Aprendendo a Amar

42 Bônus 2: Dia de Ação de Graças!


Notas iniciais
voltei com mais um bônus para vocês! >< Mais uma vez betado pela linda Amesdlyn ♥ boa leitura!

Aprendendo a Amar

Bônus 2: Dia de ações de Graças!

PDV Narrador

Era a ação de graças finalmente, o segundo feriado preferido de Jasper, mas ele estava triste, como se encontrava com catapora ficaria todo o feriado no quarto. Aquilo era tão injusto!

Seu pai havia passado em seu quarto cedo para lembrar que estava proibido de sair dali, porque no dia anterior ele havia fugido para jogar com Edward e os amigos. Afinal, todos os amigos já tinham pegado catapora, não ficariam doentes de novo!

—Se sair do quarto ficará de castigo. – Falou sério.

—E o que senhor vai tirar de mim? Eu já tô preso aqui mesmo! Já é castigo! – Gritou o menino.

Charlie arregalou os olhos para o filho. Foi até o canto e retirou a TV e o Vídeogame.

—Agora sim você está de castigo. – Disse saindo do quarto.

—Grande coisa. – O menino resmungou e pegou a revista de gibi.

—Jasper não pode ver TV nem jogar vídeo game. – Anunciou à mulher.

—Tadinho, mas ele já não pode sair quarto Charlie! – Renée protestou.

—E me respondeu. Agora sim está de castigo. Vou para delegacia. – Falou o marido pegando arma.

—Delegacia? Mas é sua folga! Não vai estar para o jantar de ação de graças?

—Falta muito Renée, eu estarei lá. Na casa dos Cullen? – Disse sem olhar para a mulher.

—Claro Charlie! Já que vai a delegacia leve esses biscoitos para os pobres coitados que ficarão de plantão. – Ela lhe estendeu o saquinho com os biscoitos.

—Você os mima demais. – O homem riu e beijou o topo da cabeça dela.

Agora sim ele iria delegacia, pensou Renée, agora ele tinha um motivo para passa lá, e depois iria para a casa de Esme. Suspirando Renée pegou o telefone ligando para o mercadinho do amigo. Ele mesmo atendeu.

—Carlisle?

—Renée? – Ele estranhou a ligação.

—Já está indo para casa?

—Talvez em duas ou três horas... Por quê?

Renée ficou queita. Carlisle entendeu o silêncio.

—Isso já durou muito tempo. — Reclamou

—Eu sei, mas o que podemos fazer?

—Podemos reclamar! Não é certo!

—A culpa é nossa, você sabe. Nunca deveríamos tê-los separado.

—A decisão foi deles! Nós não os forçamos!

—Mas armamos mais vezes que posso contar para que eles se desentendessem e finalmente você engravidasse Esme e ela ficasse com você.

—Arrependimento agora Renée?

—Não, amo o meu marido e a família que tenho com ele, só queria que esse casinho com Esme acabasse de uma vez!

—Vou conversar com ela hoje. Recomendo que faça o mesmo com Charlie. – Ele disse e desligou.

Como conversaria com Charlie? Contaria que sabia que o marido vinha traindo ela? Ele não aceitaria isso, iria se desculpar e pedir o divórcio e isso ela não poderia aceitar!

Ficaria quieta, decidiu por fim, deixaria Carlisle lidar com isso, e ela ficaria neutra como sempre fora.

Charlie estava ofegante ao chegar na casa Esme, iriam fazer isso de novo, trair seus cônjuges. Aquilo o envergonhava, mas não podia evitar: amava Esme desde criança, não terem ficado juntos foi um grande infortúnio do destino.

Bateu a porta uma vez apenas e esperou que ela abrisse. Edward estava jogando bola com os amigos na cidade, Emmett na casa da namorada.

Esme abriu a porta e ele sentiu o tempo parar ao ver o rosto da mulher. Ela logo o puxou para dentro.

—Será que ninguém o viu por aqui? – Ela olhou para a rua.

—Vocês moram afastado o bastante Esme. – Ele revirou os olhos.

—Não posso deixar de me preocupar... Estamos sendo muito inconsequentes. – Ela disse séria, contudo o homem já a puxava pela cintura em um abraço envolvente buscando sua boca para um beijo.

Ela correspondeu ávida para ter mais dele. Os anos separados não foram o bastante para apagar o fogo entre eles, apenas acalmar, mas ali estava como no auge da adolescência.

—Aqui na porta não Charlie. Que droga você nem mesmo deveria estar aqui!

—Quer que eu vá embora? – Ele a olhou nos olhos.

—Não. — Ela disse voltando a beijá-lo. Desde que havia descoberto que cada briga entre eles quando namoravam (fosse uma saída desmarcada em última hora, fosse uma conversa demorada entre ele e Renée, uma intimidade entre os dois) tudo, absolutamente tudo havia sido armado por Carlisle e a mulher de Charlie, agora ela não conseguia se manter afastada do homem. A paixão que ela havia massacrado com os anos voltara com força total.

Eles transaram ali mesmo, no hall da entrada e se um de filhos chegasse mais cedo ou até mesmo seu marido, eles estariam em maus lençóis.

—Eu preciso terminar a ceia. – Ela disse deitada no chão.

—Eu te ajudo. – Ele se ofereceu a seguindo para a cozinha.

—Charlie como pode estar aqui comigo agora e depois ir ao encontro de Renée? -Esme o questionou.

—Ela acha que eu não sei do envolvimento dela. Ela se faz de santa e eu finjo que acredito. – Ele disse e comeu uma maça.

—Por que não a confronta? – Esme não entendia o silêncio entre os dois, logo que ela descobrira as armações através da grande fofoqueira da cidade, que na época das armações era amiga de ambas, mas sempre teve o olho atento que faltava a Esme.

Desde então ela e Carlisle vinham brigando diariamente e o marido sabia que ela havia contatado a Charlie e desde então os dois ex namorados vinham se encontrando. O que Carlisle não sabia era que os encontros vinham acontecendo na casa dele.

—Quero ver até onde o cinismo dela pode ir. – Ele respondeu com tranquilidade.

—Parece muito frio da sua parte. Carlisle e eu temos brigados todos os dias. – Fez uma careta. Ela tirou a panela quente com molho de abacaxi no jogão, queimou o dedo e um pouco do molho escorreu pela perna esquerda descoberta já que estava com um short jeans.

—Que droga! – reclamou, mas estava agradecida pelo molho não estar tão quente.

—Deixe que eu limpo. – Charlie se ofereceu, ajoelhando na sua frente. Pegou sua perna e mantendo o contato visual e a lambeu, da panturrilha às coxas.

—Char... – Ela protestou sem força. Logo estava de volta ao chão, recebendo o melhor sexo oral da sua vida.

Ela nunca saberia, mas seu filho Edward e a filha de Charlie Bella, os haviam visto naquela cena.

De noite durante a ceia de ação de graças as duas famílias pareciam felizes. Renée era só sorrisos e piadas, Jasper apesar de emburrado estava feliz por ter deixado o quarto e pela mãe ter feito sua sobremesa favorita.

Edward e Bella estavam incomumente quietos e próximos.

—Vocês estão tão sérios... Tomem essas balas, mas não contem para mãe de vocês. – Carlisle ofereceu as balas a ambos que se olharam antes de aceitar.

—Acho que o seu pai não sabe. – Bella disse à Edward.

—Sua mãe também não sabe.

—Será que meu pai vai deixar minha mãe pra ficar com a sua? – Bella estava assustada com aquilo, Edward tinha certeza. Ele segurou a mão dela por reflexo.

—Não mesmo.

—Mas...

—Não vamos falar sobre isso ok? Eles não vão se separar. – Falou sério.

—Edward e Bella estão namorando agora? – Emmett adentrou com a namorada da vez espalhando a neve do cabelo. Os mais novos deram um pulo no sofá se afastando.

—Emmett deixe as crianças. Você os envergonhou! -- A menina disse rindo. Bella olhou para os grandes seios dela se perguntando quando os seus enfim cresceriam.

—Cala a boca Emmett. – Edward reclamou corado.

Os adultos pareciam normais durante todo o jantar, mas aquilo não era o bastante manter as crianças tranquilas.

Carisle quando ficou sozinho com a esposa naquela noite foi direito.

—Você deixará de lado sua aventura sem sentido com Charlie e eu terei que entrar com um pedido de divórcio?

Esme que estava em sua penteadeira olhou para o marido de pé próximo a janela do quarto.

—Você não tem o direito de me intimar depois de tudo o que você armou!

—Fazem mais de quinze anos, Esme! Desde então nossa relação evoluiu muito, somos parceiros na vida ou não? Começamos um negócio, criamos nossos filhos, e você quer jogar nosso casamento no lixo por uma aventura com Charlie?

—Eu o amava! Você não tinha o direito de interferir nisso!

—Não me orgulho do que fiz para chegar até você, mas me orgulho da vida que construímos. Você não?

—Baseada em mentiras! Construímos nosso casamento em cima de mentiras!

—As mentiras foram até você sair comigo. Se apaixonar por mim. Transar comigo e engravidar de Emmett. Eu nunca menti sobre amar você.

Esme sabia que aquilo era verdade. Carlisle amava ela e eles haviam construído uma vida juntos.

—Eu sinto muito por ter te magoado, mas eu não me arrependo do que fiz, porque isso te trouxe para mim. Se quiser o divórcio, eu te dou. Pode ir atrás de Charlie e viver com ele de agora em diante. Se você acha que uma paixão adolescente é maior do que o nosso companheirismo, jogue fora. Jogue tudo o que temos, porque eu não vou tolerar mais, você transando com aquele homem as escondidas. – Ele terminou e saiu do quarto batendo a porta.

Esme ficou um tempo sentada na cadeira pensando.

Ela não amava Charlie, não mais, não como na adolescência. Ela estava com raiva de Carlisle e Renée, e se deixou levar pela paixão e ódio, descontando tudo em forma de sexo com o antigo namorado. Contudo ela não amava Charlie, não para que pudesse desistir do casamento e do homem que ela aprendera a amar.

Algumas horas depois ela encontrar Carlisle na cozinha comendo o que restara da ceia.

—Depois reclama que engordou. – Ela alfinetou.

—Estou satisfeito com meu peso, não preocupe. – Disse de boca cheia, o que fez Esme sorrir. Os dois filhos tinham muito daquele homem.

—Sei que tenho agido de forma infantil, e isso acaba agora. Não quero me divorciar, Carlisle. Quero ficar com você.

Carlisle apenas assentiu. Levaria algum tempo para eles recuperarem a confiança de outrora, talvez nunca recuperassem, teriam que construir uma nova, mas ele sabia que valeria a pena, afinal aquela era a mulher que ele amava desde sempre.

Notas finais
Esse bônus era muito necessário, né gente? o babado de Esme e Charlie! vejo vocês nos comentários? bjs :*