Apocalipse - A Era Dos Mortos
35 Capítulo 35 Conversas e preparativos
Notas iniciais
Mia Reedus esse é para você em agradecimento por estar sempre por perto, muito obrigada.
Obrigada a todo mundo que lê e comenta e os que leem e não comentam também, afinal o importante é ler né!kkk
Pov – Mary
Rick não chegava e Daryl vai trocar a guarda com Glenn eu fico perambulando pela prisão e encontro Merle sentado numa cela, ele parecia entediado e de mal humor, entro e me sento, ele me olha sorri sem muita vontade.
−Pelo visto não encontrou nada! Eu digo para tentar puxar assunto.
−Ainda não, mas não desisti!
−Quando tudo isso acabar, vai ficar aqui, não é? Ele me olha balançando a cabeça.
−Vamos todos ficar aqui cunhadinha, ninguém vai sair daqui com vida, vamos apodrecer nesse lugar! Ele diz de má vontade – Se for inteligente convence seu namoradinho a pegar a estrada!
−Eu não posso, temos um bebê aqui, ela precisa desse lugar, sabe como é lá fora!
−O Governador vai nos matar, um por um, ele tem muitas armas e homens!
−E nós temos coragem e união! Eu tento convence-lo, mas pela gargalhada dele isso é uma tolice.
−Garota, você não existe, estava na cara que meu irmão ficaria caidinho por você! Ele me diz – É toda certinha como ele, o que vence guerra é bala!
−Se tem tanta certeza que vamos perder porque ainda não foi embora? Eu pergunto, acho que ele nunca vai responder, mas mesmo assim pergunto, Merle fica calado um tempo, depois me olha, está tenso.
−O cara era um canalha, eu tinha que me mandar! Ele diz – Mas deixei ele para trás, ele tem razão eu fiz isso, agora não vou fazer de novo!
−Está aqui para lutar com a gente e acho que sua ajuda faz muita diferença!
−Aqui ninguém me dá ouvidos, nem meu irmão, ele é mais ligado no Rick! Seu tom é de deboche, mas soa como ciúme – Eles são iguais, coração mole, dois molengas que não vão sobreviver nessa merda muito tempo!
−Eu te dou ouvidos e o Rick é sim um homem bom, ajudou o Daryl muito, e Daryl ajudou ele, passamos por muitas coisas nesse meses todos!
−Cunhadinha eu também passei, mas não fiquei mole por conta disso, esse tipo de fraqueza mata, ficar se preocupando com os outros mata!
−Mas você está preocupado com seu irmão?
−Disse tudo, irmão, meu sangue, mais ninguém me importa!
−Se por um milagre ganharmos! Eu pergunto sabendo que ele não tem nenhuma esperança – Vai ficar?
−Quem sabe? Ele diz se encostando na parede – Não sei se sirvo para esse lugar!
−Daryl ficaria muito infeliz se você fosse embora!
−Quando descobri as coisa que te aconteciam você já era grande, se soubesse antes teria feito alguma coisa! Ele me diz do nada e não sei por que está tocando nesse assunto, eu baixo o olhar, não quero pensar nisso – Fiz coisas que não me orgulho, antes e depois, mas isso eu nunca deixaria acontecer na minha frente!
−Eu sei! Respondo sem prolongar o assunto, ele parece estar se desculpando.
−Se vivermos talvez eu fique!
−Seria bom! Ele dá aquele sorriso cínico, que para mim é só uma proteção.
−Sabe que aquela velha quer roubar seu homem não sabe?
−Carol? Pergunto sabendo a resposta.
−Ela mesma, não se engane, ela não é mais aquela mulher do acampamento que tomava umas porradas do homem dela e ficava caladinha, ela adora um durão, quer que meu irmãozinho seja o novo Ed.
−Só posso tentar fazer o Daryl feliz e o resto é com ele!
−Com ele merda nenhuma, ponha aquela babaca no lugar e não deixa ela roubar o que é seu, ela é capaz de tudo! Eu fico olhando para ele sem acreditar nas coisas que ele estava me dizendo, acabo por sorrir.
−Eu amo seu irmão! Digo a ele que ri com gosto.
−Nem vem com essa conversa de mulherzinha para cima de mim, vou acabar vomitando! Ele diz – Quando foi que o molenga tomou atitude, quando começaram a se pegar?
−Vivia dizendo que a gente se pegava desde o primeiro dia? Eu estranho sua pergunta.
−Era só diversão, o cara é bonzinho demais para te pegar de jeito, se tivesse ido para minha barraca teria tentado logo de cara, mas ele aposto que demorou para tomar coragem, uma florzinha delicada isso é o que ele é!
−Foi na hora certa, por isso gosto tanto dele!
−Cadê as roupas que me prometeu, e não vem com aquelas roupinhas sem manga que o Daryl usa! Ele põe fim a nossa conversa.
−Merle você é chato! Eu brinco – Eu vou buscar.
−Ele curou você! Merle me diz quando saia da cela, abro meu melhor sorriso – Olha ai, antes tinha medo de tudo, nem abria a boca, uma esquisita!
−Ele me ama sabia?
Eu o deixo sozinho e estava seguindo para minha cela quando Carol me para no corredor.
−De papinho com o mal caráter, deixa eu te dizer, ele vai nos trair e você vai ser culpada, e seu namoradinho também!
−Merle nunca vai trair o irmão!
−Só está paparicando ele para ganhar pontos com o Daryl ou quer os dois irmãos para você?
−Está interessada no Merle? Eu não espero resposta, fujo dela.
Separo uma muda de roupas para o Merle e deixo na cela que ele estava dormindo, depois quando caminhava para encontrar Daryl, Rick finalmente chega, fico aliviada quando o vejo entrar, Carl vem rápido para perto de mim enquanto os homens traziam muitas armas para dentro já era quase noite.
−Olhe Mary, fui na minha cidade, olhe o que fui buscar! Ele me mostra uma foto dele com o pai e Lori, meus olhos se enchem de lagrimas na mesma hora, eu tinha tanto medo de Judith nunca sequer saber como era a mãe, ver Lori me traz tudo de volta, sinto saudade dela.
Eu e Carl trocamos um longo olhar, ele me abraça e me sinto bem, tiro seu chapéu só para poder dar um beijo naquela bochecha rosada de menino.
−Que bom, agora a bravinha sempre vai poder olhar para o sorriso da mãe!
Ele corre para contar a Beth e eu procuro o olhar de Daryl, ele me observava, sorri para mim quando passa cheio de armas nas mãos ficamos felizes com as armas, mas fica decidido que cuidaríamos disso no dia seguinte, comemos juntos, Rick nos conta sobre seu encontro com Morgan, o homem que o salvou e que de algum jeito nos deu esperanças, temos muitas armas e munição agora, talvez Merle agora começasse a ter mais fé, quem sabe.
Depois do jantar Maggie e Glenn assumem a guarda, Michonne e Merle estavam em observação e não podiam ficar de guarda, Daryl estava de babá de Merle e por isso Glenn e Maggie passavam quase o tempo todo de vigia, eu podia ajudar, tinha boa mira, e decido me oferecer.
−Posso render o Glenn e a Maggie e ficar de vigia um pouco! Daryl me olha pensativo.
−Depois trocamos com eles, não quero que fique sozinha lá fora.
−Certo! Ele sempre vai me proteger acima de tudo, gosto disso, me faz sentir importante.
Rick anuncia que pretende ir ao encontro do governador, detesto a ideia, me encosto em Daryl que me abraça e beija minha mão, me dizendo sem palavras para ter calma.
Depois do jantar nos separamos todos, eu vou com Daryl para nossa cela.
−Essas armas vão ajudar não é?
−Pelo menos agora temos uma mínima esperança! Ele responde quando nos deitamos – Ficou conversando com o Merle hoje, como ele está?
−Como sempre, eu acho, mas foi legal comigo, disse que talvez fique aqui depois que isso tudo acabar.
−Merle vivendo aqui conosco? Ele suspira – Não bruxa, Merle nunca vai ficar, ele só vai transformar esse lugar numa base, mas vai ficar entrando e saindo sempre, ele não consegue, viver aqui seria a morte para ele.
−Porque é uma prisão?
−Não porque é uma família, Merle não sabe viver assim.
−Você pode ensinar ele! Eu sei que eles se amam – Ele disse que está aqui por você, pode fazê-lo ficar, eu sei que quer isso.
−Está se esforçando muito por ele, isso é por mim, acha que vou sofrer se ele for embora?
−Acho, eu gosto do Merle, mas quero que ele fique por que o mundo acabou e se vocês tiveram a sorte de se reencontrar tem que ficar juntos a qualquer custo!
−Vamos primeiro enfrentar essa guerra!
−Pode ser que não aconteça, não estão indo conversar?
−Isso é bobagem, não tem conversa, aquele maluco só quer nos intimidar, mesmo que decidíssemos viver felizes sob seu domínio ainda assim ele nos mataria a todos!
−Estou com medo desse encontro! Eu o abraço.
−Hershel vai conosco, ele é um homem sensato, vai segurar meu gatilho e as loucuras do Rick! Ele me diz e só consegue me deixar mais preocupada.
−Eu quero que me prometa que volta!
−Prometo! Ele me beija – Ficou emocionada com a foto da Lori não foi?
−Muito, esse dia foi inesquecível para mim de muitas maneiras, queria muito que a bravinha tivesse ao menos uma chance de saber como a mãe dela era, fico feliz que ele conseguiu isso.
−Eu sei, agora que tal me dar um beijo, senti falta disso, você só quer cuidar do meu irmão maluco!
−Eu te amo sabia? Digo me abraçando a ele, não sei de onde ele tira essas ideias malucas de que mais alguém poderia me interessar.
Mais uma vez sou dele e mais uma vez me sinto completa, como pode ser assim, a coisa que mais me machucava é hoje o que me deixa mais feliz? A diferença é tão gritante Maggie tinha razão, eu só conhecia a violência, não tinha nada a ver com o que tenho agora, agora o que tenho é amor.
Daryl tem que partir, isso é horrível, me dá medo, medo de ele não voltar, o mesmo medo que sempre tive de um dia Daryl simplesmente não voltar, não quero e não posso viver nesse mundo sem ele, me despeço com toda minha tristeza exposta, não sei fingir que aguento.
Assisto sua partida com o coração apertado, depois me junto ao grupo para arrumar as armas, Merle está conosco, ele é diferente quando está perto dos outros, fica mais irritante que realmente é e somado a isso está a sua vontade de atacar, fazer algo, ele detesta esperar, obedecer normas, Merle vive de ação, essa é a maneira que encontrou de não sentir, todos precisamos de alguma coisa para suportar esse novo mundo, Merle escolheu a guerra.
−Atira bem não é cunhadinha, foi o que ouvi por ai, tem tiro de longo alcance! Merle está impaciente – Essa arma é a melhor para você! É uma arma pesada que nunca vi na vida, mas pego de sua mão, e faço mira, posso me acostumar com o peso eu penso.
−Vou lembrar disso! Aviso e ele volta a caminhar de um lado para outro.
−Carl! Glenn o chama – Leva isso para a entrada de carros e Beth coloca isso na passarela! Ele entrega caixas com munição – Se alguém ficar preso precisamos ter certeza que vai ficar com munição suficiente.
−Devíamos colocar tudo isso numa picape e ir encontrar o governador!
−Está dizendo para irmos lá e matar ele? Glenn pergunta de má vontade, me preocupo imediatamente, sei que os dois não se suportam, mas sei que tudo que Glenn quer é pôr um fim na vida do governador.
−Dissemos para o Rick e o Daryl que ficaríamos aqui! Michonne intervém, tem muita gente que odeia Merle e fico em alerta.
−Mudei de ideia, ficar de fora enquanto meu irmão está lá, não isso não está legal para mim.
−Três dos nossos estão em negociação, muita coisa pode dar errado! Glenn avisa.
−As coisas vão dar errado! Merle não suporta estar ali, eu sinto.
−Meu pai pode cuidar disso! Carl avisa corajoso e confiante.
−Seu pai vai estar com uma estaca na cabeça muito em breve! Ele diz e Carl deixa a sala.
−Merle, não fale assim com ele, ninguém sabe disso, podemos vencer! Eu digo e ele dá de ombros, sinto que se arrepende um pouco do que disse ao menino, já me sinto satisfeita.
−Não é a decisão correta, essa é minha palavra final! Glenn diz como que querendo medir forças com Merle, péssima estratégia eu penso, Merle não suporta ser desafiado.
Merle engole seco, está a cada minuto mais descontrolado e começo a me assustar, gosto dele, mas tenho medo de não poder cumprir o que prometi a Daryl, cuidar do Merle é muito difícil e isso fica ainda pior quando ninguém parece disposto a colaborar.
Cansado e de péssimo humor Merle começa a recolher armas, meu coração acelera, Glenn retorna.
−Você não vai! Ele avisa.
−Não preciso de autorização, não recebo ordens!
−Se vai viver aqui vai ter que ser nos nossos termos! Maggie o condena – Se a Michonne pode fazer por que você não pode?
Glenn se arma e para diante da porta e aquele medo que me domina e paralisa surge sem aviso, preciso fazer algo, mas apenas fico assistindo aquela confusão se formar.
−É o meu irmão que está lá! Ele esbraveja e eu tremo – Qual é o problema com vocês? E então ele e Glenn estavam se encarando diante da porta.
−Não vou deixar você ir!
Merle o provoca, joga na cara de Glenn o que o governador fez com Maggie o chama de covarde e quando vejo estão rolando no chão, Maggie e Michonne tentando separá-los, e eu como sempre imóvel, mas prometi a Daryl cuidar de Merle, pego uma pistola e sem pensar atiro para o teto e a briga acaba no mesmo instante, todos se separam me encarando receosos, me mantenho firme, embora quisesse me esconder e chorar.
Cada um segue para seu trabalho e vejo Merle tentar convencer Michonne, ela se nega para minha felicidade.
−Se for vai só e se as pessoas morrerem a culpa é sua! Ela se afasta e eu me aproximo, sou de novo a Mary que tem medo a que obedece.
−Merle! Eu o chamo e ele me encara de má vontade.
−Que é cunhadinha, vai me dizer que acha certo meu irmão se arriscar enquanto fico aqui?
−Seu irmão não é idiota! Eu digo sem olhar para ele – Devia lhe dar um voto de confiança, Daryl sabe o que faz, nunca faria nada que colocasse essas pessoas e risco, somos muito ligados uns nos outros.
−Essa merda de família feliz vai acabar antes do fim da semana!
−Pode ser! Eu respondo triste – Mas é essa a família que você tem agora, que depois de tudo te aceitou, nos dê uma chance!
−Parece que não tenho escolha não é? Ele resmunga – E pare de fazer essa cara, não foi aquele tiro ridículo para o alto que me fez parar, foi essa sua cara de Mary a esquisita, então volte a ser a garota corajosa! Merle me dá as costas e fico à espera de Daryl só quero seus braços.
Pov – Daryl
Detesto sair e deixar Mary, e detesto mais ainda deixar Mary e Merle, meu irmão não pensa duas vezes antes de fazer uma grande merda e vai acabar metendo Mary em algum problema, mas não tenho escolha, não posso deixar Rick sozinho nesse encontro e mesmo tendo sido preso e quase morto por aquele caolho de merda eu sou o que menos tem problemas com ele no momento, Glenn e Maggie não podem ir, Glenn não ficaria calado, Merle e Michonne nem pensar, só restou Hershel e eu, Mary seria útil por que atira bem, mas alguém tem que ficar de babá do meu irmão encrenqueiro, mesmo sendo Mary ainda tenho medo do que ele pode fazer isso porque Merle adora minha garota, mais do que imaginei que ele pudesse um dia gostar de alguém que não tivesse o precioso sangue Dixon, não sei que tanto valor ele dá a isso, o sangue de um crápula e uma bêbada, esse era o sangue Dixon.
Mary vai comigo até a moto, está com os olhos dourados assustados, ainda estranho que alguém possa se preocupar tanto comigo, eu a beijo antes de subir na moto e depois desapareço de uma vez por que a cada dia ficava mais difícil me afastar dela.
Rick segue de carro com Hershel, chegamos e o velho fica no carro enquanto eu e Rick damos uma busca no lugar, não estou disposto a cair em nenhuma emboscada do covarde.
Tudo parece limpo, encontramos um zumbi morto e só, o lugar era uma velha fabrica, com alguns galpões abandonados, mas que lugar não estava abandonado no meio daquele inferno?
Chegamos ao local do encontro, Rick entra e dou a volta para ficar de longe observando, o homem entra, faz uma cena e depois tira a arma, eu sei e Rick sabe que aquilo é só um teatro, o caolho de merda adora uma cena, devia ser ator antes do mundo acabar, ou vendedor que carros usados, o que é a mesma coisa.
Deixo os dois conversando e sigo em busca de problemas, encontro Hershel estacionando na beira da estrada.
−Eles já estão lá conversando! Aviso.
−Não vejo nenhum carro! Hershel comenta, assim como eu sabe que algo não vai bem.
−Tem coisa errada! Me dou conta, o tal governador não veio a pé se encontrar com Rick – Deixa o motor ligado! Um carro surge eu aponto a besta, Andrea desce com dois homens – Porque seu namorado já está lá?
−Ele está aqui? Andrea pergunta ao lacaio do governador caolho, ele confirma e ela entra deixando claro que não sabia de nada, era evidente que não passava do brinquedinho dele assim como um dia foi do Shane.
−Talvez seja melhor eu entrar! Hershel se oferece.
−O governador prefere conversar a sós!
−E quem é você? Pergunto ao engomadinho que fazia anotações num caderninho.
−Sou Milton! Ele responde voltando sua atenção para o caderno enquanto o outro me encarava com um ar superior que me irritava profundamente.
−Que ótimo ele trouxe o mordomo!
Começo um bate-boca quando sou chamado de capataz e como sempre Hershel cumpre seu papel de segurar meu gatilho, Andrea sai da reunião com cara de poucos amigos, o que deixa claro que as coisas estavam quentes e eu de saco cheio dessa merda, se vamos lutar porque não lutamos de uma vez?
O mordomo quer conversar, fazer amizade e trocar informações, um babaca metido a cientista.
−O chefe mandou esperar de boca fechada! O lacaio avisa.
−Não é mais governador? Eu provoco, já é duro não encher aquela cara estúpida de porrada como gostaria mereço ao menos uma provocação para passar o tempo.
−É bom conversarmos depois da batalha que travamos! Mordomo idiota eu penso.
−Chama aquilo de batalha?
−Foi assim que chamei eu registro tudo! Então era para isso o caderninho ridículo, quem sabe quando os zumbis aprendessem a ler fosse divertido, por que gente não tinha mais para aquela baboseira de deixar registrado nossa história.
Hershel concorda, claro que concorda, depois ouvimos zumbis surgindo e vamos ao encontro deles, o lacaio para do meu lado e não pretendo dar as costas para ele, muito menos proteger aquele babaca de zumbis.
−Vai na frente! Aviso, ele me olha, ficamos medindo forças e sei que estou me comportando feito um adolescente, Andrea passa por nós dois e pega o primeiro zumbi.
−Frouxo! Ele me provoca pegando o segundo com um taco de beisebol, não me importo, acerto mais um com minha besta e depois outro e já que ele quer mostrar força o outro eu atiro minha faca, ele me olha, nos respeitamos a partir desse momento, nos damos conta da babaquice que tudo isso representa.
Conversamos feito gente, encontro cigarros no bolso de um dos zumbis, acendo um, faz tempo que não fumo, não é um vício, é só um passa tempo.
O cara fala sobre todos que perdeu, esposa, filhos, como quase todo mundo.
−Que droga!
−Obrigado! Ele diz – Isso é uma piada, eles vão fazer uma cena e mais dia menos dia vão dar a ordem! Ele sabe disso tanto quanto eu.
−Eu sei! Respondo, devíamos estar do mesmo lado, mas isso é uma merda, num primeiro olhar talvez parece estarmos na mesma situação, mas não estamos, ele luta sem objetivo, apenas serve a um lunático, um ditador de merda, eu luto pela minha família, e nenhum de nós pediu por isso.
A reunião finalmente chega ao fim e Rick sai sem qualquer demonstração de que algo ficou decidido ao menos estou voltando para casa, para minha Mary, seja lá o que tivermos que enfrentar faremos isso juntos.
Mary corre para mim quando chego, eu a abraço, respiro aliviado assim como ela, Merle ao menos não matou ninguém, nem foi morto, já me sinto grato.
−Tudo bem? Pergunto.
−Sim, senti muito a sua falta! Ela me diz com os olhos dourados brilhando, minha garota, nem sei como fui ter essa sorte, entramos todos para nos reunirmos a Rick e ouvir o que afinal ele tem a dizer.
−Conversei com o Governador! Ele começa.
−Sozinho? Merle pergunta e Rick confirma com a cabeça – Devíamos ter ido quando havia chance! Merle diz encarando Glenn, já vi que as coisas não foram fáceis.
−Ele quer a prisão, nos quer fora, mortos, pelo que fizemos a Woodbury, nós vamos para guerra! Rick anuncia e sinto Mary se encolher em meus braços, Rick nos deixa.
Encaro meu irmão, queria poder dizer que essa guerra não é dele que pode partir quando quiser, mas não posso fazer isso, preciso de Merle como nunca precisei, preciso que ele me ajude a deixar minha garota viva, Merle me olha eu o conheço e sei que vai lutar ao meu lado, seu olhar é firme, meu irmão não foge de uma boa briga, nunca fugiu, e essa é a maior de todas, agradeço sem dizer nada e me afasto com minha garota, agora preciso acalmar Mary.
Ela me abraça quando ficamos sozinhos, eu a envolvo.
−Por favor, não me peça para me esconder e ficar segura! Ela me diz e era exatamente isso que queria fazer.
−Bruxa eu não quero que lute!
−Se eu não puder lutar, se tiver que me esconder, se um de vocês cair, qualquer um enquanto apenas me escondo, nunca mais vou poder viver, vai ser o mesmo que morrer, me deixe estar ao seu lado!
−Não temos realmente escolha Mary, você atira melhor que quase todos aqui, preciso que lute, mesmo que queira esconder você de tudo isso, preciso que esteja comigo, somos poucos perto do exército do governador, mas estamos lutando por um objetivo, isso nos torna fortes, não vou impedir você!
Ela me abraça, Mary tem muita coragem, mais coragem que qualquer um de Woodbury, eu só posso agradecer e rezar para que ela fique bem.
−Mas se lembre que me fez uma promessa!
−Eu vou viver! Ela me diz e depois sorri – Segurei sua mão se lembra? Ela continua carinhosa – Vamos aguentar firme, nós dois vamos!
Notas finais
Se possível comentem.
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