Apocalipse - A Era dos Mortos 2
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Pov – Judy
Ally está sentada em sua cama quando chego, olha pela janela um tanto perdida.
─Ally. – Ela me olha, sorri um tanto triste, eu a abraço e me sento ao seu lado na beira da cama. – Como se sente?
─Viva. Estou aqui apenas... apenas por que não quero ir em lugar nenhum.
─Estou te estranhando. Você é mais forte que isso.
─Pode ser, mas as vezes ser forte o tempo todo cansa.
Seguro sua mão. Ela me olha com o rosto abatido. Passou maus bocados, mas não foi a primeira vez e por isso acho que está abatida demais, já perdeu gente mais próxima que o David e isso não a afetou tanto quanto agora.
─Viu a Helen? – Ela me pergunta e afirmo.
─Lendo na cozinha. Ela vai ficar aqui com você?
─Não sei, nem pensei nisso ainda, mal falamos, eu só a deixei aqui porque ela está assustada, sozinha, esse lugar a surpreendeu e não sei se ela está pronta para ficar sozinha.
─Entendi, é que todo mundo que chega sempre fica no alojamento e acabei de passar pela Rosita e a Maggie, elas estão arrumando uma casinha.
─Acho que Rosita ganhou esse direito. – Ally coloca os cabelos atrás da orelha, esfrega o nariz.
─O que aconteceu? É a morte do David? Ter ficado presa lá, o Scott ter demorado? O que está te deixando assim?
─David lutou, foi generoso até o último segundo, me mandando seguir em frente e deixa-lo para trás, eu não faria isso, nem precisava, sabia que era questão de umas horas e ele estaria morto. As coisas são assim lá fora Judy.
─Parece que são mesmo. Infelizmente.
─Ficar presa é horrível, mas já aconteceu antes, já passei por situações como essa. Não me desesperei e sobre Scott, não duvidei um segundo, ele iria, mas antes pensaria no Santuário. Não esperava outra coisa dele, não faria diferente.
─Então o que? É meu irmão? Brigaram?
─Brigar? Eu e o Carl nunca nos entendemos. Não brigar é que parece ser problema. Kim está morta. – Ela me diz e a voz embarga. – Nunca quis que ela morresse, não gostava dela por razões obvias, ela entrou no meio de uma história, não teve qualquer respeito por mim, mas por que teria? O mundo acabando, eu e ele brigados, ela foi lá e... Ele quis não é mesmo?
─Acho que começou só para te irritar, uma infantilidade dele, quando ele achou que não deu importância ficou com ela. Meu irmão não gosta de lidar com seus sentimentos, ele guarda tudo. Finge não sentir.
─Agora ela está morta e não sei, me sinto meio confusa com isso. Triste por ele é claro, no fim ele estava construindo uma história com ela, e não sei, parece que... Ai Judy é difícil.
─Acho que não tem culpa de não gostar dela, a gente não tem que gostar de todo mundo, e o meu irmão não amava a Kim. Não como ama você eu quero dizer.
─O pior é que acredito. Não duvido dos sentimentos dele, mas se antes a gente não tinha chances agora acho que é impossível. Como se a sombra de Kim fosse ficar presente para sempre.
─Não sei de onde tirou isso. Meu irmão vai superar isso e se vocês se amam podem ceder um pouco cada um e viver esse amor. Como disse o mundo está acabando.
─Conseguiria?
─Minha mãe morreu quando eu nasci, meu pai a amava e hoje tem a vida dele, é feliz. Mich é como você, forte e independente e isso não impediu os dois.
─Acho que não é muito a mesma coisa. De qualquer jeito não é hora de pensar nisso.
─Hora de voltar a vida. – Ela afirma, sorri um pouco mais tranquila.
─Como está essa sua história com o Scott?
─Beijos. Essa história está cheia de beijos, ele quer dar uns dias e falar com meu pai. Acha que ele vai ficar bravo? ─ Nem consigo guardar o sorriso de felicidade.
─Claro que não Judy, vocês dois estão sendo muito bobos. Talvez seu irmão de algum ataque, mas ele é um grande idiota. Então que se dane.
Só mesmo Ally pode dizer isso do meu irmão e eu achar natural, não me ofende vindo dela, Ally ama aquele idiota. É confuso pensar que a morte de Kim pode ter mudado a vida do meu irmão e da Ally para melhor, me faz sentir um pouco de culpa também e começo a entender melhor como Ally está se sentindo.
─Não consigo mais ficar longe dele.
─Os dois ficam bem juntos. Scott ama você. Somos muito próximos, quando ficamos por aí ele e eu falamos sobre tudo, sei que ele gosta mesmo de você.
─Carl perguntou a ele se vocês dois não tinham nada.
─Seu irmão é completamente idiota. Eu e o Scott? Que ideia, só podia vir dele.
Ally fica brava, até dá para entender, quando Carl questiona algo assim deixa claro que não acredita que Ally o ama. Acha que assim como ele, ela seguiu em frente.
─Ele é ciumento.
─Mas sua história não está fechada não é? Tem esses novatos tentando se intrometer nisso. Ashley quer te passar a perna e não sei não esse Caleb.
─Caleb é bom Ally, as pessoas estão entendendo ele errado, ele está perdido e se aproximou de mim por que dei espaço, somos perto de amigos, não vou chama-lo assim até ter certeza, mas ele não gosta de mim desse jeito.
─Que seja, menos mal, Scott é ciumento, uma coisa é não ser a namorada dele, Scott sabe que não pode te exigir nada, no momento que assumirem isso eu não sei se ele vai gostar de te ver por aí com esse Caleb.
─Os dois vão acabar amigos. Vai ver. Já essa Ashley, eu preciso te dizer que não tenho medo dela.
─Cuidado. Ela é ardilosa
─Ally você é forte, uma guerreira, mas nesse sentido sou mais forte que você. Se estivesse no seu lugar meu irmão nunca ficaria com a Kim. Assim como não vou dar chance para essa garota, ela que não se meta comigo.
─Scott merece que lute por ele, é o que ele faria, lutaria por você.
─Que acha de sair dessa cama e dar uma volta para tomar um pouco de ar?
─Não sei. Estou meio sem ânimo. Amanhã retomo a rotina. Prometo.
Escutamos uma leve batida na porta mesmo aberta, nos voltamos e meu irmão surge.
─Oi. Posso entrar? – Carl pergunta seguido por Helen.
─Entra Carl.
─Vim te ver e buscar a Helen para leva-la ao alojamento. – Ele comunica e vejo a tensão surgir.
─Estou ótima, amanhã retomo a rotina e a Helen fica aqui. – Esses dois não conseguem ser civilizados nunca?
─Ally isso não é sobre você. Todo mundo que chega fica no alojamento um tempo, isso é sobre a segurança de todos nós.
─Helen é inofensiva Carl, mesmo que não fosse, ela não pode me ferir, sou mais forte que ela.
─Ally eu não estou aqui pensando em proteger você, isso como já disse é sobre toda comunidade, alguém com medo é capaz de tudo, alguém ruim é capaz de fingir medo só para conseguir o que quer, já vimos de tudo. – Carl insiste sem tirar os olhos de Ally. – No alojamento o grupo todo fica de olho, quando ela conquistar nossa confiança se ainda quiser ela vem viver aqui.
─Sim senhor Líder. Como quiser.
─Que droga Ally, estou tentando fazer o meu melhor. – Carl reclama explosivo, Helen dá um passo para traz assustada.
─Ally está tudo bem, eu vou. O Senhor Grimes garantiu que vou ficar segura lá, que tem mais pessoas.
─Rosita está se mudando. – Ally diz a Carl.
─Caleb e Ashley continuam lá. Helen fica com eles e se tudo ficar bem logo ela pode vir, está todo mundo nervoso e qualquer coisa pode gerar um problema, passamos por momentos difíceis. Entenda.
─Ok. Helen vai. – Ally olha para ela cansada da discussão. – Vai ficar tudo bem Helen, vou fazer uma mala com tudo que vai precisar e te vejo lá mais tarde.
Helen concorda e caminha ao lado de Carl, meus olhos encontram os do meu irmão e sinto sua tristeza. Quando der vou conversar com ele. Carl está prestes a explodir, a qualquer momento ele vai ter um ataque.
─Eu sei Judy, erro com ele mais que ele comigo. – Ally me diz olhando para janela mais uma vez.
─Finalmente achei você! – Scott entra sem bater, segue direto para Ally, beija sua testa. – Fui no seu pai, na Beth, no telhado e na Maggie, e claro estava aqui, onde não pensei que estaria. Seu irmão que me avisou.
─GPS. – Ally nos diz e olhamos para ela. – Era um aparelhinho que ajudava a guiar as pessoas, saber onde ir, onde alguém estava.
─Judy precisa de um treco desses. – Scott me diz com um sorriso grande no rosto. – Como está Ally?
─Legal, amanhã a vida recomeça, só tirei um dia de folga.
─Merece. – Scott me olha com um sorriso suave. – Posso dar uma palavrinha com você Judy?
Olhamos os dois para Ally, ela faz um ar entediado.
─Vão de uma vez! – Ela brinca e saímos do quarto fechando a porta, ficamos de frente um para o outro em sua cozinha. Scott parece ansioso.
─Seth está namorando a Nina.
─Que bonitinho. – Fico muito feliz por ele, sabia que ele estava encantado por ela. – Mas acho que podia ter dito na frente da Ally.
─Não é isso que quero dizer Judy. Me senti bem idiota com ele assumindo o namoro enquanto me comporto como se fosse mais novo que ele.
─Também não gosto de esconder isso, é mesmo bobagem.
─Contei para os meus pais e assim como a Beth eles disseram já saber. O que tornou tudo mais fácil e me senti ainda mais ridículo, se não é grande coisa, se todo mundo meio que já sabe então não quero esperar uns dias.
─Quer que eu conte ao meu pai hoje. É isso?
─Não. Eu vou contar, vim te avisar que vou fazer isso, quero ter eu uma conversa com ele, garantir que gosto de você e que estamos... – Ele fica meio tenso, passa a mão pelo cabelo, me olha. – Namorando? Posso dizer isso a ele?
─Está me pedindo em namoro Sorvetinho? – Dou uns passos em sua direção, um sorriso que parece que nunca mais vai me abandonar se forma em meu rosto. Scott me envolve a cintura, sorri como eu. Me rouba um beijo leve.
─Quer namorar comigo Bravinha? – Ele pede, todo lindo, meio corado de vergonha, talvez com medo da minha resposta.
─Me deixa pensar. – Ele enruga a testa. – Já pensei, eu quero.
─Então posso dizer ao seu pai que namoro Judith Grimes? – Afirmo, ficamos mais perto e seus lábios se aproximam, meus olhos se fecham a espera dos lábios dele e nos beijamos, um beijo longo, sem medo.
Somos oficialmente namorados e isso deixa as coisas entre nós mais leves, meu corpo se cola ao dele, me curvo um pouco para traz quando suas mãos passeiam por minhas costas.
─Judith! – O grito de Carl nos afasta, paramos um ao lado do outro, meu irmão parece transtornado. – Eu devia matar você Scott! – Ele grita indo em direção a Scott, tento entrar na frente, mas Scott me impede, acho que tem medo de Carl me machucar.
Carl arma um soco, tenta acertar Scott que desvia e empurra meu irmão.
─Para com isso Carl. Não quero te machucar. – Scott tem um braço esticado no peito de Carl. Demoro a entender o que se passa.
─Me machucar? O que está pensando? É um canalha, um traidor. Eu vi o que estava acontecendo aqui.
─Carl quer parar com isso! – Ally surge e empurra ele para longe de Scott, ele tenta se soltar. Quer avançar mais uma vez em Scott, mas ele se mantem calmo.
─Pode imaginar Ally? O quanto ele se aproveitou dela? Os dois sozinhos desde crianças, minha irmã inocente, meu pai confiando nele e esse canalha abusando...
─Cala boca Carl ou eu vou perder a paciência com você. – Scott grita.
─Abusador! – A palavra me desperta, me enfurece também e sem pensar avanço em Carl.
─Idiota! Estúpido! Como se atreve a falar assim dele? – Dou tapas e chutes nele, Ally tenta me afastar, mas me sinto furiosa demais. – Scott é a melhor pessoa que conheço, sempre me tratou com respeito. Nunca mais vou te perdoar por duvidar dele, de mim, do que a gente sente. Não é sujo nem feio, isso é sua mente doente que acredita.
Scott me pega pela cintura e me tira de cima do meu irmão. Carl parece atordoado demais, nem me dou conta que estou chorando, só sinto as mãos de Scott em meu rosto me obrigando a olhar para ele.
─Ei, está tudo bem. Calma. – Meus olhos fixos nele me acalmam. – É com o seu pai que temos que falar, é ele que importa, não o seu irmão. – Scott encara Carl, não esconde a magoa. – Vamos só seguir com os planos de procurar seu pai e contar a ele tudo bem?
Abraço Scott, queria me desculpar, ele não merecia ser acusado dessa maneira sórdida, ninguém foi mais cuidadoso comigo do que ele todo esse tempo, nunca nem pensou em passar de qualquer limite, em nenhum momento.
─Desculpe Scott. – As palavras saem em meio a um soluço. Ele me abraça.
─Não se desculpe por ele, tem sempre alguém fazendo isso. – Mais um olhar de Scott para Carl, meu irmão encostado na parede com Ally em sua frente sem deixa-lo passar. – Vamos falar com seu pai?
─Ainda quer fazer isso? Depois dessa cena?
Scott seca meus olhos, me beija de leve os lábios, faz isso na frente do meu irmão, no fim tenho que agradecer que ele não partiu para cima do meu irmão como ele merecia.
─Seu pai é um líder, um homem vivido e muito razoável, é claro que ele não vai ter um ataque. Vamos ser civilizados.
Ele segura minha mão, depois se move para olhar Carl nos olhos, agora parece muito mais adulto que meu irmão, a raiva se mistura a uma certa pena, meu irmão sempre foi meio perdido emocionalmente e depois dos últimos acontecimentos só piorou.
─Estou a sua espera para quando estiver pronto para se desculpar, até lá fique longe de mim. Tchau Ally, venho te ver mais tarde.
Olho para meu irmão, não tem mais raiva ali, sinto sua vergonha, seu arrependimento, acho que ele não esperava por isso, mas não justifica essa explosão, se fosse qualquer outra pessoa e não Scott teria terminado muito mal, acho que ele vai mesmo ter que se desculpar e em silencio e com meus dedos presos aos de Scott deixamos a casa de Ally, além de tudo ainda tinha que fazer uma cena bem na frente dela, isso não ajuda em nada os dois a terem uma chance.
Passamos por Daryl, ele nos acena com um sorriso no rosto, em outro momento adoraria ir até ele, abraça-lo e contar a novidade mesmo que ele já saiba, mas a tensão está no ar.
─Scott. – Daryl nos chama quando nos afastamos um pouco, Scott se volta para o pai. – Tudo bem?
─Tudo pai, estou indo ver o Rick. – Daryl sorri. Parece natural, acho que meu pai não vai mesmo criar problemas.
─Boa sorte. – Ele brinca e Scott se esforça para sorrir. Meu pai está caminhando pela cerca, força aqui e ali para garantir, para de andar quando nos vê, mantem um sorriso no rosto enquanto vamos caminhando até ele.
─Bom te ver Scott, estava pensando em te procurar.
─Queria falar comigo?
─Acho que seria bom dar um pulo em Nova Albany.
─Eu pensei nisso, mas Rick eu quero falar com você e é meio pessoal, então acho que isso pode ficar para ser decidido depois.
Meu pai olha de um para o outro, as mãos entrelaçadas não importam para ele, sempre andamos assim.
─Vamos até minha casa? – Meu pai convida com um ar um tanto tenso. Seguimos os três em silencio uns metros. Entramos em casa e está vazia. – Sentamos todos e conversamos? – Ele aponta a mesa da cozinha. Sento ao lado de Scott de frente para meu pai. – Certo. Digam. Qual o problema?
─Rick, eu sempre respeitei você, tanto quanto meu pai, não é segredo o quanto eu e Judy somos próximos, desde sempre, por muito tempo foi apenas amizade, mas esse sentimento se transformou e conversamos, eu e a Judy decidimos namorar.
Meu pai afirma, fica em silencio nos olhando, ninguém diz nada, ele parece se dar conta que Scott já disse o que queria.
─Já acabou? É isso que queria dizer? – Ele parece quase aliviado.
─Sim. É isso.
─Puxa que alivio, se aproximaram tão formais, solenes. Achei que iam me dizer que a Judy estava gravida.
─Pai! – Fico espantada, ele dá de ombros.
─Desculpem, mas estavam mesmo assustados. Eu não sei o que dizer. Querem aprovação?
─Quero que saiba o quanto gosto da Judy e que nunca desrespeitamos você.
Meu pai afirma, acho que ele sabe, afinal é o Scott, ele o viu crescer.
─Scott você é o melhor homem que temos, o mais forte, disciplinado, sabe ser calmo ou valente, tudo depende da situação, morreria por Judy. Que outra pessoa eu podia querer? Até fiquei com um pouco de medo desse Caleb estragar tudo, falei com você para ver se tomava uma atitude.
─Era o que estava tentando? Me juntar com a Judy quando disse que achava que ela estava interessada nele?
─Não pareceu isso? – Meu pai pergunta surpreso.
─Não Rick, realmente não pareceu isso.
─Bom eu tentei, Mich achou que eu estava me metendo onde não era chamado, mas acho que no fim deu certo. Sou o último a saber?
─Pai o Carl acaba de fazer uma cena horrível, se o Scott não fosse tão calmo eu nem sei.
─Contaram para ele?
─Não pai, ele entrou na casa da Ally e nós estávamos... eu e o Scott estávamos nos beijando. – Fico com o rosto ardendo de vergonha.
─Se beijando! Que história é essa? – Meu pai faz um ar indignado que nos assusta. – Como se atreveu a beijar a Judy? – Ele ri quando nota nosso nervosismo. – Estou brincando. Vou falar com ele. Tem sido dias difíceis.
Scott fica de pé, estende a mão para meu pai que aperta com um sorriso no rosto, depois o puxa para um abraço.
─Estou feliz por vocês, mas vamos com calma certo? Namorar não é casar, então cada um na sua casa de agora em diante. Não estou pedindo muito.
─Não está. Pode ficar tranquilo. – Scott diz sem me consultar, não gosto nada disso, mas com o clima tenso deixo para discutir isso quando estiver sozinha com meu pai. – Sobre o Carl, eu sinto muito Rick, mas não vou passar por cima das coisas que ele me disse, ele vai ter que se desculpar. E vai ter que fazer isso direito, até lá quero ele longe de mim. Bem longe.
─Vai ser bom para ele, tenho certeza que está arrependido, se não estiver pode apostar que vou fazer com que se sinta assim.
─Vou dar uma volta, procurar o Paul. Desde que voltamos não falei com ninguém direito.
─E aproveita e começa a fazer planos para Nova Albany. – Meu pai diz a ele, os dois apertam as mãos mais uma vez. – Pode ir filha, acho que agora tenho que ir atrás do seu irmão.
Saímos juntos, em silencio e de mãos dadas, atravessamos o pátio e subimos ao telhado.
─Achei que queria ir no Paul.
─Depois. Agora quero só ficar um pouco com você. Esse namoro que nunca tem tempo de acontecer. Vamos só ficar aqui um pouco.
─Querendo me beijar? Olha que conto para o meu pai. – Scott sorri, um sorriso calmo que me aquece o coração. Então ele me puxa para seus braços e quando me beija fico pensando se e quando vamos além, talvez eu tenha que conversar com alguém sobre isso.
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