Apocalipse - A Era Dos Mortos
25 Capítulo 25 - Presidiarios
Notas iniciais
Só porque ficara muito curiosos.
Pov — Daryl
−Oi! Maggie a cumprimenta – Como está?
−Aqui! Mary responde está triste posso sentir pela voz – Mas estou pronta para continuar o que começamos.
−Está triste, brigaram?
−Não Maggie, ele só me deixou! Eu não deixei ela, de onde tirou isso, bom pareceu isso na verdade – Carol me disse que eles vão ficar juntos, que ele vai terminar tudo, mas acho que ele nem se deu ao trabalho de me avisar.
−Carol e Daryl? Maggie se espanta, não mais do que eu, vou matar aquela vadia, na primeira chance que tiver – Mary acho que está enganada.
−Eu o vi fazendo massagem nela e depois ela me disse que ele queria mais, mas ela disse não só depois que acabar o namoro, acho que então ele só ficou longe.
Eu fiz isso, sabia que Mary nunca que viria ficar comigo sozinha e simplesmente fui para longe dela, o que eu esperava?
−Acho que está errada, que não deve dar ouvidos a Carol, foi só uma briguinha de casal, logo ficam de bem! Maggie você é ótima! Eu penso.
−Não sou experiente sabe, com essa coisa de mostrar o que sinto, não sei agradar ele, acho que ele viu isso, Daryl merece alguém que o faça feliz.
−E essa pessoa é você, sabe que agora que encontramos um lugar podem ter mais intimidade, e eu até pensei em dividir meus comprimidos com você, achei numa das casas que estivemos.
−Contraceptivos? Mary pergunta, não aguento a tristeza na sua voz, a dor que suas palavras exprimiam.
−É, para quando ficarem de bem, eu brigo com o Glenn as vezes, depois passa, às vezes nem me lembro do motivo da briga, e esses dias foram difíceis demais, todos ficaram no limite.
−Fique Maggie não quero, não preciso, mesmo que ele entrasse aqui e dissesse que ainda me ama, que me quer para sempre – Ela suspira – E acredite, isso nunca vai acontecer por que ninguém poderia gostar assim de mim, mas mesmo que continuássemos juntos eu não preciso disso.
−Querida, se ficarem juntos de novo vai acontecer cedo ou tarde! Pode apostar Maggie, eu penso.
−Não posso ter filhos Maggie, não sem um tratamento, agora o mundo acabou, não tem mais tratamento, já contei que coisas aconteciam, e bom começou muito cedo, eu era uma... Maggie uma vez eu tinha doze anos e tive uma hemorragia, ele... o médico disse que só poderia ter filhos se fizesse um tratamento quando decidisse ser mãe.
−Mary! Maggie estava assustada e eu podia morrer de ódio daquele demônio e de mim, do que fiz com ela do que sempre acabo fazendo – Ele foi preso, se precisou ir a um hospital, os médicos, a polícia isso acabou depois não foi?
−Tive que dizer que fui atacada na rua, tive até que fazer um retrato do meu agressor, eu era só uma garota, estava completamente apavorada, com medo de como seria quando voltasse para casa, obedeci, como vê, não preciso pensar nisso, de qualquer maneira.
−Mary, precisa se erguer, se não der certo com ele tudo bem acontece, não pode ficar aqui trancada, é linda, corajosa.
−Não quero fazer nada, não quero ver ele com a Carol, meu coração dói!
Eu sei que ficar aqui e ouvir isso é errado, mas é um bom castigo pelo que fiz a ela, ouvir suas palavras que me doem tanto, me cortam o coração, não posso me esquecer quem ela é, não posso me esquecer o que passou e o quanto foi grande para ela enfrentar isso para ficar comigo.
−Mas talvez já esteja melhor, talvez não demore tanto para essa dor passar, não dormiu com ele nas duas últimas noites e não teve pesadelos como disse que tem sem ele.
−Não dormi Maggie, não preguei os olhos!
−Deus Mary isso está errado, eu podia matar aquele imbecil! Eu também Maggie se fizer isso vai estar me fazendo um grande favor, nessa altura já estou encostado na parede, sem forças para sair dali, sem coragem para fazer nada – Quer saber vamos dormir um pouco, vou ficar aqui com você, mais tarde temos trabalho, vai deita eu fico e só saio quando acordar, se tiver um pesadelo te acordo e está de dia, ninguém vai estranhar se gritar, disse que todos sabem que tem esse problema.
−Nunca pensei que um dia teria uma amiga, você é muito especial, mas não pode ficar aqui comigo, tem o Glenn e depois não adianta, vou ter sonhos ruins do mesmo jeito, vou gritar e meus gritos ecoando por essa prisão vão ser uma grande humilhação.
−Quando começar eu te chamo, tampo sua boca! Maggie era mesmo uma boa amiga, e eu o pior namorado que alguém pode ter.
Elas ficam em silencio, e decido que é hora de fazer algo.
Coragem Dixon, era muito mais fácil matar zumbis.
Paro na porta, Maggie está deitada com Mary, ela me olha e peço para sair com um movimento de cabeça.
−Já venho Mary! Maggie sai da cela me odiando, Mary está virada para parede, não me vê e então me deito com ela. A envolvo como ela gosta e as lágrimas dela começam a correr.
−Desculpe! Digo a ela que continua muda – Amo você, nunca quis brigar ou ficar longe!
Ela soluça, se encolhe e puxa minhas mãos para envolve-la mais, não sei se perdoou, mas posso passar o resto da vida pedindo que me perdoe.
−Não vai dizer nada? Eu beijo seu pescoço, não vou deixar passar essa chance e não me sinto constrangido em apelar para as coisas que Mary gosta – Olha para mim, quero beijar você!
−Porque está aqui, porque está fazendo isso? Ela soluça sem me olhar.
−Devia me perguntar porque não estava aqui antes eu descobri que sou ciumento, e um idiota, na verdade idiota eu já sabia que era, mas ciumento é novidade.
−O que eu fiz que te deixou com ciúme? Ela me pergunta – Não sei como mudar isso, eu...
−Não fez nada, mas fico achando que não sou bom o bastante para você e que vai me trocar e fico achando que como é assim perfeita todo mundo quer você!
Ela chora ainda mais, devo estar fazendo alguma coisa errada.
−E a Carol!
−A Carol é uma vadia e eu vou matar ela, ou talvez apenas a tranque lá em baixo com os zumbis!
−Ela disse que...
−Eu ouvi sua conversa, estava vindo falar com você e fiquei ouvindo tudo! Aviso de uma vez assim ela já faz a lista das coisas que tem que me perdoar.
−Tudo? Ela aperta os olhos – Eu sinto vergonha de quem eu sou!
−Eu não, amo quem você é! Ela então se vira para mim, mas não me olha, só se encolhe em meus braços – Se lembra que morava na minha barraca?
−Lembro!
−Precisa retribuir, posso morar na sua cela? Ela chora ainda mais e acho que o melhor a fazer é calar minha boca antes que Mary derreta.
−Pensei que não era mais sua garota!
−Pensei que não queria mais ser, é complicado para mim também, não sei dessas coisas de sentimento tanto quanto você, nunca tive isso Mary, não sei lidar com essas coisas, nem sei o que espera que eu diga, ou faça, só sei caçar, matar esses monstros, você é delica, as pessoas gostam de você e eu fico o tempo todo com medo de você ir embora e acabo fazendo uma bobagem atrás da outra.
−Estava indo bem! Ela me diz, não para de chorar, mas não me afasta, mesmo sem me olhar fica em meus braços.
−Até?
−Estava indo bem até eu te ver fazendo massagem nela! As lagrimas voltam com tudo, sou um imbecil máster.
−Sinto muito, juro que não quis magoar você, achei que agora que estávamos mais seguros, que ela podia nos deixar em paz, que podíamos nos entender todos, foi uma tentativa estúpida de selar a paz!
−Depois ficou longe de mim!
−Você estava lá de papo com o coreano!
−E com a Maggie, que é a namorada dele! Mary diz molhando minha camisa com suas lágrimas.
−Mas só enxerguei o Glenn, não é que não goste dele, mas essa coisa de ciúme deixa a gente meio idiota!
−Não vai mais ficar longe de mim?
−Eu prometo! E prometo mesmo – Será que pode parar de chorar só um pouquinho para eu poder beijar você?
−Acho que vai ter que me beijar chorando mesmo porque não consigo parar! Ela então me olha, os olhos dourados de Mary, eu a beijo a quanto tempo não a beijo assim, de verdade sem pressa, aproveitando cada segundo, ela me abraça, se entrega e acho mais uma vez que não mereço, depois nos afastamos um pouco, ela me olha não chora mais, ainda não sorri, mas não chora mais.
−Eu te amo Mary, nada mudou sobre isso.
−Mas ouviu minha conversa sabe o que aconteceu, que eu não posso ter um filho que ele...
−Não precisa dizer nada, eu sei que esse assunto faz você sofrer que é mais fácil quando fala com a Maggie sobre isso, não muda o que sinto, não quero um filho, não queria antes e muito menos agora que o mundo está acabando!
−Mas eu queria, por isso acabo dando minha comida toda para a Lori e a Carol reclama.
−Que merda Mary! Ela se espanta – Desculpe, mas precisa parar de dar ouvidos para a Carol, eu sei que dá sua comida para Lori, que faz isso escondida, mas isso agora acabou, vamos viver melhor.
−Vai se mudar para minha cela? Volto a beijá-la.
−Tente me tirar daqui! Ela sorri, meu coração acelera, minha garota.
−Fiquei apavorada sem você, vim ficar numa cela perto do seu poleiro só para te ver dormindo.
Eu a beijo de novo, nunca vou me acostumar que Mary me ama, ela se acalma as lágrimas vão embora de uma vez e tenho que me encontrar com os outros e tomar o resto da prisão.
−Temos que ir, mas quero que fique, não dormiu, eu acho que não está em condições de descer.
−Não quero, eu preciso ajudar, sou forte e estou feliz hoje, vou ficar bem, quanto mais gente melhor.
−Eu estava uma pilha com você lá matando aqueles zumbis e na hora que aquele cabeça oca de capacete te agarrou quase tive um ataque, melhor ficar.
−Deixa eu ir, por favor! Aquele olhar me deixa tonto, como posso dizer não – Fico do seu lado, juro!
−Certo! Ela me abraça – Mas se as coisas se complicarem mando você de volta.
−Combinado!
Descemos e vamos de mãos dadas encontrar os outros, passamos por Carol, ela nos olha com desdém, a culpa é da Mary e aquela flor, mas vamos resolver isso, ainda acabo com esse sorrisinho de vitória dela.
Eles querem usar as roupas que os guardas usaram, nem morto visto um treco melequento daqueles.
−Podemos ferver! T-dog diz quando uma meleca esverdeada escorre dos objetos.
−Nem com toda a lenha da floresta, sem chance.
Estamos prontos depois das despedidas e de Rick convencer o pequeno e corajoso filho a ficar e proteger as mulheres, descemos, eles ficam trancados nos blocos de cela.
Os primeiros passos nos dão uma ideia de onde estávamos, a escuridão era brutal, apenas as luzes das lanternas iluminavam nosso caminho, ninguém tem ideia do cheiro que tem a morte até estar num lugar como aquele, os corpos em decomposição dilacerados espalhados pelo chão nos dão ideia do que foi a batalha pela sobrevivência num lugar como aquele.
−Fica sempre perto de mim! Não acredito que Mary está aqui, esse não é um lugar para ninguém estar, mas principalmente ela.
Glenn vai marcando o caminho com tinta, o barulho dos nossos passos, das goteiras, do spray de Glenn tudo é irritante, macabro, caminhamos por corredores e só o que nos cerca é a morte, mas ainda não encontramos os zumbis, sei que estão aqui, mas ainda não os encontramos.
Mary está atrás de mim, mas ainda somos os que vão na frente, então quando viramos um corredor eles surgem, com seus gemidos e passos insertos, com aquela fome sem fim, é impossível passar e o frenesi começa, corremos em outra direção, sempre procurando ficarmos juntos, mais deles nos cercando, outra mudança de caminho e quando somos surpreendidos acabamos entrando em uma cela.
−Cadê a Maggie o Glenn! Mary pergunta assustada, nem posso imaginar o que seria para ela perder Maggie.
−Temos que voltar! Rick se levanta, estamos encolhidos na escuridão de não sei onde, o caminho está mais uma vez limpo e deixamos o lugar, caminhamos chamando por eles, baixo para não sermos ouvidos por zumbis.
Em algum momento Hershel se afasta e só nos damos conta quando ouvimos seus gritos de socorro, corremos todos, e um zumbi mordia sua perna.
−Não! Mary grita e Rick atira.
O tiro nos reuni a todos Maggie e Glenn surgem no minuto seguinte, mas também chama zumbis e precisamos fugir, corremos e vou na frente tentando proteger o grupo, Mary está do meu lado e conseguimos liberar o caminho com algumas flechas.
Glenn e T arrombam uma porta que está trancada e entramos com Hershel gemendo pela dor, não entendo o que o velho foi fazer lá em baixo conosco, ele não está acostumado com a adrenalina desses momentos.
Precisamos prender a porta eu e T-dog seguramos enquanto os outros arrastam Hershel para dentro, quando a porta está segura eu me afasto e então Rick retira o cinto.
−Só tem uma coisa a fazer! Rick pega o machado e não acredito no que vai fazer, Mary está com Maggie e Glenn segurando o velho e Rick começa a cortar a parte inferior da perna de Hershel, a cada machadada, os gritos de Hershel ressoam pela prisão.
Quando Rick termina eu os vejo, homens com uniformes escondidos atrás de uma parede de grade, nos olhando assustados.
−Abaixa! Eu aviso ficando de pé com minha arma apontada para eles.
Cinco homens, os olhos deixam claro que não sabem o que está acontecendo e parecem bem assustados.
−Quem são vocês! Pergunto e eles me olham, mato todos se fizerem qualquer movimento.
−Quem são vocês! Um deles me devolve a pergunta.
−Ele está sangrando temos que voltar! Rick grita desesperado.
Maggie e Mary ajudam Rick a tentar estancar o sangue eu mantenho os infelizes na minha mira e T-dog protege nossa porta.
−Que tal saírem daí, devagar e sem gracinha!
Eles obedecem, muito mais pela curiosidade do que pela ordem, não sei a quanto tempo está ali, nem como conseguiram ficar vivos, mas agora isso não importa.
Os caras acham que somos uma equipe de resgate, um bando de otários, precisamos levar Hershel antes que seja tarde aqueles idiotas podem esperar, Glenn improvisa uma cama, agora eu e Mary estamos separados, ela está na frente abrindo caminho para eles e eu fico atrás dando cobertura.
−Vocês são loucos! Um deles diz quando saíamos.
Vamos limpando o caminho e os presos nos seguem, entramos e enquanto Rick segue com Hershel, eu T-dog e Mary ficamos esperando os idiotas, se acham que estou brincando não me conhecem.
−Bloco C cela 4, é a minha deixa eu entrar gringo,
O idiota parece ser o líder dos presidiários, Mary vem ficar atrás de mim, ela enfrenta zumbis, mas os vivos são um problema para ela.
−É seu dia de sorte, foram perdoados pelo estado da Geórgia estão livres para ir!
−O que que tem lá dentro?
−Não é dá sua conta! Ele se exalta T-dog ergue a arma e Rick se aproxima, pedindo calma.
−Vou ficar lá dentro! Mary me avisa e fico grato, ela entra ouço o som da porta sendo trancada e então Rick começa a tentar convencê-los, o grandão quer ligar para mamãe, querem saber da guarda nacional, mas que bando de estrupidos, estão trancados naquele lugar a mais de duzentos dias, não sabem como o mundo é agora.
Levamos eles para fora, nosso pátio repleto de corpos, eles não acreditam que matamos todos, na verdade eu também não, a dois dias só o que fazemos é matar zumbis.
Os caras acham que vamos mesmo sair e deixar o presidio para eles, um bando de otários.
Rick acaba oferecendo um acordo, ajudamos a limpar um bloco de cela sem troca de metade da comida, não gosto de tê-los tão perto, nossas mulheres estão aqui, e vi o medo de Mary, mas desde que Dale morreu decidimos tentar fazer diferente, que seja, vamos tentar, se der errado vou adorar acabar com aquele idiota que se acha o líder dos presos.
Eu só quero acabar logo com isso, o velho está morrendo vai acabar virando um zumbi na frente da Mary, Glenn vai ter que fazer o que é preciso e quero estar perto dela porque sei o quanto ela ama Hershel, além disso esses caras estão me enchendo o saco e quero me ver livres dele de uma vez.
Acordo feito seguimos todos para verificar a dispensa, sem isso nada de ajudar aqueles idiotas, está na cara que esse dia não vai terminar nunca.
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