Notas iniciais
Oiiieeee Me atrasei toda. Mas foi por uma boa causa, fui dar carona a uns amigos que foram fazer Enem, espero que todas vocês que fizeram a prova tem ido bem. Aqui está. Espero que gostem.

Pov – Scott

Eu a beijei, não estava pensando em fazer isso, nunca nem sonhei ir tão longe, toda vez que a ideia de beija-la me invadiu a mente eu sempre lutei contra. Desesperadamente. Mas fui impulsivo e me deixei dominar.

Ela me dizendo que beijei Ashley quando desde sempre ela foi a razão da minha vida. Não aguentei, tinha que mostrar a ela. Não faz muito assumi ao menos para mim como me sinto e isso já foi um passo enorme.

Beijar Judy confunde tudo, ou não. Ela correspondeu, não se indignou, ficou brava, ela correspondeu e sei que se entregou ao beijo tanto quanto eu.

O que não torna nada mais fácil, não sei como lidar com isso agora. O que sei, e isso não tem perdão, é que eu a coloquei em risco, fui completamente imprudente e podíamos ter acabado mortos.

Esse não é momento para vivermos isso. Não quando estamos vulneráveis. Os perigos nos cercam e nem sempre podemos vê-los. Nunca podia ter feito o que fiz. Beijado Judith no meio da mata, me entregado tão completamente que apenas senti ela em meus braços e mais nada.

Sinto o gosto do beijo ainda queimar meus lábios, não vai sair nunca mais de mim, foi melhor do que se quer pude sonhar. Me causou coisas que eu nem sabia que existia.

Pertenço a ela. Se não for Judy nunca será mais ninguém, mas tem tanto no meio disso, os perigos, as pessoas, crescemos juntos, como quase irmãos, o que vão pensar?

Rick, Carl, Beth. Meus pais vão ficar ao meu lado seja o que for, eles sempre ficam, mas também amam Judy, isso é confuso. Ela se volta e mata o zumbi que nos acompanha.

Corajosa, sempre corajosa mesmo que inexperiente, é antes de tudo minha inseparável amiga de sempre. Minha companheira de todas as horas.

Nossos olhares se cruzam quando ela caminha de volta. Não importa, ainda somos nós dois. O que quer que esteja vindo vai ter que esperar os portões do Santuário. Trocamos um sorriso cúmplice.

Passo meu braço por seu ombro. Beijo o topo de sua cabeça. Corajosa. Meu pai tinha razão. Ela é brava, nasceu lutando, cresceu assim. Valente.

─Bravinha.

─Sorvetinho. – Ela devolve. Talvez devêssemos falar sobre isso, mas temos uma grande e interessada plateia e só caminhamos em silencio.

Uns metros depois eu a solto. Abraços distraídos matam. Ela entende. Me sorri, agora seu sorriso parece ter outros significados, e ela tem sorrido bastante. Será que pensa em mim? Que gostou? Que me beijaria de novo? Quanta coisa confusa.

Sinto falta do meu pai. Seus conselhos cheios de graça e sabedoria. Ele conquistou minha mãe. Eles têm aquele jeito bonito, coisas que são só deles e que escutei aqui e ali durante minha vida.

As coisas que Mary gosta, ele diz e ela sorri com os olhos brilhando, o cantinho onde guarda as coisas boas e que explodiu, não sei bem o que é, mas sei que é meu pai fazendo minha mãe feliz e quero ou sonho conquistar isso.

Eles se conheciam antes do fim, se amavam em silencio, assim como eu sempre amei Judy em silencio. Meu pai lutou para vencer seus medos, eu tenho os meus. Poderia vence-los se ela dissesse sim.

Para que pergunta Scott? Penso olhando o tedio da paisagem constante. E se Judy não estiver apaixonada? Talvez esteja só curiosa, ou confusa, sempre fomos meio misturados, nunca soubemos direito onde acabava um e começava o outro.

─Tem menos zumbis do que pensei. – Judy me diz caminhando já um tanto cansada.

─Não pense assim. Quando menos se espera eles simplesmente surgem. – Eu a alerto. – Nunca baixe a guarda.

─Todo dia meu pai diz isso, nunca fez muito sentido.

─Vai fazer. Você vai ver.

─Não me imagino aqui fora com ele. Não imagino você aqui com o Daryl. Como ele te treinou. É tão protetor. Os dois são. – Ela diz antes de tomar um gole de água.

─Conhece meu pai Judy. Ele sempre disse que a melhor maneira de proteger alguém é ensinando a pessoa a se defender. Minha mãe era completamente indefesa. Sobre todos os sentidos.

─Eu ouvi as histórias, mas sempre acho que era mais perigoso no tempo deles.

─Meu pai diz que todas as vezes que caíram foi por que se acomodaram. Acreditaram que estava mais fácil.

─Pode ser. Por isso tanta pressão, a segurança sempre assustadoramente rígida. – Ela me sorri. – Você sendo treinado exaustivamente. S vezes pensava se eles não esperavam demais de você.

─Eu fiz o meu melhor. Acho que correspondi. – Ela afirma, Ally se junta a nós. Ela também foi muito treinada. Começou quando ela e Carl namoravam. Ally ajeita o boné na cabeça.

─Sempre me pergunto por que você foi treinado para comandar as coisas aqui fora. Por que não o meu irmão. – Judy diz mais para si mesma.

─Essa eu respondo. – Ally diz a ela. – Scott não é impulsivo. Ele sempre teve tudo que era preciso. É preocupado com a comunidade, como um todo. Carl pensa mais em quem ele ama. Scott é paciente para aprender, está sempre disposto a ouvir os outros. Carl era impaciente, faz tudo do jeito dele e nunca ouve ninguém.

─Nisso eu não tenho como defender o Carl. – Judy sorri.

─Ninguém pode. É assim que ele é, mas lá dentro e em parceria com o Arthur ele é bom. Inteligente e a mão pesada de que precisamos. Aqui fora é bom ter o Scott, ele não é imprudente, mas não tem medo de fazer o que é preciso.

─Isso é o que mais me assusta. – Judy diz com os olhos direto sobre mim. – Essa frase. Fazer o que é preciso.

Ally me olha preocupada. Como se Judy não pudesse saber das coisas que já aconteceram.

─Judy sabe cada passo que dei aqui fora Ally, não tem segredos entre nós.

─Nenhum. – Ela me olha, aperto seu nariz. Tem qualquer coisa de diferente entre nós. Diferente bom. Me faz sorrir. – Sei que Scott já teve que matar pessoas, sei que uma vez assistiram John ser devorado sem poder fazer nada. Que cortaram o braço da Ellen e mesmo assim... Eu só quero dizer que eu não sei se posso fazer o que é preciso. – Judy se explica.

─Você pode. – Ally diz a ela. Você gosta de viver, se importa com as pessoas que te cercam então quando for preciso, você vai fazer. Por isso não me preocupei quando decidiu vir junto.

─Obrigada Ally. Tem muita confiança em mim. – Judy me olha. – Vocês dois tem.

─Scott. – Paul me chama e volto para a realidade decidido a afastar todos esses pensamentos até estar de volta. A segurança de Judy vem antes de tudo.

─Sim. – Me aproximo dele. Não desvio minha atenção dela que continua a caminhar agora perto de Ally.

─Vamos parar um momento, beber agua. Verificar as armas, está na hora de entrar pela floresta. Albany está próxima. Já vai anoitecer.

─Certo. É melhor. Não vamos mais parar depois disso.

─Você está legal? Está calado.

─Preocupado. – Aviso a ele. Paul afirma.

─Eu sei. Judy conosco é meio assustador mesmo, e esses dois eu sei lá se podemos confiar.

─Vamos manter a atenção redobrada. – Faço um som com a boca. Funciona com quase todos. Judy, Kevin, Ally e Spencer param de andar. Caleb e Ashley só param por que sentem o grupo se juntar.

─O que foi agora? – Ashley questiona.

─Bebam, comam, verifiquem as armas, dez minutos, depois só quando chegarmos. – Aviso a todos sem gastar meus olhos com ela.

Dessa vez ninguém se senta. Tomo uns goles de água, pego meu rifle e me posiciono. Judy me sorri daquele jeitinho delicado e doce que ela tem. Me mostra a pistola e afirmo.

─Sabe o que fazer. – Eu digo para dar mais confiança a ela.

─Treinada pelo senhor Scott Dixon! – Ela brinca.

─Todos prontos? – Pergunto. Caleb só tem uma faca. Eu devia deixa-lo com isso apenas. Quem manda agir feito um idiota e nos seguir escondido?

Pego um revolver na mochila, abro o tambor, giro e está carregado, fecho e estendo a ele.

─Eu? – Ele questiona surpreso.

─Não sabemos o que tem por aí. Sabe usar?

─Sei. – Ele pega a arma.

─Vamos pela floresta agora. É uma subida íngreme, normalmente não tem muitos zumbis, mas no momento estamos em dúvida sobre o que pode ter por lá.

─Vão ver os muros, mas vamos pelos fundos. É mais difícil, tem armadilhas no caminho. Então prestem atenção. – Ally continua.

Começamos a subir, a floresta vai escurecendo e aqui a escuridão é realmente assustadora, quero me aproximar o máximo que puder antes de ter que acender lanternas. Judy caminha ao meu lado.

Caleb geme ou algo parecido, um barulho se segue. Então nos viramos e ele cai sentado segurando a perna. Me aproximo. Avisei sobre armadilhas.

─Aí isso está rasgando minha perna. – Ele ao menos não está gritando e chamando zumbis.

Kevin se ajoelha. Abre o metal que prede sua perna como dentes, faz um rangido seco. Tem um pouco de sangue e Spencer abre a mochila. Escuto passos e desvio meus olhos de Caleb. O rifle em punho.

─Quietos.

Tudo que existe a minha volta desaparece. Só vejo Judy sendo mantida refém por um homem sujo. Uma pistola em sua têmpora. Olhos esbugalhados, mãos sujas tocando Judy.

Ela me olha suplicante. Destrava a arma num gesto sutil. Tudo vai acontecendo em um único segundo alucinante.

Ally está nas mãos de outro que tem uma faca próxima a sua cintura. Não baixo o rifle, engatilho. Já vi de tudo. O que não vi, ouvi e sei como termina. Não dessa vez, não com Judy.

─Abaixa a arma. Ou mato a mocinha. – O homem que mantêm Judy diz diretamente a mim. – Não vou falar de novo.

Não mesmo. Penso antes de disparar, acerto em sua testa ele cai libertando Judy, Ally aproveita o momento, acerta uma cotovelada no homem com a faca e num movimento único ela o apaga com um golpe na cabeça.

Judy corre para mim. Eu a abraço angustiado. Tremendo de um modo que nunca pensei. Um alivio percorre cada célula minha, sentir seu calor me aquece.

─Você não é normal. – Caleb diz mancando ao se levantar. – Ela podia ter morrido.

O resto do grupo se divide em amarrar o homem que Ally apagou e checar a segurança. Ainda mantenho Judy em meus braços. Ela treme como eu.

─Acabou Judy. Tudo bem.

─Não o vi. Estava distraída. Sinto muito.

─Eu sei, todos estávamos. – Ela afirma, se afasta um pouco. Analiso seu rosto, está linda como sempre, inteira. Pálida, assustada, mas viva.

─Scott... Sabia que não ia se render, mesmo assim tive medo. – Ela se encosta em mim mais uma vez e só quero que fique assim. Ally encara o homem apagado. Kevin e Paul, mantem os olhos abertos. Ashley está em alerta também. Spencer apoia Caleb. Ele se solta e se aproxima de mim.

─Ouviu o que eu disse? Colocou ela em risco. – Mas quem esse idiota pensa que é? Solto Judy para olhar para aquele rosto cheio de irritação que me encara achando que pode me intimidar.

─Não negocio Caleb. Nunca. No momento que baixasse a arma estaríamos todos mortos.

─Isso é...

─Acordou! – Ally avisa e me aproximo esquecendo Caleb, isso é muito mais importante que suas acusações. Judy me segue. O homem está meio tonto, encostado em uma árvore, as mãos amarradas, agora a noite caiu e acendo uma lanterna em sua direção.

─Quem são vocês? De onde vem? – Interrogo.

─Vá para o inferno. – Ele responde. Ally chuta suas pernas, ele geme.

─Pela última vez. De onde vem?

─Pode me matar, quem liga? Já cansei dessa merda toda. – Ele tem uns fios de cabelo brancos, significa que ele sobreviveu, e todo mundo que sobreviveu fez muita coisa para isso. – Não faz diferença. Somos um bom número. Vai encontrar a morte cedo ou tarde também. Nos vemos no inferno.

─Onde está esse grupo? – Pergunto.

─Em todos os lugares, em lugar nenhum. São dessa merda de cidade? – Ele aponta em direção a Nova Albany. Ri largamente um tanto alucinado. – Adoramos encontrar esses lugares. É pura diversão. Um bando de tolos sonhadores. Ah! Quantos buracos como esse eu vi cair. Até já estive em um, mas acabou, como tudo. Que se dane.

─Seu grupo está lá? Abre a boca! – Ally exige, acerta um tapa em seu rosto.

─Não. Já pilhamos. Avisamos que vamos voltar. Pegamos o que era preciso por um tempo. Agora é seguir em frente e voltar quando quisermos.

─Quantos? – Insisto. Todo tipo de pensamentos me assustando.

─Mais do que vocês oito podem vencer.

─Onde?

─Não vou responder. Fazemos o que é preciso. Todo mundo faz. Não tenho vergonha.

─Devia ter covarde! – Ally o chuta mais uma vez. – Covarde e estúpido!

─Isso é como as coisas são, como acha que sobrevivemos?

─Então vocês pegam comunidades, roubam, ameaçam e depois voltam quando querem? É assim que sobrevivem?

─É. Se forem hostis matamos, mas sempre são covardes.

─Temos que ir. – Ele não vai dizer mais nada. É melhor saber como as coisas estão em Albany. Voltar antes que eles encontrem o santuário.

─E ele? – Ashley pergunta. Troco um olhar com Ally. Ela pega a faca e acerta a nuca do homem. Judy vira o rosto, é isso que existe aqui fora. Apenas isso.

─Acha que é melhor que ele depois disso? Na frente dela? – Caleb me questiona. Aponta Judy.

─Cara que mundo você viveu? Entende uma coisa, deixe um inimigo vivo e ele volta e te tira um amigo. Essa lição, foi o pai dela que me ensinou. Fazer o que é preciso.

Caleb não responde. Só se põe a caminhar em meio a escuridão. É o que todos fazemos. Tenho medo que essa jornada tire algo precioso que só Judy tem. A inocência.

Toco seu ombro. Ela me olha, procura minha mão, aperta e depois solta.

─Eu sei. – Ela me diz com a voz embargada. Queria só poder cuidar dela, mas isso é maior que nós dois, é sobre todos.

Chegamos próximos aos portões. Jeff está lá com um rifle sobre os muros, parece atento, não acho que tenham inimigos ainda lá dentro. Olho para Paul, confio em sua opinião, ele é meu mais experiente homem.

─O que acha?

─Só tem um jeito Scott. – A noite está escura, não quero deixar Judy mais tempo do lado de fora, ela e todos os outros estão tensos, melhor entrarmos de uma vez.

─Ok. Vamos entrar então. Fiquem em alerta. Jeff vai tentar nos avisar se for um risco.

Faço o assobio que marca nossa presença, surgir do nada pode assusta-lo e no apocalipse você atira antes e pergunta depois. Repito o som, ele fica em alerta a nossa procura e saio na frente. Passo para a clareira e Jeff abaixa o rifle. Faz sinal nos convidando e some.

Quando chegamos aos portões ele mesmo os abria. Passamos para dentro. Sua expressão é tensa. Aperto sua mão.

─Scott, estávamos esperando que viessem. – Ele encara todo grupo. – Jason, Peter, Celly? Eles foram para o Santuário.

─Sinto muito Jeff. Jason... Eu o encontrei transformado próximo aos nossos muros, os outros... Não chegaram.

─Então agora são onze pessoas. – Ele diz abatido. Olho em volta, a não ser por um detalhe ou outro tudo parece bem.

─Pegamos dois caras aqui perto. Eles disseram sobre um ataque.

─Aconteceu, mas vá ver Jess, eu recebo o grupo, vou dar comida e água a todos.

─Tudo bem. – Olho primeiro para Paul, ele afirma, sabe que quero que fique com Judy. Depois olho para ela, ainda tão triste. – Já encontro você.

─Cuidado. – Ela diz esgotada. Afirmo, depois dou as costas a eles e sigo para a sala de Jess. Jessica cuida desse lugar com mãos de ferro, foi sob suas ordens que construíram tudo. Ela não desiste, é forte e não entendo como esse grupo pode entrar, matar, roubar e depois apenas sair.

Jess está debruçada sobre papéis quando entro depois de uma leve batida na porta. Meu pai sempre diz que nunca vai entender de onde vem os papéis, por que mesmo depois de tudo, ainda se precisa deles.

─Scott. – Seu alivio me dá pena. Não vim do modo que ela espera. – Que bom. Já te deixaram a par? Vieram para lutar?

─Calma Jess, não é como pensa. – Explico que vim apenas por ter encontrado um de seus homens morto, que ninguém no santuário sabe do ocorrido, ela escuta tudo um tanto tensa.

─Todos mortos então.

─Como foi tudo? – Preciso entender o que de fato está acontecendo.

─As coisas estavam como sempre. Até que fomos atacados. Entraram atirando, queimando, depois de apavorar nosso grupo e matar cinco dos nossos, uma criança inclusive eles se acalmaram, nos renderam, com uma criança morta eu só pude aceitar. – Jess é forte, mas é um ser humano e as lagrimas correm. – Passaram três dias aqui. Comeram, ameaçaram, nesse período tivemos mais três mortes. Oito no total.

─E depois?

─Partiram. Levaram muita coisa, eram em vinte pessoas, perderam dois na invasão. Três deles ficaram nas redondezas. Essa manhã capturamos um. Pelo que entendi vocês mataram os outros dois.

─Então ao que parece estamos falando de quinze pessoas.

─Vinte. Os quinze que restaram, interrogamos o homem que recolhemos. Ele abriu o bico. Sabe como o Jeff é bom nisso. Eles deixaram cinco deles numa casa de fazenda a uns quilômetros daqui. É um ponto de encontro. São nômades, não ficam em lugar nenhum. Chegam, dominam, fazem todo tipo de atrocidades e depois vão embora, por isso ninguém os pega.

─Uma fazenda. – Penso em muitas coisas, até voltar, juntar um grupo e ir em busca deles podem ter partido. Sair daqui e ir ataca-los pode deixar Judy em risco. Não sei o que fazer. – Quantos bons homens você tem aqui Jess?

─Sete. Que pode levar num ataque eu digo. Mesmo assim não sobra ninguém realmente preparado para nos defender.

─Levaram suas armas?

─Não. Sabe que elas ficam atrás dessa parede. – Ela me aponta a estante, por trás uma parede falsa e depois a sala de armas. – Só levaram as que usávamos na hora do ataque.

─Bom. – Me encosto na cadeira. – Judy está comigo Jess, não sei se posso deixa-la aqui e ir liderar um grupo num ataque como esse. Eles disseram qualquer coisa sobre voltar?

─Não. Não exatamente. O que sei, o que descobrimos com o homem que pegamos é que eles estão com o líder deles ferido, por isso estão numa fazenda. Tem um médico com eles, mas você sabe que médicos não fazem milagre sem recursos. Talvez eles queiram voltar e isso será nosso fim.

Me lembro do pedido de Rick, para voltar se tivesse qualquer problema, não arriscar nada. Não posso fazer isso, colocar todos os homens fortes em risco, deixar Judy aqui e talvez nem voltar. Deixar o Santuário no escuro sobre um possível ataque.

─Jess eu vou partir assim que amanhecer. Buscar mais homens, armas, seguir de Terminus direto para essa fazenda. Você se arma aqui. Prepara seu povo para o caso de perdermos.

─Esperava por isso. Não posso pedir mais que isso.

─Sinto muito.

─Leve alguns dos meus homens com você, armas, eu sei que o Rick não vai deixar inimigos do lado de fora. A gente sabe o que acontece.

─Sim. Eles voltam.

─O homem acabou contando que invadiram uma comunidade próxima, nem sabíamos que existia. Deixaram pessoas vivas por lá. Se tudo der certo podemos encontra-los.

─Podemos.

─Vá descansar. Vou ver que homens Jeff pode dispor, que armas. Nos vemos pela manhã.

─Jeff fica. – Aviso e ela balança a cabeça em dúvida. – Eu sei que ele vai querer ir. Mas Jeff é seu homem de confiança, ele pode conter um ataque se caso... Você sabe.

Aceno deixando sua sala quando ela retorna para seus papéis. Judy está sentada num pequeno sofá no alojamento, é onde ficamos quando estamos aqui. Me sento a seu lado.

Agora é hora de conter a fome de guerra que Ally e Kevin tem. Felizmente Paul está comigo e juntos podemos conte-los.

Notas finais
Beijossssssssssssssssss