Apocalipse – Born In Hell
23 Ep23 - Desespero
Notas iniciais
POV EMMA H.DIXON
Mais um dia na estrada com meu estômago se contorcendo de fome. Estava com papai no caminhão, ele não me deixava mais ir no trailer com Josh e os outros.
_Você e a Rachel andam conversando bastante não é? Dormiu com ela de novo? Se Simon descobrir vai ficar uma fera.
_Embora isso não seja da sua conta, não eu não dormi com ela ta satisfeita?
_Vamos embora quando eles acharem um lugar pra ficar?
_Vamos continuar seguindo o plano, indo pro sul.
_Podiamos levar o Josh com a gente, ele é muito bom em matar zumbis e.... Falei sentindo o meu rosto corar.
_Não, ele não vai com a gente e essa é a minha ultima palavra não quero discussão ok?
_ Mas pai...
_Sem mas nem meio mas Emma eu já disse que não, além disso Rachel gosta muito daquele garoto.
_ Claro você não vai querer magoar a perfeitinha da Rachel...Falei em tom de deboche.
_Emma chega! Disse ele seriamente com aquele olhar que dizia que as coisas iam ficar feias se eu não parasse.
_To com fome! Falei eu sabia o quanto eu reclamar de fome o deixava chateado.
_Aguenta, eu também estou ... Ele ficou pensativo por uns momentos. _ Pega o mapa e vê se tem algum lugar onde possamos encontrar comida por perto.
Eu peguei o mapa e comecei a olhar.
_Só tem fazendas nessa região, o centro da cidade fica a uns 10km.
_Vamos até la, quem sabe a gente não arranja um arco pra você.
Chegamos a cidade, era impossível passar com o caminhão ou carro então seguimos os cinco a pé em formação de círculo atentos a qualquer perigo.Não demorou muito pra aparecer um grupo de mais ou menos 12 Errantes. Josh abandonou a formação e caminhou ate eles deferindo um golpe com o taco na cabeça do que andava a frente do grupo a estilhaçando e diversos pedaços, papai caminhou até ele irritado disparou duas flechas nos que estavam próximos e o puxou de volta a formação.
Simon derrubou mais um que se aproximava com um machado partindo sua cabeça ao meio e Rachel cravou sua faca entre os olhos de outro, aos poucos eles foram caindo e não restou mais nenhum vivo. Continuamos andando pela cidade e entramos na primeira casa vasculhando cada canto em busca de comida ou munição e assim fomos sucessivamente. Entramos em um pequeno restaurante, meu pai foi direto pra dispensa mas não havia nada, a cidade toda estava limpa, sem comida, sem combustível e deserta. Ele Sentou em uma das mesas e coçou a cabeça. Eu me aproximei e sentei ao lado dele e ele passou o braço sobre meu ombro.
_Ta tudo bem pai eu nem estava com tanta fome, so falei pra te chatear por ter defendido a chata da Rachel.
Ele me olhou deu um sorriso tímido e balançou a cabeça. Rachel estava mais a frente olhando alguns anúncios colados na parede, Simon ainda vasculhava algumas caixas atrás do balcão e Josh permanecia sentado olhando através da vidraça.
_Olhem isso. Disse Rachel vindo com um panfleto na mão chamando a atenção de todos que se reuniram próximo a mesa.
Ela colocou o panfleto que dizia:
“Eu Vida – Clínica de recuperação.” E um desenho de uma casa grande com muros altos.
_É perfeito. Disse Simon
Rachel começou a ler.
Clinica lar eu vida o lugar certo pra recomeçar , contamos com uma ampla área arborizada, hortoterapia, casa totalmente equipada e segurança 24 horas.
_Bom esse lugar pode ta cheio de zumbis ou foi tomado por outro grupo. Disse papai.
_Se forem zumbis eles estão presos sem se alimentar por um bom tempo, a gente cosegue munição e monta algumas armadilhas, não vai ser difícil. Agora se tiver outro grupo la é melhor a gente se mandar. Disse Simon
_Bom nos podemos tentar não é, ver como as coisas estão lá... falou Rachel .
Peguei o panfleto na mão e terminei de ler.
_O que são Drugados?
_Drogados Emma, são idiotas . Disse papai
_Não são pessoas doentes que precisavam de ajuda. Disse Rachel
_São idiotas! Falei concordando com papai.
_Melhor a gente sair daqui. Disse Simon apontando em direção da vidraça, um grupo grande de walkers se aproximava, alguns se arrastavam pelo chão.
_Vamos sair por trás, disse papai.
Ele foi a frente e nos o seguimos, quando abrimos a porta de emergência nos deparamos com um pátio repleto de zumbis, ele fechou a porta rapidamente. Estávamos cercados.
Voltamos ao salão do restaurante, os Errantes agora batiam com força no vidro.
_O vidro não vai aguentar por muito tempo! Gritou Josh
_Vamos tentar matar a maior quantidade afunilando eles na janela e na porta. Disse Simon
Ele e papai abriram uma fresta da porta e enquanto Simon segurava com força pra evitar que os errantes entrassem papai acertava as cabeças que se espremiam tentando abrir passagem.
Eu fui até a janela e chamei a atenção deles abrindo uma parte e acertando com a minha faca as cabeças deles , Josh veio ao meu encontro e começou a fazer o mesmo. Eles não paravam de chegar e quanto mais matávamos mais surgiam vindo na direção do restaurante. Eu vi um zumbi puxar o braço do meu pai pra fora, e acabei me distraindo ele conseguiu se soltar mas eu fui puxada pela janela, Josh me segurava tentando me livrar dos Zumbis senti uma mordida e gritei. Rachel conseguiu matar o zumbi fechando a janela rapidamente, papai correu na minha direção deixando Simon sozinho na porta que teve que fazer uma força tremenda pra conseguir fecha-la novamente.
Eu olhava pra mordida próximo ao meu pulso apavorada, essa era a expressão de todos naquele momento. Papai me abraçou e deu uma olhada no ferimento.
_Você vai ficar bem, vai ficar tudo bem disse ele me abraçando forte.
Josh colocou as mãos no rosto apavorado e começou a chorar, eu estava assustada com muito medo de me tornar uma daquelas coisas eu tentei segurar o choro mas não consegui. Rachel e Simon se entreolharam assombrados, papai me levou até uma cadeira e me colocou sentada.
_Tudo bem, vamos cuidar desse ferimento e você vai ficar bem. Ele tentava manter o controle mas estava visivelmente abalado.
_Daryl eu sinto muito, disse Rachel colocando a mao em seu ombro. Ele empurrou a mao dela rispidamente.
_Emma não vai morrer, ela não vai! Gritou ele encarando todos que já pareciam de luto.
Ele rasgou um pedaço da sua camisa e apertou no meu braço com força um pouco acima da mordida..
_Não papai! Por favor! Gritei já imaginando o que ele faria.
_Eu não vou deixar você morrer! Empurei-o com toda a minha força e sai correndo ele me pegou pela cintura e me colocou em cima de uma mesa.
_Naooo!!!!!!!! Eu gritava
_Me ajudem a segura-la! Disse ele a Simon e Rachel que me prensaram a mesa confusos mais obedecendo o meu pai.
_Josh me da o machado! Ele gritou. Josh permaneceu parado.
_O que você vai fazer? Perguntou Rachel.
_Evitar que a infecção se espalhe já fizemos isso uma vez e deu certo. Me da essa merda de machado Josh!
_Não papai por favor!
_Não temos escolha querida você vai ficar bem.
_Não eu não quero prefiro morrer! Eu berrava e me contorcia tentando me soltar.
Rachel e Simon me soltaram e eu dei alguns socos no braço de papai.
_Me ajudem! Ele gritou.
_Daryl, não pode multilar uma menina contra vontade dela é o braço dela não pode fazer isso.
Ele me soltou, colocou as mãos na cabeça e chorou. Era horrível ver meu pai daquele jeito por mais uma burrada minha. Eu abracei a sua cintura.
_Desculpa pai mais eu não sou forte como você queria que eu fosse eu não quero ficar o meu braço eu não conseguiria. Talvez eu seja como a mamãe e nada aconteça. Falei entre soluços.
_Emma... aquilo não é hereditário pode acontecer mas as chances disso são muito pequenas. Disse ele me abraçando e beijando meu cabelo.
_Temos que sair daqui, o vidro não vai aguentar. Disse Simon.
_E isso mesmo, o vdro tem que quebrar, eles vão entrar e nos saímos por cima. Pelo telhado. Disse papai tentado se manter calmo.
Subimos até o telhado e não demorou muito pros errantes quebrarem o vidro e entrarem em massa pra dentro do restaurante, descemos rapidamente e ficamos em formação matando os errantes que apareciam pelo caminho. Conseguimos chegar até o caminhão e o trailer e entramos saindo em alta velocidade pela estrada. Papai me pergutava a cada dois minutos como eu estava sentindo, eu respondia que só um pouco de dor no ferimento, mas não era só isso estava sentindo um arrepio frio, a boca seca e minha cabeça latejava. Paramos alguns km depois descemos do caminhão eu vi Simon e Rachel cochichando algo, na certa que era perigoso de mais me manter por perto, Josh veio caminhando na minha direção com os olhos vermelhos e inchados.
_Você ta bem.
_To sim, a minha mãe ela era imune talvez eu também seja. Falei tentando acreditar naquilo.
_Josh vem fazer uma fogueira disse Simon. Sentei no chão me sentindo um pouco fraca meu pai veio e ficou comigo me abraçando e beijando meu rosto e dizendo que eu iria ficar bem e eu adormeci aconchegada nos braços dele.
POV RACHEL LINS
Aquela cena cortava meu coração como uma lamina afiada, Daryl segurava Emma entre os braços acariciando, beijando, olhando suas mãos como fazemos quando nos entregam nosso filho recém –nascido, a diferença era que não havia a alegria da chegada de um novo ser e sim a tristeza e o pesar da partida. Estava triste por Emma apesar daquele jeito rude dela era uma boa menina, e temerosa por Daryl. O que ele faria se ela se transformar-se? Se ela era a razão da sua vida. Me aproximei e sentei-me ao lado dele.
_Sinto muito eu sei como é essa dor. Meu filho tinha alguns meses de vida quando morreu nos meus braços. Já faz tempo, mas ainda doi. Mas acalenta você consegue sobrevier com ela.
_Para de falar como se a minha filha estivesse morta. Disse ele num tom raivoso.
_Daryl, você tem que aceitar e seguir em frente... Falei entregando-lhe uma pistola.
_Não se preocupe se ela se transformar não vou deixar que machuque ninguém se com isso que esta preocupada. Mas eu vou esperar, ainda é minha filha que ta aqui a mae dela era imune talvez ela seja também. Disse ele com lagrimas nos olhos sem muita convicção do que dizia.
_Imune? Eu já ouvi falar nisso mas nunca vi alguém assim.
_Anna era e se eu tiver um pouco de sorte, Emma vai ser também.Disse ele sacudindo a menina, que estava com rosto vermelho. Tentei toca-la pra verificar a temperatura mais Daryl me impediu.
_Tira a mão dela! Disse ele rispidamente , não queria que eu contatasse que ela estava com febre, que estava se transformando.
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