Apocalipse - A Era Dos Mortos

18 Capítulo 18 - Amigas


Notas iniciais
Mais um capitulo, Randall está se recuperando para ser levado e decidi fazer um capitulo a mais, um intervalo entre a chegada dele e sua primeira partida já que sabemos que ele volta para fazenda e então tudo acontece meio que de uma vez.
espero que gostem.
Quero aproveitar que é um capitulo bem FOFO e dedicar a Gabi que é uma linda, querida que adoro e me fez uma recomendação especial e fiquei muito feliz.
OBRIGADA!!!!!!

Pov – Mary

Hershel me deixa ver Beth, ela está abatida e silenciosa, saiu do estado de choque foi o que ele me disse, mas parece ainda meio fora de orbita, me sento do seu lado, Beth não diz nada, apenas segura minha mão enquanto suas lágrimas corriam soltas.

Eu queria poder consolar minha nova amiga, mas não sei o que dizer, nunca perdi ninguém que eu amasse e não sei como me sentiria se perdesse, não me lembro do meu pai, não tenho parentes e minha mãe nunca ligou muito para mim, seu único interesse era Jack e as drogas e bebidas que consumia dia e noite, Jack nunca deixava minha mãe ficar limpa.

Como não sei o que dizer fico apenas ali com ela, como gostaria que alguém fizesse comigo, depois ela adormece, Maggie entra no quarto e me sorri carinhosa, gosto muito da família Grenne, de todos eles, mesmo Patrícia, são gentis comigo, mas não ficam questionando nada, apenas respeitam meu espaço e me tratam com carinho.

−É bem vinda Mary, sempre que quiser, meu pai disse que pode ficar aqui se quiser, dormir e comer conosco.

−Eu agradeço, mas prefiro ficar com meu namorado! Adoro dizer isso, é a primeira vez que digo e acho que Maggie percebe porque seu sorriso é uma interrogação – Daryl é especial! Completo só porque quero dizer a alguém o quanto eu gosto dele.

−Dá para ver que se gostam muito, acho bonito!

−Dá para ver? Eu pergunto interessada.

−Pare de ser boba Mary, é só olhar para você, e ele também, sempre te olhando, cuidando, deve ser bom, principalmente agora nesse mundo confuso.

−E é muito bom mesmo, é isso que me mantém lutando, mas você tem o Glenn agora, ele gosta de você.

−Ele voltou muito estranho, ainda não pude conversar com ele, mas vamos resolver eu espero.

−Aposto que sim! Eu me levanto e ela faz o mesmo – Eu já vou Maggie, se precisar de qualquer coisa pode me chamar!

−Farei isso, vi que se mudaram, brigas internas?

−Não, privacidade! Eu respondo, mas acho que Maggie entende errado, seu sorriso me diz isso.

−Sei como é! Saímos do quarto e deixo a casa dos Grenne caminhava para o subúrbio quando Dale me chama.

−OI! Ele sorri – Como está? Não falamos depois que Sophia... – Ele não termina a frase, não precisava.

−Triste eu acho, decepcionada talvez, eu tinha muitas esperanças.

−Sempre soube que você ficaria muito triste, mas acha que se afastar do grupo ajuda?

−Eu me sinto bem onde estou, Daryl cuida de mim, não fique preocupado! Gosto dele, sei que seu carinho é sincero, não sou boa em retribuir, mas sou grata.

−Ele fez um pedido oficial? Dale me sorri – Não eram mesmo namorados, mas agora vejo que são.

Eu sorrio para ele, como ele sabia disso?

−Não sou bobo, sabia que ele não era nada seu lá na pedreira, por isso ficava sempre de olho e te convidei para ficar comigo no treiler, Daryl te deixava sempre sozinha, o irmão sempre provocando, falando aquelas grosserias, ele nunca dizia nada e gritava com você às vezes.

−É o jeito dele! Tento defender Daryl.

−Não senhora, o jeito dele é esse de agora, gentil com você, preocupado, atencioso, sempre por perto, de olho como agora – Ele olha para longe e sigo seu olhar, Daryl estava sentado longe sozinho nos olhando, sorrio para ele, aceno, ele me olha devolve o aceno, é tão perfeito – Agora sim acredito que são namorados, fico realmente feliz, Daryl é um cara muito difícil, mas é só olhar melhor e se vê que tem muita força, sabe o que quer, está em boas mãos agora, ele não é como o Shane.

O nome me faz estremecer e Dale percebe minha reação.

−Eu sei que você tem medo dele, acho que fez algo a você, vejo como se esquiva dele, como fica tensa quando está perto dele e posso garantir que tem razão, aquele cara não presta e não consigo convencer as pessoas disso.

−Todos sabem disso! Aviso a ele – Mas ninguém quer fazer nada porque sabe que só tem uma coisa a fazer, manda-lo embora não vai resolver, ele não vai.

−Acho que está certa Mary, queria que Andrea fosse assim como você, mas ela é cabeça dura e cega para as atitudes dele.

−Melhor não se envolver demais Dale, eu vou indo, nos vemos.

Me afasto e vou ao encontro de Daryl, ele me olha sério, me sento a seu lado pensando se o deixei bravo já que está calado, mas ele me envolve num abraço.

−Como está a menina?

−Muito triste eu acho, fiquei preocupada com ela!

−Ela é jovem vai superar, depois não tem escolha sobre isso.

−Tenho medo que ela tenha uma escolha e que seja uma escolha triste, ela não parece querer viver.

−Tem muita gente cuidando dela, não vai conseguir fazer uma besteira e logo isso passa, e você, tudo bem?

−Sim, Dale disse que...

−O que o velho falastrão falou? Ele não parece muito contente, está sempre explodindo, eu não devia, mas até que gosto um pouco disso, ele é vivo, é só energia, tudo em Daryl é muito, é intenso.

−Disse que sabe que agora somos namorados e que antes não éramos, que sempre soube, que você era muito distante de mim – Eu suavizo um pouco os termos para não criar um problema – Mas que agora somos próximos e que você cuida muito de mim e que estou em boas mãos.

−Ele está sempre querendo mostrar o quanto sabe, tem essa mania de ser o cara experiente, que sabe das coisas, acho meio intrometido!

−Ele bem sabe que é intrometido, mas acho que nem liga! Eu respondo e Daryl me puxa para ele e me beija.

−E a senhorita adora o velho que eu sei! Ele me beija de novo – Adora os dois velhinhos! Ele me faz rir e então beija meu pescoço – Acho bom que fique só nos velhinhos!

−Que bobo, como poderia olhar para mais alguém se você está aqui? Eu digo sorrindo, mas ele me olha sério, tem fogo no seu olhar, gosto, me assusta também, mas faz minha pulsação acelerar.

−Sempre vou estar! Ele me promete antes de me beijar de verdade, um longo e ardente beijo, cheio de paixão que me faz ficar zonza e entregue.

Depois ficamos nos olhando um longo tempo, estou quase no seu colo, ele me abraça, com um braço, com o outro toca meu rosto, afasta meus cabelos, me puxa para ele, me beija de leve e morde meu lábio inferior, aquilo é absolutamente bom.

−Pode acrescentar isso na lista! Eu aviso ainda meio zonza, ele ri de um jeito sexy se é que se pode chamar assim e fico corada.

−Está anotado bruxa! Ele volta a me beijar e repete a mordida e fico feliz que ainda é dia e que estamos fora da barraca porque aquilo é muito bom.

−Vamos caçar? Ele me diz baixinho, pisco tentando entender o que ele disse, ele ri de mim – Volte para terra Mary!

−Eu... eu o que disse? Estou mesmo meio fora de mim, nunca imaginei que alguém pudesse provocar coisas assim em mim, mas ele me deixa completamente fora do eixo.

−Vamos caçar?

−Eu e você? Eu queria muito entrar na floresta sozinha com ele de novo. Principalmente agora que podemos passear de mãos dadas que me sinto tão segura e feliz.

−Eu e você, quero que treine um pouco, quer?

−Muito!

Antes de sairmos passamos pelo acampamento, Lori está lá e eu aviso que vamos caçar, ela concorda sorrindo, acho que não ficou brava com o que aconteceu com Daryl e ela.

Entramos na mata um pouco depois, fora dos limites da fazenda e por tanto fora das cercas da fazenda.

−Você leva a besta! Ele me entrega a arma – Mas precisa ficar atenta, para zumbis e animais.

−Certo! Respondo e ele pega a pistola na mão, acho que ainda não confia muito em mim, isso é bom porque eu também não.

Caminho prestando o máximo de atenção em tudo, gosto dos sons da floresta, do barulho dos nossos pés pisando nas folhas secas, dos pássaros e da agua que deve correr não muito longe, também gosto do cheiro de terra úmida.

Vejo um esquilo, ele parece distraído e miro a besta, vamos ver se aquilo foi sorte de principiante, atiro a flecha e pego o esquilo.

−De novo! Comemoro enquanto Daryl caminha até ele e retira a flecha, prende o bicho e continuamos, andamos mais um bom tempo até eu encontrar um coelho selvagem, eu miro, mas o bicho sente e corre se escondendo numa toca no tronco de uma árvore, fico decepcionada e Daryl ri.

−Quer ser imbatível é?

−Eu quero! Aviso e continuamos andando, encontramos o rio e queria beber água mas do outro lado da margem num lado lamacento um zumbi parecia atolado, me assusto quando vejo a cena, dou um passo para trás, mas me recomponho, eu faço mira e olho para Daryl pedindo autorização, ele faz que sim o zumbi gemia desesperado tentando nos alcançar e atiro a flecha que acerta seu olho ele cai estremece e apaga.

−Acha que era aqui que o Otis vinha buscar aqueles zumbis que estavam no celeiro? Pergunto pensando em Sophia, Daryl sabe disso.

−Não vamos pensar nisso! Ele me diz – Vamos voltar, logo vai escurecer.

−Acha que vamos ficar aqui muito tempo? Pergunto quando caminhávamos de volta, dessa vez Daryl levava a besta e eu a minha pistola, não que pretendesse atirar, já tínhamos entendido que o barulho atraia zumbis, mas numa emergência não deixaria de nos proteger.

−Eu não sei, o Shane ainda não aprontou todas e para ser sincero não sei até quando essa fazenda vai ficar imune a zumbis.

−Acha que eles podem conseguir passar?

−Acho! Ele me diz e me aproximo dele, não sei se posso voltar a ficar tranquila agora.

−Ei bruxa, nada de pânico, já enfrentamos muitas coisas! Ele me abraça e seguimos o restante do caminho assim, adoro andar pelos campos da fazenda, agora eram quase dourados, mas logo ficariam brancos pela neve, não sei como vai ser passar um inverno acampado no quintal de Hershel, mas sei que vou estar aquecida.

−Vamos ver o que o Rick decidiu! Ele me diz quando notamos todo grupo reunido no acampamento.

−E o garoto! Daryl era sempre direto.

−Se recuperando bem preso no celeiro, em dois dias vai estar em condições e vou leva-lo com o Shane para longe.

Rick avisa, não sei o que pensar sobre isso, mas acho que matar alguém só porque é um desconhecido é um pouco demais, mas nunca vou me intrometer em uma decisão como essa.

Dessa vez sou eu quem cuida do jantar, gosto de fazer isso, assar carne, caminhar pelo nosso pequeno acampamento sob o olhar distraído dele, depois comemos juntos, já estava escuro e seguimos para a barraca, ficamos namorando, ele usa tudo que Mary gosta, me deixa completamente tonta, tenho vontade de dizer as palavras, mas também tenho um medo gigante disso.

E se ele me machucar, se me fizer chorar, se eu deixar de gostar dele? Se deixar de gostar dele eu não sei o que vai ser de mim, porque Daryl é tudo que me mantem viva ainda, esse gostar, essa necessidade de estar perto, as sensações no meu corpo e no meu coração, isso me mantem viva.

−Queria dizer mas tenho medo! Falo depois de um longo beijo.

−Então não diga! Ele me responde e é tão fácil de ver que está sendo sincero – Só quero que diga quando estiver pronta.

−Mas e se você cansar de me esperar? Eu quero perguntar tantas coisas, mas fico o tempo todo com medo de passar dos limites, meus olhos se enchem de lágrimas e ele me abraça me colocando em seu peito isso é bom.

−Não vou cansar de esperar! Ele me promete.

−Como sabe?

−Porque eu... – Ele fica calado um instante – Eu sei.

−Mas me avisa se cansar, quem sabe eu possa...

−Nunca! Ele fica bravo – Olhe para mim! Ele se vira fico deitada com ele sobre mim, muito perto e me olhando nos olhos de um modo tão firme que não entendo – Nunca vai abrir mão de estar pronta, se fizer isso... vai ser do seu jeito Mary, nunca mais vai ser de outra maneira, vai ser sempre do seu jeito!

Nunca senti tanta vontade de dizer a ele que o amo e nunca tive tanto medo de perde-lo, então apenas beijo Daryl, eu quero fazer isso, mostrar que estou tentando que talvez não demore tanto, ele corresponde, é tão carinhoso, tem tanto cuidado comigo que não sei como pode ser fazer amor com ele, suspiro e ele me beija ainda mais gentil, como que querendo me provar que pode ser delicado, que não precisa machucar.

−Vamos dormir! Ele me diz.

−Antes eu tenho que contar uma coisa, é sobre as coisas que gosto! Fico tímida, mas ele sempre quer saber tudo que ele faz que me deixa... feliz e sei lá como chamar isso.

−Papel e caneta em mãos! Ele brinca.

−Sua mão na minha barriga... por... por baixo da blusa! Agora eu estou com as bochechas queimando.

−Eu nunca fiz isso! Ele se defende.

−Na verdade você faz isso toda noite! Aviso – Dormindo!

−Que droga de sono pesado que nunca acordo para saber como é isso! Ele diz brincando, eu me viro e ele me envolve como dormimos toda noite, eu tomo coragem para dizer, quero mesmo ser dele e fazer ele feliz.

−Podemos dormir assim! Eu digo aproveitando que estou de costas e não preciso olhar para ele.

−Estou adorando seu empenho! Ele me diz e acabo rindo disso, ele tem um jeito de me dizer as coisas que me deixa tranquila, como se eu não fosse uma absoluta idiota cheia de traumas e problemas, como se ser como sou fosse normal, comum, eu sei que não é, que ultrapasso todos os limites do razoável, mas ele não se importa.

Daryl me envolve, sua mão caminha devagar por dentro da minha roupa, não é um passeio muito longo e gosto que ele nunca passe do limite.

−Sou um cara esperto! Ele brinca respirando na minha nuca – Ao menos quando estou dormindo.

−Acordado também!

−Mary, não precisa guardar segredo sobre isso, sobre como se sente, se quiser conversar com alguém, agora tem Maggie e Beth, não me importo, não vou achar que está me fazendo de idiota, às vezes uma garota pode te ajudar, mas isso é você que decide.

−Certo! Eu respondo, é tudo que posso dizer, tenho vontade de falar com Maggie sobre isso, mas não sei se consigo.

Acordo antes dele, a mão dele ainda está na minha barriga e fico pensando que a cada dia me sinto mais a vontade para falar sobre essas coisas com ele.

Eu o deixo dormindo e saio da barraca, o fogo ainda estava aceso e o reanimo, coloco água para esquentar, temos café instantâneo e quero preparar antes que ele acorde, ainda é cedo e vejo Maggie caminhar em minha direção, ela trazia uma pequena cesta e sorria.

−Bom dia vizinha! Maggie brinca sorridente.

−Bom dia! Respondo feliz em vê-la.

−Cadê o namorado?

−Dormindo! Respondo e ela me estende a cesta e se senta.

−Bolo, pães, suco, um café da manhã descente, já que não quer se mudar para minha casa, meu pai que mandou trazer.

−Obrigada Maggie!

−Ele está encantado com você! Maggie me diz – Acha que é delicada e gentil, e uma boa amiga para mim e Beth.

−Ele é um homem bom! Sorrio – Como está Beth?

−Igual, Patrícia está com ela, vim caminhar um pouco respirar, temos ficado o máximo possível com ela, Lori está ajudando e o resto do seu grupo está praticamente morando lá em casa, acho que por isso meu pai gosta tanto de você! Ela ri.

−Estou muito feliz aqui! Aviso ela que sorri – E o Glenn se entenderam?

−Não muito! Ela suspira – Não sei qual o problema dele, ele ficou confuso porque eu disse que o amava, realmente amo, e isso deixou ele se sentindo muito responsável por esse sentimento, nos afastou.

Decido que se é assim não vou dizer ao Daryl que o amo.

−Eu o escolhi sabe, não foi por que temos poucas opções, ele não é o tipo gostoso e sexy como seu namorado...

−Nossa! Eu digo sentindo uma revirada no estômago – Maggie eu tenho ciúme! Não é dela, mas é estranho constatar que tenho – Desculpe, mas quando disse isso, eu sei que nunca faria nada, mas... nossa isso é... acha que sou ciumenta? Eu estava sorrindo e é claro Maggie estava me achando uma maluca e possivelmente estava considerando chamar o pai para dar uma olhada em minhas condições mentais.

−Acho que é maluca! Ela ri – E sim é ciumenta, eu disse que seu namorado é gostoso e sexy, mas não disse que pretendo tentar a sorte, aliás acabo de dizer que amo o Glenn!

−E ele te ama, ficou bem triste quando vocês fizeram aquela visita na farmácia e depois ficou sendo má com ele, principalmente porque foi você que propôs!

−Que baca aberta ele tem! Ela reclama – Contou a você?

−Coitado, quis pedir um conselho, mas sou péssima conselheira.

−E é uma mulher muito ciumenta! Ela ri da minha cara de brava, Daryl tinha feito muito por mim, eu tinha até amigas agora.

−Maggie, somos amigas não é? Acho melhor confirmar antes de fazer umas perguntas, quero aproveitar que Daryl está dormindo e que estamos longe de todos.

−Espero que sim, estou aqui contando meus segredos! Ela brinca.

−Você quis não é, com o Glenn a ideia foi sua?

−Me acha muito vaca? Ela me faz rir com gosto.

−Não! Respondo – As mulheres, nossa Maggie é difícil perguntar essas coisas, você gosta?

−De sexo? Ela se espanta, faço que sim com a cabeça estou vermelha – Claro! Ela me olha – É virgem? Aquilo dói, não sei como continuar a conversa.

−Não Maggie, esqueça, eu...

−EI! Ela se preocupa e percebo – Espere ai, vamos falar sobre isso, você é virgem?

−Não! Eu não olho para ela.

−Não é bom com ele, quer dizer ele não é legal com você, Mary tem que ser tão bom para a garota quanto...

−Não Maggie, não entendeu, ele nunca fez nada, nós não... ainda...

−Meus Deus! Ela entende, sinto um nó na garganta – Alguém machucou você alguma vez?

−Muitas vezes, por muito tempo! Eu choro, um choro silencioso, apenas lagrimas, não quero que Daryl acorde agora – Desde muito... – Não consigo terminar.

−Mary! É um lamento eu sinto – Querida! Ela aperta minha mão, aquilo me incomoda, mas não solto, isso é outra coisa que tenho que resolver, nem todo mundo quer me machucar, Maggie não quer – Precisa dizer a ele!

−Ele sabe, é tão especial, está me esperando, não força nada, nem sei como fui ter essa sorte de ter ele na minha vida!

−A sorte é dele Mary! Ela me diz – Mas se ele está esperando e sendo legal isso é bom.

−Garotas gostam disso não é?

−Sim, muito, não sabe porque nunca experimentou, uma coisa é estar com alguém especial que gosta e outra é ser machucada, obrigada, isso é só violência, não é nem parecido.

−Acha que não vou sentir... Acha que vou ficar feliz e gostar, tenho medo de perder ele! Confesso.

−Você o ama? Ela me pergunta e apenas faço que sim com a cabeça, ficamos em silencio um tempo, acho que ela está pensando em como me ajudar.

−Sabe Mary, acho que vai se surpreender quando acontecer, e não precisa ter medo.

−Gosto de muitas coisas, ele me deixa completamente zonza sabe, e quero tentar e tenho medo, uma confusão.

−Mas sente não é, quando se beijam, rola um clima, não é só namora de pré-adolescente?

−É muito bom! Eu volto a ficar corada – Estamos descobrindo as coisas que gosto, eu digo a ele e acontece que é tudo muito bom, uma lista enorme!

−Muito esperto! Ela ria despreocupada agora – Então não acha que está sendo boba com todo esse medo?

−Acho! Respondo mais despreocupada, seco minhas lágrimas e Maggie se levanta e faço como ela, ela me dá um abraço e me esforço muito para não afastá-la.

−Somos amigas e podemos falar sobre tudo e se precisar sabe onde me encontrar, agora tenho que ir cuidar da Beth, vá vê-la mais tarde.

−Certo, obrigada! Ela me sorri e fico sozinha pensando em tudo isso, uns minutos depois Daryl sai da barraca.

−OI! Eu sorrio para ele, que me abraça.

−Acordou cedo?

−Sim, Maggie veio aqui e trouxe café da manhã, nada de esquilos hoje! Ele finge decepção.

−Que pena! Nos sentamos para tomar o café juntos, ele me olha mais carinhoso que nunca, toma uns goles de café, me puxa para seus braços e fico com medo de ter ouvido minha conversa eu morreria de vergonha, mas ele não diz nada e eu decido não perguntar.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Queria aproveitar que quase todo mundo que lê essa fic acompanha também a outra para dizer que estou indo mais devagar lá de proposito, quero fazer mais uns três capítulos até terça que afinal, graças a Deus, já não era sem tempo retorna TWD e quero como já avisei seguir junto com a série.