Apocalipse – Born In Hell
25 Ep25 – Assassino interno PartII
Notas iniciais
E ai ja deram uma olhada na capinha nova? que acharam?
Eu já estava extremamente incomoda com o fato de um assassino dentro do grupo, bastou ouvir através da porta a idiota da Dina dizendo que eu tratava Anna como uma boneca de cordas pra me deixar enraivecida. O que ela queria? Colocar a Anna contra mim? Ela fazia aquele jeito de boazinha e gentil, mas na verdade morria de inveja de Anna. Sabia que ela era melhor que ela, melhor lutadora, melhor líder e por isso ela perdeu o lugar dela que foi ocupado divinamente por Anna dentro do grupo. Respirei fundo e me escondi no fim do corredor e aguardei Anna sair. Assim que ela foi embora eu respirei fundo, tentei manter a calma e coloquei o meu plano pra pegar o maldito assassino em prática.
Bati na porta do quarto e Dina abriu.
_Ahh é você... Disse ela entediada.
_Me da o garoto.
_Que? Pra que?
_Não interessa apenas me entregue o menino.
_Ruby, eu não posso Melissa me deixou ordens pra mim não...
Peguei a minha faca e coloquei rapidamente no pescoço dela.
_Desde quando Melissa decide algo aqui? Sabe muito bem do que eu sou capaz, então não fique no meu caminho.
Ela se afastou abrindo passagem para que eu chegasse ao menino adormecido na cama.
_Nossa você cresceu. Falei enquanto retirava o menino da cama.
Fui até o pátio com o garoto no colo e gritei chamando a atenção de todos. Aos poucos as pessoas foram chegando mais perto, formando uma pequena multidão.
_Bom eu chamei vocês aqui hoje pra passar a nova regra da Colônia
Eles me se entreolharam confusos e assustados com meu tom de voz.
_Bem já que a maioria das mulheres não consegue ter o bom censo de manter as pernas fechadas sem um pênis entre elas, a partir de agora pro bem de todos já que estamos funcionando com a capacidade no limite e quase metade dos membros são crianças que só servem pra chorar, comer e dormir está proibida toda e qualquer gravidez. E seja quem for que desobedeça a minha ordem vai ser expulsa junto com sua família da colônia. Sera assim até segunda ordem ok?
Eu vi os rostos de espanto e alguns segurando a vontade de protestar, se o assassino estivesse ali não perderia a chance de atacar e tentar colocar todos contra mim. Era o momento que ele esperava, afinal depois de fazer um discurso desses segurando um bebê nos braços seria perfeito que a criança aparecesse morta sob circunstancias suspeitas. Eu usaria Jimmy como isca e se o assassino estivesse na colônia iria ser pego pelo meu anzol.
Voltei pro quarto de Melissa e ela me esperava com um olhar furioso.
_Devolva meu filho sua louca!
_Calma Mel, que violência seu rebento está aqui são e salvo.
_Anna vai ficar sabendo disso! Disse ela tentando me ameaçar.
_Claro que vai eu mesma contarei, esse é único jeito de proteger a vida dele em breve o assassino vai agir, e eu vou pega-lo. Sei muito bem que a Anna já te contou...
_Não vai usar meu bebe como isca, não vou permitir.
_Tarde demais queridinha. Agora você decide se quer que eu esteja aqui ou não quando ele vier e garanto que ele vai vir....
[...]
POV DARYL DIXON
Coloquei Emma suavemente sobre alguns cobertores, dei-lhe um beijo e me afastei um pouco pra urinar, ela parecia menos quente a febre estava cedendo? Ou ela morrendo? Aquela duvida dilacerava o meu peito. Minha menininha lutando pela vida mais uma vez nos meus braços e eu impotente sem poder fazer nada alem de assistir e esperar por um milagre.
Voltei a estrada, Simon segurava uma arma apontada pra cabeça dela, ela havia se transformado? Senti meu coração acelerar corri na direção dele e o puxei de cima dela no mesmo instante do disparo.
_Nao!
Senti um misto de dor e raiva, caminhei desesperado ate Emma, sua cabeça tinha um sangramento leve o tiro passara de raspão mas ela nem ao menos despertara com o barulho. Acariciei seu rosto e voltei-me para Simon enfurecido. Ela era minha filha, mesmo que ela tivesse se transformado o que ainda não aconteceu era eu quem faria aquilo, apenas eu tinha esse direito.
Ele se levantava do chão batendo suas roupas quando eu pulei em cima dele defreindo-lhe uma sequencia de socos rápidos, ele revidou acertando um no meu estômago que me fez afastar-me um pouco sentindo uma dor forte, eu podia ouvir os gritos de Rachel implorando pra que parássemos a briga. Mas a minha fúria falava muito mais alto que a razão naquele momento avancei contra ele mais uma vez e caímos os dois do chão, rolando pela beira do asfalto trocando golpes. Ele conseguiu me acertar um soco no queixo que me deixou um pouco tonto. Ele era forte e jovem eu já começava a sentir o peso dos anos. Revidei dando lhe uma cabeçada, que não teve muito efeito, ele me segurou em uma chave de braço e eu acertei uma cotovelada forte em suas costelas. Ele me largou, levantamos e ele pegou a sua faca eu ia fazer o mesmo, mas havia perdido a minha no restaurante. Ele avançou eu me desvencilhei rapidamente de alguns golpes.
_Simon não! Ouvi Rachel gritar e imediatamente se por entre nos dois. Por pouco que Simon não a feriu.
_Rachel, saia da frente ele esta louco aquela menina não tem chance já esta morta!
_Eu vou acabar com você Simon! Gritei empurrando Rachel e me aproximando dele.
Ele tentou acertar-me novamente com a faca eu desviei dos golper e acertei um chute forte no seu joelho que o fez urrar de dor. Eu vi Emma se levantando lentamente do cobertor, parecia um pouco tonta, Simon aproveitou minha distração pra me acertar um soco que me fez cair batendo a cabeça deixando minha visão um pouco embaralhada, mas pude ver Emma caminhar mais rápido na minha direção, o ferimento sangrava manchando seu rosto de vermelho. Eu não conseguia definir se ainda era minha menina ou apenas um corpo reanimado. Respirei fundo tentei me levantar, ela estava mais próxima vi Simon carregando Rachel a força pra dentro do Trailer e a voz dele brigando com Josh pra se manter longe de Emma.
Emma se ajoelhou na minha frente, seu rosto estava sujo de sangue mas ela parecia não se incomodar com isso.
_Papai? Disse ela baixinho colocando a mao no meu rosto.
_Emma! A abracei tao forte que ela soltou um gemido de dor.
A afastei um pouco, limpei o sangue do seu rosto com a mão, senti as lagrimas quentes descendo.
_Eu tenho que morrer antes de você entendeu? Eu Emma, meu Deus eu não sei o que faria sem você.
_Eu estou bem só um pouco cansada, eu te amo. Disse ela, eu podia sentir seu corpo ainda um pouco trêmulo, precisava alimenta-la, deixa-la forte pro seu corpo poder lutar contra a infecção. Talvez ela não fosse imune como a mãe, mas ela nasceu sem estar infectada, talvez o vírus não estivesse mais no ar durante seu nascimento. Vi Josh correr na nossa direção.
_Sai! Gritei antes que ele chagasse mais perto.
Ele parou e apontou algo na estrada.
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