Apocalipse Zumbi (interativa)

18 Piedade não existe mais


Notas iniciais
Hoje a abertura é uma musiquinha especial feita pelo querido DumbledoreStrelow! Em vez de ser cantada por mim será cantada pelo nosso mais novo pirata, Gaspar! :'D Vai lá, Gaspar! ~Gaspar on~ Muito bem, leitores, cantem comigo! -Estão prontar crianças?? - -Estamos Neko Chan! -Eu nao ouvi direitooo?????? -Estamos Neko Chan!!!! -Aaah..... Quem estupro Beatriz coitada? - Troy viado, barriga cortada! ~Troy on~ - Fala sério! Musiquinha rídicula! Só segui o que estava no script, caramba! ~Neko-Chan on~ - Fica na sua aí, Troy! Você que deu a maioria das idéias pras cenas, falou? ~Beatriz on~ Ahhhhhhh! Foi você! ~Troy on~ Ferrou... ~Beatriz~ Vem cá, seu imbecil! Vou te abrir de verdade agora! *corre atrás do Troy* ~Neko-chan on~ Okay, né... Enfim! Esse capítulo é dedicado a vocês, seus lindos! Que comentaram, favoritaram e continuam acompanhando mesmo com tudo que eu faço com os seus personagens! E, em especial, a Gaspar Lannister, que recomendou essa história! Beijos! Juro não arrancar o pé do Harry! Hehe... Sou da casa Baratheon, por falar nisso! Boa leitura, meus jovens! ^^

Todos os sobreviventes estavam feridos seriamente de algum jeito. A única médica estava em choque chorando no chão. Os dois possíveis líderes estavam feridos seriamente e não era uma boa hora para eleger um dos outros feridos a líder temporário. Alguém deveria, por questão de ética, dar esse passo sozinho. Só haviam três pessoas que podiam fazer isso, três pessoas que estavam suficientemente conscientes para tentar tirar o grupo dessa situação sem saída.

Damien.

Cristina.

Maryanne.

Qual deles?

Um silêncio se instalou no lugar, silêncio que foi de pouco em pouco preenchido por soluços, gemidos e o barulho dos errantes. Ninguém se mexia. Muitos estavam tentando raciocinar. Duas portas. Uma lacrada por errantes e a outra lacrada por toras de madeira que fariam muito barulho se fosse retiradas. Com certeza haviam errantes do outro lado da segunda porta. Janelas? Fechadas e lacradas. Muitos errantes do outro lado. Muitas armas, porém muito barulho. Esgoto muito estreito, não tinha como passar por ele. Só havia uma saída, uma apenas.

Qual dos três perceberia?

Depois de um tempo, um par de olhos azuis se arregalou e um suspiro de surpresa ajudou a preencher o espaço. Alguém entendeu. Alguém já sabia. Um novo líder foi elegido.

– Já sei... — murmurou — Já sei!

Todo o grupo se virou para Maryanne, de longe a menos machucada. Alguns cortes e hematomas que, porém, incapacitavam seus movimentos. A ruiva agora sorria.

– Cristina, vem aqui comigo! — chamou a ruiva.

– O que? O que você está pensando? — perguntou Cristina.

As duas foram até os fundo da loja, onde aconteceu a aparição de Troy e "Crabbe e Goyle". Cristina mancava atrás da parceira e o grupo as encarava sem entender. Gaspar se levantou e procurou algo para fazer pressão em seu olho. Triz e Damien fizeram o mesmo com os ombros.

– Ninguém ouviu barulho de portas — explicou Maryanne sorrindo — Quer dizer, a loja inteira está lacrada, certo?

– Sim, certo — concordou Cristina — Mas o que isso quer dizer?

As duas entraram na área em que apenas o vendedor poderia passar, para receber os pagamentos. Maryanne olhava para cima e ignorava as perguntas de Damien e de Cristina. "Aqui está o caixa", pensou a ruiva "Ótimo! Um, dois, três, quatro, cinco. Direita. Um dois"

– Achei! — exclamou a ruiva.

Ninguém entendia o que Maryanne havia achado. Ela havia parado em uma parede, e agora ela e Cristina não eram mais vistas pelos outros integrantes do grupo.

– Pegue aquela cadeira pra mim — pediu a ruiva a Cristina.

Esta obedeceu e entregou uma cadeira de plástico próxima a amiga. Maryanne colocou a cadeira na sua frente e subiu nela, ficando de pé. Tateou o teto com os dedos com a mesma concentração que normalmente é associada ou xadrez profissional.

– O que está acontecendo aí? — gritou Gaspar.

– Ahn... Não sei, senhor! Maryanne está...

– PERFEITO! — exclamou a ruiva.

Esta, estava com os dedos encostados num ponto aleatório do teto. Cristina não havia entendido o que ela estava fazendo até que Maryanne puxou aquele pedaço do telhado e uma escada desceu suavemente de lá.

– É a passagem que dá pra o telhado da loja — explicou Maryanne descendo da cadeira e puxando a escada consigo — É nossa única chance de sair daqui vivos, se quiserem minha opinião.

Cristina sorria.

– Mary, você é genial! — exclamou Cristina, enquanto abraçava a amiga, que retribuiu, surpresa.

– Valeu Christie...

– Vamos! Peguem as as mochilas e vamos dar o fora daqui agora! — gritou Cristina.

Todos obedeceram e foram, sangrando, até a escada.

~#~#~

Com algum esforço, todos conseguiram subir junto com as mochilas e conseguiram levar Lucie para cima também. Maryanne a levava nas costas, por ser a única com condição para aquilo. Ver o Sol acalmou a todos, porém por pouco tempo.

– Já está descendo — constatou Triz.

– Está ficando tarde — disse Damien — Se quisermos viver, teremos que ser rápidos. Qual a sua idéia?

– Bom — começou Maryanne — É bem simples, na verdade. Vou precisar da sua ajuda, Maldonado. Vem comigo.

Os dois desceram de volta para a loja e, depois de dez minutos, subiram com três corpos amarrados nas cordas da ruiva. Os sobreviventes ficaram horrorizados até que a líder temporária explicasse.

– Não vamos conseguir correr o suficiente para alcançar o carro sem que alguém fique para trás. Bom, antes eles do que nós.

– E além disso — continuou Damien, jogando três pedaços de plástico no chão perto dos quatro — Todos são doadores de órgãos. Então não tem tanto problema.

– Mas isso é anti-ético! — retrucou Triz.

– Falou a mina que abriu esse cara "que nem um peixe" — disse Damien.

– Peça a permissão desses caras e veja se eles dão a mínima — terminou Maryanne.

Triz se calou. Maryanne puxou uma das cordas das mãos de Damien e entregou a Cristina. Troy

– Você vai ser a que menos vai correr — disse ela — Corra com esse cara nas suas costas e os errantes vão rastejar pelas tripas deles. Assim que eles estiverem muito perto, solte e não olhe pra trás. Corra o mais rapido que puder. Vou estar do seu lado. Damien, você vai soltar o primeiro assim que descermos, entendeu?

Ele fez que sim. Então eles iniciaram o plano. Triz levaria Lucie nas costas, mesmo machucando seu ombro. "Ignore a dor. Ignore a dor".

Maryanne foi até onde os errantes estavam mais concentrados e começou a gritar.

– Aqui! AQUI, SEUS PEDAÇOS DE MERDA AMBULANTES! VENHAM PRA CÁ!

Isso funcionou. Distraiu os errantes o suficiente para que os outros pudessem correr para o outro lado e chegar ao carro. Damien e Cristina estavam atrás e os outros mais na frente. Estava dando certo.

Maryanne pegou seu corpo e o puxou pela corda. Correu pelo telhado e desceu, o mais rápido que pode, até chegar ao asfalto. Correu atrás do grupo. Os errantes notaram e, logo, um mar de mortos os seguia.

A ruiva chegou perto do Maldonado.

– Agora! — ela gritou.

Damien soltou o corpo e parte dos errantes parou para pegar uma mordida. Maryanne sorriu vitoriosa. Cristina estava ficando para trás, como o previsto. Sua perna não aguentava muito. Fez sinal para que Damien acompanhasse os outros. Ele puxou seus mais novos brinquedos e se aproximou de Gaspar.

Maryanne diminuiu.

– Calma — ela disse — Muita calma. Quando eu disser já, ok?

Cristina fez que sim com a cabeça. Os errantes se aproximavam cada vez mais e a garota já estava começando a se desesperar, mas a ruiva não.

– Calma... Calma... Calma... — ela ia dizendo. Depois de mais alguns segundos ela gritou — Agora! Corra Christie! Corre!

Cristina arrancou, com todas as suas forças. Os errantes foram parando para comer o Troy. Deu certo. Cristina estava salva. Faltava tão pouco pra grade...

Maryanne soltou seu corpo e ele rolou até chegar aos errantes. Chegou na grade e ajudou todos a subirem. Faltava apenas Cristina. Então os errantes apareceram. Cristina ficou desesperada mas Maryanne não demonstrava medo.

– Sobe — ela disse, com calma — Tudo faz parte do plano.

E se virou, correndo na direçao dos poucos errantes que os alcançaram.

– Encontro vocês depois! — gritou ela — Damien, você dirige!

E então, sumiu no mar de errantes.

Notas finais
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