Apocalipse - A Era Dos Mortos
46 Capítulo 46 - Dúvidas
Notas iniciais
Pov – Daryl
O doutor S segue nos contando sua história, todos que perdeu no caminho, de onde vem, e sua conversa vai distraindo Mary da dor, ela deve estar sentindo muita dor por que está pálida e abatida, nunca pensei que ficaria tão apavorado, vê-la caída, presa entre ferros com um maldito zumbi caminhando para ela e não conseguir chegar foi de matar. Mas Mary tem esse jeito calmo de reagir aos zumbis, eu a admiro por isso, de outro modo ela não teria tido sangue frio de assistir o infeliz rastejar até ela e só quando estivesse na hora acertá-lo. Chegamos a prisão e fico muito grato por ter para onde voltar principalmente numa hora como essa, assim que desço Glenn e Rick se aproximam, olhando para o carro que nos seguia.
−Encontramos essas pessoas, vão ficar! Eu aviso quando desço – Onde está o Hershel? Pergunto por que não confio muito no Doutor S, não ainda.
−Lá dentro, Mary você está bem? Glenn pergunta abrindo a porta do lado dela, ela sorri para ele quando a pego no colo e ele vê o curativo – Que aconteceu?
−Rasguei minha calça favorita! Ela brinca – Mas não foi nada, um ferro no meio de uma confusão.
−Esse é o doutor S, ele nos ajudou, cuidem de tudo.
Eu caminho apressado com Mary nos braços, quero coloca-la logo na cama ter certeza de que está bem e afastá-la do olhar carinhoso de Glenn, não consigo evitar o ciúme, Hershel está sentado no refeitório, o garotinho está em seu colo e parece que nunca vai parar de chorar até nos ver, prefiro não registrar aquilo e sento Mary com cuidado perto de Hershel.
−Tiveram problemas? Ele pergunta quando o garoto desce de seu colo e para do meu lado segurando minha calça como parece que virou sua mania.
Mary tinha os olhos grudados nele, não dizia nada, mas o investigava, procurando saber se o pequeno estava bem, ele segurava em mim, mas olhava para ela o tempo todo, dava para sentir seu pesar só de olhar para ele.
Explico o que aconteceu, Hershel desfaz o curativo a meu pedido, olha o ferimento e depois refaz o curativo, não diz nada até terminar.
−Parece que encontraram mesmo um bom médico, está tudo certo, tenho os antibióticos que precisamos, dois comprimidos por uma semana só por garantia, não temos muito, mas vai dar.
−Posso buscar mais agora mesmo! Eu aviso tenso, posso ir até o inferno se for preciso.
−Não precisa, mas Mary você vai ter que ficar de repouso uns dias, isso vai demorar para cicatrizar, é um longo processo de dentro para fora, está com muita dor não é? Devia estar por que ela estava quieta e ainda pálida, ela concorda. −Daryl leve ela coloque nas cama e venha buscar o remédio, tenho um para dor também.
−Agora mesmo, olhe na mochila, trouxe umas coisas, o chá, fórmula e mais medicamentos. Pego Mary e subo com ela no colo, coloco na cama, arrumo seus travesseiros −Está bem bruxa? Eu pergunto muito preocupado.
−Estou amor, sabe que dor não é um problema para mim, posso aguentar. Eu beijo minha garota, ela me sorria quando me afasto, e não resisto a mais um beijo, é tão linda, em qualquer situação.
−Já venho! −Vê se a bravinha melhorou?
−Claro! Desço apressado e encontro Hershel em sua cela, o garotinho estava de novo no seu colo e esfregava os olhos, me lembra de Mary no começo e todas aquelas lágrimas sem fim. −A bravinha está bem?
−Um pouco melhor, mas Beth já foi fazer o chá que trouxe, e os medicamentos que encontrou vão ser muito úteis, agora dê isso a Mary, um de manhã e um à noite e esses são para dor, não deixe que tome muitos, só se sentir muita dor mesmo, como agora, Daryl ela deve estar com uma dor infernal, pior que a que teve com aquela flechada sua.
Aquilo foi mesmo ruim eu me lembro e ergo uma sobrancelha.
−Ok! Suspiro com os remédios na mão – Eu vou cuidar dela. Caminho para fora apressado, quero ficar com ela e fazer a dor ir embora.
−Daryl! Hershel me chama e me volto já na porta – Não está esquecendo nada? Ele olha para o garoto de pé me olhando assustado, eu olho de um para o outro sem saber o que fazer, não quero fazer isso, não posso.
−Hershel...
−É estranho.
−O que é estranho? Pergunto sem entender o que o velho quer de mim.
−Que justo você que sabe tanto o que é isso, que já esteve assim, eu sei que já, é só olhar para você, deve saber como é.
−Talvez por isso...– Fico mudo, não sei lidar com essa situação, não quero estar nessa posição – Eu...
−Se lembra como era, não ter ninguém que se importe, que abra mão?
Sim, eu me lembro, me lembro perfeitamente, te faz sentir inferior, perdido e sozinho, dá medo e raiva, muita raiva, tanta que ela te domina e só quer odiar, tudo, todos, porque ninguém liga, por que você não merece.
Não tenho tempo para uma análise, esse velho me enxerga de um jeito que me irrita, bufo e com um movimento pego o menino no colo, Mary precisa dos remédios agora, depois penso no resto.
−Vem garoto! Ainda posso ver os sorriso vitorioso de Hershel quando deixo sua cela, não tão fácil Heshrel, não tão fácil! Eu penso quando subo apressado. Mary estava olhando para o teto quando entro, ela olha de mim para ele umas três vezes, não digo nada eu o coloco no chão e dou os remédios a ela, junto com uma garrafa de água que tínhamos no quarto, ela engole tudo.
−Judith? Ela pergunta.
−Tudo bem, agora você dorme um pouco e logo vai estar bem.
−Daryl eu não quero ficar de molho aqui, gosto de sair com você.
−Eu sei bruxa, mas não preciso sair por enquanto e logo você vai ficar bem.
−Adorava essa calça! Ela olha para a calça inutilizada sem uma das pernas. Eu a beijo, ela é tão delicada, depois olhamos para o menino sentado no colchão atento a nossos movimentos.
−Foi o bicho? Ele pergunta apontando a perna de Mary.
−Não, eu logo vou ficar boa, cai e me machuquei, logo fico boa. Ela o tranquiliza.
−Quer uma roupa mais confortável? Ela concorda e pego sua mochila, ela escolhe uma roupa e a ajudo a se trocar, o menino sempre de olho, Mary fica tímida com minha ajuda e sempre acho isso encantador, nem sei como ela consegue tirar de mim essas sensações que nem sabia que existiam até ela surgir na minha vida.
−Acho melhor me ajudar a ir para o colchão.
Eu concordo, pelo visto o garotinho ficaria mais tempo conosco e não é certo deixar o menino dormindo no chão, eu coloco Mary deitada ela se arruma e o menino se ajeita do seu lado com o carrinho na mão.
−Tenho três anos. Ele mostra os dedinhos.
−Legal! Eu respondo.
−Pode desenhar? Ele aponta os papeis e lápis que brincava mais cedo, recolho tudo e entrego a ele que se deita no colchão ao lado de Mary e começa a se distrair rabiscando a folha. Mary o evita, mal olha para ele e não sei muito o que isso significa, seus olhos começam a pesar e ela acaba adormecendo, o rosto agora menos pálido.
−Quer ver? Scott me traz seu desenho.
−Que... – Não sei o que dizer é só um monte de rabiscos coloridos – Legal.
−Seu carro, e seu brinquedo! Ele aponta os rabiscos.
−Meu brinquedo? Acho aquilo estranho.
−Aquele. O garotinho me mostra a besta, acabo sorrindo. −Se chama besta, é para mandar os bichos embora, não pode brincar com ela, machuca.
−Mary tem igual.
−Isso mesmo.
−Quero uma.
−Quando crescer, por enquanto você fica com o carrinho.
−Chorei.
−Eu sei, que tal fazer outro desenho? Mudo de assunto.
−Tá! Ele sorri, é um garotinho muito bonito, os olhos são cor de mel quase como os de Mary os cabelos são mais claros.
Ele fica rabiscando o papel, e depois me dizendo o que desenhou, eu, Mary, ele, Hershel, esse posso reconhecer pelos rabiscos que me lembram sua barba, a cela começa a escurecer e Mary se remexe no colchão deve estar com dor.
−Está com sono?
−Não, tem luz? Ele pede e acendo um lampião que tínhamos mas nunca usávamos até o garotinho decidir que temos que ficar com ele. Ele sobe na cama e me deito com Mary, ela logo se aconchega a mim, depois de uns minutos abre os olhos.
−Como está?
−Muito bem, não dói nada. Ela se senta e procura o garotinho que a observava.
−Sarou? Ele pergunta muito interessado.
−Quase Scott. Já anoiteceu? Ela me pergunta.
−Ainda é cedo. Eu me sento e ela se encosta em mim, Beth entra na cela.
−Oi! Sorri – Soube o que aconteceu, trouxe comida para todos. Agradecemos, ela se senta um pouco, Mary conta como foi tudo, pergunta por Judith, as duas ficam muito tempo conversando enquanto comemos, depois Beth desce com as coisas e percebo que Scott e Mary estavam com sono, Mary toma os remédios e volta a se deitar, logo dormia, o menino se arruma na cama, e depois pega no sono e acabo dormindo também.
Pela manhã ela volta a sentir dor, depois de dar seu remédio e trazer café para os dois, eu os deixo e sigo para o pátio, tínhamos muito trabalho e preciso saber como estão os novos moradores, nem questionei muito quando os trouxe, mas é sempre bom ter certeza de que são boas pessoas. Converso um pouco com o Doutor S e Hershel, eles querem saber sobre Mary, Zack se aproxima, também quer saber sobre Mary.
−Como está a garota? Ele pergunta.
−Minha garota está muito bem! Aviso e ele sorri.
−Falamos com o Rick esse lugar é fantástico, ele me contou que limparam tudo sozinhos, isso deve ter sido eletrizante.
−Não foi grande coisa! Respondo enquanto caminhava até Glenn e Ty – Já que vai ficar pode começar a trabalhar.
Nos juntamos aos outros e trabalho por toda manhã, sinto falta de Mary, peço a Carl que vá saber dela no meio da manhã, ele volta avisando que ela está bem, depois é a vez de Maggie ir saber dela e quando paramos para comer subo correndo.
−OI! Eu a beijo assim que entro e me sento a seu lado, ela folheava um livro sem muito animo – Melhor?
−Muito! Ela tenta sorrir para me acalmar, então olho em volta e ela está sozinha.
−Onde está o garoto? Pergunto preocupado.
−Entreguei para Maggie.
−Para sempre? Pergunto e não sei como me sinto sobre isso.
−Sinto muito amor, mas ainda não, é que não posso sair daqui e ele precisa comer, tomar banho, eu sei que é difícil para você, mas...
−Estou bem! Tranquilizo Mary – Quer descer um pouco?
−Não, vai voltar a trabalhar?
−Vou, mas prometo voltar logo, comeu?
−Estava te esperando, mas você demorou muito, eu...
Mary fica com os olhos marejados. −Que foi bruxa? −Nada, eu pensei que estava triste comigo.
−Que tolice, porque estaria?
−Porque fui burra lá fora e me feri, porque não acho ninguém para cuidar do Scott, e ontem eu dormi e deixei você sozinho cuidando dele, eu não sei, fico só com medo mesmo.
−Não teve culpa, sobre o que aconteceu, estamos desacostumados com gente que entra em pânico e se desespera em momentos como esses, na verdade eu realmente começo a achar que nosso grupo é muito forte sabe, sobre o garoto, não foi nada, ele nem deu trabalho, é um menino bonzinho, me mostrou uns desenhos depois acabou pegando no sono sozinho.
−Se tiver reunião do conselho você me leva?
−Claro, mas por que quer uma reunião do conselho?
−Não quero na verdade eu só não quero que vá sem mim, porque a Carol vai ficar de olho em você.
−E você é um garota muito ciumenta! Eu a beijo fazendo ela se deitar, ela se enrosca toda em mim, agora está sorrindo e gosto de ver minha garota assim.
−É por que eu te amo mais, você não entende por que me ama menos.
−AH! Então é assim? Eu a beijo, mordo seu lábio, e desço pelo pescoço, beijando cada parte dele – Eu te amo! Sussurro em seu ouvido e ela geme, então me afasto.
−Isso não é justo! Ela reclama e tenho que concordar com ela, começar algo que não podemos terminar não foi boa ideia, mas ela me deixa maluco.
−Com nenhum dos dois Bruxa, vou buscar algo para comermos!
−Achei você! Maggie me diz quando voltava para cela com dois pratos de comida na mão – Aqui está, limpo e alimentado, ele é todo seu!
Ela empurra o garotinho na minha direção com gentileza, dou meu sorriso mais sínico, ela retribui me dando as costas, suspiro e o encaro.
−Consegue subir sozinho? Aponto a escada com as mãos ocupadas, ele afirma e seguimos juntos.
Era como escalar uma montanha para ele, que segurava no corrimão e ia degrau por degrau, tão lento quanto uma tartaruga enquanto eu exercia toda minha paciência atrás dele, esperando que avançasse para só então dar mais um passo.
No mundo de antes, sem zumbis aquilo seria divertido de ver, mas hoje isso quer dizer apenas que ele é indefeso, que se tivesse que subir para se proteger de um zumbi o perseguindo então estaria morto, sinto um calafrio pelo corpo, Mary tem razão, esse não é um mundo para crianças, penso em Sophia perdida na floresta, em Carl e o tiro que tomou, no nascimento traumatizante de Judith, nas duas menininhas sendo protegidas por aqueles idiotas na rua e quase sendo devoradas por isso, definitivamente não é um mundo para crianças.
Finalmente o último degrau e ele respira aliviado olhando para baixo, depois segue na minha frente em direção a cela, entramos e Mary fecha o livro.
−Comi tudo! Ele avisa e ela sorri para ele que se senta com seu carrinho na mão.
Eu olho para Mary toda linda e preocupada, entrego sua comida, ela remexe o prato sem fome, Scott se dividia em brincar com o carrinho e nos olhar e me dou conta que estamos completamente enrascados.
A semana segue com uma nova rotina, pela manhã eu assistia Mary e Scott descerem a escada lentamente degrau por degrau apenas para me consumir, por que nenhum dos dois me deixava carrega-los para baixo como gostaria, depois do café eu saia para ajudar no trabalho da prisão, Mary ficava com o pequeno, ajudava Beth, brincava com a bravinha e nos víamos no almoço, depois ela seguia para cela e o pequeno a acompanhava, lá eles passavam longas tardes de silencio e distância, algo que não consigo entender.
Mary gosta e se preocupa com crianças, mas mantem Scott o mais distante que pode, tanto que assim que ele me via abria um largo sorriso e até dormir ficava andando atrás de mim, me perguntando todo tipo de bobagens e desenhando tudo que eu pedia, eram sempre riscos coloridos então eu podia pedir qualquer coisa que passasse por minha cabeça, e Mary acabava não resistindo a alguns sorrisos.
−O que desenho agora? Ele me pergunta quando estamos na cela pouco antes de dormir, minha garota em meus braços, agora com um curativo muito menor e já andando quase normal.
−Um elefante andando de bicicleta! Digo envolvendo Mary que ri da ideia, ele concorda imediatamente e uns minutos depois desce da cama e me traz seus rabiscos muito orgulhoso.
−Ficou muito bom! Ele fica esperando o elogio de Mary.
−Está lindo.
−Agora vamos todos dormir. Ninguém discute e ele dorme quase que imediatamente.
−Você não gosta dele! Era para ser uma pergunta, mas sai quase como uma acusação, ela me olha um instante – Ama tanto a bravinha, ele... Ele fica com você, mas parece que você não fica com ele.
−A Judith é do Rick, sei disso, vi ele se apresentando a ela, pegando ela nos braços e assumindo as responsabilidades.
Ela me diz sem me olhar, eu faço um carinho leve em suas costas, as coisas para mim são difíceis, não lido bem com sentimentos, mas para ela são ainda piores eu sei disso.
−E o garoto? Eu tento incentivar Mary a falar o que está sentindo, porque ela anda muito triste e sei que é mais do que estar com a perna ferida.
−Ele não é de ninguém e tenho medo de querer que ele seja meu.
−Então é isso. Agora as coisas começam a fazer sentido, Mary não queria se apegar, e isso deve ser uma batalha para ela já que o pequeno parece decidido a nos arrancar alguma promessa a todo instante.
−Acho que não posso fazer como você, conviver bem com ele, fazê-lo rir e depois um dia simplesmente aceitar que ele vá embora.
Essa é uma outra questão, se ela estivesse cuidando dele eu provavelmente estaria fugindo assim como ela, não é como ela está pensando, eu não sei se posso deixa-lo ir. Se ainda quero que ele vá, assim como não sei se quero que ele fique, se posso dizer a ela para se deixar livre para amar o garotinho.
−Não é tão fácil quanto parece bruxa, e nem sei se um dia ele vai a algum lugar. A verdade é que todos pareciam bem tranquilos com a ideia de que ali era seu lugar, ninguém fazia qualquer movimento para ele, no fim nem mesmo nós fazíamos isso, aquele menino estava sozinho, tão sozinho quanto eu e Mary já estivemos um dia.
−Não sei como lidar com isso, nunca achei que poderia acontecer, eu aceitei a ideia de que não posso ter filhos, me acostumei com isso, e então... Antes de você, ter um família era só um sonho tolo e impossível, mas então você chegou na minha vida e me deixei sonhar um pouquinho, ao menos no começo, quando achava que essa coisa toda um dia iria acabar, mas agora com esse mundo morto a nossa volta.
Ela se abraça a mim, tem mais esse problema o querer ter um filho que parece que a atormenta, isso é algo diferente para garotas, eu não me importo, mas ela sofre, ficamos calados cada um com seus pensamentos. Acordo com barulho e cheiro de tinta, Mary estava de pé ajudando Scott com as roupas de frio.
−Que está acontecendo bruxa?
−Ainda não sei. Quando chegamos do lado de fora Ty e Arthur pintavam a cela ao lado da nossa.
−O que é isso tudo? Eu pergunto.
−Carol mandou, encontramos essa tinta nos fundos e ela disse para arrumar essa cela, pintar e colocar mais um beliche aqui! Arthur dizia animado enquanto pintava as paredes de azul – Ela avisou que algumas crianças vão ficar aqui, o Scott e a Judith quando ela estiver maiorzinha, e talvez alguma criança que precise.
Eu e Mary nos olhamos sem entender, acho que sei o que se passa na cabeça de Carol, ela está assistindo eu e Mary cada dia mais envolvidos com o pequeno e quer nos afastar dele.
−Para que conselho né? Mary me diz caminhando na frente rumo ao refeitório – Mas acho que no fundo vai ser bom para todos.
Ela não esconde a magoa e eu fico sem saber como lidar com tudo isso. Estou cheio de dúvidas de como lidar com o que está acontecendo. Matar zumbis é tão mais fácil.
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