Apostando nossas vidas!
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Pov's Jeremy:
Sentiram saudade, né, filhos da puta? Bom, eu passei a noite toda pensando na Lexi, e me sinto um fracassado.
Eu não sei se estou apaixonado pela Nicole, mas ela é uma garota incrível e bonita. Eu comecei a sair com ela várias vezes e de repente me senti tentado á pedí-la em namoro.
Mas a Lexi é bem diferente dela. Ela não dava mole para mim, é durona, engraçada, esperta e não se deixava levar por nenhum momento, pois é consciente de tudo que decide fazer. O tempo em que enganei ela eu percebi que ela não era como as outras.
Só que eu a perdi. A perdi por ser um babaca ciumento e possessivo. Por não ter ido atrás dela quando voltei. Eu não perdi pra o boiola do Áxel, mas sim, pra minha covardia.
[Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo;
só sente falta do sol quando começa a nevar;
só sabe que a ama quando a deixou ir]
Pois é, era domingo. Um dia que talvez eu jamais esqueça na vida, por que? Porque chegou a hora de eu apresentar a Nicole ao Marcos, e onde tem Marcos, tem Leyla. Em outras palavras: a mulher vai me comer vivo.
Nicole já estava lá em casa. Só estávamos esperando o casal chegar. Iríamos almoçar na minha casa e foi a Nicole quem cozinhou tudo, ela era boa no que fazia.
Logo escuto o barulho da campainha e vou atender a porta. Lá estavam eles, me encarando com um sorriso no rosto e bem animados. Pois é, digamos que eu não contei o verdadeiro motivo da visita, he he.
–Porra, Jeremy. Cara você sumiu! Tá até mais magro!-Marcos e as merdas que saem de sua boca.
–Oi, Marcos.-respondi, com um aperto de mão e um abraço de amigos.
–Jeremy! Que saudades!-cumprimentou Leyla e eu fiz o mesmo.-Por que almoçar aqui? Você nem sabe cozinhar!
–Venham entrando, tenho que contar uma coisa pra vocês.-eu os guiei até a cozinha, o que nem precisava pois eles viviam na minha casa mais do que eu mesmo.
Ao chegarem na cozinha, os dois viram a Nick e a olharam estranha pra caralho sabe? Tipo aqueles olhares de que parece que viu um alien. Eu fiquei ao lado dela esperando algum deles falar algo.
–Sua nova empregada?-perguntou Leyla, saindo do provável transe e deixando minha namorada um pouco irritada.
–N-Não.. não, Leyla.-respondi, meio sem palavras.-Ela é minha namorada, Nicole. E Nicole, estes são Leyla e Marcos.
–É um prazer!-Nick estendeu a mão para Leyla que ficou olhando-a incrédula e não respondeu ao ato, o mesmo vale para Marcos.
–Jeremy podemos conversar um minutinho?-perguntou ela, e eu já sentia o tom de irritação em sua expressão.
Fomos até o corredor próximo ao meu quarto, Marcos veio junto e eu esperei até que Leyla falasse o que queria.
–Que diabos é isso?!-berrou ela.-Sério? Namorada nova? E a Lexi?
–Nós brigamos em Miami, ela me deixou lá quase sem dinheiro e inclusive, está namorando o Áxel.-rebati, cruzando os braços.-Acho que com isso podemos dizer que a fila anda!
–Pois é cara, mas digamos que a sua fila já está sem candidatas!-Marcos tentou argumentar.
–Como assim?
–A Lexi foi feita pra você, seu idiota!-explicou Leyla, dando um tapa na minha cabeça.-Vai desistir dela por algo tão estúpido? Essa garota não tem nada haver com você! Não iluda ela!
–Olha, vocês apoiam um casal que não existe mais, tá? Não damos certo! Ela tem problemas demais para lidar e não gosta de mim! Pelo menos não do mesmo jeito!-me revoltei, gesticulando com as mãos.
–Como pode ter certeza?-perguntou Marcos.-Cara se tem uma coisa que eu sei sobre você é que você desiste fácil! Vai largá-la por um motivo besta como esse?
–Não é besta, seu idiota! Apenas encaramos os fatos e percebemos que não fomos feitos um pro outro!-respondi.
–Está errado, Jeremy!-discordou Leyla.-Olha a Lexi pode até ser barra pesada mas vocês se amam de verdade, isso eu tenho certeza. Vocês apenas passam por dificuldades e sinceramente o amor mais sofrido é o mais verdadeiro, Jeremy e você não pode desistir por causa de mágoas ou outros caras! Apenas assuma que ama ela!
Eu fiquei bem tocado com o que a morena disse. Por mais que eu quisesse ouví-la, não tinha mais volta. Eu terei que conviver com isso para sempre e poderei ser feliz com a Nicole.
[Só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo;
só odeia a estrada quando está com saudade de casa;
só sabe que a ama quando a deixou ir.]
–Escuta, eu não vou interromper seu relacionamento com aquela garota. Mas não irei apoiá-lo. E só vou avisar uma coisa: quando você se tocar, Jeremy, será tarde demais. E tenho mais um último conselho: irá se arrepender quando a perder, e se isso acontecer, nenhum de nós poderemos te ajudar.-disse ela, voltando para a cozinha.
Nicole estava mechendo no telefone quando chegamos e logo pôs um sorriso no rosto ao nos ver.
Leyla deu-lhe um abraço forte, seguida de Marcos que fez o mesmo. Todos nós almoçamos juntos e no fim da tarde o casal se foi, deixando me á sós com a Nick.
[Olhando para o fundo do seu copo;
esperando que um dia faça um sonho durar;
mas sonhos chegam devagar e passam rápido;]
Fomos assistir um filme no meu quarto e começamos a nos pegar bastante. Depois, ela tirou a própria camisola de seda ficando apenas de calcinha para mim e eu abocanhei um de seus seios, fazendo-a gemer baixinho.
Eu não estava de camisa e ela começou a chupar meu pescoço e dar leves mordidas, enquanto meus dedos já a penetravam por debaixo da calcinha, que eu não demorei muito pra tirar. Ela tirou minha calçar e minha cueca e agarrou meu pênis com a mão, fazendo uma leve massagem.
Eu não aguentei então a possuí na mesma hora e não demorou muito para ela gozar, mas eu não parei. Fiquei fazendo movimentos de vai e vem um pouco rápidos enquanto ela começava a gemer alto. Foi então que cheguei ao auge e saí de dentro dela.
Ela dormiu no mesmo instante mas eu não. Comecei a lembrar de Lexi. Ela era incrível e tinha uma capacidade surpreendente de recusar todas as minhas ofertas e oportunidades de sexo. Mas lembro do cheiro de seu perfume sempre que eu beijava seu pescoço.
[Você a vê quando fecha os olhos;
talvez um dia você entenda porquê;
tudo que você toca, certamente, morre;
Mas você só precisa da luz quando está escurecendo;
só sente falta do sol quando começa a nevar;
só sabe que a ama quando a deixou ir.]
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