Apocalipse - A Era Dos Mortos
37 Capítulo 37 - Merle
Notas iniciais
Espero que gostem.
Pov – Merle
Eles não vão fazer, é claro que não vão, são um bando de puritanos metidos a certinhos, brincando de família feliz como se o mundo não tivesse acabado, como se esses bichos imundos não estivessem por ai nos caçando.
Um bebê, o tempo todo preocupados com um bebê que não vai chegar a fazer aniversário, mas eles estão lá, cheios de esperanças, inclusive meu irmãozinho molenga, claro que o idiota estaria com eles, sempre querendo fazer a coisa certa, e agora arrumou um herói idiota para seguir.
A hipocrisia reina nesse lugar, e aquele desgraçado do governador vai acabar com todos e eles nem vão ter tempo de reagir! Eu os vejo caminhando felizes enquanto trabalham, achando que vão ter algum sucesso, otários, mas quero meu irmão vivo.
Quero a pequena esquisita viva, se ela morrer meu irmão nunca mais se levanta e ela vai morrer, isso é um fato se o Governador vier ela vai cair e ele vai junto, está caidinho por ela, posso até entender isso, a garota gosta dele, é boa para ele, melhor que qualquer uma que já vi andar atrás do Daryl.
Eu levo a negra, faço isso e ninguém mais se machuca, não vai ser a primeira merda que faço, talvez seja a última, eu não sei se saio vivo depois de entregar a vadia, mas se conseguir quero ficar com meu irmão, concertar as coisas.
Preciso preparar tudo, arrumar fios para prender a mulher, ela é forte e esperta, posso enganar ela e saímos sem ninguém ver, levo até o cara e depois que se dane, caminho a procura do que preciso e encontro Mary, ela me sorri, antes não tinha uma reação ao que quer que fosse, agora não pode me ver que sorri.
−OI! Ela me diz – Procurando alguma coisa?
−Cunhadinha que tal cuidar da própria vida! Ela para de sorrir, mas não sai do meu lado, parece um carrapato – Gosta mesmo daquele molenga né?
−Amo! Ela conta como se não soubesse, fico olhando para ela um tempo.
−Não deixa ele cair, se ele cair tem que fazer ele ficar de pé!
−Pode deixar, mas vai estar aqui para ajudar, não é?
−Nunca se sabe, essa merda tem que acabar uma hora, se alguém atravessar seu caminho enfia uma bala no meio da testa, seja vivo ou morto!
−Posso tentar! Ela me diz.
−Manda a Mary esquisita para o inferno, aquela garota não pode sobreviver a isso, ou fica forte ou vai queimar no inferno! Eu a deixo já estou dando bandeira e não sou nenhum conselheiro de garotinhas indefesas.
Sigo meu caminho, estou fazendo minha busca em uma sala quando ele entra, sempre com a besta em punho, é o melhor caçador que existe, mas nunca vou dizer a ele, se disser ele para de se esforçar e eu sei como é esse mundo, é só relaxar e ele te engole, tem que ficar sempre alerta, sempre firme.
−E ai maninho, eu já estava indo atrás de você!
−O que está fazendo aqui em baixo?
−Eu só estava procurando um pouco de meta anfetamina! Ele faz aquela cara de nojo, Daryl sempre odiou isso – É eu sei essa droga ainda vai me matar.
−Já falou com o Rick? Ele me pergunta olhando em volta, não está convencido.
−Já, eu já falei, eu vou, mas ele não tem estômago para isso, vai pipocar, você sabe disso! Eu o analiso, parece feliz com essa hipótese.
−É eu sei, se for isso tudo bem! Ele me diz, está confuso, meu irmãozinho sempre desengonçado.
−Quer que ele não faça? Pergunto provocador.
−O que ele decidir está bom! Ele dá de ombros e odeio que confie tanto naquele policial de merda, odeio que não consegui ser o que ele esperava que eu fosse.
−Cara, será que ainda tem os seus colhões maninho, eles ainda estão no seu saco? Sinto aquele ódio que sempre me domina me invadir, Daryl tem pavio curto, eu não tenho nenhum – Porque se eles estão aí, são seus, você chamava pessoas assim de ovelhas! Eu o condeno, e lá está o garotinho fraco andando de um lado para o outro, não quero que seja assim, esse mundo não dá chance para os fracos – O que aconteceu com você?
−O que aconteceu com você o Glenn a Maggie? Ele me pergunta, joga na minha cara o que fiz, a última vez que o vi éramos só nós dois e a esquisita que ele estava apaixonado, agora vem com esse papo de Glenn e Maggie?
−Eu já fiz pior, você precisa crescer! Acuso Daryl, estou farto de ser o errado de não me encaixar, vivi lá fora antes dele sair das fraldas sei como é o mundo – Às coisas são diferentes agora! Deixo isso bem claro, chega de ser acusado, de ter o dedo na minha cara como se fosse o único errado, conheço meus erros, cada um deles, não preciso que me apontem nenhum – Vocês ficam olhando para mim como se eu fosse o diabo quando peguei os dois pombinhos daquele jeito não é, mas agora vocês todos querem fazer a mesma coisa que eu fiz, pegar alguém e entregar para o governador, como eu fiz! Ele se encolhe, se envergonha, meu maninho e essa mania de ser bom, vai acabar morto – As pessoas fazer o que precisam fazer ou elas morrem, quer sua amada Mary morta, é isso, vai deixar ela morrer para manter a negra viva?
−Não dá para fazer as coisas sem contar com os outros mano! Ele me diz, sei o que quer, quer que brinque de família feliz com ele, mas não sei se consigo.
−Talvez o povo precise de alguém como eu por aqui, para o serviço sujo, um cara mal, é assim que as coisas são agora, não é? O que acha disso? Eu sei que ele não quer isso, mas preciso fazer Daryl enxergar.
−Eu só quero meu irmão de volta! Ele toca meu ombro, não pode fazer isso, não pode me deixar fraco, então faço o que tenho que fazer, eu o afasto.
−Cai fora daqui!
Daryl me dá as costas, fico eu e minha fúria, vou fazer o que tem que ser feito e deixar meu irmão vivo, termino de preparar tudo e vou atrás de Michonne, eu sei que disse a ela para recomeçarmos, mas ela foi provocar o governador, ninguém mandou fazer isso não é justo que os outros paguem pela ousadia de entrar na casa dele e arrancar seu olho, só porque tem ciúme dele com a loira.
Convencer ela a descer comigo para limpar aquelas tumbas fedidas não é difícil, ela está toda empenhada em ajudar o grupo, quer entrar para o time dos bonzinhos a todo custo.
Lá eu a apago com uma coronhada, dou conta de meia dúzia de zumbis e carrego ela para longe, amarro a vadia, sair com ela é mais fácil que arrancar doce de criança, são um bando de estúpidos mesmo, bela guarda a deles, ninguém me vê tira-la de lá e levar para longe.
Ela acorda com um saco na cabeça e eu a coloco de pé, está amarrada, estou com sua espada e seguimos caminhando com ela presa por um fio, conto os planos do governador, explico que Rick não faria.
−Mas você sim! Ela me acusa, caminha calma e acabo admirando sua coragem.
−Sabe, ele foi o cara que voltou por mim lá naquele teto, não isso é coisa minha! Um zumbi se aproxima, eu a solto e uso sua espada para pega-lo queria saber como é e realmente é uma boa arma, ela não foge.
−Não fugiu! Faço pouco, sempre faço isso.
−Não quero minha espada antes! Rimos os dois, uma pequena batalha de palavras, acusações trocadas, vamos fazer isso todo o caminho eu sei.
−Eu quero ficar com meu irmão! Conto a ela – Meu irmão quer ficar na prisão, talvez isso resolva as coisas e tudo fique em paz, talvez isso faça tudo ser perdoado! Nem mesmo eu acredito nessas palavras.
−Disse um monte de talvez! Ela percebe, não tem como negar isso.
−É preciso jogar com a mão que se tem e eu só tenho uma! Precisamos de um carro, assim chego logo ao meu destino, e não me arrependo de mais essa merda, conviver com Mary anda me deixando meio mole.
−Você fala do peso das coisas que tem que fazer, um homem ruim mesmo não sente nada, tudo é leve! Ela me enxerga, mais do que gosto que me vejam, não quero voltar, não consigo mais, já fui longe demais.
−Eu já matei dezesseis homens desde que tudo começou! Andando.
Continuamos nossa caminhada quando zumbis se aproximam, ela não vai me fazer desistir.
Rick me perguntou porque faço essas coisas, disse que não sabia mas eu sei, claro que sei, aprendi com meu pai como são as coisas, depois nas ruas, na cadeia e nessa merda de apocalipse, eu faço porque tem que ser feito, eu mastigo os outros antes de ser mastigado, cedo ou tarde alguém te engole vivo, se tem que ser alguém que seja eu, não abro para ninguém me pegar, nunca baixo a guarda, não Merle Dixon.
E mesmo se quisesse, como às vezes quero quando vejo meu irmão conseguindo construir alguma coisas, agora é tarde para mim, muito tarde.
Paro num velho motel de beira de estrada, amarro Michonne num pilar e vou fazer ligação direta num carro, me enfio dentro dele e a porra do alarme dispara, aqueles bichos de merda começam a surgir ouço a vadia gritar por mim, mas termino meu serviço bem a tempo de pegar um infeliz que avança sobre mim, derrubo alguns, por ironia tenho que salvar a vida dela, só para depois saber que vai acabar morta, entramos no carro e seguimos viagem.
Ela me acusa de ser o cara que limpa a sujeira dos outros, que sou o cara que limpa o pinico, quer me provocar, me fazer recuar, como se eu não quisesse fazer isso eu mesmo.
−É diferente para o seu irmão!
−É sim, o Rick fala pula e ele quer saber a altura!
−Não, Rick precisa dele, respeita! Eu sei que ela está certa, mesmo custando a admitir sei que está – Ele não pediu a ele para fazer esse serviço, pediu?
−Não porque ele quer que seja feito!
−Continue dizendo isso a si mesmo! Ela está empenhada – Na real isso poderia ter sido sua chance, um novo começo para você, mas você escolheu ficar de fora! Ela não entende que não posso mais voltar atrás, que não tem recomeço para mim, que as pessoas não vão esquecer quem eu sou e o que eu fiz – Ninguém vai ficar de luto por você, nem mesmo o Daryl, ele tem uma nova família, tem a mulher dele.
−Se você continuar tentando me irritar eu vou cortar sua língua, o seu amigo está te entregando, você fica tanto de fora quanto eu! Ela não é melhor que eu, e tentar fazer minha consciência pesar não vai fazer diferença, ela já pesa uma tonelada, eu sei que meu irmão está em outra, que seguimos por caminhos opostos desde que nos separamos, que a cada dia que eu ficava mais sozinho e sem rumo, ele ficava mais próximo dos outros, que construía uma família.
−Pode ser, mas depois que o governador acabar comigo não terei mais que viver com isso! Eu sim, terei que viver com o que fiz, é disso que estou falando carregar o peso de tudo que fiz.
Ela me faz admitir que antes do govenador eu nunca tinha matado, que matei por ele, que fiz tudo que me pediu, e que agora estou sozinho, que ele me encheu com mentiras.
−Podemos voltar, nós dois, podemos voltar! Era tudo que queria, queria voltar e ser o irmão que Daryl espera que seja, mas não posso, não posso mais.
−Eu não posso voltar, você não entende isso! O ódio dá lugar a angustia que é me dar conta de tudo, de quem eu sou, do que fiz e do que poderia ter sido – Não posso!
−Porque?
Eu me decido, paro o carro, solto suas mãos, chega, vivi como um canalha, mas posso morrer como um homem.
−Volte você para eles e se prepare para o que vira! Ela desce entrego sua espada, ela seria útil para eles – Eu tenho que fazer uma coisa sozinho!
Pego a estrada mais uma vez e se vou fazer isso vou fazer em grande estilo, para começar preciso de rock in roll, uísque, e uns zumbis para animar a festa.
Pego a bebida num bar, ligo o som no último volume e espero meus convidados, eles vão se aproximando, se aglomerando em volta do carro e assim seguimos para o salão, vamos todos fazer uma visita para o governador caolho, vamos ver como ele nos recebe.
Sei onde ele está esperando a entrega do pacote, e sei que está preparando uma emboscada, vou dar uma chance ao meu irmão e a sua garota, ela merece isso, eles podem tentar.
O som está no último volume, desço do carro em movimento e me preparo para pegar o máximo de homens possível, quanto menos soldados, mais chance, com sorte pego o merda e acabo com essa porra toda.
Sou um Dixon, eu decido e quer saber, vamos esperar os fogos de artifícios, o baile começou.
Tem zumbis para todo lado, vindos de todos os lugares eu começo meu show, vou derrubando um a um dos homens do governador e ninguém sabe de onde vem a confusão, ele fica na minha mira, mas um garoto entra na minha frente, o maldito tinha sorte.
Um zumbi me morde, eu sabia que viriam, que uma hora acabaria na boca de um deles e que se dane, não me importo, vou para o inferno mas estou levando muitos comigo, avanço sobre ele, estou dando cabo dele quando os homens do governador me encontram, Martinez e seus capangas um dia foram os meus homens, eles me acertam de todos os lados, me deixam fraco e um tanto desnorteado.
−Deixem ele comigo! Aquele merda me quer, claro que sim, agora que estou fraco ele se arrisca, me atira de volta para o galpão, me acerta muitas vezes, ficamos de pé tento afasta-lo, minha mão no seu queixo e dois dedos em sua boca, mas ele é ruim como o cão e me arranca os dedos com os dentes, grito, mas não me rendo, ele prende o que um dia foi uma mão e hoje é só metal morto e frio como boa parte do que sou entre ferros, estou cansado, vivi uma vida de merda, talvez Michonne esteja certa, talvez ninguém fique de luto por mim, mas pode ser que ele entenda que quis lhes dar uma chance, que queria concertar as coisas com ele.
Sou Merle Dixon, vivi um inferno, mas não imploro, não implorei para aquele canalha quando era criança, não implorei naquele telhado e não vou implorar agora.
−Eu não vou implorar! Digo a ele e o canalha me aponta a arma, então era assim que terminaria para mim? Nas mãos do homem que me trouxe até aqui, que seja, não me importo fiz o que tinha que fazer.
Ouço o tiro e sinto a bala entrar e queimar meu peito, depois as coisas ficam sem importância e tudo se apaga.
POV – Mary
Saímos eu e Daryl, tive medo de ele não me deixar vir com ele, mas nem precisei pedir, se algo acontecer só quero estar com ele, sabia o que estava acontecendo, desde que conversei com Merle mais cedo eu sabia.
−Porque estava vindo falar comigo com a besta nas costas e uma pistola? Daryl me pergunta enquanto caminhávamos apressados, estamos a pé porque Merle saiu a pé e precisamos seguir seu rastro.
−Falei com Merle um pouco antes de te encontrar, achei que ele estava estranho, pareceu uma despedida e achei melhor me preparar e te chamar.
−Por que pareceu uma despedida? Ele me pergunta, sem desviar os olhos do chão, a procura de algum sinal.
−Por que ele me disse para não deixar você cair, para sempre te fazer ficar de pé, me disse para acertar uma bala em quem ficasse no meu caminho.
−Jeito Merle de aconselhar! Ele me diz abatido.
−É como ele vê a vida, e no fim faz algum sentido nesse mundo de hoje, mas o que importa é que me pediu para te fazer ficar de pé, ele se preocupa com você! Eu tento animá-lo, mas estou com medo do que vamos encontrar.
−Merle decidiu começar a guerra sem nós bruxa, não sei se vamos chegar a tempo, então preciso que se concentre em ficar viva!
−Não se preocupe! Daryl sabe onde Merle foi, ele foi entregar Michonne no local combinado, Daryl esteve lá uma vez, não vai ser difícil chegar.
Depois de um tempo encontramos Michonne caminhando, ela acertava a cabeça de um zumbi, só a cabeça decepada.
Daryl diminui o passo, meu coração acelera, será que Michonne matou Merle, se fosse isso teríamos que aceitar, ninguém pode ser condenado por lutar pela própria vida, aperto a pistola querendo tirar do ferro alguma força.
−Matou ele? Daryl pergunta, posso sentir seu medo, sua tensão, os irmãos Dixon estavam sempre lutando um contra o outro, medindo forças, tentado se agarrar no sangue que os unia, no fundo se amavam.
−Ele me libertou! Ela avisa e sabemos o que isso significa, Merle foi numa missão suicida.
−Não deixe que venham atrás de mim! Daryl avisa a ela que concorda, depois me olha.
−Eu não vou voltar! Exerço a tal liberdade que um dia ele me disse que tinha, Daryl concorda e seguimos agora muito mais apressados, estamos silenciosos, encontramos um zumbi no caminho, eu atiro minha flecha, estou me aquecendo para o momento que elas serão preciosas.
−Ele vai tentar matar o governador, se não conseguir impedir Merle, talvez tenhamos que lutar! Daryl me diz.
−Por isso estou aqui! Eu aviso a ele, não tenho nenhum drama de consciência quanto a isso, o homem é um monstro, quer nossas cabeças, ele começou com isso, não nós.
Assim que nos aproximamos do que acho que era o local do encontro vejo corpos espalhados, zumbis e homens, provavelmente os soldados do governador, Daryl está atento, sempre tomando a frente, eu estou logo atrás, ele acerta a cabeça de um zumbi que se alimentava de um corpo e então ele para, o mundo para.
Lá está ele, de joelhos, saciando a fome assassina que todas aquelas coisas tem, mas não é só um zumbi, é ele, Merle está ali, fico tremula, minhas pernas enfraquecem por um segundo antes de me refazer e ficar de novo de pé, não por mim, mas por Daryl.
Merle e aquele ódio sem fim, aquela fúria infinita e aquele amor pelo irmão, pelo sangue Dixon.
Os dois se encaram quando Merle fica de pé e caminha para Daryl, não tem mais o andar provocador de quem quer encrenca, anda movido pela fome, fixa os olhos no irmão, mas não o enxerga, só vê a carne, Daryl chora, está devastado, afasta a besta, eu sei que nunca poderia usá-la no irmão, empurra Merle.
−Sai daqui! Grita em seu desespero, Merle volta, e é de novo empurrado, é o último confronto, sei que tenho que ficar de fora, que Daryl tem que fazer isso, que Merle iria querer que fosse assim – Sai! Ele grita mais uma vez, então retira a própria faca e avança sobre o que um dia foi tudo que Daryl tinha, acerta sua cabeça, os dois caem e ele continua a golpear, expulsar o ódio, exorcizar os fantasmas de uma vida de angustia, depois quando suas forças se vão e fica só a dor de perder o irmão ele se deixa cair ao lado do corpo de Merle e chora toda sua dor e agora sim posso caminhar até ele e atender ao último desejo de Merle, fazê-lo ficar de pé.
Um dia ele me estendeu a mão, me disse para aguentar firme, faço o mesmo, estendo a mão a ele, Daryl me olha por entre suas lágrimas, eu também choro por Merle, mais ninguém vai fazer isso.
−Pegue minha mão, você tem que aguentar firme, eu estou bem aqui! Ele pega minha mão e está de novo de pé, me envolve num abraço e choramos juntos, não pela morte de Merle, sua morte foi digna, choramos pela vida dele, essa foi um misto de erros e desilusão.
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