Apocalipse - A Era Dos Mortos

28 Capítulo 28 - Nascimento e Morte


Notas iniciais
Este capítulo vai ser em agradecimento ao Arthur, por sua recomendação linda, você se tornou um ótimo amigo, e para de fazer terrorismo comigo e posta Virus de uma vez!!
Obrigada Arthur, por tudo.
Espero que gostem.

Pov – Mary

Uma semana se passou desde que tomamos a prisão, tudo parece tranquilo, Hershel está cada dia mais forte, nem acredito na rapidez de sua recuperação, o lugar fica a cada dia mais com cara de casa e minha vida é simplesmente perfeita.

Daryl é perfeito, passo o dia atarefada, e com um único pensamento, Daryl e nossas noites juntos, como isso pode ser tão bom e certo, não tem nada de sujo e errado quando estou com ele, e sempre me sinto como se nada mais existisse, me esqueço até dos zumbis a nossa volta e de que moramos num presídio, só penso que estamos juntos e ele me ama.

Lori está um pouco abatida, sinto que está preocupada, faço tudo que posso por ela, ela sabe disso e do seu jeito cuida de mim, Maggie é minha melhor amiga, Beth também, mas com Maggie posso falar de coisas que não falaria com Beth.

Os presidiários parecem estar respeitando nosso acordo e prefiro assim, não quero conviver com eles e não tem nenhum preconceito nisso, não é porque são presidiários, mas por que são homens que não conheço, não é como conviver com Glenn, Rick, T-dog, eles são como irmãos, amo Hershel como acho que amaria um pai se um dia tivesse um, e Daryl é tudo que tenho, nada nem ninguém me importa mais do que ele, não quero ficar com medo, me esconder como faço quando me sinto assim, por isso prefiro que fiquem longe.

O dia amanhece claro, está quente e depois de comermos saímos para o trabalho, ainda tem muito o que fazer, mas ninguém desanima, essa é nossa casa, vamos cuidar dela.

Antes de sair do nosso bloco vejo Carl sentando na escada, acho que quer fazer uma perna mecânica para Hershel, Lori e Beth estão com ele que está decidido a se levantar, saio para fora e continuamos a juntar corpos, depois Rick decide colocar os carros para dentro, quer que fiquem prontos para uma fuga, mas ao mesmo tempo escondidos para não chamar atenção, essa parte é com eles, não sei dirigir, uma vergonha na minha idade, mas essa é Mary, precisamos da ajuda de todos para queimar os corpos e Rick pergunta por Glenn e Maggie, sei onde estão, Maggie não cansa de me dizer como é bom estar lá.

−Cadê o Glenn e a Maggie? Vamos precisar de ajuda! Carol pergunta.

−Estão lá na torre de guarda! Daryl responde e eu nem sabia que mais alguém os tinha visto subir lá.

−Eles não estavam lá ontem à noite? Rick pergunta e eu desvio o olhar, Daryl me olha se dando conta que sei o que está acontecendo.

−Glenn, Maggie! Ele grita e depois de um minuto Glenn abre a porta abotoando as calças, sem camisa e vejo Maggie um pouco mais atrás dele nos olhando, acabo rindo assim como todos.

−E ai gente? Glenn pergunta despreocupado.

−Vocês vem? Daryl convida, estão todos rindo da cena – Anda a gente precisa de ajuda! Daryl insiste antes de nos afastarmos, ele caminha até mim – Então é isso que rola lá e você sabia? Está rindo do meu constrangimento.

−Maggie me disse que é discreto! Eu comento muito corada, não consigo desviar meu olhar, estou hipnotizada por ele, parado diante de mim, sorrindo.

−Quem sabe um dia possamos descobrir isso! Ele me beija de leve – Quer? Faço que sim, olhando para ele, não consigo dizer nada, é estranho namorar na frente dos outros e ele pisca me dando as costas, não consigo afastar os pensamentos de como seria estar lá com ele, e balanço a cabeça voltando a me concentrar no que tinha que fazer que na verdade era... não tenho a menor ideia.

Eu ainda lutava para voltar à terra quando T chama nossa atenção para a aproximação dos presos, eles caminham para perto deles me mantenho numa distância segura, apenas ouvindo a conversa.

Os dois não querem ficar no bloco de celas, falam sobre os amigos perdidos e o muro que caiu, sinto pena, da solidão, do medo, de como deve ser difícil para eles, passaram quase um ano trancados num pequeno espaço sem saber que o mundo estava acabando, mesmo assim não quero viver com eles, e acho que quase ninguém quer, Rick diz não e Daryl apoia sua decisão.

−Eu falei que era uma perda de tempo, eles não são melhores que os canalhas que mataram nossos amigos.

Eles decidem pegar a estrada, são fechados do outro lado do portão e nos reunimos, T-dog quer dar a eles uma chance.

−Está louco, na primeira chance vão roubar nossas armas, nem pensar, quer voltar a dormir com um olho aberto? Rick contrapõe.

−Vamos dar uma chance, ou é melhor executar todos! T-dog insiste.

Todos dão opinião, ninguém os quer.

−Eles parecem ter menos sangue nas mãos do que a gente! Talvez T-dog tivesse razão sobre isso, mas lutamos muito para estarmos aqui.

−Eu conheço gente assim, eu cresci com eles! Daryl conta, me lembro que eu também – São degenerados, mas não são loucos, posso morar com eles no bloco assim como moro com vocês! Daryl avisa.

−Então você está comigo! T-dog está me lembrando Dale.

−Nem a pau! Daryl diz me deixando aliviada – Deixa os caras tentarem a chance na estrada como a gente fez! Ele me olha e acho que está fazendo isso por mim.

Fica decidido que levariam suprimentos para uma semana na estrada e voltamos ao trabalho, enquanto começam a levar os carros para dentro eu caminho para nosso bloco de celas, quero parar tudo e ver Hershel andar de novo, no caminho passo pelos corpos amontoados, uns sobre os outros esperando para serem queimados, estranho como simplesmente nos acostumamos, como não sentimos mais nada, não são pessoas, são corpos de zumbis, que um dia desejaram nossa carne mais do que tudo.

Lori ajudava Heshel a ficar de pé, isso é fantástico saio na frente esperando por eles no pátio, estou tão emocionada, todos estamos, olho para longe, Daryl, Glenn e Rick estavam entrando pela abertura da cerca trazendo lenha, os outros estavam mais afastados puxando os carros, todos paramos um minuto, Hershel está de pé, podemos vencer, não está tudo perdido e talvez não seja só uma questão de tempo, talvez haja uma chance, um futuro.

−Já tiraram todos os corpos está começando a parecer um lugar onde podemos morar! Hershel está fraco, mas não demonstra.

−Vai devagar! Lori não esconde a preocupação, eu também e trocamos um rápido olhar, sorrimos diante da coragem e força de Hershel.

−Mandou bem Hershel! O grito de Glenn nos faz olhar para eles e meu olhar encontra o de Daryl, ele sorria e adoro aquele sorriso, por muito tempo ficamos sem esperança é bom voltar a tê-la.

−Está pronto para correr Hershel? Carl pergunta.

−Me dê só mais um dia! Ele se compromete – Se vai comer poeira!

Ficamos todos nos olhando um minuto, distraídos e então tudo desaba em um único instante.

−Zumbi! Carl grita e quando nos viramos está tudo tomado, eles vem de todos os lados, seus gemidos deixando claro o que são, caminham cheios de fome, naquele desejo mórbido por nossa carne, braços erguidos tentando alcançar qualquer coisa viva, sua cor cinza, suas deformações, a morte que caminha.

Eu fico um segundo tentando pensar, ainda olho para Daryl que corria com Rick, nunca chegariam a tempo, pego a pistola que carrego, começamos a atirar, eu, Lori, Carl, Beth levava o pai para dentro, se fecham na entrada do bloco, ali estão seguros, mas estamos cercados demais.

−O portão está aberto! T grita tentando chegar até ele, só consigo pensar em Lori, no bebê, a entrada do refeitório é nossa única chance.

−Lori! Eu grito por ela – Carl! Ele está armado, conseguimos entrar e nos fechar, Daryl está lá fora, penso enquanto corríamos para nosso bloco de celas, zumbis saiam de lá.

−Cuidado! Grito para Lori e só nos resta entrar fundo na prisão, já estive lá, não é seguro, mas precisamos tentar, quem sabe uma cela até eles conseguirem entrar.

Caminhamos juntos, silenciosos, meu coração batia alucinado, então as luzes começam a piscar, uma sirene ensurdecedora ecoa por todo ambiente, não quero desistir, precisamos sair dali e então quando dobramos um corredor eles surgem, muitos deles, voltamos apressados e mais vem da outra direção, começamos a ficar cercados, Lori geme de dor, não pode ser agora? Eu penso tentando evitar o pânico, o barulho a escuridão, Lori começando a sentir as dores do parto, não posso cuidar de todos.

−Calma! Eu digo a ela que se encosta na parede se contorcendo de dor – Vamos conseguir! Ajudo Lori a andar, agora Carl nos guia com a arma em punho e não é mais só um menino, e eu não posso ser covarde, é hora de enfrentar e é isso que faço, prometi a Daryl que ficaria viva, ele deve estar me procurando e posso cuidar de tudo até nos encontrarem.

−Aqui! Carl encontra uma porta e entramos os três, levo Lori enquanto ele se preocupa com a segurança, ficamos em silencio, vejo a dor de Lori, presa em sua garganta.

−Que alarmes são esses? Ela diz quando consegue controlar a dor.

−Não se preocupe com isso! Tento acalma-la.

−E se atrair os zumbis? Carl também está assustado.

Lori avisa que o bebê está nascendo, Carl quer que voltemos, mas não tem como sair dali sem enfrentarmos os zumbis, o bebê vai nascer ali, e eu e Carl vamos ter de fazer isso dar certo.

−Vamos ter que tirar sua calça! Eu a ajudo ela se segura em grades de ferro, está escuro, estamos assustados, mas nada pode ser feito, esse é o mundo que vivemos agora, não nos resta escolhas.

Nunca fiz um parto, nunca cheguei nem mesmo perto disso, me lembro de uma ou outra conversa de Hershel com Carol, não sei como fazer, mas Lori já teve um filho, pode nos guiar e a natureza sabe o que faz, outros já nasceram assim, sem estrutura e cuidados, um mundo de crianças vieram ao mundo dessa maneira.

−Vai ter que ajudar no parto, acha que dá conta? Pergunto a Carl, não posso fazer isso sozinha, puxo na memória as conversas que ouvi de Hershel, e me lembro sobre olhar se estava dilatada, posso fazer isso, ao menos tentar – Vou olhar para ver se está dilatada.

−Como sabe? Carl me pergunta.

−Eu não sei Carl, apenas ouvi Hershel explicar, nunca fiz isso antes! Tento enxergar, mas simplesmente não sei dizer.

−Tenho que empurrar! Lori avisa, sua dor era visível e não sei o quanto tem de normal nisso, ela se levanta, faz força, geme, eu a ajudo, seguro suas costas, tento tranquiliza-la, Carl está paralisado apenas nos olhando.

−Está indo bem, seu corpo sabe o que faz! Eu digo a ela que continua forçando o bebê, se segurava nos ferros, aquilo é apavorante.

Ela respira fundo junta suas forças, pronta para mais uma vez empurrar o bebê, e quando faz eu vejo o sangue escorrer em minhas mãos.

−Lori para, tem alguma coisa errada! Deus isso não é possível, não estamos prontos para lidar com isso.

Ajudo Lori a se deitar, a sirene silencia e me sinto grata, sei que estão por perto, ela está desfalecendo, seguro sua mão.

−Mãe, tem que ficar acordada! Carl pede ela se esforçava, mas eu sabia que estava perdendo as forças.

−Precisamos te levar para o Hershel! Era a única maneira, não sei o que fazer.

−Eu não vou conseguir! Ela não pode me dizer isso, não posso passar por isso sozinha, não podemos perder o bebê, nem Lori, não quero acreditar que vamos perder mais uma batalha, não sei quanto mais posso aguentar disso.

−Tem muito sangue, não sei se a dilatação está completa, não adianta forçar! Me posiciono para ajudar, minhas mãos tremem.

−Eu sei o que significa, eu não vou perder meu bebê, você vai ter que me abrir! Meus olhos se arregalam, posso entender isso, é seu filho, ela quer que viva, quer isso mais que tudo, eu faria o mesmo, mas não posso fazer isso, isso significa deixar Lori morrer.

−Não posso! Nunca vou ser capaz.

−Não tem escolha! Como pode ser assim tão forte? Eu penso olhando para ela, Carl quer sair, nenhuma das duas permite, chega de perdas, nem mesmo sei o que está acontecendo lá fora e não posso sequer pensar em Daryl, se estava vivo, lutando, preciso dominar meu pânico e assumir as rédeas da situação.

−Foi a Carol quem praticou, não tenho anestesia, nem o material.

−O Carl tem uma faca! Como posso atender a esse pedido?

−Não vai sobreviver! Eu digo em meio ao meu próprio desespero.

−Meu bebê tem que sobreviver, por favor, meu bebê, por favor, por todos nós, meu bebê! É uma mãe implorando pela vida do filho, nunca vou saber como é isso, mas Lori está decidida.

−Não Lori! Minhas lágrimas surgem e não posso mais esconder minha dor.

−Por favor Mary! Ela me pede, aperta minha mão – Cuidou tanto de nós, passou fome e frio por essa criança, faça valer a pena – Eu negava com a cabeça, mas sabia que teria de fazer – Por favor! Ela ergue a blusa – Vê minha cicatriz de cesariana?

Era uma direção, cortar no mesmo lugar, tentar trazer ao mundo um pouco de esperança, mas como posso fazer isso.

−Não consigo! Digo por entre as lágrimas.

−Consegue! Nesse momento é a mulher mais forte que já vi, uma fêmea protegendo a cria – Carl, amor eu não quero que fique com medo! Ela está se despedindo, meu coração dói diante daquela cena – Isso é o certo, toma conta do seu pai para mim, e do seu irmãozinho ou irmãzinha.

−Não precisa fazer isso! Ele pede.

−Você vai ficar bem, você vai ganhar desse mundo eu sei, é forte e corajoso, e eu amo você – Carl assim como eu chorava, mas Lori estava firme – Tem que fazer o que é certo, me prometa que vai fazer o que é certo, é tão fácil fazer a coisa errada nesse mundo, então se parecer errado não faça, se parecer fácil não faça, não deixe o mundo ferrar você!

Tomo suas palavras para mim, vou fazer o que é certo, não importa o quanto seja difícil, não vou desistir, vou ficar e lutar.

Os dois se abraçam se despedem, eu assisto ao momento mais difícil que já vivi, então se afastam, Lori se controla.

−Mary quando acabar você tem que fazer! Ela me pede, não posso fazer isso – Não pode ser o Rick! Penso nele, em como dizer a ele, respiro fundo, preciso ser forte por todos nós.

Carl me entrega a faca, não tenho escolha, ninguém mais tem, nosso mundo acabou e só nos resta sobreviver a ele, respiro enquanto ela se prepara.

−Boa noite amor! Lori diz ainda firme.

−Me desculpa! É tudo que posso dizer, junto toda coragem que jamais achei que tivesse e corto de uma só vez, ela grita, e desmaia.

Carl me ajuda a manter a barriga de Lori aberta enquanto mergulho minhas mãos em busca da criança, é tão bonito e triste, sinto seu corpinho e começo a puxa-lo, ele está chegando enquanto sua mãe está partindo e nunca vão poder se encontrar.

Por um segundo nos esquecemos de tudo quando aquele pequeno ser inocente e despreparado sai de dentro da mãe, eu a amparo, massageio seu peito o viro e repito o movimento agora nas costas, sim a natureza era mesmo perfeita, nunca tive um filho, nunca poderia ter, mas sei o que fazer, simplesmente sei, por que nesse momento sou apenas uma fêmea que luta por um dos seus, o bebê chora, uma linda menina, Carl me dá a blusa e eu a envolvo.

−Está tudo bem! Falo com ela – Calma! Mas sei que preciso tirá-la dali, levar para Hershel e me levanto – Temos que ir!

−Não podemos deixar ela aqui! Carl me diz e me volto, meu coração despedaçado, não quero fazer isso, e não quero que ele faça – A arma! Ele me pede, como posso deixar aquele menino fazer isso?

−Carl, não! Eu não suporto ver sua dor.

−Ela é minha mãe! Olho para ele, sim era sua mãe e de algum jeito eu sei que ele deve fazer isso, eu me viro e o tiro que escuto ecoando pela sala me faz estremecer, ele tinha feito, Carl teve que fazer e nunca mais será o mesmo, estamos todos contaminados, Jenner tinha razão, mas é mais do que esse vírus, ou o que quer que seja essa porcaria que dominou o mundo, estamos todos contaminados pelo que o mundo se tornou, a inocência acabou.

Aperto o bebê em meus braços e Carl passa por mim, não chora mais, não sei se um dia vai poder chorar de novo, sei como é esse nó na garganta, que nos impede de chorar, já fui assim por muito tempo até Daryl surgir na minha vida só o que tinha era esse nó, que nos diz que acabou, que nos faz nos sentir entregue e sem esperança, apenas lágrimas mudas.

Caminhamos para fora, ele vai na frente e eu o sigo com o bebê firme em meus braços, posso morrer por essa criança, e talvez um dia aconteça, preciso de Daryl caminhar para fora é assustador e se ele não estiver lá, e se me deixou para sempre?

Abrimos a porta e saio para fora, com o bebê nos braços, seu choro nos denunciando e Carl ainda me guiando, eu o vejo, ele está lá, ainda está, e sei que posso suportar o que ainda vamos passar só porque ele está lá.

Estou chorando, não é preciso dizer nada, eles sabem o que aconteceu. O desespero de Rick me deixa angustiada, sua dor.

−Onde ela está! É só uma tola esperança, eu choro diante de sua incredulidade ele caminha em direção ao bloco, mas não tem mais nada lá.

−Rick não! É tudo que posso dizer, as lágrimas me consumindo e Daryl caminha para mim e me envolve – Eu sinto muito! Ele me beija de leve e me deixo ficar ali em seus braços um instante.

Estamos todos perdidos assistindo Rick se despedaçar, silenciosos, Carol não está e T-dog também não, são muitas perdas, eu penso me apoiando em Daryl, me sentindo frágil de novo.

−Calma! Ele me diz, sua voz me acalma, suas mãos na minha cintura me mantendo de pé, eu não posso me render – Tive tanto medo! Ele me diz e concordo com a cabeça, eu também tive.

Mas temos um bebê e não podemos sucumbir, a pequena em meus braços é um símbolo de nossa resistência, Lori não pode ter morrido em vão nenhum deles, superar todas as perdas foi o que nos trouxe até aqui e é o que vai nos levar adiante, controlo minhas lágrimas, chega delas, ao menos por enquanto.

Elas ainda vão voltar, ainda vão me dominar, mas agora preciso ser forte, vou fazer isso por Lori, pela mãe que nunca vou ser, por ter me deixado saber como é esse amor.

Notas finais
E então? O que acharam?
Bjs