Apostando nossas vidas!
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Pov's Leyla:
Já em casa, depois do almoço com o Jeremy, eu não aguentei tanta raiva só em mim. Puta que pariu Jeremy é quase mais burro que o Marcos.
Eu disse que ia sair com o Jeferson hoje pra comprarmos umas coisas que o pai dele pediu que ele não fazia ideia do que era, mas cancelei porque eu estava com raiva até do vento naquela hora.
O Marcos estava mais calmo, porém, com raiva também. Ele tentava me acalmar mas era inútil pois...oras, me digam uma coisa: se você apoiasse um casal que foi feito um pro outro e que terminou pelo motivo mais filho da puta possível, o que você faria? Exato! Ficaria puto.
Tomei um banho e li algumas mensagens da Lexi, pedindo para jantar hoje com ela e o Áxel. Bom, se não tinha nada que eu pudesse fazer para unir os dois eu pelo menos deveria apoiar as decisões deles né? Ou pelo menos respeitar.
–Marcos, nós vamos jantar com a Lexi e o Áxel hoje á noite.-avisei a ele.
–Você não estava puta com o Jeremy e a Nicole agora a pouco? Quer dizer que já apoia a Lexi e o Áxel?-ele perguntou, sarcástico.
–É óbvio que não. Mas temos que respeitar no final das contas. E aliás, o Áxel é um cara bem legal. Já conheço ele desde os nove anos.
Marcos ficou calado e foi tomar um banho. Eu realmente não acho que a Lexi e o Jeremy estejam felizes no momento. E eu só quero que eles sejam felizes mas eles não se tocam de que o que eles estão fazendo é se iludindo.
Pov's Lexi:
Eu havia passado a noite toda chorando, e agora eu provavelmente estou melhor. Consegui tirar um pouco o Jeremy da minha cabeça mas ainda assim eu sinto dor...
Estava vendo um filme com o Áxel, e de vez em quando nós nos agarrávamos. Mandei uma mensagem para Leyla pedindo para jantarmos hoje á noite, mas sinceramente eu não estava tão a fim de sair de casa.
De repente, Áxel começou a beijar meu pescoço e me deitou na cama na qual antes estávamos sentados. Ele ficou por cima de mim e tirou sua camisa, mostrando seus músculos definidos e voltou a beijar e morder meu pescoço. Sua mão passeava pelo meu corpo me fazendo dar arrepios.
Ele tirou minha camiseta e beijou meu busto, por cima do sutiã. Não demorou muito para ele tirar minha calça moletom também e eu ficar apenas de roupas íntimas. Logo ele tirou sua calça e tornou a beijar minha barriga e eu puxava seus cabelos levemente.
Áxel voltou a beijar meus seios e dessa vez tirou meu sutiã, jogando-o em algum lugar do quarto. Ele abocanhou um deles e massageou o outro, e eu dava leves gemidos.
Então, ele parou um pouco o que estava fazendo e mudou de região. Retirou minha calcinha e suas mãos apertavam fortemente minhas coxas até ele começar a acariciar meu clitóris com a mão e tirar sua cueca.
Ele voltou a me beijar vorazmente e durante o ato eu abri levemente meus olhos, e então, de repente, vi o rosto de Jeremy no lugar do dele e me assustei, levantando e atrapalhando tudo o que estávamos fazendo. Fiquei sentada olhando o nada e respirando muito fundo, para controlar o choro.
–O que houve, amor?-perguntou Áxel, deitando na cama.-Acha que tá rápido demais?
–N-Não é isso...-eu falei com a respiração rápida, sem olhá-lo.
–Então o que foi? Não se sente bem?
–Sinceramente, eu não me sinto bem mesmo.-eu disse, ainda sem olhá-lo.-Que tal você ir na farmácia comprar um remédio pra mim? Estou com uma dor de cabeça terrível.
–Maldita dor de cabeça. Só aparece para estragar o clima.-ele resmungou, indo atrás de suas roupas e vestindo-as.
Eu ri, e quando ele se vestiu me deu um beijo rápido e foi á farmácia. Eu fiquei lá, olhando a porta, sem me mexer.
Me lembrei dos amaços que eu e o Jeremy tivemos, mas eu nunca deixei que fizéssemos nada. Lembrei de todas as conversas que tivemos e da vez que ele pintou seu cabelo de loiro por minha causa.
Não aguentei e chorei como uma criança que levou castigo dos pais. Eu sentia saudades dele, mas eu não poderia mais fazer nada para tê-lo de volta, não importava a merda que eu fizesse.
–Preciso sair daqui.-falei para mim mesma.
Peguei uma roupa mais apropriada e a vesti, rapidamente antes que Áxel chegasse.
Peguei minhas chaves e saí daquele apartamento. Fui até a garagem e liguei minha moto nova. Sabia exatamente para onde iria. O lugar onde eu me sentiria melhor com certeza. O casino.
(...)
Já havia ganhado 5 rodadas de pôquer e 3 de bingo. Era tarde da noite e provavelmente todo mundo deve estar procurando por mim, mas adivinhem? Eu não estava nem aí.
Com toda certeza eu estava bêbada, pois quando estou bêbada eu falo tanta merda que as pessoas querem fazer amizade comigo e só hoje eu fiz mais de 9 amigos novos nos quais eu nem me lembro mais o nome.
Os homens do pôquer esculhambavam comigo pois eu ganhava todas as rodadas. E pra cada rodada eu secava uma garrafa de vodca.
Aquele sim era o melhor lugar do mundo. Eu amava fazer aquilo e poderia ser qualquer hora, eu adorava e curtia tanto. Eu amo jogar.
Pov's Jeremy:
Estava andando pela cidade. Não tinha nada pra fazer e a Nicole estava com a amiga dela no shopping e eu não quis interromper.
Estava numa rua lotada pois era onde tinham os melhores casinos de Las Vegas. De repente ouvi um senhor berrando:
–Porra! Ela já ganhou 8 vezes no pôquer! Como uma mulher consegue?!
De repente fiquei curioso e me lembrei dela. Não aguentei, corri e cheguei perto do senhor:
–Com licença, senhor.-falei educadamente.-O senhor disse que uma mulher ganhou 8 vezes no pôquer?
–Ah, sim! Aquela vadia já faturou milhões!
–É uma mulher loira de olhos castanhos?-perguntei para ter certeza.
–Sim! É ela mesma.-respondeu o senhor.
–Muito obrigado.-eu agradeci e entrei no casino.
Comecei a procurá-la desesperado. Até que vi a sessão do pôquer cheia de gritos e de pessoas em cima observando.
Cheguei um pouco mais perto e entrei na multidão. E então, vi a Lexi fazendo mais uma jogada e a roleta girando. O carteador indicou o número e a multidão toda gritou á favor da Lexi.
–Uhuuuu! Ganhei de novo! Ei moço! Mais uma garrafa de vodca por favor!-Lexi claramente estava bêbada.-E então? Alguém mais quer me desafiar?
Um homem chegou até ela e eu vi claramente que ele pegou na bunda dela. O homem disse:
–E aí, moça? Não quer vir dar um passeio comigo?
–E para onde a gente vai?-ela perguntou, sem entender que aquilo era cantada pois estava bêbada pra caralho.
–Pra onde você quiser.-ele começou á levá-la consigo para longe da sessão.
–Ahh, moço. Eu tenho um namorado, não posso passear contigo não...
–Eu lhe garanto que ele não vai saber, querida.-eu o segui e o vi agarrando um seio dela, por cima do vestido.
–Sai daqui!-gritou Lexi.
–Cale a boca, vadia!-ele deu um tapa na cara dela e tentou beijá-la.
Eu fui até ele e dei um baita soco no cara, que caiu no chão apagado. Até que um garçom veio aqui e eu expliquei a história toda.
Depois tirei a loira dali.
–O que está fazendo?-ela perguntou, enquanto eu a arrastava daquele lugar.
–Você exagerou dessa vez, Lexi.
–E daí? Não tem nada a ver com você tem? Você não é meu pai muito menos meu namorado.
–Você acha que eu te deixaria ser estuprada por aquele homem?
–Primeiramente, eu poderia me jogar de uma ponte que você não precisaria me salvar. Segundamente, eu tinha tudo sob controle, afinal, eu sou Lexi White, a criminosa procurada, filha de um general da marinha da Inglaterra.
–Mesmo assim, você não vai mais ficar aqui.
De repente, ela parou e vomitou no chão. Eu desviei o olhar e deixei ela terminar. E então eu a olhei e nós trocamos olhares sarcásticos.
–Só não me leva pra casa assim, por favor.-pediu ela, e eu entendi bem o por quê.
–A minha casa é muito longe daqui. Vamos pra um motel mais próximo.-sugeri.
–Sério? Um motel?-ela deu uma risada leve.
–Não pense nisso. Do que você deitar na cama você vai adormecer e eu não vou ficar lá a noite toda.
–Vai sim! Você disse que queria ajudar, pois vai ficar lá a noite toda! Se descobrirem que eu estava num casino a noite toda, meu pai me mata!
–Tá parecendo uma adolescente de 15 anos.-eu ri.
–Vai se ferrar.
–Tudo bem, eu fico mas você tem que prometer que não vai mais fazer isso.
–Me desculpa, Jeremy. Mas eu jamais irei prometer isso. Agora...-e então ela desmaiou e eu a segurei rápido.
A levei para o motel mais próximo e a deixei na cama. Eu não poderia deixá-la sozinha ali, e então adormeci ao seu lado na cama, o que eu queria que acontecesse á tempos.
Pov's Lexi:
Acordei com uma dor de cabeça terrível e a luz do sol batendo no meu rosto. Aquele não era o meu quarto, e quando olhei de lado eu encontrei o Jeremy dormindo tranquilamente, o que me assustou.
Eu não me lembrava de nada da noite passada, e pelas minhas roupas eu provavelmente estava numa balado ou num casino.
Logo, o loiro acordou e me fitou. Eu corei e desviei o olhar dele e me levantei, olhando a janela.
–O-O que aconteceu?-perguntei, meio sonolenta.
–Você não se lembra não é? Bom, você estava num casino, sabe-se lá por quê e estava quase sendo estuprada por um homem e eu te salvei para variar. E você bebeu pra cacete hein.
–Me lembro de algumas coisas, mas isso explica muita coisa.-falei e me sentei numa poltrona que tinha no quarto.-Onde estamos?
–Num motel.
Eu arregalei os olhos e ele riu. Ai, como eu amava aquela risada e aquele sorriso que me fazia derreter.
–Minha casa era muito longe e você não queria ir pra casa daquele jeito.
–Hum, ta bom.
Ele pediu café da manhã e ficamos em silêncio comendo. Até que ele quebrou o silêncio:
–A sua moto está lá fora, tá? Eu consegui que a pegassem para mim.
–Ah, obrigada.
–Disponha...então... você vai voltar para casa, certo? O que vai dizer?
–Que me senti muito mal mesmo e que fui ao hospital e tomei alguns soros.-disse fria e voltei a comer.
–Essa é boa.
–Eu sei.
Eu procurei ficar calada. Eu precisava esquecer esse cara. Ele era problema na certa. Meu coração batia forte quando eu o via e eu tinha que parar de derramar lágrimas por ele, afinal, eu sou fria. Eu não amo, não mais. E eu não choro. Eu sou forte, tenho que resistir.
Depois do café, eu peguei meu capacete e meus sapatos. Olhei para Jeremy e me despedi:
–Bom, obrigada pela ajuda.
–Que isso. Boa sorte!
–Eu não preciso de sorte, eu sou uma lutadora.
Saí do quarto e fui até minha moto. Liguei o motor e acelerei para minha casa. Adeus, Jeremy.
Fale com o autor