Apocalipse - A Era Dos Mortos
19 Capítulo 19 - Amo Mary
Notas iniciais
Pov – Daryl
Assim que Mary se levantou eu senti ela se afastar e me lembrei dela me dizendo quando sentiu que a deixei dormindo, isso é estranho, essa ligação, faço coisas por ela que nem me reconheço, quero ser um cara legal, quero que fique feliz e até Mary surgir isso não tinha a menor importância para mim.
Nunca maltratei uma mulher, nada além da minha grossura habitual que é dirigida a qualquer um, mas nunca maltratei uma mulher o que não quer dizer que alguma vez tenha me preocupado com os sentimentos de alguma delas, isso de sentimento nunca foi comigo, mas agora tudo isso me preocupa, como ela se sente, se está feliz, se chora, se tem medo, e me pego querendo abraçar ela o tempo todo, beijar, olhar, fico me segurando para não virar um babaca pegajoso como na verdade eu queria.
Ouço a voz de Maggie, gosto que ela tenha amigas agora, Mary sempre foi sozinha, e uma amiga para uma garota é muito importante.
Não pretendia ouvir a conversa, mas depois que começaram também não podia sair e deixar Mary envergonhada, a primeira coisa que me chama a atenção é Mary ter sido convidada para morar na casa com eles, e não ter aceito, ela me preferiu, podia ter uma cama, segurança e conforto, comida farta, mas prefere uma barraca e esquilos, isso me deixa feliz, e se fosse menos egoísta eu pediria para ela seguir para a casa que eu iria vê-la, mas isso nos deixaria distantes e acontece que simplesmente não consigo mais ficar longe dela.
Depois falam sobre Glenn e a tal visita na farmácia e concordo com Maggie aquele coreano tem mesmo uma boca enorme, contou até os detalhes para ela, muito amiguinhos, e descubro que Mary tem ciúme de mim, a opinião de Maggie ao meu respeito é estranha mas não ligo a mínima, o que me interessa é Mary admitindo que tem ciúme, devia me preocupar, mas gosto, faz bem de um jeito estranho.
Depois o assunto fica tenso, sei que ela está chorando e quero tanto ir até lá e abraçar ela, mas uma amiga talvez ajude mais.
Maggie pergunta se ela me ama e fico tenso esperando a resposta, mas não ouço, não sei o que respondeu, se disse que sim ou que não, e o que isso me causaria, me pego torcendo feito um idiota para ter sido sim.
Ela conta que não quer me perder, fico meio tonto com isso, com o coração acelerado feito uma mocinha, droga o que essa garota faz comigo? Estranhamente não me importo muito de me sentir assim, se for bem honesto eu até gosto.
Ela conta sobre as coisas que Mary gosta, que gosta de tudo, eu me vejo sorrindo sozinho – Para de ser idiota Daryl! Me recrimino, mas ela gosta e tem medo e sei que um dia esse medo vai embora e posso esperar não importa quanto tempo.
Maggie a tranquiliza e fico feliz que tenha feito isso, levou a conversa de um modo leve, não deixou que virasse uma coisa pesada como uma história como essa realmente é, e prometeu amizade, isso me deixa tranquilo, depois elas se despedem e fico ainda uns minutos na barraca, não quero mentir para ela, mas também não quero que fique constrangida então é melhor não dizer que ouvi a menos que ela me pergunte nesse caso não vou mentir, mas agora eu preciso olhar para ela, e mostrar que estou com ela.
Tomamos café juntos, um bom café, eles realmente gostam dela, Mary está pertinho de mim, como sempre fica, bom eu estou sempre puxando ela para meus braços, é difícil ficar longe.
−Ontem quando fui ficar um pouco com a Beth ela ficou segurando minha mão! Mary me conta, ela gosta de me contar tudo – Eu não fiquei incomodada, você sabe que não gosto muito que me toquem, todo mundo já percebeu.
Ela fica triste e faço um carinho no seu rosto.
−Eu sei!
−Menos você desde a primeira vez, nunca senti nada de ruim com você! Ela me diz e acabo beijando ela – Mas eu segurei a mão dela e ficou tudo bem, fiquei achando que era só porque ela estava muito fraquinha, mas hoje a Maggie segurou minha mão e até me abraçou e eu me esforcei para não fugir e não foi tão ruim.
−Isso é mesmo uma coisa muito boa não é? Eu animo Mary – Mostra que está superando todas as coisas ruins que aconteceram com você.
−Contei a ela! Mary me diz e noto que espera minha reação, tem medo dela – Fiz bem?
−Te fez bem? Pergunto isso era tudo que importava.
−Acho que sim! Ela diz é tão doce – Ela não vai dizer a ninguém e falou coisas boas.
−Então foi bom! Não vou ser falso e perguntar o que falaram por que sei, mas quero que ela fique tranquila sobre nós – Vou esperar Mary, não estamos correndo contra o tempo, e para ser honesto é muito bom ficar descobrindo as coisas que a Mary gosta! Ela fica corada como de costume e se encosta em mim.
−Tem uma coisa que queria conversar com você! Ela me diz e percebo que está um pouco nervosa, os olhos marejados.
−Diga, seja lá o que for resolvemos! Eu a tranquilizo.
−Quando chegamos na pedreira, eu... eu estava muito assustada, sozinha e com muito medo, você dividiu a barraca comigo, disse que eu podia ficar até... disse que até sei lá, se lembra?
−Lembro! Eu tento secar suas lágrimas mas é meio inútil.
−Eu sempre acho que... Bom é sua barraca é... Hershel me chamou para morar lá, eu estou contando por que não quero mentir, ele disse que posso morar na casa e se você quiser, se preferir, quer dizer não é mais como se eu não tivesse para onde ir.
−Porque está chorando Mary? Eu a ouvi dizer que queria ficar comigo, não entendo por que está me dizendo isso.
−Preciso responder? Eu tento secar suas lágrimas mais uma vez, mas são muitas.
−Seria bom, para eu entender o que afinal está acontecendo.
−É que eu não quero ir, mas quero que tenha a chance de escolher se quer que eu fique, porque sempre acho que estou no seu espaço, e fico sempre com medo de estar te deixando cansado de mim, e eu não sei como essas coisas de casal funcionam, a Maggie e o Glenn não moram na mesma barraca.
Ela diz tudo de uma vez, nem respira para dizer, são tantos os traumas da minha garota, não é só sexo, é tudo, uma vida de solidão e rejeição, eu fico pensando que até que superei muito, mas tive que ser independente muito cedo e isso ajudou.
−As coisas na pedreira eram de um jeito e agora são diferentes, eu te ajudei e nunca me importei de dividir minha barraca com você, não era um problema naquela época e muito menos é agora! Ela me olha as lágrimas vão sumindo a medida que vai se sentindo confiante – Você é minha garota não é? Ela confirma – Quero que fique comigo! Ela sorri – É aqui que tem que ficar, não é mais a minha barraca, é a nossa.
−Certo! Ela me abraça – É isso que quero, ficar aqui com você.
−Já que está sendo tão honesta preciso dizer que ouvi um pouco da sua conversa, nada demais, nada que eu já não soubesse! E era a mais pura verdade o que eu não sabia eu continuo não sabendo porque não ouvi a maldita resposta que deu a Maggie.
−Não me importo! Ela está mais tranquila.
−Quer dizer que o velhote corresponde aos seus sentimentos? Brinco com ela, quero que pare de chorar.
−É ele gosta de mim porque não invadi muito seu espaço!
−Ele gosta de você porque é encantadora, agora vamos fazer uma visita para aquele bando de babacas.
Vamos até o acampamento, quero saber como andam as coisas, saber do tal prisioneiro, conversamos um pouco sobre onde levariam o cara, se dariam uma arma para ele se defender essas coisas, Mary fica conversando com Dale, ele claramente detesta a ideia, é um cara muito humano, e um velho muito iludido, ainda de féria no meio do apocalipse.
−Vamos bruxa? Chamo Mary e ela se vira sorrindo, vejo o olhar reprovador que Carol e Andrea.
−Acha que pode chamar a garota assim, não tem respeito por ela? Andrea diz e não sei o que foi que ela ouviu, e de onde tirou que pode se meter assim.
−Escuta sua feminista de merda, Mary é minha garota, quer estar comigo, não se intromete.
−Ela não devia permitir que a chame assim! Andrea reclama.
−De bruxa? Mary pergunta muito confusa com aquela intromissão idiota, Andrea ergue as sobrancelhas confirmando, Mary sorri.
−É isso? Eu não acredito, achei que era por que estávamos longe do acampamento, por que a chamei para ir embora, mas porque disse bruxa? Aquilo é ridículo – Mary é a mulher mais linda que já vi, eu nunca sequer cheguei perto de alguém como ela, isso é uma coisa nossa! Respondo – Se preocupe quando eu a chamar de Andrea, daí talvez eu queira ofender!
Saio arrastando Mary para longe, estou sempre me implicando com aquela loira e aquela mania de ser feminista e dona da verdade, mas na hora de se oferecer para o Shane feito um pedaço de carne como eu sei que fez mesmo sabendo que o negócio dele é a magrela ela se esquece de ser feminista.
−A Andrea tem uma mania de se intrometer em tudo! Mary reclama – Eu gosto quando me chama assim, é carinhoso! Ela me diz quando estamos longe do acampamento.
−Somos mais felizes no subúrbio mesmo! Eu brinco para nos acalmar – Agora vamos caçar! Adoro me enfiar na floresta e Mary está aprendendo a caçar isso é muito bom.
Passamos quase o dia todo lá, Mary levou água e bolo e nem nos damos conta do tempo que sumimos, é bom ficar ali com ela, não encontramos nenhum errante e dá um pouco de esperança de as coisas estarem se acalmando, mas nem vou dizer a ela, não quero iludi-la, depois quando voltamos ela vai ficar com Beth e fico no acampamento com o grupo, não quero deixar ela caminhando sozinha por ai com aquele idiota que trouxeram e o infeliz do Shane louco para aprontar alguma.
−Desculpe! Andrea me diz parando na minha frente – Sou uma idiota, não era da minha conta e entendi que era um apelido carinhoso de namorados!
−Aprende a cuidar da sua vida! Respondo de má vontade, mas ela não se importa, sorri.
−Acho que são o único casal feliz por aqui! Ela me diz e realmente não tenho intensão nenhuma de falar sobre isso com ela – Eu sei que detesta essa conversa, vou indo! Ela se afasta.
Estava de noite quando Mary caminha para mim, não parece contente, está na verdade quase chorando e eu a abraço quando caminhamos para a barraca.
−Beth está completamente desiludida, nada importa mais para ela, fiquei com muita pena.
−Vai passar, não se preocupe!
−Andrea foi lá dentro se desculpar comigo! Ela me diz quando chegamos.
−Ela fez o mesmo comigo!
−Eu desculpei, não vou ficar guardando rancor de ninguém por uma bobagem dessas.
−Fez bem.
−É amanhã que vão levar o tal Randall embora?
−Logo cedo! Eu penso que se fosse Rick não saia sozinho com o idiota, sei o tipo de cara que é e o que fez com o Otis, mas a verdade é que Rick também sabe e se ele não se importa eu é que não vou me importar.
−Shane é um cara perigoso! Ela me diz e aquilo realmente me incomoda.
−Não vai me dizer o que ele fez?
−Nada, apenas não gosto dele! Eu sei que ela está mentindo e que sua única motivação é me proteger, eu ainda descubro – Dale também não.
−O velho não é bobo!
Eu e Mary seguimos para nossa barraca, foi um dia longo e produtivo, Mary se vira bem com a besta, preciso achar uma loja de caça e conseguir uma para ela.
−Amanhã vou ver se o Hershel sabe de alguma loja de caça, quero arrumar uma besta para você!
−Sério! Ela sorri toda feliz – Puxa eu quero mesmo ter uma!
Ela nem se dá conta que vem para meus braços sozinha, sem eu ter de puxa-la para perto, sem ficar corada de vergonha, se deita no meu peito e fica me fazendo um carinho leve nos cabelos, a mão tocando meu pescoço, tão delicada.
−Mas é uma arma pesada, mais do que uma faca!
−O que perto de ter que ficar cara a cara com uma dessas coisas não é nada!
−Está certa!
−Você está enchendo muito rápido o cantinho de coisas boas que acontecem com Mary.
−Então talvez esteja na hora de se mudar para um lugar maior.
−É! Ela sorri, eu beijo Mary, adoro esses momentos, quando podemos realmente ficar assim apenas juntos, eu estou sobre ela, que me envolve suas mãos descem por minhas costas, mais soltas, voltam para meus cabelos, depois estão no meu peito, não paro de beija-la, aquilo é um delicioso tormento.
−Está bem? Eu pergunto quando nos afastamos um pouco, ela tem aquele rosto corado, os olhos brilhantes.
−Isso parece um sonho! Ela me diz.
−Mas não é bruxa, estamos mesmo aqui, e sinto muito não ter ido arrombar sua porta antes.
−Eu pensava em você... eu sonhava que um dia faria isso, por um tempo, quando chegou lá, depois parei de sonhar.
Aquela confissão mexe comigo de um jeito que ela nem desconfia, Mary ficava pensando em mim, sonhando que eu a salvaria, por que eu fui tão imbecil, porque tive tanto medo da opinião do meu irmão?
Eu volto a beijar Mary e então me dou conta, o nome do que sinto, a palavra que não quero dizer por que é grande, só ela pode descrever o que sinto, eu amo Mary.
Amo, toda ela, sua beleza, doçura, sua timidez, seu coração, seus olhos dourados, amo quando sorri e quando chora, amo quando está em meus braços, me afasto um pouco, ela me olha emocionada.
−O que foi? Eu pergunto.
−Esse beijo, ele foi... especial, diferente, não foi? Sim, eu penso, foi especial porque estava dizendo a ela e a mim que eu a amo.
−Você é especial! Eu não sei só posso dizer a ela, mas quero fazer isso, acho que ela precisa ouvir, mas não posso ainda, preciso me acostumar com a ideia, compreender o que isso significa na minha vida, o quanto muda as coisas.
Dormimos mais colados que nunca, minha mão sobre a pele macia de Mary, acho que ela não fazia a menor ideia do quanto eu precisava me concentrar, lutar para não assusta-la, era nessas horas que não me reconhecia.
Pela manhã Shane parte com Rick e o garoto, Dale está arrasado, o clima está tenso e passo o dia no acampamento, acho mais prudente já que Glenn está mais tempo com Maggie que com o grupo e T-dog ainda não se recuperou, além de na minha opinião ser meio despreparado para proteção.
Descubro numa conversa do grupo que Lori está gravida, sinto pena do Rick, ele é um cara bom e nem sei como deve ser para ele passar por uma coisa assim, acho que eu matava, parece bem obvio que o filho não é dele, mas nunca vou me meter nisso.
Mas o assunto me lembra Mary, tenho que pensar nisso, em proteção, acho que vou dar um pulo na tal farmácia e aproveito e vejo se encontro uma loja de caça.
−Que acha de ir ficar um pouco com suas amigas enquanto saio?
−Onde vai? Ela me pergunta, eu não resisto a um sorriso, ela não se dá conta do quanto está melhor, a uns dias atrás não me perguntaria nada, obedeceria imediatamente, sem nem saber porque – Que foi? Ela pergunta.
−Nada! Eu a beijo – Vou dar um pulo na cidade, quem sabe acho uma loja e encontro uma besta, mais flechas.
−Sozinho?
−Posso ir junto! Glenn avisa passando – Quero dar uma volta.
−Certo! Ela entra para fazenda e pegamos um carro, a cidade de carro é bem perto, eu estou calado e acho que o coreano não está muito afim de papo também.
−Sabe onde é a farmácia? Pergunto assim que entramos na cidade.
−Toma! Ele puxa uns preservativos do bolso e me entrega – Se está indo atrás disso eu e Maggie pegamos tudo! Olho para ele que não me encara – Nem sei se ainda vou usar isso!
−E uma loja de caça?
−Vi uma de material esportivo, mais na frente! Ele diz — Tenta lá se quer flecha deve ter.
A loja estava vazia, nada de zumbis e para minha alegria eu encontro uma besta, era como a minha, mais leve e preta, temos muitas flechas agora, eu penso quando vejo um cesto cheio delas, Glenn recolhe tudo e saímos sem problemas, um zumbi caminhava ao longe, nem paramos voltamos para o carro e seguimos para fazenda.
Encontro Mary sentada na escada da varanda chorando e nem tiro a besta do carro, ando rápido ao encontro dela, Glenn vem junto.
−O que foi? Eu a envolvo quando ela corre para mim.
−Beth tentou se matar! Ela avisa.
−Droga! Glenn não espera para ouvir o resto corre para dentro e eu a abraço forte.
−Deixamos ela um pouquinho com a Andrea, desde cedo estávamos preocupadas com isso, Andrea deixou ela sozinha de proposito e ela tentou suicídio, agora está bem por que se arrependeu, mas foi um susto.
−Vamos para nosso acampamento.
Caminhamos abraçados, ela soluça um pouco.
−Hershel teve que dar pontos, Maggie expulsou a Andrea, um clima terrível e está todo mundo preocupado porque o Rick ainda não voltou.
−Ele deve estar a caminho! Eu aviso quando nos sentamos num tronco de arvore perto da barraca – Não chore mais, ela não está bem agora?
−Está! Ela seca as lágrimas – Acha que Andrea fez errado?
−Acho que ela não é dá família e não devia se envolver nisso!
−Também penso assim, mas as vezes acho que do jeito que as coisas estão a pessoa pode escolher não é, foi por isso que brigamos no CCD, para escolher, e deixamos o Jim fazer a escolha dele, e se Beth quiser mesmo morrer?
−Eu sei, essa é uma discussão longa, nunca vai ter uma resposta certa!
−Acho que não, mas sempre vou tentar impedir as pessoas que gosto de me deixarem, eu encontrei pessoas boas, quero que fiquem vivas!
−Está certa sobre isso, mas Beth só estava assustada, não se preocupe tanto ela não vai tentar de novo.
−Pensava muito nisso! Ela me diz e meu coração se aperta um pouco – Mas nunca tive coragem, agora eu agradeço minha covardia, porque mesmo com o mundo estando assim eu sou mais feliz!
Fico olhando para ela e me perguntando se tem um pouco de mim nessa felicidade, se faço parte dela, amo Mary, cada vez que penso nisso uma coisa se remexe dentro de mim, como um susto, ainda me espanta, nunca achei que podia sentir isso, sempre achei que se um dia chegasse perto desse sentimento iria querer fugir, sufocar, mas não eu só quero dizer a ela.
Ouço o barulho do carro voltando, preciso saber como foi, mas já tomei minha decisão, vou dizer a ela que eu a amo, que se dane o que o Merle pensaria, que se dane o que o mundo pensaria, amo Mary, mas ainda sou Daryl Dixon e só faço o que quero e no momento o que quero é Mary.
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