Apocalipse – Born In Hell
24 Ep24 – Cheroke Rose
Notas iniciais
POV ANNA H DIXON
Ruby não conseguiu detectar a causa da morte do bebê, ele não tinha nenhuma marca nada que pudesse indicar que fora machucado ou sufocado.
_Talvez tenham usado algum tipo de veneno daqueles que usávamos na plantação pra uma criança pequena é letal. Disse ela
_Isso restringe nosso suspeito ao grupo de buscas e ao grupo da colheita, só esses teriam acesso. Falei.
_Anna eu achei que esse tipo de coisa jamais aconteceria aqui dentro, faz mais de um ano que encontramos esse lugar e nunca tínhamos passado por uma situação dessas, suicídios sim, mas assassinatos ainda de crianças quando eu pegar esse desgraçado eu vou esfola-lo vivo.
_Porque acha que foi um homem?
_Por que ele ta me desafiando.
_Não acha que ele mataria as meninas se fosse só um homem revoltado de ter que obedecer a um bando de garotas?
_Nao ele é mais esperto que isso, quer deixar todas alarmadas na Colônia se até você estava pensando que eu era a assassina me diz as outras? Assim que essa historia vazar vai ser a mim que elas vão apontar e isso que ele quer, uma rebelião.
_Ruby me perdoe eu não sei como aquilo pode passar pela minha cabeça. Falei sentindo-me um pouco envergonhada.
_Se eu tivesse no seu lugar eu pensaria o mesmo, sabe o que eu penso sobre os homens e meninos serão homens um dia, mas não sou tão fria a ponto de matar um bebê indefeso.
_Me perdoa?
_Você é a minha família, a única pessoa em que eu confio cegamente, não precisa pedir perdão. Disse ela passando levemente a mão pelo meu rosto.
Eu me afastei um pouco.
_Eu tenho que ir, vou sair com o grupo de buscas arrumar combustível. Até mais Ruby.
Peguei mais munição pra minha pistola e sai em direção ao pátio, o grupo de buscas já me aguardava no jardim. Faziam parte dele Stuart, Tim, Allan, Michelle, Alexis e eu.
_Estávamos te esperando. Olha eu marquei os lugares que já limpamos no mapa. Teremos de ir bem mais longe dessa vez, se tivermos sorte voltamos em dois ou três dias.
_Droga! Falei
Não era a hora de deixar a colônia por tanto tempo, deixar Ruby procurando o assassino sozinha, eu sabia o quanto ela era impulsiva o primeiro que ela suspeitasse sendo culpado ou não seria condenado e executado e o mais importante como deixar Jimmy sem o meu olhar atento, sendo que ele devia ser um dos alvos. Mas eu não podia mandar o grupo sem mim, trabalhar juntos era a base da colônia todos tinham que cumprir com suas obrigações inclusive eu, Melissa cuidaria bem dele, ela era atenta e cuidadosa não deixaria que nada acontecesse a ele.
_Anna? Está tudo bem? – perguntou Allan
_Ta sim, preparem tudo saímos em 20 minutos.
Fui até o quarto de Melissa bati na porta e Dina abriu, ela costumava ficar com Jimmy enquanto Melissa ajudava no preparo e na distribuição da comida, era de confiança.
_Anna, entra.
Entrei e imediatamente aconcheguei Jimmy nos braços acariciando-o e beijando seu rosto. Eu não podia fazer aquilo quando Melissa estava por perto, evitava até mesmo pega-lo no colo.
_Sentiu saudades meu amor? Falei baixinho enquanto Jimmy deitava a cabeça no meu ombro um pouco sonolento.
_Não é justo isso Anna ele é seu filho! Disse Dina me olhando.
_Não repita isso ele é da Melissa! Eu fiz uma escolha, na hora parecia ser a mais certa a tomar agora tenho que aceitar as consequências.
_Anna, pensa bem tem que se esconder pra dar carinho pro seu próprio bebê? Eu sei Melissa tem sido uma mãe muito boa, mas foi você quem o trouxe ao mundo e que trás tudo que ele precisa. Podem entrar num acordo mais justo não acha?
_Dina isso já foi decidido, dei minha palavra é assim pronto. Vou sair uns dias com o grupo de busca, ajude Melissa a ficar de olho nele por favor.
_Claro, mas devia por um fim nisso você estava abalada a gente faz coisas erradas de cabeça quente, tem o direito de voltar atrás.
_Não Dina, eu não tenho o bebê é da Melissa, ela o amamentou, ela que cuida dele desde que tem dois dias de vida é assim não se meta nisso só faça o que eu te pedi.
_Anna sou sua amiga e gosto de você de verdade não como a Ruby que usa você como se fosse um fantoche. Quero seu bem. Acha que eu não sei que foi ela quem te convenceu a fazer isso?
_Chega Dina! Eu não quero discutir com você, vou sair por 3 dias faça o que eu te pedi por favor.
Sai com o grupo de buscas e viajamos durante o dia todo, passando pelas cidades desertas ali não havia mais nada, nem comida muito menos combustível. Quando a Colônia não produzia alimentos era muito mais difícil, limpamos todas as cidades vizinhas matando errantes e perdendo muita gente, para que o grupo não morresse de fome. A noite acampamos na beira da estrada. Michelle fez a fogueira e começou a preparar a refeição, eu me afastei um pouco sentei ao pé de uma arvore perdida em pensamentos.
“Daryl e Emma onde estariam?
A falta deles não diminuirá com o tempo como Ruby disse que aconteceria. Minha menininha queria tanto poder abraça-la de novo, ouvi-la reclamar e me chamar de chata por obriga-la a ler e fazer cálculos e Daryl teria me esquecido? Porque ele não estava nos lugares em que tinha planejado pra nossa viajem? Eu fui a todos esperei e nenhum sinal deles. Jimmy breve ele estaria chamando Melissa de mamãe. Eu fui uma idiota, achei que eu acabaria transferindo todo ódio que eu sentia pra aquela criança inocente, que não conseguiria ama-lo. Eu perdera Emma involuntariamente e entregara Jimmy aos cuidados de outra, meus filhos, minhas crianças que cresceriam sem que eu pudesse ser a mãe deles. E ainda havia Judith mesmo não tendo crescido em meu ventre eu a criei como se fosse minha, até aquele dia tão doloroso que fomos obrigadas a nos separar. Se sobreviveu já deve ser uma mocinha. Olhei pro lado e vi uma rosa cheroke, elas não eram comuns nessa região”. Pensei
Apanhei a flor e fiquei admirando por alguns instantes.
“Daryl sabia sobre lendas de varias flores, sempre que víamos alguma diferente que eu mesma não sabia nem o nome ele me surpreendia me contando uma história, mas ele tinha um certo apego pela Rosa Cheroke, nunca perguntei o motivo.
Um disparo me trouxe a realidade novamente, senti um aperto forte no peito sem saber o motivo. Tentei me recompor, peguei a minha pistola e caminhei na direção do grupo tentando encontrar o motivo do disparo. O grupo estava atento, todos empunhando suas armas e bem.
_O que foi isso? Perguntei
_Ninguém disparou, deve haver alguém ou algum grupo a frente.
_Vamos verificar. Falei.
[...]
POV SIMON KANNE
Já era noite, Daryl permanecia sentado no chão encostado em uma arvore com a menina visivelmente febril nos braços. O que ele estava esperando? Que ela se transforma-se e acabasse matando alguém do grupo? Daryl estava adiando o inevitável e prorrogando o sofrimento de Emma, Josh estava muito abalado e se trancara no quarto do trailer chorando como uma criança ele tinha se apegado demais aquela garota nos últimos dias não ia ter coragem de acertar a cabeça dela caso fosse necessário, Rachel também não parecia estar disposta a fazer isso. Restava eu, tinha que garantir a segurança deles, desde a vila a regra sempre foi respeitada assim que alguém fosse mordido uma bala devia atravessar sua cabeça e evitar mais perdas. Eu não ia permitir que ela machuca-se Rachel ou Josh, eles eram minha responsabilidade, Daryl acabaria entendo. Esperei algumas horas, até Daryl colocar a menina sobre alguns cobertores e se afastar um pouco adentrando a floresta provavelmente pra urinar eu tinha que ser rápido. Me aproximei da garota, coloquei minha mão sobre seu rosto, estava quente e ela tremia de frio.
_Sinto muito querida, já vai acabar. Falei baixinho
Destravei minha pistola e a coloquei sobre sua testa suada. Eu odiava ter que fazer aquilo, principalmente com uma menina ainda tão jovem, mas tinha que ser feito.
_Descanse em paz Emma.
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