Apocalipse - A Era Dos Mortos

66 Capítulo 66 - Isolamento


Notas iniciais
Desculpem se demorei, pretendia postar mais cedo, mas não deu tempo. Aqui está mais um, espero que gostem.

Pov – Daryl

Sinto medo do que pode acontecer caso essa doença realmente se espalhe, Karen e David estão isolados, os zumbis nas cercas foram contidos e agora só nos resta saber se os doentes vão aumentar.

−Daryl! Rick me chama, entrego Scott para Mary, ele acaba acordando quando faço isso, me sorri e o acho abatido, só Mary mesmo para me fazer terminar assim, todo bobo por conta de um garotinho, vou ao encontro de Rick que parece bem tenso – Tyreese está me chamando, quero que venha comigo porque realmente acho que tem alguma coisa bem errada.

Olho para Mary, nem preciso dizer nada ela afirma com a cabeça, sorri um tanto tensa e seguimos para dentro, Carol se junta a nós, quando vejo Tyreese ele tem um olhar furioso, nos leva em direção a cela de Karen ou onde ela deveria estar, a cela está vazia a de David também, um rastro de sangue nos leva em direção ao pátio, troco um olhar com Rick, sinto o cheiro de queimado que conheço tão bem, corpos sendo queimados, quantas mil vezes não fizemos isso, saímos no pátio, um pequeno espaço onde possivelmente os presos tomavam sol e lá está, fico chocado com o que vejo, Karen e David carbonizados, ainda havia fumaça saindo dos corpos dos dois.

Aquilo demora a fazer sentido para mim, quem faria algo tão chocante com dois doentes, mas então me dou conta, quem fez tinha a única intensão de não deixar a doença se espalhar.

Tyreese está fora de si, começa a nos relatar como encontrou os corpos perde um pouco o controle, Rick é seu alvo ele quer que ele descubra quem fez isso, me posiciono atrás dele, para o caso de ele atacar Rick, procuro manter a calma, coisa que nem sempre tenho, mas faço isso por ele, Tyreese tem todo direito de estar assim, eu já teria arrebentado metade da prisão se estivesse em seu lugar, nem mesmo posso imaginar como seria para mim se fosse Mary, um arrepio passa por meu corpo.

Que tipo de gente vai tão longe? Me pergunto atento aos movimentos dele, Rick o lembra que esteve assim, eu me lembro desse tempo, quando perdeu Lori e quase enlouqueceu, mas aquilo foi diferente, Lori foi uma fatalidade, já Karen foi assassinada.

Tento acalma-lo e ele avança sobre mim, me imprensa a parede, Rick se aproxima e com um gesto peço calma a ele, Tyreese está descontrolado, louco por uma confusão, sei como é isso.

−Estamos do mesmo lado, cara.

Rick fala com ele, usa seu tom mais calmo, mas sei que também está perdendo o controle, Tyreese me solta avança sobre Rick, ele tenta convence-lo mas leva um soco, depois outro e eu o imobilizo, é um gigante entorpecido pela dor, não sabe o que está fazendo, Rick acaba se descontrolando e acerta um soco em Ty, nos atira longe e acabo soltando Tyreese que cambaleia e então é Rick que está sobre ele, desferindo socos e mais socos.

−Rick! Eu chamo e ele não me ouve – Chega! Peço e quando vejo que não vai parar eu o seguro.

−Me larga! Ele grita – Me solta!

−Não, cara, não! Eu o obrigo a se afastar.

Carol estava assustada e calada, algo que não vemos muito já que agora ela se acha pronta para se envolver em tudo.

Tyreese se entrega a dor, chora jogado no chão, acho mesmo que era isso que queria, uma forma de explodir o que estava guardando.

Peço a Carol que leve Rick até Hershel sua mão está muito machucada, eles se afastam e deixo Tyreese sozinho, não acho que ele queira mais alguém assistindo sua dor, eu não gostaria.

Mary está ainda com Scott agora acordado, eu olho para ela, não sei como dizer que Karen e David foram assassinados, principalmente diante de Scott, ela percebe que algo está errado.

−Mary vamos reunir o conselho agora, acha que consegue alguém para ficar com ele? Ela concorda – Certo vou reunir os outros.

Glenn está cavando, é só isso que fazemos, Hershel trata a mão de Rick, mas junto os que encontro e sigo para sala com Mary.

−Onde deixou ele?

−Mika está brincando com ele, o que aconteceu?

−David e Karen foram assassinados e tiveram seus corpos queimados! Aviso e ela estaca na minha frente, os olhos assustados.

−Meu Deus, sabem quem fez isso? Nego com a cabeça – Alguém que não queria que a doença se espalhasse! Ela chega a mesma conclusão que eu, concordo e seguimos para reunião.

−E Sasha? Mary pergunta quando o resto do concelho se junta a nós.

−Está doente, foi para o bloco A, o Caleb está lá. E agora já temos mais casos.

Fico assustado, nos sentamos como de costume, Mary a meu lado e chego a estranhar que Scott não esteja no chão distraído com seu cavalinho.

−Está se espalhando! Hershel começa com a voz solene – Todos que sobreviveram ao ataque no bloco D, Sasha, Caleb e agora outros.

Michone está em pé assistindo a reunião, ela não faz parte do conselho apenas por que não quer, mas nunca impedimos qualquer um de assistir as reuniões.

−Jesus! Eu digo, são muitos e isso é apavorante.

−O que faremos? Mary pergunta preocupada.

−Primeiro isolamento no bloco A, vamos mantê-los isolados como tentamos com Karen e David!

−Mas que diabos faremos sobre isso? David e Karen estavam mortos afinal, algo precisa ser feito sobre isso, não é justo com Tyreese.

−Rick pode investigar, fazer um cronograma, quem, onde, quando.

−Enquanto matávamos zumbis na cerca! Mary diz a Carol, elas se encaram um pouco e acho que perdi algo, mas não dou muita importância.

−O que importa é como vamos papar isso! Carol diz desviando do olhar de Mary, Glenn está quieto e um tanto abatido, penso de novo em Scott, ele tinha a mesma expressão cansada, sinto um leve calafrio.

−Não tem como parar, você tem, então precisa passar por isso.

−Mas isso mata você? Michonne se pronuncia.

−A doença não, os sintomas sim, precisamos de antibióticos.

Droga! Eu penso, essa porcaria não pode nos vencer assim.

−Já fomos a todas as farmácias da região, não ficou nenhum remédio para trás.

Aviso ao grupo, embora ache que todos ali saibam disso, Mary me olha atenta e preocupada.

−A faculdade veterinária na West Peachtree Tech, é um lugar onde as pessoas podem não ter se interessado, mas os remédios para animais de lá são os mesmos que precisamos.

−É uma viagem longa, mas o risco é muito grande para esperarmos, não desta vez, vou com um grupo até lá.

Olho para Mary eu sei que ela vai querer ir comigo, e acho mesmo que dessa vez vamos precisar de toda ajuda possível, ela faz um movimento afirmativo com a cabeça.

−Melhor não perder mais tempo.

Fico de pé e ela também, Michonne se aproxima.

−Estou dentro! Ela avisa eu sabia que iria e não posso recusar ajuda, principalmente a dela.

−Você não foi exposta, Daryl e Mary sim, vai entrar num carro com ele?

−Ele já me passou suas pulgas.

Ela brinca e Mary ri tranquila, sabe que somos amigos e temos algo em comum, aquele merda de governador nos tirou muito e isso de alguma forma nos uniu.

Hershel se anima, se oferece para ir junto, sabe onde estão os remédios e seria bom podermos contar com ele, mas os riscos lá fora são grandes demais para deixa-lo participar disso, eu o olho, admiro sua força e coragem, mas preciso impedir isso.

−Quando estamos lá fora, é sempre a mesma coisa. Cedo ou tarde temos que correr.

Ele me olha entende a mensagem.

−Vou fazer um mapa e uma lista, agora precisamos isolar os que não tiveram contato, podemos usar os escritórios, tem salas separadas.

−De quem estamos falando? Glenn pergunta.

−Os mais jovens! Ele responde.

−E os mais velhos! Glenn rebate, Hershel é muito importante para todos nós, ele entende o recado, meio a contragosto mas concorda, duvido que vá se isolar por muito tempo, mas espero que fique bem.

Eu sigo com Mary para fora da reunião, cada um segue para seus afazeres, temos providencias a tomar antes de partir, deixar Scott com alguém reunir um grupo e preparar o carro.

−Queria que ficasse bruxa, mas acho que eu você e a Mich somos um bom número e vou levar o Bob, ele é médico e vai ser mais fácil para ele encontrar essas coisas todas que Hershel quer que a gente traga.

−Claro, Scott vai aguentar bem, vou deixar ele brincando mais um pouco com a Mika e a Lizzie enquanto preparo nossas coisas, pego as armas e depois falamos com ele.

Eu a beijo de leve e vou em busca de Bob, ele concorda em ir junto, depois pego a lista e o mapa com Hershel, ele promete ficar de olho em Scott, não podemos deixa-lo com Beth ela vai se isolar com Judith, e os outros em salas separadas.

−Daryl! Arthur aparece – Eu soube que vão para longe, uma viagem de pelo menos doze horas, será bem perigoso, acho que posso ir junto.

−Arthur eu realmente queria que fosse, mas é um dos poucos aqui que está livre do contado, você e Maggie são os únicos fortes, Rick foi exposto, pode cair doente a qualquer momento, prefiro que fique.

−Acho que está certo! Ele responde desanimado.

−Mas fique em alerta certo? Arthur é um jovem forte e acho que Maggie e Rick vão precisar dele, Mary e Michonne vão comigo e Bob também não é nenhum inútil, afinal é um ex militar.

Arthur se afasta, caminho para o carro, abro o capô, era o carro de Zack e é o melhor que temos no momento, o mais rápido, Michonne se aproxima, já pronta para guerra, eu noto que o carro está quase sem óleo e ela se oferece para buscar mais.

−Estou feliz que está aqui.

Eu digo a ela, acho bom quando ela fica com o grupo, confio nela e não gosto que ande sozinha por ai quando tem abrigo e família.

−Onde mais eu estaria?

−Fugindo.

Às vezes acho que é isso que faz, foge da realidade quando continua essa caçada ao governador.

−Você sabe que eu não fugiria.

Ela diz magoada, sabemos bem do que se trata e decido não prolongar o assunto, ela sugere levar mais alguém e acho que Tyreese seria bom, Rick tem muito o que fazer aqui e não está pronto ainda, continua, mesmo depois desses acontecimentos, um pouco relutante.

−Vou chamar o Ty, vai ser bom para ele e sua ajuda é importante.

Ty se recusa, quer ficar de guarda na porta do bloco A, não é má ideia depois do que aconteceu, mas de que adianta proteger a porta se não tivermos remédios para os doentes, digo isso a ele e peço que me encontre no carro se mudar de ideia, depois vou ao encontro de Mary.

−Pronta? Ela concorda, é tão linda, mesmo assim abatida e preocupada, eu faço um carinho em seu rosto, ela sorri, sabemos que vai ser uma longa viagem e que Scott vai ficar arrasado e justo depois de perder Patrick.

−Vem bruxa, vamos nos despedir do Scott eu falei com o Hershel, ele fica de olho e a Maggie também pode ficar.

−Glenn foi para o isolamento! Ela me conta com os olhos marejados – Não sei como Maggie vai aguentar tudo isso.

−Ela é forte, e ele também, vamos trazer os remédios! Tento acalmar Mary.

Mika está sentada no pátio, Lizzie e Scott não estão com ela, fico preocupado.

−Mick, está tudo bem? Mary pergunta – Onde está o Scott?

−Lizzie se sentiu mal, foi falar com Carol e ela mandou ela ficar no isolamento, estava tossindo, então Carol veio me avisar e o Scott começou a tossir, ela pôs a mão na testa dele e ele estava com febre, Carol acaba de levar ele, mas ele estava chorando...

Nenhum dos dois fica para ouvir o resto da história, eu realmente podia matar Carol por isso, ela não pode decidir isso, não pode agir como se fosse a líder da prisão, antes de chegar ao bloco A já podemos ouvir o choro desesperado de Scott, seus gritos misturados a uma tosse e meu coração é gelo puro.

Quando chegamos Carol está na porta do isolamento, Scott se debate em seus braços, chuta e soca ela lutando desesperado.

−Papai, mamãe! Ele gritava entre as crises de tosse e o choro, ela tentava controlar o menino, mas estava perdendo a guerra.

−Larga meu filho! Mary grita avançando sobre ela que o solta no chão ele corre para mim – Ficou louca, o que pensa que está fazendo? Mary chorava.

−Ele não é especial, não é exceção, todos os doentes devem ficar isolados! Carol enfrenta Mary – Acabo de mandar Lizzie lá para dentro.

−Calma Scott está tudo bem! Eu o abraço, ele tossia convulsivo, acho que a tensão só fazia tudo piorar.

−Ele é meu, não pode dispor dele ou de qualquer um como se fossem lixo só porque estão doentes! Mary grita com ela, nem a reconheço, mas acho que é isso que mães fazem – Não é a líder desse lugar, não pode passar por cima de todos assim.

−Foi decidido numa reunião do conselho que todos ficariam aqui! Ela responde, mas agora ao perceber o grau de fúria de Mary está mais cautelosa.

−E acha que pode simplesmente jogar um garotinho de três anos ai dentro sem avisar aos pais?

−Ele não tem...

−Se atreva a continuar e vai terminar em uma daquelas covas que estão sendo cavadas! Mary ameaça, Scott ainda chora e Carol se cala perplexa – Ele é meu, meu filho, meu e do Daryl, nossa escolha, nós decidimos, não você, nunca você, pode dar suas aulas particulares o quanto quiser, ignore o conselho sobre isso e eu posso até fazer vista grossa, mas nunca mais chegue perto dele.

−Vou deixar que você o convença a entrar! Carol desconversa e começa a caminhar para fora.

−Eu sei o que fez! Mary diz a ela e Carol para, seu olhar fica sombrio, elas se enfrentam – Quando essa crise passar pode apostar que vou dizer, chega de seus desmandos, vai sofrer as consequências de suas escolhas.

Carol sai apressada, não sei o que Mary sabe dela, mas acho que colocou um pouco de medo nela, olho para Mary, ela então se aproxima, Scott tem uma crise de tosse e ela o pega no colo, ele está realmente com febre, o deixamos a pouco mais de duas horas e ele estava bem ou quase isso, mas agora era possível ver que realmente está doente.

−Mamãe! Ele soluça em seus braços, ela o aperta, está chorando e quero morrer, sumir, quero pegar os dois e simplesmente ir embora, não posso deixar que ele entre naquele lugar, é só um bebê.

−Mary...

−Eu não posso deixar ele agora, ele precisa de mim, eu não vou deixar que fique aqui dentro sozinho.

−Eu sei meu amor, quem sabe podemos colocar você e ele numa sala sozinhos, até eu voltar.

−Longe do médico? Ela diz e ele se aperta a ela mais uma crise de tosse e compreendo que realmente ele precisa ficar perto de um médico, não quero perder meu filho, demorei tanto para me aproximar dele, não quero perder, não quero perder Mary, ela ali com ele nos braços nós não podemos passar por mais isso, quando afinal o diabo vai parar de rir da nossa cara?

−Talvez o Glenn – Ela o aperta dá um passo para traz tão apavorada como quando a resgatei, me lembro dos primeiros dias – Ele pode ajudar, ficar com ele, proteger o Scott...

−Não me tira ele, por favor não faz isso comigo! Ela chora, andava para trás se afastando de mim, não pode se afastar de mim, é tudo que tenho, eles são tudo que tenho, não vou perder nenhum dos dois.

−Bruxa...

−Nós escolhemos, sabíamos o que estávamos fazendo, agora eu preciso ficar com ele, mesmo que seja...

Acabo com a distância entre nós e a envolvo, ela se encosta em mim e chora, eu me lembro do dia que chorei pela última vez, quando meu irmão morreu, quando ele virou um zumbi e achei que nunca mais sentiria nada igual, mas isso dói tanto quanto a dor que senti quando ele caminhou para mim desejando minha carne.

−Está tudo bem, vamos ficar bem eu prometo! Ela está certa, fizemos uma escolha, arriscamos ficar com ele, nos preparamos para isso, esse não é um mundo para se amar alguém, mas escolhemos isso e é preciso aceitar.

−Tenho que proteger ele, e posso ajudar o doutor S, tem mais doentes, tem tanto que posso fazer, eu...

−Vou trazer os remédios Mary! Digo olhando em seus olhos — Não importa quanto demore, precisa fazê-lo aguentar.

−Obrigada! Ela me diz e beijo Mary, depois faço um carinho em Scott que suava um pouco na testa, ele me pede colo, eu o pego só um segundo, os olhos brilham e o rosto está corado, faço um carinho e tento sorrir, nunca fui de sorrir, não seria agora que preciso me controlar para não chorar que conseguiria.

−Mamãe vai ficar com você, eu volto logo, pode ficar bem bonzinho e forte?

−Posso! Ele diz e beijo seu rosto, sim como nunca fiz antes e devia ter feito, nunca sabemos quando vai acabar e decido nunca mais esconder o que sinto, não para eles.

Devolvo ele para Mary, ela chora ainda mais quando sente que vamos nos despedir, abraço minha garota, não quero ir, não quero correr o risco de não chegar a tempo, de ser tarde para ele, ou para ela.

−Estou com medo! Ela me confessa, sei que está, eu também estou.

−Pegue minha mãe, eu estou bem aqui, você tem que aguentar firme, se lembra? Eu pergunto segurando sua mão, ela afirma chorando, minha doce Mary de olhos dourados, minha garota – Amo você! Ela me abraça de novo.

Beijo Mary e com o coração partido assisto ela atravessa a porta de vidro com meu pequeno no colo, está cheia de coragem agora, abre a porta do inferno com a firmeza de uma leoa que defende sua cria e só posso admirar sua coragem, e amar minha garota ainda mais, nos olhamos por entre o vidro, tenho um nó na garganta, estou cheio de ser forte e aguentar essa merda toda, cheio de perder e perder, não vou perder dessa vez, apenas não vou deixar que isso aconteça, me espelho em sua coragem e lhe dou as costas com medo de ter sido a última vez que os tive em meus braços.

Respiro fundo e sigo para o carro, sou Daryl Dixon e nunca me deixei abater não vai ser essa a primeira vez, não quando tudo depende de mim, levo a força de Mary comigo, os olhos dourados dela vão me acompanhar na viagem.

Tyreese se junta a nós acho que nenhum deles sabe como me sinto, como poderiam nunca mostro nada, pego a estrada, vai ser como se tudo estivesse bem, afasto a ideia de que metade de mim ficou naquele maldito isolamento, vou conseguir, claro que vou, Mary e Scott precisam que consiga.

Michonne se senta ao meu lado no banco da frente, vai ser uma viagem ao meu estilo, silenciosa.

−Sei que não estava fugindo, mas aquela trilha esfriou, sabe disso, se fosse diferente eu iria com você.

Digo a Michonne e ela me olha sem qualquer convicção, acho que agora não iria mesmo, ficamos quietos e penso que música seria um bom jeito de afastar minha mente de Mary e Scott, e me concentrar no que tenho de fazer.

−Pegue um CD! Peço a ela enquanto vou ligando o som, então ouvimos uma voz, ficamos todos atentos.

“Encontre um abrigo... Determinado a sobreviver... continue vivo”

Ficamos ouvindo e não sei bem o que pensar sobre isso e nem mesmo tenho tempo, sinto um solavanco, olho e zumbis se aproximam tento desviar, paro e observo, jamais vi uma horda como aquela, um número absurdo e assustador, somos imediatamente cercados, dou ré o carro atropela uma quantidade enorme e então estamos completamente atolados sobre corpos de zumbi, penso em Mary, no seu olhar esperançoso quando nos despedimos, esses infelizes não vão me impedir de fazer o que tenho de fazer.

Notas finais
E então, Scott ficou doente, Daryl está na estrada, Mary se ariscou indo cuidar do sorvetinho, agora vamos ver como as coisas acontecem. comentem.