Apocalipse - A Era Dos Mortos

42 Capítulo 42 - Conselho


Notas iniciais
Mais um capítulo espero que gostem.

Pov – Daryl

Gostei de trazer pessoas, de ajudar, de dar alguma esperança, já estivemos nas ruas, sei o que é achar que está tudo perdido, me sinto bem em mudar isso para alguém, e devo isso a Mary, ela está de algum jeito me mudando, me dando calma.

Não sou mais tão explosivo, agora consigo pensar um pouco, passo tanto tempo sendo cuidadoso com ela que acabo sendo cuidadoso com todos, acho que no fim isso é bom, sempre achei que passaria a vida sozinho e depois do apocalipse de ter corrido até Mary e salvo sua vida entendo que posso apenas abrir espaço e deixar outros entrarem.

A morte de Merle também tem um pouco de responsabilidade pelo que estou me tornando, não quero viver com todo aquele ódio como ele viveu, quero ser diferente dele e estou conseguindo, aos poucos estou conseguindo.

−Não vamos conseguir fazer muito – Digo ao Glenn quando terminamos de recolher os destroços da torre três, mas acho que dá para tampar um pouco e limpar.

−Já é o bastante, a outra torre está melhor, mas essa é a mais afastada, gostamos daqui!

−Hum! Eu concordo – Entendo, o que tem demais nesse lugar?

−Honestamente é só uma questão de espaço físico e bem... Você sabe, as paredes da prisão tem ouvidos, aqui podemos apenas... Não precisa ser tão silencioso, se é que me entende! Ele ri um pouco constrangido, balanço a cabeça concordando, não ser tão silencioso pode ser bom.

−Sei o que quer dizer.

No fim da tarde o lugar estava razoável, no frio seria um problema, mas como o inverno ainda nos estava dando um tempo podia dar certo, quem sabe Mary quisesse fazer uma visita ao lugar, eu pelo menos quero, Maggie faz tanta propaganda.

Encontro Mary no refeitório, os olhos brilhantes brincando com nossa pequena bravinha, paro de longe apenas para apreciar aquela cena, gosto de ver como ficam perfeitas juntas.

−Você mudou muito! Rick me desperta e apenas olho para ele.

−Todos mudamos.

−Você mais do que todos os outros, sei que Mary é a responsável.

−Acho que sim – Dou de ombros, ainda sou fechado com todos os outros, completamente diferente de como sou quando estou sozinho com Mary.

−Os sobreviventes que trouxe, acho uma boa ideia trazer quem encontrar, mas vamos tomar algum cuidado, deixar em alerta até termos certeza de que estão do nosso lado.

−Claro, eu sei que tem muito a fazer aqui, mas vamos sair amanhã de novo.

−Acho que é preciso, pensei em colocarmos umas armadilhas na floresta, eu sei que não é seu jeito de caçar, mas pode ajudar, conhece alguma técnica?

−Todas, mas tem razão não é meu jeito de caçar, de qualquer modo posso preparar algumas, temos muitas bocas para alimentar, podemos fazer.

−Ótimo! Ele me olha – Daryl obrigado pelo que está fazendo, eu acho que agora preciso dar um tempo, assumir minha filha, cuidar dela e colocar Carl de novo nos eixos, quero ficar um pouco aqui, me afastar das decisões.

−Eu sei, não se preocupe, temos boas pessoas agora.

−Parece que sim, vamos construir um bom lugar.

Rick me dá as costas e segue para o pátio, eu posso entender suas necessidades, ele de algum jeito nos trouxe até aqui e perdeu tanto que merece um descanso.

Mary me vê e sorri, ela fica simplesmente perfeita sorrindo, é como se o sol surgisse.

−Como foi lá? Me pergunta.

−Ficou razoável, Maggie e Glenn vão passar a noite de vigia! Brinco e ela sorri tímida de novo, meu coração mais uma vez descompassa.

−Maggie deve estar muito feliz.

−E estou, amanhã empresto para vocês.

Maggie surge do nosso lado e brinca com Judith, podemos ficar todos assim horas olhando aquele bebê.

Carl passa por nós de mal humor, vai demorar para ele aceitar a decisão do pai, nem mesmo eu aceito muito, tenho medo por ele, gosto muito dele, ficamos amigos, é só um menino, mas eu admiro o quanto é forte.

Durante o jantar Michonne nos avisa que não vai conosco, tem outros planos, quer buscar o governador e vai nos deixar, Carl mais uma vez resmunga, ninguém gosta muito da ideia, mas ela é livre para fazer o que quiser.

−Vai voltar não é? Mary pergunta e ela afirma.

−Vou, pode apostar, é só uma busca, não vou muito longe.

Pessoas passam caminhando com seus pratos, é como na pedreira, me sinto responsável por alimentá-los, Mary se recosta em mim, foi um dia longo, como tem sido todos, afinal. Saímos cedo, encontramos sobreviventes, e depois nos separamos, ajudei Glenn enquanto ela trabalhou aqui dentro.

−Cansada?

−Um pouco, estive arrumando a biblioteca com a Beth e o Hershel, foi bom ter encontrado aquele lugar, mas estava uma sujeira.

−Gosta de ler não é, me disse uma vez.

−Muito, era um jeito de fugir da realidade.

−E espantar a solidão, eu lia muito principalmente quando Merle sumia, ou ia preso.

−Somos mesmo parecidos! Ela me diz – Está preocupado em como vamos cuidar de todos não é?

−É estranho, mas sim, eu estou, quando fomos naquele telhado atrás do meu irmão e o Glenn foi sequestrado, os caras cuidavam de um abrigo, se lembra?

−Sim, você me contou que estava cheio de idosos.

−Eu pensei, que bando de idiotas, esse monte de velhos, não vão durar mais que uns meses, porque se esforçam tanto?

−E agora tem as mesmas preocupações! Ela me abraça sorrindo – Fico feliz que tenha mudado.

−É estranho, não sei de onde veio toda essa preocupação com as pessoas.

−Abriu espaço para se envolver com elas, isso é uma coisa boa, mesmo sabendo que todo dia alguém nos deixa, mesmo com medo de tudo que podemos perder isso é bom, não quero passar por isso sem aprender nada.

−Estamos aprendendo, os dois estamos! Eu beijo minha garota – Mas amanhã vamos sair cedo, Sasha vem conosco, já que Michonne vai partir.

−Tem vontade de ir junto? Eu olho para ela, odeio o que aquele infeliz fez com meu irmão, mas não estou disposto a arriscar tudo que temos em busca de uma vingança.

−Não, não acho que vale à pena.

−Mas se fosse eu iria com você, ainda tenho medo de me deixar.

−Eu sei que tem, mas não sei como posso fazer você entender que não vai acontecer.

−Acho que eu tenho que resolver isso sozinha, acreditar mais em mim, mas não consigo, sempre espero pelo pior.

−E eu te deixar é o pior? Eu a puxo para mim e ela sorri concordando com a cabeça, mas estamos no meio do refeitório e só o que posso fazer é dar um beijo leve em Mary.

−Queria caçar um pouco, podemos fazer isso quando voltarmos amanhã? Ela me pede com aquele jeito Mary de ser.

−Sim bruxa, se tudo correr bem e chegarmos cedo podemos!

Pego minha garota pela mão e a levo para nossa cela, ficamos tempo demais longe e quero beijá-la como ela merece.

Estar com Mary em meus braços é sempre perfeito, ela é delicada e carinhosa, me olha nos olhos, sorri para mim, e se entrega, ainda fica tímida, mas gosto disso, gosto de tudo nela, penso na torre, que seria bom tê-la assim, sem me preocupar com as pessoas a nossa volta.

Ela fica deitada em meus braços, enrolada em mim, a respiração agora suave, estamos em silêncio, queria poder arrumar melhor esse lugar, deixar a cela mais confortável para ela.

Fico pensando o que meu irmão diria se me visse preocupado com coisa tolas como essa, riria de mim, mas amo minha garota e acho que isso inclui dar o melhor para ela, sinto raiva de não ter feito nada antes, das coisas que podia ter dado a ela quando ainda tínhamos um mundo.

−Estou com medo de ir com você na torre − Ela me diz num fio de voz, sem olhar para mim.

−Então não vamos, não quero que tenha medo de mim, já disse que vai ser sempre do seu jeito!

Ela se aperta a mim, não me olha, sei que cada paço que Mary dá para se recuperar das coisas que passou é uma vitória, mas também sei que é difícil.

−Não é esse tipo de medo que está pensando, não estou com medo de você, eu tenho medo de não corresponder, de não saber como... Antes de você... eu não sei como fazer entende? Ela suspira trava sua luta pessoal para tratar desse assunto – Daryl, eu quero que goste de mim, mas... eu sei que com tudo que sabe sobre mim deve achar que sei coisas, mas não sei, era só medo e ficar quieta.

−Eu sei disso Mary, isso tem que acontecer naturalmente, não precisa saber nada, cada um é de um jeito, é sempre diferente não é, cada vez que estamos juntos é especial, mas nunca é igual, não precisa se preocupar, além disso, não precisamos ir até lá se não está pronta, amo você e estou feliz com o que temos.

−Acontece que quero ir! Ela me diz e me deixa confuso – Quero estar lá com você, quando me toca, quando estamos aqui assim, eu gosto, sabe a lista das coisas que Mary gostas, quero ir, saber como é esquecer do mundo a nossa volta, apenas tenho medo de você esperar demais.

−Você é linda sabia? Eu beijo minha Mary, a garota mais doce que conheço – Quer ir? Ela apenas afirma – E não tem medo de mim?

−Não, amo você.

−Então não se preocupe com o resto, você não precisa fazer muito para me deixar maluco, pode apostar.

−Você é especial.

Beijo Mary, adoro que ela simplesmente dividia tudo que sente comigo, é graças a isso que a cada dia ficamos mais próximos, e que estamos aprendendo e nos descobrindo.

Saímos cedo na manhã seguinte, a cidade mais próxima ficava a quase duas horas de carro, no caminho recolhemos todo combustível que encontramos, estamos em dois carros, Eu dirijo um e Sasha o outro.

−Daryl acha que podemos parar numa dessas lojas de departamento? Mary pede – Queria encontrar mais roupas de cama, são tantas pessoas.

−Sim senhora, uma loja de departamentos é uma ótima ideia, vamos ver se tem alguma na cidade.

A cidade estava tranquila, e por sorte encontramos uma loja de departamentos, nos reunimos na porta de vidro e bato na porta.

−O que foi isso? Sasha me pergunta.

−Vamos ver se é seguro, esperamos uns minutos e se tiver muitos logo descobrimos.

Um zumbi surge na porta, usava uniforme de segurança, ainda carregava um cinto com cassetete e uma arma.

Abrimos e acerto minha flecha, depois começamos pegando suas armas, incluindo o cinto, Mary pega um carrinho junto com Maggie e as duas garotas saem as compras, eu, Glenn e Sasha nos olhamos.

−Garotas! Sasha brinca, o térreo estava tranquilo, as prateleiras estavam bagunçadas, indicando que muitos já estiveram por ali, o mais estranho era que a parte mais destruída era justamente a de eletroeletrônicos, quando tudo começou, quando as lojas começaram a ser saqueadas tudo que as pessoas queriam pegar eram as tvs de plasma e aparelhos eletrônicos, celulares, computadores, um bando de estúpidos, mas seguimos nosso caminho, uma vez ou outra olho para Mary que parecia ocupada com suas compras, mas nunca distraída.

Recolhemos muitas coisas, ferramentas, lanternas, óleo para os carros, baterias, lampiões para iluminar a prisão, diesel, cordas, fios, material de caça e depois seguimos para o departamento de higiene, Maggie e Mary vão para o de alimentação, Glenn segue com elas, procuro ficar atento.

Elas recolhem muitas coisas pelo sorriso no rosto de Mary posso ver que tudo ia bem, terminamos o andar de baixo, levamos tudo para o carro.

−Vamos subir? Sasha pergunta e decidimos arriscar, as escadas rolantes estavam paradas, dois corpos estavam caídos pelo meio de uma delas, subimos pela outra, todo o lugar era cheio de araras de roupas, espelhos e provadores, era mais difícil de enxergar se um zumbi surgisse e fico perto de Mary.

Maggie estava olhando roupas quando ouvimos seu grito, me viro e um zumbi tentava pega-la, ela o empurrava com as duas mãos e antes que pudesse me mexer Mary enfia sua faca na cabeça dele, passou pelo meio das araras e chegou primeiro que todos, Maggie empurra o corpo da mulher e respira aliviada.

Outro zumbi surge saindo de um dos provadores e depois outro, uma porta nos fundos começa a ser forçada e apenas deixamos o lugar.

Assim que ganhamos as ruas zumbis surgiam dos dois lados, coloco minha besta nas costas, não vou gastar flechas, Andamos até os carros e apenas um nos alcança e dessa vez Sasha da fim a ele.

Pego mais uma vez a estrada em direção a prisão, o carro estava cheio, não fosse o susto com Maggie tudo teria sido perfeito, assim que chegamos os moradores se juntam para descarregar o carro.

−Eu ajudo senhorita! Arthur Wade um dos rapazes que salvamos no dia anterior se oferece sorrindo quando vê Beth carregando umas caixas, ela sorri de volta, olho para Mary que parecia contente.

−Que foi? Pergunto e ela me olha com os olhos brilhantes.

−Acho que Beth gostou dele!

−E fica feliz com isso?

−Muito, achei que Beth podia estar interessada pelo Rick.

−O Rick, que maluquice! Ela ri da minha cara de espanto quando caminhávamos para dentro de mãos dadas.

−Não tem nada de errado com ele, o problema é que acho que ele não esqueceu a Lori.

−Como assim não tem nada de errado com ele? Pergunto meio irritado, o ciúme sempre me dominando.

−Ele é um bom homem, e se fosse descomprometido ela poderia ter uma chance, mas acontece que não é e acho que é bom que alguém apareça e afaste Beth dessa ideia.

−É só isso que acha dele, um homem bom?

−Daryl, eu amo você, sim é só isso que acho dele, não consigo achar mais nada em homem nenhum por que só quero você e não presto atenção nos outros! Ela diz muito calma acho que já entendeu que assim como ela tenho meus limites, acabo relaxando e a puxo para um beijo.

−Certo! Nos sentamos no refeitório, Sasha, Rick e Glenn se sentam conosco.

−Com licença! Uma senhora se aproxima do grupo – Eu preciso saber quem cuida de tudo aqui, tivemos um problema no nosso bloco, uma pequena confusão por conta da comida.

−Acho que todos cuidamos um pouco! Rick responde.

−Eu pensei que era como em Woodbury, não temos um líder?

−Não, como é seu nome? Rick pergunta.

−Emma, mas desse modo as coisas podem se complicar, precisamos de alguém que tome as decisões importantes, quem sabe você, está sempre cuidando de todos.

Ela me olha e pisco assustado com a ideia, eu o cara que cuida de todos, definitivamente ela não me conhece, nem imagina quão paciente posso ser para resolver problemas.

−Desculpe, não posso e não quero fazer isso, mas prometo que vamos dar um jeito nisso.

−O que aconteceu? Mary pergunta carinhosa, a mulher era idosa e parecia muito gentil.

−Temos que vir comer aqui, eu me sentia fraca ontem e minha netinha me trouxe comida, mas algumas pessoas não gostaram, isso é confuso para nós porque antes éramos mais independentes.

−Acho que a cozinha de vocês é tão boa quanto a nossa e podemos dividir os suprimentos e ficam mais livres.

Mary dá a ideia e ela sorri carinhosa.

−Ai está uma boa solução, devia se candidatar a líder! Ela sorri para Mary que abre e fecha a boca sem conseguir dizer nada.

Ela deixa nosso grupo e nos olhamos no fundo ela tinha razão, alguém precisava assumir responsabilidades e Rick já tinha deixado claro que não estava mais disposto a fazer isso.

−Como lidamos com isso agora? Sasha questiona.

−Uma eleição? Glenn brinca – Mary já tem um voto.

−Nem pensar, que ideia, nunca fui boa nem para te dar conselhos.

−Isso é verdade! Ele ri sei que Glenn é apaixonado pela namorada e que Mary e ele são apenas amigos, mas não consigo evitar ficar com ciúme.

−Mas agora você tem a Maggie para dividir segredos! Eu o lembro e ele concorda meio sem graça.

−Conselho! Mary diz sorrindo – É isso, Rick se lembra quando disse que devíamos decidir tudo juntos?

−Sim Mary, acho que é assim que deve ser.

−Teria funcionado bem se fosse apenas nós, éramos em dez pessoas, mas agora, se cada decisão que formos tomar tivermos que reunir todos isso vai virar uma confusão, pensei que podíamos ter um conselho, gente que pudesse se reunir e tomar as decisões importantes em nome de todos.

−Brilhante! Glenn não esconde a admiração, faço uma careta, ele nota – Quer dizer foi uma boa ideia.

−Concordo, um conselho, apenas precisamos decidir quem vai fazer parte dele! Rick nos lembra.

−Eu vou! Carol se anuncia e nem tinha notado sua presença – Não quero ninguém decidindo minha vida, ajudo o grupo, cuido das coisas aqui dentro e mereço fazer parte desse conselho.

−Tudo bem Carol! Rick concorda e eu olho para Daryl que me aperta a mão – Acho que Hershel também devia fazer parte ele é sempre muito sensato, e Daryl já que é quem coordena as saídas dos grupos de busca.

−Sasha tem uma boa relação com os novos moradores, ao menos os que vieram de Woodbury, seria bom que os representasse, tenho certeza que se sentiriam mais seguros com isso! Mary diz e concordamos.

−E você também Mary! Glenn comenta – Primeiro porque acaba de mostrar que sabe ser prática.

−Além disso está envolvida tanto no grupo que sai quanto no grupo que ajuda aqui, sabe das coisas que acontecem a sua volta.

−O Glenn também devia participar, é meio maníaco por controle, e muito organizado! Acabo tendo que admitir.

−Ok! Rick se levanta – Então é isso, temos um conselho e acho que já podemos avisar a todos e depois devem se reunir e tomar decisões.

−E você? Glenn o questiona sem acreditar que ele pretendia ficar de fora.

−Podem contar com minha colaboração, mas quero ficar fora disso tudo um pouco.

Ele nos deixa, Carol encara Mary e sei que vamos ter muitos problemas a cada decisão por que ela vai fazer questão de ir contra Mary em qualquer que seja sua opinião.

−Vamos conselheira, prometi uma caçada e é isso que vamos fazer! Pego Mary pela mão e ela sorri muito contente.

−Acho que podemos nos reunir amanhã, talvez na biblioteca, o que acham, depois do café, para nossa primeira reunião, temos que decidir muitas coisas, como o conselho vai funcionar, como vamos lidar com os problemas, quantas vezes vamos nos reunir...

−Não disse! A cabeça de Glenn já trabalhava a todo vapor, eu sabia que seria assim – Amanhã Glenn, amanhã! Eu e Mary nos afastamos ainda ouvindo os planos do mais novo e irritante conselheiro do grupo da prisão.

Mary está com sua besta nas costas e eu com a minha, levamos uma pistola cada um e o dia ainda estava claro, tínhamos pelo menos umas três horas antes da noite chegar, seria uma boa caçada.

−Acha que consigo? Ela me pergunta.

−Claro que sim, tem boas ideias e sabe ser prática.

−Pode ser, de qualquer modo quero estar com você, principalmente agora que Carol decidiu fazer parte disso, ela é cheia de artimanhas.

−Com ciúme? Eu brinco com ela.

−Claro, e tem a Sasha também, ela é bem bonita, não acha?

−Sei lá, nunca pensei sobre isso! Respondo a mais pura verdade, mas Mary me olha atenta quando saiamos para floresta.

−Não mesmo?

−Está duvidando de mim? Eu a envolvo e ela afirma – Sério, acha que fico olhando para outras?

−Outras? Ela fica chocada – Não sei não, quem mais você acha bonita?

−Quem mais você acha bonita, você que disse que ela era bonita, não eu? Começo a ficar com medo de dizer a coisa errada, mas adoro Mary assim com ciúme.

−Merle disse que tinha muitas mulheres, não é como ele é? Ela para no meio da floresta com as duas mãos na cintura me olhando muito brava e preciso me controlar para não rir, acho que aquilo era mesmo sério para ela – Porque se for como ele eu... eu... sei lá, apenas se lembre do caldeirão borbulhante!

−Não sou como ele.

−E não fica olhando para as outras?

−Nunca! Exclamo muito determinado.

−Tem certeza, tem umas mulheres bem bonitas e sem compromisso agora.

−Não gosto de mulher bonita, namoro uma bruxa se lembra? Eu puxo Mary para meus braços e ela sorri – Não tem mais ninguém para mim bruxa só quero você.

Eu a beijo, e ela me envolve pelo pescoço, retribui o carinho, mas preciso me afastar, estamos na floresta, não podemos baixar a guarda.

−Vamos caçar conselheira! Nos afastamos e pegamos a besta nas costas com movimentos sincronizados, rimos disso e seguimos mais para dentro da mata.

Notas finais
Aguardo os comentários. beijos