Notas iniciais
Boma dia pessoas mais um cap que estava sendo esperado por todos o reencontro de Emma e Daryl. Bom hoje eu fui ler a fic desde o inicio e notei que troquei algumas vezes o nome Emma por Anna(que é a protagonista da outra fic que escrevo) etambém é citada aqui. Acabei trocando e nem percebi na revisão vou ficar mais atenta daqui pra frente!
Bjus e obrigada pelos Reviews! Nao deixe de comentar o cap!

POV DARYL DIXON

‘Queria não ter bebido tanto seria verdade o que aquele estranho me dizia? Emma estava viva? Talvez tudo aquilo não passasse de mais uma alucinação, elas estavam ficando cada vez mais frequentes.’

Continuei apontando a besta pra cabeça dele e ele com a arma em punho.

_Vai me levar até ela ou vai ter uma flecha na sua cabeça! Eu posso esta bêbado mais eu garanto a minha mira.

_Eu trago ela aqui, não vou levar um estanho pra perto do meu grupo.

_Quem garante que você vai traze -la de volta! Que não vai sumir com ela?

_Vai ter que confiar, ou você espera ou a gente se mata aqui não tem outra escolha, não vou levar um bêbado armado pra perto das pessoas que amo nem morto.

Eu abaixei a besta e a joguei-a nos pés dele e depois a minha faca.

_Emma é a única coisa que me restou, me leva até ela ou da um tiro na minha cabeça. Falei

_As flechas também, ou nada feito.

Joguei a bolsa com as flechas e ele juntou-as.

_ Devolvo suas armas quando for embora com a garota. Vamos ter que andar, não encontrei gasolina.

_Eu tenho uma moto a gasolina deve dar pra mais um ou dois kms.

_Não vou subir numa moto com você guiando, já matei muito zumbi pra acabar morrendo num acidente por causa de bebida.

Senti uma vontade tremenda de socar a cara dele, mas ele estava com Emma e realmente eu não tinha condições de dirigir. Consenti que ele dirigisse, me senti um trapo desarmado e andando de carona numa moto. Minha filha estava viva eu eu iria vê-la de novo, minha pequena sempre foi corajosa desde bebê, mas era uma criança devia estar apavorada agora.

‘Devia ter torturado mais aquele cara, devia ter deixado os Errantes terminarem o trabalho eles comeriam sua carne e ele sentiria cada mordida, morreria aos poucos e assim talvez a raiva que queimava dentro de mim não fosse tão grande. Eu nunca mais vou beber, foi isso que eu disse no meu ultimo porre, mas já fazia tanto tempo que eu nem lembrava o quão desagradável era. Minha cabeça girava e eu mal conseguia segurar-me a moto a dor no meu ombro também incomodava, eu tenho que me recuperar Emma não pode me ver assim ’ pensei.

Descemos da moto e começamos a caminhar mata a dentro.

_Eu nem perguntei seu nome...Disse o homem

_Daryl Dixon. Respondi com a língua meio enrolada.

_Simon kanne, meu grupo e eu viemos do Canadá.

Passamos por um riacho eu aproveitei pra lavar o rosto e a boca pra tentar tirar o cheiro da bebida, mas estava empregado em mim e saia pelas minhas narinas. Acendi um cigarro e comecei a fumar, Emma odiava ver me fumando, mas o cheiro do cigarro disfarçaria o das doses de uísque. Cigarro era um vício pra mim, bebida fraqueza Emma precisava sentir-se segura ao meu lado agora mais do que nunca.

Mais alguns minutos e eu pude avistar uma barraca e uma fogueira, chegamos a clareira uma mulher e um garoto apontaram imediatamente suas armas na minha direção.

_Tudo bem ele ta desarmado disse Kanne largando a besta e as flechas no chão.

Corri os olhos pelo acampamento, nenhum sinal de Emma.

_Cadê ela? Você mentiu pra mim disse dirigindo-me ao homem já furioso.

_A garota? Ela esta dormindo na barraca! Perdeu muito sangue esta fraca.

Eu entrei imediatamente na barraca o pequeno grupo me olhava um pouco apreensivos. Emma dormia, senti como se duas toneladas fossem arrancadas das minhas costas, cheguei perto dela a ponto de ouvir sua respiração calma e compassada, acariciei seu rosto um pouco machucado e senti as lágrimas rolarem pelo meu, era estranho desde garoto aquilo não acontecia. Mesmo com todo o sofrimento que passei perdendo amigos, meu irmão e depois Anna eu não chorei por eles. Mas Emma era diferente era minha filha, eu não conseguia conter a emoção como fazia com os outros, era mais forte que eu, amava aquela criança mais do que qualquer coisa.

Peguei a sua cabeça levemente e pousei sobre meu colo com cuidado pra que não acordasse, ela se remexeu um pouco e voltou a dormir. Eu não queria acorda-la era melhor que dormisse até passar a minha bebedeira. Fiquei afagando os seus cabelos por um tempo, estavam um pouco mais curtos ela e tinha uma palidez anormal certamente causada pela perda de sangue. Eu não consiguia pensar no que diria a ela quando despertasse, nunca fui bom com palavras eu não tinha a menor ideia de como agira, desejei que Anna estivesse aqui ela sempre tinha uma palavra de conforto pronta pra qualquer situação.

Uma mulher surgiu na porta da barraca e ficou observando-me por alguns segundos.

_Ela está bem só ta cansada, será que podemos conversar com você aqui fora.

Coloquei a cabeça de Emma lentamente no travesseiro, a porcaria do um ombro voltou a doer e a minha cabeça também anunciando o início de uma boa ressaca.

Sai da barraca, o garoto mexia na minha besta.

_Isso não é um brinquedo. Falei repreendendo-o

Ele riu com um dos cantos da boca e me alcançou-a de volta junto com a bolsa de flechas.

_Emma e eu vamos embora assim que ela acordar.

_Esses são Rachel e Josh. Disse Simon apontando pra mulher e o garoto.

_ Sou o pai da Emma, meu nome é Daryl devo uma pra vocês.

_Não deve nada não a salvamos pensando em recompensa, e talvez devesse ficar até ela se recuperar bem, ela esta em estado de choque passou o dia todo olhando para tronco de uma arvore até dormir. — falou a mulher remexendo na fogueira.

Vi alguma coisa se mexer entre os galhos da mata, empunhei a besta mirando naquela direção, os três já ficaram em estado de alerta tentando enxergar o motivo de eu ter empunhado a besta. Disparei e caminhei na direção do mato voltando arrancando a flecha do corpo de um coelho.

_Jantar, falei enquanto eles me observavam um tanto impressionados.

Comecei a retirar a pele do coelho por sorte ele era grande.

Simon se agachou do meu lado observando o que eu fazia

_Nossa isso foi impressionante – Disse Simon

_Você não caça?

_Não tão bem assim, na verdade faz um bom tempo que não temos muita sorte nas caçadas.

_Que pele vermelha de araque você é. Falei

Ele riu,

_Só porque sou descendente de nativos não significa que tenho que ser um bom caçador.

_O grande chefe deve ta se revirando no tumulo. _ falei em tom sarcástico .

Acho que ele não gostou muito, levantou serio e cochichou algo com a mulher. O garoto se aproximou de mim olhando o coelho já quase sem nenhuma pele. Parti o animal ao meio retirando suas vísceras e órgãos internos. O garoto olhava aparentando estar um pouco enjoado. Ele virou-se e saiu correndo vomitando alguns passos a frente

‘Que bixinha’ pensei

__Terminei de limpar o coelho o espetei com alguns galhos e coloquei assar na fogueira. Apertei meu braço, aquela dor não passava.

_Está ferido? Posso dar uma olhada? Perguntou Rachel.

Eu retirei o colete e a blusa.

_Nossa isso ta feio, e você esta febril. Vo limpar isso e vai doer, mas sem medicamentos vai ter que cauterizar pra evitar que a infecção aumente.

_Faz o que tiver que fazer.

Ela colocou a ponta de uma faca nas chamas da fogueira e pegou algumas coisas na mochila.

Ela limpou o ferimento retirando todo o pus e o sangue coagulado deixando visível apenas o pequeno furo por onde a flecha passou, fez o mesmo na parte de traz do ombro. Era estanho mesmo que fosse pra um cuidado médico sentir alguém me tocando.

Ela retirou a faca do fogo, a ponta estava vermelha feito brasa, encostou primeiro na parte de trás do ombro, aquilo doeu pra valer me segurei pra não hurrar de dor.

_Primeira parte terminada. Disse ela com um sorriso nos lábios.

‘Não era o ombro dela’ pensei.

Rachel colocou a faca novamente no fogo meu ombro agora latejava doendo pelo ferimento e pela a bela queimadura que ela me causou, mas Rachel estava certa se eu tivesse pensado nisso antes não teria sofrido tanto com aquele ferimento e Emma não teria passado pelo que passou. Ela veio até mim segurando a faca com a ponta ardente e pousou sobre minha pele, me esquivei num reflexo instintivo.

_Já acabou, vai doer por uns dias ainda, mas deve conter a infecção.

O coelho já começava a exalar o cheiro de carne assada, meu estomago parecia um buraco minha ultima refeição tinha sido a lata de sardinhas estragada há três dias.

Vi uma movimentação na barraca e depois observei Emma saindo lentamente.

Caminhei na direção dela, vestindo meu colete. Ela levantou os olhos e eu os vi cheios de lágrimas ela correu na minha direção me abraçando. Eu a envolvi nos meus braços afagando a sua cabeça. Ela chorava soluçando compulsivamente.

_Ta tudo bem, eu te encontrei não vou deixar ninguém te machucar de novo eu prometo.

Me agachei um pouco ficando na altura dos seus olhos, ela desviou o olhar eu peguei no rosto Emma e a forcei olhar pra mim, retirei os cabelos que escondiam seu rosto.

_Não foi sua culpa eu sei que só queria me ajudar, ta tudo bem nos vamos ficar bem.

_Você bebeu?

_Um pouco.

_ Me perdoa pai eu não devia ter te desobedecido. Eu sempre faço as coisas erradas devia ter morrido você ficaria melhor sem mim. Disse ela entre soluços.

Me cortava o coração ver minha filha naquele estado eu falhei, não consegui protege-la e se não fosse aquele grupo ela provavelmente estaria morta.

_Nunca mais repita isso entendeu? Nunca mais Emma. Não sabe o desespero que eu passei pensando que estivesse morta, por muito pouco eu não enfiei uma bala na minha cabeça sabia? Eu não viveria sem você. Eu não teria porque viver entendeu? Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e eu juro que eu enfrentaria tudo de novo desde o começo pra ter você comigo.

_Ele me tocou aquele homem nojento me tocou. Disse ela chorando.

_ Olha pra mim – disse puxando o rosto dela fazendo-a encarar meus olhos e continuei.

_ Eu não vou mentir pra você, o tempo não vai faze-la esquecer não vai, mas Emma você é forte vai superar. Eu matei aquele desgraçado e ele nunca mais vai fazer isso com ninguém. Agora chega de choro você é uma Dixon lembra? Eu nunca mais vou tirar os olhos de você. Vem ta fria vou te aquecer perto do fogo.

Sentei me com ela aninhada no meu peito próximo a fogueira. Rachel nos observava com um olhar terno e atento.

O assado ficou pronto, tive que praticamente obrigar Emma a comer, não seriam fáceis os próximos dias. Ela sentou-se numa pedra e ficou observando o nada.

_O garoto não vai comer? Perguntei a Simon quando reparei que ele não se servira de nenhum pedaço do coelho.

_Ele não come carne. Respondeu

_E o que ele come?

_Frutas quando tem, raízes às vezes peixe, mas raramente.

‘Escolhendo comida no fim do mundo essa é boa, se fosse meu filho enfiaria um pedaço na boca dele pra deixar de frescura, como aquele garoto estava vivo?’ Pensei

_Podem ficar com a gente se quiserem, estamos procurando um lugar seguro pra nos estabilizar temos algumas sementes pra plantar.

_Lugar seguro é pedir demais não acha? Falei enquanto observava Emma levantar e se afastar um pouco.

_Talvez, mas não da mais pra ficar na estrada ta cada vez mais difícil achar comida e munição. Sem falar nos comedores de gente. Não vamos conseguir sobreviver muito tempo assim. Vivemos por mais de 10 anos numa vila na montanha no Canadá. Plantando e colhendo, mas o ultimo inverno que passamos la foi rigoroso demais, ficamos sem comida e as pessoas começaram a pirar ai já imagina o que aconteceu.

_ Emma! Onde está indo?

_Só vou fazer xixi! Disse ela se afastando.

_E então? Vão ficar com a gente? Rachel pode te ajudar com a garota. Ela é boa nisso.

_Vou falar com Emma...

Dias atrás eu recusaria a oferta sem pestanejar, com os anos aprendi que grupos só serviam pra ver mais pessoas morrerem. Mas depois do que aconteceu com Emma eu já não tinha tanta certeza disso, num grupo se eu morresse ela não ficaria sozinha. Mas alguma coisa me deixava inquieto com aqueles estranhos, eles eram bons demais, gentis de mais talvez eu tivesse desaprendido a confiar nas pessoas, na verdade sempre mantive um pé atras com todo mundo. Na hora do desespero até mesmo aqueles que você considerava amigos fiéis podiam trai-lo pra tentar salvar a pele daqueles que amavam.

‘Emma está demorando demais’ Pensei

Fui atrás dela, caminhei alguns minutos na direção que ela havia saído.

Ela estava ajoelhada na frente de uma flor brincando com uma borboleta amarela que voava ao redor de seus dedos.

‘Ela sempre teve um certo magnetismo com animais’pensei

Aquela cena me deixou um pouco confortável ela estava serena, tranquila. A borboleta pousou sobre a flor e Emma levou a mão sobre o pequeno e belo inseto o esmagando.

_Emma? ela virou-se me fitando assustada_ Achei que tinha dito pra não ir longe.

Ela levantou e veio caminhando na minha direção, ela não tinha o mesmo olhar de dias atrás. Apesar de ter herdado meu gênio forte e acho que um pouco do meu mau humor, Emma sempre tivera um olhar meigo e o brilho da esperança da mãe dela, eu não conseguia mais vê-los e aquilo me deixava realmente preocupado. Não poderia deixar que ela seguisse aquele caminho, porque eu sabia como terminaria ela se isolaria de tudo e de todos, tentando não sentir nada apenas sobrevivendo num vazio obscuro e triste. Como eu fiz por muito tempo, acho que ainda fazia, Emma era a única que conseguia atravessar a minha dura carapaça. E eu sabia o quanto era difícil viver assim, não podia deixar que o mesmo acontecesse com ela, aquilo era pra mim um caipira rabugento, minha filha era boa demais pra viver desse jeito.

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Notas finais
Quem leu me de um OI pelo menos! Tem fantasmas demais nessa fic! to até desanimando de postar ela, nao sei nem se estao lendo :( very sad