Apocalipse - A Era Dos Mortos

29 Capítulo 29 - Bravinha


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem.

Pov – Daryl

Quando percebi a presença dos zumbis dominando o pátio só o que consegui pensar era que ela tinha prometido viver e eu prometido mantê-la viva, corremos, corremos feito alucinados, tudo uma confusão, um frenesi de acontecimentos nos separando a cada segundo.

As sirenes, nosso bloco de celas tomado por zumbis, a ideia de que tinham entrado para os fundos da prisão, tudo apavorante, os minutos corriam lentos, o tempo ganhando novas dimensões, os presos acabam por nos ajudar, não sei onde ela está, mas confio em Mary, meu medo é o que ela pode fazer por Lori e Carl, sua preocupação com eles sempre foi visível, quero que viva, não me importo de morrer, mas quero que Mary viva.

Ver o corpo de T-dog não ajuda, se ele sucumbiu como Mary pode ainda estar de pé? O lenço de Carol também é um sinal, um presságio, não aguento essa dor, é insuportável, a ideia de perder toda aquela doçura me martiriza mais do que estarmos sendo atacados, descobrimos que aquele preso infeliz no fim estava vivo e tinha nos armado uma emboscada, Mary se perguntou tantas vezes sobre isso, mas nunca dei ouvidos a sua preocupação, fomos inocentes, era um presidiário, um criminoso, sabia se virar e se defender, não cairia tão facilmente, mas fomos arrogantes e pagamos por isso.

Oscar e Axel mostram lealdade, ficam do nosso lado, mas isso não diminui meu medo, minha dor, voltamos para fora, ela podia ter voltado, Mary podia conseguir, estava armada, assim como Lori e Carl, os três atiravam bem.

Mas ela não está lá fora, fico fraco, sem direção, e então o choro do bebê me faz me voltar e ela surge, com aquele pequeno bebê nos braços, suja de sangue e coberta de lágrimas, ver Mary assim carregando aquela criança, muda toda a ordem das coisas para mim, me sinto me transformar, nada mais é igual e nunca mais vai ser, eu a amo, não como amava hoje de manhã, amo mais e de um jeito mais intenso, amo para sempre.

Rick esta arrebatado, não posso sequer compreender o tamanho de sua dor e caminho para ela, quero proteger e cuidar de Mary, quero fazer o mesmo por esse bebê, sei o que ele representa para ela, ela queria, mas não pode, não podemos, sou dela, de mais ninguém.

Tive medo de perder Mary, mas ela cumpriu sua promessa, Mary está aqui e ainda é minha, eu a amparo, ela se acalma e entrega o pequeno bebê nos braços de Carl, o menino está destruído e sinto pena, sei como é isso, já estive no seu lugar.

Rick está fora de si, tento chama-lo, traze-lo de volta, é inútil e não tenho tempo a perder.

−O que a gente vai dar para ela? Me aproximo de Hershel que a examinava superficialmente, nunca agradeci tanto ele estar vivo – Tem alguma coisa aqui que o bebê possa comer?

−A boa notícia é que ela parece saudável, mas ela precisa se alimentar e logo se não ela não vai sobreviver.

−Não, nem pensar! Eu aviso – Ela não, a gente não vai perder mais ninguém, eu vou atrás! Começo a me arrumar para ir e Mary se posiciona do meu lado, nem pretendia ir a lugar algum sem ela.

−Vou com você! Ela me avisa – Preciso fazer isso por Lori! Eu concordo.

−Vem cá Beth! Chamo Beth, preciso cuidar de tudo, Rick não está em condições de assumir coisa alguma – O menino acaba de perder a mãe e o pai não está muito bem! Ela logo me entende.

−Vou cuidar dele! Ela promete, e pego Mary pela mão, ela ainda está confusa e tensa, mas posso cuidar dela enquanto estamos juntos, sair um pouco vai acalmá-la e caminho para minha moto depois de dar algumas ordens, alguém tem que assumir as coisas e nunca fui de ter medo de fazer o que é preciso, Oscar e Axel provaram sua lealdade e podem ajudar, mesmo sendo difícil para Mary, mas vou estar por perto.

Glenn pode cuidar de tudo com Maggie enquanto estamos fora e Hershel é nosso equilíbrio, Rick pega o machado e caminha para dentro, vai lutar com seus fantasmas e posso entender isso.

−Glenn o portão! Eu chamo, não tenho mais tempo a perder – Já vai escurecer!

Mary sobe na moto comigo, Glenn e Maggie falam sobre um shopping, não faz diferença, vou trazer comida para a criança não importa onde tenha que buscar.

Saímos da prisão com Mary abraçada a mim silenciosa, sei que está sofrendo, nem imagino como foi lá dentro, mas não posso parar agora, temos que estar de volta logo, as ruas à noite e de moto são um perigo e o bebê precisa comer.

Dirijo feito um alucinado, como tudo pode ter dado errado em um único minuto? Estava seguindo em busca do tal shopping quando Mary me pede para parar e vejo uma creche, isso era perfeito.

Ela desce da moto e faço o mesmo, carregava uma mochila nas costas e me olha tensa, tudo parecia calmo e depois de arrebentar os vidros entramos por uma janela.

O lugar estava deserto, me pergunto quantas daquelas crianças ainda estavam vivas e não sei, talvez nenhuma, uma das paredes estava coberta com desenhos de mãos infantis, numa delas vejo o nome Sophia, um mundo de coisas passa por minha mente, nunca parece o bastante, Mary está abrindo armários, recolhendo coisas, fraldas, mamadeiras, vejo uma boneca, quero levar, e pego o brinquedo, a pequenina não pode viver só de leite.

Mary ainda está silenciosa e saio para fazer uma varredura no lugar, nos encontramos num corredor onde um barulho de portas batendo nos chama a atenção, era uma pequena cozinha, entro na frente e Mary logo depois, um armário era a razão do barulho, me preparo apontando a besta e Mary abre a porta, era um desses mascotes de crianças, um ouriço, eu o acerto.

−Jantar! Digo por entre os dentes com a lanterna na boca.

−Não vou colocar isso na mochila! Ela diz num meio sorriso que gosto de ver. Mary abre um armário e felizmente lá estavam elas, as lates de fórmula que tanto precisávamos, ela recolhe tudo num suspiro de alivio, coloca na mochila fecha e então se encosta no armário, as lágrimas voltam a rolar.

Fico olhando para ela, esperando sua reação, não sei se me quer por perto, se prefere passar por isso sozinha, não sei se quer dividir comigo sua dor, como disse a ela ainda estou aprendendo, sei de sentimentos tanto quanto Mary.

Passei toda minha vida lambendo sozinho minhas feridas, nunca pude dividir minha dor com ninguém, ela também viveu assim e não sei se quer fazer diferente agora.

−Eu tive que fazer! Ela conta – Algo deu errado, tinha sangue e Lori me pediu, não tive escolha! Ela soluça, apenas assisto – Carl me ajudou, eu abri a barriga de Lori, cacei dentro dela seu bebê, como quando limpo um cervo, tirei a criança de dentro dela, ela quis assim, foi forte como nunca imaginei que alguém pudesse ser.

Mary vem para meus braços e me sinto grato por poder envolve-la e participar desse momento, acolher sua dor como se fosse a minha.

−Está tudo bem! A tranquilizo – Fez o que ela queria.

−Ela se despediu do Carl, mandou ele ser forte, depois me pediu para abrir e foi o que fiz, é um amor sem limite, eu nunca vou sentir, mas pude ver e aquilo... o bebê, temos que manter o bebê vivo! Tem desespero naquele olhar, mas tem também toda determinação do mundo.

−Vamos fazer isso! Faço ela me olhar – Eu prometo que vamos fazer isso, não tenha mais medo.

−Eu queria tanto que estivesse comigo, estava com medo, e pensei que se saísse lá fora e não estivesse mais, Daryl eu só posso passar por isso se estiver comigo!

−Eu te amo bruxa, não vou estar em nenhum outro lugar, mas agora temos que ir.

Ela seca as lágrimas, respira fundo e depois caminhamos para a moto, a viagem de volta é silenciosa, mas agora menos tensa, Axel e Oscar nos abrem o portão ansiosos, estamos todos com pressa.

Descemos da moto e ela me sorri delicada, feliz por ter trazido a fórmula, entramos e estão todos reunidos, o bebê chorava loucamente e assim que entramos Mary chama por Beth, as duas correm para preparar o leite e eu corro para o bebê no colo de Carl.

−Como ela está? De algum modo essa criança me encanta, pego ela no colo, é tão pequena e delicada, chora enquanto tento acalma-la, talvez por ter aparecido para mim nos braços de Mary, e por saber o quanto Mary desejou que ela estivesse aqui – Shiu! Eu nino o bebê em meus braços e Beth surge com a mamadeira que imediatamente tomo de suas mãos e coloco na boca faminta do nosso presente, uma pequena lutadora penso, estão todos perplexos assistindo o mal humorado Daryl Dixon rendido diante de um bebê – Toma! Digo a ela – Aí, isso! Ela mamava desesperada e sorrio ficando mais calmo, meus olhos procuram os de Mary, ela sorria daquele jeito doce que só Mary tem de sorrir, mas então vejo Carl e seu abatimento, o pai ainda não voltou e sei como é ser só um menino sozinho e vulnerável – Ela já tem nome? Pergunto a ele.

−Não, mas tem a Sophia, Carol, Amy, Andrea, Jack, Patrícia e talvez Lori, eu não sei! Sim, perdemos muitos, somos poucos, e penso que essa pequena não merece carregar o peso de nenhum desses nomes.

−Gostou disso? Pergunto ao bebê em meus braços – O que acha, em sua Bravinha, não é? Todos finalmente podemos apenas sorrir, gosto de ver o sorriso que se abre no rosto de Mary, tão puro e delicado – Ela é Bravinha não é? Ela está tranquila em meus braços agora – É um bom nome não é? Bravinha, gostou disso querida?

Ficamos todos ali um pouco, reunidos assistindo aquela nova vida, ela adormece em meus braços depois de mamar e a entrego a Beth, Mary beija a cabecinha dela antes de caminha até mim.

Glenn preparou as covas dos nossos mortos, mas não tínhamos nada para enterrar, era apenas algo simbólico que sempre fizemos, desde o ataque no acampamento, de algum jeito isso ficou importante para todos nós.

Ninguém consegue dormir realmente, mas preciso descansar um pouco, logo vai amanhecer e está cheio de corpos mais uma vez, não sei se um dia vamos parar de recolhe-los.

Maggie e Mary seguem para o nosso chuveiro, eu espero que voltem para ir sozinho, depois me junto mais uma vez ao grupo, estamos em silencio, o bebê dormindo e nada de Rick, não tem nada para ser feito agora.

Pego Mary pela mão, acho que ela também precisa descansar um pouco e seguimos para nossa cela.

Mary se deita e a envolvo, ela se recosta no meu peito, suspira, coça os olhos feito uma menininha e me faz sorrir, perdemos tudo mais uma vez e ainda consigo sorrir, graças a ela.

−Ela é linda não é? Ela diz suave – Parece uma bonequinha.

−Sim, ela é linda.

−Quero ajudar Beth a cuidar dela!

−Todos vamos ajudar! Eu beijo seus cabelos – Está bem?

−Acho que sim! Ela me responde sem muita certeza – Os dois homens, Axel e ... como o outro chama?

−Oscar! Respondo sabendo onde chegaríamos.

−Eles vão ficar aqui?

−Mary, eles provaram seu valor hoje, Oscar salvou Rick, e os dois nos ajudaram, não precisavam, mas ficaram do nosso lado, está segura aqui, não vou te deixar sozinha, não tenha medo.

−Certo! Ela me diz sem muita confiança – Eu vou ficar um pouco mais perto de você só até me acostumar com eles e confiar como confio nos outros! Ela sorri – Nem acredito que estamos aqui, pensei que nunca mais te veria.

−Também pensei, principalmente quando descobri que entraram mais fundo na prisão, ainda nem tinha te perdoado pela sua pequena aventura com o Carl e já se meteu em outra.

−Dessa vez não tive escolha, vi o T indo tentar fechar o portão! Ela se lembra — Mas preferi proteger a Lori e o Carl, a Carol estava com ele, viu os dois lá dentro?

−Vimos o T, nada da Carol! Sinto pena, tínhamos nossos problemas mas nada que me fizesse achar que merecia isso.

−E se ela estiver lá ainda? Mary me pergunta – Quem sabe escondida numa cela, eu faria isso, me esconderia e esperaria por você!

−É bom saber disso, se não tivesse saído de lá eu entraria e iria de cela em cela até achar você!

−Acho que devíamos procurar mais pela Carol, ter certeza antes de simplesmente assumirmos que está morta.

−Não sei se ela teria tanta consideração assim por você Mary! Eu aviso, mas sei que mesmo com a vida difícil de Mary ela ainda consegue ter um bom coração.

−Isso não importa, você me prometeu que ela nunca separaria a gente então eu acredito.

−Ninguém pode nos separar Mary, agora que estamos juntos, só me afasto se achar que é isso que você quer!

Ela me olha espantada, me envolve mais, se aconchega em mim.

−Nunca vou querer isso, mas me faz pensar que um dia você pode querer.

−Já disse que te amo, e hoje quando saiu de lá de dentro com a Bravinha eu tive mais certeza disso.

Ela está sorrindo, se apoia no cotovelo para me olhar, me rouba um beijo e acaricio seus cabelos.

−Gosto de Bravinha e fiquei muito emocionada em como cuidou dela hoje, não sabia que era assim, leva jeito com crianças!

−Não sabia disso também, mas ela é bem especial para todos nós e principalmente para você então só posso amar esse bebê.

−Sinto muito não poder ser mãe, não que quisesse um filho no meio dessa confusão toda, mas fico pensando que deveria poder escolher, como Maggie pode, ou Beth e penso que se um dia tudo isso acabasse e pudéssemos ter uma vida normal eu iria querer ter um pedaço de você.

−Isso é difícil para você não é? Eu não entendo muito dessa coisa de mulher, essa questão maternidade não é resolvida na minha cabeça, e sei que a razão é minha mãe e o modo como me criou, sem qualquer apego ou cuidado – Mas eu não me importo mesmo, chega de Dixons nesse mundo!

−Está completamente enganado sobre isso, vale a pena ter um Dixon nesse mundo, dois! Ela sorri – Sei que o Merle está por ai e sei que ele não é tão mal como gostaria de ser.

−Acha mesmo que ele está por ai?

−Acho! Ela se recosta em mim de novo – Ele nos encontra um dia, eu sei que sim.

−Quando vivíamos na pedreira ele tinha certeza que estávamos juntos, todo mundo tinha.

−Ainda hoje acham isso, nunca esclarecemos que naquela época não tinha nada.

−Quando soube que podia gostar de mim? Eu pergunto a ela, me lembro que era intratável e nem imagino como ela pode ter se apaixonado por mim.

−Vou contar! Ela diz animada, se arruma em meus braços meu coração descompassa um pouco, depois de hoje as coisas mudaram muito para mim e estou achando tudo mais encantador que nunca – Eu achei que tinham ido buscar o Jack e fiquei com medo, me mandou arrumar minhas coisas e arrumei achando que.... – Seu olhar entristece um pouco – Que queriam me levar para fazer o mesmo! Aquilo dói de ouvir mesmo já sabendo que era assim que ela pensava – Na pedreira quando me levou para sua barraca e nada de ruim aconteceu, nossa eu nem acreditei, depois fiquei confiando em você, cuidava de mim, me defendeu algumas vezes e eu fiquei muito confusa porque queria ficar perto de você o tempo todo, mas não queria que fizesse nada.

Ela parece uma flor, minha rosa cherokee, acaricio seu cabelo, fico feliz por ter mantido alguma distância naquela época.

−Amy que disse que eu estava apaixonada e me dei conta que ela tinha razão.

−Amy? Eu pergunto – Mas isso foi logo no começo! Fico espantado.

−Foi, quando me abraçou na floresta eu não senti nada ruim e depois dormimos sempre abraçados, no carro e no CCD, mas eu achava que nunca iria querer nada comigo.

−Nem quando te agarrei? Eu a faço rir.

−Pensei que estava delirando, no dia seguinte correu de mim, como podia achar que estava interessado?

−Não corri de você! Acho que é uma boa hora para revelar alguns segredos – Mary se lembra quando briguei com você lá na pedreira por que foi tomar banho sozinha?

−Lembro aquilo doeu, achei que nem iria me querer mais por perto!

−Você parece um anjo as vezes sabia? Eu a beijo antes de continuar, ela é tão delicada e trouxe tanta luz na minha vida que é isso que me lembra um anjo – Desculpe, eu estava confuso na época, com o que sentia por você, nunca gostei de ninguém antes, mas não é isso que quero contar! Ela estava atenta às minhas palavras – Eu desci para te procurar e te vi se vestindo! Mary fica surpresa e corada, é minha garota, fazemos amor todas as noites e ainda assim fica corada – Não pretendia ver nada, mas acontece que vi as marcas, e isso me deixou apreensivo, conversei com o Merle e ele me contou o que acontecia com você.

−Então foi assim que ficou sabendo? Ela não me olha mais – Mesmo assim se apaixonou por mim, como pode?

−Uma coisa não tem nada haver com a outra, eu já estava apaixonado, e isso só me fez querer cuidar mais de você, mas me deixou com medo de te assustar ainda mais, por isso fiquei tão assustado no CCD, não queria que me confundisse com aquele monstro!

−Sempre penso em quando passava na sua porta, o melhor segundo do dia!

−Devia ter feito algo sobre aquilo, mas apenas...

−Tudo foi como tinha de ser, eu nem te deixaria chegar perto de tanto medo que teria e você desistiria de mim, não estaríamos aqui agora!

−Pode ser, e já que estamos aqui agora temos que fazer dar certo! Ela sorri confiante, se sente segura comigo e eu não posso decepcionar Mary.

−Vamos começar tudo de novo amanhã!

−Já é amanhã, está amanhecendo e quero que durma um pouco.

−Acho que preciso mesmo, mas não consigo, e o Rick, estou preocupada.

−Ele tem dois filhos agora, vai superar, vamos dar um tempo a ele e cuidar das coisas por enquanto, somos unidos o bastante para cuidar disso.

Ela faz que sim e se vira eu a envolvo num abraço carinhoso, só um pequeno descanso e logo temos de voltar ao trabalho ou então acabamos por desistir.

Nenhum dos dois dorme, mas gosto de ficar ali com Mary, ela me traz paz e depois de um tempo acabamos por levantar e nos reunir ao grupo, preciso saber se Rick voltou e começar a trabalhar, ainda é a nossa casa e temos muito a fazer.

Notas finais
Aguardo as opiniões, podem dar palpite à vontade!kkkk