Apocalipse - A Era Dos Mortos
5 Capítulo 5 - Caçando
Notas iniciais
Pov – Daryl
A garota sonha comigo, acorda chamando meu nome, me pede para leva-la para caçar, eu concordo só para ela ficar feliz e quando acordo está de papo com aquele coreano ridículo? Não consigo não ficar irritado.
Ela volta de dentro da barraca com a faca pendurada no cinto e aqueles olhos assustados, tão delicada que dá vontade de abraçar e pronto, ficar assim.
Começamos a caminhar para floresta, ela sonhou comigo, na verdade teve um pesadelo “Deixou ele me levar” eu a entreguei para Jack, isso só significa uma coisa ela não confia em mim, se confiasse saberia que nunca a entregaria nas mãos daquele filho da puta.
Quando penso que passei quatro anos morando a alguns metros dela, que passava noites e noites pensando naquele par de olhos assustados e tristes enquanto Jack...
Não consigo pensar nisso sem ter vontade de socar alguém.
−Obrigada! Ela me diz me tirando dos meus devaneios.
−Não tem problema, só anda perto de mim e não faz muito barulho! Ela concorda se aproximando um pouco mais, continuamos andando.
Eu não pretendia caçar realmente, tínhamos carne para alguns dias, e não havia espaço para guarda-las, só concordei para ela poder sair um pouco, se distrair, estava presa e sozinha naquele acampamento a dias, queria que respirasse um pouco, pretendia caminhar umas horas, mostrar como se caça e depois voltar, nada demais, ouvi ela dizer que caçar exigia talento, quem sabe ela não aprendia e parava de se achar inferior aos outros.
Aquele bando de inúteis passava o dia contando vantagem sobre a vida perfeita que tinham antes daquela porra toda começar e a garota se sentia uma infeliz, aquilo era besteira, parece que todo mundo era feliz e os zumbis estragaram tudo, merda nenhuma, aposto que estavam todos de saco cheio reclamando de tudo.
−Já atirou com uma besta? Eu pergunto e ela me olha séria.
−Nunca! Eu paro e mostro como funciona, entrego a ela, Mary pega a arma, coloca uma flecha e me encara, sem saber no que mirar – Tente aquela árvore.
Com alguma dificuldade ela mira e a flecha se prende no casco, Mary fica de boca aberta, os olhos fixos na flecha eu sorrio e caminho até lá retiro a flecha e a chamo, ela se aproxima apressada.
−Agora vamos caminhar juntos, em silencio, você leva a besta se encontrar um esquilo, ou quem sabe um cervo tente! Ela me encara, os olhos brilhavam meio marejados, me deixavam confuso, detesto quando uma mulher chora na minha frente por que não sei o que fazer, finjo que não vi e continuamos a caminhar.
−É sério mesmo? Ela me pergunta.
−Vá em frente! Sorrio de novo, gosto de ver Mary assim, quase feliz, ela não sorri, nunca sorria, mas os olhos me diziam que estava feliz.
Caminhamos por mais de uma hora, ela não percebe nenhum animal, eu já tinha visto ao menos meia dúzia de esquilos, mas fico quieto, quero que ela se divirta, e ela parecia estar se divertindo, sigo para o rio, procuro ficar longe da estrada, não quero encontrar nenhum zumbi, principalmente com a Besta nas mãos da Mary, quando vejo o rio me aproximo, quase a puxo pela mão, mas me lembro que ela não gostava de ser tocada e apenas a chamo, bebemos água, molho minha nuca, me refrescando ela faz o mesmo, prende os cabelos no alto da cabeça e molha a nuca e acho que não tem a menor ideia do que isso me provoca, me afasto sem olhar muito.
−Posso tirar os sapatos e molhar os pés? Ela me pede, eu apenas afirmo e ela tira os sapatos, coloca os pés na água, chuta a água que se espalha e me lembra uma menininha, penso mais uma vez no que passou, que Mary teve muito pouco tempo para ser uma menininha, aquilo é dolorido, balanço a cabeça para afastar aquele pensamento e então ela sai da água calça os sapatos e vem em minha direção.
−Vamos continuar? Eu chamo entregando a besta mais uma vez a ela, recomeço a caminhada, agora pelo leito do rio.
Subíamos lentamente, ela prestava atenção em tudo e mostro a ela como reconhecer pegadas de animais.
−Como essa? Ela me mostra pegadas de um alce − Acha que pode ser mais do que um? Ela pergunta quando se dá conta que eram muitas.
−Provavelmente! Eu digo impressionado.
−Daryl! Ela me chama, meu coração bate um pouco fora do ritmo, gosto que me chame, não sei explicar, apenas gosto, eu olho para ela que estava atenta olhando para o chão – O que acha que é isso? Me pergunta, o terreno estava com marcas diferentes, algo arrastado, pés eu penso, pés que arrastam, zumbis.
−Mary acho que pode ser marca de pés de um zumbi, eles meio que se arrastam.
Ela me olha surpresa com a possibilidade, voltamos a caminhar e então vejo uma armadilha de ferro, dessas que caçadores covardes e sem talento colocam na floresta que só serve para mutilar animais e ferir pessoas desatentas, Mary estava a um passo de pisar na armadilha e só tem uma coisa que posso fazer, eu a puxo para mim e ela acaba em meus braços, não me empurra como faz com todos, apenas me olha, a respiração se acelera a minha e a dela, e eu sei que tenho de soltá-la, acontece que não consigo.
−Armadilhas! Eu digo meio sem saber o que fazer, chuto a armadilha ainda com um braço em volta dela, a armadilha fecha num som estridente de ferro enferrujado batendo, olhamos os dois e então eu tiro meu braço de suas costas e ela dá um passo para trás, ainda não entendo por que não me repeliu como faz com todos, então ela arregala os olhos para mim com medo, era isso reação lenta, Mary ergue a besta meio tremula, tudo num segundo desvio quando acho que vai me acertar e então ouço a flecha fazer seu trabalho e atravessas algum corpo, me viro e um zumbi estava caído atrás de mim, uma mulher com uniforme de enfermeira, suja de sangue e com metade da boca arrancada.
−Matei uma pessoa! Ela diz tremula, solta a besta e esfregava as mãos como que se condenando – Matei uma mulher, eu... eu achei que ela iria machucar você, eu não consegui gritar eu... sinto muito! Ela começa a chorar sem parar e fico olhando dela para o cadáver por uns segundo, ela me distraiu de um jeito que não vi aquela coisa se aproximar de mim, Mary salvou minha vida.
−Mary! Eu me aproximo – Está tudo bem, não matou ninguém, ela já estava morta, sabe disso, me salvou! Digo perto dela, eu podia abraçar Mary, na verdade adoraria fazer isso, mas não sei como ela vai reagir, principalmente agora que está tão assustada.
−Salvei, eu... era um zumbi, não é, um monstro que só queria nos matar, eu...desculpe!
−Por me salvar? Eu respondo tentando parecer calmo – Vamos Mary está tudo bem, mas é melhor voltarmos para o acampamento! Ela faz que sim ainda tremendo, pego a besta, minha flecha na cabeça do zumbi e começo a caminhar, agora completamente atento a qualquer movimento, Mary estava do meu lado, ainda assustada torcia os dedos e olhava de um lado para outro.
Tínhamos pelo menos duas horas de caminhada para chegar de volta ao acampamento e depois de uma hora no mais completo silencio decido parar um pouco para ela descansar.
Mary me olha preocupada, quando paro e me sento num tronco de árvore caído, mostro um lugar vago ao meu lado, ela se senta.
−Descanse um pouco, temos mais uma hora de caminhada! Ela faz que sim e entrego uma garrafa de água a ela que dá alguns goles e me devolve.
−Posso continuar, não quero atrasar você nem criar problemas! Ela me diz.
−Estamos bem, era um errante, um zumbi sem destino, não estava procurando por nós, só caminhava e acabamos surgindo no seu caminho.
−Parece que sim, foi um susto! Ela diz me olhando – Não vai mais caçar não é? Ela me pergunta.
−Por hoje chega! Eu falo para tranquiliza-la.
−Não hoje! Ela diz agora olhando para o chão – Sempre, é perigoso.
−Foi uma distração, meio que me esqueci por que estamos aqui, mas não vai mais se repetir, eu garanto!
Ela não diz nada, será que estava preocupada comigo? Parecia que sim, que tinha medo de algo me acontecer, vejo um esquilo subindo numa arvore, desatento, tranquilo, faço um sinal a ela mostrando o bichinho depois entrego a besta e faço sinal para que tentasse.
Mary me olha sem acreditar, pega a besta com movimentos inseguros, fica de pé tão silenciosa que me assusta, prepara a besta e mira o esquilo continuava ali, distraído e Mary dispara, vejo o bicho ficar preso entre a arvore e a flecha abatido com precisão e então olho para ela, perplexa olhando o que tinha conseguido.
−Daryl! Ela pronuncia meu nome devagar e meu estomago revira – Eu peguei um esquilo!
−Sorte de principiante! Tento brincar enquanto caminho para pega-lo e prendo o esquilo na mochila depois a chamo e continuamos nosso caminho para o acampamento.
−Nunca vou poder agradecer! Ela me diz do nada quando estávamos chegando – Eu sempre sonhei em fazer isso, foi um dia... bom! Acho o adjetivo fraco para tanta empolgação, mas tinha que levar em conta o zumbi no meio do caminho.
Eu não sou alguém que sabe bater papo, então apenas dou de ombros e continuamos, chegamos ao acampamento e vejo Merle agachado ao lado da moto, não tinha nada no mundo que ele gostasse mais do que aquela moto.
−O casalzinho chegou! Ele diz quando nos aproximamos.
−Merle eu que peguei o esquilo, com a besta! Ela conta para ele com os olhos brilhantes e mesmo meu irmão durão fica por um segundo silencioso, estranhando que ela se dirigisse a ele daquela maneira desarmada.
−Meu delicado irmão vai acabar com os esquilos do planeta antes dessa porra de apocalipse acabar! É a resposta gentil dele, ela parece se decepcionar um pouco.
Mary estava feliz por ter pego um esquilo, achei que contaria vantagem sobre ter matado um zumbi, mas ela estava mais interessada em contar sobre sua caçada.
−Encontramos mais um zumbi, Mary deu cabo dele! Aviso Merle, não estava mais tão seguro sobre a segurança no acampamento.
−Desde quando precisa de uma mulher para te defender? Desde que fico vidrado em sua beleza e me esqueço de tudo, eu penso, mas é obvio que não digo – Já falei o que vamos fazer, essa porcaria de lugar já me deu no saco.
Mary me olha tensa, sabia que Merle estava sugerindo ir embora, não sei se não quer ir, ou se acha que pretendo deixa-la, mas não questiono, eu não tinha intensão de fazer o que Merle queria.
−Entendeu o que eu disse? Falo irritado – Estão chegando muito perto, se estão chegando aqui, imagine lá em baixo!
−O que sei é que deve ter um mundo de coisas nos esperando, que esses cabeças ocas mal conseguem andar, isso é uma grande porcaria.
−Mais uns dias apenas Merle, depois fazemos o que você quer! Olho para Mary, ela caminhava para a barraca, dou as costas a Merle e caminho para ela que agora estava sentada.
−Se quiser tomar banho posso te acompanhar até o lago! Aviso, não gosto de ficar de babá, mas a garota é sozinha, eu a trouxe é meio que minha obrigação cuidar dela e hoje ela salvou minha vida, na verdade era meio culpa dela que estivesse distraído.
−Eu quero! Ela responde corada, depois entra na barraca sai uns minutos depois com umas peças de roupas e eu a acompanho.
Fico de longe, sentado pensando na vida enquanto ela tomava banho no lago, será que essa merda não acabaria nunca, ninguém conseguia uma notícia, nada de rádio, internet, nem ao menos militares nas ruas, como era possível que o mundo tivesse acabado assim de uma hora para outra?
Mary caminha de volta, os cabelos molhados e os olhos não tinham mais aquela alegria inocente de quando estávamos na floresta, mas não podia culpa-la, que poderia manter alguma alegria no meio daquele inferno.
Me levanto quando ela se aproxima e caminhamos de volta, em silencio, encontrei alguém mais silencioso que eu, um achado, mas é claro que se Daryl Dixon tinha de salvar alguém seria uma pobre donzela indefesa e cheia de traumas, uma garota que precisasse de cuidado e atenção, eu sou um grande imbecil mesmo!
Quando chegamos no acampamento Carol chama por Mary e ela se afasta de mim depois de um olhar de gratidão, sigo para perto de Merle que agora parecia meio chapado.
−O policial quer formar um grupo para ir até a cidade, eu vou, quero ver como as coisas estão e quando voltar vamos cair fora! Merle me avisa – E vê se para de andar atrás da esquisita, ela não vai com a gente, vai nos empatar e criar problema!
−Merle...
−A garota não vai, está melhor aqui, com um grupo grande cheio de mulher e o policial metido a general, não vou arriscar a porra da minha vida por uma garota idiota e inútil, já se divertiu bastante.
−Acha que sou como seu amiguinho Jack? Eu fico furioso, não gosto que insinue que agi igual.
−Acho que é uma bichinha delicada que está me irritando com essa conversa, é claro que não é igual ao Jack, ela está louca por você, duvido que precisou insistir muito para conseguir o que queria, sabemos que ela não é nenhuma garotinha inocente! Nunca senti tanta raiva e vergonha do meu irmão.
Viemos do mesmo lugar, passamos pelas mesmas coisas, mas eu não me tornei esse cara rancoroso que não sabe separar as pessoas, cheio de preconceito.
Dou as costas a ele e me sento com minhas flechas, limpá-las era uma terapia, me distraia, afastava minha mente dos problemas e me deixava relaxado, Merle estava prestes a fazer uma grande merda, ele sempre fazia, claro que fazia, tinha o irmãozinho para limpar a sujeira, e eu sempre limpava, ele era um traste, mas era meu irmão, minha família.
Anoitece, Mary ainda ajudava Carol e Amy com alguma coisa, Dale se aproxima de mim, eu o olho de má vontade, não o convidei para sentar do meu lado e não quero conversa, acho que já deixei isso claro.
−Dias confusos! Ele me diz e faço o que sei fazer de melhor ignoro – Sua namorada é uma moça encantadora! Eu o olho torto, não vou dizer que não é minha, é melhor que achem que sim, e deixem Mary em paz, mas penso que se tivesse de ir com Merle, se não o convencesse a levar ela, era bom saber que alguém a ajudaria.
−É! Eu digo só para dar corda.
−Parece ter dificuldade com as pessoas, mas se precisar de qualquer coisa eu estou por aqui, soube que mataram um zumbi, não sei se ela deve ficar por ai andando na floresta pode ser perigoso.
−Eu decido isso! Respondo irritado, ele não vai me dizer como devo tratar minha garota, sei que ela não é, mas partindo do princípio que ele acha que é então que cale a boca e cuide da própria vida.
−Achei que ela decidia isso! Ele diz educado, mas sei o que está insinuando.
−Achei que tinha sua própria vida para cuidar! Eu respondo já irritado.
−Desculpe, mas ela parece ter problemas para tomar as próprias decisões!
−Olha aqui, não vou discutir minha vida nem a dela com você, quando ela acordar de um pesadelo chamando seu nome você dá palpite! Me levanto por que diferente de Merle não bato em velhos.
−Me entendeu mal! Ele tenta concertar, ninguém manda na porra da minha vida a muito tempo e não vai ser aquele velho hipócrita que vai fazer isso.
−Entendi direitinho! Resmungo – Vamos apenas cuidar cada um da própria vida, a garota está comigo e pode perguntar a ela se quer ficar com você e suas loiras, caso contrário vá para o inferno!
Que merda, não basta o Merle achar que manda em mim, agora esse velho estupido acha que também pode.
Sigo para barraca furioso e assim que entro dou de cara com Mary encolhida num canto sentada, nem tinha visto ela passar.
−O que foi? Pergunto irritado, ela se encolhe um pouco mais.
−Estou causando problemas? Ela pergunta já com cara de choro a garota parecia uma porra de um chafariz!
−Não! Eu respondo de má vontade mexendo na minha mochila, vou descer tomar um banho nadar um pouco e pensar, preciso ficar sozinho – Meu problema é metade da população ter virado zumbi e a outra metade almoço! Eu saio sem olhar para trás, ela estava chorando e tudo que podia fazer era consolar Mary, mas não sei consolar ninguém, nunca fui consolado, quando era criança e minha vida era uma merda, quando o canalha me arrebentava de pancada e eu chorava com gosto e motivo, ninguém me consolava, tive que aprender sozinho, ela que faça o mesmo.
Passo um bom tempo na água, nado, me refresco e é claro como sou um grande babaca, penso em Mary e no ataque que acabei de ter, ela deve estar chorando até agora e a culpa era minha, sempre era minha e desse meu pavio curto, mas ela vai ter que aprender, se quer ficar perto de mim que se acostume, mas talvez ela não queira, pode ser que o tal Dale a convide para ficar com ele e ela aceite, se aceitar o que faço?
Se aceitar pego Merle e dou o fora da merda desse grupo, mas se disser que não, então não posso dar as costas para ela, Merle vai ter que aceitar, ele vai aceitar, gosta dela, sei que sim, ela o trata melhor que qualquer um já tratou, mas é claro que o ingrato não pensa nisso, Merle não pensa em porra nenhuma.
Saio da água, me visto e subo aproveitando o silêncio da noite, as pessoas já comiam, a mulherada achava que eu tinha uma árvore de cervos, que era só chacoalhar que caia um, era cada prato de carne que parecia churrasco de domingo, aquela carne não duraria nem até o fim da semana, era melhor eu me coçar e sair para caçar de verdade, Mary acabaria sem ter o que comer logo, logo.
Já estava eu preocupado com ela, que maldição!
Pego meu prato e me sento, fico olhando Merle secar uma garrafa de tequila, enquanto as pessoas comiam, Mary comia sozinha sentada num canto depois vejo Dale se aproximar dela, que velho cara de pau, tenho vontade de ir até ele e arrebentar aquela cara de papai Noel fora de época, ele se afasta logo depois, não vou perguntar nada, se ela quiser ir é só pegar as coisas dela e se mudar para o treler.
Mary termina de comer leva seu prato e segue para nossa, minha, me corrijo mentalmente, barraca fico esperando se vai sair com suas coisas, mas ela não sai e depois de um tempo, quando Merle começa a cantar e irritar todo mundo decido me deitar, ele que se vire, quero que todos se virem, estou de saco cheio e não sei por que.
Ela estava deitada, encolhida como de costume e então faço o mesmo, queria dar as costas a ela, mas acontece que não conseguia resistir aos olhos dela, aqueles dois potes de mel me hipnotizavam.
−Quando for embora com o Merle, eu vou também? Ela pergunta, de algum jeito sei que custou muito fazer a pergunta.
−Quer ir? Ela pode escolher afinal.
−Quero! Ela diz e faço que sim, Merle vai ter que aceitar isso – Disse ao Dale que prefiro ficar perto de você! Estava escuro, mas eu sabia que estava corada, não quero pensar em como acho isso encantador.
−Certo! Eu respondo – Durma! Fecho meus olhos esperando para acordá-la, e é exatamente o que acontece, ela fica me chamando e eu a acordo, ela chorava cansada.
Aquilo devia ser uma grande porcaria, fico olhando para ela um tempo encolhida de olhos abertos me olhando até pegar no sono de novo, então adormeço e ela não acorda mais.
Quando chego do lado de fora pela manhã, pronto para caçar de verdade e dessa vez sem Mary, o grupo estava reunido, Mary sai da barraca logo atrás de mim.
−Estamos nos organizando para irmos a Atlanta, Glenn vai levar um grupo, eu vou ficar para garantir a segurança! Shane diz e eu sei que vai, tá na cara que o policial está mais interessado em pegar a mulher do amigo morto do que caçar comida.
−Vou caçar! Respondo.
−Acho uma boa ideia! Shane diz – Então Andrea quer mesmo ir?
−Quero! Ela responde apesar dos protestos da irmã, Shane olha para Mary – Soube que matou um zumbi ontem quer ir?
−Não! Eu e Merle respondemos em uníssono, fico sem acreditar, Merle estava preocupado com a garota.
−Ok, vocês é que sabem, então quem vai deve seguir o Glenn, ele vai e volta, sabe o que faz!
Eles se preparam para partir, aperto a mão de Merle ele me olha enigmático.
−Na volta! Ele avisa – Pode levar a esquisita, já vi que não vai deixa-la para trás.
O grupo parte e chamo Mary, ela caminha para mim insegura, me olha nos olhos e é aquele baque, sempre é, uma maldita sensação que me deixa tonto.
−Vou caçar e dessa vez não vou voltar logo, não saia daqui, fique perto do grupo e se eu não voltar até a noite fique perto do Merle, vou longe não sei se volto.
−Merle está em Atlanta! Ela diz tímida.
−Ele volta até à noite, fique com ele, não ligue para as reclamações, ele só fala, eu volto! Aviso e dou as costas a Mary, antes que acabasse fazendo a besteira de leva-la comigo para um lugar que agora estava longe de ser seguro.
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