Apocalipse – Born In Hell
1 Ep 1 – Ainda estamos vivos
Notas iniciais
POV EMMA H. DIXON
_Meu nome Emma H. Dixon, 13 anos 10 meses e 17 dias. Data de nascimento 17 de Julho de 2014 há exatamente 3 anos 8 meses e 19 dias depois da infecção. Eu e meu pai Daryl Dixon ainda estamos vivos, cansados e com fome. Fim da transmissão.
_ Minha bateria ta acabando.
_ Jah disse pra parar com essa merda não disse. Maldita hora que eu encontrei essa câmera.
_ Ta zangado comigo?
_ Não só quero que pare com isso.
_ Pai eu tava vendo aqui no mapa, tem uma cidade a uns 4km Hilden Falls que acha se formos pra la? Quem sabe eu não encontro uma bateria.
_ Vamos ver, fica ai e descansa um pouco, vou arranjar o almoço faça uma fogueira.
_Afirmativo Sr Dixon! – Respondi batendo continência, como eu via os soldados fazerem durante um tempo que passamos em uma base.
Fiquei observando meu pai se afastar entrando na floresta, as coisas andavam difíceis nos últimos meses, pouca comida, pessoas tentando matar a gente, zumbis tentando comer a gente... Esse era o meu mundo, não conheci outro e acho que é melhor assim afinal ninguém sente falta do que nunca teve. Comecei a procurar gravetos e lenha pra fogueira, a acendi e fiquei me aquecendo esperando meu pai retornar.
“Espero que ele encontre comida” _ pensei, estava com fome há dias racionávamos o pouco alimento que tínhamos pra que durasse até conseguirmos nos abastecer novamente e embora meu pai fosse um excelente caçador as florestas pareciam vazias. Eu não reclamava de fome sabia que isso doía muito nele, ele quase não comia pra deixar a maior parte pra mim estava ficando muito magro.
Ele voltou quase duas horas depois, sem nada mais uma vez. Sentou do meu lado e começou a vasculhar a mochila.
_ Bom temos uma lata de atum vencido há uns 10 anos, ervilhas enlatadas vencidas há 9 anos e pedaços de carne seca daquele javali que encontramos. O que você quer.
_Vou tentar o Atum.
_ Boa sorte disse ele com um sorriso forçado
Abri a lata, a aparência não estava tão ruim, enlatados eram ótimos se a lata tivesse bem lacrada eles duravam anos depois da data de validade.
_Não ta ruim, ta comível experimenta.
Praticamente enfiei uma colherada na boca dele.
_Isso ta horrível.
_Joga isso fora e come o javali.
_ Sem desperdício lembra? E não ta tão ruim assim.
_Vai te fazer mal.
_ Eu tenho um estomago forte.
_ Droga anda apaga fogueira e me ajuda a juntar as coisas.
Apaguei a fogueira, juntamos nossas coisas e corremos pra floresta, poucos segundos depois vi um caminhão passar.
_ Eles nos viram Emma, estão reduzindo a velocidade. Anda vem temos que correr.
Começamos a correr no meio da floresta, pessoas se tornaram muito mais perigosas que os errantes nos últimos anos, além do roubo de mantimentos, armas, munição e os estupros com a falta de alimentos e a fome crescente alguns grupos de sobreviventes tornaram-se canibais se alimentando de membros capturados de outros grupos ou andarilhos como meu pai e eu.
Corremos durante uns 10 minutos, apesar de estarmos acostumados com aquilo a falta de comida nos deixava muito fracos impossibilitando de correr por muito tempo sem descansar. Paramos um pouco pra beber água, não parecia ter ninguém no nosso encalço. Sentei no chão.
_ Vem Emma temos que continuar.
_ Só uns minutos não tem ninguém atrás da gente, talvez eles nem sejam maus.
_ Não vamos ficar aqui pra descobrir vem...Vamos Emma me obedeça!
Levantei e continuei caminhando, andamos por cerca de 1km até meu pai resolver montar o acampamento numa clareira.
_Vamos a Hilden Falls amanhã, espero que tenha comida e munição por lá.
_E uma bateria carregada...
_ Olha lá tem 3 errantes vindo... Vai lá
Ele me alcançou um pequeno machado. Eu levantei e comecei a andar até eles.
_ Venham seus feiosos carne fresca.
um deles acelerou na minha direção eu o derrubei com um golpe na cabeça, aquelas coisas estavam podres não precisava de muita força pra dilacerar as suas cabeças, o segundo era uma mulher eu chutei com força a sua barriga jogando ela no chão e esmaguei sua cabeça com o machadinho. O terceiro não tinha um dos braços e parte seu rosto estava totalmente decomposta deixando os ossos a mostra, empurrei ele no chão e cortei sua cabeça.
_ EMMA DIXON WINS! Gritei erguendo os braços e olhando meu pai que observava a cena.
Senti um puxão forte, e imediatamente golpeei com o cotovelo, vi o rosto da criatura que tentava me morder ser atravessado por uma flecha imediatamente. Fiquei paralisada enquanto o Errante caia no chão .
_Você esta bem? _ perguntou papai me abraçando.
_Estou, to sim.
_ Quantas vezes já disse pra não baixar a guarda antes de verificar se na há mais perigo enh Emma? Se eu não estivesse aqui você estaria sendo devorada agora! Gritou ele enfurecido com meu erro.
_ Desculpa.
Entrei chorando na barraca, eu odiava falhar sabia que uma falha ou falta de atenção podia custar a minha vida ou a vida do papai. Minha mãe morreu por minha causa pra me salvar por uma besteira que fiz, ela fazia tanta falta pra gente. Choraminguei baixinho para que meu pai não percebesse até adormecer.
Emma H. Dixon
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