Apocalipse - A Era Dos Mortos

9 Capítulo 9 - Sophia


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem, começamos a segunda temporada!

Pov – Daryl

Que grande porcaria essa ideia de CCD, quase morremos torrados naquele prédio estupido, uma merda gigante, Mary se deu conta antes de todos, mas é claro com aquele doutorzinho engomadinho todo atencioso com ela.

Todos ficaram tontos com aquele exame estúpido, mas foi só para ela que ele perguntou se estava tudo bem, e foi atendendo um pedido dela que abriu aquela porta dos infernos, ela claro nem se deu conta, assim como não percebeu que a Lori e o Shane tão se pegando a semanas, todo mundo sabe, menos o marido traído, uma merda de clichê e Mary porque é muito inocente.

Olho para ela dormindo feito um anjo encolhida no banco, deve estar com fome, esse comboio nem sinal de parar, que porcaria de apocalipse, e essa dor de cabeça maldita que não passa, isso é bem feito, quem mandou encher a cara como se não houvesse amanhã, mas espere, não há amanhã, o mundo virou um grande depósito de corpos. O maior cemitério da galáxia.

Quase estraguei tudo por conta daquela garrafa de... do que era mesmo aquela garrafa? Não me lembro, não me lembro de coisa alguma desde que entrei no banho, apaguei, não sei como fui parar ali, enroscado na Mary, só me lembro de acordar com aquele cheiro bom que ela tem e de sentir nossos corpos colados, ela se encaixa direitinho, mas eu estava tão enroscado nela que mais uns minutos daquilo e ela morreria asfixiada, sou um idiota mesmo, consegui ganhar a confiança dela, e quase estrago tudo por uma garrafa de... desisto, não sei o que tinha naquela garrafa, depois quase atiro a garota no chão, um bom jeito de começar o dia, sendo arremessada da cama, já que eu estava ali podia ter sido gentil, feito uma horinha, me espreguiçado, desejado bom dia, quem sabe ela se virasse para mim e me olhasse, talvez ganhasse um sorriso, mas não, comecei o dia como um bom Dixon, xingando.

Finalmente paramos, acho ótimo, estou cansado e preciso me esticar um pouco, quando paro o carro Mary abre os olhos, se senta muito rápido e olha em volta, ela dormiu por umas duas horas e parece que estamos no mesmo lugar, estrada e estrada, nada além disso, olho para frente três carros parados, era bom pegar o combustível se esses imbecis ainda pretendessem seguir rumo ao pôr do sol.

−Péssima companhia né? Ela diz antes de abrir a porta do carro.

−Sem problemas! Foi bom ficar um pouco com meus pensamentos e compreender que sou um grande babaca, eu penso.

Seguimos até o grupo reunido a nossa espera.

−Pensei em irmos até os limites de Atlanta! Rick avisa – Pegamos combustível, suprimentos, nos organizamos e depois se nada houver por lá, decidimos que lado seguir.

Todos concordamos, estamos cansados e famintos, mesmo que pudéssemos seguir para mais longe precisamos descansar.

Recolho o combustível com a ajuda de T-dog e Glenn, Andrea deve estar meio puta da vida porque nem desce para participar da reunião, queria ficar lá e o Dale não deixou, eu entendo o velho, se Mary me dissesse que queria ficar eu a arrastaria pelos cabelos para fora.

Mary olha para os carros, estavam abandonados, mas cheios de malas, ela abre uma porta e começa a vasculhar, logo Lori entende e a ajuda e Carol também conseguimos alguma comida e dividimos, depois decidimos seguir viagem.

Passamos o restante da viagem conversando, conto a Mary sobre meu antigo trabalho na oficina, e uma ou duas histórias sobre as coisas que Merle aprontava, ela me olhava atenta, mas não diz nada da própria vida, só sobre onde trabalhava, que adorava ler, e quando escurece decidimos para e descansar, dormir umas horas, depois assim que amanhece retomamos a viagem.

Mary acorda de novo nos meus braços, mas dessa vez não tive nada com isso, quando peguei no sono ela estava num banco e eu no outro, foi ela que veio parar no meu, mas assim que acorda pula de volta e não tocamos no assunto, um jeito muito maduro de lidar com a situação.

Atlanta estava destruída repleta de zumbis assim como a deixamos, não tem como não pensar no Merle, mas de algum jeito eu sei que meu irmão durão está por ai, dando conta do recado.

−Vamos recolher combustível, suprimentos e seguir viagem, não tem como continuar nesse lugar muito tempo! Rick nos diz.

−Acho que temos carros demais! Aviso disposto a deixar a caminhonete para trás – Sigo de moto! Olho para Mary, ela parece preocupada – Tem medo de andar de moto? Eu pergunto, podíamos deixar outro carro e seguir com a caminhonete, só não vou deixar a moto para trás, se um dia Merle descobre me mata.

−Não! Ela me diz e sorri, eu pisco confuso, ela sorriu, dou um passo até ela e paro, quando me dou conta do que estou fazendo.

−Certo! Paro de olhar para ela, todos concordam e Shane também é obrigado a deixar o jipe, quanto menos melhor. Nosso grupo reduzia a cada dia.

Saímos de Atlanta, minha ligação com Merle se corta ali, eu sinto isso, nos perdemos para sempre, meu coração se aperta um pouco como se estivesse abandonando ele, mas Merle faria o mesmo, ninguém consegue viver sozinho no meio daquela encrenca, e tem uma pessoa ou outra no grupo que até posso dizer que gosto.

Nosso destino era Fort Benning se tinha algum lugar que podia estar de pé era lá, uma viagem infernal longa e cansativa com certeza, e sem a menor ideia do que poderíamos encontrar no caminho, mas era uma esperança, uma luz no fim do túnel.

Subo na moto e Mary se senta na garupa, fica tímida, sem saber muito como agir, até que não era má ideia pegar a estrada com o vento no rosto e os braços de Mary em volta de mim.

−Já andou de moto? Eu pergunto e ela faz que não – Então se segura em mim e vamos nessa! Ela me abraça e ligo a moto dessa vez eu puxaria o comboio, depois de um tempo ela se recosta em mim, eu sorrio aproveitando que ela não podia ver e acelero, então depois de um tempo começo a notar carros parados na estrada, assim como no dia que partimos rumo a Atlanta, a estrada estava tomada por eles, ouço um barulho vindo do treler e paro, aquele merda era uma lata velha gigante, paramos todos no meio da estrada apreensivos.

−Precisamos de uma mangueira! Dale nos avisa, olho em volta remexendo num carro.

−Podemos encontrar muita coisa por aqui, e retirar gasolina!

−Vamos pessoal todo mundo procurando nos carros! Shane o vice chefe manda e todos começam a circular saio com T-dog e observo Mary por entre os carros, olhando aqui e ali, Dale sobe no treler para vigiar e vejo Rick armado também de vigia, então me distraio no meu trabalho, esse lugar me parece um tanto perigoso, quero sair logo daqui.

Pov – Mary

Lori tinha razão aquilo era um cemitério, eu caminho por entre os carros observando a devastação, não tenho certeza sobre o que aconteceu, me lembra o dia que Daryl me salvou, era como se estivéssemos voltando um tempo depois, seria assim que estaríamos se tivéssemos ficado esperando na estrada?

Eu olho para floresta, me lembro do dia em que saí com Daryl para caçar, um dia perfeito, caminho até o acostamento, cruzo a pequena grade de proteção, só quero olhar aquele lugar um pouco mais de perto, não sei se um dia teremos mais uma oportunidade como aquela, um dia na floresta.

Agora eu tinha mais uma coisa boa para guardar junto com as coisas boas que acontecem com Mary, andar de moto na garupa de Daryl, fiquei tão triste quando ele disse que seguiria de moto, achei que ele me mandaria seguir de carro com alguém, mas ele queria que fosse com ele, me fez sorrir, talvez possa guardar esse sorriso junto, não sei se terão outros, dormi de novo nos braços dele, ele estava dormindo, tão lindo, eu estava com tanto medo, fui ficar perto dele, era para ter só chegado perto, não dormido agarrada a ele, mas ele me puxou dormindo e eu gostei, nunca pensei que um dia gostaria de estar nos braços de um homem, sempre achei que seria aquele nojo, aquela angustia, mas não era assim com ele, eu ainda tinha medo, não quero nunca que ele me machuque, mas gosto de estar em seus braços, mais do que em qualquer lugar.

Decido voltar ao trabalho, estava me virando quando escorrego para a mata, arranho um pouco o braço, me sento me sentindo ridícula e limpo um pouco a poeira, estava me levantando quando sinto algo errado, as pessoas se escondendo em baixo dos carros e quando olho meu coração quase para.

Eu caminho abaixada e silenciosa, sigo mais para dentro da floresta me escondendo atrás de uma árvore e vejo horrorizada a marcha dos mortos, muitos corpos caminhando pela estrada, com seus olhos sem vida e sua fome assassina, eu tampo a boca com medo de me trair e gritar, assisto eles caminharem enquanto vejo Sophia e Carl em baixo de carros, Lori e Carol, Rick, Dale deveria estar deitado sobre o treler, rezo para estar bem, vejo Glenn e Shane também escondidos, e procuro por Daryl, sabia que estava por ali, meu coração a mil, ele tem que estar bem, e vejo um movimento, era ele puxando um daqueles corpos para se esconder acredito.

O treler? Andrea tinha voltado para o treler e um zumbi acho que percebendo ou sentindo entra, quero fazer algo, não tem nada para fazer a não ser rezar e assistir como num filme de terror aquelas pessoas espremidas vivendo seu pequeno inferno.

Não sei o que está acontecendo no treler, só sei que eles continuam seu caminho, sem notar realmente nenhum dos nossos, e a marcha segue em frente, volto mais uma vez minha atenção às crianças, Sophia se mexe.

−Ainda não Sophia! Eu sussurro quando vejo dois deles caminhando muito atrás do grupo, retardatário na corrida dos mortos.

Um deles se abaixa, tenta alcança-la Sophia se desespera, o outro se aproxima.

−Não, não, Deus, por favor! Eu chorava, quem sabe se corresse até ela, mas Sophia se desespera e corre para floresta com os mortos em seu encalço.

Vejo Rick saindo atrás e sem pensar muito me enfio na floresta corro mais afastada, atenta a tudo, na direção que ela foi, mas não a vejo, nem vejo Rick, paro de correr, sei em que direção está a estrada, posso caminhar mais uns minutos, ter certeza de que ele a encontrou e é o que faço, olhando para o chão, me lembrando das lições de Daryl, não vejo nada, o tempo começa a passar e então de longe vejo Sophia correndo.

−Sophia! Eu grito, mesmo sabendo dos riscos, ela não me ouve, se embrenha na mata e não sei porque fez isso, porque mudou de direção, agora não posso voltar, tenho que tentar seguir seu rastro, continuo andando, o mais silenciosa que posso, sei que tenho de voltar, mas ela é só uma criança, e está sozinha.

Daryl é o melhor caçador, mesmo antes de conhece-lo já sabia disso, sua fama o precede, ele pode achar Sophia e pode me achar, vai ficar furioso mas vai me achar.

Depois de um tempo descubro que tinha perdido completamente o rastro de Sophia, e que já não tinha mais tanta certeza de que caminho tinha de seguir, não me importo comigo, só com Sophia, penso em seu medo e minhas lágrimas me dominam, ouço passos, me escondo e vejo um zumbi caminhando, fico tremula, eu não tinha nada para me defender, pego uma pedra, a aperto na mão atenta ao rumo do zumbi, ele estava distante e continua seu caminho, fico imóvel como um boneco de cera e ele desaparece por entre as árvores, Sophia está nessa floresta, eu continuo a caminhar, já não sei mais o que fazer, só me resta tentar encontrar o caminho de volta, mais uns minutos de caminhada silenciosa e apavorada, perdida e sem conseguir conter as lágrimas.

−Esse desgraçado almoçou uma marmota! Ouço a voz de Daryl, por favor continue falando! Eu peço mentalmente enquanto tento encontra-lo.

−Pelo menos sabemos que ele não pegou nenhuma das duas! Rick diz e apresso meu passo, estou na lista dos desaparecidos me dou conta e então eu o vejo, meu coração dispara e quando sinto o alivio nos olhos de Daryl ele quase para de bater.

−Mary! Ele diz e eu apenas caminho para seus braços, Rick sorria.

−Desculpe! Eu começo com medo de ficarem bravos comigo, além de me perder não consegui achar Sophia, soluço – Não consegui seguir o rastro dela muito tempo, ela mudou o caminho!

−Eu vi! Daryl me diz – Mas não precisa se preocupar, ninguém está culpando você!

−Vão culpar a mim! Rick comunica.

−Mas correu atrás dela! Eu o lembro – Andrea? Meu coração acelera – Assisti tudo vi o zumbi entrando...

−Ela pegou ele! Daryl me avisa, eu me afasto dele, meio envergonhada, ele não diz nada – Vamos já vai escurecer.

−E a Sophia? Me apavoro.

−É inútil caça-la á noite.

−Ela vai ficar na floresta? Meu coração dói ante a ideia.

−Sinto muito Mary, não encontraríamos nada no meio da noite! Daryl me diz um tanto abatido, ninguém quer uma garota perdida na floresta.

−Pelo menos encontramos você! Rick me diz – Seu namorado estava maluco! Eu olho para Daryl que desvia o olhar, ele estava preocupado comigo, ninguém se preocupa comigo.

Chegar sem Sophia é uma dor infinita, ver o sofrimento de Carol sem poder fazer nada, mas tentamos.

−Mary você seguiu ela, eu vi! Carol me diz, me sinto culpada, tão culpada, devia ter ignorado a voz de Daryl continuado na floresta, tentado mais, baixo a cabeça chorando.

−Mary fez o que pode, mais do que isso, se perdeu tentando achar sua filha! Daryl avisa Carol – Foi sorte acha-la!

−Achou sua namorada, mas não achou minha filha! Ela chora abraçada a Lori.

−Não achei minha namorada, ela me achou! Eles tinham tanta certeza de que eu era namorada dele que as vezes, ou quase sempre, ou na verdade o tempo todo nós dois simplesmente aceitávamos isso como um fato.

Mas claro que eu sabia que Daryl Dixon nunca iria querer nada comigo, principalmente ele, que sabia quem eu era, de onde eu vim.

Rick tenta se explicar e promete que sairíamos na manhã seguinte em busca de Sophia.

Então as pessoas se preparam para passar a noite, alguns dentro dos carros, outros no treler, mas eu e Daryl estávamos de moto, como seria?

−Não consigo dormir! Ele diz – Vá ficar no treler com o Dale, eu vou ficar por aqui de vigia.

Eu não quero fazer isso, principalmente por que Shane está lá e ele me assusta, quero ficar lá fora com ele, esperar a hora de achar Sophia, olho para ele assustada, como posso pedir para ficar sem parecer uma grudenta boba, bom não tem como fazer isso então eu simplesmente fico muda, as lágrimas correndo.

−Vamos achar Sophia! Ele me diz – Está sem sono? Eu afirmo rápido, ele sorri um pouco, se senta num capo de carro – Então vamos assistir o nascer do sol.

Me sento a seu lado, ficamos silenciosos, T-dog estava ferido, ele me conta o que aconteceu, acho que superou o que T-dog fez com Merle.

−O que estava fazendo na floresta? Ele me pergunta – Achei que estaria debaixo de um carro como todos.

−Me lembrei do dia que caçamos e fui olhar mais de perto, escorreguei, cai e então eu os vi, não tinha nada que pudesse fazer, me escondi lá.

−Eu estava a uns dez minutos te procurando quando Lori me disse que tinha seguido Sophia, então Rick voltou dizendo que tinha se perdido da menina, saí atrás das duas.

−Obrigada! Eu digo a ele, a noite estava escura e assustadora, penso em Sophia na floresta, caminhando sozinha – Ela deve estar com tanto medo! Não posso não chorar, ele passa um braço sobre meu ombro, gentil.

−Ela vai se esconder e esperar, seria burrice faze diferente!

−Ela é criança, eu não sei se pode fazer isso.

Ficamos mudos, pensativos, olhando a noite, às vezes eu tinha um sobressalto com um barulho ou outro, Glenn substitui T-dog na vigia, e continuo ali, com o braço de Daryl sobre meu ombro, esperando as horas passarem.

Amanhece e começamos a nos organizar, Carl tinha encontrado um kit mata zumbi, como Daryl chamou e todos pegamos armas, ele escolhe a minha, uma boa faca, eu ao menos já tinha matado dois zumbis, foi no desespero, mas fiz, a maioria nunca tinha feito nada assim, não tão de perto.

Saímos num grupo grande, com Daryl nos guiando, Andrea muito brava porque não queria ficar seu um revolver, depois de muito tempo de caminhada num clima de completo pesar ouvimos sinos, podia ser ela, em alguma igreja da região, alguém avisando que a encontraram.

Corremos todos, mas era só uma igreja abandonada, Daryl e Rick abrem a porta e eu nunca imaginei que veria algo assim, zumbis sentados como se estivessem rezando, nem aquela marcha me deu tanto medo, fui para trás de Daryl instintivamente, Rick, Shane e ele mataram todos, e começamos a procurar, mas não havia sinal de Sophia.

−Está aceitando pedidos JC? Daryl diz a imagem de Jesus na cruz, não, ele não estava, nem sei se algum dia esteve, e agora parece que estamos mais sozinhos que nunca.

O sino volta a tocar, corremos para fora, apenas uma máquina, ligado no automático, Glenn destrói o aparelho, tínhamos caminhado um tempo sem fim, até chegarmos de volta a estrada seria mais uma vez noite e então, mesmo sob os protestos de Carol fica decidido que deveríamos voltar, mas Rick se sentia culpado e continua com Shane, Carl pede para ir, e Lori permite.

−Sigam com o Daryl, eu vou ficar mais um pouco.

Começamos nossa caminhada de volta, Daryl estava sempre na frente e sempre me olhando, fico a seu lado, o restante mais atrás, num clima péssimo.

−Cansada?

−Um pouco, mas não quero voltar! Conto a ele – É minha culpa também, eu não corri o bastante, podia ter gritado mais por ela.

Daryl para, me olha sério, depois olha para o grupo.

−Descansem um pouco! Avisa e me puxa para mais longe.

−Eu não quero que se sinta culpada! Ele estava bravo, me assusto um pouco – Foi mais corajosa que a mãe dela, Carol está chorando agora, mas deixou você e o Rick seguirem a filha, nem me avisou que você estava lá, só me disseram que estava seguindo Sophia quando comecei a quebrar coisas! Ele me diz.

−Era o certo a fazer, eu estava lá, vi em que direção ela foi, desculpe!

−Sei que fez o que era certo, mas se arriscou, podia ter sido devorada, abri a barriga de um zumbi tentando achar você, então, apenas vamos fazer tudo que pudermos, mas nenhum de nós tem culpa!

−Faço muitas coisas estúpidas, irrito as pessoas! Eu digo, acabo de irritar a única pessoa que cuida de mim, meus olhos se enchem de lágrimas, não sei mais o que fazer para controlar isso, elas parecem que nunca mais vão parar de rolar, e não tem nada a ver com o fim do mundo, tem a ver com ele, ele fez isso, abriu alguma coisa em mim que já estava fechada e esquecida e agora é o tempo todo isso.

−Como pode achar isso, Mary? Ele diz mais gentil – Estamos fazendo tudo, foi mais esperta que todos com aquele doutorzinho, seguiu Sophia, como pode achar que faz coisas estúpidas, não tem ninguém irritado com você! Ele me olha, tem os olhos tão lindos, meu céu de verão, eu penso quando a mão dele subitamente toca meu rosto secando minha lágrima.

−Vão passar a noite ai namorando ou podemos continuar? Andrea diz irônica.

−Bom, talvez agora tenha alguém irritado com você! Ele ri e olha para ela agora sem muito humor – Vamos pessoal, ainda estamos muito longe do nosso destino.

Eu fico caminhando do lado dele, pensando em tudo que me disse, não acredito muito, que as pessoas possam gostar de mim, sou tão tímida, afasto todos, se esbarram em mim só falto correr, isso é tão visível que ninguém faz isso mais, só Daryl, mas isso porque nunca corro dele, nem sei se alguém correria, ele é um homem difícil, ao menos com os outros, está sempre gritando e reclamando, mas é o primeiro a pegar no pesado, a se arriscar.

Me lembro quando entrou na minha casa para salvar o Jack, pensei que era um recado do diabo, mas agora acho que foi um presente de Deus, eu olho para ele atento em tudo, pegadas, passos, o grupo, e eu, vez por outra me procura, me espera, nunca vou entender porque Daryl Dixon cuida de mim, mas ele cuida e gosto disso.

Notas finais
E então gostaram? Comentem.
Gente tem uma amiga minha que está escrevendo uma fic, muito legal, mesmo tema, e com o nosso amado Daryl Dixon, vou deixar o Link, quem sabe gostam, eu adoro.
http://fanfiction.com.br/historia/419123/State_Of_Grace/