Notas iniciais
Bem como eu comentei nas notas da fic , esse capitulo é um especial, então ele se trata do passado e coisas que se passaram durante os ultimos 16 anos. Espero que nesse vocês comentem :( Como prometido, aqui está o capitulo três.

Quando a noite caiu à loira decidiu voltar a sua casa. Estava um pouco irritada por seu marido ter levado os filhos com ele na missão, não tivera tempo de conversar com nenhum deles desde que chegara, mas quando visse o marido iria lhe fazer pagar.

Quando chegou a sua casa a loira foi em direção a sua cama, não se preocupou em tomar banho, ansiava por uma boa noite de sono. Deitou-se da forma que havia chegado, e não demorou a pegar no sono, sem nem imaginar o que lhe aguardava.

*****

A loira caminhava pela beirada do rio cantarolando algo para o velho amigo Plue. Lucy olhou um pouco distraída para frente e avistou um garoto, de cabelos rosados, vindo em sua direção, sorriu-lhe e acenou com uma das mãos – Natsuuuuuuuuu! – exclamou a loira enquanto via o rapaz vir em sua direção.

– Luce – ele falou enquanto pulava sobre a garota, derrubando ambos no chão – Você não me deixou dormir na sua casa – falou o rapaz com um bico fofo, parecia até uma criança de cinco anos, mas Lucy adorava aquele biquinho – Tive que dormir em casa com o Happy – ele proclamou um tanto irritado – Não é tão gostoso, e não tem os seus peitos como travesseiro.

Lucy corou tons de vermelho inimagináveis, ela sabia bem que o rosado era inocente de mais para entender o que aquilo realmente significava, mas às vezes fazia de proposito para atazanar a vida da loira, que ficava deveras brava com isso – Baka! – exclamou Lucy, logo em seguida desferindo um tapa na cabeça do rosado – Não diga essas coisas – falou a loira.

E o rosado teve a cara de pau de rir, rir como só ria na presença dela, como só ela o fazia rir. O rosto de Lucy adquiriu mais dois tons de vermelho, e se Erza a visse nesse estado acreditaria que era uma afronta a seu cabelo – O que você quer tão cedo? – perguntou ela enquanto virava a cabeça, como odiava esses surtos malucos do rosado.

Começou a andar deixando para trás o rosado, que não demorou a andar de seu lado – O mestre vai fazer um anuncio importante, vim te buscar – respondeu simplesmente. Andaram assim por um tempo, sem falar nada, até que o rosado percebe os olhares de vários homens da rua, em direção a sua Lucy, e não tardou a que o rosado passasse o braço em torno da cintura curvilínea da moça, a puxando para mais perto de si.

– O que pensa que está fazendo Natsu? – a loira sussurrou no ouvido do rapaz, esperando uma boa resposta vinda do rosado, que não demorou a chegar.

– Ora Lucy. Já não lhe falei? – o rosado tornou a sussurrar no ouvido da ”Nakama” – Você é só minha e ninguém vai ficar olhando para o que é meu – ele sussurrou com a voz rouca no ouvido da loira, que se arrepiou dos pés a cabeça, era o que mais gostava no rosado, a forma como ele a fazia ter tantas sensações estranhas.

Andara da mesma forma pelo resto do caminho, porém calados. Lucy estava chocada de mais para falar algo, e o rosado estava muito descontraído para se preocupar. Porém tiveram de se separar quando estavam na frente da guilda, não que os amigos não gostassem de vê-los juntos, muito pelo contrario, adoraria que o casal tivesse algo “sério”, mas eles queriam manter aquilo apenas para si mesmo sem preocupações, e sem ter algo firme.

Adentraram ao salão com sorrisos no rosto, olhando para os colegas de guilda. Lucy foi em direção ao balcão conversar com Mirajane, enquanto o rosado ia até Gray para iniciar uma briga.

A albina sorriu ao ver a loira se sentar na sua frente, adorava a companhia da mesma, e também queria muito arranjar algo que tirasse os tristes suspiros que a moça soltava todas as manhas, não que ela estivesse infeliz com tudo, mas queria que o rosado assumisse o que tinha com ela, parecia até que estava com medo.

Ambas as mulheres conversaram animadas sobre as possíveis ações do mestre, e o que de tão importante anunciaria ainda naquela manhã, é claro que não deixaram de perguntar ao velho senhor que se encontrava ali, mas ele se recusava a falar.

Alguns minutos depois a porta da guilda foi novamente aberta, e por ela passando Gajeel, e ao seu lado estava Levy, que carregava um bebê no colo, o pequeno era recém-nascido, possuía os mesmos cabelos do pai e olhos da mãe, ele era a copia exata de Levy. A baixinha andou com o bebê até o balcão, deixando que o mesmo fosse paparicado por ambas as mulheres que já estavam ali.

– Levy-chan – exclamou a loira enquanto pegava o menino no colo – O Metallicana é muito fofo, eu tenho tanto sorte em ser a madrinha dele – disse a loira enquanto babava em cima do bebe. Levy riu das palavras da amiga e olhou para o filho, o vendo lançar um olhar assombroso para a madrinha, aquilo ele não puxara de Levy – Kami-sama o que foi isso? – disse aterrorizada a loira.

– Vem acontecendo constantemente nos últimos dias – falou Levy preocupada – Até parece que ele não gosta das pessoas – o desanimo da baixinha era quase palpável – E eu que pensei que meu filho seria igual a mim – ela murmurou completamente acabada. Segundos mais tarde a pequena sentiu um peso em sua cabeça e se virou em direção do marido.

– Pelo menos assim posso dizer que esse filho também é meu – ele falou completamente indignado com tudo o que vinha se passando. Era obvio que o homem não gostara nem um pouco de seu filho ter vindo tão parecido com a esposa, queria que o moleque fosse sua copia exata, mas não uma copia fajuta da esposa. Como diabos o garota iria assustar os outros tendo a altura da mãe?

A conversa animada acabou quando ouviram o senhor de idade e baixinho ir até o palco e chamar a atenção de todos – Meus caros filhos – disse o homem com serenidade – Hoje iremos fazer um pequeno cronograma de atividades diárias – o sorriso do velho senhor era gigantesco, ameaçava sair do rosto dele de tão feliz que o baixinho estava.

– Nosso dia será repleto das atividades mais descontraídas e divertidas – ele falou sorridente arrancando risos de seus filhos e reclamações de outros – É obrigatório – ele se tornou um gigante e falou alto para os resmungões, que não tardaram em aprovar a ideia – Teremos algumas exceções, como Levy que tem de cuidar do meu amado netinho – ele falou com os olhos brilhando em direção ao bebe no colo da loira – E a outra exceção serão aqueles que competirão por um premio – ele falou travesso. É claro que ele não planejaria algo tão incrível sem uma pequena diversão própria – Aqueles que quiserem competir estão livres das outras atividades.

– E qual o premio? – perguntou euforicamente um Natsu dando pulas de expectativa.

– Boa pergunta – falou o velho sorrindo ainda mais travessamente – Será a carne mais suculenta de toda Fiore, algo único – ele disse serenamente. A maioria gritou em alegria e Natsu começou a soltar fogo pela boca enquanto corria pela guilda – Mas quem perder... – a frase pairou no ar enquanto todos engoliam em seco – Terão de tirar fotos pelados para a revista Magos&Magos – todos começaram a suar frio diante a tal descoberta, mas a maioria continuava animada.

Todos foram liberados para se arrumarem para as atividades ou para a competição, que seria nada mais nada menos que uma busca pela tal carne no perímetro da cidade. Lucy caminhou divertida até sua casa pensando nas atividades do dia, porém perdeu o foco ao lembrar-se da empolgação de Natsu ao desejar a carne.

Será que ele gostaria se ela encontrasse a carne para ele? Imaginou o sorriso de Natsu ao ver a suculenta carne sendo preparada pelas mãos habilidosas de sua “namorada”, ele adoraria. Foi então que Lucy decidiu que iria encontrar a carne para o rapaz, e voltou correndo a guilda para por seu nome na lista de competidores.

Foi só quando voltava para casa que percebeu os custos se ela perdesse a competição, e se sentiu uma completa idiota só de se imaginar nua na capa da revista. Tentou pensar que aquilo era para Natsu e isso aliviou seu inconsciente a deixando muito mais calma. O resto da manha se passou rápido e logo Lucy se viu na linha de largada para a competição, havia muitos magos competindo pelo precioso premio, até mesmo alguns de fora.

E quando finalmente a largada se deu, desejou ter o olfato dos Dragon Slayer, teria sido muito mais fácil procurar. Ela revirou cada canto da cidade, mas de algum jeito não conseguia correr como meses antes, e o calor já começava a fazer mal para si, suas pernas estavam bambas há alguns minutos e ela já não se aguentava em pé.

Sentou-se no chão de uma rua pouco movimentada e tentou relaxar, respirava com dificuldade. Tentou se levantar para sair de lá e ir rumo a guilda, mas nem isso conseguia. Tentou pedir ajuda, mas as pessoas pareciam não a ouvir, e foi quando sentiu seu corpo ficou mole e começou a ir de encontro ao chão. A última coisa que Lucy viu antes de desmaiar foi os cabelos rosados de Natsu e seus braços fortes a segurando.

O mestre encerrou a competição antes mesmo que alguém encontrasse o premio. Agora todos os seus esforços deveriam ser para ajudar a loira, que estava deveras mal na enfermaria da guilda. Wendy foi a única a ficar junto da loira enquanto a tratava, fazendo exames calmos para descobrir a causa do estado da colega.

No outro andar um Natsu escandaloso tentava subir as escadas a qualquer custo, mas era impedido por Laxus e Gajeel. O garoto estava histérico há horas, a sua preocupação era palpável, o que não ajudava muito no clima da guilda.

Finalmente Wendy desceu as escadas, com os olhos arregalados e com expressão de choque, o que fez todos ficar ainda mais preocupada – O que ela tem Wendy? – perguntou exasperado o rosado, se algo tivesse acontecido a sua Lucy ele jamais se perdoaria.

– O desmaio foi causado pelo gasto de energia e exposição ao sol, nas condições dela isso é terrível – disse Wendy. Todos olharam confusos para a criança, afinal de contas, qual era o estado de Lucy?

– Como assim Wendy? – Natsu perguntou desesperado, todo aquele mistério estava acabando com a sua cabeça – O que ela tem Wendy? – a pergunta pairou por alguns instantes, o silencio já se tornara incomodo a todos.

– Ela está gravida de três meses, como ela ainda não tinha descoberto eu não sei – disse a baixinha. Choque era a expressão coletiva da guilda mais barulhenta de Fiore, nenhum deles podia acreditar nas palavras da menor, afinal de contas Lucy não namorava ninguém.

Quem estava em maior choque era Natsu. Ele não sabia se chorava ou se ria, sua namorada estava esperando um filho dele. Natsu seria pai. Ele começou a chorar e rir ao mesmo tempo, a felicidade transbordando por seu rosto, uma alegria inimaginável.

O rapaz deu duas voltas na guilda até resolver subir as escadas, e quando o fez estava gritando pelo nome de Lucy. E no primeiro andar ele deixou um bando de magos surpresos e negadores.

O rosado adentrou a enfermaria e viu sua namorada sentada em uma cama chorando e rindo ao mesmo tempo, ele não sabia o que aquilo significava, mas tinha certeza que ela estava tão feliz quanto ele. Pegou a loira em seus braços e começou a gira-la no ar ouvindo sua doce risada.

– Eu vou ser pai – gritou o rosado para que todos pudessem ouvir. É claro que seus amigos no andar inferior se assustaram com a descoberta, afinal de contas era Natsu Dragneel o pai do filho de Lucy? – Eu vou ser mãe – gritou Lucy a plenos pulmões, repetindo o gesto daquele que tanto amava.

Minutos depois a guilda toda entrara em festa, a única coisa que eles podiam fazer agora era comemorar pelo casal, e lhes desejar a maior felicidade possível.

Flashback off

Lucy despertou de seu sonho encabulada, suando frio e com o corpo tremendo. Não sabia os motivos de ter esse sonho tão de repente, ainda mais com a saída de seu mestre em busca daqueles que já não via a anos, incluindo o pai de seu primeiro filho. Fechou os olhos tentando esquecer. Ela não podia voltar a cair em um poço de escuridão como aconteceram anos antes.

Notas finais
Bem povinho espero que gostem do capitulo, da forma que eu gostei de escreve-lo. Estou esperando comentarios, caso contrario o proximo capitulo vai demorar para sair.