Apocalipse - A Era Dos Mortos

43 Capítulo 43 - Torre


Notas iniciais
Olá pessoas, estava com muita saudade, nem acredito que o Nyah voltou, estava muito chato escrever só para mim!rsrsrs Espero que gostem e comentem por que estou cheia de saudades de todos.

Pov Mary

Adoro andar na mata assim com Daryl, sentindo o cheiro de terra, caminhando por entres os pinheiros, mesmo que de algum jeito me lembre os momentos dramáticos que passei quando ele me disse que não me queria com ele e mesmo assim o segui. Aquele momento em que fiquei completamente perdida, sem nenhum amor próprio.
Mas agora é diferente, estamos de novo conectados e posso caminhar tranquila ao lado dele, estou um pouco envergonhada da minha crise ridícula de ciúme, mas ele também é ciumento às vezes, então acho que me entende. Além disso não somos mais só nossa família e ele é tão incrível, é fácil se apaixonar por ele, acho que é natural me sentir um pouco insegura com isso.
Com todas essas mulheres tão mais fortes e decididas a nossa volta nada impede que um dia ele se apaixone por uma delas, mas no fundo eu sei que ele me ama, e isso deve ser o bastante para ter Daryl sempre comigo, o que sentimos um pelo outro.
O dia está quente, apesar de estarmos no outono, o chão está repleto de folhas secas e podemos ouvir o som seco delas sendo trituradas quando pisamos, gosto do som, e se por um lado nos denuncia por outro também nos avisa de intrusos.
Vejo um esquilo subindo numa árvore, queria um dia caçar um animal grande, mas me contento com esquilos, eu miro a besta sem me esquecer da primeira vez que peguei um, acerto o bicho e Daryl sorria para mim assim que me viro.
−Conselheira, caçadora, cada dia uma surpresa! Ele sorri quando caminha para pegar minha presa, depois continuamos nosso caminho, vejo marcas no chão um cervo não devia estar longe, mostro a Daryl que concorda com um movimento de cabeça, e seguimos os rastros.
Agora estamos totalmente silenciosos e atentos e depois de quase meia hora caminhando nós o vemos, o animal estava caído no chão, ainda de olhos abertos, respirando enquanto era devorado por dois zumbis com roupas de militar.
Meu coração se aperta com a cena, os zumbis sentem nossa presença e largam o animal se levantando, aponto minha besta, podíamos apenas sair dali, mas não quero prolongar a dor do pobre animal então acerto o primeiro e Daryl pega o outro, caminho para os corpos caídos no chão retiro minha flecha enquanto Daryl retirava a dele.
Depois vou até o pobre animal, armo a besta e acerto uma flecha entre seus olhos e ele estremece e depois está morto.
−Ele estava sofrendo! Aviso, uma coisa era caçar para nos alimentar, enfiar uma flecha em um animal e dar a ele uma morte rápida, compreendo a cadeia alimentar posso aceitar isso, mas outra muito diferente é assistir o pobre bicho sendo devorado vivo.
−Vem bruxa, vamos embora − Daryl me puxa depois de retirar minha flecha da testa do bicho.
Continuamos nossa caminhada até o rio e aproveito para beber água, não me atrevo a tirar os sapatos e molhar os pés como fiz uma vez, aqueles eram outros tempos.
−Acho que não sobrou muitos de nós, não é?
−Parece que não bruxa, o que nunca vou entender.
−É estranho não sermos mais o topo da cadeia alimentar Daryl se aproxima de mim −Acha que isso é uma resposta da natureza, sei lá, uma seleção natural por conta da super população? Daryl me olha pensativo, tinha um leve sorriso no rosto.
−Muitas teorias bruxa, mas só podemos especular, não acho que um dia vamos ter uma resposta.
−E talvez nem mesmo importe.
Qualquer que fosse o motivo eles ainda continuariam ali, nos assombrando todos os dias, que diferença faria a razão de sua existência?
No caminho de volta, Daryl caça um coelho e eu mais dois esquilos, queria um cervo e não perco as esperanças.
−Podemos voltar, quero caçar um cervo um dia, antes que esses monstros comam todos!
−Vamos voltar sempre, até quando não for mais seguro.
−Um dia nada vai ser mais seguro, acho que já não é.
O dia chegava ao fim quando avistamos os muros da prisão, Maggie faz barulho no portão para chamar os zumbis quando caminhamos para dentro.
−Como foi a caçada? Ela pergunta sorrindo.
−Nada demais Respondo sem muito animo Mas vamos voltar!
−Certo agora me digam que merda foi essa de colocar Glenn nesse tal de conselho? Ela pergunta e olhamos para ela Ele está quase me transformando numa secretária, logo vai querer uma sala só para ele, não fala em outra coisa.
−Dê um desconto, é só o primeiro dia, Glenn gosta de controlar as coisas e quando põe uma coisa na cabeça fica ansioso.
−Certo Mary, vamos ver como isso funciona, adorei a ideia, deviam começar esse conselho julgando o que a Carol te fez! Ela me diz quando Daryl caminhava para falar com Rick e Carl um pouco mais longe Mary se fosse com qualquer uma seria horrível, mas com sua história isso foi monstruoso.
−As pessoas não fazem coisas assim e ficam impunes Maggie, vai ver que logo as coisas acontecem. Depois o conselho não é a corte marcial, é só um jeito de tornar as decisões importantes para o grupo mais democráticas.
−Está certo!
−Maggie podemos conversar um pouco? Aproveito que Daryl está longe e ela abre seu melhor sorriso.
−Oba!!! Vamos falar de sexo?
−Acho que sim − Respondo constrangida.
−Quer ir na minha cela, é mais reservado e podemos ficar só eu, você e o Daryl atrás da porta como de costume — Ela brinca e no fim tinha razão ele mesmo já tinha admitido ter feito isso, acabo rindo.
−Melhor aqui fora, vamos nos sentar longe de todos, assim ninguém nos escuta, se bem que se ele me perguntar eu conto.
−Toda sincera, eu não conto tudo ao Glenn! Ela brinca quando nos sentamos no chão longe de todos, Daryl me olha acena de longe indicando que iria para o chuveiro e apenas concordo com um movimento de cabeça.
−Maggie eu... É sobre a torre, o que tem de tão especial, qual a diferença de estar lá e estar na cela?
−Nenhuma! Ela me responde sorridente Está com medo de ir lá com ele?
−Morrendo.
−Que tolice, é só uma brincadeira, as celas sabe tem um monte de gente dormindo em volta, e de dia é meio perigoso você sabe, alguém pode entrar, lá é mais sossegado só isso.
−Só! Eu fico confusa Quer dizer vocês não fazem coisas...
−Mary não seja tola, claro que fazemos coisas... Ela ri de mim O clima deixa a gente mais tranquilo e isso acaba influenciando um pouco, mas não é diferente de como é quando você transa na cela, mas admita, ás vezes não quer sei lá, dizer o nome dele e fica com medo de alguém te ouvir, e tem a cama toda pequena, lá você tem mais espaço, pode experimentar outras maneiras.
−Esse é o ponto, não sei fazer isso, fico achando que ele vai pensar que sou uma boba, já falei isso com ele, o que faço para agradar o Daryl?
Maggie me olha um pouco fica pensativa, suspira e depois de um tempo me sorri.
−Se você fosse outra pessoa, sei lá a Beth por exemplo, eu poderia dar umas dicas, mas sabe Mary, você é especial, por conta das coisas que te aconteceram no passado Ela aperta minha mão, me acalmando um pouco Não é uma crítica nem nada assim, mas se te disser para fazer isso ou aquilo e isso de algum jeito te ferir, te fizer mal, vai andar para trás entende?
−Acho que sim.
−Olha o Daryl é tão legal com você, paciente, carinhoso, é surpreendente que ele consiga ser assim já que por fora ele parece meio rústico demais, mas com você ele não é, e tenho certeza que só está superando tudo isso porque ele sabe lidar com você, então porque não deixa tudo isso de lado e simplesmente sobe lá na torre com ele.
−E deixo acontecer? Eu pergunto Como da primeira vez?
−Isso, no fim foi tudo perfeito não foi?
−Mais que perfeito! Eu suspiro Você está certa, não quero ficar com medo de tudo, tenho melhorado muito e ele não vai me achar sem graça, ele disse que me ama tantas vezes, isso é o que importa para dar certo não é?
−Sim! Ela responde e dessa vez sou eu quem aperta sua mão.
−Obrigada!
Seguimos para dentro da prisão, quero fazer isso, quero crescer de uma vez e parar de ter medo de tudo, vou com Daryl até a torre, e não vou ter medo de demonstrar o que sinto.
Vou para o banho, só volto a encontrar Daryl no refeitório, na hora do jantar, ele caminha para mim com aquele andar de quem quer encrenca e um meio sorriso no rosto, fico com o coração pulando.
−Onde esteve?
−Com a Maggie.
Jantamos juntos, Patrick se senta conosco, é um menino alto de óculos e um sorriso agradável, olha para Daryl como se ele fosse um herói desses de revista em quadrinhos, me deixa orgulhosa, Arthur se junta a nós, ele também é jovem, mas deve ter por volta de vinte anos, tem cabelos dourados e parece sempre meio tímido, Beth se junta ao grupo e Daryl me olha achando estranho estar de repente cercado de adolescentes, dou de ombros, que posso fazer se ele parece meio que o super herói da prisão?
Os garotos ficam um pouco conosco depois do jantar, falando de suas vidas de como se encontraram de tudo que já perderam e depois cada um segue para sua cela.
−Vamos bruxa! Daryl me puxa pela mão em direção ao nosso bloco de celas e eu paro no meio do caminho juntando toda coragem do mundo.
−Não quero ir para nossa cela, eu... Me forço a olhar para ele, se desviar meus olhos ele vai achar que estou com medo e vai me dizer não Eu quero ir até a torre com você.
−Mary nós não precisamos. Ele me diz acariciando meu rosto e isso só me faz ter mais certeza do que quero.
−Eu sei, por isso quero ir, por que não precisamos.
Ele fica me olhando um pouco sem sair do lugar, acho que está decidindo se deve ir ou não e então eu o puxo de leve pela mão.
−Vem! Convido e ele sorri, passa o braço sobre meu ombro me puxando para ele, me beija e depois seguimos para a torre, meu coração saltava, entre a ansiedade e o receio.
Assim que chegamos lá em cima eu observo a noite, respiro o ar puro, fecho meus olhos sentindo a brisa leve trazer o perfume da floresta e o sinto me enlaçar pela cintura, me encosto em seu peito e descanso minhas mãos sobre as suas que estavam apoiadas na minha barriga.
−É bonito não é? Ele concorda com um movimento de cabeça que posso sentir atrás de mim E tranquilo.
−Tem razão, aqui é um bom lugar.
−Gosto que esteja aqui comigo.
−Gosto de estar aqui com você.
Ele afasta meus cabelos e beija meu pescoço, meu coração acelera imediatamente, sempre reajo a seu toco no instante em que acontece.
Seus lábios percorrem meus pescoço lentamente, seguem para nuca e depois o outro lado, me deixando arrepiada e com as pernas bambas, eu me movimento para ficar de frente para ele e ele toma meus lábios num longo beijo, minhas mãos seguem para seus cabelos, me curvo sentindo meu corpo se encaixar ao dele, nos afastamos um pouco, vejo fogo em seu olhar, mas não tenho medo, Daryl me ama, nunca vai me machucar e essa certeza me tranquiliza.
−Tão linda! Ele sussurra em meu ouvido Minha rosa cherokee!
Me sinto fraca, ele me deixa assim, derretendo, com borboletas no estômago, como um dia disse a ele.
−Daryl! Eu digo seu nome ele me traz para mais perto dele, morde meu lábio num doce castigo, minhas mãos saem dos seus cabelos só para passearem por suas costas, e depois irem avidas de encontro aos botões da sua blusa, ele não para de me beijar, e só se afasta quando cheia de coragem eu tiro sua blusa e ele faz o mesmo com a minha que voa para longe, gosto de sentir o contato de sua pele com a minha, não tem nada errado em gostar de estar ali, eu sou dele e isso torna cada toque sagrado e certo.
Sua boca deixa meus lábios, caminham pelo meu pescoço e alcançam meu seio, gemo e sim é bom não me preocupar com o barulho, ele volta para meus lábios e começamos a tirar a calça, nos afastamos, estranhamente estou tão envolvida por seus olhos que não sinto vergonha, só quero voltar logo para seus braços e então quando estamos nus ele me puxa para o colchão no chão, me deita com cuidado, fica me olhando, seus olhos passeiam pelo meu corpo e é como uma caricia, depois seus dedos refazem o caminho, eu o quero, quero retribuir.
−Quero tocar você! Digo com a voz rouca pelo desejo, ele sorri quando puxa minha mão para tocar seu peito se deita ao meu lado e me deixo experimentar a sensação de toca-lo sem medo e sem pressa.
Ele gosta disso, eu penso quando o vejo fechar os olhos e aproveitar meu toque, depois ele me puxa para ele, me beija e está sobre mim, e agora tudo fica mais urgente, quero senti-lo dentro de mim.
−Daryl quero você! Eu peço e ele atende meu pedido, arfo de prazer quando começamos a nos movimentar.
−Minha Mary! Ele sussurra no meu ouvido Tão linda!
−Gosto de ser sua! Eu digo enquanto nos movimentamos lentamente, ele me beija, depois rola para o lado me leva com ele e sem me dar conta estou sobre ele, espalmo minhas mãos em seu peito, enquanto ele tocava meu corpo não consigo desviar meu olhar, estou completamente hipnotizada, Daryl se senta sem diminuirmos os movimentos me puxa para um beijo, passo meus braços sobre seus ombros ele beija meu pescoço, meus seios, nunca senti nada parecido com isso, como pude ter medo?
−Amo você! Ele me diz e fico emocionada, ele me beija de novo e nos deitamos, mais uma vez sinto o peso de seu corpo sobre o meu.
E então me sinto sair do corpo, sempre foi bom, mas dessa vez é inexplicável como se flutuasse junto com ele e apenas me entrego a doce sensação de ser dele e de estar inteira, como nunca me senti antes.
Ficamos em silencio, arrebatados pelo que aconteceu, demoro a me recompor, mas minha respiração volta ao normal junto com minha pulsação e ele me abraça, todas as vezes que fazemos amor eu fico emocionada que ele nunca me afaste, que continue me aninhando em seus braços, é nessa hora que me sinto amada, que ele mesmo sem saber, me deixa claro que não sou um objeto que se usa e depois joga fora.
−Maggie mentiu! Eu conto a ele que se mexe para me olhar com uma sobrancelha de dúvida erguida Ela disse que era a mesma coisa, nem de longe é a mesma coisa que na cela.
Daryl ri despreocupado e detesto que o mundo esteja acabando e que lá em baixo os mortos caminhem.
−Não é o lugar bruxa! Ele diz me beijando É você, é ter se deixado levar.
−Espero que sim, se não acho que devíamos vir morar aqui! Ele me olha surpreso.
−Quem é você e o que fez com a minha Mary? Brinca.
−Sou eu aqui, apenas mais feliz que todos os outros dias da minha vida.
−Ok! Faça as malas, vamos morar aqui!
−As pessoas vão comentar se fizermos isso e a Maggie vai mandar o governador vir com tudo explodir a torre com a gente nela.
−Pode apostar nisso!
Rimos juntos, ele brinca como de costume com uma mecha dos meus cabelos, olhávamos para o céu a noite estava nublada, quase não tinha estrelas, um vento frio começava a soprar e mesmo assim me parece a noite mais linda que já vi, e sei que isso é porque estou nos braços do meu amor.
−Amor a noite não está... quer dizer Daryl, desculpe, foi só que estava pensando...
Ele se vira fico deitada com ele sobre mim mais uma vez, ele afasta meus cabelos me beija.
−Quer me chamar assim não é?
−Às vezes quero! Sou honesta, nunca vou mentir para ele Mas foi sem querer, estava pensando em você que estou nos braços do meu amor e...
−Shiu! Ele me beija quando sente que estou confusa e um pouco envergonhada Está tudo bem Bruxa, me chame assim se quiser, mesmo na frente dos outros, não me importo.
−Não, eu sei que não gosta, está tudo bem.
−Certo, é sempre honesta comigo, então vou pegar um pouquinho dessa honestidade emprestada, gosto quando faz isso e afasta um pouco os gaviões, está cheio deles agora.
−Gosta? Eu fico emocionada, queria tanto poder mostrar para todos que eu o amo, que somos um casal.
−Sim! Ele diz enfático Agora pare de me fazer dizer essas coisas melosas, sou um Dixon.
−E Merle está rolando de rir! Rimos juntos, era estranho poder brincar assim com isso, mas acho que Merle não se importaria, uma de suas poucas qualidades era a capacidade de rir de si mesmo.
−Está com os olhos brilhantes, gosto de te ver assim, feliz, uma bruxa de lindos olhos brilhantes, dois potes de mel!
−Olha lá, está sendo meloso, e não fui eu que provoquei Ele me beija o pescoço.
−Eu sei, acho que vou ter que me conformar como isso, sou um cara meloso! Ele suspira me fazendo rir E a culpa é sua, se esses mortos me vissem assim...
−Já disse mais de uma vez os zumbis não te respeitam!
−Eles morrem de medo de mim, sou uma cara mal, meloso e muito mal!
−Amor Eu o chamo e fico meio corada quando digo isso ele sorri Podemos passar à noite aqui, quero ver o dia amanhecer?
−Podemos, mas vai ter que me manter ocupado e não, não vamos contar carneirinhos.
−Jogar cartas? Eu pergunto antes de ter minha boca tomada pela dele.
Dormimos agarrados, acordo muito cedo e fico assistindo o dia amanhecer, a respiração de Daryl na minha nuca, adoro estar ali, nunca me senti tão fora de órbita, foi a noite mais alucinante e maravilhosa da minha vida.
Nunca me senti tão dele, fico repassando tudo que fizemos, e foi tudo bom, mais que isso, acho que vou ficar um pouco tímida quando ele acordar, mas mesmo assim foi perfeito.
Sinto os lábios dele roçarem meu pescoço, me arrepio toda e ele me vira para ele, quando me dou conta estamos de novo entregues, é a primeira vez que fazemos isso pela manhã é um bom jeito de começar o dia, eu penso.
Maggie me sorri piscando de longe quando nos encontramos para o café, depois Daryl segue com os outros homens para terminar o portão, eles tinham preparado um portão que se abria com cordas.
Eu ajudo Beth a cuidar de Judith, Carl se senta do meu lado, nos olhamos calados, ele suspira.
−Quer falar?
−Mary, meu pai acha que sou um garotinho, que vou fazer uma burrada a qualquer minuto, quer que fique por ai sem nada para fazer, nem a guarda do portão posso fazer mais.
−Me deixa ser bem honesta com você? Ele me olha Sabe passamos um bocado de coisas juntos, eu e você, nossa visita a enfermaria, e Judith Prefiro não dizer nada sobre Lori, dói nos dois.
−Pode Mary, mais ninguém além de você pode.
−O Rick ama você e tem muito medo de que algo te aconteça, não estou falando de zumbis, sabe disso, ninguém pode garantir nada sobre isso, mas ele tem medo que um dia você esqueça de como as coisas são, ou eram, que ainda existe o certo e o errado, e que mesmo quando fazemos as coisas de modo errado, temos que assumir isso.
−Como quando ele pensou em entregar a Michonne?
−É, ele nunca se defendeu disso, não disse que era o certo.
−Eu sei, mas eu estou sendo punido pelo que fiz no dia do ataque, quis proteger a todos.
−Vê, acho que quando puder admitir que errou ele te devolve a arma e suas funções, não esqueça do que sua mãe disse, se parecer errado não faça, se parecer fácil, não faça!
−Eu me lembro, me lembro todos os dias, de cada palavra.
−Isso é bom, eu também me lembro todos os dias.
−Ele quer que conviva com os outros meninos, mas não me encaixo, não sou mais criança.
−Não!
Ficamos em silencio, ele retira o chapéu de xerife da cabeça.
−Não preciso mais disso, não sou mais o que era quando comecei a usar, não quero ser, mas também não sou só um menino como os outros que tem aqui.
−Vou te contar um segredo, o Daryl é bem rústico, como a Maggie diz, mal humorado, fechado não é? Ele concorda sorrindo Mas ai vai o segredo, quando estamos sozinhos ele é todo meloso comigo! Carl ri com gosto É sério, ninguém é uma coisa só, a graça é tentar equilibrar tudo, devia dar uma chance aos garotos, pelo menos os maiores.
−Vou guardar o chapéu Mary, e fazer o que está me pedindo. Mas sabe que um dia, e talvez nem demore muito eu tenha que voltar a usá-lo.
−Obrigada! Eu o abraço, cada dia isso era mais fácil para mim, ele retribui É o que digo, ninguém é uma coisa só, e sim, talvez você tenha que voltar a usá-lo.
Carl me deixa sozinha com Judith que dormia docemente em meu colo, não sabe como o mundo é agora, não imagina o quanto ainda vai ter que lutar.

Notas finais
Ainda não sei como faz para ficar com a mesma formatação de antes então se acharem que ficou ruim assim me avisem para ver se aprendo. Aguardo os comentários, nunca dei tanto F5 na minha vida! Beijos