Apocalipse – Born In Hell
27 Ep27 – Assassino Interno Part III
Notas iniciais
QUEM SBE QUEM AINDA NAO RECOMENDOU A FIC ME RESOLVE FAZER UMA SURPRESA NO FIM DO CAPITULO!
BJUS E BOA LEITURA!
BREVE ESTAREI POSTANDO MAIS DUAS FICS! AGUARDEM...
POV RUBY QUISSIN SALIB
Passei o dia todo a espreita no quarto de Melissa e o bebê, mas o assassino parecia não ter vontade de atacar.
“Ele não cairá em minha armadilha? Ou simplesmente não estava na Colônia? Talvez fizesse parte do grupo que saiu com Anna.”
Na manhã seguinte acordei com o choro de Jimmy, eu estava dolorida passei a noite toda em uma poltrona velha. Melissa acalmou o bebê e deu-lhe uma mamadeira com suco que foi sugada rapidamente pela criança faminta.
Ouvi algumas batidas na porta e me escondi no banheiro, fiquei espiando por entre a fresta da porta. Melissa abriu e imediatamente Louis entrou e deu-lhe um beijo caloroso antes que ela pudesse ter qualquer reação, Louis era um dos agricultores do grupo da colheita, um homem forte na casa dos 40 anos, olhos e cabelos castanhos e um senso de humor encantador, ele chegara a alguns meses junto com a mulher e o filho Timothy. Um adultero,homens eram todos iguais, minha surpresa reaiu sobre Melissa que sempre primou pelos bons costumes e na força de uma relação estável enquanto seu parceiro Henry estava vivo.
_Louis, você tem que sair daqui... Disse ela empurrando o homem porta a fora que revidou com outro beijo seguido de um abraço atrevido em que sua mão percorreu rapidamente a lateral do corpo de Melissa terminando em um aperto na sua bunda.
_Louis...Vai embora depois conversamos. Disse ela já um pouco assustada
_O que foi Mel? Não estava com saudades? Disse ele, tentando beija-la novamente.
_Acho que ela não, mas sua mulher certamente está. Disse saindo do banheiro e vendo a cara de pavor estampada no rosto de Louis.
_Ruby, eu bom, você não entendeu.
_A eu entendi sim, quem diria em Melissa pagando de amante pra um imbecil feito ele. Sinceramente esperava mais de você.
_Ruby você não tem nada a ver com a minha vida pessoal, eu cumpro com meus deveres na colônia e Louis cumpre com os dele.
_Melissa, o que ele te disse? Que vai largar a esposa pra ficar com você, que você é a única mulher da vida dele, que o casamento está desgastado e fatigante? Aposto que sim não é? Mudam os tempos, mas os homens continuam com as mesmas desculpas tolas e as mulheres burras continuam caindo. Falei
_Ruby eu realmente amo a Melissa.
_Não você ama a vagina quente dela, sua esposa vai saber disso. Não vou enganar uma de minhas irmãs devia se sentir culpada por fazer isso Melissa. Falei saindo enquanto sentia os olhares fulminantes dos dois sobre mim.
Adultério era vergonhoso pra mim passível de expulsão, no talibã as adulteras muitas vezes apenas chamadas assim pelos maridos que desejavam outra mulher e pra isso usavam da “lei” para livrar-se das esposas, eram apedrejadas ou açoitadas até a morte. Não seria ruim incluir uma lei assim na colônia, os homens eram minoria e a maioria casados, não sei se posso chamar de natureza humana ou safadeza mesmo mas muitos deles tinham mais de uma amante na colônia, aquilo me enojava. Por mais que eu tentasse por nas cabeças delas que as mulheres não necessitavam de homens para se sentirem felizes e realizadas e serem independentes ela insistiam em se submeterem a papéis como este. Se o casamento já tornava a mulher praticamente uma escrava do marido e seus desejos, ser uma amante era ainda mais degradante, entregar seu corpo em troca de algumas horas de afeto e atenção era algo extremamente humilhante e eu não conseguia entender como algumas mulheres se submetiam a esse tipo de abuso.
Subi até o meu quarto e fui tomar um banho gelado, a água fria escorrendo pelo meu corpo me ajudava a me acalmar e pensar. Fechei os olhos e deixei minha mente inundar-se de pensamentos, ouvi um barulho virei-me rapidamente. Louis tentou me golpear com uma faca, eu me desvencilhei rapidamente, me abaixei e acertei um soco na região genital dele que o fez recuar um pouco, sai do Box ainda nua e o empurrei contra a parede com um chute na boca do estômago.
_Seu infeliz o que achou que ia me matar?
_Eu vou sua vadia! Disse ele avançando na minha direção com a faca. Me abaixei e ele acertou com força o vidro do Box que se partiu em cacos pontiagudos. Peguei rapidamente um dos cacos e cravei em sua perna, ele urrou de dor e enquanto tentava retirar o pedaço eu fui ate a minha roupa e peguei a minha faca, pulando sob suas costas e cortando sua garganta. O sangue esguichou sujando a cerâmica branca. Ele caiu de joelhos colocando a mão no pescoço e tentando balbuciar algo.
Eu caminhei até ele e enfiei a faca no seu estômago cravando até o cabo, vi seus olhos se tornarem opacos e seu corpo pender ao chão.
Me vesti e chamei Marcos até o quarto, ele virou o rosto sentindo repulsa pela cena que encontrou no banheiro.
_Me ajude a tira-lo daqui, sem levantar suspeitas.
_O que ele fez?
_Tentou me matar. Mas sei como ele era querido pela colônia não quero que essa historia se espalhe por ai entende?
_Sim, mas se tirarmos ele pra fora vão ver.
_Não precisa o tirarmos da casa, tenho um lugar especial pra ele.
Ajudei Marcos a enrolar o corpo no corredor, descemos até o piso inferior e eu destranquei o cadeado da ala fechada da mansão. La um dia funcionou uma academia e uma piscina grande, o carregamos ate a beira da piscina, onde não havia mais água a muito tempo apenas uma dúzia de errantes esfomeados que fizeram Marcos recuar.
_Que foi? Eles são muito burros pra saírem daí não tem perigo algum... Falei jogando o corpo de Loius que foi imediatamente rodeado pelos errantes que começaram a se alimentar de sua carne, espalhando seus órgãos pelo fundo da piscina.
_Comam minhas crianças... Falei
Marcos me olhava apavorado.
_Ele mereceu, agora vamos tenho um assassino a solta na colônia e você vai me ajudar a encontra-lo.
POV ANNA H. DIXON
Daryl entrou no caminhão acariciou meu rosto, eu pousei a cabeça de Emma levemente sobre o banco e me sentei com Daryl no banco da frente e ele imediatamente me aconchegou em seus braços.
_Ela vai ficar bem, quem diria ela é imune isso é um milagre. Falei.
_Quem são aqueles que estavam com você, eu matei um deles estavam atirando. Perguntou ele.
_Eu sei, não tem problema não vai ser o primeiro nem o último a morrer numa busca.
Ele me olhou um pouco espantado com a minha frieza, eu o beijei ele retribuiu abrindo passagem entre meus lábios com a sua língua quente, e depois explorando demoradamente cada canto da minha boca.
_Senti tanto a sua falta Anna, não sabe como foi difícil esse tempo. Eu falhei com você, falhei com a Emma, sou imprestável mesmo.
_Nunca mais fale isso, Emma vai ficar bem, ela é imune como eu... falei acariciando seu rosto.
_Não é da mordida que estou falando, ela não te contou não é? Disse ele pesaroso.
_Contou o que?
_Ela foi violentada a quase dois meses. Eu estava doente, ela saiu sozinha, quando acordei ela não estava..
Senti as lagrimas encherem meus olhos e meu coração se encher de raiva e ódio, minha menina não, ela não. Como uma garota ia conseguir lidar com aquilo? Eu sabia o quão dolorido era, o quanto afetava-nos mentalmente um estupro. Respirei fundo tentando me controlar.
_Matou o desgraçado? Perguntei com raiva nos olhos.
_Matei, mas isso não muda nada. Não ajudou Emma em nada.
_Muda sim Daryl, o fato de saber que nenhuma mulher ou garota vai passar pela mesma situação muda muita coisa. Não diga a ela que me contou, deixa que ela mesma faça isso quando se sentir segura pra isso.
Ele concordou com a cabeça e me abraçou novamente.
_Tenho um grupo grande, umas 100 pessoas a alguns kms daqui, é seguro e tranquilo por lá, as crianças tem aula, brincam, os adultos trabalham e mantém a Colônia protegida.
_Como foi parar lá?
_Fiquei mais de um mês em cativeiro com aqueles caras, me davam pouca comida e água, na verdade so os restos quando sobrava, me batiam, eu tentei fugir enquanto tinha forças mas depois de uns dias eu mal conseguia andar...
_Eu não quero ouvir Anna, por favor eu não quero...Disse ele.
_Você precisa Daryl, eu fiz uma coisa muito ruim, da qual eu me arrependo amargamente, mas eu não posso voltar atrás e eu quero que você entenda, e a única maneira de faze-lo entender é te contando tudo que eu passei.
Ele coçou a nuca e concordou um pouco relutante. Eu cutuquei Emma e me certifiquei que dormia.
_Eu lutei o quanto eu pude, mesmo amarrada eu consegui evitar que me tocassem nas primeiras vezes que tentaram, mas depois eu fiquei fraca eu não consegui mais me defender...Senti as lagrimas escorrendo pelos meus olhos. _Passaram a me violentar, duas, três vezes por dia, era nojento, eu juro que eu desejei morrer, e foi assim durante um bom tempo, sendo humilhada de todas maneiras que se possa imaginar e tratada como um objeto, um maldito pedaço de carne que eles usavam quando queriam.
_Anna para, para eu não quero ouvir eu não quero não me obrigue a isso por favor, disse ele abrindo a porta do caminhão e saindo. Desci atrás dele.
_Daryl me escuta, você tem que me escutar!
_Anna eu não me importo, o que você matou aqueles desgraçados os torturou? Tudo bem sabe que eu teria feito o mesmo se tivesse a chance, não to te achando cruel por isso. Mas para de falar por favor! Eu não quero ouvir, eu sei muito bem que falhei que deixei aqueles filhos da mãe te levarem, eu já me torturei todo esse tempo por isso, não precisa você fazer o mesmo. Disse Ele irritado.
Me aproximei e enredei meus braços no pescoço dele.
_Eu tenho um filho, um menino eu não sei ele é seu, se parece com você, mas não sei se é seu filho, quando ele nasceu eu tinha quase certeza que não era, que era de algum daqueles desgraçados, eu tive ódio daquele bebê, eu o rejeitei, entreguei pra outra pessoa criar. Mas ele foi crescendo e ficando parecido com você, seus olhos, seu cabelo, até o seu jeito mesmo pequeno eu consigo notar nele, talvez seja só coisa da minha cabeça, sempre tomamos tanto cuidado...Eu nunca fiquei grávida depois da Emma, ai quando tudo aquilo acontece eu descubro que carrego um bebê dentro de mim de novo e eu não tenho a menor ideia de quem seja o pai dele. Não imagina como isso doeu e doi. Eu fiz de tudo pra que ele não nascesse, mas drogas abortivas vencidas só te dão uma bela dor de estômago. Ai ele nasceu, ele era bem diferente da Emma, era magrinho pequeno tinha cabelos escuros, eu não consegui nem ficar com ele no colo. Daryl me olhava com os olhos arregalados apavorado e sem reação. Eu continuei.
_Tinha outra mulher o grupo que perdeu seu bebê de poucos meses, eu o dei pra ela, ela disse que eu poderia escolher o nome dele, mas tinha que esquecer que era meu filho e ela o criaria com todo o amor e carinho que uma criança merece e que eu achava que nunca poderia dar a ele. Eu o chamei de Jeremy Merle, o nome do meu e do seu irmão.
_Como pode Anna? Como teve coragem de entregar um bebe a outra? O nosso filho! Nao importa nada, ele saiu de dentro de você e você e minha mulher essa criança tambem e minha Anna. Nao tinha o direito de entrega-lo a outra nao tinha! Disse ele visivelmente nervoso e decepcionado.
_Eu tinha todo o direito sim! Agora me diz se estaria me acusando e falando a mesma coisa se eu tivesse dito que o bebe nao era nenhum pouco parecido com voce! Nao seja hipocrita Daryl, nos conhecemos muito bem pra isso...
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