Apostando nossas vidas!
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Pov's Jeremy [On]:
Isso só pode ser uma coisa: carma. É impossível que possa acontecer uma coisa dessas! Eu trago ela pra Miami pra tentar reconquistá-la em duas semanas e vem um desgraçado de infância dela pra me atrapalhar!
Estávamos os três numa cafeteria não muito longe de onde eu e Lexi estamos hospedados. Nunca em minha vida vi um cara mais entediante que esse Áxel. Ele só fala da infância e em como tinha saudades da Lex. Eu não aguentava mais ver aquilo. Então tive uma ideia:
–Bom pessoal. A conversa tá muito boa, mesmo. Mas me deu uma tontura e eu acho melhor voltar.-esse era o meu plano. Sou criativo, né?
–Nossa, que pena.-comentou Lexi.-Você tem uma saúde de ferro, tinha que ter uma tontura logo agora?-a ficha caiu. Ela sabe que é mentira. Que mulher ninja.
–É vida. Fazer o que, né?-tentei não deixar suspeitas.-Mas aproveitem o resto da tarde. Eu vou ficar bem em casa.-peguei minhas chaves e me levantei da cadeira.-Cuide bem dela, cara.-aquilo soou mais como um aviso do que pedido, mas foda-se.
–Pode deixar. Melhoras.-respondeu aquele idiota entediante.
Andei pra longe dali, em passos largos. Teria uma grande briga quando a loira chegasse mas eu não ficaria ali nem que me dessem o dinheiro do presidente da América.
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Pov's Jeremy [Off]
Pov's Lexi [On]:
Não muito tempo depois de Jeremy inventar uma desculpa esfarrapada, eu havia voltado pro hotel.
Encontrei Jeremy deitado na cama, bebendo uma garrafa de uísque e vendo algum programa de esportes na tv. Eu estava certa. Ele jamais estaria doente. Logo me enraiveci e perguntei:
–Qual é a sua, hein?
–Ah, poupe-me de suas reclamações, White! Eu não ficaria ali ouvindo besteiras que não têm nada haver comigo. Meu ouvido não é penico!-respondeu ele, parecia um pouco bêbado.
–Então poderia ter me avisado!-rebati, com fúria.
–Você não iria embora, iria?
–Bom, sim. Talvez...sei lá. Você não deu a oportunidade.-respondi, realmente não sabia o que dizer.
–Nunca em minha vida vi gente mais entediante.-disse ele, tirando mais um gole da bebida.-Precisarei desse cara quando eu tiver alguma crise de insônia!
Me senti ofendida. Áxel é meu melhor amigo. Sempre foi. Nós passamos por muita coisa juntos e eu não admitirei que o xinguem.
–Cale-se, Thompson.-ordenei.-Você não o conhece. Não sabe o que já passei com ele.
–Bom, o conheço o suficiente para saber que ele não passa de um trouxa, otário e fracassado.-aquilo foi a gota d'água.
–Escuta aqui, Jeremy.-comecei.-O único otário, fracassado e trouxa dessa história é você! Ao contrário de você, ele jamais tentaria me levar presa. Por mais que eu valesse todo o dinheiro do mundo, ele jamais me trairia! Pelo menos ele é fiel e não se infiltra na vida de alguém apenas para se livrar dela no final!
–E por acaso eu me livrei de você? Você está vendo onde estamos?!
–As suas intenções antes, eram me prender e ficar com a grana.-rebati.-Você nem teria me conhecido se não fosse pela sua idiotice e ambição!
–Sendo assim, você é exatamente como eu!
–Sou mesmo? E por que?
–Você sabia o tempo todo o que eu queria mas mesmo assim quis mais um joguinho. Você não resiste á um bom jogo, principalmente quando você tem a vantagem.
–E o que eu ganhei no final? Um trouxa que quer me levar pra cama e me largar uma semana depois!
–Eu já disse que não é essa minha intenção. Não sou tão sujo assim, White.-lá vinha ele. Sempre que tinha raiva de mim me chamava pelo sobrenome.
–Ah é? Tanto que achou que pudesse mentir pra mim e depois me levar em cana! Você não é nem um pouquinho sujo, Thompson!-fui sarcástica.
–Bom, se sou tão sujo, vá atrás de seu amigo fiel e de boas intenções!
–Se é assim, beleza! Partirei amanhã!-falei e fui até o closet, onde as minhas roupas estavam.
Logo ele saiu depressa da cama e foi ao meu encontro, com o rosto surpreso e assustado.
–Como assim?-perguntou ele.
–Oras, o Áxel vai para Vegas amanhã. Eu vou com ele, se não se importa.-respondi, dobrando uma camiseta e guardando-a na mala.
–Fizemos uma aposta.
–A aposta foi cancelada.-respondi, sem olhá-lo nos olhos.-Se você não aceita o meu melhor amigo como ele é, então tirei a prova de que você não poderia me amar pelo que eu sou.
–E o que você é, no caso?
Me virei lentamente para olhá-lo. Eu não estava magoada. Eu jamais mentiria quem eu sou.
–Uma criminosa procurada.
(...)
Na manhã seguinte, eu já tinha a mala pronta. Estava decidida. Iria embora daquela cidade. Eu realmente me diverti bastante, mas agora já acabou.
Eu voltaria de carro com o Áxel para Las Vegas. Sairíamos ás 16 horas, se não houvesse nenhum imprevisto.
Estava no apartamento, tecnicamente, na varanda do quarto. Eu amava aquela vista incrível. Eram 9 da manhã. Jeremy ainda estava dormindo por causa da ressaca. E eu rezava bastante para que ele virasse a tarde dormindo também.
Por mais que ele me irritasse, perturbasse, fosse a desgraça da minha vida, eu gostava dele. Era um homem que tinha uma história interessante, até me comoveu, pois sua história não era tão diferente da minha. E iria doer ter que trocá-lo por causa de uma briga.
Meu celular tocou, anunciando uma mensagem. Era de Leyla:
–"Vocês brigaram mesmo?"-Leyla.
–"Sim. Vou voltar pra ksa hoje á tarde."-respondi.
–"Como e com quem?"-Leyla.
–"Lembra do Áxel? Ele mora em Vegas e eu vou voltar com ele."
–"Então foi por causa de ciúmes?"
–"Poupe-me, Leyla!"
Desliguei o telefone e voltei a admirar a paisagem. Estava totalmente entediada, pois tinha medo de ligar a tv por causa do Jeremy.
Então tive uma ideia. Me troquei e peguei as chaves do carro do Thompson. Saí do apartamento de fininho e fui passear pela cidade uma ultima vez.
(...)
Quando faltavam 15 minutos para eu viajar, voltei pro hotel. Havia pensado no que fazer antes de ir embora e deixar ele sozinho lá.
Tinha comprado um presente para ele. Escrevi uma carta de desculpas e quando Áxel chegou para me buscar eu a deixei na escrivaninha perto do banheiro.
Desci os andares com minha mala e vi Áxel em seu carro, me esperando. Eu não entendo muito de carros, mas aquela era uma caminhonete azul-escura muito bonita.
Ele saiu do carro e guardou a minha mala. Depois me cumprimentou com um abraço e disse:
–Pronta pra viajar?
–Já nasci pronta.-respondi e entrei no carro, seguido dele.
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Pov's Lexi[Off]
Pov's Jeremy [On]:
Quando acordei, já eram umas cinco da tarde. Eu procurei Lexi por todo o apartamento, mas não a encontrei. Logo senti uma sensação de pânico. Será que ela foi mesmo embora?
Achei uma caixinha na escrivaninha, ao lado, tinha uma carta escrita com a letra dela. Não exitei e a abri rápido:
"Jeremy,
Me desculpa, mas eu fui embora. Eu te dei uma chance pra que pudéssemos ter um "nós", mas algumas coisas simplesmente não são pra ser. Você deve estar furioso comigo agora, mas eu espero que entenda. Não posso obrigá-lo a e perdoar, mas espero que possamos ser amigos.
Me desculpe por todas as coisas terríveis que eu falei ontem, eu sou assim mesmo, pode perguntar ao Jeferson. Bom, é isso. Te vejo quando voltar á Vegas.
–Lexi"
Eu realmente estava furioso, magoado e me sentindo ridículo. Quando vim para cá, não foi isso que eu esperava no final.
Abri a caixinha e nela havia um cordão. Era um cordão simples. Com correntes douradas e uma âncora preta como pingente.
Não havia mais nada á fazer em Miami. O problema é que Lexi havia levado uma parte do meu dinheiro, então não dava para botar gasolina o suficiente pra viagem.
Eu teria que pegar um ônibus. Comprei uma passagem online, e estaria em Las Vegas de volta hoje mesmo.
Arrumei minhas malas e tomei um banho. Teria que ir á rodoviária ás 18 horas, pois meia hora depois eu viajaria.
(...)
Era a hora de ir embora. Eu usava o cordão que ela me deu. Sentia que estava com ela, mesmo não estando.
Entrei no veículo e me dirigi ao meu lugar perto da janela. Logo depois, uma morena sentou-se ao meu lado. Ao meu ver, até que era bonita. Tinha olhos azuis como o mar, seus cabelos pretos como carvão e bastante lisos, sua pele branca e suave... parecia uma boneca.
–Oi.-disse ela, parecia nervosa.
–Oi.-respondi.
–Meu nome é Nicole. Nicole Carter. Muito prazer.-ela estendeu a mão e eu a cumprimentei.
–Thompson. Jeremy Thompson. O prazer é meu.
–Nossa, como estou nervosa.-disse ela, parecia ter sido para si mesma, mas eu ouvi e resolvi perguntar:
–Com o que?
–Bem, estou me mudando para Las Vegas.-disse ela, e eu ainda não tinha entendido direito.-Fim de relacionamento. Faz bem ir pra outra cidade.
–Entendo. Foi isso que eu fiz na primeira vez.
–Nossa. Nem sei como vou me virar lá. Eu não conheço a cidade.
–Eu posso mostrá-la, se quiser.-continuei.-Conheço Vegas como a palma da minha mão.
–Você faria isso?-perguntou ela, com os olhos brilhando.
–Claro. Não custa ajudar.
–Ah, nossa. Muito obrigada, Jeremy. Você é meu herói!
–Qué isso!
E passamos o resto da viagem conversando. Nicole era uma garota muito divertida e simpática. Contava histórias de sua infância e sua adolescência e como foi que terminou seu namoro.
Gostei dela e viramos bons amigos. Eu mostraria Las Vegas para ela. Mas não pretendo apresentá-la á ninguém que eu conheça, pois não sei como irei encarar Lexi e se eu disser ao Marcos ou á Leyla eu destruirei as expectativas dos dois, então acho melhor esperar pelo momento certo.
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