Apocalipse - A Era Dos Mortos
36 Capítulo 36 - Decisões
Notas iniciais
Espero que gostem.
Pov – Daryl
É tão bom estar ali com ela, ter Mary em meus braços, não sei quanto tempo ainda temos e algo me diz que tem mais nessa conversa de Rick com o governador, mas se ele não disse nada é porque não chegou a hora, enquanto isso vou apenas aproveitar o momento com a minha garota.
−Merle e Glenn brigaram! Ela me diz, estamos deitados juntos, ainda é dia a prisão está agitada e só nos resta ficar abraçados, penso que quando tudo isso acabar quero levar Mary nessa torre que Glenn e Maggie tanto gostam, vamos ver quais são as vantagens.
−Eu sabia que algo assim aconteceria.
−Dei um tiro no teto! Ela me diz e eu olho para ela sem acreditar – Queria parar a confusão, estavam rolando no chão!
−Parou com a confusão? Pergunto sorrindo.
−Sim, mas depois o Merle me disse que não foi por causa do tiro, foi porque fiz cara de Mary a esquisita! Ela me conta meio decepcionada – Nem devia ter gasto uma bala!
−Você é muito linda sabia? Ela fica sempre assim irresistível quando está em meus braços, é tão delicada, me dá vontade de nunca mais soltar – Não tem cara de Mary a esquisita!
−Fiquei morrendo de medo, acho que fiquei meio com cara de esquisita sim! Ela diz se enroscando em mim – Só queria que você chegasse logo!
−Mas no fim controlou eles! Consolo minha garota.
−Você pensa em mim quando está longe? Ela me pergunta mudando de assunto, não me olha, está corada como sempre fica quando está tímida, me deixa maluco – É que fico sempre pensando em você, lá na pedreira quando ia caçar eu ficava agoniada com medo de você não voltar e depois ficamos juntos quase o tempo todo e me acostumei, quando sai fico pensando em você.
−O que acha? Em me mexo para ficar de frente para ela.
−Acho que fica muito ocupado e nem se lembra de mim! Ela me diz e eu a beijo.
−Tem razão com todas aquelas zumbis muito mais bonitas que você, nem me lembro que existe! Ela franze o nariz daquele jeito Mary que eu adoro, mordo seu lábio e ela me abraça – Penso em você Bruxa, penso em você o tempo todo, até quando estamos juntos!
−Amo você! Quero ter Mary, mas não posso não agora com todo esse entra e sai, ficamos nos olhando e ela suspira – Queria que fosse de noite! Ela me diz com o rosto escondido, e ainda acha que não sabe como me seduzir, eu faço Mary me olhar trago ela mais para perto de mim e nos beijamos, um longo beijo, mas depois só me resta me afastar antes que seja impossível parar.
−Vamos, vou ficar de guarda um pouco e descobrir o que o Merle está fazendo, se ficar mais um minuto aqui, sabe que não vou resistir! Ela sorri e me beija depois descemos, fico de guarda com Merle ao meu lado, andando de um lado para outro, a cada segundo mais irritado e fora do controle, não tenho como não me preocupar.
−Vamos pegar esse cara, temos armas, e a prisão é nossa, sabemos como lidar com as coisas aqui, eles estão em terreno desconhecido e são apenas moradores, nosso pessoal é muito forte, todos corajosos.
−Não, ele ainda tem bons soldados, homens que sabem lutar, alguns eu mesmo treinei! Merle me diz — Aqueles caras obedecem cegamente.
−Porque não pode só acreditar um pouco, tem sempre que pensar o pior! Reclamo com ele, estamos sempre em pé de guerra, medindo forças.
−Vai a merda, senhor esperança! Ele põe fim ao assunto, Mary surge no pátio, caminha distraída e não nos vê – Ei! Merle grita – Ex cunhada! Ela se vira – Vem aqui ex cunhada!
−Para de irritar a Mary com esse papo de ex, ela fica preocupada! Eu reclamo quando ela se aproximava.
−Cara você está todo derretido! Merle me olha com nojo – Não te ensinei nada mesmo você tem razão, daqui a pouco vai sair por ai colhendo flores para ela!
Não tem como não lembrar da rosa cherokee e eu e Mary nos olhamos imediatamente.
−Que merda maninho! Ele esbraveja – Já fez isso não é? Eu nem acredito que é meu irmão!
−Você não tinha ninguém em Woodbury? Mary pergunta a ele.
−Tinha, eu tinha muitas lá, as mulheres estão todas sensíveis agora que o mundo está acabando todas querendo um carinho, um chega mais do velho Dixon.
−Nunca deu flores a elas? Mary continua sua entrevista.
−Cunhadinha eu dei muitas coisas a elas, mas pode apostar que nunca dei uma flor, sou um homem, não um príncipe encantado como meu irmãozinho aqui.
−E elas... Elas? Ela o olha meio incrédula – Mais de uma mesmo, quer dizer ao mesmo tempo? Merle ri com gosto – Elas nunca reclamaram?
−Garota elas estão vindo aqui armadas felizes por poder atirar em mim, o que acha?
−Entendo, devia ter dado flores então, talvez elas não estivessem tentando te matar agora!
Dessa vez sou eu quem ri da cara de bobo de Merle, ela conseguia deixa-lo assim desarmado, ele a encara uns segundos, depois me olha de má vontade.
−Vocês se merecem! Ele diz e ficamos apenas quietos os três assistindo a noite cair – Sabe que tem mais nessa história, que alguma conversa rolou nesse encontro, se o governador ainda não está aqui com seus homens é porque tem algo por trás disso.
−Vai dar tudo certo! Eu digo a ele e Merle nos dá as costas e caminha para dentro da prisão, com certeza vai procurar alguém para tirar do sério, nunca se cansa de perturbar.
−Ele tem razão sobre isso, Rick disse que vamos ter uma guerra, não devíamos estar todos a espera, quer dizer, a prisão está pronta, mas ficamos dispersos se o governador chegar de repente vai nos pegar desprevenidos, Rick é policial, sabe disso, se não estamos realmente de guarda é porque ele sabe que o Governador não vem, ao menos ainda não.
−Eu vou falar com ele, você está certa, mas não hoje, passei o dia esperando a noite cair! Eu puxo Mary para meus braços – E não fui o único! Ela cora e beijo Mary, não tem como fazer a guarda com ela por perto.
−Meu pai me mandou ficar aqui um pouco, podem entrar! Carl anuncia.
−Certo xerife! Mary brinca com ele – Já jantou?
−Já! Ele diz feliz com a arma na mão, não sei se acho isso muito certo para um menino, mas no momento precisamos de todos.
Caminho com Mary de mãos dadas, se encontrar Merle ele vai ficar chocado, mas Mary simplesmente não se importa com os comentários de Merle, talvez por que já tenha passado por muitas coisas, talvez porque simplesmente goste dele.
−Com fome? Ela pergunta sorrindo quando entramos.
−Não! Brinco com ela – Sou mal, se lembra?
−Sim, eu me lembro, um demolidor!
Depois de comermos fico um pouco com Mary conversando com Maggie e Glenn, eles conversam, eu estou apenas ali, ouvindo o assunto.
−Ele pegou a aliança de um zumbi, mas deu direitinho! Maggie mostra o dedo e faço cara de nojo, usar um anel de zumbi?
−Como fez isso Glenn? Mary pergunta.
−Cortei o dedo dela! O coreano responde sem graça, mas Mary parece encantada com o presente de Maggie as duas sorriam.
−E falou com meu pai também! Maggie conta – Agora é oficial, ele não me escapa! Mary sorri.
−Parabéns, fico feliz pelos dois! Ela diz se encostando em mim, toda derretida, nem pensar que arranco o dedo de um zumbi e coloco um treco desses na mão dela, se Mary quiser muito uma coisa assim posso ir a uma loja e pegar, mas um anel de morto nem pensar.
−Pessoal, melhor irmos dormir, amanhã ainda temos coisas para fazer! Hershel diz e agradeço profundamente, quero um tempo com minha garota e está cada dia mais difícil.
Ela sobe silenciosa e quando entramos na cela me sorri, puxo Mary para meus braços.
−Foi um gesto bonito não é? Ela me diz – O do Glenn?
−Está pensando no coreano? Eu pergunto de má vontade, mas Mary sorri.
−Não, estou pensando na Maggie, estou feliz que estão bem porque as coisas estavam difíceis para ela depois do que aconteceu em Woodbury.
−Entendo! Eu passo seus cabelos para trás e beijo seu pescoço, ela fica arrepiada, me abraça – Achei que estava derretida pelo que ele fez!
−Eu não, anel de zumbi acho meio estranho, mas foi bonito mesmo assim!
Eu beijo seus lábios e ela me olha com olhos brilhantes, meu coração acelera e sei que o dela também.
−O que acha de esquecermos o Glenn e a Maggie um pouco! Eu digo enquanto a empurro para nossa cama, ela andava de costas abraçada a mim, os olhos fixos nos meus.
−Nem sei quem são esses! Ela sorri e eu a beijo, Mary sempre fica assim quando estamos juntos, corada, com olhos brilhantes e um sorriso leve, ainda fica tímida, mas nunca com medo, Mary quer estar em meus braços, gosta de se entregar a mim, me deseja e isso é mais do que achei que teria um dia.
−Quis você o dia todo! Sussurro em seu ouvido.
−Eu também! Ela confessa completamente constrangida – Sempre... eu sempre quero ficar assim com você... eu...
Meus olhos estão pregados nos dela, ela se esforça para dizer como se sente, quer sempre me contar tudo, nunca guarda nada para si e isso nos torna cada dia mais ligados.
−Não precisa ter vergonha de me dizer nada bruxa!
−Eu gosto muito desses momentos, fico fora do ar e querendo que aconteça de novo!
−Eu também, por mim podíamos ficar nessa cela para sempre! Ela sorri e então eu a beijo, ajudo Mary a se despir, agora isso já não é assim um grande problema para ela, ainda fica tímida, mas não como da primeira vez.
Nos deitamos e ela me puxa para um beijo, toco sua pele arrepiada e macia, ela suspira, fecha os olhos aproveita meu toque, beijo Mary cada parte dela, decorando como um dia disse que faria, nunca sabemos quando vai acabar, talvez por isso seja sempre perfeito, por que nunca esquecemos que pode ser a última vez.
Mary se entrega, me toca, beija minha pele e sussurra meu nome, faço o mesmo, e estamos mais uma vez arrebatados, entregues a essa doce loucura que sentimos quando estamos juntos, que só Mary me faz sentir.
A ideia de que uma guerra estava nos alcançando nos deixa ávidos um pelo outro, não consigo tirar as mãos dela e só quando amanhecia, é que finalmente nos obrigamos a dormir um pouco, foi a melhor noite que tive, estou esgotado e se a guerra começar agora de manhã eu me rendo, mas estou feliz como nunca me senti antes, como não sei se algum dia vou me sentir de novo.
Acordo com o dia alto, Mary me olhava, abraçada a mim.
−Obrigada! Ela me diz com os olhos marejados – Não quero que acabe, mas se acabar você me salvou, não quando acertou aquela flecha em Jack, mas quando me deixou amar você, me fez feliz e nunca achei que poderia, apagou tudo de ruim que me aconteceu.
−Não acabou bruxa, temos muito que viver ainda! Eu a beijo de leve, não sei se isso é verdade, mas não posso deixar de acreditar – Eu te amo, também me salvou, me fez acreditar que tenho uma chance, me deu muitas coisas.
Ela se encolhe em meus braços e ficamos assim até que ela se acalme e então o dia começa, quase não ficamos juntos, arrumamos a prisão para receber nossos convidados, os corredores escuros, as tumbas, como chamamos ficam prontas.
Passo o dia assim ocupado, as vezes passo por Mary e lhe roubo um beijo, mas na maior parte do tempo, apenas trabalho, depois de noite ficamos juntos abraçados e silenciosos, assistindo as horas passarem, Merle não se mistura e mais uma vez eu e Mary passamos a noite entregues um ao outro.
Pela manhã deixo Mary com a Bravinha nos braços e sigo para conversar com Rick e Hershel, eu sabia que tinha algo errado e quando me chamam para uma conversa particular eu sei que tem coisa.
Estamos nas grades, aqueles zumbis de merda gruindo nas nossas orelhas, deixando de ser o centro dos nossos problemas graças ao merda do Governador caolho.
- O tal Governador, ele quer a Michonne! Ele me diz, eu sabia que algo assim estava acontecendo – Não tem outro jeito!
−Mais alguém sabe? Eu pergunto, não gosto disso, não sei ser esse tipo de cara, isso me machuca, me angustia – Vai contar para eles?
−Não até depois de estar feito! Não quero esconder isso de Mary eu penso – Temos que fazer isso hoje e em silencio! Aquilo é horrível eu me dou conta.
−Tem um plano? Questiono.
−Vamos dizer que temos que conversar longe dos outros! Ele me diz e isso parece ainda mais horrível para mim, quando eu passei do cara que caça garotinhas na floresta para o homem que prepara emboscadas para entregar mulheres para um maluco fora de si? Me pergunto.
−Cara não somos assim! Eu o lembro.
−Não, nós não somos! Hershel nos diz e se afasta, eu olho para Rick, tentando me decidir sobre isso, buscando um bom motivo para fazer parte disso.
−Se fizermos isso vamos evitar uma luta e ninguém mais morre! Ele me dá um bom motivo, Mary viva, e a bravinha e todos eles, meus amigos minha família e quem sabe meu irmão, temos uma chance, acho que talvez possa viver com isso, de qualquer modo vou ter que aprender, não vou deixar Rick sozinho logo agora.
−Está bem! Concordo por fim.
−Vamos precisar de mais alguém! Ele me diz e sei que fala de Merle.
−Eu falo com ele! Concordo, mesmo sem querer envolver Merle nisso sei que precisamos dele.
−Não eu falo! Me ofereço para seguir com ele, mas Rick se nega e suspiro talvez eles tenham mesmo que conversar e longe de mim meu irmão fica menos metido a valente, não fica se sentindo obrigado a me mostrar o quanto é forte e corajoso e o quanto sou só um menino tolo, como ele sempre tenta me fazer acreditar e até Mary chegar na minha vida era como me sentia.
Deixo Rick segui para fazer o que é preciso e vou encontrar Mary, ela está ocupada ajudando todos com o trabalho de deixar a prisão pronta, amo Mary, não quero que se envergonhe de mim, mas quero menos ainda que descubra depois que estiver feito.
Ficamos sozinhos numa cela, ando de um lado para o outro tenso, ela me olha assustada, sabe que tenho algo a dizer.
−Daryl, o que foi? Me pergunta está assustada – Fiz algo que não gostou?
−Não bruxa! Respondo parando diante dela, ela entendeu quando tive que tirar aquelas confissões inúteis do garoto na fazenda, mas não sei se pode entender algo assim – Eu vou fazer algo que não gosto, mas não acho que tenha uma escolha.
−Entendo! Ela está de pé diante de mim parada me olhando – Às vezes parece que não podemos escolher, foi assim quando teve que deixar sua casa, ou quando teve que seguir a diante quando não encontrou o Merle no telhado, quando teve que tirar confissões do Randall, mas cada uma dessas coisas foi uma escolha.
−Sim! Eu sei! Ela tem razão.
−Quando deixou sua casa queria viver, quando continuou mesmo sem o Merle queria que eu vivesse, quando fez Randall confessar queria que todo o grupo ficasse seguro, agora seja lá o que for é por muito mais que isso não é? Temos um bebê, seu irmão está aqui, e essa é nossa casa, lutamos por cada pedaço desse chão, então se o que vai fazer é assim tão sério tem que escolher se vale mais do que isso!
−Uma vida! Eu digo a ela que caminha até mim e me abraça.
−Ele quer MIchonne, não é isso? Ela arrancou um olho dele e matou o zumbi, a criança dele, filha não é isso? Ouvi ela contando!
−Sim, é isso que ele quer!
−Eu não sei o que pensar, gosto dela e ela está aqui lutando conosco, podia ter ido, mas ficou, fez muito por nós, mas de qualquer modo, se seguir adiante com isso, eu estou aqui, para dividir isso com você, embora não ache que o Rick vai ter coragem.
−Ele foi falar com o Merle!
−Merle, ele vai fazer se achar que isso te deixa seguro, Merle está muito preocupado com você!
−Pode ser, Merle nunca foi boa coisa, mas até se juntar ao Governador não era um assassino!
−Nem você e Rick são, nem essa guerra vai ser evitada! Ela me diz – Ele vem atrás de nós do mesmo jeito!
−Sei disso, só queria que soubesse, mas Rick não vai contar a ninguém até estar feito, apenas achei que se soubesse depois ficaria triste.
−Eu te amo, nada muda o que eu sinto e nunca vou deixar de estar do seu lado!
−Nem acredito que tenho você!
Eu a beijo e ficamos apenas abraçados um pouco, quero me sentir pronto para o que quer que venha a acontecer, depois temos que continuar o trabalho, Mary tem razão, nada vai impedir essa guerra e quero ter certeza que tudo vai ficar pronto.
MIchonne nos dá a ideia de colocarmos um pedaço do arame farpado das cercas para impedir os carros de entrar, é uma boa ideia e fazemos na mesma hora, mal consigo olhar para ela durante o trabalho, ela chegou aqui do nada, nos avisou sobre Maggie e Glenn, e quando fez isso salvou todos, o governador chegaria aqui e nos mataria sem nem ao menos sabermos de onde veio a bala, mas ela avisou, pudemos resgatar Maggie e Glenn e além disso nos preparar para ele.
Como se isso não fosse o bastante ficou, podia ter ido mas ficou, e gosto de como é forte, não quero matar, não faz diferença se entregamos a ele ou fazemos nós mesmos, nossas mãos ficam sujas da mesma maneira.
Mary tem razão é uma questão de escolhas e acho que posso convencer Rick de não fazer isso, posso ao menos tentar, mas por outro lado se entregar Michonne significa que minha Mary vai viver, talvez eu consiga, isso é uma merda, todo isso é uma porcaria de um inferno e não suporto me sentir assim, pequeno e sem forças.
Estamos entrando quando Rick se aproxima.
−Quando eles tentarem entrar os pneus vão estourar! Glenn avisa a Rick.
−Boa ideia! Ele diz.
−Ideia da Michonne! Eu aviso, ele sabe o que acho me olha tenso.
−Não temos que ganhar, só temos que fazer dar mais trabalho do que vale a pena!
Ela diz esperançosa e só aumenta minha revolta pelo que tenho que fazer, fico de vigia do lado de fora caminhando de um ado para outro pensativo quando vejo Mary caminhar para mim com a besta nas costas, uma faca e sua pistola, já caminhava para perguntar a ela o que estava acontecendo quando Rick surge.
−Não vamos fazer! Ele me diz e me sinto aliviado.
−Não estou dizendo que aquela decisão era errada, mas essa com certeza é a certa! Mary para do meu lado e Rick caminha de um lado para outro – O que foi?
−Não encontro o Merle, nem a Michonne.
−Vamos! Eu o chamo, ele e Mary me seguem, sei bem que meu irmão está por trás do desaparecimento de Michonne, sigo até onde deixei Merle no nosso último encontro – Ele estava aqui, falou que estava procurando drogas – Andamos olhando em volta – Falou um monte de besteiras.
−Como o que? Rick pergunta.
−Que você iria dar para trás! Encontro restos de fio e um pano sujo de sangue – Olha só, ele trouxe ela para cá já foram!
−Droga! Rick esbraveja, eu sabia que meu irmão estava prestes a fazer merda, ele não aguenta muito tempo – Eu vou atrás dele! Rick diz enquanto caminhávamos para saída.
−Você não sabe rastrear, eu vou!
−Vamos os dois!
−Não, eu disse que ia e eu vou – Olho para Mary que parece tensa – Eles vão voltar para cá você tem que ficar pronto, sua família também! Olho para Mary, se a guerra começasse antes de eu estar de volta não quero estar longe dela, seja o que quer que aconteça o melhor é estarmos juntos – Vamos Mary! Vejo sua expressão relaxar e ela segue comigo, não sei se vamos chegar a tempo, mas só de não estar sentado esperando já me sinto melhor.
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