Apocalipse Zumbi (interativa)
12 O grande problema
Notas iniciais
Passaram-se dias desde o episódio que ficou conhecido como "O Incidente Damien". Cristina fora a pessoa que mais se irritou com aquilo tudo, até mesmo Triz havia voltado a falar com o garoto. Katrina, que estava longe, buscando lenha no dia, não tinha noção do que havia acontecido, porém Gaspar havia explicado:
– Damien... Perdeu o controle por um momento... Só isso. Ele queria apenas proteger o grupo mas... Bom, acabou criando uma confusão enorme. Tudo já foi resolvido, claro. A última coisa que precisamos é uma confusão dessas no meio da situação em que estamos.
Katrina ouviu as palavras do major, mas não confiou o bastante. Viu que o grupo estava completamente desmembrado, mas o que poderia fazer?
Ainda estavam na área próxima ao lago. O Incidente Damien havia ocorrido há 4 dias e, desde então, o Maldonado não havia saído da barraca que montara. Apenas duas pessoas entravam e saiam. Maryanne e Lucie. O porque era um mistério. Por que o interesse? Por que ele deixava? Mas isso nem mesmo importava, pois as duas não ficavam nem mesmo 5 minutos com ele e saiam. O resto ficava fazendo suas novas atividades diárias.
– O que você acha que eles ficam fazendo lá dentro? — perguntou Clear a Harry.
– Coisas... Coisas interessantes — disse o pequeno sorrindo maliciosamente.
A pequena entendeu as palavras do loiro e deu-lhe um tapa no ombro. Harry ria enquanto Clear dizia coisas como "Pare de pensar nessas coisas!" ou "Como um menino de 14 anos pode ser tão pervertido?".
– Tenho 13 anos — respondeu o loiro — Meu aniversario foi 2 dias atrás. Meu pai nem mesmo se lembrou...
Clear abaixou a cabeça, se sentindo estranhamente culpada. O loiro não demonstrava nenhuma expressão, porém se sentia mal. O sentimento passou quando sentiu os braços de Clear o abraçando em tom de consolo. Abraçou de volta. Mesmo sendo mais novo, era ligeiramente mais alto que Clear, por isso, ficou conhecida como "pequena".
– E então — disse Harry, sorrindo — Vamos fazer coisas interessantes?
A resposta de Clear foram 5 tapas fortes e bem direcionados ao loiro.
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– Vamos mesmo ficar, não é? — perguntou Derick — Ninguém nos disse para ir embora, então vamos ficar.
– Por favor, diga que sim — pediu a pequena Kath — Aqui é tranquilo, as pessoas são boas...
Os quatro integrantes estavam, como sempre, sobre as arvores. Andrew tocava algumas notas suaves, dedilhadas no violão.
– Eu concordo com Kath e Derick. Devemos ficar.
– Sim, sim, eu sei. Ficamos — disse Lucie — Mas ficamos até algo nos parecer estranho. Sempre há desavenças em grupos grandes, querendo ou não.
Todos concordaram. Kath começou a cantar de acordo com as notas tocadas por Andrew.
Tudo estava em paz.
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Todos estavam ao redor de uma fogueira naquela noite. Cristina conversava animadamente com Jason, que continuava com uma postura severa, porém sorria. Cristina estava corada. Os mais novos também conversavam. O loiro acariciava seu próprio braço com cara de indignação enquanto a pequena parecia furiosa. Depois de um tempo os dois sorriam. Gaspar, estava sempre distante. Nem mesmo apareceram naquela noite. Triz estava com Kaio, reclusos. Katrina estava junto a eles. Os quatro outros integrantes estavam nas arvores, conversando entre si, as vezes trocando uma ideia com os de baixo.
Maryanne olhava tudo de longe. Suspirou ao perceber o tempo que havia passado, pegou uma tigela de seu próprio peixe e andou até uma barraca.
– Garota entrando no espaço de um garoto — anunciou a ruiva — Nunca se sabe o que pode encontrar no espaço de um garoto desprevenido...
– Entra.
Maryanne obedeceu. Lá dentro, encontrou o Damien no pior estado em que um ser humano poderia se encontrar: os olhos azuis, sem vida, o cabelo emaranhado, a cara amassada e olheiras fundas sob os olhos.
A ruiva estendeu seu pote de comida e Damien agradeceu com um sorriso, comendo. Maryanne se sentou ao lado do Maldonado.
– Vai ficar tudo bem — sussurrou.
Sussurrou mesmo não tendo certeza. Mesmo estando redondamente errada.
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