Notas iniciais
Ola pessoas. Espero que gostem e já quero agradecer e dedicar esse capitulo as duas lindas que recomendaram. GABI, e LIKA TREVAS. Obrigada meninas. Gabi sempre uma das primeiras, tem muita fé em mim. hahahaaahaha Amei meninas. fico sempre muito feliz, espero que a história seja realmente merecedora de tanto carinho. BEIJOSSSSSSSSS

Pov – Scott

Escuto Judy lamber os dedos atrás de mim, nossas costas servindo de encosto um para o outro. Seu rabo de cavalo dourado escorre por meu ombro. Respiro fundo. Engulo mais meia dúzia de tiras de batatas fritas em gordura de porco, é meu prato favorito.

─Mastiga antes de engolir e não come tudo de uma vez sorvetinho. – Só ela e meu pai ainda me chamam assim, e Seth às vezes, quando brigamos.

─Como sabe que estou engolindo tudo de uma vez? Cuida da sua vida!

Judy faz um som com a boca, suas costas sobem e descem com seu riso fácil, faço careta pelas suas costas.

─Conheço você.

─É uma sabe tudo isso sim.

─Cadê o Seth padeiro? – Judy pergunta e rimos juntos.

─Coitado! Está de cara feia por aí, mas nem devíamos rir, a padaria é o pior trabalho do mundo. – Todos nós aprendemos tudo sobre tudo que acontece em Terminus, fomos trabalhar em cada canto da nossa cidade trancada e sem dúvida a fase da padaria é a pior. Aquele forno quente ligado todo dia quando amanhece e aquele monte de massa pesada que temos que bater é infernal.

─Ainda bem que tinha você lá comigo. – Judy me lembra. – A horta também não era grande coisa.

─Ao menos era ao ar livre. Ele gostou da horta. Meu pai está para morrer de pena do garotinho, mas minha mãe diz que ele não pode ter regalias, que temos que dar exemplo.

─Parece meu pai falando. – Ela reclama. ─E o Carl adora nos torturar com suas ordens sem fim.

─Ele e o Arthur são bons lideres Judy, não como quando éramos menores e seu pai e o meu cuidavam de tudo, mas são bons, as pessoas gostam deles.

─Sei disso. Podia ser pior, ele podia ser a filha do Rick, irmã do Carl e a Bravinha do Daryl e estar condenado a uma eterna superproteção. – Ela suspira e lambe os dedos mais uma vez.

─Para de lamber os dedos. – Reclamo. – Qualquer hora vai pegar uma doença.

─Quem fica doente? Nunca vi um doente, só esse vírus que carregamos, acho que essa coisa matou as doenças. – Ela está certa, passei a vida ouvindo minha mãe resmungar sobre ficar doente e nunca tive uma única coisa.

─Pode ser apenas sorte ninguém ter ficado doente.

─Você é ótimo, ninguém ficou doente nos últimos quinze anos por sorte sorvetinho?

─Sei lá Judy. – Ergo o rifle e uso a mira para olhar a mata e os trilhos a distância. Nenhum movimento, nunca nenhum movimento, além dos mortos de vez em quando e as vezes algum animal.

─Nada por aí? – Ela pergunta. Giro a cabeça em negação. – Em sorvetinho?

─Não Judith, nada!

─Quanto falta para acabar nossa vigia nesse telhado. Estou fritando nesse sol.

─Quando o sol baixar mais um pouco, uma hora.

─É tão bom com essa coisa de tempo. Nunca acerto muito.

─Meu pai foi incansável em me treinar. – Lembro Judy.

─Tudo tranquilo desse lado também. – Ela suspira. Ainda com a mira do rifle faço mais uma varredura, um movimento me chama atenção e fixo a visão, me movimento desencostando de Judith.

─Caramba Scott! – Ela reclama quando quase cai de costas.

─Fica quieta! – Reclamo forçando mais a mira e me ajoelhando.

─Enxerga com os ouvidos agora? O que foi? – Ela se ajoelha ao meu lado e com seu rifle repete meu movimento e vasculha o ambiente. Um pequeno grupo de pessoas parecia se juntar por entre as árvores, fico de pé em dúvida se eram zumbis, a visão melhora quando me afasto mais e posso ver por uma clareira. Uma mulher, com um rapaz e duas moças. O rapaz passa uma garrafa de agua para uma delas.

─Pessoas. – Coloco o rifle nas costas. – Cinco horas a norte. Vai avisar o Carl e o Arthur. – Digo saltando pelas paredes e chegando lá em baixo muito antes dela que precisa usar as escadas. Corro para o portão.

Faz pelo menos uns quatro anos que não vejo gente chegar.

─Abre Denis! – Peço ao responsável pelo portão. – Pessoas. Fica Alerta. Volto em uma hora.

─Sozinho Scott?

─Judith foi dar o aviso, não quero perde-los. – Logo alguém me encontra além disso são quatro pessoas. Eu não vejo problemas já que estão dentro da nossa zona de segurança.

Caminho pelos trilhos, é sempre um bom jeito de ir e vir, os trilhos sempre levam ao Santuário, não importa que direção os tome. Não me importo muito de ficar sozinho do lado de fora.

Já me acostumei a fazer minhas rondas todas as manhãs, as vezes sozinho, as vezes acompanhado, minha mãe ou meu pai gostam de vir comigo, mas as vezes se envolvem em outras coisas.

Seth sonha em vir, mas ainda não é bom o bastante para isso. Vai ser, puxou meu pai. Embora não ache que alguém ganhe da minha mãe quando se trata de usar uma besta. Já eu gosto do rifle, tenho boa mira com ele, e sempre é bom ter mira de longo alcance. Nada nunca chega muito perto do Santuário.

O silencio a minha volta sempre incontestável nunca me incomodou também, mas escuto as histórias de aviões e transito, minha mãe diz que vivi isso, mas não tenho nenhuma memória desse tempo.

Só me lembro de estar aqui, no Santuário e uma breve lembrança da minha mãe me banhando em uma pia em uma cabana, ela diz que foi quando a prisão caiu e ficamos sozinhos.

Me contam muitas histórias, de pessoas e coisas do passado, de como era antes e de tudo que aconteceu desde que o apocalipse começou. É como eles chamam, eu chamo de vida. A única que tenho, a única que conheço. Eu, Judith, Seth, Samantha, o pequeno Hershel, tenho uma imagem em alguma parte de mim de um rosto com barba branca. Nada além disso. É o pai das irmãs Greene, Maggie e Beth. Um pouco como um pai para meus pais é o que eles dizem.

Paro de caminhar um momento e escuto o silencio. Um galho farfalha e não está ventando, encaro a floresta ao longo dos antigos trilhos, a mata tomou boa parte dele uns quilômetros daqui, mas em volta do Santuário procuramos manter limpo, é bom para nossa visão e para os possíveis sobreviventes.

Uma carcaça humana sai de trás dos arbustos, é apenas um esqueleto em movimento, peles penduradas e misturadas a restos de tecidos, fios de cabelos de tamanhos desformes desgrudando da cabeça e um andar fraco.

Aquela coisa ergue o que resta de braço, uma mão se solta simplesmente quando tenta passar pelos trilhos, coloco o rifle nas costas e pego minha faca. Toda alma merece misericórdia e me aproximo. Enfio a faca sem muito esforço naquela testa de ossos porosos e um liquido negro e podre escorre quando o corpo caí espalhafatoso pelo chão.

Quanto tempo vagando faminto? Quem chorou por ele? Ainda restou alguém que o amou, conheceu? Perguntas sem resposta e me ponho em movimento mais uma vez.

Então me aproximo do local onde os quatro sobreviventes estavam. Ergo o rifle. Essa aula eu tive que ter com todos eles uma centena de vezes, de dia, de noite, o tempo todo e desde sempre. Não confie em pessoas. Eles são seus inimigos, o monstro que mora dentro dos vivos é mais terrível do que os que te perseguem em busca de carne e sangue.

Os quatro caminhavam em sentido contrário e estacam quando me veem. Aponto o rifle, a mulher se coloca a frente da garota mais jovem, o rapaz parece entediado e despreocupado. Como se não temesse um rifle em sua direção.

─Quem são vocês? – Pergunto mirando o espertinho que quer me enfrentar com uma simples faca na mão. Os quatro estão acabados, sujos, fracos e cansados, sinto pena, as pessoas sempre chegam aqui assim, no limite, mas há muito não chega ninguém.

─Da um tempo. – O rapaz diz dando mais um passo em minha direção.

─Eu disse para ficar onde está! – Meu tom é agora imperativo.

─Vai mesmo fingir que essa coisa ainda tem munição? – Ele ri e engatilho, desvio dele e disparo. Ele paralisa assombrado com o movimento, a arma volta para sua testa. Posso fazer, já fiz uma vez, foi preciso.

─Se der mais um passo Caleb ele não vai precisar gastar mais uma bala, eu mesma acabo com você! – A mulher mais velha diz firme, o rapaz obedece. – Meu nome é Rosita, essa é minha filha, Nina. – Ela me aponta a garota de cabelos vermelhos atrás dela, a menina deve ter uns quinze anos como Seth. – E essa é Ashley.

─De onde vem? Tem uma comunidade? Mais gente com vocês? – Pergunto a mulher que parece manter alguma calma, ela olha em volta. Sei que busca zumbis. – Está segura. – Eu a tranquilizo.

─Conhece um lugar chamado Terminus? Eu estive aqui há muitos anos, algumas pessoas estavam comigo, elas ficaram, foi há muito tempo, talvez tenha ouvido falar sobre algumas delas. Maggie, Glenn, o líder deles, Rick, uma mulher negra, não me lembro bem seu nome, ela usava uma espada, um homem com uma besta, Daryl talvez.

─Meu pai. Levo você até eles. – Aviso, seus olhos arregalam, ela se acalma um pouco, ao mesmo tempo parece incrédula.

─Eles? Todos eles? Ainda existe esse lugar? Eles conseguiram?

─Vamos, vai ter suas respostar quando chegar. Estamos bem perto. – Faço sinal com a arma em punho exigindo que passassem a minha frente. – Em frente. – Eles se colocam a andar e vou logo atrás, seguimos no mais absoluto silencio, Ashley vez por outra olha para trás, Rosita manca um pouco da perna direita, não sei se é cansaço ou algum ferimento, mas não tem sangue em grande quantidade em sua roupa, então não deve ser nada demais.

Terminus surge com seu prédio principal se destacando entre a vegetação. Logo vejo Arthur e Denis se aproximando armados. Arthur me acena e faço sinal que está tudo bem.

─Essa é Rosita, diz conhecer alguns dos nossos. – Arthur força a visão. Encara a mulher.

─Cheguei aqui com Maggie e Glenn, era dominado por canibais.

─Sou o Arthur. Me lembro de você, estavam levando um cientista para DC. – Arthur diz e ela afirma, mas parece pouco disposta a conversar. – Venham, estamos chegando, vão encontrar comida e abrigo.

Quando chegamos ao Santuário Judy me olha brava, desvio meus olhos pouco disposto a ouvir seu caminhão de reclamações como se fosse eu o responsável por ela não poder ir além dos muros.

─Precisa sair sempre correndo feito um doido?

─Eles precisam de ajuda Judith.

─Judith? O bebê Judith? – Rosita diz se aproximando, toca as pontas dos cabelos de Judith que sorri. – Eu te vi quando era apenas um bebê. Tinha um garotinho com o grupo. – Ela me olha com uma interrogação. Afirmo e então a mulher de rosto cansado sorri.

─Rosita? – Maggie surge e se espanta ao reconhece-la. As duas se abraçam, enquanto o resto do grupo observa e alguns curiosos andando de um lado para outro param.

─Essa é minha filha. Nina. – Rosita aponta a mocinha quando se afasta de Maggie. Maggie sorri, da uns passos para ela e toca seus cabelos com um sorriso triste.

─Abraham? – Maggie pergunta. Rosita afirma. – Você é linda Nina, seja bem-vinda. Sua mãe e seu pai ajudaram meu marido a me encontrar muito antes de você nascer. Vamos, precisam comer e descansar.

─Maggie... – Arthur a interrompe.

─Eu sei Arthur, primeiro a entrevista. – Maggie os puxa para o prédio onde tudo acontece. No caminho eles observam tudo, veem os vagões, Rosita diz aos seus companheiros que foi num daqueles que estiveram presos. Agora os vagões são nossos depósitos, estufa, tudo aqui teve uma serventia.

Rick e meu pai se juntam a Carl na sala do conselho, eu e Judy seguimos com o grupo, sempre podemos participar de tudo, é um eterno treinamento. Maggie os acomoda, meu pai e Rick trocam um olhar.

Os cabelos de Rick agora começam a ficar brancos, meu pai sempre o provoca com isso, mas se deixa sua barba crescer os fios também nascem brancos, e Rick devolve a provocação.

Carl está atrás de sua mesa, Arthur tem um coração mole demais para as entrevistas, isso sempre fica a cargo do Carl. Minha mãe chega quando eles se acomodam, traz suco e sanduiches para o grupo que aceita sem cerimônia. Sinto pena ao perceber como devoram a comida famintos.

─Bem-vinda de volta Rosita! – Rick tenta um sorriso triste. Não me lembro de nada daquele dia, mas dizem que foi um pedaço do inferno, que homens e mulheres caíram corajosos naquele dia. – Tyreese?

─Nem chegou a DC, foi mordido no caminho, salvando todos nós, era seu jeito, derrubou tantos zumbis antes disso que parecia uma máquina de matar desgovernada, morreu como um herói.

Um silencio profundo se abate sobre todos, acho que eles gostavam de pensar que aquelas pessoas estavam bem em algum lugar do mundo. Agora Rosita traz com ela a verdade.

─Chegaram a Washington? Tinha algo lá? – Carl pergunta.

─Foi a viagem mais difícil que fizemos. Encontramos um pequeno grupo no caminho, sete pessoas que também estavam indo naquela direção, eles se juntaram a nós. Caleb estava com eles. – Ela olha para o rapaz. – Quantos anos tinha Caleb?

─Nove anos. – O rapaz responde sem prestar muita atenção a nada além do sanduiche.

─Chegamos a um bairro em Washington, um lugar alto, cercado, o exército tinha fechado todo o perímetro com cercas e arame farpado quando tudo começou, lá viviam as pessoas que trabalhavam para o governo, mas caiu e foi dominado quando o exército partiu, quando chagamos tinha cinco famílias.

─Ficaram lá? – Rick questiona.

─Sim, do grupo que saiu daqui, mais as pessoas que encontramos no caminho, apenas dez pessoas conseguiram chegar aquele lugar. Nos alojamos, limpamos, tornamos seguro, Eugene sempre dando desculpas para não ir para o centro em busca de laboratórios, militares, cientistas, tudo que fomos buscar.

─Aquele canalha! – Caleb reclama com muita raiva no olhar.

─Duas semanas depois, sem alternativa ele confessou que esteve o tempo todo mentindo, Eugene nunca se comunicou com ninguém, ele não sabia nada sobre a cura, só estava com medo e querendo proteção.

─Sempre desconfiamos disso. – Meu pai e minha mãe trocam um olhar. – Por isso Mary não quis arriscar nosso filho numa loucura como essa. — Eles me olham.

─Abraham quase o matou. Tudo pelo que lutamos, todas as pessoas que tentaram, tudo em vão, podíamos ter ficado aqui. – Ela olha em volta. – Ficamos todos esses anos lá, Eugene no fim teve boas ideias, deixamos o lugar o mais forte que pudemos, recebemos novas pessoas e fomos vivendo, Nina nasceu lá. Ashley chegou com a família uns anos depois.

─O que aconteceu? Por que está aqui?

─Quando o exército ainda estava tentando conter a doença, quando as pessoas ainda acreditavam que era uma doença, eles começaram a recolher pessoas, e levaram para o campus de uma universidade, dividiram os doentes de um lado os outros de outro lado, no fim virou tudo a mesma coisa e o lugar ficou fechado e infestado de zumbis, não sei, três, quatro mil deles.

─Uma horda e tanto. – Rick comenta.

─Ficava no nosso caminho, mas não tinha o que fazer, era arriscado tentar nos livrar deles e só evitávamos aquela região, se não percebiam cheiro ou barulho ficam letárgicos. Um dia tivemos uma grande tempestade, foi devastador, horas de chuva, vento e destruição.

Acho que posso imaginar o que isso significa e me causa arrepios.

─Quando pudemos sair de dentro de casa estava tudo destruído, mas nem foi o pior, o pior foi ver tudo invadido por eles, tantos que nem sei como conseguimos deixar aquele lugar, os muros da universidade caíram com o temporal e libertou os mortos presos ali há anos. Abe ainda estava comigo, partimos ouvindo os gritos, perdemos tudo e sem direção resolvemos tentar vocês.

─Sinto muito Rosita. – Carl diz triste. – Todos nós sentimos muito.

─Isso foi há quase dois anos. No último inverno Abe não resistiu.

─Ficaram todo esse tempo tentando chegar aqui? – Meu pai se espanta.

─Atravessar boa parte do país não é fácil, a pé, sem comida, tínhamos que parar no inverno, nos esconder por dias e dias quando um grupo surgia. Não encontramos nada no caminho. Há uns sete ou oito meses vimos três homens com mochilas nas costas passando, estávamos num prédio, mas decidi não me aproximar, sabemos o que pessoas fazem.

─Eles tinham um lugar com toda certeza. ─ Caleb diz meio irritado com Rosita. – Estavam vestidos feito gente, pareciam saudáveis.

─Vocês vão ser acomodados, descansar uns dias, se acostumar com a rotina e as regras e depois se juntam a nós no trabalho como todo mundo. – Carl comunica.

─Regras? – Caleb questiona.

─Regras. – Carl o enfrenta firme. – Regras rígidas, somos cento e vinte pessoas, crianças e adultos, sem regras não estaríamos de pé, mas sempre pode tentar a sorte lá fora.

─Ele já tentou a sorte lá fora não é mesmo Caleb? Agora vai aceitar as regras e sobreviver. Obrigada. – Rosita diz de modo geral. – Venceram, é bom estar aqui. Abe... – Seus olhos marejam e ela se cala. Maggie a ajuda a ficar de pé.

─Vou acomodar vocês. Arrumar roupas limpas e mais comida.

O grupo segue Maggie, minha mãe corre para abraçar meu pai, ele beija seus cabelos. Suspira.

─Minha Mary sempre muito esperta. Foi a primeira a dizer que não iriamos acompanha-los. – Ele diz a ela orgulhoso.

─Mantenham os olhos nesse Caleb, ele é indisciplinado e sua revolta está estampada em suas atitudes. – Rick avisa e concordo com ele.

─Você não sabe pai, talvez ele só queira cuidar do grupo dele, você agiria assim. – Para minha surpresa Judy o defende. – Não me olha assim sorvetinho, você também agiria assim. Vamos dar uma chance a todos.

─Pode parar de me chamar assim em público ao menos? – Reclamo com ela.

─Não consigo, seu pai também não.

─Não custa tentar Bravinha. – Meu pai diz a ela que faz careta.

─Eu vou ajudar a Maggie. – Ela nos deixa Carl e o pai trocam um olhar. Eu sigo com meus pais para casa. Seth nos esperava na porta.

─Eles vão ficar? – Pergunta depois de receber um beijo na testa de minha mãe e um tapinha no ombro do meu pai.

─Claro que vão. Vou servir uma refeição para meus garotos trabalhadores.

─E o papai semi aposentado. – Meu pai brinca. Enquanto ela prepara a comida vou me estirar na cama um momento, Seth se senta na sua cama ao lado da minha.

─Como ela chama? A menina do cabelo vermelho? – Ele me pergunta. Sorrio achando graça do seu interesse.

─Nina. Gostou dela padeiro?

─Cala a boca sorvetinho! – Ele me atira seu travesseiro. Me defendo rindo. – Só nunca tinha visto um cabelo daquela cor. É meio vermelho. Achei bem legal.

─Ruiva é como chamam. Acho que o pai dela era assim, foi o que Maggie fez parecer.

─Nina. O nome é diferente também.

─Rosita deve ser mexicana, sabe onde fica o México padeiro?

─Que diferença faz essa droga toda? Eu sei, mas que importa, é só mais um lugar cheio de zumbis. Como todos os outros. Achou a outra bonita? A mais velha?

─Acho que sim, não pensei muito nisso.

─Só tem olhos para Judith. – Ele começa mais uma vez com isso.

─Já disse para não brincar com isso. Judy é como sei lá, uma... uma...

─Irmã? Se fosse não ficava tão incomodado em dizer.

─Meninos jantar! – Minha mãe chama da cozinha. Fico de pé como um raio só para fugir de Seth. Antes de deixar o quarto arrumo Flame de pé ao lado da cama na pequena cômoda. Seth deixa o quarto rindo de mim.

Notas finais
Beijosssssssssssssssss OBRIGADA