Apocalipse - A Era Dos Mortos
59 Capítulo Bônus - Parte 4
Notas iniciais
Pov – Mary
Como posso me sentir assim tão feliz? Eu nem sabia que tanta felicidade assim existia, Daryl quer que eu seja sua garota de verdade, sabe quem eu sou, tudo que passei e ainda assim me quer com ele, não posso acreditar que isso é verdade e como se não bastasse ainda prometeu esperar até me sentir pronta, quero ser dele, claro que quero, mas tenho medo, medo de tudo, de não gostar e deixar de ama-lo de decepcionar Daryl, de tantas coisas, mas ele disse que espera e vou me esforçar para ser diferente.
Ficamos namorando no sofá, depois subimos juntos para o quarto, eu fico completamente tímida agora, porque ele é meu namorado e pode pensar que se vou me deitar com ele é porque quero ir mais longe, ele percebe.
−Sabe bruxa, vai ter de dizer mesmo todas as palavras, nada vai acontecer antes disso, não quero que tenha medo de mim.
Estamos deitados e eu estou em seus braços com o coração aos pulos.
−Tenho medo de dizer e tenho medo de não dizer.
−Não precisa ter pressa, nada vai mudar, posso ser bem paciente! Daryl me beija, cada vez que faz isso fico tonta e com o coração fora de controle e é maravilhoso.
−Se eu fizer um carinho em você, vai achar...
−Não vou achar nada, pode apostar! Eu tomo coragem e toco seu rosto, faço o contorno dos seus traços, acaricio seu cabelo, descobrindo Daryl, ele me envolve e me beija longamente e confio nele.
−Gosto muito quando me beija, me sinto...
Fico corada e me calo.
−Como se sente? Ele me incentiva – Preciso saber de tudo, para o nosso curso intensivo de coisas que Mary gosta.
−Meu coração bate forte, fico meio tonta, e parece que tenho borboletas no estômago, como nos filmes, acha bobagem não é? Sei que estou parecendo uma adolescente tola.
−Não, acho a cara da Mary! Ele me beija de leve – E adoro essas coisas delicadas que só minha garota é capaz de fazer ou dizer.
−Sou mesmo sua garota agora! Eu sorrio – Posso dizer que é meu namorado?
−Acho bom que diga! Ele morde de leve meu lábio inferior e isso é muito bom.
−Isso foi bom! Aviso completamente corada e ele ri.
−Achou! Ele faz de novo – O que mais gosta que eu faça?
−Se disser...
−As palavras! Ele me tranquiliza, já sei que quer que eu diga todas as palavras, mas duvido que um dia tenha coragem.
−De quando faz isso que fez agora, de quando me beija e de dormir de conchinha e sua respiração no meu pescoço, nossa aquilo foi mesmo bom! Eu acho que vou ficar vermelha para sempre e ele ri, mas depois se move, está sobre mim e gosto do peso do seu corpo sobre o meu, ele me beija, depois desce os lábios por meu pescoço, respira e me beija algumas vezes tudo devagar e fico completamente tonta, entregue, mas ele se afasta.
−Temos tempo, estou começando a gostar dessa brincadeira, quando acontecer vai ser porque se sente pronta e até lá podemos nos divertir muito!
−Eu acho que também gosto dessa brincadeira! Admito arrancando uma gargalhada dele, que depois me beija carinhoso.
−Vamos dormir bruxa temos trabalho amanhã! Ele me lembra.
−Pode ser como dormimos ontem? Pergunto e ele concorda me puxando para ele, respira na minha nuca me provocando.
−Foi mesmo um bom jeito!
−Vou colocar tudo isso que aconteceu hoje no cantinho onde as coisas boas que acontecem com Mary ficam guardadas!
−Tem um cantinho assim?
−Depois que entrou na loja para comprar uma fechadura nova eu tenho, mas só tem você lá! Ele me envolve mais, eu relaxo e adormeço.
Criamos uma nova rotina, uma rotina que eu adoro, saímos juntos bem cedo para o trabalho, ele me deixa na porta e só segue para o trabalho dele quando me vê dentro da loja, depois me pega no almoço, antes eu comia num restaurante em frente à loja, era só atravessar a rua, mas Daryl acha que é perigoso, por que Jack pode tentar alguma coisa então me busca e comemos juntos, às vezes ali, outras em lugares diferentes, mas sempre juntos ele me deixa de novo na loja e me pega no fim do dia, vamos para casa, eu gosto de cozinhar e cuidar das coisas, ele reclama ainda, mas está se acostumando com isso.
Merle fica feliz quando cuido das coisas dele, mas sempre demonstra isso com aquelas piadas tolas, come tudo que preparo e de vez em quando pede uma comida ou outra e os dois brigam porque Daryl acha que ele fica todo simpático perto de mim.
Depois vamos juntos para o quarto e tem as coisas que Mary gosta e Daryl nunca passa do limite e cada dia confio mais nele, faz duas semanas que sou oficialmente sua garota, adoraria comemorar, mas não digo nada para não parecer uma tola romântica, mesmo que eu seja uma tola romântica.
A senhora Richard virou minha amiga, passa sempre na casa de Daryl para saber como estou, e garantiu que está de olho em Jack, que simplesmente nunca mais ele saiu de casa, desde que Daryl me tirou de lá, que só tem certeza que ele está lá porque de noite vê as luzes se acenderem.
Maggie vem me visitar no sábado, ela não pode vir antes, embora já tenha ido até a loja saber como eu estava, depois teve que viajar para encontrar o namorado, mas estaria de volta e viria me ver, eu estava ansiosa por pela primeira vez na vida receber uma visita. O sábado chega e faço bolo e chá depois do almoço, Daryl resolve fazer uns consertos no carro só para me deixar a sós com ela, Merle detesta a ideia de ter que ajuda-lo.
−Cunhadinha meu irmão sempre foi um molenga, mas depois de você ele está uma bichinha completa! Merle reclama antes de sair para o portão.
−E você então! Daryl rebate – Fica todo derretido pela comida dela, fazendo compras com listinha na mão, quem é que estava secando a louça ontem? Daryl diz deixando Merle muito bravo, ele sai batendo o portão e Daryl ri antes de me roubar um beijo – Acha errado sentir ciúme do irmão?
−Acho! Eu respondo e ele me deixa para abrir a porta quando Maggie chega.
Ficamos as duas conversando um pouco na cozinha, falamos sobre bobagens e depois tomo coragem para contar minha história e fazer as perguntas que tanto quero, Maggie fica chocada e me abraça, o mais estranho é que não sinto nada de ruim, acho que de algum jeito Daryl está me curando.
−E vocês dois não fizeram nada ainda?
−Não, Maggie acha que eu vou gostar, quer dizer, mulheres gostam também né?
−Muito, tem que ser bom para os dois, e se quer saber tenho certeza que vai ser, pode apostar, sabe Mary o que você conhece é violência, está assustada por que nunca viveu isso, agora é diferente, vai ver e se quer saber acho que devia tentar, não fique com medo, tudo vai dar certo, vai ver.
−Acho que você está certa! Eu me emociono e me decido, não quero ter medo e eu o amo, gosto de tudo nele, de cada toque como pode ser ruim?
−Ele é carinhoso sabe e estamos descobrindo as coisas que gosto e simplesmente gosto de tudo! Eu fico meio envergonhada mesmo sendo Maggie ali.
−Cara esperto! Ela brinca – Boa tática! Acabo rindo, mesmo achando que ele não planejou isso – Mary agora vamos falar sério, já foi a um médico, sabe precisa de um ginecologista para te receitar um contraceptivo.
−Eu não posso ter filhos Maggie, eu... – Meus olhos se enchem de lágrimas e eu as deixo correr – Uma vez, foi a muito tempo, não consigo falar muito disso, dói ainda hoje de muitas maneiras, mas eu era muito menina ainda e... tive uma hemorragia tive que ir a um hospital e o médico disse que não poderia ter filhos, que possivelmente só se fizesse um tratamento e mesmo assim ele não sabia se adiantaria, eu devia contar isso a ele, não é?
−Talvez! Ela me diz – Mas as coisas podem ter mudado, vou marcar um exame para você, não custa e chega desse assunto se te faz sofrer!
Ficamos conversando mais um pouco depois Maggie vai embora, ainda estávamos no meio da tarde, eu me sento na cozinha pensativa e Daryl entra.
−Triste Bruxa? Ele me pergunta.
−Eu preciso dizer uma coisa que não sei se faz diferença para você, mas faz para mim.
−Ouvi uma parte da conversa Mary, desculpe, não queria, nem achei que era assim uma conversa importante, estava entrando e ouvi, mas se quer saber nunca quis um filho, não mesmo, então isso não muda nada!
−Acontece que eu queria muito! Eu acabo chorando um pouco, Daryl me faz ficar de pé e me envolve carinhoso.
−Está superando tantas coisas, pode superar isso também.
Mas não queria superar isso, queria concretizar esse sonho, decido não dizer isso a ele, nunca tive nada, agora eu tenho Daryl, não quero reclamar, nem exigir demais dele, eu o amo, ele não sabe ainda, mas um dia tomo coragem e conto.
−Merle foi comprar cerveja, logo está de volta! Ele me diz – Que acha de ficarmos quietinhos assistindo um filme?
−Vou gostar, espera eu preparar o jantar?
−Não, está de folga, vou buscar uma pizza, vamos?
−Posso então ficar aqui arrumando essa bagunça?
−Você tem uma mania de limpeza que é de matar, adoro isso?
−O que? Eu pergunto quando ele me beija o pescoço.
−Que já conheço você, sei das suas manias e elas não me incomodam.
Eu o abraço, me encosto nele e sinto uma vontade estranha de ficar ali para sempre, uma angustia, ele me aperta e acho que é por conta da minha conversa com Maggie.
−Volto logo, mas fecha a porta, o Merle deve estar voltando.
Fico assistindo Daryl sair depois entro e me tranco, sigo para cozinha e acabo me envolvendo com o processo de lavar a louça, penso em Daryl me sinto pronta, agora tenho um novo problema, como digo isso a ele, ele quer todas as palavras e vou dizer juro que vou, só não sei como fazer isso.
−Achou que iria esquecer você aqui? A voz de Jack faz meu coração parar de bater, sinto sua faca encostar no meu pescoço – Janelas baixas! Ele ri no meu ouvido.
−Daryl e Marle...
−Nenhum Dixon em casa, eu sabia que um dia baixariam a guarda! Eu estremeço, não posso deixar que aconteça de novo, meu coração está a mil – Vai comigo para casa agora, pegue suas coisas e vamos.
−Não! Eu me forço a dizer, mesmo com medo de desafia-lo, ele puxa meus cabelos para trás quase me dobrando, fico confusa.
−Você decide, posso esperar seu amor chegar, pegá-lo desprevenido e enfiar minha amiguinha aqui naquele pobre coração, o que acha?
Ele passa a faca pelo meu rosto como antes quando queria me ameaçar, fazia isso só para se divertir e penso que provavelmente ele faria, vou com ele, mas não para deixar ele fazer o que quiser comigo, vou lutar, ele vai ter que me matar, nunca mais vou me submeter a Jack.
−Eu vou!
−Boa menina! Ele sai comigo pela porta da frente, caminha tranquilo comigo a seu lado, não se preocupa com nada, acha mesmo que é meu dono, que pode fazer o que quiser.
Dessa vez está errado, eu estou caminhando para morte, porque não vou ser dele, não depois de estar nos braços de Daryl, faço isso por ele, se Jack conseguir o que quer acho que ele nunca vai me perdoar, se vou perde-lo, então prefiro que Jack me mate.
Ele abre a porta e me atira para dentro, eu caio no chão, me arrasto para longe dele que se senta no sofá rindo.
−Daryl é forte, quebrou meu nariz sabia? Ele me diz e me ponho de pé, mas Jack continua sentado, apenas me torturando com sua frieza – Pensei, vou quebrar o dele, não é o certo? Ele diz balançando a faca na mão – Mas veja bem, o cara entra na minha casa, leva algo que me pertence e só o que faço é quebrar seu nariz? Jack se ajeita, olha para faca – Acho que uma boa vingança seria, em primeiro lugar pegar o que é meu de volta, depois quebrar o seu nariz, isso sim deixaria ele bem arrasado não é? Esse seu narizinho delicado de princesinha, mas vamos nos divertir um pouco antes, como nos velhos tempos!
−Ele vem atrás de mim!
−Acha mesmo? Ele abre um largo sorriso de desdém – Duvido, já teve o que queria, já provou o seu gosto, e me diz divertiu os dois, ou Daryl quis tudo só para ele?
Sinto náuseas, meu coração batia fora do ritmo, nunca em toda minha vida senti tanto medo, se esse monstro me tocar de novo eu prefiro morrer.
−Nenhum dos dois fez nada comigo! Digo num fio de voz, querendo convence-lo disso.
−A namoradinha do pequeno Dixon, todo mundo comenta, eu andei por ai, sei de tudo, cozinhando para eles, andando de carro para cima e para baixo.
−Me deixa ir! Começo a chorar perdendo as forças e a coragem.
−Ir! Ele grita ficando de pé, dou mais um passo para trás – Você é minha! Ele caminha para mim até eu ficar encostada na parede, só consigo tremer.
−Não pode fazer isso, eu...
Jack se aproxima ainda mais, me segura pelos cabelos, posso ver o ódio em seu olhar, de uma maneira que nunca vi, a faca está encostada no meu queixo.
−Quando acabar o que estamos começando vai ficar irreconhecível, nem Daryl nem ninguém mais vai chegar perto de você, vê aquela mala, é nossa última noite juntos Mary, depois vou cair na estrada e você, bom vamos ver se sai dessa viva!
Penso na aula rápida de Merle, pelo visto eu não tinha nada a perder.
Pov – Daryl
Estaciono de volta na porta de casa, desço do carro com a pizza, os filmes e chocolates, sei que ela gosta, a moto de Merle está lá, meu irmão está todo preocupado com Mary, se transforma em outra pessoa perto dela, acho que pelo fato de ela cuidar dele, assim como eu Merle nunca teve isso e Mary está sempre cuidando dele.
Estou feliz como nunca estive, no começo tive medo e fiquei confuso, mas agora simplesmente me sinto feliz, quero exatamente essa vida que tenho, quero Mary comigo e meu irmão por perto e melhor sem fazer besteira, resmungando cada vez que Mary age como se fosse mãe dele.
Tome cuidado com essa moto, não bebe demais! Ela diz toda vez que ele sai e só consegue um milhão de impropérios de volta, mas Mary simplesmente não liga e repete tudo de novo cada vez que ele sai.
Merle está na cozinha remexendo a geladeira quando chego.
−Onde foram, achei que iria cozinhar aquele... – Merle se vira quando me vê e nos olhamos.
−Ela não foi com você? Ele me pergunta quando me vê pálido e imóvel, apenas nego com a cabeça, demoro um segundo para entender, nos viramos juntos para porta, pego a besta e ele sua pistola debaixo do sofá.
Quando chegamos no portão nos atropelando a senhora Richard corria assustada em nossa direção.
−Ele a levou, não faz muito tempo, liguei para o policial Grimes, ele vem vindo, corram antes que ele faça alguma coisa! Ela nos diz e quando damos alguns passos a viatura para na frente da casa de Jack.
−Droga! Esbravejo, Rick Grimes é o tipo policial certinho, conheço ele a muito tempo já arrumei o carro da mulher dele, vai querer cercar a casa e falar com Jack, todo aquele negócio de filme e quero meter o pé naquela porra de porta e tirar minha garota de lá.
−Fica calmo! Merle me pede quando chegamos.
−Ela está lá dentro! Eu digo meio fora de mim quando Shane me segura.
−Cala boca, vamos pegá-lo de surpresa! Ele diz baixinho – Vou pelos fundos! Avisa a Rick.
−É minha mulher! Eu aviso – Não vou ficar esperando ele machucar ela! Caminho para porta e Rick me segura.
−Larga ele, vamos entrar e resgatar a garota de uma vez, depois podem prender o que restar do maldito do Jack! Merle que me pediu calma estava passando na minha frente fora de si e Shane o segura enquanto Rick tentava me conter.
−Querem parar com isso! Rick pede – Daryl eu sei que está nervoso, mas vamos acabar com isso de uma vez, Jack vai sair daqui preso e garanto que sua namorada vai ficar bem, mas ele está armado e vai fazê-la refém assim que passarmos pela porta, é isso que quer?
Eu estava começando a concordar com ele, mas então escuto um grito e não é de Mary e sim Jack, corremos todos e quando entramos Mary acerta um vaso na cabeça de Jack que cai abatido e tonto.
Ela nos vê, está completamente pálida e tremula, corre para mim enquanto Shane e Rick algemavam Jack e faziam aquela baboseira de ler seus direitos.
−Fiz o que o Merle me ensinou! Ela chora em meus braços – Ele não... Eu juro, não deixei, eu lutei, tem que acreditar eu...
−Calma meu amor! Eu a abraço quando percebo que ela está em choque – Eu sei, acabou Jack vai ficar o resto da vida preso, e vamos ficar bem.
−Acredita em mim, não é, eu não deixei ele fazer nada, eu não deixei, eu não queria vir mas ele ameaçou esperar você e te matar, mas quando chegou aqui eu lutei juro! Ela soluça em meus braços, olho para meu irmão e ele está revoltado andando de um lado para outro, Rick coloca Jack de pé e caminha com ele algemado em direção a porta.
−Eu devia matar você seu verme! Merle caminha para Jack e o derruba com um direto de direita.
−Porra Merle! Shane esbraveja – Deixa o cara! Ele o coloca de pé de novo – Eu sei que ele rolou uma escada, mas sabe como é... − Shane se afasta de Jack deixando claro que Merle podia acerta-lo de novo e antes que Rick pudesse impedir Merle o acerta mais uma vez.
−Acabou a brincadeira! Rick avisa – Sabemos bem que ele merece, mas ele vai pagar do jeito certo! Rick pega o braço de Jack e o retira da casa.
−Esse infeliz cometeu tantos crimes só contra ela que nunca mais vai sair da cadeia, isso sem falar nos outros! Shane diz antes de sair – Sabe que precisam ir até a delegacia não é?
−Eu levo ela assim que ela se acalmar! Aviso e então a senhora Richard entra assustada – Ela está bem, vamos resolver isso, obrigado! Eu acalmo a mulher – Merle pega o carro?
−Certo! Ele nos deixa a senhora Richard faz o mesmo e fico sozinho com Mary no meio da sala, ela ainda encostada em mim coberta por lágrimas eu tento acalma-la.
−Ei bruxa, acabou, estamos seguros agora, eu acredito em você e estou orgulhoso da sua coragem, e de qualquer maneira isso não importa, mesmo que ele tivesse feito alguma coisa ainda seria minha garota está bem?
−Me tira daqui? Ela pede e saímos para fora, Merle para a caminhonete e entramos os dois, dirijo para delegacia com Mary encostada em mim.
Depois de toda burocracia voltamos para casa, Merle nos esperava com uma cerveja na mão, ela caminha até ele e o abraça, meu irmão durão fica simplesmente sem reação, nem consegue retribuir.
−Fiz o que me ensinou! Ela diz – Obrigada!
−Certo esquisita agora para de ser esquisita e me larga! Ele pede e ela se afasta – Chutou as bolas do maldito em! Ele ri – Fez bem!
−Não sabia dessa aula! Eu digo rindo.
−Acho que agora posso parar de cuidar da sua mulher e cair na estrada né, esse negócio de família feliz está me deixando com uma péssima fama, não sei se notaram mas hoje eu e a polícia estávamos do mesmo lado!
Subo com Mary e a ajudo a se deitar, ela se encolhe e eu a abraço.
−Tenho tanta vergonha de quem eu sou! Me diz encolhida – Está arrependido de eu ser sua garota?
−Como pode pensar algo assim? Beijo Mary de leve, se ela não estivesse tão triste diria a ela que a amo, mas se disser isso agora ela vai achar que só quero consola-la, mesmo assim tomo minha decisão vou dizer na primeira oportunidade, porém no momento ela precisa dormir – Estou aqui, não estou e é onde quero estar, então chega disso, acabou para sempre, nunca mais precisa ter medo daquele monstro é livre agora.
−Não quero mais ser livre! Ela diz vindo para meus braços sozinha, sempre preciso dar o primeiro passo mas dessa vez ela faz isso – Quero ser sua.
−É minha e por isso é livre, por que escolheu!
Ela concorda com um movimento de cabeça, beijo minha garota lentamente, morri de medo de perde-la, mas agora nunca mais vou deixar Mary ir e isso é tudo que importa, ela acaba adormecendo, não me deixa me mexer sem se apertar a mim assustada durante toda noite, mas está em meus braços e vou cuidar dela.
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