Apocalipse – Born In Hell
26 Ep26 – Reencontro
Notas iniciais
Boa Leitura e não esqueçam dos reviews, eles me fazem ter mais vontade de escrever Bjus!
POV ANNA H.DIXON
Stuart, Allan e eu fomos verificar o motivo do barulho a pé já que o disparo não parecia ter sido de muito longe, o resto do grupo ficou no acampamento. Mesmo com a escuridão pude ver ainda de certa distancia a silueta de alguém sentado ao chão perto da estrada, parecia estar abraçando algo, uma criança talvez. Apressamos o passo e de repente um trailer apareceu em alta velocidade avançando na nossa direção, eu já tinha visto aquele veiculo antes. Allan e Stuart dispararam contra o trailer que por pouco não nos atropelou, passou por nós e deu a ré com a intenção de nos acertar.
Desviei-me e pulei segurando na escada que dava acesso a parte superior do trailer, o motorista me viu pelo retrovisor e disparou algumas vezes enquanto eu subia tentando me equilibrar sob o veiculo. Ele dirigia rápido fazendo zigue e zagues pela estrada tentando me derrubar, eu consegui chegar ao teto solar e forcei a abertura com a minha faca. Assim que abri, uma mulher golpeou minha cabeça com um extintor de incêndio pequeno, fazendo-me recuar.
“Vadia” pensei
O motorista alcançou uma velocidade grande e freou em seguida lançando-me na estrada. Rolei por alguns metros ouvindo os disparos de Allan e Stuart na lataria do trailer. Levantei e sentei sentindo-me um pouco tonta e muito dolorida, estava no meio da estrada e o trailer avançava rapidamente na minha direção, apenas fechei os olhos e me encolhi esperando a batida, mas o veículo desviou saindo da estrada e batendo numa arvore no acostamento.
Stuart correu na minha direção e tentou me ajudar a levantar.
_Não toca em mim! Eu estou bem. Falei sentindo raiva e meus músculos doloridos e o joelho sangrando.
Allan corria na nossa direção quando uma flecha atravessou sua cabeça. E outra passou bem perto da cabeça de Stuart, nos abaixamos e rastejamos até a parte traseira do Trailer, Stuart abriu a porta e puxou o motorista desacordado pro chão. A mulher tentou correr pela porta central do veículo, mas eu a segurei por traz colocando meu punhal em seu pescoço.
_Nenhum movimento ou enfio isso na sua garganta ok? Em quantos vocês estão?
_Muitos mais que vocês, nos deixem ir não queremos que ninguém se machuque.
_Diz isso pro meu amigo com uma fecha atravessada na cabeça. Ouvi disparos baterem na lataria do Trailer.
_Tem um minuto pra soltarem eles ou vocês viram peneira. Disse uma voz masculina muito familiar pra mim. Senti meu coração disparar soltei Rachel que me deu uma cotovelada e saiu correndo.
Fiquei encostada na lataria do trailer, minha respiração estava ofegante, não era a primeira vez que eu achava ter ouvido a voz dele, mas a flecha.
Dei uns passos.
_Anna não! Disse Stuart
Sai lentamente de trás do trailer vi a silueta do homem que segurava a besta iluminada pelo farol do trailer e a mulher correr e se aninhar nos braços dele. Aquilo me doeu, eu não tinha certeza que era Daryl mas se fosse era o meu homem. Ela deixou-o e caminhou até a outra silueta que parecia ser de um garoto empunhando uma arma.
Ele Continuou dando passos lentos empunhando a besta, tentando me ver entre a escuridão, eu não tinha mais duvidas era ele, um pouco mais magro, mas era seu jeito de andar, de empunhar a besta inquieto. Era ele, era meu Daryl, não pensei duas vezes e corri na direção dele, senti uma dor forte no meu braço e vi uma flecha atravessada na minha carne.
_Isso foi só um aviso, soltem o Simon e vão embora.
_Merda Daryl sou eu! Gritei.
Cai de joelhos no chão sentindo dor, arranquei a flecha deixando um ferimento sangrando no meu braço. Stuart surgiu atrás de mim mantendo a arma apontada pra Daryl imóvel a uma distancia agora um pouco menor, o suficiente pra ele me reconhecer e eu conseguir ver o seu rosto congelado como se visse um fantasma.
_Se der mais um passo eu atiro. Disse Stuart
_Abaixa isso, disse me levantando e caminhando na direção de Daryl que continuava paralisado.
Cheguei a uma distância de mais ou menos um metro, firmando a mão sobre o ferimento bem dolorido. Ele deixou a besta cair no chão.
_Não você não está aqui, você está morta, está morta Anna! Gritou ele.
_Um morto não poderia de tocar, não poderia dizer que te ama. Falei passando minha mão pelo seu rosto, sujando-o com um pouco de sangue. Ele colocou a mão dele sobre a minha olhando nos meus olhos que por sinal já estavam cheios de lágrimas de alegria por aquele momento tão esperado. Ele me abraçou forte, senti seu cheiro, sua pele, sua respiração, era algo maravilhoso, desejei aquilo por tanto tempo.
Daryl segurou meu rosto e deu dois selinhos carinhosos na minha boca me abraçando novamente e roçando seu nariz no meu pescoço.
_Anna você está aqui, está viva! Ache tivesse morta encontrei um corpo na estrada eu o enterrei achando que era você...
_Eu estou viva, eu procurei por vocês durante muito tempo Daryl eu fui a todos os lugares que tínhamos planejado. Onde esta a Emma? Perguntei olhando em seus olhos e notando o pesar que caiu sobre eles naquele momento.
_Cadê ela Daryl, onde está a minha filha? Perguntei já temerosa com a resposta que viria.
_Ela ta aqui, eu te feri podia ter te matado. Deixa eu ver isso.
_Mamãe! Ouvi um grito estridente. Olhei pra estrada Emma tentava correr na minha direção mas parecia machucada, corri até ela e a abracei forte, ela soluçava e chorava eu fazia o mesmo totalmente emocionada. Emma crescera muito neste tempo, seu rosto já abandonava as feições infantis e ganhava traços mais adultos
_Eu sabia que estava viva, eu disse pro papai que não era você.
_Como você cresceu, meu amor. A afastei um pouco e vi a palidez e um machucado em seu rosto.
Abracei-a novamente, apertando forte, sentindo aquele cheiro gostoso que os filhos exalam perceptível apenas pras narinas de suas mães.
_Emma eu senti tanto sua falta meu amor, disse segurando aquele rosto pequeno e delicado que escondiam aquela personalidade forte e decidida que ela tinha desde muito pequena.
_O que aconteceu?
Ela estendeu o pulso e puxou um curativo feito com um pano sujo e revelou uma mordida. Senti um aperto no peito.
_A quanto tempo foi isso?
_De manhã, a febre passou, estou melhor sou como você...Disse ela esperançosa.
A abracei novamente, toquei seu rosto tentando medir a temperatura, parecia normal.
_Você vai ficar bem meu amor, vai da tudo certo, confia em mim.
Ela assentiu com a cabeça e me abraçou apertado enredando seus braços magrinhos no meu pescoço, Daryl juntou-se a nós no abraço estávamos juntos novamente e nada mais nos separaria.
POV DARYL DIXON
Demorei pra acreditar que aquilo não era mais uma visão, Anna estava viva, eu não entedia como e nem me interessava saber, o importante era que ela estava ali, comigo e com Emma. Queria que aquele abraço não termina-se, tinha medo de acordar e descobrir que tudo não passara de um sonho, um delírio de uma mente perturbada como andava a minha ultimamente. Mas eu tinha que colocar as coisas em ordem, levantei caminhei até Rachel e fomos ver como estava Simon, passando pelo homem que acompanhava Anna. Quem seria ele? Com certeza não era do grupo que a sequestrara. Vi o corpo do homem que acertei estirado no chão, senti um pouco de remorso, mas eles estavam atirando em Rachel e Simon era o que qualquer um faria. Ajudei Rachel a carregar Simon até o acostamento, Josh veio me olhando curioso enquanto Emma e Anna continuavam abraçadas sentadas no meio da estrada.
_A mãe dela não tava morta? Perguntou ele não aguentando a curiosidade.
_Achávamos que estava. Respondi sem conseguir controlar o sorriso.
_Isso é muito bom, vai ser bom pra Emma ter a mãe por perto agora, só que podia ter sido um pouco mais calmo esse reencontro, quase matamos ela. Disse Rachel seria passando um pano na testa de Simon.
_Ele vai ficar bem? Perguntei.
_Vai sim, os sinais estão bons só bateu a cabeça com força. Respondeu ela sem me olhar.
Fiz um sinal com a cabeça, vi o homem falar alguma coisa com Anna e se afastar novamente, as duas entraram na cabine do caminhão, resolvi deixa-las um pouco sozinhas, eu sabia o quanto Emma sofreu todo esse tempo longe dela, por mais que eu tentasse suprir aquela falta eu não chegava nem perto do que a mãe representava pra ela. Fiquei encostado no caminhão, tentando segurar a ansiedade, fumei os últimos três cigarros da carteira e olhei pela janela, Anna afagava os cabelos de Emma e ela parecia dormir.
Abri a porta lentamente e entrei sentando no banco da frente, estiquei meu braço pro banco de trás e toquei o rosto de Anna, aquilo parecia um sonho. Eu tinha as duas pessoas que mais amava de volta.
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