Apocalipse - A Era Dos Mortos

27 Capítulo 26 - Construindo um lar


Pov – Daryl

Mary está em meus braços e é tão linda, eu sei que faz muito tempo, que foi só uma vez e que talvez ela nem esteja mais pensando nisso, mas não posso resistir a ela, e agora temos uma casa, quero ir com calma e esperar seu tempo, mas também quero fazer amor com ela de novo.

Eu a beijo, e ela reage a mim imediatamente, acho incrível como essa química funciona entre a gente e foi por isso que fiquei tão afastado dela nos dias em que ficamos na estrada, por que é difícil resistir quando a tenho em meus braços e sei o quanto isso é novo para ela, Mary ainda não é garota para uma rapidinha.

−Quero você Mary! Eu sussurro em seu ouvido.

−Falar no ouvido está quase ganhando de respirar no pescoço! Ela me diz e acho isso delicioso de ouvir.

−E falar no ouvido respirando no pescoço? Eu volto a falar em seu ouvido enquanto a puxo para mais perto, seu corpo se encaixa no meu.

−Ai eu fico... fico assim sem saber onde estou! Ela me diz e mordo seu lábio ela geme – Acho que pretende usar a lista toda de uma só vez! Ela me abraça mais e a levo para nossa minúscula cama, adoro que seja pequena, ao menos por enquanto, talvez um dia quando Mary estiver pronta precisemos de mais espaço, mas por agora ela é perfeita.

−Pode apostar! Eu digo antes de tomar seus lábios em um beijo longo, minhas mãos passeando por seu corpo enquanto Mary correspondia por completo, me puxando para ela, tão entregue quanto eu.

−Daryl! Ela geme e isso me deixa maluco, seus olhos brilham e eu a beijo de novo e quero ter Mary, preciso sentir sua pele, começo a tirar sua blusa, ela me ajuda, a cada peça trocamos um beijo, eu a toco, não quero que tenha medo, não quero que fique assustada, Mary me ajuda com minhas roupas também, ela parece tão ávida quanto eu, tem pressa – Senti sua falta! Ela me diz, gosto de saber.

−Eu também! Estamos finalmente nus, o corpo de Mary ali estendido à minha espera, os olhos brilhando o rosto corado numa mistura de desejo e timidez, ela é perfeita, é linda e é minha, fico admirando Mary, ela não desvia o olhar, parece me olhar do mesmo jeito, gosto de ser dela, gosto de não querer mais ninguém.

Mary ocupa todo espaço eu a amo, essa certeza me enche de mais desejo, quero Mary mais do que qualquer coisa e quero tudo, não é só aqui, na cama, quero ela em minha vida.

−Eu te amo! Ela me diz – Quero você! Eu sei que é difícil para ela dizer e então a beijo e depois com todo cuidado estou dentro dela, Mary está arfante, me olha o tempo todo me aperta a ela, toca minha pele, minha garota.

É perfeito, estamos sempre em sincronia, a cada movimento a cada caricia, não quero que acabe nunca, somos lentos, e quando fica mais urgente, quando temos que nos entregar ela vem comigo, mais uma vez chegamos juntos e isso me surpreende ainda mais.

−Como pode ser assim tão perfeita para mim? Eu pergunto com ela em meus braços um tempo depois.

−Eu pensei que não me queria mais! Ela me diz para meu total espanto.

−Está maluca? Pergunto surpreso – De onde tirou isso?

−É que todo esse tempo... eu achei que não gostou, ouviu minha conversa com a Maggie, eu disse que não sei muito como te agradar.

−Então foi isso que quis dizer com me agradar? Acabo rindo – Não tem mesmo ideia do que provoca em mim, não é?

−Ultimamente acho que só provoco irritação! Ela diz meio decepcionada.

−Está muito longe da verdade, se fiquei mais distante foi porque estávamos naquela correria, de casa em casa, sem privacidade, sem tempo, não queria uma rapidinha, sabe o que isso quer dizer não sabe? Ela baixa o olhar e me detesto por ter perguntado, por trazer lembranças doloridas a ela – Esquece o que disse, estamos aqui, e agora nunca mais vamos ficar longe.

−Tive medo, devia ter perguntado não é? Ela suspira – Sempre que tiro conclusões sozinha entendo tudo errado, essas coisas são confusas para mim, queria ser como a Maggie, ela entende tudo rápido, não tem medo de dizer o que sente.

−Se fosse como ela eu não estaria apaixonado por você, então seja você mesma e sim, podíamos ter falado sobre isso, mas estamos aprendendo essa coisa de namorar, os dois estão, vamos apenas tentar não ficar longe.

−Nunca quero ficar longe, nem consigo, quando eu pensei que tinha me deixado, eu nem consegui chorar, ficou só o nó na garganta como antes de conhecer você, sem você eu fico como era antes!

−Fui um idiota, vai me perdoar um dia?

−Quando me abraçou aqui na cama eu me esqueci de tudo na hora, acho que vai ser sempre assim? Ela me diz e torço para isso porque está na cara que como um bom Dixon ainda vou fazer muita merda antes de aprender a fazer Mary feliz.

−Pode brigar comigo quando fizer alguma coisa que não gosta.

−É só ficar longe da Carol, eu tenho medo, porque ela sabe como fazer para seduzir um homem, e eu ainda estou tentando aprender.

−Se está aprendendo ainda, nem sei como vai ser quando achar que sabe! Eu a beijo – É uma bruxa dessas que faz feitiços, aposto que tem um caldeirão escondido em algum lugar com um fio de cabelo meu fervendo em alguma meleca borbulhante!

−Você é muito bobo! Ela ri, estamos falando baixo e ela fica tão linda assim, em meus braços, despreocupada, esquecida de tudo – Que vai fazer se encontrar o caldeirão, vai jogar tudo fora para se livrar do feitiço?

−Sabe o que vou fazer? Eu me viro e estou de novo sobre ela que me sorri doce como só Mary pode ser – Vou cuidar muito bem dele, para nunca parar de ferver.

Então eu a beijo e tudo recomeça.

Quando descemos para o café na manhã seguinte eu penso que poderia assobiar e faria isso se não achasse que mataria todo grupo de espanto, e além do mais gosto dessa minha fama de mal, não estou aqui para ficar amiguinho do grupo, não sou bonzinho, gosto de manter minha distância e além disso, todo mundo já se intromete na vida de todo mundo, se eu der espaço logo minha vida vai estar na boca do povo, prefiro assim, cada um no seu canto.

Carol me olha o tempo todo, isso me irrita um pouco porque sei que ela vai aprontar de novo, mas agora estou pronto para ela e suas artimanhas, quando a conheci não achei que fosse assim, talvez não fosse, a morte da filha pode ter causado essa transformação, ninguém é igual ao que era antes. Depois de comermos alguma coisa dividimos as tarefas e saímos para o pátio, posso carregar corpo de zumbi o dia todo que nem ligo, só consigo pensar na noite perfeita que tive e nas muitas que ainda vou ter.

Minha Mary é a coisa mais linda, e me ama, nem sei se mereço e acho mesmo que logo ela vai se dar conta da merda que fez quando se apaixonou por mim, mas posso ao menos tentar ser um cara descente e fazer Mary feliz.

T-dog está comigo carregando os corpos do pátio, Glenn e Maggie estão de vigia na torre e eu estou achando que tem alguma coisa nessa história de vigiar da torre.

Paramos na hora que Lori nos chama para comer, três refeições por dia está sendo um luxo que achei que nunca mais teríamos.

Mary me sorri assim que entro, está linda com os cabelos presos e o rosto corado, ela e Beth estão limpando tudo que encontram, Lori tem ajudado pouco e fica mais com Hershel, o velho ainda não saiu da cama e acho que não deve sair tão cedo, mas é um milagre que esteja bem.

−Vamos fazer uma busca pelas redondezas quando as coisa se acalmarem! Diz Rick muito animado –Transformar esse lugar numa casa!

−Vamos plantar, a terra é boa, vamos ter um bom inverno! Glenn comenta.

−Qualquer inverno é melhor que o que tivemos! Maggie lembra, eu apenas fico pensando em como seria se pudéssemos plantar, criar animais, construir uma vida aqui, quero fazer parte disso, essas pessoas a cada dia passam a fazer parte da minha história, mais do que minha família, cuidamos uns dos outros, isso é novidade para mim e sei que para Mary também, fico tenso só de pensar que podia ter ido embora sem passar na casa dela, não estaria aqui agora, não estaria em lugar nenhum, as coisas teriam acabado para mim quando Merle ficou naquele telhado.

−Pode parecer uma bobagem, mas eu adorei lavar roupas e limpar esse lugar! Mary me diz sentada do meu lado – É o melhor lugar que já estive.

−Eu sei bruxa, está toda feliz em virar uma dona de casa, não vai sair por ai costurando minhas roupas vai?

−Nem pensar, adoro que ande todo rasgado, você é um cara mal, lembra?

−Muito mal! Ela sorri e quero arrastá-la de volta para cela, mas tenho que esperar a noite chegar, então me levanto e depois de um beijo rápido sigo de volta para o trabalho.

O dia segue longo e puxado, vai demorar dias para isso ficar limpo, mas vale o esforço, os zumbis caminham por nossa cerca, andam de um lado para outro meio perdidos, quando nos aproximamos se grudam nas grades gemendo e tentando nos alcançar, não são muitos, mas o som de seus gemidos é irritante, acho que um dia vamos nos acostumar e parar de ouvir, mas por enquanto é um inferno.

Durante a tarde toda não vejo Mary, quando o dia termina só quero um banho sigo para nossa cela, ainda não gosto de morar numa gaiola, mas depois da noite que tive a gaiola é quase um paraíso.

Mary não está lá, mas vejo as coisas arrumadas, nossas roupas limpas e acabo sorrindo, garotas gostam disso, tento não desarrumar nada, mas essa coisa de manter tudo em ordem não é comigo e acabo deixando tudo uma confusão, será que Mary vai ficar brava eu penso saindo, bem que gostaria de vê-la brava comigo, só encontro Mary quando saio do banho, ela está linda de cabelos molhados e sorridente sentada na cela de Hershel, ele segura sua mão.

−Oi! Eu cumprimento da porta – Como você está? Pergunto a ele.

−Bem, obrigado Daryl! Dou de ombros, não acho que fiz nada.

−Quem arrancou sua perna foi o Rick agradeça a ele se é que se pode agradecer algo assim! Acho que não fui muito gentil, mas o velho ri.

−Fez muito, cuidou de tudo lá em baixo, me ajudou a chegar aqui e está cuidando da Mary, isso é muita coisa.

−Isso é realmente muita coisa, já que ela não ajuda muito! Eu não consigo esquecer a tolice que fez, ela desvia o olhar, estou sendo mal com ela – Mas vale o esforço! Tento concertar e consigo porque ela me sorri na mesma hora.

−Logo vou estar de pé e posso ajudar a manter essa garota segura! Ele puxa a mão dela e beija, ela não faz qualquer menção de se afastar, gosta mesmo dele.

−Agora vamos deixar você dormir de novo, descanse bem! Mary beija sua testa e nós deixamos o velho.

−Muito trabalho? Eu pergunto me sentando com ela.

−Nada comparado a você, mas aqui está tudo pronto e amanhã vamos ajudar lá fora também.

−Não quero você carregando os corpos, já fez muito isso, podemos dar conta!

−Eu vou! Ela me diz delicada e sei que vai, acabo rindo.

−Agora a senhorita só faz o que quer? Ela fica com os olhos brilhando, acho que não se deu conta que não obedece mais cegamente como antes.

−Só! Ela sorri – Cuidado com meu caldeirão borbulhante!

Ficamos com o grupo mais um pouco e depois eu a puxo pela mão e subimos, ela está tímida e corada, quando entra na cela fica de boca aberta depois me olha.

−Como fez isso? Olho em volta, não vejo nada de diferente, minhas roupas estão meio emboladas sobre a mochila e as dela também porque não sabia qual era a minha e acabei procurando minhas coisas na mala dela, e umas coisas caíram mais chutei para o cantinho e nem estava tão ruim.

−Fiz o que? Me faço de desentendido.

−Essa bagunça toda? Ela me olha brava adoro isso, vou bagunçar tudo todos os dias só por aquele olhar – Arrumei tudo direitinho, o que estava procurando?

−Mary eu não deixei tão bagunçado é só... roupa?

−Isso está um caos! Ela reclama, não consigo evitar um sorriso – Do que está rindo?

−Não estou rindo! Me apresso em ficar sério.

−Está rindo de mim? Ela pergunta – Estou sendo chata? Ela franze um pouco o nariz quando me questiona e é uma coisa que só Mary faz e que simplesmente adoro.

−Não, está sendo linda! Eu me aproximo e beijo seu pescoço, depois a envolvo, ela me olha e me enlaça o pescoço, eu mordo de leve seu lábio.

−Você apela! Ela diz e concordo com um movimento de cabeça – Isso fica bem injusto!

−Sinta se a vontade para usar as mesmas regras.

Mary me olha, está pensando sobre o assunto, depois passa a mão no meu rosto e me beija.

−Para isso tenho que saber tudo que Daryl gosta, sei de algumas coisas, mas quero saber todas!

−Vou contar, mais do que isso, vou mostrar!

Nos perdemos um no outro mais uma vez, sem pressa e em silencio, mais uma noite perfeita com Mary, quero essa vida para sempre, depois de um tempo ficamos abraçados, ela está no meu peito, me faz um carinho no rosto me olha.

−É sempre perfeito! Ela me diz seus dedos brincavam com o contorno do meu rosto.

−Vai para o cantinho das coisas boas que acontecem com Mary?

−Não soube? Ela sorri quando faço que não – O cantinho das coisas boas que acontecem com Mary explodiu! Ela se aconchega – Foi lá na fazenda do Hershel na sua barraca na primeira vez que... você sabe! Ela fica corada — Ficou tão cheio que explodiu, agora está tudo espalhado, só tem coisas boas que acontecem com Mary.

−Mesmo depois do inverno que tivemos?

−Eu sei que para maioria, na verdade para todos vocês foi muito ruim, mas precisa entender que comparando com todos os invernos que passei antes desse, meu inverno foi perfeito! Ela teve uma porcaria de vida de cão, muito pior que a minha, quero tanto que possa esquecer, ao menos superar, ela se esforça e eu a admiro por isso.

−Eu sei que não enxerga, mas você é muito corajosa!

−Agora que tenho você! Ela me beija, adoro quando toma a iniciativa – Viu como consigo abraçar e beijar o Hershel? Está feliz com isso.

−Vi! Eu a abraço – Mas espero que fico nos velhinhos e nas garotas!

−Não se preocupe não vou fazer massagem em ninguém! Ela me diz e fico boquiaberto, adoro que esteja reagindo.

−Hum! Eu mereci! Ela me olha, algo passa naquele olhar – Que foi?

−Não deixa ela tirar você de mim!

−Ela não tem esse poder, ninguém tem. Agora vamos dormir bruxa, não temos feito muito isso e precisamos.

−Eu sei, foi um dia longo! Ela se vira e eu a envolvo, dormir como no CCD, é assim que ela chama e sou obrigado a agradecer aquele porre, aquela dor de cabeça infernal valeu à pena.

Acordo antes de Mary, fico recapitulando tudo que aconteceu desde que vi o primeiro zumbi caminhando na minha rua, em tudo que passamos e como esse mundo mudou coisas em mim, ou talvez Mary tenha mudado, ainda sou explosivo, ainda grito e xingo antes de conversar, mas criei raízes que nunca achei que criaria, me aproximei de pessoas que em outros tempos nunca sequer olharia por mais de um segundo.

E gosto deles, do meu jeito, mas gosto, e ganhei Mary, se tivesse dado ouvidos a Merle ela estaria morta, meu coração se aperta só de pensar que isso poderia acontecer, pior que ainda pode.

Mesmo estando nesse lugar, mesmo parecendo seguro no momento eu não sei como as coisas vão ser no futuro, quero que Mary viva, e quero estar do lado dela, mas tudo pode ruir a qualquer momento, nem consigo pensar em como seria, nunca tive ninguém, nem pai, nem mãe, e Merle nunca estava por perto, e agora nem mesmo sei se está vivo, já minha garota está comigo, e está mesmo comigo.

Não é mais a garota silenciosa e sozinha dos primeiros dias da pedreira, mata zumbis e é útil para o grupo, mas ainda não está livre de seus fantasmas, ainda teme os vivos, ainda aguenta calada sem se defender.

Se pudermos manter esse lugar, se pararmos de perder pessoas, talvez ela um dia possa ficar livre do passado, e talvez eu também possa.

Ouço o movimento das pessoas no andar de baixo, quero começar logo o trabalho, temos pouca luz e precisamos terminar até o anoitecer, estamos cada dia mais perto de como tudo começou, ainda vão inventar a lâmpada, o telefone, a tv.

−Oi! Ela diz sem se mexer – Acordou primeiro hoje!

−Como sabe que estou acordado? Ela está de costas para mim, encolhida em meus braços.

−O jeito que respira, fico prestando atenção em você dormindo!

−Vamos ter que levantar! Eu a beijo no pescoço.

−Certo! Ela se vira para mim, os cabelos espalhados o sorriso leve os olhos brilhantes – Está com fome? Me pergunta.

−Vou dizer que não porque não quero parecer fofo! Eu brinco e ela me abraça, como se sai de um lugar como esse para carregar corpo de zumbi?

−Fofo? Você? Nem pensar é um cara mal, um sanguinário, demolidor, assustador mesmo!

−Vamos bruxa, para de tentar me convencer a ficar na cama.

Eu desço antes dela, Mary fica arrumando a tal bagunça que fiz, pego uma caneca de café e me sento com Rick e T-dog, Glenn e Maggie entram logo depois e combinamos o trabalho do dia.

Mary está decidida a ajudar, Beth e Lori ficam cuidando de Hershel e Carol está pelo que entendi, mais uma vez abrindo um zumbi lá fora, acho que está meio louca, mas eu não vou dizer nada.

O dia transcorre normalmente, sem nenhuma ameaça, apenas trabalho árduo, estamos lutando para tornar aquele lugar habitável, queremos construir um lar, e todos estão muito empenhados nisso, meu olhar está sempre em busca de Mary, e quando a encontro ela está sempre me olhando, me sinto meio idiota namorando de longe feito um adolescente.

Não que um dia tenha sido um adolescente, passei de uma infância infernal para a vida de homem num piscar de olhos, talvez por isso ache isso tudo estranho, é como pisar num terreno desconhecido, mas gosto da experiência, às vezes ela me acena e sorri, devolvo o cumprimento me sentindo ridículo, sinto os olhares de todos sobre mim, como se estranhassem meu comportamento, mas se nem mesmo eu me reconheço como posso esperar mais de todos os outros?