Notas iniciais
Mais um cap obrigado a todos que estao comentando e recomendando a fanfic! Bjus e bo leitura!

POV DARYL DIXON

Alguns dias se passaram na estrada, Rachel e eu conversávamos bastante principalmente sobre Emma e Josh que nos últimos dias andavam grudados demais pro meu gosto. Rachel era uma mulher atenciosa, com um jeito educado e gentil, apesar de tentar-mos evitar o que havia acontecido na pousada, um beijo durante um dia que eu a ensinava a caçar foi inevitável. Ela me disse que não podíamos levar aquilo adiante, que apesar de sempre ter mantido uma certa distancia de Simon ele nutria sentimentos fortes por ela. Eu achei aquilo uma basbaquice, mas aceitei, era melhor assim, eu tinha que me preocupar em cuidar da minha filha não em suprir a minha carência.
_Emma! Vem! Chamei ao vê-la lendo alguma coisa em um livro que encontraram no trailer pra Josh .
_Que foi?
_Pega seu casaco, vamos caçar.
_Eu não quero ir, nem tenho mais meu arco porque tenho que ir junto? Quer que eu gaste uma bala com um esquilo ou coelho? Protestou ela.
_Eu não perguntei se você queria ir ou não, pega o maldito do seu casaco e vamos! Falei irritado com a rebeldia dela.
Desde muito pequena ela me implorava pra caçar comigo, mesmo quando era perigoso demais e agora preferia ficar lendo com aquele garoto? O que tava acontecendo com ela?
Ela vestiu o casaco e me seguiu zangada. Entramos na floresta, era bom tentar fazer uma boa reserva de caça e colocar no sal, passaríamos por uma área deserta onde com certeza não encontraríamos caça, muito menos latas de comida velha.
_Posso saber por que você anda pendurada naquele garoto? Perguntei
_Eu não to pendurada em ninguém... Disse ela rispidamente.
Entreguei a besta a ela e sentei num tronco de árvore.
_Eu vou ter que caçar?
_ Você anda muito preguiçosa ultimamente, acho que vi alguma coisa naqueles arbustos vai olhar.
Ela saiu caminhando com passos largos. Levantei e comecei a procurar alguns gravetos que pudessem se transformar em flechas. Cheguei a uma pequena clareira onde havia sinais do que um dia fora uma fogueira, havia algumas latas vazias, ao olhar uma arvore senti um arrepio frio percorrer o meu corpo.
Voltei correndo pro lugar onde deixara Emma ela estava voltando com dois coelhos mortos e um sorriso no rosto.
_Olha pai o que eu achei! Disse ela orgulhosa mostrando-me os animais . _ o que aconteceu? Perguntou notando o quão atordoado eu estava.
Peguei ela pelo braço com força e a puxei até a clareira.
_Você fez isso? Gritei! Mostrando a inscrição na arvore que tinha o nome Emma e uma flor que se assemelhava a uma rosa Cheroke.
_Nao fui eu mas o que que tem é só um rabisco numa arvore e eu acho que não sou a única Emma do mundo papai!
Meus pensamentos pairaram longe...
Emma tinha cinco anos, fazia dias que estava doente e cada vez ficava mais fraca. Anna e eu invadimos uma farmácia e lemos todos os rótulos tentando achar um que se encaixasse nos sintomas dela, já que tudo que tínhamos feito não fizera nenhum resultado estávamos desesperados.
Achamos alguns frascos que por um milagre não estavam vencidos, e voltamos pro acampamento. Coloquei-a cuidadosamente na barraca e sai pra fora, era a pior sensação que eu sentira até aquele momento, a impotência de vê-la morrendo aos poucos e não poder fazer nada além de entupi-la de remédios que eu não tinha menor ideia se fariam efeito.
Voltei a barraca algumas horas depois, Anna acariciava seu cabelo e cantava uma canção de ninar. Emma estava fria, com o rosto e lábios pálidos e ressecados, sua respiração era fraca quase imperceptível, segurei seu pequeno pulso por alguns segundos os batimentos também estavam fracos. Anna me olhava apavorada e amedrontada, eu queria conforta-la e dizer que Emma ficaria bem, mas eu não podia pois nem eu mesmo acreditava nisso, era quase certeza que a perderíamos, no estado em que estava talvez não aguenta-se a madrugada.
Sai da barraca e caminhei até uma arvore grande, retirei um pedaço da casca com a faca e comecei a gravar o nome dela no tronco liso. Escrevi Emma e embaixo desenhei uma rosa Cheroke a rosa das mães que choravam pelos seus filhos.
Anna saiu da barraca e me viu desolado sobre aquele tronco, senti os braços dela enredando a minha cintura.
_Você é o melhor pai do mundo, ela sabe disso. Disse ela
_Eu não quero perde-la, droga não é justo ela é uma criança!
_Ela vai fica bem, vamos ficar com ela não vamos? Disse ela chorando
_Sim, vamos sim.
Voltamos pra barraca, Anna colocou duas balas na pistola e colocou sobre uma caixa de isopor. Deitamos ao lado de Emma segurando as suas pequenas mãos.
_Nao precisa fazer, sei o que pensa sobre isso mas se ela morrer me perdoe mas eu não quero mais continuar.
_Eu também não. Falei acariciando o rosto de Anna. Adormecemos
Acordei Anna ainda dormia, mas nossa filha não estava na cama. Sai pra fora da barraca ela estava sentada na frente da arvore. Corri até ela e a abracei, ela estava viva ainda bem pálida e com os olhos envoltos em olheiras negras mas viva!
_Olha papai é o meu nome não é? Disse ela apontando pra árvore.
_Sim é o seu nome. Respondi sentindo as lagrimas correrem pelo meu rosto.
_Porque você ta chorando? Você disse que homens não choram. Disse ela passando a mao sobre meu cabelo.
_É que eu estou muito feliz, não ta conta nada pra mamãe ta bom? deixa ela pensar que eu sou durão promete?
_ Promento! Vai se o nosso segredo que você é um chorão?
_É vai ser o nosso segredo. Respondi.
Anna saiu da barraca e ficou nos olhando por uns segundos, assim como eu nem ela estava acreditando no milagre que ocorrera. Ela veio até nós e nos abraçou, não importa se o mundo todo parecia conspirar contra, ficaríamos juntos e isso bastava.


_Pai! Você esta bem? Disse Emma mechendo os dedos na frente dos meus olhos.

_Eu estou.

_O que foi? É só um rabisco!
Eu devia contar-lhe que eu fiz um rabisco igual há anos atrás a milhares de quilômetros dali? Ela era muito pequena, provavelmente nem lembrava, era muita coincidência um rabisco igual, se ao menos Anna estivesse viva ela poderia ter feito, mas ela estava morta, eu a enterrei.
_Não foi nada, eu to ficando velho e louco deixa pra lá...
_Bom pelo menos eu sei que não sou a única Emma do mundo e olha não parece ter sido feitas a muito tempo. Talvez ela ainda esteja por ai....Isso é se não foi devorada, assassinada ou morrido de fome... Falando em fome olha esses coelhos gordinhos... Vao dar um belo assado!
_Vamos voltar pra estrada. Tem uma cidade aqui perto se tiver uma loja de armas arranjo um arco pra você. Falei pegando a besta.

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[...]


POV ANNA H. DIXON
Acordei sentindo-me ainda cansada, sentei-me na cama Ruby estava sentada numa cadeira me observando.
_Já não falei pra não fazer isso! Quer me matar de susto.
_Nossa nem sou tão feia assim.. Disse ela irônica .Temos mais uma caçada!
_ O que foi dessa vez?
_Timothy e Giulia encontraram uma sobrevivente vagando na floresta com um cachorro.
_ E daí?
_Dai que ela disse que o grupo dela foi covardemente atacado e assassinado.
_Isso acontece o tempo todo Ruby... A violentaram ou mataram crianças?
_Não ela era a única mulher do grupo. E não tinha crianças.
_Então porque temos que caçar esse outro grupo que os atacou?
_Por que não foi um grupo, foi apenas um cara com duas crianças. Agora me diz se um cara consegue matar um grupo com cinco homens já imaginou o perigo que ele representa? Ainda mais se ele anda pelos arredores da colônia.
_Ruby, você esta enlouquecendo! Daqui a pouco você vai querer caçar qualquer um que já tenha matado alguém ai a nossa lista vai ficar gigantesca! Chega! Não vou caçar alguém que matou cinco homens provavelmente pra defender os seus filhos, acha que essa mulher escapou por acaso? Ele deixou ela fugir. E sinceramente uma mulher num grupo de cinco homens? Sabe muito bem o que significa não é? Ele fez um favor a ela.
_Ta talvez você esteja certa, e também não seria bom deixarmos a Colônia já que ficamos tanto tempo fora atrás daquele infeliz. Falei com Lucy ela esta desolada mas ficou safisfeita em saber que aquele infeliz não vai mais machucar ninguém.
_Ótimo. Eu vou levantar e fazer uma reunião com o grupo de buscas, estamos precisando de combustível os geradores estão desligados a dias. Depois que acostumamos a ter luz por algumas horas durante a noite estão todos mal acostumados e já começaram a reclamar.
_Logo o verão chega ai os painéis solares vão nos ajuda bastante, e não se preocupe tanto com isso a vida é dura eles não estão numa colônia de férias! Mante-los vivos e alimentados é muito mais do que qualquer um pode oferecer lá fora. Vou mandar que comecem o plantio. No outono teremos muita comida pra passar mais um inverno.
_Vamos precisar, a Colônia cresceu muito. Temos muita gente aqui.
_Se a gente botasse todos os homens pra fora?
_Ainda assim teríamos muita gente e pouca segurança, grupo de busca reduzido. Precisamos deles sabe disso.
_Podiamos treinar essa mulherada preguiçosa, querem ficar em casa cuidando de filhos e colhendo enquanto tem um monte de zumbis e assassinos la fora eu não entendo. Disse ela irritada.
_Calma Ruby, além do mais são famílias que temos aqui e todos ajudam como podem. E mudando de assunto porque mandou aquele cara matar o amigo ontem? Isso é crueldade!
_Eu não queria aquele cara aqui, logo ele traria problemas. Lembra do motim ano passado? Logo que achamos esse lugar? Quase nos mataram!Nao vou correr esse risco novamente!
_Podia te-lo colocado pra fora, ou você mesmo o matado.
_Só fiz aquilo porque o Marcos tem potencial e com o sangue do cunhadinho nas mãos dele vai ser muito mais fácil mante-lo sob controle.
_Vendo por esse lado, mas pensa bem antes de fazer isso de novo as pessoas com medo de você.
_Medo impõe respeito Anna.

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Notas finais
E ai gostaram do cap!