Apocalipse - A Era Dos Mortos

79 Capitulo 79 - Trilhos


Notas iniciais
Olá pessoas queridas, espero que estejam gostando, fiz algumas adaptações aqui, não sei que rumo a série segue e estamos bem perto de descobrir, domingo está na minha opinião a anos luz de chegar!rsrsrs Confesso na verdade que estou até com um pouquinho, ou muito medo, mas enfim vamos ver no que vai dar. Decidi que essa fic vai se encerrar, adoro escrever essa história, mas não vou esperar a quinta temporada, então semana que vem depois de saber como a temporada acaba vou criar um final para fic, mais ums três ou quatro capitulos, ainda não sei, de qualquer modo quero a opinião de vocês e desde já prometo outra fic nova.

Pov – Mary

Foi assustador me sentir mesmo que por uns momentos sozinha com Scott, não sei como seria se tivesse que continuar apenas com ele, Daryl é minha vida, felizmente ele nos encontrou, eu sabia que se conseguisse sair daquela casa nos encontraria.

Assim que minhas pernas param de tremer e me sinto calma de novo, me afasto dele e me sento, tiro da mochila uma garrafa de água e uma lata de pasta de amendoim, entrego a lata para Daryl abrir.

─Deu tempo de pegar isso? Ele me pergunta puxando sua faca, estamos no meio da rua, é estranho isso, mecanicamente eu costumo olhar para os dois lados, querendo confirmar se um carro não se aproxima.

─Tinha deixado a mochila pronta para uma emergência, com bastante comida e água.

─Aqui sorvetinho! Ele entrega a lata para Scott que puxa a manga da blusa antes de enfiar o dedo na lata sem a menor cerimônia, aprendeu direitinho com o papai, abro um sorriso.

─Papai e suas aulas de boas maneiras – Mostro uma colher que acabo de tirar da mochila – Tomei o cuidado de trazer isso, agora me diga, para que?

─Mamãe é chata! Daryl diz a Scott que está distraído demais comendo para responder e apenas afirma com um movimento de cabeça, sim o pequeno cara de pau concordava.

─Come com ele Daryl, tenho mais algumas latas na mochila.

─Mais tarde bruxa, vamos seguir em frente e quem sabe não caçamos um coelho.

─Para onde vamos? Não queria perguntar e com isso nos atirar de volta a realidade, mas não tive escolha.

─Que tal seguir um pouco por esses trilhos e ver onde vai dar? Ele diz e subitamente parece tão tranquilo, quase leve e feliz, dou de ombros, por mim tudo bem – Ótimo, então chega de ficar parado, olha lá aqueles mordedores de merda se aproximando! Quatro zumbis caminhavam a algumas centenas de metros vindos da estrada.

─Eu sei falar merda! Scott me diz estendendo a lata agora pela metade.

─Sim, sorvetinho, você é ótimo, sabe falar merda, concorda com o papai quando ele diz que a mamãe é chata, come com as mãos, é um pequeno filhote de Dixon! Ele sorri orgulhoso do que quer que aquilo signifique, Daryl me beija e seguimos caminho.

Começamos a caminhar pelos trilhos, Scott começa andando, parece tranquilo sobre isso, está com o cavalinho na mão, o carrinho está na mochila, junto com a água a comida e nenhum agasalho, usamos apenas as roupas do corpo, tenho uma manta presa a mochila, três fechas em minha besta e duas na de Daryl, uma pistola com meia dúzia de balas e uma faca cada um.

Paramos no meio da tarde para Scott comer o resto da pasta de amendoim, tomamos uns goles de água só resta mais uma garrafa, Daryl suspira.

─Vamos entrar na mata Bruxa, montar acampamento, caçar um pouco e encontrar mais água, amanhã continuamos.

─Está certo! Concordo, entramos pela mata, Daryl sempre se sente mais seguro lá, é como se no meio da floresta estivesse em casa, no fim me acostumei, acho que se tivesse ficado sozinha era assim que faria.

Acendo uma fogueira baixa enquanto mais uma vez ele caça a minha volta, encontra um coelho, fico feliz quando ele se aproxima com ele, não encontramos água, mas só o fato de termos comida já me deixa feliz.

Preparo a carne e coloco para assar, Scott adormece enquanto espera, está enrolado na manta e Daryl faz a guarda, deixamos nossos arames e fios que fazíamos a cerca para proteção na casa.

Em algum momento talvez a gente encontre mais, guardo uma boa parte da carne para Scott quando ele acordar, dividimos uma parte, afinal precisamos comer também, fracos demais não podemos proteger Scott.

Escuto o gemido comum aos zumbis, me aproximo de Scott já com minha faca na mão, Daryl ergue a besta e então o zumbi se aproxima trôpego como um bêbado, está sozinho, tem várias marcas de mordidas e tiros, esse se meteu numa grande confusão antes de cair.

Daryl acerta uma de suas flechas quando ele está ainda longe, caminha para busca-la, fico olhando em volta, todas as noites fico tensa, rezando para o dia amanhecer e podermos voltar a caminhar, sempre prefiro caminhar, parece mais seguro quando estamos em movimento.

─Era só um, estamos bem, dorme um pouco, não dormiu nada desde que deixamos aquele lugar.

Daryl me pede preocupado, mas não quero, na verdade não posso dormir, só de pensar que posso acordar no susto e ficar sem ação meu coração dispara.

─Você também não dormiu, eu estou bem amor, vamos só esperar o dia amanhecer.

Ficamos calados, olho para Scott, ele dorme tranquilo, é estranho pensar no quanto se sente seguro e protegido quando está conosco, de algum modo ele realmente acredita que nada pode lhe acontecer, não faz ideia dos perigos que corre a cada instante.

Amanhece lentamente, um dia cinza e pesado, rezo para não chover, me espreguiço cansada, cada musculo do meu corpo dói, meus ossos parecem todos fora do lugar, nosso sorvetinho acorda e logo está de pé, agarrado ao cavalinho, recolho nossas coisas enquanto Daryl serve a carne a ele que mastiga muito animado.

─Papai pegou a carne com a flecha, ele sabe, eu não sei, só quando ficar bem grande!

─Nem tão grande, basta que aguente segurar a besta e vou te ensinar.

─Oba! Scott comemora me arrancando um sorriso, faço uma prece muda para que esse dia chegue.

─Vamos? Eu os convido quando tudo está pronto e seguimos em direção aos trilhos, estamos silenciosos, acho que o dia nublado nubla um pouco nossos ânimos, então escutamos vozes, estamos perto dos trilhos, paramos silenciosos, Daryl faz sinal para fazermos silencio, pego Scott e com um dedo na boca aviso que ele precisa ficar quieto, nos camuflamos atrás de algumas árvores.

Um grupo de homens caminha pelos trilhos, estão fortemente armados, tem bestas, arco e flechas, armas de grosso calibre, é como ver a turma de Merle solta pela floresta, me encolho mais atrás da arvore, se nos virem é problema com certeza, falam alto caminham sem pressa ou medo.

Então entre eles posso notar Arthur, ele carrega uma mochila nas costas, caminha ao lado de um dos caras, está silencioso, parece abatido, está vivo, Arthur está vivo e outros podem estar, meus olhos ficam cheios de água, queria gritar por ele, mas não está em boa companhia e não sei o que pode acontecer se nos virem.

─Tem certeza que vai deixar o grupo? O cara diz a Arthur – Tem muito para aprender conosco garoto, está mais seguro, é só seguir as regras!

─Nesse mundo não tem regras, não mais!

─Fizemos as nossas e estamos vivos, o mundo é nosso agora, pegamos o que queremos.

As vozes vão sumindo conforme se afastam, só então me deixo soltar o ar que nem sabia que prendia, olho para Daryl que ainda está com a besta em punho e os caras sob sua mira a uma boa distância, só se deixa relaxar quando finalmente eles somem de nossa visão.

Nos olhamos mudos por um minuto, sem saber muito como processar o ocorrido, depois ele me abraça, me sinto relaxar.

─Arthur está bem, isso tem que ser suficiente no momento, conheço bem aquele tipo de gente, não é boa ideia nos verem, corremos risco e colocamos Arthur em risco.

─Ouviu o que ele disse, não quer mais ficar com os caras! Eu digo esperançosa de em algum momento poder encontra-lo sozinho.

─Mas vai, ele não tem escolha, os caras não vão deixar que vá embora, sinto muito bruxa, vamos dar um dia de vantagem a eles e depois seguimos nosso caminho, esqueça que viu o Arthur.

─Eu sei, temos que nos preocupar com o Scott.

─E com você! Daryl me faz ficar de frente para ele, me olha firme – Preste atenção, entenda que não existe mais regras, respeito, se homens como esses encontram uma garota... Mary se um dia dermos de cara com gente assim preciso que esteja pronta para fugir com o Scott, não são só os zumbis que podem nos fazer mal.

─Daryl...

─Não, preciso que prometa, são como Jack entende? Faço que sim quando um calafrio percorre meu corpo, não poderia passar por aquilo mais uma vez, e sei que Daryl morreria antes de permitir que algo assim me acontecesse.

─Prometo! Digo por fim ou ele não descansaria.

─Ótimo, agora, vamos seguir pela floresta, mas com a atenção dobrada, pegamos os trilhos em algum outro ponto.

Precisamos mesmo é encontrar água, seguimos o resto do dia pela floresta, nada de água, mas me sinto mais esperançosa que nunca, Arthur está vivo, outros também estão, não consigo deixar de pensar para onde iriam. Se nos reencontraríamos em algum momento.

─Daryl?

─Quer que te chame de bruxa, mas vive me chamando de Daryl! Ele resmunga do nada, escondo um sorriso achando engraçado, Daryl não é o tipo que cobra essas coisas, não que ache que não se importe, apenas ele não cobra.

─Amor! Eu digo de modo delicado, me lembro da primeira vez que disse e fiquei envergonhada, os primeiros dias na prisão, quanta saudade.

─Sim! Ele responde se aproximando de mim, Scott está uns passos a nossa frente, falando sozinho, na verdade conversa com o cavalinho.

─Para onde acha que as pessoas iriam?

─Acho que ficariam todos como nós, simplesmente caminhando por ai, buscando alguma segurança, mas não sei bruxa.

─Acha impossível encontra-los?

─Acabamos de cruzar com Arthur, tem ideia do que foi isso? Ele me diz e está certo, quem pode ter certeza do que pode acontecer.

Scott me pede colo e eu o pego, finalmente achamos um pequeno riacho, encho duas garrafinhas de água, bebemos o bastante e lavo as mãos e o rosto de Scott, ele reclama do frio, eu o enrolo na manta e decidimos seguir caminho, andamos por quase toda noite, quando paramos amanhecia.

─Vamos descansar um pouco e pegar os trilhos mais uma vez, mesmo que aqueles caras tenham parado para dormir, já pegaram a estrada de novo, não corremos risco de encontra-los.

─Acha que poderia rastreá-los?

─Mary... Eu sei que está querendo falar com Arthur, deixar que ele saiba que estamos bem, mas não vou correr este risco.

─Está certo! Eu digo por fim, não vou arriscar a vida do Scott, não lutamos tanto para protege-lo para simplesmente deixar que alguém... balanço a cabeça para esquecer a ideia que se forma em minha cabeça.

Pegamos de novo os trilhos, andamos uns metros e então vejo uma placa, me aproximo decidida a ler, forço a visão, dou uns passos na direção a ela.

─Terminus? Leio enquanto observo o mata, é como se todas as linhas de trem levassem à aquele lugar, eu e Daryl nos encaramos – Acha que tem mais dessas por ai?

─Não sei, acha que se um dos nossos viu foi para lá?

─Acho! Respondo animada – Tenho certeza que sim.

─Nem sabemos se esse lugar realmente existe, ou se ainda existe, a prisão caiu, talvez esse lugar também tenha caído.

─Pode ser, mas não custa tentar.

Ficamos um minuto observando a placa, decidindo se devemos confiar nela ou não.

─Arthur e aqueles caras, eles podem estar indo para lá, talvez devêssemos pegar a direção oposta!

Daryl é muito desconfiado, eu sei que só quer nos proteger, mas não consigo evitar ter esperanças de encontrar um rosto amigo, penso em Maggie e Glenn, Beth, Carl, Rick, precisamos saber, acho que não posso viver sem a certeza.

─Vai saber se eles seguiram para lá, sabe disso, é o melhor rastreador do mundo!

Ele me puxa para um abraço, me beija de leve, mas logo me afasta quando um zumbi sai do meio da floresta e caminha em nossa direção, ele me deixa com Scott e segue em direção ao zumbi, acerta o cabo da besta na cabeça que explode caindo para o lado, nem me preocupo em esconder a cena de Scott, acho que ele mesmo já está tão acostumado que não se importa mais.

─Certo, mais vai ser do meu jeito! Ele diz firme e concordo sorrindo, agora tenho uma esperança para seguir em frente, um motivo para continuar além de apenas manter Scott respirando.

─Amo você, obrigada!

─Vamos!

Seguimos pelos trilhos, agora vou prestando atenção a tudo, tem rastros do grupo de Arthur, são sinais leves, eles estão um dia na nossa frente, se nada os parar e se estiverem indo a terminus chegam antes o que é bom assim não somos pegos de surpresa no meio do caminho.

Achamos no meio da tarde um galpão, Daryl para um instante, olha em volta, seria bom poder entrar e dormir num lugar seguro, tem um zumbi no chão, os caras o pegaram.

─Vamos passar a noite aqui e seguimos pela manhã! Ele me diz caminhando para as janelas, precisamos ter certeza de que o lugar é seguro.

Vejo um corpo próximo a porta, é um homem, tem uma flecha na cabeça e está desfigurado, mas pelas roupas parece ser alguém que estava com Arthur, só reforça a ideia de que são perigosos, temo por Arthur, Daryl para do meu lado olhando aquele corpo, tem um pano branco ao lado, eu pego e jogo sobre o corpo.

─Agora está claro que não são amigáveis! Ele me diz e concordo – Vamos entrar, devem ter passado a noite aqui.

─Acha que vão voltar?

─Não. Acho que estamos bem seguros por esta noite.

Entramos, eu puxo a porta de correr enquanto Daryl vistoria o lugar com a besta, está seguro e nos fechamos lá dentro, tem alguns carros estacionados, devia ser uma oficina, ou algo do gênero, os carros estão sem combustível isso é fato, no meio do galpão vemos sangue, nos olhamos.

─O cara lá fora, acho que morreu aqui.

Me dá calafrio pensar no que aconteceu, entramos em um dos carros, é mais seguro e confortável, Scott fica distraído brincando no banco de traz enquanto eu e Daryl nos acomodamos no da frente.

─Terminus! Eu digo mais para mim mesma.

─Não tenho um bom pressentimento bruxa, então apenas não se encha de esperanças.

─Esperança é minha marca registrada! Sorrio para ele, não consigo não ter, tenho medo de gente, tenho medo e acho que sempre vou ter, mas a ideia de encontrar minha família, de poder reunir aquelas pessoas mais uma vez e tentar recomeçar é tão maravilhosa que vale o risco.

─Então dorme senhora esperança, estamos perto, mais um dia e então vamos estar em terminus e aí é pagar para ver.

Notas finais
Espero os comentários de vocês! Espero que estejam gostando, e o que acham do fim da fic? beijos