpo sempre sebe o que o seu quer. – Falou mansamente. Detive sua mão antes que ela começasse algo, precisamos deixar as coisas claras antes de qualquer coisa.
— Você gostava de mim? – Levantei seu queixo delicadamente com uma mão, obrigando-a a me olhar. Seus olhos chocolates ficaram ternos.
— Eu sempre gostei de você. Só que... Você parecia tão em outro mundo, longe de mim. Foi fácil chegar na faculdade e agir como se nada tivesse acontecido entre nós porque...
— Era exatamente isso o que eu fazia. – Completei. Arrumei-a no sofá, de modo que ficássemos frente a frente. – Vamos fazer um acordo. – Falei seriamente.
— Você vai redigir? Por que vou precisar que meu advogado leia os termos antes que eu assine qualquer coisa. –Ela brincou.
— Vamos pular a papelada. – Sorri entrando na sua brincadeira. Peguei seu dedo mindinho com o meu os entrelaçados.
Vi surpresa cruzar seu rosto e depois o sorriso que eu tanto amo cruzar sua face.
— Nunca mais vamos tentar adivinhar como o outro se sente; vamos perguntar. E seremos completamente sinceros um com o outro, porque, mulher... Eu te amo e quero ficar com você para sempre. – Falei olhando-a ternamente.
Ela mordeu o lábio com minha declaração. Assentiu.
— Eu, Isabella Swan, prometo solenemente te perguntar, Edward Cullen, como se sente, sem tirar conclusões precipitadas. – Prometeu seriamente, para sorrir em seguida.
Firmamos nossas mãos. Depois rimos, parecia que um peso havia saído de mim. Tomei-a em meus braços de novo, respirando mais aliviado por tê-la tão perto.
— Você sabe que isso foi perfeito para um voto de casamento, não é? – Provoquei-a, tirando uma mexa de cabelo do seu rosto.
— Leve isso então como um ensaio, Cullen. – Revidou.
Apesar da brincadeira, eu sabia que aquilo era importante para ela: casar. E Bella, logo que for possível, eu colocarei um anel em seu anelar esquerdo.
Acredite em mim.
— Amanhã é sábado, o que quer fazer? – Perguntei. Desde que voltará do hospital ela não saia de casa. Claro que havia a ordem médica de repouso, contudo, um passeio pequeno não poderia fazer mal. Na verdade, acho que só poderia fazer bem.
Foi um alívio ver sua expressão se iluminar em expectativa.
— Podemos fazer um piquenique no parque, e levar o Toddy. Tadinho, desde que Vanessa... – ela se interrompeu fechando os olhos, engoliu em seco para continuar – Vanessa foi ficar com aquele crápula, ele não sai do apartamento. Não para passear de verdade, de carro com a cabeça pra fora da janela como ele gosta. E podemos ir ao cinema a noite o que acha? Não me lembro da última vez em que fui. – Ficou pensativa.
— Nunca fomos juntos. – Arregalei em falso alarde. Ela jogou uma almofada em mim.
— Culpa sua, nunca me convidou. – Resmungou.
— Amor, você sempre queria sair para comer, e comer no cinema... – Fiz uma careta.
— Nós sempre preferimos ver filmes em casa, comendo tudo pela frente. – Ela concordou. Passou uma mão pelo ventre olhando o corpo na frente do espelho, vestia uma cueca minhas, umas das poucas que estavam no quarto dela, e uma regata, aparentemente o frio que sentira outrora havia sumido.
As mudanças eram poucas ainda em seu corpo, mas ela estava muito sensual. E Jasper havia me dito algo, meses atrás quando Alice estava estivera grávida, que na época eu não havia entendido, mas agora, estando no mesmo lugar que ele eu entendia.
“Tem algo ainda mais sexy nela, cara. Quando a olho e penso que está carregando meu filho.” Sim, Jasper. Tem algo ainda mais sexy em Bella.
— Devemos comprar algo para o bebê. – Falei e como não podia mais apenas a observar a distância, andei os poucos passos da cama até o espelho e a abracei por traz, descansando minhas mãos em seu ventre, sentindo suas costas relaxarem contra meu peito. A balancei de um lado para o outro beijando seu pescoço, seu cheiro levemente doce despertava as melhores sensações: da luxúria a calmaria.
— Sente se pronto para isso? – Ela perguntou, me fitando pelo reflexo do espelho.
— Comprar roupas? – Perguntei confuso.
— Para ser pai. – Ela levantou uma mão para trás e bateu em minha testa de leve. A virei de ventre para mim tomando seu rosto em minhas mãos.
Tão linda...
— De um bebê que vai nos acordar durante a noite, me fazer trocar fraudas e vai ter seus seios só para ele? Não mesmo, amor! Mas quer saber? Eu estou ansioso. Eu me sinto pai de Nessie, Bella. Não só por ela ser uma parte mim, mas por eu ter me apaixonado por ela logo que a vi e soube que faria tudo para que ela fosse feliz. Esse bebezinho... – abaixei o tom de voz, espalmei a mão em seu ventre durinho. – Meu filho. Já é amado e querido e eu vou ser o pai mais dedicado que você já ouviu falar.
— Mais que o seu? – Ela tinha os olhos brilhantes, enquanto me observava.
— O objetivo é que os filhos superem seus pais, não é verdade? – Sorri em sua direção.
— Obrigado, Edward. – Sussurrou ficando nas pontas dos pés para me beijar. Ter seus lábios com os meus era incrível. Nenhum beijo se comparava ao de Bella, os lábios macios e carnudos.
Mordisquei seu lábio inferior, pedindo passagem para minha língua tocar a sua, nossas línguas em uma dança sensual e antiga, tão antiga quanto o tempo. Trouxe seu corpo mais próximo ao meu, suas mãos indo de imediato para meus cabelos, apertando-os como ela amava fazer. A argui do chão, sentando-a na cômoda, ela abriu as pernas para que eu me acomodasse entre elas, minhas mãos apertando suas coxas levemente.
O beijo se tornou mais faminto, e quando ela o interrompeu buscando ar, desci minha boca pelo seu pescoço e seu ombro. Com uma mão, desci a alça da sua regata libertando seus seios fartos. “Oi meninas” pensei dando pequenos beijos ali. Sim, minha Bella estava cada vez mais deliciosa. Ela jogou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro.
— Cama? – Perguntei. Ela mordeu o lábio e assentiu freneticamente.
Com ela nos braços, fui para a cama deitando-a ali e fiquei olhando, observando a mulher maravilhosa que eu tenho.
— Vem, Edward. – Chamou meu nome num choramingo.
— Você é perfeita, Bella. Linda e me deixa louco. Sabe disso não sabe? – Meu olhar penetrava o seu.
— É sempre bom ouvir. – Sorriu safada.
— Isabella Swan, você – subi na cama, beijei suas coxas e comecei a subir beijos, fazendo-a se contorcer – é a mulher mais perfeita desse mundo. E de qualquer outro que existir.
Conforme subi meus lábios passeavam pelo seu corpo, ela se contorceu ainda mais. Fiquei com meu corpo por cima do seu, a olhando nos olhos. Quantas coisas eu queria dizer!
Eu te amo.
Obrigado por estar aqui.
Obrigado por me permitir estar aqui.
Obrigado por ser a mãe dos meus filhos.
Por favor, não me deixe. Eu não sobreviveria sem você.
— Eu sei, Edward. Eu também. – Talvez ela leia mentes. Ou talvez eu a amasse tanto que deixava transparecer em meu olhar cada vez que a fitava.
Tomou meu rosto em suas mãos e me puxou para um beijo forte. Ela estava completamente no controle, ditando o ritmo. Contudo, eu queria amá-la hoje, adora-la. Me afastei um pouco, quebrando nosso contado, removi a cueca box do seu corpo devagar, vendo seu rosto corar. Mesmo depois de tanto tempo, Bella conseguia ficar envergonhada com isso. Beijei seu quadril, me aproximando de sua virilha.
— Ai, não. – Reclamou começando a rir. Passei a língua ali e mordisquei.
— Assim você quebra qualquer clima! – Ela riu mais.
— Shhh... deixa eu amar você, amor. – Sussurrei com os lábios encostados em sua bucetinha, passei a língua em toda sua extensão. Com os dedos, abri seus lábios procurando seu pequeno botão. Endureci a língua para começar minha diversão. Sua perna se contraiu e seu tronco arqueou em minha direção.
— Hmmmm – Gemeu.
Meu lugar favorito no mundo. Fiquei ali, a provocando com a língua, sentindo seu corpo se mover. Com uma mão ela guiava minha cabeça, se eu descesse a boca ela relaxava e logo me puxava de volta para o mesmo ponto, e com a outra mão, apertava o travesseiro.
— Mais... – Pediu e aumentei a pressão da minha língua ali. Ela tentou fechar as pernas, diminui minhas lambidas, subi pelo seu corpo e me posicionei em seu meio.
— Você é uma delícia. – Sussurrei em seu ouvido, mordiscando sua orelha. – Quer sentir seu gosto, quer?
— Não. – Sussurrou com os olhos fechados, porém sorrindo safada.
— Claro que você quer. – Sussurrei de novo, beijando seu pescoço, ela agarrou meus cabelos com força, levando minha boca de encontro. Nos virei de modo que ela ficasse por cima, posicionei meu pau em seu cento pulsante. Gemi com o contado.
Porra ela estava quente!
— Rebola gostoso para mim, meu amor. – Sua timidez se esvaiu, e a mulher que gostava de controle na cama assumiu. Ela rebolou encaixando nossos corpos, gememos juntos. Ela estava me apertando todo. Segurei em sua cintura, e se apoiando em meu peito ela começou os movimentos, rápidos demais.
— Não, amor... devagar. – Adverti.
— Vai gozar rápido? – Perguntou sem deixar de se movimentar.
— Não quero machucar você. – Respondi segurando sua cintura para refrear um pouco seus movimentos.
— O bebê está seguro, Edward. – Ela se inclinou para sussurrar em meu ouvido. – O sexo não está vetado.
Ela rebolou gostoso. Tomei sua bunda em minhas mãos com força aumentando nosso contado.
— Isso! – Arfou em contentamento.
— Foda-se. – Com ela ainda em cima de mim, me empurrei mais dentro dela, ela mordeu meu ombro contendo o gemido.
— Geme. Geme gostoso que eu quero ouvir.
— Forte, Edward. Por favor, vem. – Uma vozinha de precaução me manteve no controle, a apertei forte, contudo, minhas estocadas foram leves.
Rebolando, Bella aumentava nosso contado fazendo com que eu chegasse na beira do precipício.
— Goza, amor. Goza dentro de mim. – Ela sussurrou rebolando gostoso, estoquei mais forte.
— Assim! Vem, Edward! Comigo. – Senti o momento exato em que seu corpo relaxou. Estoquei de leve mais um pouco, e a segui. Seu corpo continuou em cima do meu, passei a cariciar suas costas.
— Por que estou com a sensação de que isso foi errado? – Questionei, a observando. Ela levantou o queixo para me responder.
— Na verdade, eu não deveria fazer isso. Mas foi tão tranquilo! – Falou sorrindo, com a maior cara de pau.
— Bella! – Reclamei
— Ah, não fica bravo, amor. – E como eu poderia?
A abracei mais forte.
— Não esconda nada de mim. Sente alguma dor? Desconforto? – Perguntei preocupado.
— Não, doutor Cullen. Estou maravilhosa. – Sorriu docemente para mim.
— Então amanhã vamos passear com Toddy, ir ao cinema e comprar algumas roupas para o bebê?
— O plano perfeito. – ela confirmou. – Não vejo a hora de ter Vanessa de volta, será que ela vai gostar do bebê?
— Claro que vai, Bella. – Confirmei porque tinha certeza. Nessie só estava chateado conosco por ter escondido aquilo dela, coisa que nem os pais fizeram. Eles sempre a mantiveram ciente de que não era filha biológica deles. Mentiras não fazia parte da criação de Vanessa e não passaria a fazer agora.
— Ela será a melhor irmã mais velha. – Sussurrei beijando a testa de Bella.
Eu tinha certeza disso.
Jane p.d.v
— Você está quieta. – Tyler observou no caminho para, agora nosso, apartamento.
— Preocupada com Bella. – Confessei. Ele pegou minha mão sobre o banco a levando aos lábios e depositando um beijo.
— Ela está com Edward. Vai ficar bem. – Prometeu.
Apenas sorri assentindo, eu não queria dizer a ele tudo que passei com ela nos últimos dias, afinal Bella era minha melhor amiga, e haviam coisas que deveriam ficar apenas entre nós.
Pela manhã, muito, muito cedo, meu celular tocou. Atendi rápido, com medo de acordar Tyler.
— Alô? – Sussurrei sem saber quem era.
— Jane? – Era Alec.
— Que merda, Alec. São que horas? – Perguntei brava.
— Cinco e meia. – Respondeu de imediato.
— Algum incêndio? – Reclamei aos sussurros no corredor.
— Ainda não. – Debochou. – Tem como me encontrar na estrada do sítio?
— Que sitio? – Perguntei confusa.
— O nosso! – Respondeu como se fosse óbvio.
— De Aro? – Estava escuro ainda lá fora.
— Sim. Você tem que sair dai agora, e sem o Tyler. Consegue? – Pediu.
— Posso pegar o carro dele...
— Não o conte que está saindo! – Falou aflito.
— Está me sequestrando? – Tateei pela sala buscando as roupas que estava vestindo na noite passada.
— Jane, apenas venha me encontrar e não conte a ninguém. É algo muito serio que só diz respeito a nós dois.
Fiquei quieta pensando. Eu teria que inventar uma mentira para Tyler. Eu não gostava disso.
Contudo, Alec não era dado a inventar historias nem fingir emergências.
— Estou a caminho. – desliguei o celular. Voltei a passos suaves ao quarto. Tyler continuava na mesma posição em que eu o havia deixado.
— Volto logo, amor. – Sussurrei fechando a porta. Peguei a chave do carro dele, saindo em seguida.
Dirigi pela cidade que acordava para um sábado de trabalho, estudo ou diversão, com o coração aos saltos.
Havia anos que não pisava no sítio do meu pai. Desde a morte da minha irmã, para ser mais exata. Lá vivi os melhores momentos com ela e com Alec, eu não podia suportar as lembranças.
Senti um frio na barriga quando cheguei a pequena estrada que levava até a grande casa. O carro de Alec estava a quilômetros antes da entrada.
Estacionei de qualquer jeito perto do carro dele.
— Achei que estivesse me esperando na casa. – Fui direto ao ponto quando me aproximei.
— Você precisa manter a calma absoluta. O que vai ver aqui, vai deixa-la louca. – Os olhos azuis, idênticos aos meus eram sérios.
— Se ficarei louca as vésperas do meu casamento, talvez você não devesse me mostrar. – Cruzei os braços sob os seios. Ele me segurou pelos ombros, olhando-me diretamente dos olhos.
— Eu estarei aqui por você, apenas se mantenha calma. Vamos observar a casa de longe. Já passa das seis da manhã, ela já deve estar no jardim. – Afastou-se, seguindo um caminho.
— Vamos observar Vanessa? – Perguntei o seguindo pela mata que circulava o terreno.
— É provável que ela também apareça com ela. – Respondeu distraído, olhando o sítio.
— Vamos espionar nossos pais, Alec? – O segui, tirando as folhas do meu caminho. Alec não me respondeu. Reclamei muito da subida íngreme a qual ele me levou, tropecei um pouco apesar dele segurar minha mão.
— Falta muito? Não vim com os sapatos certos para uma caminhada. – E por favor, que Tyler só acorde depois das dez.
— Aqui. – Ele me puxou para um espaço aberto. Da ponta, podíamos ver o jardim dos fundos da propriedade.
— Continua lindo. – Sussurrei com os olhos marejados. Lembrava de correr por aquela grama, tendo Alec atrás de mim, ameaçando me jogar uma barata. Heidi lendo algum livro de administração e pedindo para que parássemos, porém ria.
— Olhe, lá está ela. – Ele apontou. Olhei o lugar onde ele indicava os bancos do jardim. Havia uma mulher de longos cabelos pretos de costas para nós.
— Não é mamãe. – Constatei, a analisando.
— Não mesmo. – Concordou sombriamente.
— Viemos ver essa mulher? – Alec estava me assustando.
— Apenas aguarde e verá. – Foi sucinto.
Ficamos lá por volta de meia hora, vi quando Vanessa cruzou o jardim com roupas de frio bem pesadas, por causa da manhã fria, e se sentou ao lado da mulher. Ela olhou para Vanessa, eu podia ver seu perfil agora, e sorriu. Começou a trançar seus cabelos.
— É a baba de Vanessa? É bom que ela tenha alguém para cuidar dela aqui. – Falei ainda incerta do porquê estar aqui.
— Espere mais um pouco. – Alec sussurrou. Vanessa se levou de repente, quando a mulher terminou de trançar seus cabelos, e puxou a mulher para que se levantasse também. Girou numa ciranda com a mulher que riu feliz. Quando seu rosto ficou completamente focado para minha direção, eu arfei.
Não era possível.
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