Aprendendo a Amar

41 Bônus: O primeiro Natal


Notas iniciais
oi minhas queridas! voltei com o primeiro Bonus, que é revisado pela Amesdlyn (uma linda!) boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Bônus: O primeiro Natal de Grace!

Bella's PDV

Voltar à Forks para passar o Natal foi mágico. A neve havia se alojado em cada superfície disposta na cidade; a casa da minha mãe estava cheia como nunca, e a ceia era a maior que eu já tinha visto, por isso ficou combinado que seria na casa dos pais de Edward, por terem uma sala de jantar maior.

Rosalie e Emmett vieram com seus filhos, Alice e Jasper com minha sobrinha, e Edward e eu resolvemos chamar Marcus, afinal ele amava Vanessa e esse serio o primeiro natal dele sem seu grande amigo Eleazar, com quem -Vanessa havia me contado- ele passava todos os natais desde que ela se entendia por gente.

Assim depois de muitos ‘’fico honrado, mas não quero atrapalhar’’, ele aceitou e logo que o apresentei a minha mãe, uma conversa leve surgiu entre os dois. Eu vi Marcus sorrir como nunca. Renée passava a mão no cabelo com frequência ao falar com ele, e para minha surpresa, a vi corar.

—Acho que algo sairá dali. – Rosalie comentou com Grace nos braços, indicando Marcus e minha mãe, que conversavam despreocupadamente, próximos a árvore de natal dos Cullen.

—Estou com você nessa. – Respondi. Minha filha estava dormindo de novo, havia mamado há pouco e eu apostava que acordaria dali, pelo menos, duas horas. – Pode colocá-la no bebê conforto, Rose.

—Já vou colocar. É que é tão gostoso ter um bebê nos braços! Me lembra Harry há uns anos, ele cresceu rápido. – Eu ri para sua expressão decepcionada.

—Então porque não fabrica outro? – Pisquei para ela. – Aposto que Emmett iria adorar passar por todas essas fases com você.

Ela olhou para Emmett que conversava com o pai e Edward, próximos ao balcão da cozinha.

—Não sei se ele quer esse tipo de compromisso.

—Acredite em mim, o conheço durante toda a minha vida: ele quer. Na dúvida, converse com ele. Vou ajudar Esme na cozinha.

Esme falava das minhas amigas de infância enquanto a ajudava a pôr a mesa, me divertia com seu relato de Jéssica.

—E ela e Mike já se separam três vezes nesses anos, essa é a volta de número quatro e ela está gravida do quarto filho.

—Nossa, por que eles são assim? – Questionei sem realmente querer uma resposta.

—Um relacionamento começado com muitos erros querida, muitas traições por parte dos dois. Não que eu esteja reparando, mas a mãe de Jessica sempre foi a maior fofoqueira da cidade, e agora como a filha dela é o grande assunto ela não participa mais das fofocas. – Esme riu e eu a acompanhei.

—Estou feliz por você ter convidado Marcus. – Ela comentou de repente.

—Ele é um homem solitário. Me agrada vê-lo conversar com a minha mãe, por mais que eu tenha certeza de nunca a ter visto flertar e. É muito estranho. – Fiz uma careta e Esme riu.

Contrariando minhas previsões, Grace acordou em menos de duas horas, quando estávamos comendo a ceia e Edward terminou seu prato com ela em um braço. Ele fazia parecer muito natural comer assim.

Os filhos de Rosalie estavam se comportando de maneira exemplar na mesa, o que me fez tecer elogios a eles, qual eles me responderam com um obrigado de boca cheia. Vanessa manipulou a atenção da mesa contando à todos como tinha ganhado uma medalha na natação, mas não queria ser uma atleta olímpica.

—Prefiro o mundo dos negócios. – Ela dissera e então se pôs a narrar os seus planos de negócios. De fato, ela havia organizado uma feira de adoção para cães e gatos, todos vira-latas, e todos foram adotados. Eu só podia justificar com a excelente estratégia de marketing que ela traçara.

—Seu pai vem amanhã? – Edward me questionou quando estávamos na sala, em uma conversa leve.

—Esqueci de te falar, ele nos convidou para almoçar com ele e Sue em La Push.

—Isso parece ótimo, faz anos que não vou lá.

—Aproveitamos e mostramos a Vanessa um pouquinho do que fazíamos na infância. – Deitei a cabeça em seu ombro. Grace estava muito esperta agora, Petter falava com ela que estava no colo de Emmett e ela abriu um sorriso para ele. Charlotte com seus recém completos um ano andava em nossa volta com os olhos atentos do meu irmão sobre ela a cada quedinha, que ela olhava para nós, que a incentivávamos a levantar e não íamos ajuda-la para que ela não chorasse. Então ela ria, se levantava e voltava a andar pela sala.

—Pular nas piscinas naturais? Péssima época do ano. – Ele tremeu fingindo frio.

—Podemos contar as lendas Quileutes, sobre o grande o lobo e os vampiros que viveram aqui muitos anos atrás.

—Vampiros? – A palavra atraiu a atenção de Vanessa.

—Sim, essa cidade tinha uma família de vampiros, mas eles só bebiam sangue de animais. – Edward explicou.

—E como eles eram? Vocês os conheceram?

—Não, foi muito antes de eu nascer, mas eles voltam de tempos em tempos. Os Quileutes contam que a última vez que estiveram aqui foi há setenta anos, então falta pouco para que voltem. – Ele tinha adquirido um tom mais baixo, mais sombrio, no melhor estilo contador de histórias.

—É melhor deixar que o velho Billy conte as lendas a ela. Você não é tão bom contando histórias. – Jasper disse implicando com Edward.

—Seu tio Jasper morria de medo da lenda do Grande Lobo. — Edward contou e os meninos riram junto de Nessie.

—O meu pai não, né tio Ed? – Harry perguntou. – Porque o meu pai é o grande Urso!

—Isso ai meu garoto! – Emmett o cumprimentou em um hi-5. Rosalie revirou os olhos.

—Esme, Carlisle, muito obrigado por me receberem na sua casa. – Marcus agradeceu.

—Estamos muito felizes de receber você aqui, Marcus. Já é um amigo querido, dado seus laços com nossa neta. – Carlisle disse erguendo a taça de vinho em um brinde entre os dois.

—É sempre bom fazer novos amigos, não é mesmo Renée? – Esme sorriu para minha mãe, que corou, continuando ao lado de Marcus.

—Sim, sempre. – Ela ergueu sua taça em um brinde.

—Eu gostaria de dizer algumas palavras. – Edward chamou atenção para si, se levantou e pegando a garrafa de vinho, encheu os copos de todos, incluindo um para mim. – Só para o brinde amor. – Ele me lembrou.

—Esse ano foi cheio para todos nós e sinto que chegamos ao fim dele com o igual sentimento de alívio de missão cumprida. – Começou olhando todos. Emmett com nossa Grace no colo, Rosalie ao seu lado com o pequeno Harry sentado em suas pernas, Alice sentada no braço do sofá, Jasper de pé ao seu lado. Charlotte rabiscando em um papel que Vanessa havia dado para ela, as duas no tapete inclinadas sobre a mesa de centro, junto a Petter, Renée e Marcus que se olhavam meio acanhados. – Nesse Natal temos todos os motivos certos para nos sentirmos agradecidos, eu tenho todos. – Ele olhou para mim.

"Tenho duas lindas filhas com saúde, uma bela mulher ao meu lado, a mais companheira, a mais fiel e dedicada que eu poderia sonhar, e ela sempre esteve presente em minha vida. Meus pais, meu irmão, meu melhor amigo, meus sobrinhos... Agradecimento é uma boa forma de dizer como me sinto: agradecido. Então vamos brindar, à todos os motivos que temos para agradecer por esse ano.’’

—Saúde! — Todos dissemos e eu beberiquei o vinho me dado. Grace escolheu aquele momento para resmungar. Era uma das coisas mais fofas sobre minha bebê, ela não chorava a todos os pulmões, apenas resmungava ou chorava baixinho.

—Está na hora de alimentar você, né pequenina. – Falei me levantando e indo ao encontro de Emmett, que a tinha nos braços. Eu não queria amamentá-la ali na frente de todos, sentia que era um momento tão nosso, tão íntimo que eu não devia compartilhar com mais ninguém.

—Só um momentinho, Bella. – Emmett falou, enquanto me passava Grace. – Quero falar uma coisa com todos aqui.

Olhei seu rosto sempre brincalhão que estava sério. Aquilo não era típico dele.

—Ok, mas que não seja nada que vá deixar todos tristes, nunca te vi tão sério. – Sussurrei.

—Estou apenas nervoso. – Ele piscou para mim. Pigarreou chamando atenção de todos. – Preciso da atenção de todos. Vou ser rápido porque minha sobrinha precisa ser alimentada.

Ele nem precisava disser isso, eu já tinha posto o seio para fora na blusa de botões que eu usava e levava à boca de Grace, que já sugava com força. Voltei ao meu lugar no sofá.

Emmett estava em pé, deixou a taça de vinho na mesa de centro e olhou para Rosalie que parecia confusa. Então olhou para os filhos dela.

—Petter e Harry, eu tenho amado vocês desde do dia em que sua mãe apareceu na minha oficina com os dois para trabalhar porque a avó de vocês estava doente, e tem sido um bom tempo desde então entre nós. Eu amo a mãe de vocês.

Até Harry que eu julgava pequeno demais para entender, olhava para Emmett -à quem ele chamava de papai- com pura concentração.

—E amo vocês. – Continuou. – E eu tenho sido muito agradecido por poder ser o pai de vocês, e prometo me esforçar todos os dias para ser o pai que vocês merecem, o pai que vocês precisam.

Emm se ajoelhou olhando para os dois meninos.

—Eu posso casar com a mãe de vocês? E me tornar o pai de vocês?

—Você é o papai. – Harry falou confuso olhando para ele. Rosalie chorava baixinho.

—Sim, eu sou o seu papai. – Ele disse emocionado abraçando o menino. Todos olhávamos a cena em absoluto silêncio, Petter parecia bem sério, todos sabíamos que ele se agarrava a lembrança do pai preso.

Ele se levantou e foi abraçar a mãe. Perguntou algo a ela que, sorrindo, disse sim para o filho.

—Você não pode fazer a mamãe chorar. Nunca. – Ele disse para Emmett.

—Eu nunca vou fazer a mamãe chorar, Petter.

—Ela está chorando.

—Porque estou feliz. Tenho os homens mais perfeitos na minha vida. – Ela beijou a bochecha de Petter.

—Eu estou de olho em você. E... – Ele olhou para o irmão menor agarrado em Emmett pela perna. – Você já é meu pai.

Eu vi aquele homem enorme deixar uma lágrima escorrer pelo rosto. Eu mesma devia estar chorando.

—Então Rose... Aceita ser minha esposa? – Ele perguntou à ela.

—Sim. – Ela disse simplesmente e o beijou de forma suave.

—Isso é muito lindo Carlisle! Ano passado reclamávamos de não termos netos, e agora temos todas esses! – Esme estava emocionada ao extremo.

—E temos mais um a caminho! – Jasper anunciou e eu olhei espantada para Alice.

—Não temos certeza ainda. – Ela disse envergonhada.

—Isso é ótimo Jazz! – Edward disse feliz. Olhei envolta, para todos aqueles sorrisos, sentindo falta de Jane e Tyler, minha família nunca parecia completa sem eles, porém eles decidiram passar com a família de Tyler.

— Vocês vão esperar quanto tempo para providenciar outro? — Minha mãe me questionou e olhei para Edward, que engasgou.

—É muito cedo para falarmos disso tia Renée. – Ele disse sério demais, o que deixou o clima um pouco tenso.

—Então teremos um casamento logo! – Esme bateu palmas, o que ajudou o clima a se dissolver um pouco.

Depois disse logo todos se dispersaram para dormir, Rose e Emm ficariam com suas crianças na casa de Esme e Carlisle, Marcus também. Jasper e eu ficaríamos na casa da mamãe, o que deixava Renée em êxtase, ter seus filhos com suas famílias em casa. Minha cama parecia especialmente pequena quando coloquei Garce para dormir nela cercada por travesseiros até que eu e Edward fôssemos dormir com ela. Nessie dormiria com Renée e Jasper voltou ao seu quarto, que continuava idêntico a como deixou quando fomos para a faculdade. Claro, o meu não estava muito diferente, eu gostava de entrar nele e encontrar minha eu adolescente em cada pôster de celebridade, em cada flor e coração na parede.

—Por que ficou tão sério quando minha mãe falou em termos outro filho? – Atirei para Edward.

Estávamos deitados um de frente para outro, Grace em nosso meio dormindo tranquila.

Ele apertou a ponta do nariz antes de responder.

—É cedo demais para pensarmos nisso, não acha? – Me questionou.

—Sim, todos acham isso, e eu também. Mas sua reação não foi um pouco exagerada?

—Você só acha cedo? – Ele disse cedo com incredulidade estampada na cara.

—Sim é ‘’cedo’’. Quem sabe quando Grace tiver uns três anos...

Ele riu amargo.

—Bella, eu não quero ter mais filhos. – Falou sério agora. Senti um baque com aquilo. Eu não sabia como responder.

Diante do meu silêncio e completo choque, ele voltou a falar com a voz mais calma.

—Não é sobre ter mais filhos, é sobre imaginar você grávida. – Falou.

—Acho que não estou entendendo. — Sussurrei.

—Não quero que você fique grávida de novo. Podemos adotar quantas crianças você quiser, mas não me obrigue a passar por aquilo de novo, a incerteza se eu teria você ou não comigo... – Sua expressão agora era de dor, com pensamentos que eu sequer podia entender. Ou podia.

O tempo em que estive grávida foi de grande incerteza para nós devido a tudo que estava acontecendo, mas pior para Edward. Eu estava na situação e ele não tinha a certeza...

Estendia mão para acariciar seu rosto.

—Eu não vou deixar você. — Ele pegou minha mão em seu rosto, fechando os olhos sob o meu toque.

—Você não pode garantir isso, não quando sua vida esteve por um fio e eu só pude me segurar a esperança... Eu quase perdi vocês duas. Eu tive você nos meus braços, ensanguentada, desmaiada, sem vida... Eu nunca mais quero passar por isso, Bella. Não sei o que teria sido de mim e Nessie sem vocês.

—Desculpe Edward. Acho que eu nunca pensei... O quanto foi difícil para você todos os meses de incerteza. Você me pareceu tão confiante...

—Porque eu sou o seu parceiro na vida. E tenho que passar confiança, mas eu estava muito assustado por dentro, se puder evitar isso... Eu vou.

—Mas minha gravidez de risco foi um acaso, posso ter outra perfeitamente normal.

—Prefiro não ariscar. – Ele foi decisivo.

Eu sabia que era melhor não o pressionar mais, e ele tinha a razão ao seu lado. Talvez dali a alguns anos ele mudasse de ideia. Sorri para ele de forma tranquilizadora, era muito recente para estar falando naquele assunto, mais filhos. Tínhamos que nos concentrar no agora.

Acordamos cedo no dia seguinte, Vanessa parecia ligada na tomada, o que não era seu costume tão cedo. Estava ansiosa para conhecer La Push e saber se lá teriam crianças da mesma idade que ela. Mamãe, feliz pela casa cheia, acordou antes de todos e tinha preparado O café da manhã.

—Você fez torta de maça! – Jasper se emocionou.

—Sim, é a sua favorita. – Ela deu-lhe um beijo na bochecha.

—Não o mime demais, Renée, senão voltamos para casa e ele vai ficar triste pelos cantos. — Alice tinha sua filha nos braços, que estava bastante manhosa.

—Quero mimar todos vocês. – Minha disse passando uma mamadeira para ela.

Vanessa comia panquecas com Edward ao lado.

—Vem filha, me dê Grace para você comer direito. — A passei para minha mãe. – Oi amorzinho da vovó. Você acordou cedo também é?

—Alice, não tem notícias de Heidi? – Edward questionou. Vanessa levantou a cabeça do seu prato, de repente muito interessada no assunto.

—Sabemos que ela está com o russo, e estando no território deles não podemos fazer nada. Contanto que ela fique fora do país vivendo a vida dela... Não temos motivos para nos preocupar.

—Mas acho que Alec deve estar investigando. – Jasper comentou.

—Talvez sim, talvez não. O trabalho dele está num nível diferente do nosso.

Depois do café Edward e Jasper foram checar os carros para verem se estavam devidamente equipados para a estrada com neve, e nós mulheres ficamos na sala revendo fotos de infância minha do Jasper e comparando com as de Charlotte. Renée não quis nos acompanhar a La Push, disse que iria para casa de Esme e eu sabia que tinha mais a ver com Marcus estando lá do que com querer ajudar Esme com o almoço.

—Mande lembranças ao Marcus. – Brinquei antes de entrarmos no carro e ela ficou envergonhada.

—Não seja boba, Bella. – disse.

—Não seja lenta mamãe. – A beijei no rosto.

O caminho conhecido para La Push me encheu de nostalgia, e Edward se lançou a contar para Vanessa como ele e Jasper costumavam se divertir na reserva.

—Nós não tínhamos muito o que fazer no fim do ano, por causa da neve. – Falei.

—Mas neve é tão legal! – Nessie protestou.

—Isso porque você não vive num lugar que sempre é frio e neva bastante. Aqui não tínhamos muito o que fazer, então estudávamos muito.

—Por isso éramos nerd. – Ele fez uma careta e ela riu.

Fomos bem recebidos em La Push, Charlie parecia em êxtase por ter filhos em sua nova casa. Sue era simpática e atenciosa, ela também tinha uma netinha pequena, então nos lançamos a falar de bebês. Charlie queria que Vanessa viesse nas férias de verão para ensiná-la e pescar e ela ficou muito entusiasmada.

—Eu odeio pescar. – Sussurrei para ela com uma careta.

Grace caiu nas graças da família de Sue, até seu filho adolescente, Seth, quis segura-la um pouco.

—Gosto de te ver assim. – Edward me disse.

—Como?

—Feliz. – disse e buscou meus lábios para um beijo.

Notas finais
Quem ai ama muito essa familia? o/ vejo vocês nos comentarios, certo? bjs :*