Apocalipse - A Era Dos Mortos
38 Capítulo 38 - Perdas e ganhos
Notas iniciais
Primeiro queria muito agradecer a recomendação que recebi da Sonhadora Dixon, fiquei muito emocionada, principalmente porque adoro sua fic, Obrigada por recomendar, por acompanhar com tanto carinho sempre comentando.
Esse é o último capitulo da terceira temporada, mas não vou entrar direto com a quarta, vou deixar minha imaginação voar um pouco para contar do meu jeito como tudo chegou até o momento em que começa a nova temporada, não sei quantos capítulos, mas vamos ver, isso eu decido de acordo com o que forem comentando.
Espero que gostem!
Pov – Daryl
Nunca tive ninguém do meu lado num momento como esse, ninguém nunca me estendeu a mão e eu nunca achei que fosse querer dividir uma dor como essa com mais ninguém, mas é Mary, e quero que esteja comigo agora, pego sua mão, não me sinto constrangido por estar assim diante dela, ela sabe o que sinto, pode me compreender, Mary também não é inteira.
Acho mesmo que nesse momento só a doçura de Mary pode me fazer ficar de pé, eu a envolvo, ela assim como eu, precisa chorar sua perda, Merle era um pouco dela também, e ela tinha a melhor parte dele, ficamos uns minutos assim, apenas abraçados chorando.
Acontece que esse mundo é cruel para os que estão vivos, não se pode mais afundar na dor, é preciso ficar alerta, a cada esquina o perigo nos ronda e precisamos nos recompor.
Respiro fundo, controlo minhas lágrimas, e me afasto de Mary apenas o suficiente para poder olhar em seus olhos, ela seca as próprias lágrimas, depois faz o mesmo com as minhas.
−Precisamos sair daqui! Eu digo a ela.
−Está pronto para seguir em frente?
−Segurei sua não foi, vamos aguentar firme, prometo! Eu beijo seus lábios – Obrigado por estar aqui, ninguém nunca esteve, nem mesmo Merle!
−Ele está agora, fez por você, para lhe dar uma chance!
−Eu sei, Merle nunca fez nada assim!
−Pode perdoa-lo não é? Eu confirmo com a cabeça – Precisa fazer isso para que tenha valido a pena o que ele fez, do jeito dele Merle quis concertar as coisas com você!
−Ele podia apenas ter pedido desculpas, teria sido suficiente! Eu desabafo.
−Mas então não seria o Merle! Ela me diz se recostando em mim, eu a aperto em meus braços, de novo grato por ter chutado aquela porta.
−Vamos, as coisas mal começaram a acontecer, queria poder chorar por ele, mas não posso fazer isso agora!
Ela concorda com um movimento de cabeça e partimos, tomo cuidado para não olhar para ele, não quero levar comigo aquela imagem, caminhamos um pouco de mãos dadas, mas logo zumbis aparecem e temos de nos afastar para detê-los, depois seguimos em frente.
Penso se teríamos mais uma noite, se não eram essas as nossas últimas horas juntos, se fosse eu não podia reclamar, nunca achei que teria alguém com quem quisesse passar meus últimos momentos, mas agora sei o que quero, quero apenas que seja dela meu último olhar, para poder levar comigo os olhos dourados de Mary.
−Nunca quis tanto viver como quero agora! Eu digo a ela quando avisto a prisão – Por Merle, por nós, por vingança, só pelo desafio de dizer ao manda chuva dessa merda toda que ele não pode nos pegar, que não adianta, nós não vamos nos render!
−Então faça isso, viva! Ela me diz e sorri, mas é um sorriso triste, não gosto de sorrisos tristes, eu a puxo para perto, e caminhamos em silencio, me preparo para dizer a eles que meu irmão está morto, para ver em seus olhos que sentem muito por mim, mas que tudo bem por ele.
Glenn me abre o portão, estão todos reunidos no pátio, ficam de pé nos olhando entrar, sabem o que aconteceu, nem preciso dizer, mas quero fazer isso, quero dizer uma única vez com orgulho que Merle fez uma coisa grande, que fez por todos e que precisa ser perdoado, Glenn se recusou a fazer isso mais cedo, eu o entendi na hora, nem mesmo pude rebater suas palavras, mas agora sou eu que vou deixá-los em silencio.
−Merle foi sozinho atrás do governador, pelo que encontrei lá levou zumbis com ele, derrubou muitos homens, sei que o governador vem, mas não tem mais seu exército, Merle o pegou primeiro!
−Sinto muito Daryl! Rick me diz, eu sei que sente – E ele?
−Morto! Respondo de cabeça erguida, pela primeira vez orgulhoso.
Ficamos todos em silencio, um longo minuto, uma homenagem ao cara que tirou todos do sério ao menos uma vez, que fez uma merda atrás da outra uma vida toda, e que morreu como herói, só ele podia fazer algo estupido assim.
−Daryl, Mary! Rick começa – Eu conversei com todos, disse que não quero mais ser o líder de ninguém, que isso é sim uma democracia e que temos que decidir juntos o que queremos para nossas vidas, que só o que quero é que de qualquer modo fiquemos juntos, para viver ou morrer.
−É o certo! Eu concordo, ele não tinha que carregar todo o peso nas costas.
−Ótimo, a maioria votou e queremos lutar por esse lugar, mas não vamos decidir nada até ouvir a opinião de vocês dois – Ele olha para Mary – Mary?
−Quero ficar e lutar, eu não quero mais fugir e Merle morreu para nos dar uma chance, sua morte seria em vão se fugíssemos.
−Certo, Daryl?
−Se fugirmos agora vamos fugir para sempre, temos que lutar e acabar com isso de uma vez, ele está fraco agora, está vindo sem mais da metade do seu exército, vai trazer gente indefesa e despreparada, podemos vencer.
Traçamos um plano, retirar tudo e dar a ideia a eles que fugimos, convidá-los para as tumbas e contar com a ajuda dos zumbis, Beth, Hershel e Carl ficariam na floresta com a Bravinha, preparados para seguir sem nós se fosse o caso, ou esperar até o confronto terminar, nem me atrevo a pedir a Mary que fique com eles, ela nunca aceitaria.
Carl quer lutar e está de péssimo humor quando se afasta para juntar suas coisas, Mary suspira olhando em volta.
−É um bom lugar! Me diz com os olhos marejados – Vou arrumar nossas coisas.
Ela se afasta, encontro o olhar de Michonne ele está alerta sobre mim, preciso acabar com esse mal estar se ela vai ficar conosco agora.
−Não acho que tenha culpa sobre o que aconteceu com meu irmão, e fico feliz que ele tenha desistido! Ela concorda com a cabeça, não falava muito, mas percebo seu olhar suavizar, vou preparar minha moto.
Carl passa com sua mala de má vontade, não olha para ninguém.
−Eu nunca vi ele tão bravo, até mesmo com a Lori, ele se fechou! Glenn diz a Rick próximo a mim.
−É só uma criança, ele vai esquecer! Ouço Rick responder, não acho que qualquer um de nós possa esquecer tudo que nos aconteceu.
Mary traz nossas coisas, ninguém tinha realmente nada de muito valor, tudo que cada uma dessas pessoas tinha na vida cabia em uma mochila que se podia levar nas costas.
−Vou levar a moto, vem comigo! Eu peço a Mary, não quero ficar um minuto sem ela, tenho medo que tudo comesse e estejamos separados, ela sobe na moto, e levamos para a floresta junto com o carro.
Depois eu assisto ao abraço de despedida que dá em Beth, e meu coração se aperta quando ela pega a Bravinha no colo, ela aspira seu perfume e beija suas bochechas.
−Seja forte, pequena! Diz a ela e depois entrega a Beth que tinha lágrimas nos olhos.
−Você também! Hershel diz e ela o abraça.
Voltamos e assumimos nosso posto nos corredores sombrios da prisão a espera de nossos inimigos, Glenn e Maggie ficariam nas passarelas, Rick e Carol ligariam os alarmes, eu e Mary soltaríamos as bombas de fumaça e começaríamos a confusão, Michonne faria o mesmo do lado oposto do corredor.
Ficamos numa cela escura, ela suspira e me abraça, eu acaricio seus cabelos, uma onda de medo me invade, ou vencemos ou morremos aqui, não posso imaginar o mundo sem Mary, ele ficaria ainda mais feio e sem vida.
−Foi uma grande aventura, não é? Ela me diz – Obrigada! Sua voz embargada.
−Uma aventura muito louca e intensa! Eu digo com o coração aos pedaços – Você fez valer à pena cada segundo!
−Sobre as coisas que Mary gosta, amar você é a preferida! Ela me diz e sinto um nó na garganta.
−Amo você bruxa, você e seu caldeirão borbulhante! Eu a beijo e então ouvimos os tiros, as explosões, ela se aperta a mim e depois quando o barulho cessa nos afastamos atentos, ficamos em silencio.
Sei que virão até nós, o governador não vai resistir a escuridão da tumbas, a mórbida curiosidade de ver mais sobre a morte, ouvimos os passos, eles entram, caminham armados e assustados eu penso.
Olho para Mary que está com a arma em punho enquanto eu fico com as bombas, estamos prontos, eles seguiram exatamente para onde queríamos que fossem e então eu solto a primeira bomba enquanto o alarme dispara, os atordoa, desespera, mais uma bomba, as metralhadoras pipocam suas balas para todos os lados e então os zumbis pela primeira vez nossos aliados surgem cercando o governador e seu exército ficam desnorteados.
−Cessar fogo! Ele gritava – Cessar fogo! Seus soldados, pessoas comuns que nunca se viram numa situação como aquela se desesperam, atiram para todos os lados, estou atento em Mary, não posso me perder dela.
Atiramos, Mary tem uma visão fantástica, acerta seus alvos mesmo em meio a fumaça, e eles começam a fugir, agora era com Maggie e Glenn, torço para estarem bem.
Os tiros recomeçam do lado de fora, eu, Mary e os outros seguimos para fora, quando chegamos eles fugiam como os covardes que eram.
Nos reunimos no pátio, mas ainda não podíamos comemorar.
−Conseguimos! Rick diz – Expulsamos eles!
−Devíamos seguir atrás deles! Michonne comenta.
−Acabar com isso! Eu concordo.
−Mas já acabou, eles saíram daqui fugidos! Maggie interpõe.
−Não podemos arriscar ele não vai parar!
−Tá levamos a luta para Woodybury e dá última vez quase não conseguimos voltar! Maggie se preocupa.
−Eu não me importo! Respondo, quero viver e principalmente agora que tenho Mary quero muito viver, mas não podemos viver escondidos e com medo, se for para morrer, é melhor que seja agora e lutando.
−Vamos ver os outros! Rick nos chama, sigo com ele para buscar a moto e ele o carro com o resto da família, depois de garantirmos que estavam bem pego Mary pela mão.
−Quer ir? Pergunto.
−Preciso, não vou ficar longe de você e não quero mais sentir tanto medo por todos, acho melhor acabar com isso de uma vez.
−Nesse caso vamos de moto eu e você.
Começamos a nos preparar, Rick para um minuto com Carl eles tem uma conversa difícil dá para sentir.
Estamos prontos, é hora de pôr fim a essa maldita guerra de um jeito ou de outro.
−Rick nós não vamos, não sabemos onde o governador está se voltar vamos segurar ele! Glenn comunica.
−Só nós quatro! Eu comento – Está bem! Ele até que tinha razão, subo na moto depois de olhar firme para minha garota, uma lutadora cheia de coragem é isso que se tornou.
Pegamos a estrada, depois de um tempo vejo o comboio do governador parado, apenas os carros e zumbis comendo corpos, Mary acerta uma flecha assim que desce, eu pego outro, Michonne corta duas cabeças, estamos ficando bons nisso, tomar a prisão mais de uma vez nos deixou muito preparados.
Nos olhamos sem saber bem o que está acontecendo, foram atacados? Mas por quem, então alguém bate no vidro do caminhão logo atrás de mim e me assusto, quando nos viramos uma mulher estava lá, abrimos ela desce e nos olha assustada, para qualquer um de Woodbury somos a imagem do demônio.
−O que aconteceu? Rick pergunta, ela tem muitas armas apontadas para sua cabeça.
−O governador ficou louco quando fugimos, quando nos recusamos a voltar! Ela está sozinha rendida e acabamos por abaixar as armas – Ele matou todos, eu fiquei de baixo de um corpo, foi assim que me salvei.
−Para onde ele foi! Pergunto cansado dessa merda de governador maluco!
−Não sei! Ela responde, nos olhamos perdidos.
−Conhece a Andrea? Mary pergunta – Sabe se ela está bem, se ficou em Woodbury?
−Ela não está com vocês? Agora a mulher parece confusa – Ela pulou o muro e todos achamos que tinha ido ao encontro de vocês! Continua, era obvio que ele a perseguiu.
−Vamos para Woodbury, procurar por ela e ter certeza se aquele canalha fugiu ou se foi reunir mais gente com alguma outra mentira sobre os psicopatas da prisão! Eu chamo e todos concordam.
Ela segue conosco, vai no carro com Rick e Michonne, deve estar apavorada.
Já era noite quando chegamos, paramos o carro longe e somos recebidos a balas evidente, coloco Mary atrás de mim, e nos abaixamos atrás de um carro depois de revidar, haviam apenas um homem e uma mulher de guarda, como Karen a mulher que encontramos nos garante, e eles pareciam não ser os melhores no quesito acertar o alvo.
−Tyresse, sou eu, não! A mulher grita e Rick a puxa para baixo.
−Karen! Ele grita eles conversam, ela conta o que o governador fez e Rick em mais um de seus acessos de bom policial se rende e detesto isso, Mary me olha e faço que não para ela, mas no fim não tem outro jeito, nos aproximamos do portão de mãos para cima, os dois surgem e nos encaram, Rick explica que estamos atrás de Andrea e entramos, seguimos direto para onde um dia Glenn, Maggie e mesmo eu estivemos presos, é estranho andar pelas ruas de Woodbury, pisar naquele lugar que um dia foi a casa de Merle, o lugar onde ele acabou se transformando no que o levou para a morte.
Está tudo silencioso e abandonado, não tem mais a imponência que tinha quando chegamos aqui atrás de resgatar uma parte da nossa família.
−Ele prendia pessoas aqui? Tyresse pergunta chocado.
−Fazia muito pior do que isso! Eu o aviso, essa gente precisa entender com quem conviviam.
Vemos um rastro de sangue saindo pela porta, Mary paralisa já com lagrimas nos olhos, tinha algo acontecendo ali e nos preparamos para o pior.
−Vai abrir ou não? Michonne pergunta ansiosa e Rick abre.
A primeira coisa que vemos é um homem caído, um zumbi, morto e depois Andrea encolhida num canto, nos aproximamos todos, Michonne segura sua mão, Rick se ajoelha diante dela e Mary me abraça assustada.
−Eu tentei impedi-los! Ela nos avisa.
−Está com febre? Michonne pergunta.
Ela mostra uma mordida no pescoço, nunca vamos ganhar de verdade, sempre tem que haver um porém, uma perda que nos arraste para a escuridão.
−Judith, Carl e o resto deles? Ela pergunta preocupada.
−Nós, o resto de nós! Rick a lembra, não consigo me esquecer de como éramos inocentes, dos sonhos de que um dia tudo acabasse, quando ainda estávamos na pedreira, da fuga do CCD, de nossa busca esperançosa por Sophia, da morte de Dale nos unindo, e então ela se perdeu, mas nunca deixou de fazer parte disso, ninguém que viveu aqueles momentos conosco deixou.
Mary respira fundo tentando prender o choro, mostrar a ela sua força, elas se olham e sorriem uma para outra.
−Que bom que achou eles! Ela diz a Michonne que concorda chorando e é estranho ver aquela mulher que nunca demonstrou suas emoções entregue as lágrimas – Ninguém pode sobreviver sozinho agora! Andrea nos lembra.
−Eu nunca pude! Respondo porque era a mais pura verdade, aguentei muito sem nunca fugir por que nunca pude suportar a solidão, era assim antes e continuei depois, a diferença é que antes eu me sujeitava a uma vida miserável por medo dessa solidão, Merle entrando e saindo só para tê-lo por perto, mas agora tenho minha garota e não estou sozinho de nenhuma maneira.
−Posso fazer eu mesma? Ela pede sabendo que está chegando a hora e acho que faria o mesmo, não quero que ninguém carregue esse peso por mim – Eu preciso, enquanto ainda posso! Rick acaba por entregar a arma a ela.
−Eu não vou a lugar nenhum! Michonne se recusa a deixa-la e ela nos olha uma última vez.
−Eu tentei! Ela diz.
−Tentou! Rick responde antes de deixarmos as duas amigas sozinhas para passarem por aquilo.
Mary me abraça assim que fechamos a porta, ficamos a espera, é mais uma perda, tenho medo de um dia simplesmente parar de sentir, abraço Mary forte quando o tiro ecoa, ela esconde o rosto em meu peito e só o que me resta é manter meu amor em meus braços, sem nenhuma promessa.
Hoje estamos vivos, não sei até quando, mas vamos aguentar firme, ficar juntos, e aguentar firme, isso é tudo que nos resta.
Michonne sai da sala uns minutos depois e sei que perdeu tanto quanto eu hoje, e foi o mesmo homem que nos tirou isso, esse elo de algum modo nos uni, posso sentir isso.
−Vamos embora! Rick diz quando chegamos as ruas vazias da cidade agora abandonada.
−E nós? Karen pergunta.
−Sim, temos velhos e crianças aqui, nós três não podemos manter esse lugar, ficar aqui é uma sentença de morte! Tyresse avisa e nos encaramos indecisos.
Por muito tempo ficamos sozinhos, e nos acostumamos com isso, mas não podemos nos iludir, para sobreviver precisamos de pessoas, e chega de deixar pessoas para trás eu penso quando encaro Rick.
−Podemos fazer! Eu digo – É o certo.
−Mary? Rick pergunta a ela, eu sei que pessoas assustam Mary, mas ela apenas confirma com a cabeça, acima do medo está sua humanidade, Michonne também concorda e está decidido, vamos levar os moradores de Woodbury conosco.
Eles se preparam, recolhem tudo e pegamos um ônibus que parecia preparado para uma fuga, depois pegamos a estrada quando a noite chegava ao fim.
O sol surgia cheio de bons presságios quando Maggie e Glenn nos abrem o portão, estão todos surpresos, as pessoas começam a descer, uma nova vida se anuncia, não sei quanto tempo até o inferno vir nos visitar mais uma vez, mas agora nesse minuto estou bem, estou em casa, tenho minha família e minha garota está em meus braços o resto fica para depois, às vezes os dias no apocalipse tem suas horas esticadas de maneira interminável, esse foi um desses dias.
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