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16 Capitulo 15-The Dead Poem


Notas iniciais
Oii. bom, eu ando desanimada o suficiente para não ter nenhum pingo de paciência para responder aos reviews.
mil desculpas por isso, mas assim que der eu irei responder a todos.
bom, Duki disse algo que se encaixa entre os dois: "Ela e a "vadia sanguessuga", ele o verde cretino..."
concordam?

Capitulo 15-The Dead Poem

Dias após dias...

Semanas após semanas...

Estava já ganhando os meses...

Eu me sentia, agora, realmente morta. As palavras dele me assombravam todos os dias. Eu já não chorava mais. Não tinha mais o que chorar. E como o dito e afirmado estava formando minha cova ali. Às vezes eu nem voltava para o hotel... Escondia-me com um rato num beco qualquer vendo o céu... Mas nuvens passando, o tempo passado.

As vezes eu pensava que nunca deveria ter vindo para Manhattan, se eu não tivesse vindo não estaria da forma como eu estava agora. Não sofreria o que eu estava sofrendo. E se eu não tivesse vindo... Nunca saberia o quão complexo era amar. Não estaria aprendendo a viver.

Após muita insistência e discussão, Peter e charlote haviam ido embora. Já faziam três meses... Eu acho... Não sabia dizer ao certo... Eu só sentia dor, uma dor que não se podia ver ou explicar... Apenas doía tão intensamente. As vezes eu apenas queria acabar com aquela dor. Dar um fim aquilo, mas a quem eu iria recorrer para tal coisa?

Marcus, eu sabia o que ele sentia. Embora Bruce estivesse vivo, já que o Hulk andava dando as caras pela cidade, me doía lembrar das palavras tanto repassadas em minha mente. Seus olhos... Vê-los em minha mente era uma tortura.

Dizem que os olhos são a janela da alma... Foi por essa porta cuja a minha alma tão vermelha e suja, adentrou, para onde eu acreditava ser sua casa, e foi dessa casa que fora expulsa. Porque eu tinha que ser o que eu era? Porque não podia ser uma humana qualquer cruzando seu caminho, podendo tocar nele, chegar perto sentir seu cheiro sem querer matá-lo. Queria ser a tal Romanoff... Talvez poderia estar com Bruce agora...

Queria arrancar meu coração, talvez a dor parasse. Mas logo ele se regeneraria... O que só doeria mais ainda...

Seria tão ruim e difícil assim achar alguém que simplesmente me desmembrasse e ateasse fogo em mim? Para Marcus seria... Eu era a única cujo ainda mantinha-o de “pé”. Não poderia fazer isso com ele. Apenas lamentar ao lado dele.

Por falar nisso, retornei a ligar para lá, obvio que papa percebia que havia algo errado, mas sempre afirmava que estava tudo bem, discutimos muito sobre eu ter mexido na mente de Demetri, porém eu tinha Marcus cuja o fazia se acalmar. Nem a ele eu contei sobre Bruce. Embora quisesse e devesse, seria de grande ajuda porém eu não queria ter que falar novamente tudo o que ouvi...

Mais um mês... Sentada olhando esperando. Nada. Noite após noite.

Meu celular tocou.

― Poppy? ― a voz de Alice soou melancólica.

Alice...ela ficou em silencio por um tempo. ― O que viu, ou... Você viu tudo no passar dos meses, e tudo o que... Aconteceu?não era necessário muito para constatar o porque dela ligar sabendo o poder que ela tinha.

― Você deveria falar com Edward ou ligasse para Marcus... Acho que te ajudaria...

― Sempre achei você e o Demetri um pé no saco por sempre saberem mais que nos sobre nos mesmos... Em alguns pontos...

― Poppy sou sua amiga... Assim como vários outros... Queremos o seu bem... E eu não aguento mais ver você cogitar se... ― ouvi alguém se aproximar de onde ela estava.

― Olá Poppy... ― sussurrou Edward.

― Olá...

― Já pensou que talvez ele precise de um tempo?

― Já... Mas... O que ele me disse... Não sei se o tempo adiantaria nesse caso...

― Sabemos o quanto e difícil e ficar perto... Principalmente proteger eles... Eles nunca entendem, só quando se tornam um de nós...

― Sempre soube que era difícil... Mas na pratica é pior. E ele nunca vai ser um de nós... ele riu brevemente.

― Quer passar um tempo conosco?

― Não... Ainda sim tenho que esperar... Mesmo eu estando meio... Morta... A esperança e a ultima que morre, certo?

Observei uma movimentação começando. Viaturas gritos destruição... Sangue. Ouvi um rugido soar alto seguindo por mais destruição.

Hulk!

― Eu tenho que ir...murmurei desligando o telefone sem esperar por uma despedida.

Meu coração acelerou. Ao contrario das outras vezes, era noite, e estava perto. Seguia a movimentação indo para algumas quadras depois. Pulei para o terraço de um prédio pulando um atráss do outro ate ver o gigante verde, meu gigante verde. Engolia a seco sentindo meu coração preste a sair pela boca.

Seus amigos o tentavam parar enquanto ele destruía tudo a sua volta. Corri para outro ponto da cidade já com um plano em mente. Guardei a imagem de um dos prédios e retornei onde “meu eterno” Hulk demonstrava sua raiva.

Eu não compreendia o porquê de Bruce o odiar tanto. Ele era uma parte dele, só um pouco... Diferente e incompreendida. Era incrível que mesmo naquela forma, grande verde e irracional, ele continuava aos meus olhos, perfeito!

Neguei com a cabeça, sentindo pontadas de dor em meu peito, enquanto minha mente trazia as ultimas palavras dele a mim. Foquei-me em imaginar o edifício distante daqui, o derrubando, dando uma distração aos amigos dele, para que o deixasse “só”.

Como o esperado eles foram ate lá.

Vespa, Homem Formiga e Wolverine, vocês cuidem do Hulk... Vamos ver o que esta acontecendo do outro lado!avisou a Miss Marvel, aos outros que rodeavam o Hulk tentando o afastar das pessoas que corriam dali.

Percebi quem o que deveria ser o Wolverine, o homem rústico que me atendera um dia, sentiu o meu cheiro, e pelo visto era do tipo que seguia seus sentidos, já que se após atento em relação a mim. Seria difícil “acalmar” o Hulk com eles por perto. Embora acredite que irei mais irritá-lo do que acalmar.

Corri para outro ponto o posto do primeiro prédio. Vi uma loja vazia. Fui ate o primeiro carro que vi pela frente e o peguei arremessando contra a loja. Formando uma explosão. Corri para o prédio do outro lado da rua onde eu corri/pulando de um para outro ate voltar onde Hulk destruía um prédio de pequeno porte.

Os demais haviam ido para o outro ponto. Pulei e fui para frente do Hulk ganhando sua atenção. Ele parou com a respiração pesada enquanto me olhava, sabia que Bruce “estava ali”. Através do verde eu via e sentia o quente de seus castanhos. E isso me trouxe paz. A Respiração dele começou a se acelerar, enquanto ele fechava seus punhos.

Vadia sanguessuga! rosnou.

Oh...- não contive minha indignação, e o sonoro “oh” espantoso saiu de meus lábios e ainda a mantendo num enorme “O”.

Fora a vez da minha pouca respiração se acelerar, fechei meus punhos e corri em sua direção pulando e desviando de um soco que estava prestes a chegar ao seu destino. Assim como na primeira vez um único soco bastou.

Ele tonteou antes de finalmente cair.

Virei-me já pronta para sair dali quando dou de cara com um homem crescendo em minha frente. Ele usava um capacete reconheci-o mesmo assim. Henry “Hank” Pym. Ele me olhava com clara surpresa.

Ouvi a movimentação dos demais retornando, antes de dar-lhe tempo de qualquer reação, o arrastei em minha velocidade normal ate o beco mais próximo. Ele pareceu tonto e confuso com o que eu acabara de fazer. Resolvi dar-lhe uns segundos para acompanhar um pouco tudo o que fiz nos últimos menos de 2 minutos.

Me escute bem... Hank...murmurei soando calma porem séria, tentado passar o quanto aquilo era importante. Você não pode contar a ninguém a respeito sobre mim...

Eu acabei de ver uma garota de 18 anos dar um simples soco no Hulk... Acha mesmo que e algo simples, que eu simplesmente não precise passar para a S.H.I.E.L.D?

― Preste atenção... pedi novamente.nunca, por favor, pelo bem do Bruce de sua esposa e seus amigos... Ninguém pode saber sobre meu... “jeito”... Se ficarem sabendo coisas ruins podem acontecer com vocês... Eu só quero proteger ele, e vocês... Por favor...pedi olhando profundo em seus olhos. ― Sei que para você ter visto o que viu agora... É... Estranho e confuso... Mas se alguém mais souber disso... Todos vocês correram sérios riscos.

― Isso é uma ameaça?

― Não, um alerta...respirei fundo.eu só estou tentando proteger vocês... Bruce sabe o porquê, mas ele sabe também que nunca deve contar, por isso vocês não sabem e nem podem saber...ele me fitou demoradamente.

Dei um breve sorriso, dando o assunto como finalizado, ele não parecia ser do tipo que iria querer colocar todos em perigo, mas provavelmente questionaria Bruce, ele daria um jeito. Dei de costas indo para o fim do beco me preparando para voltar para a sorveteria.

― Ele esta mal...parei e fitei o chão demoradamente.

― Não pense que dessa vez a culpa é minha... O erro foi dele... Se houver como, poderia dizer algo em meu nome?me virei o fitando.

― Claro...

”O sorvete já foi gelado e bom, agora ele é uma cova amarga esperando pelo o dia que o doce gosto da baunilha ao caramelo traga a vida de volta a uma morta...”ele me olhou confuso sem entender. ― Se puder apenas diga isso... Ele ira entender.

Ele acenou em concordância me observando correr de forma que seus olhos não conseguiram acompanhar. Voltei à sorveteria, me sentando ao chão de sua entrada e abraçando meu corpo, sentindo a dor crescente dar uma voltagem maior sobre meu “corpo” e mente. Minhas lagrimas começaram a cair manchando meu rosto e um pouco das roupas.

Notas finais
então o que acharam?
bjs.